Integridade, rentabilidade e crescimento são as prioridades da Liberty Brasil

Liberty Seguros Daniela

O cenário econômico incerto, com uma polaridade política, mudanças climáticas que aumentam inundações, inflação que exige um esforço extra para as seguradoras de automóveis, como a Liberty Seguros, não são mais as únicas variáveis para a gestão de uma empresa. “Integridade, rentabilidade e crescimento são as prioridades do grupo”, diz Daniela Bouissou, diretora de transformação da subsidiária brasileira de um dos maiores grupos seguradores dos Estados Unidos. 

Para Daniela, de 49 anos, sendo 18 meses deles na seguradora, a flexibilização, a colaboração, o maior fortalecimento da diversidade, a criatividade e a inovação são fatores essenciais para que as empresas se mantenham integras, rentáveis, competitivas e em crescimento contínuo. Com esta filosofia em prática, agarrada a responsabilidades sociais, ambientais e de governança além da própria cerca, a Liberty Seguros se destaca quando o assunto é o S, da sigla ESG. 

Segundo a ginecologista obstetra, que chegou a fazer 500 partos antes de trocar a medicina por cargos estratégicos em transformação de empresas, o mundo passou por transformações nos últimos três anos, com a pandemia e o confinamento social. “O setor de seguros é um dos beneficiados pela aceleração da digitalização, com produtos, serviços e jornadas redesenhados para atender uma geração de consumidores mais exigentes e conscientes. Temos muito trabalho pela frente e precisamos de talentos para que esta jornada seja plena”, comenta.

Um dos projetos que mais a convenceram a trocar a vida em Portugal, de onde administrava uma startup na área de saúde, foi a oportunidade de trabalhar em uma empresa que já estava à frente no que diz respeito ao social. “A proposta da Liberty se encaixava na narrativa do que eu queria para mim e para minha família. Inclusive a exigência de trabalho remoto. Quando disse para a nossa CEO, Patricia Chacon, sobre esta necessidade, ela me contou que isso já era uma realidade da companhia mesmo antes da pandemia. Ela mesmo passou alguns meses trabalhando remotamente de outro país, onde nasceu sua filha.”

Depois de 18 meses no cargo, onde lidera a equipe que pensa na transformação do negócio, Daniela afirma que ninguém tem todas as respostas. ”Não há uma forma definitiva de modelo de transformação. Ela acontece todos os dias”, diz. Em sua visão, por meio das análises de dados disponíveis sobre os consumidores, ficou mais fácil mapear os novos critérios de decisão de compra de diferentes perfis de clientes – desde as preferências de produtos, formatos de atendimento e possíveis dores que podem ser sanadas, a fim de oferecer uma jornada positiva de consumo. 

Com tal objetivo sendo cumprido com sucesso, as equipes se dedicam a trazer o “ágil” para a companhia. “Isso significa antecipar problemas. O que posso fazer hoje colocando o “ágil” de forma mais deliberada. Este processo tem empoderado os times, o que agiliza corrigir as entregas com a grande base de dados que temos, e seguirmos na co-criação de novas demandas que surgem diariamente de clientes e corretores por soluções personalizadas para as suas necessidades e momentos de vida”, comenta. 

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Digitalizar processos simples, deixa a equipe mais livre para ser o que a empresa espera delas: humanos, com ideias criativas que melhoram o dia a dia da venda de seguros, tendo sempre uma jornada mais fluída para corretores e para clientes. “Isso requer ouvir, processar a demanda e colocar em prática”, acrescenta. 

Uma tendência, segundo ela, é disponibilizar aplicativos e outros serviços digitais para os negócios dos corretores, que poderão ofertar uma ampla gama de soluções mobile para atender às necessidades específicas de cada cliente – desde aplicativos com informações sobre as apólices, opções de acionar a assistência e reportar sinistros. “Atualmente, 62% dos cidadãos brasileiros que fazem compras digitais utilizam apenas o aparelho celular, de acordo com levantamento da MindMiners em parceria com o Google. Diante disso, temos de apoiar os corretores nesta oferta digital”, comenta. 

Um dos projetos nesta seara é o Cresça com o Digital, programa criado pela seguradora para desenvolver os corretores e contribuir para o crescimento de suas carreiras. Desde a sua criação, em 2018, o programa já desenvolveu muitos corretores e, em 2022, mais de 28 mil cursos foram conduzidos e contaram com mais de 10 mil participações nos webinars promovidos para os parceiros. 

