Zurich Santander cresce 10,5% em ativos sob gestão, para R$ 70 bilhões

john liu zurich santander

Fonte: Zurich Santander

A Zurich Santander acaba de alcançar a marca de R$ 70 bilhões em ativos sob gestão. O volume representa um crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Esta performance pode ser atribuída, em parte, à estratégia do Santander de incrementar a prateleira com a oferta de novos fundos atrelados aos planos de previdência e aprimorar a experiência da contratação dos planos nos meios digitais do banco. Também contribuiu com o resultado a retomada do setor, após os planos de previdência passarem por um momento de resgates durante a pandemia, período em que parte da população perdeu ou teve uma redução da renda e houve acentuado pagamento de indenizações.

Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) mostram que, entre março de 2020 e setembro de 2021, ocorreram mais de R$ 160 bilhões de resgates e indenizações por morte (previdência e seguro de vida) em todo o setor. Por outro lado, entre janeiro e julho deste ano, a captação líquida somou R$ 16,6 bilhões, segundo a Federação. “Agora, o momento é de recomposição das reservas utilizadas para voltar aos trilhos da jornada de longo prazo. Esse é um dos motivadores de estarmos comemorando essa importante marca e registrando essa retomada. Soma-se a isso, o trabalho em prol da diversificação e do fomento à educação financeira, ações que trazem o holofote para a previdência quando falamos de construção de patrimônio para o futuro.”, afirma John Liu, diretor de Investimentos da Zurich Santander.

Em relação à composição da carteira da Zurich Santander, um ponto que chama a atenção é que, mesmo com os juros altos, os investidores tendem a destinar parte dos recursos para a diversificação: 80% dos ativos da Seguradora estão alocados em renda fixa e 20% em multimercados.

Experiência do cliente única renovada

A estratégia do banco de incrementar a carteira de fundos de planos de previdência, oferecendo ainda mais opções de investimentos, também contribuiu para o aumento do patrimônio da Zurich Santander. De março a agosto deste ano, chegaram à prateleira 12 novas estratégias, sendo 9 de gestoras parceiras. A soma desses fundos compõe cerca de R$ 500 milhões das reservas, um valor relevante olhando o curto tempo de lançamento. “Todo este trabalho de incluir novas estratégias nos produtos de previdência fortalecem o olhar de longo prazo e de cada vez mais termos uma prateleira de oferta completa para atender as necessidades de nossos clientes, para que tenham o melhor produto alinhado ao seu momento de vida e perfil de investidor”, informa Sandra Rodrigues, superintendente executiva de Previdência do Santander.

E, para ajudar no acesso a estas novidades, o Banco aprimorou a experiência de contratação dos produtos de previdência nos canais digitais como, por exemplo, no novo portal de investimentos, lançado recentemente. “Nossos clientes passaram a acompanhar a evolução de suas carteiras e rentabilidade de todo portfólio, contando com conteúdo de apoio elaborados por especialistas e ofertas mais simples e intuitivas. O que melhorou o entendimento do cliente com produtos de investimentos”, garante Sandra. Além dos canais digitais, a contratação dos produtos de previdência pode ser feita por meio do gerente ou assessor de investimentos.

O lançamento do novo portal e a abertura da arquitetura de fundos faz parte da estratégia do Santander Brasil de transformação da instituição como a melhor plataforma de investimentos do mercado. Faz parte deste movimento, também, a contratação de 1,2 mil assessores e 100 traders, anunciada em junho, e a implantação de 26 escritórios regionais.

Presidente da Brasilprev está entre as cotadas para presidir o BB

Angela beatriz brasilprev

O futuro governo Lula deseja ter uma mulher na presidência do Banco do Brasil. Segundo apurou Edna Simão, reporter do Valor, a ideia é aproveitar alguma funcionária de carreira, ainda na ativa, mas o martelo ainda não está batido. Entre os nomes que circulam nos bastidores estão o da atual vice-presidente de controles internos e gestão de risco, Ana Paula Teixeira Sousa, única mulher na cúpula do BB, da diretora jurídica, Lucinéia Possar, e da presidente da empresa de previdencia privada aberta do BB em parceira com a Principal, a BrasilPrev, Ângela Beatriz de Assis.

Junto Seguros já disponibiliza apólices de garantia dentro dos novos padrões exigidos a partir de 2023

Guilherme Malucelli Junto Seguros

A Junto Seguros informa que já está pronta e passa a atender todo o mercado com base nas novas determinações legais da Circular Susep 662, que passa a vigorar obrigatoriamente no dia 1º de janeiro de 2023. “Desta forma, a partir de hoje (13), todas as apólices da Junto Seguros serão emitidas de acordo com a nova Circular SUSEP 662. Caso você tenha qualquer dúvida a respeito das alterações trazidas pela nova circular, entre em contato. Temos um grupo de atendimento prioritário para esclarecer qualquer questionamento”, informou na página do LinkedIn.

