Banda Metallica perde processo contra seguradora

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A banda Metallica perderam seu processo em um tribunal da Califórnia contra a seguradora Lloyd’s Of London. Em junho de 2021, o grupo entrou com uma ação contra a empresa por ter recusado o pagamento dos prejuízos que a banda sofreu pelo cancelamento de sua turnê sul-americana de abril de 2020, em meio ao início da pandemia de covid-19.

Segundo relata o site da Billboard, os advogados do Metallica alegaram que a apólice de “cancelamento e seguro de não comparecimento” da Lloyd’s Of London em relação à turnê protegia o segurado por perdas, caso os shows não ocorressem. No entanto, a seguradora informou estar isenta de cobrir as perdas da banda por uma cláusula que previa exclusão do pagamento por conta de doenças transmissíveis.

Os advogados do grupo musical entraram com uma ação contra a seguradora por quebra de contrato e buscava indenizações compensatórias, além de uma declaração dos direitos e obrigações das partes envolvidas. Agora, Holly J. Fujie, uma juíza de um tribunal de Loas Angeles, decidiu a favor da Lloyd’s Of London sobre o assunto.

O Metallica argumentou em sua queixa que “as restrições de viagem, o dever de mitigar os danos, a necessidade de ‘achatar a curva’ e as ordens de ficar em casa causaram os cancelamentos dos shows”, contornando assim a exclusão de doenças transmissíveis. A autoridade discordou, afirmando: “As restrições de viagem que causaram os cancelamentos de shows foram uma resposta direta à crescente pandemia de covid-19. As evidências… demonstram que a pandemia estimulou as restrições de viagem para a América do Sul e as restrições a reuniões públicas”. Ou seja, a juíza entendeu que a pandemia de covid-19 estava totalmente ligada às doenças transmissíveis listada na cláusula da apólice de seguro.

Pernambucanas e AXA ampliam benefícios do Microsseguro Residencial com Assistência Pet

Fonte: AXA

Os animais de estimação fazem parte de 48 milhões de lares brasileiros (IBGE), muitos são considerados como parte da família e, assim como os humanos, também precisam de cuidados em caso de algum imprevisto. Pensando nisso, a seguradora AXA e a Pernambucanas oferecem proteção gratuita por 3 meses para os pets dos clientes que adquirirem o Microsseguro Residencial nas lojas. A ação acontece nas mais de 500 lojas da varejista em todo o país e é válida para novos contratos realizados até 24 de dezembro.

A Assistência Pet é uma modalidade de seguro que se soma ao Microsseguro Residencial. Com a solução, os animais de estimação e os donos têm cobertura para serviços como aplicação de vacina em domicílio, envio de ração à residência, transporte do animal, estadia em hotel pet, apoio à localização do pet desaparecido, pet home care, translado funerário, funeral individual, cerimonial pet, entre outros.

A apólice de Microsseguro Residencial, por sua vez, recupera danos causados por imprevistos simples e graves e conta com cobertura contra incêndio, queda de raio, explosão, pagamento de aluguel, responsabilidade civil familiar, vendaval, tornado, granizo, furacão e ciclone, com assistência 24h. Além disso, o cliente pode contar com a cobertura de morte acidental. O seguro para residência com assistência pet gratuito pode ser contratado por R$ 14,99 por mês.

Novos voos da AXA no Brasil no seguro aeronáutico

Daniela_AXA seguros aeronáuticos

A AXA termina 2022 com lançamento do ramo aeronáutico, segmento com forte demanda por parte dos corretores de seguros e que promete boas perspectivas em 2023 no Brasil. “Com este lançamento, oferecemos uma linha abrangente em seguros aeronáuticos para os corretores de seguros conquistarem proprietários, operadores e empresas especializadas na indústria aeroespacial, incluindo hangares, fabricantes, oficinas e operadores em aeroportos, o que nos coloca a frente de muitos concorrentes. Estamos muito otimistas com o próximo ano”, contou Daniela do Nascimento, diretora de subscrição da carteira de aeronáutico e programas Internacionais. 

Leia abaixo trechos da entrevista concedida ao Sonho Seguro:

Como a AXA está hoje posicionada neste segmento? 

