Swiss Re investe em diversificação de produtos e serviços para contribuir com o crescimento de seguros no Brasil

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O Brasil é figura carimbada na estratégia mundial das resseguradoras há décadas. Depois de cinco anos de com perdas em catástrofes naturais e com a pandemia, os resseguradores, responsáveis pelo seguro das seguradoras, priorizam a América Latina, uma região vista com grande potencial de crescimento das vendas e dos lucros. Os principais players estrangeiros começam 2023 dedicados a construir pontes para ganhar contratos na atividade fim, que é o seguro de grandes riscos e de catástrofes naturais. Enquanto o primeiro ficou em terceiro plano nos últimos anos em razão da falta de investimentos em infraestrutura, as mudanças climáticas promovem desastres mundo afora sem cessar. 

Semana passada o Sonho Seguro conversou com Kaspar Mueller, CEO de resseguros para a América Latina da Swiss Re, sediado em Miami, Estados Unidos. “Estamos concentrados em ser percebidos como uma parceira de longo prazo, que vai além de oferecer capacidade para este ou aquele risco. Estou aqui para dizer aos nossos parceiros e prospects: como podemos ajudar a melhorar suas vendas e manter a resiliência dos seus negócios”, enfatiza o executivo que concedeu esta entrevista na semana passada, numa agenda recheada com diversas reuniões, incluindo até um churrasco com cerca de 150 clientes, empresários e funcionários. 

“A América Latina continha sendo uma promessa. O mundo está complexo, com comoções sociais, mudanças climáticas, pandemias, inflação em alta, que é muito preocupante para o setor pelos impactos que têm nos contratos de seguros. Para a Swiss Re, o Brasil tem o maior potencial da América Latina. Está pronta para crescer e ter um PIB robusto. Queremos apoiar nossos clientes locais em diversas frentes. Temos uma equipe local, liderada pelo Frederico Knapp, e eu estou aqui para ajudar a entender as necessidades locais e assim trazer soluções inovadoras e tradicionais que já estão em uso em diversas partes do planeta”, afirma. E isso inclui catástrofe natural.

As mudanças climáticas figuram em todas as rodas de conversas. E não poderia ser diferente no Brasil. “A indústria de resseguros e de seguros tem um lugar claro na mesa de discussões e ações relacionadas às mudanças climáticas”, disse. Há um esforço significativo em andamento para entender melhor os riscos climáticos no setor de resseguros e dividir esta experiência com o governo. Entre as ferramentas mais usadas para a mitigação dos riscos de catastróficos temos seguros, resseguros, fundos governamentais e títulos de catástrofe, mais conhecidos como Cat Bonds. 

Mueller cita como outras regiões já se organizaram para conviver com catástrofes. “Nos EUA, há o National Flood Insurance. Na Califórnia temos a Earthquake Association, que é uma entidade governamental. No México, o Fundo para Desastres Naturais (Fonden). E no Brasil é preciso desenvolver um mecanismo para as enchentes e inundações. Trata-se de uma solução do governo. Acho que é responsabilidade do país realmente pensar em como proteger a sociedade desses eventos, que sabemos que vão acontecer como mais frequência diante das mudanças climáticas”.

Knapp, CEO da subsidiária brasileira da Swiss Re, comentou que há conversas com o órgãos do governo, que envolvem a iniciativa privada. “Estamos em conversas com o governo e com seguradoras locais para contribuirmos para evitar novas tragédias como a vista no Litoral Norte de São Paulo. Não foi a primeira e nem será a última, mas a próxima pode contar com uma estrutura financeira e de gerenciamento de riscos oferecidas pelo setor de seguros”.

Também na semana passada, a subsidiária brasileira divulgou seu balanço financeiro, com um prejuízo de R$ 39,5 milhões em 2022 (R$ 19,4 milhões em 2021), principalmente na carteira de seguro rural, que fez estragos em praticamente todas as resseguradoras e seguradora atuantes neste nicho do setor. 

“Fizemos dois aumentos de capital para manter nosso crescimento e oferecer um serviço completo aos nossos clientes localmente. Quando olhamos do ponto de vista do negócio, o resultado é muito positivo. Obviamente, tivemos uma grande perda na agricultura, como todos tiveram. Nosso olhar está no longo prazo. O desempenho histórico do ano passado não parece bom porque tivermos um evento catastrófico, que costumam acontecer de tempos em tempos. No geral, o Brasil para nós é um mercado muito lucrativo”, afirmou Mueller. 