“A Junto Seguros já está pronta. Trabalhamos muito nestes últimos seis meses e colocamos no ar esta virada de chave que a regulamentação traz ao mercado de garantia, tornando o produto muito mais claro ao corretor e aos clientes”, comemora o vice-presidente Guilherme Malucelli. “Somos a primeira a dar esta virada e o retorno que estamos recebendo é muito positivo, principalmente em relação ao impacto positivo e aos benefícios que a normatização traz”.

O segmento de seguro garantia movimentou em 2021 cerca de R$ 3 bilhões, praticamente 80% proveniente de apólices judiciais. A carteira de garantia tradicionais, dadas para assegurar a conclusão de um contrato, deixou de ser líder no ramo nos últimos anos. Por outro lado, o seguro garantia judicial não para de crescer, graças aos avanços legais e normativos, bem como o maior conhecimento do produto por parte das empresas. Para 2023, o otimismo é grande com o garantia contratual, diante das possibilidades de investimentos do novo governo e da iniciativa privada.

Leia Mais Susep determina novas regras para o seguro garantia 

Semana passada a Junto Seguros levou o terceiro lugar no Prêmio Antônio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), na categoria Produtos e Serviços com o projeto Fidelize Invertendo a Cadeia no Mercado de Seguro Garantia, uma solução que antecipa as necessidades dos corretores e das empresas que possuem processos judiciais.

Mauro Frogel, superintendente da Junto Seguros, destacou a finalidade do projeto: O projeto Fidelize tem como objetivo inverter a cadeia do mercado de Seguro Garantia, permitindo aos nossos corretores parceiros procurarem os seus clientes com oportunidades concretas de recuperação de valores depositados no Judiciário ou de substituição de opções de caução mais onerosas como Fianças Bancárias ou bens penhorados por apólices de Seguro Garantia, gerando assim um benefício financeiro para as empresas. Como head do projeto, posso afirmar que tivemos a honra de ficar na terceira colocação, em uma premiação de peso do setor.

Anderson de Almeida, gerente de Business Development da Junto Seguros e um dos coautores do Projeto Fidelize, mencionou a importância da empresa em ganhar o prêmio: Entre grandes seguradoras que atuam no setor, é uma honra, e só vem valorizar o que a Junto Seguros vem fazendo nos últimos anos, que é focar em tecnologia e inovação, receber essa premiação é um reconhecimento muito legal para nossa Cia..

O Projeto Fidelize é uma iniciativa desenvolvida com exclusividade pela Junto Seguros, que mescla inteligência artificial e análise jurídica para encontrar com facilidade e rapidez os processos judiciais onde as empresas possam ter valores depositados como garantia ou outras opções de caução mais onerosas, nas esferas Fiscal, Trabalhista e Cível, com o objetivo de substituir essas garantias por apólices de Seguro, gerando vantagens financeiras para as empresas e novos negócios aos corretores parceiros.

Riscos macroeconômicos como inflação e insolvência no radar das seguradoras para 2023

seguro D&O

Fonte: AGCS

Quais são os principais fatores que impulsionam a possibilidade de uma empresa e seu conselho de administração serem processados por investidores ou outros grupos de interesse em 2023? Um mau desempenho financeiro ou mesmo insolvência em meio à incerteza econômica e a perspectiva de uma recessão global, a falta de segurança cibernética ou de processos de governança, ou uma resposta inadequada ou não conforme às questões ambientais, sociais e de governança (ESG) estão entre as principais tendências de risco no universo de seguros dos Diretores e Executivos (D&O), de acordo com a Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS). Apesar de uma tendência decrescente no número de novos registros, o litígio de ações coletivas de títulos nos EUA continua sendo uma preocupação chave, particularmente em torno de fusões, enquanto as empresas de criptomoedas e as bolsas estão sujeitas a uma atividade crescente, de acordo com o relatório anual de D&O da seguradora.

