B3 atinge 1 bilhão de registros de operações de seguro 

icaro leite B3 seguros

A B3 alcançou a marca de 1 bilhão de registros de operações de seguro. Maior registradora do país, a bolsa do Brasil é credenciada e homologada pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) para operar o SRO (Sistema de Registro de Operações) por meio da plataforma InsurConnect.

A B3 oferece desde 2020 a infraestrutura para que seguradoras realizem os registros, informando dados de apólices, endossos, fluxos financeiros, sinistros, entre outros. O registro passou a ser obrigatório a partir de novembro de 2020 para as empresas que operam o seguro garantia. Logo depois, novos ramos do setor passaram a ter a mesma obrigatoriedade e, de acordo com a regulamentação do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), todas as operações deverão integrar o sistema até o fim de 2023.

“O processo estimulado pela Susep é fundamental para acelerar a digitalização e eficiência do mercado. A marca de 1 bilhão de registros mostra um amadurecimento do setor. Em um pouco mais de dois anos, já podemos notar resultados em termos de modernização, agilidade, diminuição de custos e transparência”, comenta Ícaro Demarchi Araujo Leite, superintendente de Produtos de Seguros da B3, em nota.

Os dados registrados no SRO e utilizados no Open Insurance permitem uma evolução constante e permanente, sem sobressaltos, conforme a Susep determina as obrigatoriedades. Nesse sentido, a parceria com a Lina Infratech tem sido essencial para as entregas da B3.

“O registro na B3 tem permitido aos nossos clientes um melhor acompanhamento das suas operações. Temos trabalhado relatórios e análises importantes para a evolução do mercado, gerando novas oportunidades de negócio. Desde o início do Open Insurance apoiamos as seguradoras e contamos com as maiores empresas do segmento utilizando nossa plataforma, que oferece tudo o que é necessário para estar em conformidade com a regulação da Susep sobre o tema”, completou Icaro Leite.

Ao todo, foram registradas mais de 200 milhões de apólices de seguro na B3, que conta com cerca de 85% de market share do setor. Mais de 100 seguradoras, dos segmentos de auto, vida, danos, entre outros, já realizaram o registro por meio da plataforma da empresa. 

Tokio Marine coleta 7 toneladas de resíduos de móveis e eletrônicos em 2022 de clientes do seguro residencial

Fonte: Tokio

Pensar o desenvolvimento sustentável em todas as etapas do negócio. É dessa forma que a Tokio Marine, uma das principais seguradoras em atuação no Brasil, vem trabalhando para desenvolver novos produtos, remodelar apólices tradicionais e definir suas coberturas e serviços.

O Seguro Residencial é um exemplo disso. O produto possui uma Assistência VIP que oferece serviços voltados à sustentabilidade, como o descarte ecológico de móveis, eletrônicos, entulhos e restos de obras e demais equipamentos. Para essa ação, a Companhia atua em parceria com a Ecoassist, empresa especializada nesse ramo, com a qual, apenas em 2022, foram coletadas mais de sete toneladas de material proveniente de segurados da Tokio Marine. Ainda nesse rol, o cliente pode contar com uma consultoria ambiental, com orientações sobre redução de gastos com energia elétrica e água, reciclagem do lixo residencial e dicas para uma casa mais sustentável.

A superintendente de Produtos RD Massificados da Tokio Marine, Magda Truvilhano, comenta a importância e o impacto ambiental de iniciativas como esta. “O que ocorre é que muitas vezes o segurado tem a preocupação com o descarte de materiais e entulho em geral, mas não sabe como proceder. Sustentabilidade é uma pauta importante para a Tokio Marine, por isso procuramos oferecer um produto completo que, entre outros benefícios, ajuda o segurado a criar uma consciência ambiental e a adotar práticas mais sustentáveis em seu dia a dia.”, explica a executiva.