“A Liberty Seguros acredita muito no potencial do digital para alavancar os negócios dos corretores, além de aproximá-los da companhia e desenvolver seus conhecimentos”, afirma. “Por isso, a companhia trabalha fortemente para implementar cada vez mais ferramentas, plataformas e treinamentos que ajudem os parceiros a atuarem nesse universo, agora de forma personalizada, de acordo com o perfil de cada profissional e da sua relação com a tecnologia”, completa.

Na carteira de seguro de carro, que representa 80% do faturamento da seguradora, a transformação está bem avançada, o que levou a Liberty para a quinta maior do ranking no Brasil. “Nos dedicamos em replicar toda a transformação de auto em outros produtos, como vida, residência e seguros para pequenas e médias empresas, o que deverá estar praticamente concluído em 2023. As empresas focadas em oferecer produtos e serviços customizados chamarão cada vez mais a atenção dos clientes. E essa é uma tendência presente não só no mercado de seguros, mas em diversos outros”, sentencia Daniela Bouissou. 

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Motorista embriagado em acidente de trânsito pode ser excluído da cobertura do seguro?

Eis uma boa pergunta com uma resposta clara para os consumidores que se interessam por isso. Nesta entrevista do programa SeguroCast, da CNseg, a diretora Jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal, aborda o tema que afeta diretamente o mercado de seguros e está inserido em todos os setores da sociedade: a condução de veículos automotores sob o efeito de álcool.

O motorista embriagado que se envolver em um acidente de trânsito pode ser excluído da cobertura da apólice de seguro? Veja a resposta de Glauce Carvalhal sobre o tema, que também estará em debate no 5º Seminário Jurídico de Seguros, que acontece no próximo dia 1º de dezembro, no auditório externo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília (DF), promovido pela Revista Justiça & Cidadania e a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), com apoios da CNseg e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Assista:

Nilton Molina fala sobre longevidade e desafios da aposentadoria sustentável

Nilton molina mag seguros previdencia

Fonte: MAG

Envelhecer é algo que mudou muito com o passar dos anos – e, diante desse novo conceito de longevidade, o planejamento da aposentadoria sustentável é um cuidado que todos devem ter. O tema foi explorado em uma live realizada este mês e que contou com a participação de Nilton Molina, Presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade MAG, entre outros participantes. Com mediação de Jusivaldo Almeida, da JSantos Consultores Associados, o bate papo com o objetivo de desmistificar a área de previdência complementar contou ainda com a participação de Denise Maidanchen, da Quanta Previdência Cooperativa, e de Murilo Aith, Sócio e Advogado da ABL Advogados.

Abordando temas como o aumento da expectativa de vida e a Economia Prateada, os convidados falaram sobre a necessidade de planejar o futuro financeiro e da importância do desenvolvimento de produtos e serviços focados no público 60+. “Parte da população mais velha precisa de serviços especiais, e a grande incógnita disso é que muitos prestadores de serviço ainda não perceberam claramente o tamanho dessa população e o poder aquisitivo dela”, afirmou Molina.

Hoje, uma pessoa com mais de 60 anos tem todas as possibilidades de permanecer ativa, com vitalidade para aproveitar todas as reservas que constituíram ao longo da vida. No entanto, 80% delas não estão satisfeitas com os produtos e serviços que consomem. “Esse grupo de idade mais velha tem uma participação no PIB imensa, ele tem mais poupança para gastar do que um jovem que está comprometido com a família”, completou.

O papo ainda abordou a importância de poupar individualmente para sustentar a longevidade, a necessidade de repensar o conceito de aposentadoria e a oportunidade de uma pessoa trabalhar enquanto tiver capacidade laboral – física e intelectual – e não somente até uma idade imposta pela sociedade.

live está disponível na íntegra no YouTube, no canal JSantos Consultores Associados, e pode ser conferida por meio deste link.

ESG: seguradora tem mais de 10 projetos, sendo um deles a Floresta MetLife

A veia ESG, sigla que representa as ações voltadas ao meio ambiente, ao social e a governança, é cada ano mais ampliada na gestão da MetLife, uma das principais seguradoras de vida do mundo e do Brasil. Somente neste ano foram mais de 10 grandes iniciativas colocadas em prática em prol do meio ambiente e do clima, equidade e inclusão, saúde, bem-estar e crescimento sustentável. Entre elas, a Floresta MetLife. 

