Finsiders: Com aval da Susep, Kakau passa a operar como seguradora digital

Fonte: Finsiders

Aprovada em novembro de 2022 no sandbox da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Kakau agora vai iniciar as operações oficialmente como seguradora digital. O sinal verde da autarquia é algo considerado importante para a evolução do negócio da insurtech fundada em 2017, que agora pode emitir seus próprios riscos para seguros de bicicletas e smartphones.

Segundo informou Marcelo Torres, COO e cofundador da Kakau, a perspectiva é aumentar o faturamento em até 10 vezes nos próximos 12 meses, e chegar a R$ 800 milhões em prêmios nos próximos quatro anos.

Atualmente, a insurtech conta com mais de 2 milhões de aparelhos segurados. Ainda de acordo com a empresa, com o início das atividades da Fulô Seguradora, de propriedade da Kakau, é possível acelerar a expansão ainda mais com o aumento dos produtos para clientes e parceiros.

Acordo

A empresa acaba de fechar uma parceria com a também insurtech Pitzi, de seguro para celular, que começou a emitir os riscos na seguradora do grupo Kakau.

Pitzi, que tem mais de 2 milhões de aparelhos protegidos, adota uma estratégia de parceria de venda indireta com varejistas como Mercado Livre e Amazon e fabricantes como Xiaomi e Motorola, que oferecem os seguros da insurtech a quem compra um celular.

Contexto

Com duas edições realizadas em 2020 e 2021, o sandbox da Susep selecionou mais de 30 projetos. Existem casos em operação, como a própria Kakau88i, Thinkseg, entre outras, além do exemplo da Pier — a insurtech foi a primeira a receber a autorização para operar de forma definitiva no mercado.

IZA, que oferece seguro para autônomos foi outra a pedir o aval definitivo do regulador, ainda não concedido. Há também quem tenha desistido no meio do caminho, como a Komus — incorporada pela Pitzi

Projeto exclui reservas do seguro garantia do valor que pode ser usado em recuperação judicial

Pablo Valadares / Câmara dos DeputadosFonte: Agência Câmara de Notícias

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O Projeto de Lei 390/23, do deputado Max Lemos (Solidariedade-RJ), determina que as reservas técnicas de seguros-garantia contratados em favor do poder público (União, estados, municípios e Distrito Federal) não serão incluídas nos créditos sujeitos à recuperação judicial, falência ou liquidação. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.

O seguro-garantia é uma modalidade que garante o cumprimento de um contrato. É mais comum em licitações de obras e serviços. Se a empresa não cumpre o contratado com o poder público, a seguradora indeniza o órgão licitante na forma descrita na apólice. Já as reservas técnicas são uma poupança formada pelas seguradoras para garantir o pagamento das indenizações.

O projeto determina ainda que as seguradoras deverão pagar as indenizações do seguro-garantia, nos contratos com o setor público, diretamente ao poder público.

Inviabilização
O objetivo da proposta, segundo Max Lemos, é resguardar os direitos da União, estados, municípios e Distrito Federal. Segundo ele, o processo de recuperação judicial em muitos casos inviabiliza a recuperação de valores devidos por empresas a órgãos públicos.

Pela legislação, os créditos sujeitos à recuperação empresarial não podem ser executados judicialmente e ainda entram em uma fila de pagamento determinada por um plano de recuperação, homologado pela Justiça. Se não houver acordo com os credores, a falência é decretada, tornando a recuperação dos valores ainda mais complexa.

“Isso, na prática, inviabiliza políticas públicas e o próprio funcionamento da máquina administrativa, que deixa de arrecadar créditos legítimos seus em inúmeros processos de recuperação judicial e de modalidades semelhantes”, disse Lemos.

Com o projeto, ele afirma que bilhões de reais que estão arrolados em processos de recuperação judicial no País podem ser liberados para os governos, contribuindo para a recuperação da economia.

A proposta do deputado altera a Lei do Seguro Privado e a Lei de Recuperação e Falência.