Com a conclusão do processo de aquisição do grupo XL pela AXA no Brasil, a AXA passa a atuar no segmento Aeronáutico, como parte da estratégia de atuação e crescimento em seguros gerais e grandes riscos. A AXA conta atualmente com forte expertise global no segmento aeronáutico, já que o grupo é internacionalmente reconhecido como um dos líderes no mercado de seguros & resseguros aeronáutico, atuando com protagonismo nos segmentos de linhas aéreas, aeroportos, aviação geral, fabricantes, e demais empresas da indústria aeronáutica. Localmente, a AXA no Brasil tem um time de subscritores especialistas no segmento, com o objetivo de desenvolver a carteira e posicionar a AXA entre os líderes no mercado de seguros aeronáuticos também no Brasil. Além disso, essa carteira passa a se beneficiar das sólidas estruturas de operações e sinistro da AXA, que amparam e apoiam a experiência dos nossos Segurados.

Quanto movimentou em prêmios em 2022 e quanto espera crescer?

Mesmo considerando o lançamento recente do produto, a AXA já está atualmente posicionada em 4º lugar no segmento, conforme números divulgados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), com R$ 42 milhões em vendas de janeiro a outubro deste ano. Temos grandes ambições de crescimento para subir neste ranking e ser uma opção de excelência técnica para os corretores atuantes no segmento aeronáutico.

O segmento passa por um boom de vendas de jatos no Brasil. Qual o potencial deste mercado e qual a fatia que a AXA almeja?

Mesmo com os desafios econômicos dos últimos anos, o segmento de aviação e venda de aeronaves (particularmente aeronaves de aviação geral, incluindo jatos) não deixou de crescer. A AXA tem atuado com interesse no segmento, e está apta a fornecer soluções desde a necessidade imediata de traslado destas aeronaves que comumente vem de outros países, até a operação definitiva no Brasil. 

Quais os nichos de aviação que a AXA quer conquistar?

A AXA no Brasil oferece atualmente soluções especializadas no ramo aeronáutico nos segmentos de Casco e Responsabilidade Civil para operadores de Aeronaves, e Responsabilidade Civil para Hangares, Fabricantes, Operadores e Administradores de Aeroportos. Além destes produtos, a AXA acaba de lançar o seguro obrigatório (RETA), com precificação e contratação online no portal do corretor.

Fale um pouco dos três. 

O RETA significa Responsabilidade Civil do Explorador ou Transportador Aéreo. Esse é um seguro obrigatório que deve ser contratado por todas as aeronaves, independente de sua utilização ou operação. Usando o exemplo de um carro, o Seguro RETA seria equivalente ao DPVAT, e garante indenizações por danos causados a tripulantes, passageiros e bagagens, e terceiros – pessoas e bens no solo que sejam atingidos por destroços, colisão ou abalroamento. A contratação das coberturas se dá de acordo com o uso da aeronave, modelo, tamanho, peso e quantidade de assentos. Os limites da proteção são determinados pelo Código Brasileiro de Aeronáutica. O Seguro RETA pode ser cotado online na AXA, através do Portal do Corretor.

E o seguro de casco e responsabilidade civil para aeronaves?

Esse produto é um dos carros-chefes da AXA no setor aeronáutico. Contamos com ampla relevância global ao atender grandes linhas aéreas e frotas em diversos países. No Brasil, já estamos no top cinco das maiores seguradoras da categoria. O Seguro Casco é destinado à proteção patrimonial de aeronaves de uso privado, comercial ou de serviços especializados, sejam individuais ou frotas. Com o Casco, é garantida a indenização pela perda ou avarias sofridas em decorrência da utilização da aeronave segurada. A Responsabilidade Civil para Aeronaves oferece proteção a terceiros para riscos que sejam decorrentes das operações das aeronaves. A modalidade garante ao segurado reembolso de despesas resultantes de suas responsabilidades legais, como danos materiais ou corporais provocados pela aeronave durante sua utilização.

Ele tem coberturas adicionais? 

Certamente! Buscamos agregar valor neste seguro para que os corretores especializados tenham diferenciais para ofertarem aos seus clientes:

Cobertura básica de RC:

– Busca e Salvamento: Cobertura que conta com limites para resgate da aeronave ou de terceiros, tanto para eventos anunciados, como um pouso forçado, quanto a busca por uma aeronave desaparecida, por exemplo.

– Casco de Guerra: Além de cobrir eventos relativos a guerras, também se relaciona a eventos de greves, tumultos ou atos de sabotagem.  