As vendas superaram R$ 650 milhões, alta de 11,7% comparada ao ano anterior. O bom desempenho foi creditado a diversificação de carteira, ampliado por uma transformação e implementação de novas soluções digitais.

“Temos certeza, olhando tudo que temos no mundo e na América Latina, que podemos apoiar os clientes locais a avançarem em suas vendas, seja com oferta de capital, com programas de resseguro e com tecnologia para reduzir custos e facilitar o ingresso em novos mercados latentes no Brasil, como o seguro de vida, por exemplo, tão demandados por bancos digitais, como o Nubank, e marketplaces, como o Mercado Pago, por exemplo”, comentou Mueller.

Segundo ele, esses dois cases brasileiros sinalizam o quanto as seguradoras podem avançar na oferta de soluções para diversos segmentos da economia. “E nós queremos contribuir para que essas oportunidades sejam potencializadas”, acrescentou. 

Quanto ao risco de fraudes em balanços, tema que voltou ao radar do mercado de seguros, os executivos afirmam que o sinal amarelo está ligado. O gatilho foi a Americanas, que entrou em recuperação judicial em 19 de janeiro, alegando dever R$ 42,5 bilhões, tendo o trio de acionistas de referência Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. “Temos uma pequena participação como ressegurador neste caso e nosso time de subscritores redobrou a atenção aos balanços financeiros”, informou Knapp. 

Muller acrescentou que o consumo, principal fator de lucro ou prejuízo de uma varejista, depende basicamente de duas variáveis: emprego e crédito. Sem isso, é inevitável um cenário de desaceleração da economia, que impacta também o setor de seguros, seja no crescimento das vendas daqueles que descobriram como o seguro pode ser um aliado em momento de crise, ou no aumento do volume de indenizações pagas.

“Para nós, o mais importante neste assunto é o risco reputacional. Estamos aqui para sermos parceiros de longo prazo e nos comprometemos a pagar milhões se algo der errado. Mas a reputação é nossa prioridade número um. Se eu olhar para um negócio e acreditar que há risco para a nossa reputação, então é claro que vamos evitar completamente, mesmo que ele possa ser lucrativo”, finalizou Mueller.  

MAG Seguros treina corretores no tema longevidade financeira

luiz fernando cruz mag seguros

Com o objetivo de garantir a proteção e o bem-estar financeiro de longo prazo de seus clientes, a MAG Seguros apresenta seu curso de formação de corretores em Planejadores Financeiros. Os corretores que participarem do curso de formação – realizados em parceria com a MAG Universidade – poderão escolher entre três tipos de envolvimento com a área de investimentos, tendo uma remuneração proporcional à sua dedicação — formando-se como Planejador I, Planejador II e Consultor.

A formação, que pode ser feita de forma online com flexibilidade, inclui uma série de tópicos que variam desde a identificação do potencial de investimento de um cliente até a apresentação de carteiras recomendadas com o apoio técnico do time da MAG Consultoria de Investimentos. O Planejador I fica apto a identificar o potencial do cliente como investidor, entendendo o básico de sua capacidade e necessidade financeira; o Planejador II consegue, além da identificação, aplicar a ferramenta de diagnóstico que permite identificar o perfil do investidor e dividir os objetivos de curto, médio e longo prazo — e seus respectivos montantes.

Já o Consultor, além dos passos anteriores, tem certificação extra e podem apresentar e/ou tirar dúvidas sobre as carteiras recomendadas pela MAG Consultoria de Investimentos. O curso tem a duração de aproximadamente 20 horas.

“Com a formação completa e conceitual oferecida pela MAG Universidade, os corretores poderão se tornar planejadores financeiros definitivos, oferecendo soluções ainda mais completas para seus clientes e ampliando sua carteira de negócios”, diz Luiz Fernando Cruz, diretor da MAG Consultoria de Investimentos. “Além disso, os corretores terão acesso a centenas de produtos financeiros, como fundos, títulos públicos e privados de renda fixa, ações, entre outros, para recomendar, com o respaldo da MAG Consultoria de Investimentos, aos nossos clientes”, explica Luiz.

“Assim, com base em três pilares essenciais a um planejamento financeiro eficiente — investimentos, previdência e seguros — conseguimos fazer com que corretores parceiros da MAG ofereçam soluções personalizadas para atender às necessidades individuais de cada cliente”, informa o executivo. 