Tramitação
O PL 390/23 foi apensado ao PL 6375/19, que altera regras do seguro garantia para empresa em recuperação judicial. Os projetos serão analisados em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Econômico; de Indústria, Comércio e Serviços; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Corretores de seguro saúde são condenados pela abertura de empresas de fachada

Fonte: Fenasaúde

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios condenou, por estelionato, dois sócios de corretoras de planos de seguros pela abertura de empresas de fachada para contratação fraudulenta de planos de saúde. A ação foi proposta pelo Ministério Público, tendo como assistente de acusação a operadora de planos de saúde Amil Assistência Médica Internacional S.A, lesada pelo esquema. 

O crime de estelionato, neste caso, se caracterizou por obtenção de vantagem indevida. Os donos das empresas Planos Corretora e Seguros LTDA e Master Brasil Cobranças LTDA, localizadas em Brasília (DF), induziam os consumidores ao erro, oferecendo planos individuais quando, na verdade, eram inseridos de forma fraudulenta em planos coletivos, ou seja, vinculados a uma empresa/estipulante. Os consumidores eram incluídos na listagem de funcionários de uma empresa, sem nunca houvesse qualquer vínculo, para ter direito a um plano de saúde empresarial. De acordo com a acusação, somente na empresa de fachada “100Igual”, que seria localizada no Estado do Paraná, a fraude ocorreu com 119 pessoas.  

Segundo o inquérito, além do falso vínculo empregatício, os réus chegaram a falsificar a idade de alguns usuários. Além disso, eles arrecadavam diretamente dos beneficiários, um valor que seria referente à mensalidade, repassando para a operadora um valor menor. A sentença foi proferida em 19 de dezembro de 2022.

A Amil, que criou mecanismos para detectar fraudes, esclareceu que as corretoras não têm autorização para emitir boletos bancários para os usuários dos planos de saúde. Ressaltou, também, que não comercializa planos individuais e que os pagamentos dos planos coletivos são realizados pela empresa estipulante, e não pelos usuários.  

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que representa grandes grupos de operadoras de planos de saúde do mercado e tem liderado uma mobilização do setor de saúde em torno do combate às fraudes, pontua que fraudes como essa prejudicam não só os planos de saúde, mas principalmente os consumidores. ‘’Estas práticas criminosas deixam evidente que os beneficiários são os maiores prejudicados pelas fraudes na saúde suplementar. Neste caso, chama atenção a ação articulada desses corretores. Todo cuidado é necessário, não somente durante o uso dos serviços, mas também no momento da contratação dos planos de saúde’’, alerta a Federação.

Plataforma Betterfly do HDI Vida PME promove benefícios para a saúde e bem-estar dos segurados

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a prática regular de atividades físicas de pelo menos 150 minutos por semana. No entanto, aproximadamente 23% dos adultos no mundo não seguem essa orientação. No Brasil, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que, em 2019, cerca de metade dos adultos não atingia a recomendação mínima da OMS. Para estimular as empresas sobre a conscientização dos colaboradores quanto a hábitos saudáveis, a HDI Seguros, uma das principais seguradoras do país, conta com um benefício exclusivo de bem-estar, a plataforma Betterfly, para o seguro HDI Vida PME – desenvolvido em parceria com a Icatu, líder entre as independentes do país em Vida, Previdência, Capitalização e Investimentos.

O HDI Vida PME disponibiliza a plataforma de bem-estar Betterfly nos produtos Vida a Vida e Acidentes Pessoais Coletivo. Esse benefício do seguro corporativo é voltado para pequenas e médias empresas, de até 1.000 vidas, com o objetivo de transformar os hábitos saudáveis do usuário em doações sociais e proteção financeira.

A dinâmica da plataforma funciona da seguinte forma: quanto mais o colaborador adota hábitos saudáveis em sua rotina, mais acumula Bettercoins, moeda digital para fazer doações, sem acréscimo para o usuário ou para a empresa. Com isso, instituições parceiras recebem as doações. São elas: Ação da Cidadania, Hospital Pequeno Príncipe, Gerando Falcões, WATERisLIFE e One Tree Planted. Soma-se a isso o fato de que, quanto mais hábitos saudáveis adotados, mais aumenta a cobertura do seguro de vida, sem qualquer custo adicional durante a vigência da apólice.

“Em nossa visão, preservar a vida com estímulo adicional para manter a saúde em dia é fundamental. Por isso, quando incluímos o Betterfly como mais um benefício de nosso produto, pensamos justamente no bem-estar dos colaboradores de pequenas e médias empresas, que têm a condição de propiciar muito mais que um seguro de vida para seu time. Trata-se, realmente, de aplicar mudanças que podem transformar a vida para melhor, com muito mais qualidade de vida”, reforça Igor Di Beo, vice-presidente técnico da HDI Seguros.