“O recente declínio no número de títulos e ações de classe abertos nos EUA, juntamente com um influxo de novos participantes, criou um mercado mais favorável para compradores de seguros D&O após aumentos de prêmios de dois dígitos percentuais em mercados-chave em 2021”, diz Vanessa Maxwell, Diretora Global de Linhas Financeiras da AGCS. “No entanto, ainda há muitos riscos a serem enfrentados pelas seguradoras como questões macroeconômicas e uma possível desaceleração da economia, condições que tipicamente levam a um aumento nos sinistros de D&O. É provável que a inflação influencie os sinistros futuros através de acordos maiores. O risco cibernético permanece em um nível elevado e agora é visto como um dever central dos D&Os, com crescente escrutínio sobre como eles respondem a tais eventos. Enquanto isso, as responsabilidades relacionadas a ESG – quer seja uma ação inadequada sobre mudanças climáticas ou questões de diversidade e inclusão – podem potencialmente se tornar exposições significativas também para o seguro de D&O”.

Da crise energética à volatilidade do mercado acionário, estamos em um ambiente econômico sombrio

Para muitos países, as perspectivas econômicas para 2023 estão bem negativas, com o risco de recessão aumentando. Taxas de crescimento em alta, inflação em alta, crise energética, volatilidade contínua do mercado de ações e problemas na cadeia de abastecimento são monitorados de perto pelos subscritores de D&O, pois podem causar redução de liquidez e de lucratividade em muitos setores além de alimentar o aumento das insolvências.

“Mais do que nunca, os subscritores da D&O estão focados na solidez financeira de uma empresa, particularmente em torno da liquidez.  Com o progresso das incertezas econômicas globais, as seguradoras estão acompanhando de perto se a tendência de aumento dos registros do Capítulo 11 (nos EUA), que afetam tanto empresas públicas quanto privadas, continuará em 2023″, diz Katie Fioretti, Diretora Global da Gerência Comercial de Responsabilidade Civil da AGCS.

Metade dos países analisados pela Allianz Research registraram aumentos de dois dígitos em insolvências de empresas durante o primeiro semestre de 2022, com os setores de PMEs no Reino Unido, França, Espanha, Holanda, Bélgica e Suíça respondendo por dois terços do aumento. Em geral, espera-se que as insolvências aumentem em +19% em 2023 globalmente. Uma retração econômica geralmente traz um risco maior de sinistros D&O: Um estudo da corretora Marsh levantou que entre 2005 e 2007 a corretora recebeu uma média de 200 a 300 sinistros de D&O no Reino Unido. Com o início da crise financeira, as notificações de sinistros aumentaram 75% para cerca de 500 em 2008, atingindo um pico de mais de 1.600 em 2012. Nos EUA, os pedidos de indenização e as ações de execução – um indicador de frequência de sinistros – dobraram para mais de 2.000 em seu pico de 2011, em comparação com cerca de 1.000 em 2006, segundo a Advisen.

“A probabilidade de uma empresa pública ser processada em uma ação coletiva de títulos aumenta quando o desempenho financeiro é ruim, o preço das ações de uma empresa cai ou há um risco de falência. Em tais cenários, os investidores podem argumentar que a empresa não revelou os desafios que estava enfrentando para manter sua orientação de lucros, impulsionando um aumento potencial nos créditos de D&O”, diz David Van den Berghe, Diretor Global de Instituições Financeiras da AGCS.

Gerenciamento de risco cibernético como responsabilidade da diretoria e exposições ESG

Questões como segurança de dados e proteção de informações são agora áreas centrais a serem observadas pelos diretores, observa o relatório. Os investidores veem cada vez mais o gerenciamento de risco de segurança cibernética como um componente crítico das responsabilidades de supervisão de risco da diretoria de uma empresa. Como fiduciários, espera-se, portanto, que os membros do conselho desenvolvam e mantenham responsabilidades pela segurança de TI antes, durante e depois de qualquer incidente cibernético. As alegadas falhas podem ser vistas como uma violação de seu dever.

“Em todo o mundo, os diretores já foram chamados a prestar contas, inclusive em litígios derivados e diretos, devido a suas supostas falhas em instituir a governança apropriada e a proteção contra riscos de segurança cibernética. Além disso, grandes violações experimentadas por empresas de capital aberto prejudicaram a confiança dos investidores, causando quedas no preço das ações, e assim se tornando “eventos”, o que novamente pode dar origem a onerosos litígios de ações coletivas de valores mobiliários. Os conselhos, portanto, precisam iniciar e implementar uma estrutura de gerenciamento de risco cibernético que cubra toda a organização”, diz Rishi Baviskar, Diretor Global Cyber Experts na equipe de Consultoria de Risco da AGCS.