“Estamos muito orgulhosos com a expansão da Floresta MetLife e felizes por ampliar as nossas frentes de atuação junto ao banco Itaú, levando nossos projetos para a esfera da sustentabilidade, entregando valor aos clientes e impactando de forma positiva o meio ambiente. Acreditamos que as parcerias têm a oportunidade de contribuir de forma efetiva para a sociedade e ter o Itaú nesta iniciativa, pelo segundo ano, reforça o nosso compromisso de conscientizar a comunidade, colaborar com a preservação de uma região fundamental para o abastecimento de água da Grande São Paulo e realizar ações que tornem o mundo um lugar melhor para se viver”, diz o diretor comercial, Marcelo Tomei, ao comemorar a continuidade do projeto e a parceria com o Itaú em mais essa importante iniciativa.

Com o apoio da MetLife Foundation o projeto “Floresta MetLife” contou com know how do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE) neste ano, e realizou o plantio de 5 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica na região de Nazaré Paulista, responsável por abastecer o Sistema Cantareira, um dos maiores sistemas de abastecimento do mundo, destinado a captação, tratamento e abastecimento de água para a Grande São Paulo, sendo responsável pelo abastecimento de aproximadamente 46% da região, segundo informações divulgadas pelo site oficial do Governo do Estado. 

O plantio aconteceu neste mês de novembro em uma floresta exclusiva e particular, pertencente ao sítio Jacarandás, e reuniu cerca de 50 pessoas, entre voluntários e colaboradores da MetLife Brasil. Em 2021, a empresa realizou o plantio de 712 mudas de árvores no mesmo local e acompanha o crescimento e a manutenção das mesmas.

O evento é apenas uma de várias iniciativas que estão sendo implementadas pela MetLife no Brasil afim de contribuir com a sociedade, o meio ambiente e o clima atendendo a algumas das 11 metas ambientais globais da companhia, que devem ser cumpridas até 2030, seguindo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Elas incluem, desde manter a neutralidade de carbono, até originar U$ 20 bilhões de novos investimentos verdes. 

“Vemos cada vez mais clientes dando preferência por marcas de produtos e serviços que tenham uma estratégia sólida de ESG e se posicionem sobre a questão. A MetLife tem avançado bastante nos temas e todos estão dedicados a contribuir com ações internas para construir uma empresa cada vez mais diversa e inclusiva”, finaliza Marcelo Tomei.

Seguradoras usam dados para prevenir riscos e fraudes 

seguradoras inteligencia artificial

As seguradoras estão entre os setores que mais têm investido no uso da inteligência artificial (IA) para otimizar a rentabilidade e as vendas de seguros. A estratégia é investir fortemente na prevenção de riscos para ajudar a transformar o seguro de um produto que apenas paga indenizações para um que ajuda as pessoas a entender seus riscos e a reduzi-los. Leia matéria na íntegra no portal do Valor Economico.

As seguradoras de vida e saúde foram as primeiras a adotar o uso de tecnologia vestível e de aplicativos para incentivar os clientes a ficarem mais saudáveis, com a promessa de custos de seguro menores e agregação de benefícios. O CEO da Icatu, Luciano Snel, acompanha pelo aplicativo Betterfly, uma plataforma de benefícios e impacto positivo, seu desempenho na corrida pela qualidade de vida. Quanto mais praticar atividades físicas, mais ganha mimos, como descontos em compras, no seguro ou uso dos pontos obtidos para elevar o capital assegurado, opção que ele prefere.

A lógica nessa estratégia é financeira. De janeiro a setembro deste ano, as seguradoras pagaram R$ 166 bilhões em indenizações, benefícios e resgates, alta de 19,6% em relação a igual período de 2021. As vendas avançaram menos: 18%, para R$ 265 bilhões, segundo dados da CNseg, a confederação das seguradoras. Clientes de seguro de carro e rural lideram pedidos de indenizações, ao contrário de 2021, quando o seguro de vida foi o mais requisitado.