Por meio da Assistência VIP do Seguro Residencial da Tokio Marine, é possível realizar o descarte Ecológico de itens como geladeiras, fogões, máquinas de lavar, entre outros. Nesse caso, é agendada a retirada do item na residência ou empresa do segurado, o qual seguirá para triagem, desmontagem e separação por tipo de material, seja para reciclagem ou para o descarte adequado.

AON: desastres naturais causaram perdas econômicas de US$ 313 bilhões em 2022

Desastres naturais, muitos deles causados pelas mudanças climáticas, causaram perdas econômicas globais de US$ 313 bilhões em 2022, estimou a corretora de seguros Aon PLC na quarta-feira, das quais menos da metade estava segurada, destaca a Reuters.

As perdas decorrentes de catástrofes naturais cobertas pelo setor de seguros totalizaram US$ 132 bilhões, 57% acima da média do século 21, acrescentou, deixando uma “lacuna de proteção” global de 58%.

No entanto, enquanto o número de eventos catastróficos como inundações e furacões aumentou – pelo menos 421 eventos individuais em comparação com uma média de 396 desde 2000 – a Aon disse que a lacuna de proteção foi uma das mais baixas já registradas.
“Foi relativamente baixo devido ao fato de que muitos dos desastres mais caros ocorreram em países com mercados de seguros maduros, como os EUA ou a Europa, enquanto as perdas em regiões menos cobertas, como a Ásia, ficaram bem abaixo da média”, Michal Lörinc, chefe de catástrofes insight na Aon, disse à Reuters.

De acordo com o relatório, 75% das perdas globais seguradas ocorreram nos Estados Unidos com o furacão Ian, que atingiu a Flórida em setembro de 2022, causando danos segurados em uma faixa entre US$ 50 bilhões e US$ 55 bilhões, com perdas econômicas totais de US$ 95 bilhões. O furacão Ian é o segundo desastre natural mais caro que o setor de seguros já enfrentou.

A Aon estimou que cerca de 31.300 pessoas morreram devido a catástrofes naturais em 2022, das quais cerca de dois terços foram ligadas a ondas de calor severas na Europa entre junho e julho.

Na Austrália, as perdas seguradas relacionadas a inundações atingiram um recorde de US$ 4 bilhões, pois um padrão climático associado ao clima úmido chamado La Niña estendeu seus impactos até 2022, causando fortes chuvas e inundações em todo o país.

Da mesma forma, no Paquistão, a estação das monções causou precipitação 175% acima da média de julho a setembro, disse Aon, citando o Departamento Meteorológico local.

Generali Brasil investe nos melhores benefícios para atração de talentos

Débora Pinto, head de pessoas e organização da Generali Brasi

Fonte: Generali

A Generali Brasil, há quase 98 anos no país, tem investido em ações que fortaleçam a sua relação com seus profissionais e busca sempre posicionar-se como marca empregadora. Com a criação do seu Comitê de Engajamento, a seguradora desenvolveu um plano de ação que visa criar um ambiente de trabalho saudável, dinâmico e colaborativo priorizando o bem-estar e a qualidade de vida da equipe e de seus dependentes.

Para Débora Pinto, head de pessoas e organização da Generali Brasil, “Como os colaboradores têm a preocupação de conquistar uma vaga com benefícios atrativos, as empresas têm feito, desta forma, um detalhamento minucioso dos termos e condições de trabalho ao fazerem suas ofertas de emprego aos profissionais. Além disso, existe uma constatação por parte dos associados de que as prerrogativas e programas de bem-estar e qualidade de vida, por exemplo, são diferenciais competitivos na hora da contratação e para fins de retenção. Desta forma, o salário isoladamente não é a única alavanca de retenção dos bons profissionais”.

Na Generali, observamos que a atratividade dos benefícios está muito relacionada ao ciclo de vida e ao momento pessoal de cada um. Por exemplo: quando se está na faixa dos 20 anos ou no início da carreira, pode ser mais interessante uma vantagem voltada à educação como subsídios ou apoio na compra de material escolar e tudo o que for relativo à flexibilidade. Um plano de previdência nesta faixa etária, talvez não seja tanto, assim como plano de saúde, pois ainda há jovens que usufruem da elegibilidade do plano de saúde dos seus pais.