Como acessar a plataforma?

Para usufruir desse benefício é bem simples. A partir do momento que a empresa contratar o HDI VIDA PME (Vida a vida e APC) e incluir a opção da plataforma de bem-estar Betterfly, seus colaboradores podem fazer o download da plataforma pela Apple Store ou pelo Google Play. O passo seguinte é sincronizar os aplicativos de monitoramento de atividades, como Apple Health, Samsung Health, Google Fit, Garmin, Nike Running, Strava, entre outros. Assim, cada vez que o usuário adotar um hábito saudável, como atividade física, leitura, meditação e ingestão de água, ele será automaticamente registrado pelo app Betterfly e convertido em BetterCoins.

A prática de hábitos saudáveis possui um ranking exclusivo para os colaboradores acompanharem seu desempenho diário e incremento para a apólice de seguro individual vinculada à plataforma. Já para a empresa, são gerados relatórios que realizam a medição de como estão os hábitos de bem-estar dos funcionários e o impacto social causado por eles.

Outro recurso disponível dentro do Bettterfly é o acesso ilimitado às meditações guiadas, podcasts, músicas para relaxamento, histórias para dormir, exercícios, séries, cursos e dicas de relaxamento e bem-estar.

Vida Adicional

O cliente que optar pelos benefícios da plataforma de bem-estar Betterfly também contará com um Seguro de Vida Adicional desenvolvido pela Icatu, com coberturas por Morte Natural ou Acidental, Indenização Especial de Morte Acidental e Invalidez por Acidente. Um dos diferenciais do produto é que o capital segurado aumenta conforme o usuário adota a prática de hábitos saudáveis.

Entenda, no exemplo abaixo, como funciona, partindo de uma apólice básica:

Coberturas Indenização inicial Indenização máxima

Morte natural R$ 1.000,00 R$ 38.500,00

Morte acidental R$ 3.000,00 R$ 153.000,00

Invalidez por acidente R$ 5.000,00 R$ 155.000,00

FF Seguros oferece seguro pecuário flexível para leiloeiras

leilao de animais ff seguros

Fonte: FF Seguros

A maior parte das exposições pecuárias e leilões de animais ocorrem durante o primeiro semestre do ano, especialmente entre os meses de abril e maio. Esses eventos são muito relevantes para a economia e para o desenvolvimento do setor. Só como exemplo, a ExpoZebu, que é a maior feira zebuína, movimentou mais de R$ 350 milhões em 2022.

As exposições representam encontros importantes para divulgar novas tecnologias, desenvolver negócios e divulgar resultados da pecuária. Para que os objetivos desses eventos não sejam prejudicados, as leiloeiras, centrais de reprodução, expositores e compradores de gado bovino de corte e de leite precisam ter cuidado durante a exposição e movimentação dos animais.

Segundo Fabio Damasceno, diretor de agronegócios da FF Seguros, é fundamental mitigar riscos que possam comprometer o período de exposições pecuárias. O transporte e exposição dos animais pode ser prejudicada pela ocorrência de acidentes. “Em qualquer momento, os animais podem brigar e se machucar. Um animal pode cair, não conseguir levantar e ser pisoteado pelos demais, por exemplo”, diz o diretor.

Uma alternativa interessante é a contratação de seguro pecuário para leilões e exposição de gado. “Esse tipo de seguro oferece mais segurança e credibilidade para o vendedor, para a leiloeira e futuro comprador do animal”, afirma Damasceno. O produto oferecido pela FF Seguros pode ser contratado para coberturas no curto prazo e com negociação flexível, que permite contratar apólices com vigência de 30, 45 ou 60 dias.

Outra vantagem do produto é que o contrato sempre será cumprido, mesmo nos casos em que a comercialização dos bovinos ocorra rapidamente. “Por exemplo, se um touro de elite for vendido em cinco dias e tiver uma apólice de 60 dias, o comprador será beneficiado pela proteção desse animal em sua fazenda durante os 55 dias remanescentes da apólice. Além disso, o comprador pode renovar o seguro pecuário da FF com condições atraentes”, esclarece Damasceno.