– Peças sobressalentes: Cobre peças que ficam armazenadas como reposição da aeronave, seja em uma oficina ou hangar. Essa é uma modalidade muito importante para quem tem uma frota, já que na cobertura básica Casco, peças que não estão instaladas na aeronave não estariam cobertas.

– Despesas com aeronave substituta: Disponibilizada verba para o aluguel de uma aeronave substituta em caso de acidentes cobertos na aeronave segurada, disponível para operadores privados.

E, finalmente, o seguro de RC para aeroportos, fabricantes, hangares, operadores aeroportuários…

Assim como no Seguro Casco, os RCs podem ser customizados de acordo com a demanda do cliente e podem ser contratados em reais ou dólares. A AXA conta com reguladores de sinistro especializados para essas situações. A AXA no Brasil oferece o RC para Aeroportos, que envolve os administradores de aeroportos. Para fabricantes, desde pequenos componentes até fabricantes de aviões. Para oficinas, que envolve de pequenas manutenções até grandes revisões, pinturas e reparos de instrumentos.  Para hangares, abrangendo locais de guarda ou pernoite das aeronaves. É importante salientar que ele não segura a propriedade do hangar, já que nessa situação precisaríamos de um Seguro de Property. E para operador aeroportuário, que inclui todo tipo de operação que pode ser performada a partir da área restrita do aeroporto, aquela que fica após o raio-x das bagagens. Como empresas que fornecem os alimentos para os passageiros, que transportam passageiros do embarque até o avião, manutenção, paisagismo, entre outras.

A tecnologia mudou a forma de comprar/vender este seguro? Como?

O Seguro aeronáutico tradicionalmente tem uma influência grande dos mercados de seguro internacionais, especialmente os mercados europeus, além do americano. Suas características únicas e altas exposições (em valor de risco envolvido) demandam frequentemente soluções personalizadas, feitas sob medida para cada segurado. Daí a necessidade de termos profissionais experientes, que conheçam o ramo e possam fornecer aos nossos clientes as soluções para cada tipo de negócio e operação. Por um lado, essa subscrição individualizada torna-se um desafio quando comparamos outras áreas massificadas, mas sem dúvida o mercado vem se adaptando para fornecer soluções mais eficientes para o mercado – o lançamento da ferramenta online de cotação de seguro obrigatório RETA é um passo importante nesse caminho.

Em agronegócios o uso de aeronaves tem se intensificado. Qual o comportamento deste nicho?

A indústria aeronáutica tem uma relevante atuação no segmento agrícola e a AXA também atua. A operação aeronáutica agrícola teve uma sinistralidade desafiadora nos últimos anos, o que naturalmente diminui o apetite dos mercados no segmento. Estamos atentos às evoluções e desenvolvimentos também desse nicho.

Na subscrição, quais os itens que mais pesam a taxa? Perfil do comandante? Histórico de voos?

Tipo de operação (particular, comercial…), experiência e treinamento de pilotos, histórico de sinistralidade, além do modelo da aeronave, são alguns dos fatores que mais impactam a análise e precificação.

Há muitos corretores especializados no Brasil? 

Temos alguns corretores com experiência internacional no segmento que atuam no Brasil, além de corretores locais dedicados ao segmento. Trata-se de ramo que demanda conhecimentos específicos da indústria aeronáutica e do mercado de seguros, então ter a intermediação de um corretor que possa apoiar o segurado de maneira eficiente é extremamente importante.

E o resseguro para esta carteira, está numa fase hard?

Os resseguradores do segmento aeronáutico continuam atuando com cautela no segmento, mas nota-se uma estabilização de taxas após os últimos anos de endurecimento. Ainda se nota uma limitação de capacidade e ofertas, já que alguns resseguradores reduziram ou até encerraram suas ofertas no segmento.

Congresso derruba veto de Bolsonaro a marco regulatório das securitizadoras

Por Iander Porcella e Débora Álvares, da Agência Estado

Brasília, 15/12/2022 – O Congresso derrubou nesta quinta-feira, 15, um veto do presidente Jair Bolsonaro ao marco regulatório das securitizadoras e retomou vantagens para as corretoras de seguros. O chefe do Executivo havia vetado trechos da lei que permitiam ao corretor dar informação sobre as comissões de corretagem ao segurado apenas quando o cliente pedir; que restringiam a fiscalização de empresas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep); e que revogavam o não pagamento de comissão nos contratos efetuados sem a participação de corretor.