Ação regulatória ou riscos de litígio devido a questões relacionadas a ESG são outra grande preocupação dos conselhos, impulsionada pelo aumento das exigências de relatórios e divulgação em torno de tais tópicos, que poderiam desencadear sinistros no caso de uma resposta inadequada ou não conformidade. Além disso, as empresas e seus conselhos também enfrentam a perspectiva de aumentar os litígios de grupos ambientais ou climáticos, investidores ativistas ou até mesmo de seus próprios funcionários. O litígio sobre mudança climática está aumentando, com mais de 1.200 casos arquivados internacionalmente nos últimos oito anos, comparado com pouco mais de 800 casos entre 1986 e 2014. A maioria destes casos foi arquivada nos EUA, mas há um número crescente de processos em cortes ou tribunais internacionais: 2021 viu o maior número anual de casos registrados fora dos EUA. Outro risco é a deturpação das credenciais ou realizações ESG – a chamada lavagem verde – que também pode levar a ações regulatórias, litígios e processos de acionistas.

“As informações relacionadas à ESG estão se tornando cada vez mais um ponto chave de controle para as seguradoras quando se trata da avaliação de risco de uma empresa. As empresas com estruturas fortes de ESG e governança provavelmente encontrarão seguradoras mais dispostas a oferecer capacidade”, diz Maxwell.

Litígio no mercado norte-americano

As exposições a litígios são especialmente altas para empresas domiciliadas ou que fazem negócios nos EUA e persistem processos de objeção a fusões. Enquanto se espera que a frequência dos processos nos EUA tenha diminuído desde 2019 e em 2022 continue nesta tendência de queda, o quantum agregado de danos potenciais disparou. Embora não tenha havido um aumento geral na avaliação de alegadas perdas dos investidores para todos os casos, algumas perdas muito grandes em 2022 representaram uma alta desproporcionalmente maior de perdas agregadas dos alegados acionistas do que as médias históricas dos últimos 20 anos. De acordo com a Cornerstone Research, as ações judiciais movidas contra apenas três empresas do setor de comunicações são responsáveis por tantas perdas alegadas dos investidores quanto o agregado de todas as ações coletivas de valores mobiliários movidas em 2021.

Outra nova tendência inclui o aumento no foco das empresas de criptomoedas e das bolsas (10 processos arquivados no primeiro semestre de 2022 em comparação com 11 para todos os de 2021, 13 em 2020 e quatro em 2019). Isto pode não ser surpreendente, dadas as recentes flutuações em agrupamentos na avaliação das moedas digitais, que continuaram em novembro de 2022 com o colapso da segunda maior bolsa de criptomoeadas do mundo, a FTX – autoridades em todo o mundo estão investigando possíveis violações das leis de valores mobiliários – e o fato de que a supervisão regulatória aumentou.

Pitch Day da SulAmérica reúne startups finalistas do eAwards

 Fonte: SulAmérica

Após o lançamento do espaço físico da Garagem de Inovação, recentemente, em outubro deste ano, a SulAmérica organizou o primeiro Pitch Day da iniciativa para parceiros(as). O hub, desenvolvido para pensar em novos negócios e melhores opções para os(as) clientes, recebeu na última semana cinco startups finalistas do eAwards, prêmio que avalia o potencial das iniciativas em relação à contribuição para a melhoria das práticas, processos, tecnologias e métodos de gestão na área da saúde.

O encontro foi um convite para que as parceiras pudessem apresentar suas ideias para algumas das áreas de negócios da companhia. “O Pitch Day serve como ponto de contato da SulAmérica com o ambiente da inovação. Essa é uma ótima oportunidade para entendermos como podemos nos aproximar e trazer essas soluções para dentro da empresa, a partir de desafios que já temos”, comenta Fernando Morad, superintendente de Inovação da SulAmérica.

A Garagem de Inovação está localizada na sede da companhia em São Paulo e possui diversos ambientes para que os(as) parceiros(as) possam, cada vez mais, desenvolver e colocar em prática ações inovadoras para o mercado. Esse é o primeiro encontro após o lançamento oficial da Garagem, mas outros três encontros já haviam sido organizados pelo time de Inovação da SulAmérica ao longo de 2022, com cerca de 15 startups conectadas, ao todo, presentes durante o ano.

“Nosso objetivo para 2023 é seguir em busca das melhores soluções para nossos(as) clientes e parceiros(as). A tecnologia e a inovação se fazem cada vez mais presentes, e nosso time segue à frente de importantes movimentos para tornar o modelo de negócio mais sustentável para todas as pessoas”, finaliza Morad.

Inovação dentro da SulAmérica

Ao longo dos 127 anos de história, a inovação e a tecnologia sempre tiveram um papel decisivo na consolidação da SulAmérica como uma das empresas mais pulsantes do país. Por meio da inovação aberta, a companhia conecta soluções de startups dentro de suas jornadas. Parcerias como as que permitem acesso à receita digital, telemedicina, atendimento com psicólogos(as), proporcionam aos clientes da companhia uma jornada cada vez mais fluida, tecnológica e prática. Com inovação aberta, a SulAmérica se torna cada vez mais ágil na aceleração de soluções e novos produtos e serviços.