A MAG Consultoria de Investimentos é aprovada e regulada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários do Brasil), garantindo a segurança e a qualidade de seus serviços.

Susep lança Programa de Liderança Feminina para valorização e capacitação da equipe

Fonte: Susep

Entre diversas ações de valorização e capacitação de seus servidores e líderes, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) criou o Programa de Liderança Feminina, que tem início na semana de comemoração do Dia Internacional da Mulher (8 de março), com uma agenda especial para todos.     

No dia 06 de março, será apresentado o Programa para os colaboradores, em um evento que contará ainda com uma palestra sobre mulheres no mercado de trabalho. A abertura será conduzida por Valeria Chaves, diretora do Departamento de Administração e Tecnologia da Informação da Susep, apresentando um panorama das mulheres na Autarquia.  

“Sabemos que todas as questões de equidade de gênero deveriam ser pauta diária e rotineira em todas as esferas da sociedade. Mas o Dia Internacional das Mulheres segue sendo um marco, quando o mundo todo reverbera sobre questões tão importantes, ouvindo o que as mulheres têm a dizer”, explica Valeria Chaves. “Convidamos todos e todas a serem parte desse movimento, participando das ações. Vamos buscar juntos uma Susep cada vez mais diversa e inclusiva”, afirma.  

O Programa, que terá seus próximos passos construídos em conjunto com as participantes, prevê a formação de mulheres da Susep em diversos temas que abrangem a Liderança Feminina, contando ainda com diversas iniciativas para fortalecimento do tema, campanhas de comunicação interna e ações de engajamento, como, por exemplo, “cartões eletrônicos” com mensagens de incentivo e agradecimento para mulheres inspiradoras da equipe.  

Luciano Soares assumirá a presidência da Icatu; Snel assume Conselho

Icatu seguros

Luciano Soares, executivo de carreira do Grupo Icatu, será o novo presidente da Icatu Seguros, no lugar de Luciano Snel, que passará a ocupar uma cadeira no Conselho de Administração da seguradora. Snel vai conciliar a atuação como membro do conselho com estudos no exterior. O anúncio do início dessa transição foi feito na manhã desta segunda-feira (06). 

Tanto Soares quanto Snel ingressaram no Grupo Icatu pelo Banco Icatu ainda nos anos 90 e fizeram carreira na companhia. Nas últimas três décadas, Soares se tornou sócio do banco antes de atuar na holding, onde participou de operações relevantes para a companhia — a exemplo da recompra da Hartford — até se tornar conselheiro da seguradora, há 15 anos. Já Snel também ocupou posições estratégicas no Grupo, a exemplo da presidência da Icatu Vanguarda (a gestora de investimentos do Grupo Icatu), até chegar à posição de CEO da seguradora, que ocupou pelos últimos nove anos. 

A Icatu é uma das maiores seguradoras do Brasil, líder no segmento de Vida, Previdência, Capitalização e Investimentos entre as independentes. Empresa com mais de 30 anos e capital 100% nacional. Fechou o ano de 2022 com faturamento de R$10,6 bilhões, ROE (retorno sobre o patrimônio) de 18%, R$1,2 bilhão em margem de operações e lucro líquido de R$285,1 milhões. Esse crescimento reflete uma evolução em todas as suas linhas de negócio, impulsionada pelo lançamento de produtos, serviços e soluções e a ampliação de sua extensa rede de parceiros no mercado B2B2C, contemplando bancos, cooperativas, varejistas, insurtechs, fintechs, além da força consultiva de cerca de 9 mil corretores.

Alcançamos a posição de protagonismo e liderança entre as seguradoras independentes, e temos confiança na capacidade de ampliarmos o acesso da população brasileira aos produtos, serviços e soluções adequadas de planejamento e proteção financeira. Além disso, continuamos com a missão de ajudar na difusão dos produtos de seguro no país, que tem uma penetração ainda inferior aos mercados mais desenvolvidos”, adiantaLuciano Soares.
 

“A Icatu está bem posicionada, com time coeso, forte geração de valor econômico e social e em um momento oportuno para se beneficiar de um novo olhar para moldar o seu futuro. Estou animado em seguir contribuindo, junto com Soares, com a evolução do negócio, desta vez, de forma mais transversal, a partir do Conselho”, afirma Luciano Snel.