Modalidades disponíveis

Há duas opções de seguro pecuário para exposições e leilões. O seguro pode ser contratado para animais de elite, que apresentam alta genética, com apólice individualizada para cada animal, considerando o valor de até R$ 300 mil por cabeça para o cálculo do prêmio do seguro. Há ainda a possibilidade de assegurar a exposição ou leilão de rebanhos comerciais, com a precificação do prêmio considerando o valor da arroba do boi gordo.

Segundo Damasceno, os vendedores de gado e as leiloeiras valorizam o seguro pecuário porque esse produto oferece cobertura ao animal durante todo o período de exposição, comercialização e transporte da origem aos eventos e ainda contempla a rota de entrega ao comprador. “Por mais que tenhamos dois tipos de produto, disponíveis para gado de elite e rebanho comercial, tentamos entender as particularidades e as reais necessidades de cada pecuarista ou leiloeira que busca o seguro e cada cobertura é personalizada. Isso deixa o valor do prêmio mais assertivo”, conta o diretor de agronegócio da FF Seguros.

Para a elegibilidade desse seguro, o animal deve ter idade a partir de seis meses e no máximo dez anos completos. O contratante pode se beneficiar de subvenção federal e estadual, havendo disponibilidade de recursos e acesso ou reserva aos programas de subvenção. O cálculo de risco do seguro considera as condições de saúde do animal e rotas de transporte. Por isso, é requisitada a apresentação de atestado veterinário e de Guias de Transporte Animal (GTA). A seguradora monitora a saúde do animal, recomenda boas práticas de transporte e solicita informações como o tamanho do caminhão, quantidade de animais que serão transportados e distância a ser percorrida.

Os riscos mitigados na cobertura básica são acidentes, doenças, eletrocussão, incêndio, insolação e raio; asfixia por sufocamento ou submersão; envenenamento, intoxicação e ingestão de corpo estranho, desde que de forma acidental; luta, ataque ou mordedura de animais; inoculações vacinais e outras medidas de ordem profilática (sendo necessárias para a salvaguarda do animal); eutanásia ou abate por determinação veterinária (decorrente dos riscos já dispostos, no que couber). Além disso, existe a possibilidade de contratação da cobertura especial “perda de função reprodutiva”, para assegurar touros reprodutores.

Seguros SURA registra crescimento em Minas Gerais e no Centro-Oeste

Fonte: Seguros Sura

A Seguros SURA está apostando no estado de Minas Gerais e na região do Centro-Oeste do Brasil, regiões em que tem registrado resultados na venda de seguros voltados para mobilidade e no produto Auto Único. “Nossos números vem acompanhando o crescimento nas regiões, com a estratégia de regionalização da SURA, estamos conectando diversos perfis diferentes de clientes e obtendo ótimos resultados, e isso é o fruto da nossa tática em sempre estar perto dos nossos parceiros, corretores e clientes”, afirma Daniel de Assis, diretor regional Centro Norte da companhia.

Segundo o estudo do Banco Central, a região Centro-Oeste expandiu economicamente 5,9%, liderando pelo segundo ano consecutivo a alta da atividade econômica do país. Já Minas Gerais, representou 9,3% da produção brasileira, com setor de serviços como principal alavanca, registrando a maior participação no PIB brasileiro em 2022, segundo o relatório da Fundação João Pinheiro (FJP), instituição de pesquisa e ensino, do Governo do Estado de Minas Gerais.

O Auto Único é um seguro desenvolvido especialmente para veículos com valores a partir de R$ 220 mil reais, que além de todas as coberturas básicas que um seguro automóvel convencional possui, oferece diferenciais exclusivos como a garantia automática para veículos 0km de todas as marcas, pelo período de 10 dias corridos, adquirido pelo segurado durante a vigência da apólice e a cobertura automática de 1% do valor do veículo para gastos de locomoção em caso de sinistro.

Outro diferencial do Auto Único, é a assessoria de gerenciamento de crise e danos à imagem social na ocorrência de sinistros de danos corporais. Esses diferenciais aliados a estratégia de regionalização da SURA asseguram os números de crescimento.