A inovação está presente em todos os momentos da jornada da companhia. Com ela, é possível criar e evoluir a capacidade de identificar talentos internos e externos. Por meio da inovação, a companhia pesquisa e experimenta novidades que incrementam a experiência de consumidores(as) e agilizam as entregas de produtos e serviços digitais.

Por meio do Conexão Criativa, programa de aceleração da inovação interna, a SulAmérica incentiva ideias promotoras do tema junto às pessoas colaboradoras. O projeto vencedor passa por uma aceleração e as pessoas do time recebem autorização para se dedicar ao desenvolvimento do novo modelo de negócio, com apoio dos profissionais de inovação da companhia. Em 2021, com o case do programa Conexão Criativa, a companhia conquistou o primeiro lugar na categoria Comunicação na premiação promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg).

Como reconhecimento pelo trabalho em Inovação, a SulAmérica figura desde 2020 entre as principais três companhias da Top 100 Open Corps, que destaca as empresas líderes em Open Innovation.

Fitch: perspectiva positiva para o setor de seguros na América Latina em 2023, com desafios generalizados

A perspectiva da Fitch para o setor de seguros no Brasil é neutra para 2023, em linha com a Perspectiva Estável do rating soberano. As seguradoras brasileiras permanecem altamente influenciadas pelo soberano, devido à significativa exposição aos títulos do governo brasileiro e à concentração das operações no Brasil.

“Nossas perspectivas para o setor de seguros brasileiro incorporam os impactos da inflação nos custos de sinistros, principalmente para as seguradoras não vida, as tendências positivas dos indicadores de crescimento de prêmios do setor no 1S22 e as perspectivas sobre as principais variáveis macroeconômicas que sustentam o setor de seguros no Brasil”, I forma em comunicado.

A Fitch espera que a inflação caia para 6,5% no final do ano e para 5,2% no ano de 2023. No entanto, isso ainda estaria acima da meta do banco central. O Banco Central do Brasil elevou sua taxa básica de juros para 13,75% em agosto de 2022, e a Fitch acredita que isso representa o fim de seu ciclo de aperto.

Índice de sinistralidade e inflação

As seguradoras não vida correm maior risco de uma ação de rating negativa devido ao impacto adverso da inflação de sinistros nas margens e no capital, particularmente aquelas com maiores concentrações de linhas de negócios sensíveis à inflação. Apesar da tendência constante de crescimento de prêmios no setor de seguros, a sinistralidade foi pressionada a partir do 1S22, e esperamos que essa pressão diminua, mas a persistência da inflação ainda pode afetar a sinistralidade do setor.

Ambiente Operacional e Qualidade de Ativos

Em julho de 2022, a Fitch revisou a perspectiva do rating soberano brasileiro de negativa para estável, embora os desafios fiscais e de crescimento persistam. As perspectivas de crescimento também dependerão dos planos e sinalizações econômicas do novo governo eleito, principalmente no que diz respeito à política fiscal e à participação dos estados na economia. As carteiras de investimento das seguradoras da região são compostas principalmente por títulos de renda fixa públicos ou privados locais, portanto, o risco soberano também pode afetar diretamente a qualidade desses ativos.

Taxa de Juros e Desempenho Financeiro

A Fitch estima que a pressão inflacionária deve sustentar a manutenção dos juros em patamares mais elevados por mais tempo, o que deve impulsionar os resultados financeiros das seguradoras brasileiras, uma vez que a maior parte das carteiras das seguradoras está exposta a títulos públicos ou privados influenciados pela taxa Selic.

Ambiente de preços e penetração

A implantação do Open Insurance, sistema de compartilhamento de dados do setor em 2023, pode trazer novidades aos consumidores e aumentar a competitividade do setor, bem como a implantação de novas tecnologias. Por outro lado, a Fitch espera que a atividade econômica desacelere no restante de 2022 e 2023 como resultado do aperto da política monetária doméstica e do crescimento global mais lento. O crescimento dos prêmios no mercado de seguros apresentou índices sólidos, com crescimento de 16% no 1S22. Apesar disso, menor crescimento econômico pode afetar produção prêmios nos próximos períodos.