Bradesco Vida e Previdência lança três novos fundos de previdência

Estevão Scripilliti Bradesco

Fonte: Bradesco Seguros

A Bradesco Vida e Previdência, empresa do Grupo Bradesco Seguros, lança três novos produtos de previdência privada. Os novos Bradesco Gap Absoluto e Kadima II são fundos de gestores independentes, destinados a investidores com perfil mais arrojado e passam a fazer parte do portfólio da companhia a partir deste mês. O valor inicial para aporte é de R$ 50. O Bradesco Juro Real 2040 tem gestão da Bradesco Asset Management e busca retornos acima da inflação e compatíveis com a rentabilidade dos títulos públicos atrelados ao IPCA, com vencimento em 2040. 

Para Estevão Scripilliti, Diretor da Bradesco Vida e Previdência, o lançamento vai ao encontro ao compromisso da empresa de oferecer produtos e serviços diversificados. “Com esses novos lançamentos em 2023, reforçamos o nosso compromisso de oferecer um portfólio diversificado que atenda aos diferentes perfis e momentos de vida dos nossos segurados”, afirma. “Os novos produtos, particularmente, são voltados aos investidores que têm perfil de risco dinâmico e arrojado. Para investidores moderados e conservadores, esses produtos podem compor uma fração menor das reservas, em combinação com outros produtos de menor risco, produzindo uma diversificação interessante”, explica. 

O Bradesco Gap Absoluto está disponível nas modalidades PGBL e VGBL. Elaborado em parceria com a Gap Asset, gestora independente especializada em fundos macro multimercado, o produto traz oportunidades em diversos mercados, especialmente em câmbio, juros e bolsa e busca superar o CDI. 

Já o Bradesco Kadima PGBL/VGBL FIC Multimercado, foi elaborado em parceria com a Kadima Asset, gestora independente com foco na pesquisa e desenvolvimento de estratégias quantitativas. Também disponível nas modalidades PGBL e VGBL, o produto opera em amplo universo de ativos financeiros locais e no exterior. 

Por fim, o Bradesco Juro Real 2040 é ideal para investidores arrojados que buscam crescimento expressivo do capital.  Também está disponível no PGBL e VGBL, o fundo aceita oscilações de retornos de curto prazo e acompanha a variação da NTN-B, com vencimento em 2040 e busca rentabilidade superior à taxa básica de juros. 

Os novos produtos estão disponíveis para contratação por meio do internet banking, gerente e aplicativo do Banco Bradesco. 

FIDES RIO 2023: Prêmio Nobel de Economia é presença confirmada

O economista, professor e ganhador do Prêmio Nobel, Paul Krugman, integrará o time de palestrantes de renome internacional confirmado para a 38ª Conferência Hemisférica de Seguros. O evento reunirá, de 24 a 26 de setembro de 2023, no Rio de Janeiro, representantes de entidades do setor segurador privado de 20 países da América Latina, mais Estados Unidos e Espanha. 

Krugman ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2008 por seu trabalho inovador em comércio internacional e geografia econômica. Ele é um dos fundadores da “nova teoria do comércio”, uma grande reformulação da teoria do comércio internacional, pela qual ele também recebeu a Medalha John Bates Clark, de 1991, da Associação Econômica Americana.

Eleito como uma das 50 pessoas mais influentes em finanças globais pela Bloomberg, em 2011, o professor é considerado um dos economistas mais conhecidos e aclamados do mundo. Colunista de opinião clara e franca, Krugman discute as principais questões que afetam a economia global atual em seus textos publicados duas vezes por semana no jornal New York Times. 

Recentemente, foi notícia em veículos como a Bloomberg Línea, ao comentar sobre a criação de uma moeda comum entre Brasil e Argentina.   

É autor ou editor de 20 livros e mais de 200 artigos em revistas profissionais e volumes editados. A mais recente obra de Krugman é o livro: “Discutir com Zombies: Economia, Política e Luta por um Futuro Melhor”, extraído principalmente de sua coluna do New York Times. Nele, Paul aborda as complexidades de várias questões políticas.  

É reconhecido mundialmente como um líder nos campos da geografia econômica e do papel dos rendimentos crescentes na formação do comércio internacional. Paul Krugman é Professor Emérito de Economia no Centro de Pós-Graduação da Universidade da Cidade de Nova York (CUNY), membro do corpo docente do Stone Center on Socio-Economic Inequality e do Luxembourg Income Study (LIS). A pesquisa acadêmica atual do Sr. Krugman se concentra em crises econômicas e monetárias. 