Já na faixa dos 30 anos, o interesse volta-se aos benefícios que serão utilizados também pela família, outros relativos à mobilidade geográfica e à carreira. Na faixa dos 40 anos, permanece a preocupação com o futuro dos filhos e o próprio futuro. Portanto, as prerrogativas para a família permanecem importantes e torna-se maior a preocupação com reservas financeiras futuras, ou seja, se a empresa oferece um plano de previdência privada, por exemplo.

Dependendo do nível profissional e de acordo com as fases da Pirâmide de Maslow, busca-se também benefícios ligados ao status e à autorrealização. Na faixa dos 50, permanece a preocupação com as reservas financeiras futuras, com a quitação de financiamentos de bens, com os estudos e saúde de filhos maiores que começam a perder a elegibilidade ao plano de saúde. Na faixa dos 60, é evidente a preocupação com a aposentadoria e abertura de novos ciclos na vida pessoal.

“Claro que isso não é regra, mas é uma preocupação bastante observada por quem atua na área de Recursos Humanos. Acredito que independentemente da faixa etária uma coisa aprendemos pós-pandemia: flexibilidade em tudo e não apenas nos benefícios é o que mais atrai e retém talentos atualmente”, comenta Débora.

Oferecer um ambiente de atuação saudável para os colaboradores é extremamente importante e básico, por isso, a Generali Brasil tem uma preocupação constante em oferecer espaços de trabalho agradáveis e áreas de convivência que atraiam os colaboradores em seus momentos de descanso. “Já vi empresas lançarem vagas dizendo que um dos requisitos é possuir habilidade para trabalhar sob pressão. Isto é um equívoco. Os profissionais buscam ambientes saudáveis para atuação, com possibilidade de assumirem suas identidades e pontos de vista sem represálias, com um bom clima, com liderança participativa e possibilidade de desenvolvimento profissional, ou seja, um ambiente de trabalho colaborativo e feliz. Falar de felicidade em alguns ambientes corporativos ainda parece tabu, algo que será anti-produtividade, um outro equívoco. Oferecer programas de apoio ao empregado que fortaleçam sua saúde física e emocional são fundamentais para a criação de um ambiente saudável”, explica a executiva.

A forma clara e transparente que a companhia age com o colaborar é outro fator essencial para o convívio profissional, pois a transparência no agir, no pensar e no interagir cria um vínculo sustentável entre as pessoas, gerando confiança. É necessário, porém, compreender o momento em que o compartilhamento de determinadas informações acontecerá e para quem, o que não significa agir de forma ambígua, mas sim, com zelo. “Esta ponderação é importante. É semelhante na educação das crianças. Muitas vezes buscamos analogias para explicar algo até que tenhamos certeza de que elas atingiram a “maturidade” para ouvirem sobre um assunto de forma mais objetiva’, finaliza Débora.

Dos seis vencedores do 1º Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros, quatro são mulheres

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), em parceria com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), realizou ontem (24), na sede da FGV, no Rio de Janeiro, a cerimônia de entrega do 1º Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros.  

Participaram da cerimônia Carlos Queiroz, Superintendente interino da Susep; Otávio Damaso, Diretor de Regulação do Banco Central do Brasil; Alexandre Leal, Diretor Técnico da CNseg; Goret Pereira Paulo, Diretora de Pesquisa e Inovação da FGV; e César Neves, Coordenador-Geral de Regulação Prudencial da Susep e presidente da banca julgadora do Prêmio. 

Em sua fala inicial, o Superintendente da Susep, Carlos Queiroz, citou a importância da iniciativa, voltada para o futuro, para a educação, o conhecimento e o progresso.  E afirmou: “tenho certeza de que valeu a pena, e de que todos os trabalhos recebidos, não somente os premiados, serão de grande importância para o fomento e o desenvolvimento do nosso setor”. No total, foram 96 trabalhos inscritos nas duas categorias, sendo 67 inscrições deferidas.  