Saúde, um mercado com perspectiva neutra

A perspectiva para o setor de saúde no Brasil é neutra em 2023, de acordo com relatório da Fitch Ratings publicado hoje. O volume de exames e procedimentos deve crescer a taxas mais moderadas do que as observadas no biênio 2021-2022, quando a demanda ainda estava aquecida em decorrência do represamento provocado pela pandemia de Covid-19 e da variante Ômicron, no início deste ano.
A recuperação das margens operacionais das companhias do setor de saúde deve ocorrer de forma mais lenta que o inicialmente esperado, devido a um ambiente de negociações de preços ainda duro e a uma base de custos acima dos níveis pré-pandemia. Os movimentos de fusões e aquisições também devem desacelerar, uma vez que as empresas tendem a buscar equilibrar seus balanços e a recuperar suas margens.

A longo prazo, os fundamentos de demanda se mantêm sólidos, apoiados no envelhecimento da população, no elevado mercado endereçável de beneficiários (apenas 25% da população possuem planos de saúde privados) e nos contínuos avanços na descoberta de novos tratamentos.

“O setor de saúde passou por grandes transformações nos últimos dois anos, e o retorno aos níveis pré-pandemia deve ser mais lento que o inicialmente esperado. A demanda deve se manter aquecida em 2023, porém o ambiente de negociação de preços entre prestadores de serviços e operadoras de saúde se mantém pressionado, podendo ter reflexos no capital de giro das empresas, além de limitar maiores avanços em sua rentabilidade.”, afirma Tatiana Thomaz, analista sênior da Fitch.

América Latina

Fitch Ratings espera que o crescimento do mercado de seguros na América Latina permaneça positivo em 2023, mas em níveis mais modestos alinhados com as projeções do PIB. “Esperamos que o desempenho financeiro da região apresente resultados mistos com melhora em alguns mercados, mas com desafios generalizados. Esperamos que o desempenho financeiro da região apresente resultados mistos com melhora em alguns mercados, mas com desafios generalizados”, comentou Eduardo Recinos, Diretor Sênior, em nota.

A expectativa é de que o desempenho financeiro da região exiba resultados mistos com melhora em alguns mercados, mas com desafios generalizados. Os desafios estão nos segmentos não vida devido à alta inflação persistente, desvalorização da moeda e aumento dos preços do resseguro. No entanto, o desempenho geral da região continua sendo desafiado devido à incerteza nos ambientes macroeconômicos, instabilidade política e crescentes temores de uma recessão global”.

A perspectiva de 2023 para o setor de seguros da América Latina é neutra na maioria dos mercados com base no perfil estável da indústria e ambientes operacionais (IPOE). A perspectiva do setor considera o crescimento dos prêmios alinhado com o crescimento econômico, a normalização das taxas de perda de vida e saúde para os níveis pré-pandêmicos e os ajustes de preços nas linhas de negócios não vida que podem beneficiar o desempenho da subscrição. No entanto, a volatilidade do mercado financeiro pode afetar a lucratividade em alguns mercados.

A Fitch espera que os setores de seguros na Colômbia, El Salvador, Peru e Não Vida no Chile se deteriorem, considerando que o menor crescimento econômico, as desvalorizações cambiais e a persistência de altos níveis de inflação podem continuar afetando os custos de sinistros do ramo Não Vida, especialmente o ramo de automóveis que podem não ser totalmente compensados por ajustes de preços. Os ratings soberanos e seus potenciais efeitos nos IPOEs influenciarão alguns setores de seguros, uma vez que as carteiras de investimentos permanecem expostas a títulos públicos e as operações estão concentradas nas economias domésticas.

Apenas um setor de seguros tem uma perspectiva de melhoria do setor – Guatemala. Isso se baseia na revisão para cima em sua Perspectiva de rating soberano para Positiva de Estável, o que pode levar a um ajuste favorável em seu IPOE. O setor também pode se beneficiar de boas condições econômicas, pois espera-se que o país tenha a taxa de crescimento do PIB mais forte da América Central em 2023, o que deve se traduzir em crescimento de prêmios favorável e melhor desempenho de subscriçao.

Agência Estado: Cade deve aprovar compra da SulAmérica pela Rede D’Or

custo da saude

Agência Estado

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve aprovar a compra da seguradora SulAmérica pela Rede D’Or, relataram ao Estadão/Broadcast diferentes fontes. A operação está na pauta da sessão do órgão da próxima quarta-feira,14.

Segundo a reportagem apurou, há entre os conselheiros, no entanto, preocupações, como sobre a troca de informações sensíveis entre as duas empresas – além do temor de uma possível discriminação na contratação de hospitais pela SulAmérica.

A avaliação, porém, é de que não necessariamente isso leve o Cade a intervir ou adotar algum remédio. Uma fonte disse ao Estadão/Broadcast que o órgão poderá indicar que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) imponha remédios relacionados às questões de maior preocupação.