Eventos climáticos testam mercado de seguros para riscos catastróficos, afirma Fitch

Fonte: Fitch

Os recentes eventos ocasionados pelas fortes tempestades tropicais, que resultaram em tragédia em diversos estados e municípios brasileiros, devido a enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra, testam novamente o perfil do Brasil para riscos de catástrofes naturais e podem afetar as seguradoras do país que estão mais expostas a coberturas de propriedades e automóveis.

O Brasil é comumente reconhecido por apresentar riscos de catástrofes naturais mais baixos do que os dos países vizinhos da América Latina, devido à sua localização geográfica. O país está menos exposto a fenômenos como terremotos e tsunamis, provocados por movimentos na crosta terrestre, bem como a furacões, tufões e ciclones, em razão da baixa temperatura de seus mares. Entretanto, as mudanças resultantes do aquecimento global nos últimos anos têm tornado cada vez mais comuns eventos extremos no país, como chuvas muito intensas e volumosas em curto espaço de tempo – o que, em conjunto com a urbanização desordenada, potencializa a ocorrência de desastres ambientais em diversas regiões do litoral brasileiro.

Apesar de enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra serem o tipo de desastre natural com o maior número de fatalidades, estes eventos representaram, em conjunto, cerca de 18% dos problemas ambientais do Brasil entre 2013 e 2022, segundo relatório da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O evento climático mais comum no país, por sua vez, é o de estiagem/seca, que representa em torno de 40% dos problemas ambientais.

De acordo com o relatório “Weather, Climate and Catastrophe Insight – 2023”, da gestora de risco Aon, enquanto o Brasil continua enfrentando os problemas relacionados à seca, outros eventos referentes a enchentes e inundações vêm impactando o país de forma significativa. As catástrofes naturais, segundo o documento, resultaram em uma perda econômica de aproximadamente USD5,5 bilhões, sendo USD4 bilhões relacionados à seca e o restante, a temporais e inundações. Além do impacto financeiro, as tempestades foram responsáveis por cerca de 460 fatalidades no país em 2022.

O aumento das catástrofes naturais no período de chuvas no Brasil pode afetar negativamente a rentabilidade e a capitalização de seguradoras mais concentradas e expostas a coberturas de propriedades e automóveis. Isto porque estes eventos devem se refletir no crescimento do número de sinistros que não eram previstos para estes ramos, tendo em vista que os valores segurados destes segmentos de negócio geralmente possuem baixa cobertura de resseguro no país. Estes efeitos podem impactar os ratings de Força Financeira de Seguradoras (FFS), já que o desempenho financeiro, a capitalização e a alavancagem são os principais direcionadores de rating considerados pela Fitch na análise de seguradoras.

Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), os recentes eventos provocados pelos temporais no litoral norte de São Paulo durante o Carnaval fizeram disparar o acionamento de seguros de automóvel, com cerca de três mil pedidos de atendimento em 15 seguradoras. Entretanto, o impacto total financeiro da tragédia deve ser limitado, devido à baixa penetração de seguros no país. No Brasil, estima-se que apenas 30% da frota de automóveis possuem algum tipo de seguro; já para os ramos de vida e propriedade, este indicador fica em torno de 15%. Nos últimos meses, as seguradoras brasileiras com cobertura de automóveis vinham recuperando gradativamente sua rentabilidade e seus índices de sinistralidade, que haviam sido impactados pela inflação nos custos de reposição de peças, sobretudo no primeiro semestre de 2022. Os eventos recentes, portanto, representam um desafio a mais para esta recuperação.

Setor de seguros prevê recessão em 2023 e traça estratégia

A jornalista Gilmara Mendes, do InfoMoney, conta que a economia mundial deve fechar 2023 em recessão e o mercado segurador já tem estratégias para lidar com isso. É o que mostra pesquisa realizada pela KPMG com CEOs do setor de seguros de todo o mundo.

O levantamento aponta que 90% dos entrevistados acreditam que haverá uma recessão neste ano e 79% admitem já ter planos para lidar com esse cenário. Apesar disso, a maioria (72%) relata perspectivas de crescimento para os próximos três anos, seja para a economia global, seja para o setor em geral. Estas são algumas das conclusões do recorte setorial do levantamento “KPMG 2022 CEO Outlook”, que ouviu 134 líderes globais.