Queiroz também mencionou a representatividade feminina nos trabalhos “Um fato que, particularmente, me deixa muito feliz nesta tarde, refere-se à participação feminina no concurso e, principalmente, ao grande sucesso desta participação. Dos seis prêmios entregues neste evento, há participação feminina em cinco”, destacou.  

Os trabalhos foram selecionados por uma banca julgadora composta por 16 membros, acadêmicos ou especialistas da área de seguros, indicados pelas instituições organizadoras do Prêmio, e que avaliaram os trabalhos entre setembro e novembro de 2022.  

Confira os trabalhos vencedores do 1º Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros: 

PESQUISA CIENTÍFICA:  

1º lugar:  Karoline Pereira Branco (e autores), com o trabalho “Precificação Atuarial para Seguro Paramétrico contra Veranicos Extremos em Fases Críticas do Café” 

2º lugar: Viviana das Graças Ribeiro Lobo (e autores), com o trabalho “Bayes Mortality: A package in R for Bayesian Graduation of Mortality Rates” 

3º lugar: Luiz Otávio de Oliveira Pala (e autores), com o trabalho “Uma abordagem Estocástica para precificação e análise de indenizações de seguros agrícolas no Brasil” 

TRABALHOS DE GRADUAÇÃO 

1º lugar:  Rafaela Maximo de Carvalho, com o trabalho “Modelagem da Frequência de Sinistros de Automóveis nas Regiões Sul e Sudeste do Brasil: Um Estudo de Caso Utilizando a Distribuição Bell” 

2º lugar: André Luiz Ferreira da Silva, com o trabalho “Ensaios sobre mortalidade: uma abordagem atuarial” 

3º lugar:  Juliana Araújo Gonçalves, com o trabalho “Análise de precificação de microsseguros de pessoas com Cobertura de Morte” 

Finalizando os discursos dos premiados da noite, Karoline Pereira Branco, que ficou em primeiro lugar na categoria Pesquisa Científica, fez agradecimentos aos organizadores e ressaltou a importância da ação. “Iniciativas como essa ajudam bastante no desenvolvimento do setor securitário. É muito importante para o desenvolvimento econômico do nosso país”, concluiu. 

O Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros tem o propósito de estimular a produção e a pesquisa acadêmica, contribuindo para o aprimoramento da regulação e da supervisão, para o desenvolvimento do setor brasileiro de seguros, como também para a evolução da educação financeira em nosso país.  

Susep autoriza LTI Seguros a participar do Sandbox Regulatório

insurtech sandbox

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou a LTI Seguros a operar, por até 36 meses, dentro do modelo Sandbox, com menor custo regulatório e mais flexibilidade para inovar. A LTI é mais um projeto da segunda edição do Sandbox Regulatório da Susep a receber a autorização para operação. A partir de agora, a empresa poderá operar seguros de danos. 

Em seu portal, a LTI Seguros se apresenta como uma seguradora com inteligência em proteção contra furto e roubo de carros. “Inventamos um dispositivo plug & play que ao ser conectado ao seu carro traz diversas informações para o seu celular através do nosso aplicativo. Inteligente no preço, nos serviços e na maneira de pensar”, informa. Não informa, porém, quem são os acionistas.

Sandbox Regulatório é um ambiente experimental constituído com condições especiais, limitadas e exclusivas que não representem barreiras à inovação. Na segunda edição do Sandbox, lançada, em 2021, foram 21 projetos habilitados. Já a primeira edição foi lançada pela Susep em 2020 e 11 projetos inovadores foram selecionados.  

FF>>Seguros lança Seguro RD Equipamentos

Fonte: Fairfax Brasil

A Fairfax Brasil (FF>>Seguros) acaba de lançar o seguro Riscos Diversos (RD) Equipamentos o setor de Construção Civil, conhecido com Linha Amarela. O objetivo é oferecer aos clientes proteção e cobertura contra danos em equipamentos como retroescavadeiras, pás carregadeiras, plataformas aéreas (articuladas, tesoura ou vertical), entre outros maquinários utilizados em serviços de engenharia em canteiros de obras, aterro ou terraplanagem.