O objetivo, contudo, não é apenas gerenciar acidentes e o uso do seguro. As seguradoras podem precificar melhor os riscos. Wearables e tecnologia em tempo real podem levar à “colheita de dados” com detalhes granulares e on-line que podem dizer menos sobre prevenção de perdas e mais sobre gerar um perfil de risco mais aderente às necessidades dos clientes para fidelizá-los e estimular vendas.

Esse é um processo em construção no Brasil, segundo Gustavo Leança, head de soluções de seguros da Capgemini. O especialista explica que a maioria das seguradoras enfrenta hoje o desafio de terem múltiplos legados e bases de dados distintas, que pouco se comunicam. A consequência disso é uma qualidade de dados baixa, que impacta diretamente a capacidade analítica e consequentemente de aplicar IA e ML (machine learning). “Por este motivo, a quantidade de projetos de IA ainda é tímida no mercado segurador brasileiro, com muitas seguradoras ainda preocupadas em estruturar uma boa base de dados, antes de pensar em alçar voos mais ambiciosos”, diz ele.

No Brasil, o seguro automóvel é o mais adiantado no uso de IA. A Porto, maior do ramo, realiza um projeto piloto com uma startup parceira. “Por meio da inteligência artificial, utilizamos os índices históricos e esperados de pluviometria a fim de prever que locais de uma determinada região podem ter maior incidência de chuva. Essa leitura e prognóstico contribuem para que os guinchos do Porto Socorro sejam redirecionados previamente para regiões onde a demanda por resgate por alagamentos será maior, o que otimiza o atendimento”, conta o chief information officer, Marcos Sirelli.

A seguradora espanhola Mapfre realizou neste ano um piloto com uso de IA para melhorar o processo de envio e análise de fotos, e, assim, reduzir o tempo de aprovação de todo o processo de pagamento de indenização. “Esse processo garante que o cliente não perca seu precioso tempo aguardando dias para ter a aprovação da reparação do seu veículo”, informa Nikolaus Steve Maack, superintendente de inovação e negócios digitais.

A Tokio Marine foi pioneira em um modelo de IA na avaliação e orçamento de sinistros de carros. “A utilização nesses processos nos auxilia na prevenção a fraudes e resulta em economia e redução de custos, de aproximadamente R$ 4 milhões por ano”, conta o diretor executivo de operações, tecnologia e sinistros da Tokio Marine, Adilson Lavrador. Outro projeto de IA da seguradora japonesa abrange processos judiciais. “O modelo nos ajuda a identificar as probabilidades de o processo resultar em ganho ou perda de causa para a Tokio Marine. Dessa maneira é possível propor acordos nos processos. Este algoritmo começou a ser desenvolvido em 2019 e atualmente está com uma versão atualizada”, conta Lavrador.

Outro tema é que se os sinistros são a força vital das companhias para convencer os clientes a comprarem um seguro, reduzi-los pode tornar o produto desnecessário. Os executivos dizem, contudo, que os imprevistos sempre acontecem. E citam pandemias, ataques cibernéticos e furtos de celulares. E é essa imprevisibilidade que mantém o faturamento em um ciclo virtuoso, de US$ 5 trilhões no mundo.

Mudanças em seguros de grandes riscos permanecem como pauta relevante para assegurar concorrência entre as seguradoras

Juliana Amaral Fator Seguradora

‘Concorrência, transparência e inovação em grandes riscos’ – esse foi o tom do painel “Liberdade Econômica & CNSP 407”, do qual participaram Juliana Amaral, diretora Jurídica e de Sinistros da Fator Seguradora, Felipe Smith, diretor Executivo de Produtos Pessoa Jurídica, da Tokio Marine, Carlos Eduardo Sarkovas, Chief Commercial Officer, da corretora Lockton, João Marcelo dos Santos, sócio Santos Bevilaquia Advogados, e Leonardo Castro, assessor de seguros da Energisa. 

O debate fez parte do seminário da Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), realizado nos dias 16 e 17 de novembro, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo. O evento atraiu 4 mil participantes, entre grandes players e tomadores de decisão do setor de risk management, que assistiram a um ciclo de palestras simultâneas. Vinte e um eixos temáticos abordaram questões relevantes como gestão de riscos, open insurance e inovações, sandbox e insurtech, ESG & sustentabilidade, transportes – logística e gerenciamento de riscos, entre outros.