De acordo com o estudo, 77% dos executivos entrevistados acreditam que as seguradoras precisam desenvolver estratégias para impulsionar a transformação digital para, assim, seguirem relevantes e competitivas.

Outros 59% apostam no crescimento expressivo da implementação das metas de ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança). Quando questionados sobre a preocupação mais urgente, a tecnologia foi a mais citada, com 72% das respostas.

“Vivemos um momento em que a capacidade de antecipar mudanças e adaptar-se rapidamente é crucial. Dessa forma, a adoção de novas tecnologias e estratégias de segurança cibernética será o ponto de partida para as seguradoras, que precisam lidar com novos riscos operacionais e disruptivos”, resume o sócio líder do segmento de Seguros da KPMG no Brasil, Lúcio Anacleto.

Os entrevistados foram perguntados também sobre a atual situação geopolítica e desafios econômicos globais. Metade deles (50%) planeja nacionalizar operações no exterior e tem considerado reduzir a base de funcionários nos próximos seis meses, além de colocar em prática um congelamento de contratações. Entretanto, o cenário é mais positivo a longo prazo, com 87% dos líderes planejando aumentar o tamanho da força de trabalho nos próximos três anos.

Leia o texto na íntegra na página Seguros, do InfoMoney.

CNseg realiza evento de lançamento do Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS)

Dyogo Oliveira CNseg - Crédito Luciana Whitaker_baixa (4)

A CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) realizará, no próximo dia 16 de março, o evento de lançamento do Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização (PDMS), em São Paulo. A iniciativa reúne metas e mudanças para serem alcançadas até 2030. Seu principal objetivo é ampliar a participação de parcela da sociedade brasileira atendida pelos diversos produtos do mercado de seguros e capitalização.

“O PDMS não é compromisso, é objetivo. Impõe um dever de casa robusto e, claro, dependerá de fatores externos, fora do alcance do setor, no que tange ao sucesso das iniciativas propostas. Porém, o engajamento de todos é fator-chave e determinante para o crescimento que queremos”, diz Dyogo Oliveira, presidente da CNseg.

Além do presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, estará presente no evento o economista Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES e do IBGE, que abordará o contexto macroeconômico e projeções de referência para o PDMS. Outro nome confirmado é do atual secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto. 

A iniciativa é resultado do esforço conjunto, ao longo de seis meses, de seguradoras, corretores e das quatro Federações que compõem a CNseg: FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), FenaCap (Federação Nacional de Capitalização) e Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados).

Serviço:

Quando: 16 de março de 2023, quinta-feira, às 9h (credenciamento às 8h)

Onde: Hotel Unique (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4700 – Jardim Paulista, São Paulo)

Quanto: gratuito

Inscrições no link: https://rb.gy/bs51pt

Nova campanha da Zurich traz tom otimista e progressista a favor dos seguros

fotos Ricardo Benichio/divulgaçao

Acaba de chegar ao Brasil uma nova campanha global da Seguradora Zurich, com o mote “Seguros que não são contra algo, mas a seu favor!”. A partir de março, a companhia irá convidar as pessoas nas redes sociais e canais de streaming a lançarem um olhar mais otimista para os seguros.

O filme, conduzido pela Creative, agência holandesa, e a Birth, agência franco-argelina, é focado no fortalecimento da marca Zurich e traz situações cotidianas em que o seguro atua em benefício de clientes. Trata-se de um convite para refletir sobre o papel do seguro de dar segurança e proteção em todas as fases da vida, e a importância de seguros para casa, carro e vida.

De acordo com Ana Quintela, Superintendente de Marketing e Comunicação da Seguradora Zurich no Brasil, o conceito da campanha combina elementos simples de comunicação com os valores da marca. “Não seguramos contra, seguramos para. Não é sobre o medo do risco, é sobre a esperança do amanhã. A campanha mostra uma abordagem tranquila e positiva dos produtos, desmistificando a ideia de que usar o seguro é sinônimo de dor de cabeça”, diz. 

A executiva acrescenta que a ação permite mostrar o portfólio multiproduto de seguros da Zurich. “Apresentamos de forma leve ao mercado as nossas diferentes soluções e reafirmamos a marca Zurich como referência quando o assunto é seguro”, finaliza.