Mercado segurador arrecada R$ 156,1 bi até novembro com venda de seguros gerais e de vida

Em mais um mês de crescimento, o mercado de seguros encerrou novembro do ano passado com alta de 20,2% no faturamento, ante novembro de 2021, totalizando R$ 14,4 bilhões em prêmios emitidos. A participação mais expressiva para o bom desempenho do setor veio do segmento Automóvel, que faturou R$ 1 bilhão a mais no período (+28,8%). Apenas Crédito e Garantia registrou retração: -10,3%. Os dados fazem parte da 27ª edição do Boletim IRB+Mercado, relatório mensal da plataforma IRB+Inteligência, produzido com base nos dados publicados pela Susep – órgão que regula o setor – em 26/12.

No acumulado de janeiro a novembro de 2022, a arrecadação das seguradoras chegou a R$ 156,1 bilhões, crescimento de quase 22% ante os 11 primeiros meses de 2021, o que significa um acréscimo de R$ 28 bilhões. O destaque foi para o segmento Rural que teve a variação mais acentuada: 40,4%. 

O índice de Sinistros Ocorridos sobre o Faturamento de Competência registrou queda de 5,7 pontos percentuais (p.p.) em novembro do ano passado, na comparação com o mesmo mês de 2021. A recuperação na sinistralidade foi impulsionada, principalmente, pelo segmento Vida (-6,4 p.p.). No ano, o índice cresceu 0,1 p.p. em relação à taxa registrada no mesmo período de 2021, devido, principalmente, ao segmento Automóvel (+8,5 p.p.).

Por segmento

Em novembro, Vida registrou faturamento de R$ 5,1 bilhões, alta de 16,5%. No ano, o segmento, que representa 33,9% do total arrecadado pelo setor, totaliza R$ 53 bilhões (+13,9%). Após os impactos da covid-19, a sinistralidade mantém a trajetória de redução, com queda de 14,7 p.p. no ano, atingindo 31,5%.

Já o segmento Automóvel registrou faturamento de R$ 4,5 bilhões em novembro, alta de 28,8% na base anual. No acumulado de 2022, o segmento cresceu 34% (R$ 46 bilhões). Em relação à sinistralidade, no 11º mês, a taxa registrou a segunda retração consecutiva (-12,3 p.p.) e atingiu 64,6%, enquanto no acumulado de janeiro a novembro, a taxa foi de 70,4%, incremento de 8,5 pontos percentuais.

Danos e Responsabilidades faturou R$ 2,4 bilhões em novembro (+23,6%) e R$ 27,6 bilhões (+18,3%) no acumulado de 2022. O produto Riscos Nomeados e Operacionais foi o que mais colaborou com esse avanço em ambos os períodos analisados. Quanto à sinistralidade, no acumulado do ano, a taxa reduziu 4,5 p.p., atingindo 38,8%.

Individuais contra Danos faturou, em novembro, R$ 1,2 bilhão (8,7%). O acumulado de 2022 do segmento foi de R$ 11,8 bilhões (+9,7%), influenciado, sobretudo, pela linha de negócio Patrimonial. A sinistralidade, após dois meses de retração, voltou a crescer em novembro com aumento de 19,2 p.p. em relação a igual período de 2021, atingindo 37,9%. Nos 11M22, a taxa foi de 37%.

Rural avançou, em novembro, 28,7%, no comparativo com o mesmo mês em 2021, ao arrecadar R$ 818 milhões. No acumulado, atingiu R$ 12,7 bilhões e registrou variação positiva de 40,4%. Até novembro, a sinistralidade foi de 100%, não obstante a retração de 25,3 p.p. em novembro.

Já Crédito e Garantia arrecadou R$ 391 milhões em novembro, registrando retração de 10,3%, em relação ao mesmo período de 2021. Essa variação negativa não foi suficiente para reverter a trajetória anual de crescimento. Até novembro, o faturamento avançou 21,3%. Quanto à sinistralidade, no acumulado do ano, a taxa foi 33,4%, aumento de 15,3 p.p..

Seguradora Prudential completa 25 anos de atuação no país

Patricia Freitas CEO da Prudential do Brasil

Fonte: Prudential

A Prudential do Brasil completa 25 anos de presença no Brasil com 3,2 milhões de vidas seguradas e com de R$ 3 bilhões em benefícios pagos. O Brasil é o terceiro maior mercado da Prudential no mundo e um dos maiores motores de crescimento da empresa. 

Ao longo da sua história, lançou produtos inéditos no país, implementou e desenvolveu o modelo de franquias Life Planner, expandiu a oferta de proteção através de parceiros comerciais e corretores, ampliou o portfólio para seguros de vida em grupo, e para seguros massificados, reforçando o objetivo de proteção de todos os brasileiros.