O seguro de RD Equipamentos visa garantir o ressarcimento de  prejuízos decorrentes de danos de causa externa, além da flexibilidade de considerar outras coberturas como roubos, furtos qualificados, incêncidos, danos elétricos e outras, ocorridos em máquinas e equipamentos nas mais diversas formas de utilização voltados as operações.

head de Canais Digitais da FF>>Seguros, Eduardo Pitombeira, informa que o produto atenderá equipamentos de até R$ 1 milhão e, cada apólice, poderá ter até 5 itens. O seguro é emitido 100% digital e não exige vistoria prévia na contratação do serviço. Pitombeira esclarece que esse modelo de seguro não aceita implementos ou máquinas agrícolas, apenas equipamentos usados em obras civis.

Reconhecida pelo mercado brasileiro como especialista na oferta de soluções diferenciadas na cobertura de seguros corporativos (Empresas, Cargo, Riscos Financeiros, Agro e Pessoas), a FF>>Seguros tem ampliado seu portfólio de produtos no segmento de Varejo. Esse movimento é resultado da consolidação de sua plataforma digital multiprodutos de seguros desenvolvida exclusivamente para corretores de seguros e parceiros. Rápida e descomplicada, a plataforma digital oferece uma solução integrada e proporciona a melhor experiência para toda a cadeia de relacionamento do setor de seguros. A plataforma facilita o dia a dia do corretor, tanto para consultas quanto emissão de apólices, movimentando o mercado e aumentando as oportunidades de negócios e sua relação com clientes.

O Seguro RD Equipamentos foi lançado esse mês no mercado e passa a integrar o portfólio de produtos de Varejo da Fairfax composto hoje pelo Seguro de Responsabilidade Civil Profissional (E&O) voltado para as categorias de Médicos, Dentistas e Corretores de Seguro e Seguro de Responsabilidade Civil para Administradores e Diretores (D&O). Recentemente, a seguradora lançou o Seguro de Bike e oferece diversos modelos de cobertura, como roubo ou furto, danos à bicicleta e a terceiros.

Susep publica normas sobre Open Insurance e Registro de Operações (SRO)

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Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), publicou hoje, no Diário Oficial da União, três circulares que tratam dos temas Open Insurance e Sistema de Registro de Operações (SRO). As normas, Circulares Susep nº 686/23, nº 687/23 e nº 688/23, devido à urgência e relevância dos temas, foram aprovadas “ad referendum” do Conselho Diretor, pelo Superintendente Substituto, Carlos Roberto Alves de Queiroz. 

A Circular Susep nº 686/23 dispõe sobre as condições para o registro das operações de assistência financeira das entidades abertas de previdência complementar e sociedades seguradoras no SRO. Seguindo o cronograma previsto, esta é a penúltima norma que define condições de registros, restando agora apenas a definição das condições de registro para as operações de resseguro, que será feita em breve, conforme planejamento do projeto. 

A Circular Susep Nº 687/23 altera as Circulares Susep nº 655, nº 673, nº 675 e nº 679, fornecendo prazo adicional para início de registro de operações de produtos de pessoas, previdência e capitalização ainda não registradas no SRO. O principal objetivo da norma é a adequação à recente alteração trazida pela Resolução CNSP nº 454, de 2022, que, visando a um melhor faseamento do projeto, concedeu prazos adicionais para as sociedades supervisionadas se adequarem internamente para os necessários registros. 

Por fim, a Circular Susep nº 688/23 atualiza datas referentes ao projeto Open Insurance, previstos na Circular Susep nº 635/21, com o objetivo de compatibilizar o cronograma com o prazo complementar concedido recentemente pela alteração da Resolução CNSP nº 415, de 2021.  Com a nova estrutura de prazos definida, a fase de compartilhamento de serviços (fase 3) será implementada até o prazo final de 15 de setembro, em um cronograma mais dinâmico e faseado de entregas, de forma semelhante ao que foi feito recentemente para a fase 2, de compartilhamento de dados pessoais. 