Hospitais concorrentes manifestaram ao Cade o temor de que a compra da SulAmérica pela Rede D’OR prejudique o mercado. Apresentaram recursos contra o negócio terceiros interessados como os hospitais Sírio Libanês, Albert Einstein, Osvaldo Cruz, Beneficência Portuguesa e Hospital do Coração (HCor).

Segundo a reportagem, mesmo conselheiros do Cade foram pegos de surpresa com o fato de a operação ter sido pautada já para a próxima quarta-feira, três semanas após a distribuição do processo ao relator. Nos bastidores, a pressa é criticada por advogados dos concorrentes, que veem pressão política do atual governo para que o caso seja julgado logo.

Nos autos do processo, os terceiros interessados relataram falhas na instrução realizada pela Secretaria-Geral do Cade, superficialidade nos estudos econômicos que foram realizados durante a preparação e desconsideração de ameaças concorrenciais.

A principal preocupação entre os concorrentes – que é compartilhada por conselheiros do Cade – é de que, ao se fundirem, as empresas troquem informações sensíveis, como históricos de pacientes, o que pode levar as empresas à seleção de clientes mais “rentáveis”, que serão alvo do plano de saúde. Além disso, há o receio de que a SulAmérica discrimine ou se negue a credenciar hospitais de fora da Rede D’Or após o negócio.

Dona dos hospitais São Luiz, a Rede D’Or, anunciou em fevereiro um acordo para incorporar a seguradora SulAmérica, uma das mais tradicionais do País. O negócio avalia a operadora em R$ 15 bilhões. Pelo acordo, a Rede D’Or vai assumir todas as operações da companhia de seguros. Além disso, os acionistas da SulAmérica receberão, como resultado da incorporação da seguradora pela rede de hospitais, um total de 13,5% do capital social do negócio após a conclusão da operação.

Tatiana Cerezer, da MAPFRE, assume a presidência da Comissão de Comunicação e Marketing da CNseg

Tatiana Cerezer Mapfre Seguros

Fonte: CNseg

A Comissão de Comunicação e Marketing (CCM) da CNseg conta com nova presidente. Tatiana Cerezer, que é superintendente de Marketing da Mapfre Previdência, foi aprovada pelo Conselho Diretor da Confederação Nacional das Seguradoras, em substituição a Alexandre Nogueira, a quem o Conselho agradeceu pela dedicação e empenho durante os cinco anos de muito trabalho que esteve à frente da Comissão.

“Me sinto honrada pela escolha e ao mesmo tempo muito entusiasmada porque nosso mercado é essencial para o desenvolvimento do Brasil e a comunicação e as iniciativas de marca são atributos estratégicos para conseguirmos levar cuidado para mais pessoas. Só posso dizer que 2023 será incrível!”, disse Tatiana ao Sonho Seguro.

A CCM, coordenada pela Superintendência Executiva de Comunicação e Imprensa, tem como objetivo atuar no desenvolvimento de ações institucionais da CNseg, visando a divulgação e a preservação da imagem do seguro e do Setor. A Comissão também foi a responsável por coordenar os trabalhos para o lançamento e monitoramento da campanha “Seguro pra tudo e pra todos”, atualmente no ar.

Seguradora Akad, do grupo GP Investimentos, faz parceria com a corretora Saga para vender proteção para bikes

Property e Engenharia da Akad, Carlos Nascimento

A Akad acaba de concretizar uma parceria para a comercialização de seu seguro bike na plataforma da Saga, uma das maiores e mais tradicionais corretoras do Brasil. O acordo faz parte da estratégia da companhia para expandir seus canais de vendas, aumentando a base de corretores e de futuros segurados em um de seus produtos mais expressivos.

Há mais de três décadas no mercado, a Saga Corretora integra o Grupo Saga, que no ano passado criou um novo business dentro do nicho de mobilidade urbana, o Saga Moove. Pela sua plataforma, a Saga possui direito de distribuição de bikes, acessórios e componentes de algumas das marcas mais desejas entre os ciclistas, como BMC, Princeton, Thule e Kask.

O seguro da Akad, com mais de 70 mil apólice emitidas no período de janeiro a novembro de 2022, vai cobrir bicicletas de R$ 1,5 mil até R$ 100 mil, incluindo proteção para modelos personalizados em qualquer tipo de terreno: cidade, montanha ou estrada. Ciclistas que participam de competições, inclusive fora do País, também estarão cobertos. Outro diferencial é a cobertura de Responsabilidade Civil para indenização caso o acidente envolva terceiros.