Além do Auto Único, outro produto com crescimento expressivo nas localidades é o Bici SURA, a modalidade de seguro possui coberturas para bicicletas urbanas, fixas, roads, mountain bikes convencionais e elétricas, novas ou usadas. O seguro oferece proteção contra danos acidentais; furtos ou roubos; a subtração durante a pedalada e nos locais em que o segurado resida ou esteja hospedado, além dos lugares de guarda (estacionamento/bicicletários) ou destinados à manutenção (bike shops ou oficinas). Além de outras coberturas que poderão ser contratadas, por exemplo, para os seus acessórios de pedalada.

O executivo destaca que o crescimento nos números de apólice é resultado da personalização dos produtos e da parceria com os corretores, ressaltando a importância da regionalização da empresa. “Uma vez que estamos presentes no dia a dia do corretor, ele passa a entender melhor os diferenciais dos produtos, ganhando mais confiança na hora da comercialização, acreditamos que essa parceria entre a SURA e os corretores nas regiões só tem a crescer e trazer mais benefícios a todos”, comenta Daniel de Assis.

CNseg apresenta agenda institucional do setor em Brasília nesta 4a. feira

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A CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) fará o lançamento da “Agenda institucional para parlamentares e autoridades públicas”, em Brasília, nesta 4ª feira, 12. O documento terá informações sobre a contribuição do setor para o desenvolvimento socioeconômico do país e para a ampliação da poupança nacional. A indústria de seguros representa, hoje, 6,6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, e a projeção é ter uma participação de 10% até 2030. O encontro para convidados será a partir das 19h.

A agenda institucional tratará sobre ações para melhoria do ambiente regulatório e pautas legislativas prioritárias para o setor, com temas como relações de consumo, ASG (ambiental, social e governança), seguro de catástrofes, DPVAT, seguros de pessoas e previdência como instrumentos de garantia e novo Marco Regulatório da Saúde Suplementar.

De acordo com o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, a entidade acompanha 5.500 projetos de lei e propostas de emenda à Constituição, que podem ter impacto na indústria de seguros.

Segundo a CNseg, são proposições que sugerem alterações legislativas e novas regras para o setor, que tem importância histórica na economia nacional. Quanto mais amplo e urgente for o debate sobre a legislação do setor, mais protegidos estarão os cidadãos, as empresas e os governos federal, estaduais e municipais.

Os tópicos da agenda institucional fazem parte do PDMS (Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização), divulgado pela Confederação em março de 2023. No programa, a entidade propõe iniciativas para o desenvolvimento do setor.

O objetivo geral é aumentar a parcela da população atendida pelos diversos produtos do mercado de seguros, previdência aberta, saúde suplementar e capitalização em 20% e elevar o pagamento de indenizações, benefícios, sorteios, resgates e despesas médicas e odontológicas dos atuais 4,6% para 6,5% do PIB nacional em 7 anos.

Vendas avançam em janeiro

O mercado segurador teve avanço de 19,7% em arrecadação, com um total de R$ 31,2 bilhões, e em pagamento de indenizações, resgates, benefícios e sorteios, o crescimento foi de 1,5%, somando R$ 20,4 bilhões. Os dados, que desconsideram DPVAT e Saúde Suplementar, compõem levantamento realizado pela CNseg referente ao comportamento da indústria de seguros em janeiro de 2023 em comparação com mesmo período de 2022.

No mês, evidencia-se a evolução na procura pelo seguro Rural, com 35,3%; Automóvel, com 28,7%; Crédito e Garantia, com 28,2%; e Planos de Acumulação em Coberturas de Pessoas, com 20,8%. Este último também foi destaque em retorno para a sociedade, sendo responsável por mais da metade de todo valor pago pelo setor em janeiro de 2023, com R$ 11,9 bilhões em resgates e benefícios, montante 17,6% superior a janeiro do ano passado.

Os Planos de Acumulação em Coberturas de Pessoas, mais conhecidos como Planos de Previdência Complementar, têm como objetivo a formação de reserva, capitalizada, para recebimento futuro, inclusive, sob a forma de renda. Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, eles representam uma importante proteção social ao longo de todo o ciclo de vida do cliente. “Além de prover renda de caráter previdenciário, admitem a possibilidade de o participante resgatar a reserva acumulada, destinando-a conforme a sua necessidade como, por exemplo, complemento da renda, ou para a realização de projetos pessoais futuros”, disse o executivo.