IRB Brasil Re acumula prejuízo de R$ 633,7 milhões até novembro

O IRB Brasil Re divulgou prejuízo líquido acumulado de R$ 633,7 milhões nos primeiros onze meses de 2022, ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2021 de R$ 510,4 milhões. O prejuízo líquido do mês de novembro de 2022 foi de R$ 48,5 milhões, comparado a um prejuízo de R$ 113,8 milhões em novembro de 2021, informa comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As vendas, contabilizadas em prêmio emitido, somaram R$ 7,1 bilhões no acumulado até novembro, com redução de 9,6% em relação ao mesmo período de 2021. No Brasil houve crescimento de 1,4%, atingindo R$ 4.9 bilhões, enquanto no exterior houve redução de 26,8% em relação ao mesmo período de 2021, com R$ 2,26 bilhões. Em novembro de 2022, o prêmio emitido totalizou R$ 542,4 milhões, uma queda de 23,2% em relação a novembro de 2021. O prêmio no Brasil caiu 6,9% no mês, para R$ 402,8 milhões, enquanto o prêmio no exterior caiu 49%, para R$ 139,6 milhões.

Nos primeiros onze meses de 2022, a despesa com sinistros totalizou R$ 4,6 bilhões, 9% menor quando comparada com o mesmo período do ano anterior. No acumulado dos 11 meses de 2022, o índice de sinistralidade foi de 104,7%, comparado a 98,1% no mesmo período de 2021. Conforme amplamente divulgado, a despesa com sinistros no período foi impactada no segmento Agro pelos eventos climáticos atípicos no Centro-Sul do Brasil e no segmento Vida pela Covid-19. Em novembro de 2022 a despesa de sinistro foi de R$ 384,6 milhões, com índice de sinistralidade de 96%. A despesa de sinistro em novembro de 2021 foi de R$ 413,3 milhões, com índice de sinistralidade de 108,4%.

Em recente entrevista à Reuters, Marcos Falcão, que assumiu o comando do IRB em novembro passado, disse que a resseguradora não planeja fazer novo aumento de capital e aposta numa melhora de gestão e dos números operacionais nos próximos meses para voltar ao azul em 2023.

Expectativas para o Open Insurance ficam para 2025, aponta estudo da Capgemini

O Corretor é o principal canal distribuidor de seguros no Brasil e responde por 85% a 90% dos negócios e até agora estava ausente das minutas e circulares regulam o OPIN. Os desafios para essa categoria continuam altos em termos de entrada no OPIN e que a buscar por uma “digi-intermediação” é essencial para que os corretores alcancem os novos consumidores de Seguros”, destaca Gustavo Leança, líder de soluções para Seguros da Capgemini Brasil, na nova etapa do estudo “Análise de Mercado do Open Insurance”.

Lançado há seis meses, o estudo mapeou o comportamento do setor de seguros em relação a implantação do Open Insurance, em parceria com o consultor Francisco Galiza, e hoje lançou uma nova etapa do estudo para atualização do report e seus indicadores. Quando lançado, ainda no primeiro semestre do ano, o estudo criou indicadores com o objetivo de acompanhar a evolução do Sistema de Seguros Aberto no Brasil e ainda foi pioneiro ao produzir um marco teórico sobre o tema e, ao mesmo tempo, contemplar uma visão prática do cenário. O país é precursor global na adoção da solução para o mundo dos Seguros, por isso, essa primeira atualização produzida agora traz novas percepções do setor sobre a inovação e a consolidação de outras conclusões já discutidas no relatório anterior.