A seguradora olha para o futuro com otimismo. Este ano, a empresa seguirá investindo forte em inovação, tecnologia, novos produtos e serviços, mantendo sempre o cliente no foco principal. Em sua estratégia de crescimento estão diversificar e fortalecer os canais de distribuição, além de expandir a presença da Franquia Prudential em novas cidades no Brasil.

No início deste ano celebrativo, Patricia Freitas assumiu oficialmente a presidência e a posição de CEO da Prudential do Brasil. “É com muita motivação, gratidão e confiança que assumo essa posição no mês em que a Prudential completa 25 anos de atuação no Brasil. Quero honrar esse legado e dar continuidade a essa jornada de crescimento. Seguro de vida sempre foi uma necessidade fundamental e agora, mais do que nunca, os brasileiros se conscientizaram disto. Temos muitas novidades, inovações e desafios pela frente, e tenho certeza de que iremos ainda muito mais longe. E tudo isso, reforçando diariamente o propósito de proteção de vidas como base para tudo que fazemos”, afirma Patricia.

Ainda como parte das comemorações, a Prudential lança este mês um selo pelos 25 anos. Desenvolvido especialmente para a data, o selo carrega as cores da empresa e do país, representando o orgulho do seu legado e atuação, e irá marcar todas as comunicações e ações do ano.

SulAmérica tem novo comando

 

SulAmérica tem novo comando. Raquel Reis Giglio é a nova presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica. A executiva retorna à companhia após a integração da SulAmérica ao Grupo D’Or. Raquel atuou por mais 10 anos na SulAmérica, saindo em fevereiro de 2022 para assumir a vice-presidência da Rede D’Or. Marcelo Mello, até então vice-presidente, passa a responder como presidente da SulAmérica Investimentos. Mello atua na SulAmérica desde 1997.

Com foco na área de saúde e uma sólida experiência no mercado de seguros desde o início de sua carreira – Raquel era vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica até fevereiro de 2022. Retorna à companhia para se tornar a primeira mulher no comando de uma seguradora brasileira desse porte.

“Estou muito feliz em voltar para a SulAmérica com um novo desafio”, disse Raquel. “Vamos seguir atuando para democratizar o acesso à saúde, e para isso conectaremos tecnologia e dados para entregarmos produtos e serviços cada vez mais sustentáveis para nossos clientes. Nos aproximaremos ainda mais da rede de prestadores e corretores que temos em todo o Brasil.”

Com mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro, Marcelo Mello passa a responder como presidente da SulAmérica para Vida, Previdência e Investimentos. “É uma grande oportunidade e responsabilidade assumir a presidência desta frente de saúde financeira. E agora com a D’Or certamente vamos acelerar nosso crescimento”, declarou Mello.

As mudanças organizacionais buscam trazer mais agilidade e autonomia para a nova fase da SulAmérica, cuja compra pela Rede D’Or foi aprovada pelo CADE e ANS em dezembro de 2022.

Ricardo Bottas deixou a cadeira de presidente executivo e agora segue apoiando a integração como conselheiro consultivo da seguradora.

Financial Times: custos de resseguro aumentam até 200% com a guerra na Ucrânia e o clima extremo

furacão Ian seguros resseguros

Fonte: Financial Times

A guerra na Ucrânia e os eventos climáticos extremos aumentaram o custo do resseguro em até 200% nas renovações cruciais de janeiro, de acordo com um novo relatório, ameaçando aumentar os prêmios e reduzir o que as seguradoras estão dispostas a cobrir.

1º de janeiro é a principal data de renovação de apólices para resseguradoras, que compartilham perdas com seguradoras primárias e, portanto, têm um papel vital no que pode ser segurado e a que preço. A renegociação das apólices de resseguro deste ano tem sido a mais desafiadora em anos, já que os resseguradores respondem à pressão da inflação em espiral e grandes perdas de catástrofes naturais, bem como as consequências da invasão russa da Ucrânia.

James Kent, executivo-chefe global da corretora de resseguros Gallagher Re, que publicou o relatório na terça-feira, descreveu-o como uma “renovação muito tardia, complexa e, em muitos casos, frustrante”.

O custo do resseguro aeroespacial aumentou entre 150% e 200%, pois os resseguradores ajustaram os preços à luz de uma reavaliação de perdas passadas, bem como pagamentos esperados de aviões encalhados e uma batalha legal com empresas de leasing após a crise da Rússia. invasão da Ucrânia.