De acordo com o coordenador de Property e Engenharia da Akad, Carlos Nascimento, toda jornada para emissão da apólice deve durar poucos minutos em um modelo totalmente digital. Para fazer a cotação na hora, o futuro segurado vai precisar apenas preencher seu nome e informações para contato, dizer qual o valor da bike, especificar o material, se é original e se possui nota fiscal.

De acordo com Nascimento, uma das principais estratégias da seguradora vem sendo também a expansão de parcerias com fabricantes, varejistas, grupos de ciclistas e portais de assessoria esportiva. Uma vez que o seguro bike da Akad é disponibilizado em um modelo totalmente digital, a companhia pode ampliar o alcance do produto para mais canais de vendas.

Setor de seguros precisa avançar em infraestrutura, segundo especialistas

jorge Sant'ana BMG Seguros

Fonte: BMG

O mercado de seguros pode exercer um papel importante no financiamento de obras de infraestruturas necessárias para o desenvolvimento do país, por meio de gerenciamento de risco e redução de custos de capital. Apesar dos recentes avanços na regulação, entretanto, o setor precisa de coordenação e proatividade para avançar na área de infraestrutura. 

Para Jorge Sant’Anna, CEO da BMG Seguros, o mercado evoluiu muito e uma nova regra acaba de dar mais flexibilidade para o seguro garantia. Outro evento importante é o interesse, que não havia no passado, das resseguradoras internacionais em participar desse processo de garantias no setor de infraestrutura brasileira. 

“Estamos presos a um passado e muita coisa evoluiu de lá para cá e a culpa é praticamente da própria indústria de seguros, que não se coloca como uma solução viável”, disse o executivo, ao mediar o painel “Financiamento, Riscos e Garantias”, na quarta-feira (30/11), no ABDIB Experience Edição 2022, promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB). “É menos falta de apetite e mais falta de proatividade e coordenação do mercado de seguros”, completou. 

Arian Bechara Ferreira, Superintendente da área de Saneamento, Transporte e Logística do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destacou que a pauta de seguros tem de ser colocada à mesa para que o volume de investimentos em infraestrutura continue crescendo: “não existem bolsos suficientes para colocar isso em pé”. Para ele, ainda há uma falta de vontade de tomar riscos, mas hoje é possível visualizar uma matriz de risco mais equilibrada nos projetos. “E o bolso no mercado segurador é grande e vai ser necessário, se a gente quiser continuar ver crescendo esse volume de investimento. Não tenho a menor dúvida de que isso não vai ficar apenas na mão do BNDES, mercado de capitais, multilaterais. O mercado segurador vai ter de querer fazer parte desse jogo, e o BNDES está aqui para ser âncora nessa discussão”, acrescentou. 

Carlos Pinto, Country Manager Brazil do International Finance Corporation (IFC), reforçou que o project finance é um caminho correto para atrair muita banca internacional. Segundo ele, no entanto, há um período intermediário, o período da construção, para o qual será preciso encontrar um produto de transição. Isso porque os investidores internacionais não querem tomar riscos de construção, como, por exemplo, o custo e mais tempo de execução. “Os riscos não previstos se concentram no risco da construção, mas há soluções que passam também por seguros, e por alguns institucionais, que podem ser garantias adicionais, com financiamento intercalar que será substituído por uma debênture ou um project finance. E nesse caminho de amadurecimento que o Brasil está andando”, disse. 

Cláudia Prates, Diretora do New Development Bank, avaliou que não serão os organismos multilaterais sozinhos que darão conta de tantos investimentos e, nesse sentido, a divisão de riscos é importante. “Talvez seja hora de o mercado segurador entrar nesse mercado melhor estruturado, nesses projetos com matriz de risco melhor dividido, e os multilaterais com capacidade de, em reais, entrarem com uma parte em dez anos e o BNDES cobrir o final”, sugeriu. 

Para Silvana Bianco del Barrio, Oficial de Gestão de Investimentos do BID Invest, a implementação de produtos é válida uma vez que, nas debêntures de infraestrutura, esses investidores não tomam risco de construção. “Esse tipo de risco tem de ser mitigado, ele está sendo mitigado com garantias bancárias e, na verdade, não vai ter garantia bancária e completion guarantee para tudo. O volume é muito grande, mesmo que a gente tenha cinco bancos brasileiros que são enormes. Esses bancos também estão sendo chamados a ficar com o papel, a comprar um pedaço da emissão, então eles não vão dar garantia e comprar um pedaço da emissão. O mercado está ficando grande, o volume de bancos também está se reduzindo no Brasil. A gente via no mercado internacional alguns bancos que faziam emissão de completion guarantee. Então a presença de seguros para o mercado de capitais é supervaliosa”, disse.