“O evento superou as expectativas, tanto sobre a relevância dos debates como de público”, conta Juliana Amaral, da Fator Seguradora –  uma das principais companhias do Brasil dedicadas a seguros financeiros, patrimoniais e de responsabilidade civil para empresas. “Debatemos a Resolução 407/2021 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Ela permite a flexibilização das condições contratuais para oferta de seguros sob medida. E, portanto, viabiliza a concorrência pautada na qualidade e na transparência de clausulados, diferenciando as seguradoras com corpo técnico robusto, dinâmico e bem estruturado. Esse avanço era desejado pelos segurados desse segmento de mercado”, cita. 

A norma, publicada em abril de 2021, abriu um precedente histórico na elaboração e comercialização de contratos de seguros de grandes riscos, até então amarrado a clausulados padronizados e registrados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que fiscaliza a indústria de seguros, dando novo impulso à competitividade e inovação no segmento. Entre as mudanças, a maior liberdade na redação dos contratos, cujas cláusulas passaram a ser livremente pactuadas, podendo prever coberturas relativas a diferentes ramos de seguros de danos – desde que observada a regulamentação contábil vigente, que é a que mais demanda trabalho dos executivos que atuam em grandes riscos. 

Juliana afirma que o corretor passa a ter uma função mais estratégica do que transacional. “O corretor buscava basicamente o seguro pelo critério de preço, uma vez que os clausulados dos contratos eram engessados e chancelados pela SUSEP, e o atual cenário possibilita que se prestigie também as peculiaridades de cada cliente  ”.  Segundo a executiva, a Resolução 407 traz ao mercado de seguros um efeito similar ao obtido pelo mercado de financeiro depois da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que regula o mercado de capitais, estabelecer o normativo sobre investidores qualificados. 

A expectativa é que os efeitos da 407 sejam sentidos no longo prazo. “O Código de Defesa do Consumidor demorou cerca de 10 anos para se solidificar e gerar os efeitos esperados. Acredito que é um pouco do que vai acontecer com a Res. 407. Apesar de estar vigorando há um ano e meio, ainda é prematuro para avaliar resultados”, ressaltando que a Susep segue acompanhando as práticas das seguradoras em grandes riscos. A Susep exige que as seguradoras reportem as emissões. “O fato de ter flexibilizado não significa que mitigou a supervisão”, pontua. 

Os participantes do painel destacaram que as seguradoras criam um ecossistema que alimenta as inovações em grandes riscos, e avaliam alinhamentos com programas de seguros globais, que passam a ter a possibilidade de serem referendados ou alinhados com as operações brasileiras. “O setor está caminhando para ter mais simetria com mercados mais maduros”, finaliza a diretora da Fator Seguradora. 

Feira ABGR – A Fator Seguradora, com um estande de 10m2  marcou presença de forma significativa na EXPO ABGR 2022. Com a estratégia de fazer do seu espaço um verdadeiro ponto de encontro do mercado segurador, inovou ao transformar poucos metros quadrados em atração. Durante os dois dias de evento, o estande funcionou como uma pequena cafeteria, mas com uma vasta carta de receitas criativas usando o café brasileiro como atração. A partir das 17h, quando o evento se torna um grande ‘happy hour’, o estande se transformava em ‘Bar Fator Seguradora’, com a melhor proposta em serviços de A&B e carta de drinks, e, é claro, com muita ativação de marketing. Sorteios de bolas e camisas oficiais da Copa do Mundo, entrega de brindes criativos, além da participação do ex-jogador de futebol ‘Zé Roberto’ – que atuou pela Seleção Brasileira, conquistando duas Copas América e duas Copas das Confederações FIFA, além de ter sido titular na Copa do Mundo FIFA de 2006, fizeram da Fator Seguradora uma das mais comentadas pelos visitantes, congressistas e parceiros de negócios.

HDI Seguros contrata Igor Di Beo como vice-presidente técnico da seguradora

axa Igor

A HDI Seguros, uma das principais seguradoras do país, apresenta Igor Di Beo como novo vice-presidente técnico da companhia e anuncia a saída de Mauricio Galian, que comandou a área pelos dois últimos anos.  

Graduado em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP), Igor acumula 24 anos de experiência no mercado segurador e sua trajetória profissional é marcada por passagens em seguradoras, como AGF, Allianz e AXA. Durante todo esse período, o executivo teve atuação estratégica em áreas como subscrição de riscos, resseguros, gestão de riscos, controles internos e investimentos, entre outros. 

Na HDI, Igor será responsável pelas áreas de sinistros, jurídico e produtos não auto, focado na diversificação dos produtos, alinhado a estratégia de crescimento da companhia em ofertar mais produtos e serviços que atendam às necessidades dos corretores e clientes. 

“Chego animado e feliz pela oportunidade de integrar o time da HDI Seguros, principalmente, pelo momento especial e totalmente positivo que a companhia está vivenciando. Estou pronto e focado para contribuir com todo meu conhecimento e experiência para driblar os desafios, que fazem parte do negócio, e trazer soluções e inovação para o dia a dia. Tenho convicção de que essa fase será muito promissora e de muita evolução para continuarmos atendendo às necessidades dos nossos clientes e corretores, além de conquistar ainda mais espaço no mercado”, ressalta Igor. 

Ao Mauricio Galian, excelente profissional do mercado, a HDI deseja muito sucesso e toda sorte em seus novos projetos. Acompanhia agradece imensamente pelos dois anos em que vestiu a camisa da empresa, desempenhando sua função com muita dedicação e parceria, contribuindo de forma extraordinária para a HDI Seguros conquistar importantes resultados, por meio de projetos estratégicos e diversificação de nosso portfólio, que foram fundamentais para o crescimento da HDI.  

MetLife aumenta em 50% o volume de propostas fechadas por plataformas digitais na região Sul

Fonte: MetLife

Desde 2020 a MetLife intensificou os investimentos em tecnologia e digitalização para facilitar os processos e dar mais agilidade à contratação, transformando assim a experiência do cliente. Ao adotar plataformas únicas, a empresa também consegue levar um grande diferencial no suporte aos parceiros comerciais, trazendo agilidade e praticidade para o corretor de seguros. Em outubro deste ano a empresa registrou um aumento de 50% no volume de propostas fechadas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, quando comparado ao mesmo período do ano passado, somente com estas iniciativas. 

Segundo a Gerente de Vendas para o Rio Grande do Sul, Gabriela Geesdorf, alguns motivos justificam este contínuo crescimento. “Nestes últimos dois anos, implementamos inovações  importantes para facilitar a vida do corretor, como  o Dashboard do Cotador, que é  uma ferramenta  que permite ao corretor fazer toda a gestão do seu negócio de forma rápida e intuitiva, com a geração de uma  cotação, por exemplo, em  até dois minutos. Um outro fator que identificamos como um ponto alto para nosso sucesso, foi a  disponibilização de uma conta corrente para corretor direto no portal,  onde o parceiro pode aumentar sua comissão, escolher agenciamento extra ou reduzir taxa em um unico click. Por fim, vale destacar os incentivos, uma vez que realizamos muitas campanhas ao longo do ano; entre prêmios e viagens tivemos  mais de 100 ganhadores só na região Sul em 2022”, comenta.

”O Sul é uma região muito importante para a MetLife e a adoção rápida das novas tecnologias reforçam nosso compromisso de desenvolver produtos e ferramentes que facilitem, cada vez mais, o dia a dia dos nossos corretores de seguros”, completa Bruno Ciolli, Diretor Comercial Regional Sul & Digital.  

Solfácil fecha parceria com a 180° Seguros para venda de apólice prestamista da seguradora Icatu

Mauro Levi D’Ancona

Fonte: 180 Seguros

A Solfácil, maior ecossistema de soluções solares do país, fechou parceria com a 180° Seguros, insurtech que atua no modelo B2B2C, para a venda de seguro prestamista, garantido pela Icatu Seguros. Com apenas 1 mês desde o lançamento do Seguro Prestamista Solfácil | Powered by 180° na Intersolar, a carteira já conta com mais de R$ 3 milhões em capital segurado. A expectativa é que continue a crescer de forma acelerada, uma vez que o seguro pode ser contratar durante a jornada de contratação de crédito.

“Desenvolvemos e personalizamos esse produto pensando na jornada do consumidor que busca esse apoio no momento de um financiamento, que é um compromisso financeiro importante. Nosso objetivo é oferecer tranquilidade e proteção quando o cliente mais precisa. A 180° é a única insurtech que, ao utilizar a estratégia do embedded insurance, provê essa oferta completa, com conexão única, faturamento, atendimento ao cliente e a comunicação integrada com a marca do parceiro de distribuição. Acreditamos que fintechs de crédito e outras empresas que provêm financiamento vão olhar cada vez mais para essa modalidade de crédito, não sendo restrito ao financiamento de placas solares”, explica Mauro Levi D’Ancona, CEO e cofundador da 180° Seguros.

Dentre as vantagens do Seguro Prestamista Solfácil, a principal proteção é a de perda de renda, válida para profissionais CLT e PJ, que prevê o pagamento de 3 parcelas do financiamento, respeitando o valor máximo de R$ 1.500/cada, se por algum motivo a renda do cliente for comprometida, como em situação de desemprego involuntário, por exemplo. Além disso, também disponibilizam a proteção com cobertura de morte, garantindo que o financiamento do projeto junto à Solfácil seja quitado, conforme o valor contratado pelo cliente. O seguro ainda garante o pagamento caso o segurado sofra um acidente que cause algum tipo de invalidez permanente total, ou seja, que o impeça de exercer sua atividade profissional novamente. 

O time de tecnologia da insurtech disponibilizou uma API (Interface de Programação de Aplicativos) com experiência personalizada e linguagem simplificada, através da qual é possível realizar a opção pelo seguro prestamista de forma imediata, na mesma jornada de contratação do financiamento, graças a uma estratégia de embedded insurance. Com apenas um botão, o integrador conhece sua comissão em tempo real e o cliente, que está financiando o sistema fotovoltaico, conta com um produto que protege suas finanças. Ao mesmo tempo, a plataforma permite que o time de vendas da Solfácil possa conferir os números de seguros fechados, sinistros, entre outros dados que trazem inteligência nas análises de performance do produto.

“Com essa parceria,  podemos oferecer tranquilidade para possível imprevisto de quem decide pelo financiamento na aquisição do sistema fotovoltaico e uma nova opção de serviço para o integrador, aprimorando a experiência do seu cliente e complementando assim a proposta de valor da Solfácil como um ecossistema parceiro. É uma possibilidade que nos permite viabilizar as melhores condições de mercado e estar à frente de qualquer situação que saia da rotina dos clientes finais e que trazem impacto à saúde do nosso negócio. A parceria com a 180º foi fundamental para o desenvolvimento estratégico e inteligente de um seguro que protege  toda a cadeia de energia solar”, explica Thomas Strakos, vice-presidente de Financiamento da Solfácil.

A insurtech avalia que, devido às mudanças de comportamento do consumidor, a maior cautela com investimentos financeiros e a crescente procura por seguro residencial, os produtos que envolvem a proteção para financiamento de projetos no ramo imobiliário e de construção civil podem ser uma excelente oportunidade para o setor de seguros, bem como para as fintechs do país, que podem entrar em contato com a 180° Seguros para conhecer todas as oportunidades.

Marcelo Rocha, diretor da Susep, destaca a autoregulação de corretores de seguros em webinar

Fonte: Susep

Num balanço do ano, Marcelo Rocha, responsável pela Coordenação-Geral de Regimes Especiais, Autorizações e Julgamentos (CGRAJ) e pela Coordenação-Geral de Grandes Riscos e Resseguros (CGRES) da Superintendência de Seguros Privados (Susep), destacou os principais normativos tratados este ano em relação à regulação:

1)   Revisão da Resolução CNSP n.º 422/21 – no que tange ao exercício de cargos em órgãos estatutários ou contratuais e à questão dos não-residentes.

2)   Minutas de circular de regimes especiais, de autorizações, de termo de ajustamento de conduta e de inquérito administrativo – em fase final de construção e previsão para lançamentos das respectivas consultas públicas ainda este ano. 

3)   Minuta de Resolução/Circular Susep – autorreguladoras e dos demais normativos que envolvem a atividade dos corretores de seguros, seja em função do “revisaço” determinado pelo Decreto 10.139/2019, ou pela superveniência da Lei nº 14.430/2022 que alterou diversos dispositivos da Lei nº 4.594/64 e do Decreto-Lei nº 73/66, no capítulo da corretagem.

“Merece um especial destaque a autorregulação do mercado de corretagem, introduzida no nosso ordenamento jurídico desde a edição da Lei Complementar nº 137/2010”, disse Marcelo Rocha. “A Susep dispõe, atualmente, cerca de 300 servidores, abnegados e comprometidos, mas que não conseguem dar conta da fiscalização dessa atividade, constituindo-se até mesmo numa impossibilidade prática de supervisão sobre os corretores de seguros”, justificou.

Nesse contexto, ele destacou a constante expansão dos mercados de seguros, de resseguros, de capitalização, de previdência complementar aberta e da própria corretagem; além da segmentação, que incentiva a criação e a entrada de novas empresas no setor; e, do sandbox regulatório, em que foram aprovados 30 projetos de seguradoras no ambiente experimental, algo em torno, no nascedouro, de 30% de novos participantes, levando em conta a quantidade atual de sociedades seguradoras autorizadas pela Susep. Recentemente, também, foi sancionada a lei que trata das sociedades seguradoras de propósito específico. “Isso tudo sem nos esquecermos da possibilidade de regulamentação das associações e cooperativas de autogestão”, frisou.

“Considerando os dados extraídos hoje, a CGRAJ analisou 1.281 atos societários, incluindo o sandbox. Houve redução de estoque de processos sancionadores de 191, em 31 de dezembro de 2021, para 143 agora”, destacou.

Pelo modelo de autorregulação previsto na Lei Complementar nº 137/2010, as entidades autorreguladoras são consideradas como “órgãos auxiliares da Susep”, operando sob supervisão desta. “Esse cenário, a nosso ver, permite melhoria tanto no ambiente regulatório do setor, quanto na fiscalização das operações realizadas pelos corretores de seguros”, avaliou. “Portanto, em relação aos corretores de seguros, a Susep, nesse aspecto, continua detendo as mesmas competências previstas no Decreto-Lei nº 73/66, mas pode contar com a importante atuação das entidades autorreguladoras, no processo fiscalizatório, de forma descentralizada”.

Segundo ele, atualmente, a Susep somente consegue atuar em face dos corretores de seguros através de processos administrativos sancionadores, decorrentes de denúncias, o que está longe de ser o ideal. “É necessário, portanto, que possamos aperfeiçoar a supervisão realizada pela Susep desse contingente de corretores de seguros, por meio da instituição legal e efetiva de mecanismo auxiliar da autarquia, o que, inclusive, pode incentivar os pedidos de autorizações de entidades autorreguladoras junto à Susep”.

O diretor Marcelo Rocha também abordou o trabalho da CGRES, que tem entre suas competências regular os seguros de grandes riscos dos grupos de ramos de petróleo, marítimos, aeronáuticos e nucleares; os seguros dos grupos de ramos rural, transportes, financeiros e responsabilidades, ainda que não enquadrados como grandes riscos; as operações de resseguro e retrocessão; a emissão de seguros em moeda estrangeira; a contratação de seguros no exterior e as operações com não-residentes. Ele apontou os principais normativos tratados este ano:

1)   Seguro Garantia/ Circular Susep 662/22 – o texto final foi resultado de dois anos de estudos e debates entre servidores da Susep, representantes do mercado supervisionado, além de órgãos da administração pública que, na qualidade de segurados, forneceram elementos importantes para construção de uma proposta equilibrada e capaz de atender aos anseios das partes envolvidas. “Em respeito ao novo marco regulatório do seguro garantia, a CGRES vem prestando constantemente esclarecimentos ao mercado e a diversos órgãos públicos”, disse.

2)   Normas de resseguro – a Consulta Pública nº 9/22 dispõe sobre as operações de cessão e aceitação de resseguro e retrocessão e sua intermediação, as operações de cosseguro, as operações em moeda estrangeira e as contratações de seguro no exterior. Finalizadas as análises técnicas e, atualmente, o normativo encontra-se em análise na procuradoria-federal da Susep, visando posterior submissão ao Conselho Diretor da autarquia e ao CNSP. A Circular Susep correspondente encontra-se em Consulta Pública até o dia 08 de dezembro de 2022. “Entre os pontos de melhoria que constam dessa norma, vale salientar a mudança na regra vigente do limite de cessão global que precisa ser observado por seguradoras e resseguradores locais. Passa-se a adotar uma abordagem mais principiológica, com ênfase na avaliação qualitativa dos programas de resseguro adotados pelas supervisionadas, em substituição ao limite fixo de cessão”, explicou.