Dos Planos de Previdência Complementar, os produtos mais conhecidos são o PGBL e o VGBL. A Família VGBL, responsável por 94% da arrecadação, avançou 21,1% em termos de demanda na comparação com janeiro de 2022, com uma captação de R$ 12,9 bilhões. Em relação aos resgates e benefícios, o montante pago foi de R$ 10,2 bilhões em janeiro, 21,9% a mais do que no mesmo mês em 2022. Já a Família PGBL, em janeiro de 2023, arrecadou R$ 786,7 milhões, montante 16,8% superior ao de 2022, e retornou aos seus clientes R$ 1,7 bilhões, um pouco abaixo do que foi pago no mesmo mês do ano passado.

As abelhas que renderam uma indenização de R$ 100 milhões

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Fonte: InfoMoney

R$ 100 milhões. Esse foi o valor recebido pelo CEO de uma empresa como indenização pelas perdas seguradas causadas por um incêndio em um de seus galpões de armazenamento. Apesar de receber o valor correto do seguro contratado, ele saiu chateado e decepcionado da negociação que durou mais de oito meses para a regulação do “sinistro”, termo usado pela seguradora para se referir ao acidente.

Foi um grande transtorno para a empresa, contam alguns dos envolvidos. Desde a poluição gerada pela fumaça do incêndio até as reuniões com o prefeito que pedia urgência na retomada da produção diante do impacto econômico e social que o grupo empresarial tem para a cidade.

Apesar da tristeza de um acidente, gosto de saber como ele aconteceu. A premissa de que o diabo mora nos detalhes é verdadeira neste caso. O “enorme sinistro” teve como ponto de partida um pequeno ser vivo: as abelhas.

Um funcionário, pronto para deixar o turno de trabalho, viu uma colmeia no telhado de um dos pontos de estoque. Pegou um jornal velho e ateou fogo. Acreditou que a fumaça espantasse as abelhas. Quando viu que elas se espalharam, jogou o jornal no chão, pisoteou para apagar a brasa e saiu.

Só que o fogo não apagou. Pelo contrário. Devorou uma área inteira do armazém.

Acidentes acontecem, seguro existe para mitigar riscos e pagar indenizações. O foco desde artigo é a insatisfação do segurado. Entrevistei corretores e gestor de riscos para saber o que precisa melhorar no atendimento ao cliente empresarial.

Um processo de sinistro possui diversos atores: clientes, reguladores, peritos, seguradores e resseguradores. Portanto, diversas interações e trocas de documentos, informações e registros em sistemas distintos. Se isso não for bem-organizado, resultará em baixa eficiência e retrabalho em todo o processo de regulação e, por consequência, extensos prazos para a liquidação de sinistros.

Gestores de riscos têm várias #ficaadica para este tema. Priscila Madoenho, uma das facilitadoras do grupo de WhatsApp WIM, que reúne quase 150 clientes de seguradoras, afirma que saber antecipadamente quais tipos de documentos serão solicitados em caso de um acionamento do seguro é de extrema valia. “Isso ajuda a criar procedimentos e políticas internas fazendo com que demais departamentos da empresa estejam envolvidos e cientes do que será solicitado”, cita. “Um acordo de confidencialidade sempre ajuda, mas poucos fazem”, acrescenta.

O uso de API’s entre reguladores e corretores é uma das sugestões de uma das maiores corretoras do mundo, que também atua no Brasil. A adoção desta prática forneceria mais agilidade no levantamento dos valores a serem indenizados, além de trazer maior transparência ao cliente através de portais de sinistros onde podem controlar o processo desde sua notificação até a sua conclusão. Além das integrações, seguradores e reguladores devem inovar em seus processos de regulação como realizar avaliações remotas através de drones ou imagens por satélite além de se utilizar de telemetria para reduzir fraudes.

Marcio Ribeiro, corretor especializado na colocação de riscos facultativos, aqueles que são gigantes e complexos e por isso são divididos com diversas empresas, afirma que uma ação muito simples é deixar prenomeado as reguladoras que poderão atuar em nome de todos. “Pensa em um contrato que envolve o corretor de seguros, o cliente, várias seguradoras dividindo o risco, sendo cada qual em uma especialidade, com retenção em seus contratos automáticos e cada uma comprando capital facultativo de um extenso painel de resseguradores”, comenta.