“Com este estudo, a Capgemini reforça seu papel de liderança em relação ao Open Insurance, no que tange ao desenvolvimento de uma visão estratégica do mercado. Queremos dar nossa contribuição a este processo, as entidades, seguradoras, insurtechs e parceiros ao desenvolver um relatório que está acompanhando toda a implantação do Open Insurance e suas tendências. Para esta nova edição, também incorporamos ao nosso material um capítulo de Observatório de Mercado, onde há uma análise econômica e estratégica dos principais fatos que atingiram o segmento neste período”, ressalta Roberto Ciccone, vice-presidente para Serviços Financeiros da Capgemini Brasil.   

A pesquisa contou com 78 entrevistados, número 27% maior em comparação com a primeira edição, e com uma visão mais ampla do ramo, pois além de ouvir os executivos C-Levels passou a ter um olhar mais tático, uma vez que contemplou também profissionais como superintendentes, diretores, gerentes e gestores do mercado de seguros, e ainda agentes com atuação indireta no setor de seguros, como consultorias e prestadores de serviços. 

A nova rodada, realizada nesse segundo semestre de 2022, apontou para uma alteração em relação a expectativa do mercado. Se antes a maior parte dos entrevistados esperava que os primeiros impactos do Open Insurance começassem a ser sentidos em 2024 (38%), agora a aposta da maioria dos executivos é que ocorrerá a partir de 2025 em diante (50%).  Se somarmos com as respostas que apontam para 2024 o número alcança mais de 80% dos respondentes, uma mudança de expectativa importante que pôde ser observada.  Outro relevante indicador que sofreu considerável alteração foi a quantidade de pessoas que acreditavam que o Open Insurance nunca traria impactos para os negócios, que subiu de 3% para quase 10%, um crescimento de 233%.

“O ano de 2022 foi um período de muitas mudanças de direção no setor e no país. Essas profundas transformações impactaram diretamente a velocidade de implementação do Open Insurance. Muitas pessoas estavam com expectativa alta que tudo ocorresse de forma mais rápida.  E esse processo um pouco mais lento acabou produzindo uma sensação de estagnação, o que explicaria os dados encontrados na nova versão da pesquisa. Mas sabemos que a partir março de 2023, com a implementação da fase 2 e 3, tudo volta a acelerar e as pessoas ficarão mais otimistas novamente”, explica Renata Ramos, vice-presidente para Seguros da Capgemini Brasil.  “Soma-se a isso, o fato de que no final de 2023, está prevista a retomada da discussão sobre a integração entre o Open Banking e o Open Insurance, selando definitivamente a criação do Open Finance Brasil”, completa. 

A nova versão do estudo também reafirmou indicadores que preocupam, como é o caso do baixo grau de conhecimento da sociedade em geral com relação ao Open Insurance e o entendimento sobre a SISS (Sociedades Iniciadoras de Serviços de Seguros), agora transformada em SPOC (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente) pela resolução 450 da Susep. Esta situação permanece exatamente a mesma após seis meses e pode ser um complicador à adesão da sociedade caso nenhuma medida de correção seja tomada como campanhas educativas, por exemplo.

O relatório avalia que o esforço tecnológico realizado pelas seguradoras para se adaptar e navegar no Open Insurance permanece alto. “As empresas haviam se preparado para implementar a fase 2 em setembro, com as APIs, o que explica toda essa corrida tecnológica. Com a resolução 450, que ampliou o prazo para março, os players ganharam prazos mais longos para desenvolverem suas soluções”, conclui o consultor Francisco Galiza.

Do ponto de vista dos ramos impactados, apesar da ordem ter se modificado entre as primeiras colocações, àqueles cujos modelos de vendas são menos consultivos continuam dominando o ranking. Nesta avaliação Auto, Vida, Previdência e Massificados lideram os produtos mais sensíveis em um modelo open.

“O setor de seguros sempre foi dinâmico nas suas diversas dimensões: produtos, serviços, canais de distribuição e seguradoras. O que estamos trazendo de novo é a necessidade de acompanhar a velocidade dessas mudanças de maneira periódica e consistente tracionadas pelo Open Insurance.”, conclui Laença.