O marco das securitizadoras criou a Letra de Risco de Seguro (LRS), um título de crédito nominativo, transferível e de livre negociação, representativo de promessa de pagamento em dinheiro, vinculado a riscos de seguros e resseguros e que poderá ser emitido exclusivamente por meio das Sociedades Seguradoras de Propósito Específico (SSPE). Essas empresas atuam no mercado de seguros, previdência complementar, saúde suplementar, resseguro ou retrocessão. O texto também trata da flexibilização do requisito de instituição financeira para a prestação do serviço de escrituração e de custódia de valores mobiliários.

Akad supera R$ 100 milhões em vendas de seguro de responsabilidade civil profissional

Akad Seguros Fernando Gonçalves

Fonte: Akad

A Akad supera a marca de R$ 100 milhões em vendas no seguro de Responsabilidade Civil Profissional em um único ano. Segundo os últimos dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), a companhia arrecadou R$ 101,3 milhões com essa modalidade de proteção nos últimos 12 meses, entre novembro de 2021 e outubro de 2022. 

O seguro de Responsabilidade Civil Profissional, também conhecido como E&O, visa proteger o segurado contra reclamações por danos a terceiros relacionados a prestação de serviço, preservando o patrimônio e recursos financeiros. São mais de 40 profissões disponíveis na plataforma da Akad para pessoa física e jurídica. 

“Do advogado ao frentista de posto de gasolina, qualquer prestador de serviço está sujeito a erros e deveria pensar em uma forma de proteção”, observa o diretor de Linhas Financeiras da companhia, Fernando Gonçalves. Segundo o executivo, profissionais de saúde, engenheiros, arquitetos e advogados estão entre os que mais contratam o produto na plataforma. Com o recorde na arrecadação, o RC Profissional já representa 16% de todo faturamento anual da seguradora.

No Brasil, as vendas de seguros de Responsabilidade Civil Profissional rendem por ano aproximadamente R$ 600 milhões para as seguradoras, mas as cifras poderiam ser bem maiores na avaliação da Akad. “Se todos os profissionais se conscientizarem da importância dessa modalidade de proteção, teremos um mercado superior a R$ 10 bilhões”, projeta Gonçalves ao reforçar o potencial de crescimento a ser explorado pela companhia.

A Akad nacional é líder nacional em vendas do seguro de Responsabilidade Civil Profissional e oferece o produto em um modelo totalmente digital. A jornada de contratação, que dependia de extensos documentos e de análises individualizadas de um subscritor, foi padronizada para um formato mais simples e menos burocrático. 

“Hoje qualquer profissional consegue contratar o seguro em menos de cinco minutos, quando antes precisava esperar até uma semana pela aprovação”, explica a diretora de Vendas Corporativas, Mariana Miranda. A mudança, segundo o diretor, ajudou também os corretores que não estavam acostumados com esse tipo de seguro: “hoje estão à vontade para vender mais”. 

Outra mudança determinante para conquistar a hegemonia no mercado foi a ampliação dos canais de parcerias. De acordo com Mariana, 40% do prêmio do seguro vem de acordos com associações, entidades, empresas, bancos e sindicatos. “É uma estratégia para dialogar diretamente com os profissionais e oferecer condições pensadas para o perfil do parceiro”, destaca a diretora. 

Mariana conta que nos últimos meses a companhia conseguiu ainda expandir as contas corporativas, consideradas maiores e mais complexas. Assim, a Akad se torna apta a emitir um número maior de apólices para projetos específicos de mídia, grupos de engenharia e grandes escritórios de advocacia. “Vamos lançar novos produtos e ampliar o número de profissões para consolidar a Akad como referência em E&O no Brasil”, afirma a diretora. 

Roubo de cargas em Guarulhos cresce 65% em 2022, comenta insurtech SmartLoad

As ocorrências por roubo de cargas cresceram 65% em Guarulhos, em 2022, é o que mostra o levantamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública. De acordo com o Estudo, somente entre janeiro e setembro de 2022, foram registrados 260 casos, contra 157 no mesmo período de 2021; já em 2020, 167 ocorrências foram computadas e, em 2019, 179. “O número de infrações esteve em decréscimo nos últimos anos, mas voltaram a crescer, isso porque em 2018 os casos estavam em 327, e agora, os números indicam a maior alta desde 2019”, ressalta Sylvio Bispo, especialista  com mais de 15 anos de experiência no ramo de seguros de transporte, fundador da SmartLoad, insurtech especializada em mobilidade de carga e gestão de transporte. 

Ele conversou com o Sonho Seguro para dar mais detalhes sobre o tema:

Quais são as mercadorias mais visadas?

As mercadorias mais visadas contam com uma relação comum às cias seguradoras que envolvem alimentos, celulares, eletroeletrônicos, bebidas, entre outras mercadorias. Há mercadorias que despontam eventualmente como “bola da vez”, pois antes não tinham ocorrências e após a percepção da oportunidade por parte das quadrilhas de roubo de cargas, passam a ser visadas, como é o caso dos painéis fotovoltaicos de energia elétrica, por exemplo. Nas análises de risco, sempre antes de que haja aceitação, são consideradas as mercadorias transportadas, mas não apenas estas. Também as rotas, o tipo de motorista envolvido na operação (frota CLT, agregado regular ou avulso), horário de transporte, parafernália eletrônica protetiva embarcada, monitoramento, etc, tudo isso interfere.

Quais seguradoras atuam nesse segmento? 

R: Atualmente há 20 seguradoras atuantes no ramo de Seguro de Transportes. São elas Tokio Marine, Sompo, Chubb, Sura, HDI e HDI Global, Allianz, Berkley, Fairfax, Mitsui, Starr, AXA, XL, Akad, Essor, Swiss RE, AIG, Zurich, Mapfre, Ezze e Porto Seguro.

A alta impôs reajustes, franquias e cláusulas mais restritivas? 

Naturalmente o cenário impõe cautela nas aceitações dos riscos pelas cias seguradoras. O gerenciamento de risco, desde as etapas iniciais, fica mais criterioso e impõem-se exigências que levam em consideração as características de cada operação. Uma operação de transporte de itens com menor exposição sofre taxações e exigências menores do que aquelas com status de risco maior. Há regiões onde o risco é historicamente maior, como é o caso do Rio de Janeiro, onde já há alguns anos o índice de roubos explodiu. Um olhar mais apurado e o uso da inteligência na gestão do risco, tanto por parte do agente transportador, quanto dos setores de loss prevention (internos nas cias, ou externos, por parte de empresas homologadas contratadas), caminham na elaboração de planos que levam em consideração todos os recursos disponíveis para a mitigação do risco da operação. Isso inclui inclusive a aplicação de franquias e participações em prejuízos, que tornam o responsável pelo transporte mais envolvido no processo, sem depositar somente na conta da seguradora toda a responsabilidade pelo risco e indenização. Também se aplicam restrições quanto a idade do veículo, o uso de motoristas exclusivos, a exclusão de transportes em uma região com maior índice de roubos, entre outras tantas possibilidades.

Vila Sésamo lança episódios inéditos da série “A Árvore dos Sonhos” com apoio da MetLife Foundation

Fonte: MetLife

A nova temporada Sonhar, Planejar, Alcançar apresenta os episódios inéditos da série “A Árvore dos Sonhos”, em TV aberta e na Internet. O conteúdo, que pode ser assistido na TV Cultura e no Youtube da Vila Sésamo, tem por objetivo trazer à tona temas de inclusão financeira e fortalecimento comunitário, baseados em histórias reais, que são relevantes para o universo de crianças de 3 a 6 anos e suas famílias.

Os seis vídeos novos da série “A Árvore dos Sonhos” contam as histórias de mulheres negras e indígenas inspiradoras de diferentes partes do Brasil, que através de suas lutas transformaram a vida de suas comunidades. Carmem Silva, Dandara Elias, Vanda Witoto, Eliete Paraguassu, Renata Conagan e Conceição Evaristo são as mulheres homenageadas. Esses novos vídeos podem ser conferidos em seis dos dez episódios da nova temporada Sonhar, Planejar, Alcançar, que integram animações, game show, clipes, Faça Você Mesmo e mini-documentários: “Sonhando junto!”, “Aprendendo a planejar”, “Mudando de plano”, “Escolhendo Bem”, “Conhecendo as profissões”, “Inventando coisas novas”, “Cuidando do planeta”, “Compartilhando com a turma”, “Brincando com os números”, “Poupando pra valer!”.

Com isso, a Vila Sésamo pretende levar a mensagem que crianças e suas famílias e comunidades podem sonhar, planejar e alcançar tudo que almejam se estiverem juntas e tiverem resiliência e flexibilidade. A nova temporada apresenta às crianças e aos adultos a reflexão sobre as escolhas que fazemos todos os dias como ferramentas para alcançar seus objetivos (individuais e coletivos). O conteúdo visa oferecer às crianças e aos adultos, especialmente às mulheres, informações sobre educação financeira para que elas ofereçam exemplos positivos e envolvam as crianças em reflexões e atividades em favor do fortalecimento financeiro de duas famílias e comunidades. 

“Com este lançamento, procuramos incentivar as famílias e as comunidades a criarem estratégias coletivas para irem em busca de seus sonhos; contribuir para que crianças e adultos identifiquem necessidades básicas e desejos, pratiquem o consumo consciente, sempre  tendo como inspiração os conteúdos que envolvem os personagens da Vila Sésamo e as histórias de mulheres e famílias reais que superaram desafios e alcançaram seus objetivos com criatividade, parceria e resiliência”, destaca Julia Tomchinsky, Diretora de Educação e Impacto Social para o Brasil da Vila Sésamo.

O projeto “Sonhar, Planejar e Alcançar” é uma iniciativa global da Vila Sésamo e que tem o apoio da MetLife Foundation desde o início, em 2015. Ele busca contribuir para que as crianças, suas famílias e comunidades de pertencimento visualizem o futuro, identifiquem sonhos, definam metas, construam planos e compreendam que as escolhas feitas todos os dias podem ajudá-los a alcançar os seus objetivos. 

Um ano de grandes desafios e resiliência…

Por Newton Queiroz, CEO da Europ Assistance Brasil

Ao final de cada ano, costumamos fazer um balanço de como foram aqueles 365 dias. De acordo com os fatos, classificamos como “bons anos” ou nem tanto. Mas existem ainda aqueles que são marcados por fatos e que por conta disso nunca mais esqueceremos. Certamente, 2022 será um desses… e vou explicar o porquê.

Foi um ano de altos e baixos, sem dúvida. A Europ Assistance Brasil começou este ano cheio de expectativas de que muitas coisas boas iriam acontecer. Mas logo no começo havia também uma guerra no caminho. Ao invadir a Ucrânia, a Rússia criou um clima de incerteza mundo afora, afetando diversos segmentos, como o preço dos combustíveis, por exemplo…

Não demorou muito para os efeitos serem sentidos aqui no Brasil. O setor de assistências, que já vinha sendo afetado com a perda de prestadores de serviço por conta da pandemia, foi novamente impactado com a frequente alta dos preços dos combustíveis. Para piorar, veio a falta de peças, outro impacto indireto da guerra na Europa.

Com todos esses ingredientes, estava pronta a receita para a criação da maior crise da história do setor de assistência no Brasil! Porém, mais uma vez, tivemos que nos reinventar, criando e aperfeiçoando processos internos e externos, ampliando o relacionamento com a rede de prestadores e investindo em tecnologia.

De todo esse esforço, surgiu o CARE (cuidado, em português) um novo sistema omnichannel que envolve toda a base e infraestrutura tecnológica para melhorar ainda mais o atendimento aos nossos clientes. Apesar de ainda estar em fase implementação de melhorias, já proporciona maior agilidade e estabilidade em todo o processo de assistência.

Alguns indicadores mostram que estamos no caminho certo: a satisfação dos clientes (NPS) já aponta crescimento constante, ao mesmo tempo em que a redução de SLA para atender os consumidores nas plataformas digitais segue em queda. 

Mas não paramos por aí. Diversificamos o canal de vendas através dos corretores, participando ativamente em vários eventos do setor – como o Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros e o CQCS Insurtech & Inovação, considerado o maior evento de inovação do setor. 

Em breve, deveremos lançar também um portal para venda de assistências, o que irá democratizar muito o segmento e ampliar as possibilidades de negócio, principalmente dos corretores!

Também intensificamos o canal TRAVEL através da parceria com a MSC Cruzeiros, uma das maiores companhias de navegação do mundo, e contratamos um executivo para cuidar exclusivamente deste nicho, que tem um enorme potencial de vendas no Brasil.

Tudo isso sem esquecer de apoiar diversos projetos sociais, nas mais diversas áreas (saúde, cultura e esportes), sempre com objetivo de ajudar aqueles que mais precisam, iniciativas que fazem parte da nossa cultura corporativa.

Ainda nessa fase de transição pós-pandemia para o presencial, investimos em um novo ambiente de trabalho com foco no smartworking e visando maior interação entre as áreas. Não à toa, contamos com dois selos Great Place To Work Brasil que muito nos orgulham: o GPTW Brasil e o GPTW Mulher, conquistados no final de 2021.

Por tudo isso, nossa expectativa para 2023 é ainda maior. Ao superarmos as dificuldades deste ano que está terminando, investindo em tecnologia e transformando nosso jeito de trabalhar, acredito que estamos prontos para um grande ano! Temos como meta democratizar a oferta de serviços de assistência para nossa sociedade, sendo que para isso nossos parceiros são e serão essenciais para seguir desenvolvendo a cultura de proteção muito além de nossa indústria. 

Feliz 2023 para todos nós!

Cade aprova compra da SulAmérica pela Rede D’Or

Fonte: Globo

A compra da operadora de planos de saúde SulAmérica pela Rede D’or, maior grupo de hospitais do Brasil, foi aprovada sem restrições pela maioria do tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Isso dá aval à criação de uma gigante do setor com faturamento anual de R$ 43,8 bilhões.

O conselheiro relator do caso, Luiz Augusto Hoffmann, entendeu que a formação da gigante não teria o poder de diminuir a concorrência e poderia, inclusive, trazer benefícios ao consumidor. O voto foi seguido pelos conselheiros Luis Henrique Braido, Gustavo Augusto de Lima, Victor Oliveira Fernandes, Sérgio Ravagnani e pelo presidente do tribunal, Alexandre Cordeiro.

A conselheira Lenisa Rodrigues Prado divergiu e votou pela aprovação da operação desde que com a exclusão da administradora de planos de saúde Qualicorp, da qual a Rede D’Or é a principal acionista, do grupo econômico.

A decisão do Cade deverá ser questionada na Justiça, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, por concorrentes da Rede D’Or e da SulAmérica. O negócio enfrentava forte resistência de concorrentes das empresas como os hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, AC Camargo, Beneficência Portuguesa (BP), Mater Dei, Hcor e as administradoras de benefícios Benevix e Supermed, que foram admitidos como terceiros interessados no processo no Cade, que iniciou em junho.

Os concorrentes da Rede D’Or argumentavam que a análise da fusão tem sido feita em tempo recorde. O prazo é de 240 dias, prorrogáveis por mais 90 dias. A compra da SulAmérica pela Rede D’Or foi notificada ao Cade em 13 de junho e teve nove concorrentes que se habilitaram no processo para questionar a fusão.

PREOCUPAÇÃO COM DADOS

O superintendente-geral do Cade, Alexandre Barreto, decidiu em 7 de novembro pela aprovação sem restrições, com base em um estudo feito pelo Departamento de Estudos Econômicos do Cade, que foi solicitado em 24 de outubro e publicado no próprio 7 de novembro.

Todos os concorrentes habilitados no processo recorreram da decisão no dia 23 de novembro, prazo máximo para a decisão. O sorteio que escolheu o conselheiro relator do caso ocorreu no mesmo dia 23. Com isso, o julgamento no plenário foi marcado para 37 dias após a decisão do superintendente-geral, o tempo mais rápido entre casos julgados este ano, segundo o advogado concorrencial Bruno Oliveira Maggi, que não atua no caso.

Segundo os hospitais que se opõem à fusão, o negócio fará com que a Rede D’Or seja competidora no ramo de hospitais, por um lado, e financiadora dos concorrentes por meio da SulAmérica, do outro. Com a combinação dos negócios, o receio de Sírio-Libanês, Eistein, Oswaldo Cruz, BP, Hcor e Mater Dei é que o grupo possa usar informações sensíveis dos contratos com eles, como tabela de preços, na estratégia de negócio dos hospitais da Rede D’Or. Outro receio é que possa haver algum direcionamento de clientes, por parte da seguradora, para hospitais da Rede DOr.

– O grande medo dos concorrentes da Rede D’Or nesse caso é receberem um eventual tratamento discriminatório por parte da SulAmérica, com desvio de clientela. Há preocupação dos hospitais de que a seguradora possa favorecer os estabelecimentos do grupo do qual ela faz parte e descredenciar os concorrentes – afirma Letícia Ladeira Monteiro, advogada do escritório Grinberg Cordovil.

A nota da área técnica do Cade que amparou a decisão de Barreto diz que “a Rede D’Or teria acesso às informações apenas quando da pactuação ou renovação dos contratos, o que ocorre anualmente. Uma vez que informações de preços e custos estão sempre sendo atualizadas/modificadas, o eventual acesso a informações anuais sobre as negociações não teria o condão de trazer prejuízos à concorrência”.

– Nosso papel aqui não é garantir lucratividade de hospitais, é garantir que esses ganhos sejam repassados ao consumidor – afirmou o conselheiro Braido em seu voto.

Procurada, a Rede D’Or afirma, em nota, que o processo passou por análises de áreas técnicas do órgão antitruste e defende que a operação não promoverá concentração nos mercados em que atuam.

“A aquisição da SulAmérica pela Rede D’Or envolve empresas que atuam em áreas distintas do setor de saúde suplementar, não promovendo, portanto, qualquer concentração nos mercados em que atuam (…). Mesmo em seus diferentes mercados de atuação, a participação das duas empresas não atinge sequer 8% do total desses segmentos (nem em vidas de planos de saúde para a SulAmérica nem em número de hospitais para a Rede Dor)”, diz o documento.

INTERESSES COMERCIAIS

A Rede D’Or argumenta “que outros grupos de operadoras de planos de saúde têm participação acionária em hospitais há muitos anos sem que tenham sido registradas quaisquer queixas nesse sentido por empresas que ora questionam a operação em análise”.

“As três maiores operadoras de planos de saúde têm diferentes combinações de negócios e presença de ativos no segmento prestador de serviços médicos, inclusive se relacionando comercialmente com os que questionam a operação”. Para a empresa, “não tem qualquer sentido técnico os questionamentos colocados, que visam apenas preservar interesses comerciais”.

Machado Meyer Advogados anuncia dois novos sócios na área de Seguros

O Machado Meyer Advogados anuncia a chegada de dois novos sócios para atuar na área de Seguros do escritório: Cássio Gama Amaral e Thomaz del Castillo Barroso Kastrup. Os profissionais passam a integrar o time como parte da estratégia de consolidar a equipe existente e expandir a atuação nesse setor, que deve avançar ainda mais em 2023.

Cássio Gama Amaral é advogado licenciado no Brasil e em Portugal. É especialista e referência nas indústrias de seguros, resseguros, saúde, serviços financeiros e previdência privada. O profissional assessora, de forma transversal, stakeholders envolvidos nos mais diversos tipos de transação, bem como em assuntos regulatórios, sinistros e contencioso, além de contribuir ativamente para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e parcerias do mercado e do governo com a academia. Também é autor de diversas publicações sobre direito de seguros e resseguros no Brasil e no exterior.

Thomaz del Castillo Barroso Kastrup é advogado licenciado no Brasil e com mestrado e experiência como foreign associate nos EUA. Como especialista e referência na área de seguro, resseguro, saúde, serviços financeiros e fusões e aquisições, assessora players locais e estrangeiros dessa indústria no Brasil há mais de 20 anos em questões consultivas regulatórias e societárias – especialmente na área transacional, incluindo operações de M&A (globais, regionais e locais), contratos de distribuição de seguros e outros produtos securitários, compra e venda de portfólios/carteiras de seguro e todos os tipos de reorganizações societárias. Além disso, também é autor de diversos artigos e publicações sobre direito securitário no Brasil e no exterior.

“Buscamos, continuamente, por talentos capazes de fazer a diferença para nossos clientes e reforçar, ainda mais, nossas práticas. A chegada dos novos sócios é resultado dessa estratégia, que tem o objetivo de fortalecer nossa atuação na área de seguros ao agregarmos a expertise que esses profissionais carregam. A vivência de ambos certamente ampliará ainda mais o nosso conhecimento desse mercado e a nossa capacidade de atender as demandas dessa indústria”, afirma Tito Andrade, sócio administrador do escritório.