O resseguro de catástrofes de seguro gerais (Property), que arca com perdas de furacões e outros desastres naturais, também aumentou, com as taxas nos EUA aumentando entre 45% e 100% para apólices com sinistros, de acordo com os números da Gallagher Re. O corretor atribuiu isso ao impacto do furacão Ian, que atingiu a Flórida e a Carolina do Sul no ano passado, bem como à ameaça da inflação, que aumenta os pagamentos.

“Para a seguros de propriedades, este é o ano em que o resseguro voltou ao comando e eles têm sido muito firmes”, disse o presidente internacional da Gallagher Re, James Vickers, ao Financial Times. “Eles não quebraram.” Ele descreveu as negociações de resseguro como o “[mercado] mais difícil desde o 11 de setembro”.

Em um relatório também publicado na terça-feira, a corretora Howden disse que o custo do resseguro contra catástrofes imobiliárias aumentou 37% globalmente nas renovações de janeiro, o maior aumento em dados comparáveis desde 1992. Howden o chamou de “um dos mercados de resseguro mais difíceis na memória viva”, usando um termo da indústria para um período de aumentos sustentados de preços.

Preços de resseguro mais altos e a disponibilidade reduzida de algumas coberturas normalmente repercutem nos preços que as seguradoras cobram e no que estão dispostas a oferecer, embora também possam optar por subscrever negócios “líquidos” ou sem cobertura de resseguro. Espera-se que os aumentos nos preços dos resseguros alimentem ainda mais o que já é uma alta de anos nos preços dos seguros para as empresas.

Uma atualização sobre as negociações de 1º de janeiro na semana passada de Guy Carpenter, outro dos grandes corretores de resseguros, descreveu-o como “um dos mercados de resseguros mais desafiadores que o setor já experimentou”, com alguns pedidos iniciais de resseguradores para modificar a cobertura “ameaçando corroer o valor central do produto de resseguro”.

A propriedade foi a renegociação mais difícil no que era um setor “estressado”, disse, com aumentos substanciais de preços e condições piores.

Outro fator no aumento dos preços do resseguro tem sido um aperto de capacidade, à medida que os resseguradores saem de áreas como o resseguro de catástrofes imobiliárias. Mas os corretores relataram que o grau de aumento de preços nas renovações de 1º de janeiro atraiu alguma nova capacidade para o mercado, por exemplo, por subscritores levantando novo capital.

“É importante lembrar que já estivemos em encruzilhadas antes”, comentou o presidente da Guy Carpenter, Dean Klisura, apontando para as correções do mercado que se seguiram a eventos como os ataques terroristas de 11 de setembro nos EUA e o furacão Andrew.

As resseguradoras também pressionaram para restringir ou excluir Rússia, Ucrânia e Belarus de algumas áreas de cobertura, disse Gallagher Re. A retração mais ampla dos ativos de resseguro já está tendo efeitos em cascata: no mês passado, as seguradoras de transporte marítimo ocidentais disseram que excluiriam as perdas decorrentes do conflito, após uma ação de suas resseguradoras para reduzir a exposição.

Também em dezembro, o Nikkei Asia, publicação irmã do FT, informou que o governo japonês interveio depois que as seguradoras locais disseram que não podiam mais oferecer cobertura para danos a navios em águas russas – também apontando para a decisão das resseguradoras ocidentais de remover a cobertura.

Liberty Seguros reforça compromisso com sustentabilidade em 2022

Liberty Seguros Daniela

Fonte: Liberty

Como parte do Isso tem + Valor, movimento de sustentabilidade da Liberty Seguros que promove ações de boa cidadania, a seguradora anuncia os resultados de suas iniciativas de ASG (Ambiental, Social e Governança) em 2022. Ao longo do ano, os esforços da companhia foram multiplicados nas frentes ambiental, social e de governança, gerando um impacto positivo na comunidade em que a empresa está inserida. 

“A Liberty tem uma longa história de trabalho e compromisso com a agenda ASG, mesmo antes de haver uma regulamentação sobre o tema, que está plenamente incorporado nas ações de todas as áreas da empresa e no desenvolvimento dos seguros”, afirma Daniela Bouissou, diretora de Transformação da empresa. “Fazer a diferença para a comunidade e contribuir para um meio ambiente mais sustentável é muito gratificante e estratégico para nós. Esta é uma missão perene da Liberty Seguros”, completa.  

Meio ambiente protegido 

O compromisso com o meio ambiente é uma das principais premissas da Liberty Mutual até 2030. Mundialmente, a meta do grupo é reduzir 50% da emissão de gases de efeito estufa, dentro dos escopos 1 e 2 – que engloba emissões lançadas à atmosfera que vêm diretamente do processo produtivo da empresa e emissões indiretas da geração de energia que é comprada de um fornecedor de serviços públicos. 

Com esse desafio, a companhia elaborou um inventário referente ao período entre 2019 e 2021, a fim de avaliar suas emissões. Diante dos resultados do projeto, a Liberty foi avaliada e inserida na categoria Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol – pacote de padrões, orientações, ferramentas e treinamentos para que empresas e governos possam mensurar e gerenciar emissões antropogênicas responsáveis pelo aquecimento global.

Todas as iniciativas de neutralização fazem parte do compromisso e responsabilidade que a Liberty tem com o meio ambiente e estão alinhadas aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU, que visam mitigar os efeitos da mudança global do clima. Em 2021, com ações de ecoeficiência e jornadas de trabalho remoto, a Liberty foi capaz de reduzir cerca de 76% da emissão de gases de efeito estufa de escopos 1 e 2 e, a fim de atenuar os efeitos causados ao meio ambiente, compensou mais de 16 mil toneladas de CO2 equivalentes a guinchos leves.

Ainda como parte dos esforços da seguradora em fomentar o cuidado com o meio ambiente, em 2021 a Liberty Seguros anunciou uma mudança no modelo de trabalho, migrando para o formato híbrido, com o objetivo de incentivar a flexibilidade e co-criação entre os colaboradores. A partir de um estudo realizado com diferentes áreas da companhia, as equipes definiram a necessidade do trabalho presencial de acordo com as demandas de cada setor, e os Hubs da seguradora passaram por uma reforma com um grande foco em sustentabilidade. 

No processo, as luzes dos escritórios foram substituídas por fontes de LED, o que pode levar a uma diminuição de 25% no consumo de energia. Além disso, houve redução de 50% nos equipamentos, como impressoras, por exemplo, e processos financeiros, jurídicos e de compras foram digitalizados. Dessa forma, foi possível economizar papel, utilizar energia de forma consciente e fazer mais uso de fontes renováveis.

Comunidade beneficiada 

Anualmente, a Liberty realiza ações de voluntariado com foco em beneficiar a sociedade em situação de vulnerabilidade e engajar os colaboradores a contribuírem com as ações filantrópicas da companhia. Em maio deste ano, a empresa conduziu a Semana do Voluntariado, com uma série de atividades, desde palestras a oficinas presenciais e uma mentoria online em grupos, que contou com a participação de mais de 1400 funcionários, em 420 horas de voluntariado. Ao todo, seis instituições foram beneficiadas pelo projeto e cerca de três mil itens foram arrecadados nos Hubs. 

Hoje a Liberty contabiliza cerca de 2900 participações entre os colaboradores, muito por conta da retomada do trabalho presencial. Ao longo de 2022, a empresa deu continuidade a projetos de impacto social e incentivos, como o Big Heart Parade, a Virada Sustentável e a parceria com o Centro Educacional Assistencial Profissionalizante (CEAP), além de outras iniciativas vigentes. Além disso, o encerramento do ano foi marcado pelo sucesso da campanha Natal Solidário – que engajou mais de 1450 colaboradores em doações de alimentos, brinquedos e apoio a ONGs parceiras.

Diversidade cada vez mais forte 

Assim como o cuidado com o meio ambiente e a sociedade, os temas de diversidade e inclusão são prioridades para a Liberty Seguros. Atualmente, a companhia conta com uma série de grupos de afinidade voluntários liderados por colaboradores aliados às causas. A ideia é conduzir discussões e ações voltadas a questões de gênero, da comunidade LGBTQIA+, pessoas com deficiência, gerações, raças e etnias. O objetivo é garantir um ambiente onde todos tenham oportunidades equitativas e possam ser quem são. 

Há muitos anos, a Liberty promove ações consistentes neste sentido. Um dos resultados deste trabalho é a conquista da equidade salarial entre gêneros em uma empresa liderada por uma CEO mulher, e onde 45% da alta liderança é constituída por mulheres. 

Constantemente, a Liberty promove ações para fortalecer a cultura, desenvolver habilidades inclusivas e acessibilidade. Por isso, 100% da liderança da companhia pratica e incentiva uma série de fundamentos ligados à diversidade, além de contar com um dashboard automatizado que auxilia na redução de vieses inconscientes e fortalece os programas e práticas da gestão de pessoas.  

Ações de letramento, como o podcast mensal da companhia, por exemplo, trazem conteúdos com especialistas em diversidade para toda a empresa, contribuindo para que o conhecimento seja disseminado para todas as pessoas. Assim, cada vez mais, é possível despertar reflexões voltadas para diversidade, equidade e inclusão, tanto para os colaboradores, quanto para a comunidade em geral. 

Relatório de sustentabilidade 

Em 2022, a Liberty trabalhou, também, na retomada de seu relatório de sustentabilidade, construindo uma nova matriz de materialidade que consultou todos os stakeholders da companhia, como clientes, corretores, colaboradores de todos os níveis hierárquicos e parceiros, para definir temas importantes que fizessem sentido para a cadeia de negócios. 

Todos esses temas nortearam o relatório de sustentabilidade da Liberty em 2021 e são a base da agenda de ASG da companhia para os próximos anos. O material sintetiza os desafios e resultados de 2021, com o objetivo de aprimorar a transparência e o diálogo com clientes, parceiros, colaboradores e a sociedade em geral.  

Fernando Haddad nomeia diretor para cuidar da Susep enquanto titular é definido

O Ministério da Fazendo divulgou hoje portaria designando Carlos Roberto Alves de Queiroz para assumir interinamente o comando da Susep (Superintendência de Seguros Privados), órgão que fiscaliza e regula o mercado segurador, enquanto o novo titular, que sucederá Alexandre Camillo, exonerado no dia 1 de janeiro, é escolhido. O nome que tem circulado desde dezembro para assumir a autarquia é Carlos De Paula.

Queiroz é diretor técnico da Susep desde abril de 2022. Está na autarquia desde 2013, como chefe da divisão de supervisão direta, passando para coordenador do escritório de São Paulo e para a coordenação geral de fiscalização prudencial. Iniciou sua carreira em 2006 como chefe do setor de benefícios no INSS e depois como técnico judiciário no Tribunal Regional do Trabalho.

Carlos De Paula é o principal nome para assumir a Susep por unir experiência técnica e política

Carlos de Paulo

O ministro, empossado oficialmente no dia 1o. por Lula, exonerou mais de 1,2 mil servidores públicos, entre eles os diretores da Susep. De acordo com portaria assinada pelo novo ministro da Casa Civil, Rui Costa, foram exonerados o superintendente da Susep, Alexandre Camillo, e os diretores Augusto Cardoso, José Nagano, Marcelo Rocha e Carlos Queiroz. Ele não citou o prazo para as novas indicações. O nome mais citado entre os principais porta-vozes do setor para assumir a Susep é de Carlos De Paula, mencionado inicialmente em meados de dezembro pelo portal da revista Investidor Profissional e que ganhou força deste então.

Pelo seu histórico profissional, é certo que a Susep ganhará velocidade nas mudanças necessárias para fazer frente ao atual momento de crescimento e inovação que o mercado de seguros requer de um profissional. Inovador, conhecedor do setor e da política do governo e das seguradoras, resseguradoras e corretoras, Carlos de Paula tem uma trajetória que lhe qualifica para este cargo, segundo informaram diversos seguradores entrevistados.

Seu último trabalho foi na Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), onde contribuiu para mudar a comunicação com os públicos alvos (leia mais). Ao deixar a federação, em junho de 2022 assumiu a Presidência do Conselho Curador da Fundação MUDES – Movimento Universitário de Desenvolvimento Econômico e Social – que atua na promoção e integração dos jovens de baixa renda no mundo do trabalho por meio de programas de estágios remunerados, programas de aprendizagem e de trainee, além da realização de atividades e projetos sociais para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Fez parte do equipe que coordenou o projeto de criação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar, a Previc, onde atuou como Diretor de Análise Técnica e Superintendente. Participou do projeto de privatização do IRB RE,  como diretor e posteriormente, vice-presidente de Pessoas. Foi por duas vezes diretor na Superintendência de Seguros Privados, a Susep, e também atuou como  membro do Conselho Nacional de Seguros Privados e do Conselho Nacional de Previdência Complementar. Durante o período em que prestou serviços ao Poder Executivo, representou o Brasil em diversas missões internacionais. Graduado em Direito e Pós-Graduado em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Trabalhou no Banco do Brasil por 33 anos, onde começou como menor aprendiz. Especializou-se no segmento de seguros e previdência privada. Foi instrutor de seguros e trabalhou na área comercial da Brasilprev S.A e da BBPrevidência Fundo de Pensão. Prestou serviços como funcionário cedido pelo Banco do Brasil ao Governo Federal. Foi Coordenador Geral de Fomento, Diretor e Secretário-Adjunto na Secretaria de Previdência Complementar.

Seguradora Zurich divulga política de sustentabilidade em linha com marco regulatório do mercado segurador

A Seguradora Zurich acaba de publicar sua Política de Sustentabilidade. A companhia está entre as primeiras a atender esse requisito da Circular nº 666 da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), que estabelece a obrigatoriedade da adoção de instrumentos para gestão dos riscos climáticos, sociais e ambientais pelas seguradoras.

Sobre a regulamentação, Nathalia Abreu, Gerente de Sustentabilidade e Inovação da Seguradora Zurich, explica que a circular possui princípios bem claros quanto à sustentabilidade estar incorporada aos processos centrais das seguradoras e às suas principais decisões de negócios – e não como algo à parte. “O marco dá um norte para que o setor como um todo possa evoluir nesse sentido. A Zurich tem esse olhar e a política veio não só como uma adequação à Circular, mas como uma formalização de nossas práticas, uma consolidação do trabalho de mobilização que estamos fazendo há anos, de dentro para fora, começando por nossos colaboradores e se estendendo a parceiros e clientes”, pontua.

A executiva ressalta que a publicação da política é um passo importante na jornada que a companhia – e o setor – devem trilhar em busca de um futuro mais sustentável. “A política é desafiadora, sobretudo no que se refere à mensuração de riscos climáticos, e tudo isso é muito novo para todos, falando do setor e também da sociedade. Enquanto gestores, tomadores de riscos, investidores institucionais e companhias empregadoras, podemos agir juntos para construir conhecimento e difundir as melhores práticas de sustentabilidade neste e em outros setores da economia”, diz Nathalia.

Leia a entrevista completa:

Quais os avanços no relatório de sustentabilidade publicado neste ano?

A Zurich torna pública sua política de sustentabilidade, de acordo com a Circular nº 666 da SUSEP, que estabelece a obrigatoriedade da adoção de instrumentos para gestão dos riscos climáticos, sociais e ambientais pelas seguradoras, sendo o relatório de sustentabilidade o último elemento que passará a ser obrigatório. Nesse segundo ano de publicação, pudemos divulgar mais realizações voltadas para soluções de negócio (como Selo Verde, descarte responsável para celulares e equipamentos eletrônicos dentro de nossas assistências, Zurich4Power e seguro residencial), envolvendo clientes e parceiros. Essas realizações foram fruto da integração de sustentabilidade às áreas de negócio da Zurich, tais como UW, Sinistros, Operações e outras. Sabemos que tivemos avanços importantes, e vamos continuar trabalhando com engajamento e aprendizado para fomentar ainda mais essas soluções para um desenvolvimento sustentável. 

Quais as metas para 2023 no contexto operacional?

Temos diversos compromissos a médio e longo prazo, e avançar a cada ano é importante. Tais compromissos foram firmados em nível global e são cascateados para as Unidades de Negócios de cada país. Em operações, definimos metas de reduções, em relação ao período de 2019, reduzir 50% das emissões até 2025, 70% até 2029 e atingir “Net Zero” até 2030. Ter 100% de nossa frota composta por carros elétricos e híbridos até 2029; atingir a marca global de 50 escritórios sustentáveis, sendo que o Brasil conseguiu essa certificação (LEED Gold) em 2022, sendo parte desses 50 escritórios. Até 2025, ter toda a comunicação de modo digital com nossos clientes (a não ser em casos específicos em que o cliente opte por não receber de modo digital). Reduzir 70% da emissão de carbono em viagens aéreas até 2025.

E quais as metas para fornecedores?

Para nossa cadeia de fornecedores, temos a meta de ter 75% de nossos gastos com fornecedores com contratos que possuam metas de redução de emissões até 2025 e atingimento do “Net Zero” até 2030. Sendo a Zurich signatária de tratados como Net-Zero Insurance Alliance (NZIA) e Net-Zero Asset Owner Alliance (NZAOA), temos compromissos para fazer a transição de suas carteiras de subscrição de seguros e resseguros para zero emissões líquidas de gases do efeito estufa até 2050; reduzir emissões nas carteiras de investimentos até 2030 (entre 40% e 65%).

Quais as práticas ESG da seguradora global e da local? Citar as que já estão em prática e as que serão colocadas no curto e médio prazos.

A estrutura global de sustentabilidade é formada por três grandes temas: mudança climática, sustentabilidade no trabalho e confiança numa sociedade digital. Localmente, nós trabalhamos esses temas entendendo o que é mais material e aplicável ao nosso país e nossa cultura. Sobre as ações em prática, a começar pelo seguro residencial, a Zurich implantou o descarte ecológico de itens domésticos – são quase 40 toneladas de resíduos recolhidos do início de 2021 até outubro de 2022, entre móveis, geladeiras, TVs, entre outros. Para celulares e eletrônicos, em cujo seguro a seguradora é líder de mercado, implantou um serviço de descarte responsável que já coletou mais de 3 toneladas de resíduos desde 2021 – e pode ser utilizado inclusive por quem não é cliente da seguradora. São mais de 240 urnas de descarte espalhados por todo o Brasil.

E em relação a produtos?

Com relação a produtos, temos o Zurich4Power que cobre a instalação e montagem de painéis fotovoltaicos. Já o seguro para veículos elétricos e híbridos, no qual a Zurich foi pioneira no Brasil, está passando por reformulações e sendo relançado agora em janeiro. Ainda em auto, a Zurich acelerou seu programada de Certificação de Selo Verde, que é resultado da parceria com o Instituto da Qualidade Automotiva para certificar oficinas parceiras que adotam práticas sustentáveis nos reparos automotivos. Em 2022, o projeto foi reconhecido entre os mais inovadores do mercado segurador pelo Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, na categoria Produtos & Serviços. Já são mais de 150 oficinas certificadas e a meta é certificar todas da rede nos próximos anos.  Com essa estratégia, a Zurich dá suporte aos parceiros para a transição para uma economia mais sustentável.

E com parceiros e sociedade?

Oferecemos treinamentos em sustentabilidade para fornecedores e parceiros de distribuição da seguradora em 2022, a fim de ajudá-los a iniciar ou otimizar sua jornada em relação à sustentabilidade. Em termos sociais, a Zurich tem um programa de Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Em parceria com a Z Zurich Foundation, a companhia atua com doações para instituições sociais e a ações locais que atuam na promoção de mais qualidade de vida e bem-estar para crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade social. Desde 2018, o voluntariado corporativo contou com mais de 7 mil horas de dedicação dos colaboradores da seguradora. 

Em relação aos colaboradores….

Com relação aos colaboradores, a companhia aposta na diversidade, equidade e inclusão, atenta ao equilíbrio de seus quadros com relação a recortes como etnias e gênero e promovendo ações internas para disseminação dessa cultura entre os colaboradores. Não por acaso, a companhia foi reconhecida em três rankings GPTW em 2022: São Paulo, Brasil e Instituições Financeiras.

Edson Franco disse que as práticas ESG estão no coração do risco da subscrição. Pode dar mais detalhes sobre como o ESG já está incluído na subscrição de risco?

Nós, na Zurich Brasil, temos práticas globais e locais que já foram implantadas no que diz respeito à subscrição. Essas práticas são apenas o começo de toda essa jornada que a circular 666 apresenta ao mercado, mas destaco algumas práticas que já mostram alguns avanços da Zurich em relação ao tema:

  • – Exclusão para subscrição nas seguintes atividades: carvão mineral, areia e xisto betuminoso, munições proibidas (banned weapons).
  • – Inclusão de critérios específicos para mineradoras, empresas de petróleo e gás e construção de barragens.
  • – Inclusão de critérios específicos para determinadas atividades, adequadas ao contexto brasileiro: indústria de processamento de carne, óleo e soja (rastreabilidade e não provocação de desmatamento ilegal), carvão vegetal (licenciamento e condições de trabalho) e postos de combustíveis (áreas contaminadas).
  • – Consulta as listas públicas brasileiras sobre áreas contaminadas, áreas embargadas, trabalho escravo e análogo ao escravo.

Quais as exigências feitas aos clientes? O cliente tem um prazo para se adaptar aos requerimentos exigidos pela seguradora? Em termos de investimentos, quais as metas almejadas e as que já estão em prática?

Seguimos com o propósito de sermos exemplo para nossos clientes, parceiros de negócios e para o planeta, ajudando-os a fazer a transição para uma economia mais sustentável e assim inspirando confiança. Entendendo o momento da transição em que estamos, a premissa da Zurich para abordagem junto aos clientes e parceiros deve ser o engajamento, não a exclusão. Em termos de investimentos, a Zurich fez o rebalanceamento da carteira de investimentos de seu portfólio no Brasil. Foram também considerados critérios ambientais, sociais e de governança (ASG) na análise de investimentos, o que já vem resultando na redução da pegada de carbono de nosso portfólio de investimento. Também seguimos alocando recursos em fundos verdes, os chamados Green Bonds – são R$ 70 milhões alocados nesse tipo de fundo atualmente. 

Qualicorp anuncia Elton Carluci como novo presidente

carluci Qualicorp

A Qualicorp, plataforma de escolha de planos de saúde do Brasil, anuncia que Elton Carluci será o novo Diretor-Presidente (CEO) da companhia. Carluci, que atua na empresa há mais de 20 anos, ocupava até então o cargo de vice-presidente Comercial, Inovação, Novos Negócios e Tecnologia.

Bruno Blatt, CEO da Qualicorp desde 2019, conclui um ciclo bem-sucedido de três anos com grandes transformações. Sob sua liderança, a Quali fortaleceu sua posição como uma plataforma de multiprodutos e multicanais, ampliando o leque de opções aos clientes, que hoje dispõem do direito de escolha de mais de 700 produtos em mais de 100 operadoras de planos de saúde, a maior do Brasil, informa nota enviada à imprensa.

Formado em Ciências Contábeis pela PUC-SP, com especialização em gestão empresarial e finanças corporativas pela Wharton Business School, Elton Carluci iniciou sua trajetória na Qualicorp em 2001 como assistente administrativo. Atuou como gestor em diversas áreas operacionais e estratégicas da Companhia, como relacionamento com investidores, controladoria, planejamento financeiro, M&A, área técnica atuarial, processos e fidelização de clientes. Foi também CEO da Gama Saúde – empresa do Grupo Qualicorp. 

Em seu período como vice-presidente, Carluci ajudou a ampliar a quantidade de operadoras parceiras e contribuiu para que a Quali alcançasse números recordes em vendas de planos de saúde. “Agradecemos o imenso trabalho e dedicação oferecidos por Bruno ao longo de sua trajetória conosco. Para um novo ciclo, Elton assume a responsabilidade de aprofundar a bem-sucedida estratégia de transformação da Quali”, afirma Murilo Ramos Neto, Presidente do Conselho de Administração da Qualicorp.

Nos últimos três anos, a Quali ampliou o número de acordos com operadoras de planos de saúde, alcançando 108 empresas parceiras. Além disso, a Quali reforçou seu modelo de governança corporativa em linha com as melhores práticas de mercado, fez as aquisições estratégicas e implementou um processo de transformação com foco em inovação e ampla presença digital, mantendo a proximidade com seus Clientes e colaboradores. 

Nos últimos anos, foram desenvolvidos inúmeros projetos importantes para o fortalecimento de uma marca com foco no cuidado integral com a saúde das pessoas, como a plataforma QualiSeguros, o sistema de vendas digitais Qualivendas, o programa de segmentação dos corretores parceiros TamoJuntoCorretor, uma nova Casa do Cliente, a abertura da Qualicity (espaço do corretor), as lojas em shoppings-centers Qualistores, entre outras inúmeras iniciativas.

Latin Re anuncia Marjorye Hoejenbos como nova sócia diretora e reestruturação para 2023

A Latin Re anuncia Marjorye Hoejenbos como nova sócia diretora e reestruturação para 2023. Durante sua última atuação no mercado ressegurador, ela foi responsável pela consolidação de uma operação na corretora MDS Group entre os anos 2019 e 2022, somando quase uma década de experiência em desenvolvimento estratégico de placement e serviços de corretagem de resseguro em P&C, focada em Geração de Energia, Papel e Celulose, Infraestrutura e Indústria Pesada.

Para encarar o novo desafio, a profissional está no caminho de obter o ACE (Advanced Certificate for Executives) no MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Boston, une-se ao time comercial especializado da Latin Re, juntamente a Rafael Caminha e Felipe Aragão, com as metas de fortificar o segmento de Specialties, agregando conhecimento técnico e para solidificar a carteira de Wholesale, um serviço de consultoria a corretores de seguro independentes que não possuem operação de resseguro.

“O projeto da Latin Re é desafiador e visionário, ter a oportunidade de trabalhar junto a grandes profissionais do mercado e poder contribuir e fazer a diferença aos nossos clientes é uma grande responsabilidade e igualmente prazeroso.”

Após crescer mais de 50% em 2022, a Latin Re seguirá investindo em 2023 na busca da excelência na prestação de serviços. Neste ano ocorrerá a abertura do escritório em Miami contando com Caroline Toledo como responsável pela operação internacional. Consequentemente, Patrícia Russo, atual gerente de Facultativos, se juntará a equipe de especialidades como a nova Head de Marine & Aviation.

“Entendemos que o mercado brasileiro tem demandado um nível de serviço cada vez mais sofisticado e que acompanhe as evoluções mercadológicas, exigindo mais qualificação técnica e flexibilidade dos profissionais envolvidos para ultrapassar os desafios atuais do mercado de resseguro.”, diz Felipe Aragão, CCO da empresa. “Espero contribuir para a empresa alcançar a meta de se consolidar como a mais importante corretora de resseguros brasileira” conclui Marjorye.