Isso parece incomum, mas é o dia a dia de um programa de seguros corporativo. Segundo Ribeiro, o fato de ter vários envolvidos não é o problema. “O problema está na falta diálogo. No alinhamento das partes em benefício de todos. O maestro dessas várias bandas tocando juntas deveria ser o corretor de seguros. Quando eles buscarem entender melhor as necessidades e complexidades para uma integralização, poderão deixar de ser coadjuvante para serem protagonistas”.

Boa parte das empresas do setor de seguros está dedicada a encantar o cliente. Há um longo caminho ainda. Certamente esta jornada, seja cliente corporativo ou pessoa física, vai descomplicar o setor de seguros e, consequentemente, ajudá-lo a crescer e ser responsável por 10% do PIB em 2030 (hoje 6,4%), como prevê a CNseg, no Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS).

Preço do resseguro aumentou para todos, afirma relatório da Gallagher Re

Kent James Gallagher

Fonte: Artemis

Até mesmo os clientes mais favorecidos pagaram mais na renovação do programa de seguros recém-concluídas em 1º de abril de 2023, enquanto nenhuma região geográfica ficou imune à correção do preço de mercado, segundo o tradicional relatório da corretora de seguros Gallagher Re. “A disciplina de subscrição dos resseguradores não diminuiu, resultando em condições de mercado desafiadoras para os cedentes”, afirma em comunicado.

Citando “correções de preços variáveis, mas universais, elevando as taxas nas renovações de 1º de abril”, a Gallagher Re diz que nenhum comprador de resseguro evitou essa tendência de preços de mercado.

Os compradores enfrentaram desafios semelhantes aos vistos nas renovações de janeiro, com preços mais altos, mudanças nos termos e estruturas e, embora a capacidade tenha se mostrado adequada, as condições do mercado de renovação terão ramificações para as empresas cedentes.

“Nenhuma geografia em particular ficou imune às correções de preços que os resseguradores mantiveram durante as renovações de 1º de abril. Vimos um impacto de precificação aprimorado com base no desempenho do cliente individual e em suas relações com resseguradoras, mas mesmo os clientes mais favorecidos pagaram mais, com a disciplina da resseguradora sendo evidente em todo o mercado”, disse James Kent, CEO global da Gallagher Re.

“A capacidade era adequada para cobrir as exposições dos cedentes, mas as renovações de abril são um parâmetro inadequado para a relação geral de oferta e demanda do mercado, pois é fortemente ponderada em relação às exposições japonesas, que são significativamente mais baixas do que as exposições máximas dos EUA. Mas certamente não vimos nenhuma nova capacidade significativa ou qualquer outra indicação de que as resseguradoras estão preparadas para ceder seu território de preços duramente conquistado”.

Segundo ele, a combinação de perdas por catástrofes e perdas de investimento marcadas para o mercado em 2022 significa que as resseguradoras continuarão a persuadir o mercado a taxas que ajudarão os retornos a exceder o custo de capital.

O capital ainda está restrito, disseram eles, com a nova capacidade limitada, mas mesmo que o equilíbrio entre oferta e demanda permaneça equilibrado, ele se mostrou adequado para cobrir as exposições dos compradores.

O Japão talvez tenha visto o melhor das renovações com relacionamentos de ressegurador de longo prazo, bem como melhorias na subscrição primária, gerando um melhor alinhamento das expectativas do cliente e do ressegurador, disse o corretor.

As maiores empresas de seguros do mundo

As maiores empresas de seguros do mundo possuem uma capitalização de mercado combinada de US$ 3,2 trilhões, o que indica quanto elas valem com base no mercado de ações. Também chamada de valor de mercado, essa métrica costuma ser usada para determinar o tamanho de uma empresa e comparar seu desempenho financeiro com outras empresas.

Neste artigo, a Insurance Business classifica as 20 maiores seguradoras do mundo com base no valor de mercado. Essas empresas respondem por quase dois terços, ou cerca de US$ 1,93 trilhão, do valor global, em 2022.

Saiba quem são as 20 maiores companhias de seguros do mundo por valor de mercado. Temos aqui 17 seguradoras, 1 resseguradora e 2 corretoras de seguros: