Clientes do Zurich Automóvel agora podem acionar seguro de maneira 100% digital

Com a premissa de proporcionar a melhor experiência aos clientes e corretores, a Zurich tem promovido mudanças nos diversos canais de atendimento da empresa. A mais recente diz respeito ao acionamento do seguro auto em caso de sinistro (ou seja, qualquer ocorrência que tenha cobertura na apólice): agora, os clientes podem executar o processo diretamente pelo portal da seguradora.

Atualmente, a nova funcionalidade está disponível para acionamentos de colisão, tanto para clientes quanto para terceiros, assim como para segurados que tenham o seu veículo roubado ou furtado. Segundo Fabio Santos Silva, Superintendente de Sinistros, Personal Lines da Seguradora Zurich, esses casos correspondem a 95% dos acionamentos recebidos pela seguradora no Zurich Automóvel. Outros tipos de avisos, decorrentes de sinistros como incêndios e aqueles provocados por desastres naturais, devem ser liberados em breve na plataforma. 

“Essa funcionalidade é fruto do nosso compromisso em ter o cliente no coração de tudo que fazemos, mas também do feedback dos corretores. O objetivo é melhorar a experiência de ambos. Para o cliente, existe a praticidade do autoatendimento, de acionar o seguro de maneira simples e rápida, sem precisar falar com ninguém. E para o corretor há a economia de tempo, uma vez que o cliente tem autonomia para acionar seu seguro, mas caso acione o corretor, ele também tem uma ferramenta prática e ágil para apoiá-lo”, explica o executivo. “Em outras palavras, buscamos oferecer maior eficiência a partir da simplificação”. 

À medida que proporciona mais um canal além da central de atendimento para que os clientes acionem o seguro, a nova funcionalidade possibilita uma jornada 100% digital para o cliente, já que não é necessário nenhum contato adicional para seguir com os trâmites relativos ao seu processo.  

Já está disponível na plataforma, inclusive, uma funcionalidade a partir da qual segurados, terceiros e corretores podem fazer a escolha de uma oficina e agendamento da vistoria pós-aviso através do próprio portal, desde que o prestador escolhido esteja entre as oficinas referenciadas da seguradora – para oficinas fora da rede, por hora, mantém-se o processo via central de atendimento. 

 “A comunicação pelo portal do cliente é simples e intuitiva, com a possibilidade de envio antecipado das fotos dos danos no veículo e de outros documentos, escolha da oficina para reparação e agendamento da vistoria – que pode ser feita online por um aplicativo com Inteligência Artificial”, pontua Fabio. 

Segundo o executivo, o andamento do processo pode ser consultado por qualquer canal digital da Zurich, assim como o acesso ao laudo detalhado dos procedimentos de reparação. “Todas estas funcionalidades agilizam o processo de análise e a aprovação dos reparos”, completa. 

Freela chega oficialmente ao mercado

Fonte: Freela

Na noite desta terça-feira, dia 11 de abril, as revistas Apólice e Cobertura – duas das mais tradicionais mídias especializadas no mercado de seguros brasileiro – promoveram uma happy hour para o lançamento oficial da Freela, empresa criada em parceria pelas duas publicações para realizar eventos diferenciados e exclusivos para o setor. 

Com a presença de dezenas de convidados entre jornalistas, corretores, executivos e representes de seguradoras, empresas de tecnologia e insurtechs, os sócios – Paulo Kato, Carol Rodrigues (revista Cobertura), Kelly Lubiato e Francisco Pantoja (revista Apólice) – puderam apresentar alguns dos planos da nova empresa para este ano, como uma premiação voltada para as ações de ESG e um evento direcionado ao agronegócio.

“Gostaria de parabenizar a Apólice e a Cobertura por essa iniciativa. Eu achei muito legal as duas revistas se juntarem para trazer mais conteúdo para o mercado. Tenho certeza de que todos vão sair ganhando”, disse Eduardo Machado, gerente comercial da Marsh Corretora de Seguros.

Quem também viu a iniciativa com otimismo foi Rosana Oliveira, representante da equipe de Marketing da Bradesco Seguros. “Estou muito feliz em participar deste evento, com propostas muito boas para o nosso ramo, que é um segmento ainda muito carente. Tenho certeza de que a gente vai agregar, teremos grandes planos e projetos pela frente”.

Átila Santos, superintendente da Newe Seguros, destacou a importância da proposta: “Essa é mais uma oportunidade para o mercado de seguros divulgar seus produtos, e falar diretamente com os corretores de seguros, que é um grande parceiro do mercado. É uma excelente iniciativa”. 

Já Nicholas Weiser, CEO e fundador da WGA Adviser Consultoria lembrou da importância de conectar os players do setor. “Todos precisam de informações, conteúdos, parcerias, conexões e acho que esse mercado está carente de algo que trga informações estratégicas, que conecte os corretores, as insurtechs, que aproxime as seguradoras. Essa nova proposta deve trazer coisas diferentes para o setor e nós acreditamos muito nesse projeto”.

Entre os eventos que a Freela deve realizar ainda este ano estão encontros de negócios ou de relacionamento, workshops, premiações, fóruns e happy hours. Vale lembrar que a junção das duas revistas envolve única e exclusivamente a gestão de eventos e sua respectiva divulgação. O editorial diário continuará totalmente independente.

Europ Assistance Brasil encerra temporada de verão com mais de 5 mil atendimentos realizados

Fonte: Europ Assistance

O final do verão encerra também um período de muito trabalho para a Europ Assistance Brasil (EABR), que durante a alta temporada aumenta o número de prestadores para atender os turistas que viajam para mais de 30 cidades no litoral, em quatro estados. Neste ano, o ‘Plano Verão’ realizou 5.480 atendimentos.

Diferentemente do que geralmente acontece, este ano quase metade dos atendimentos envolveu reboque mecânico (47%). Na sequência, as principais demandas foram socorro mecânico (21%), táxi (13%), reboque utilitário (10%), reboque pesado (6%) e chaveiro Auto (3), entre outros serviços.

“As ocorrências mais comuns sempre são as panes. Este ano fomos muito impactados pelas fortes chuvas que ocorreram no litoral norte de São Paulo, fazendo com que tivéssemos um volume muito acima da média na região. A principal ocorrência foram casos de alagamento de veículos”, afirma Daniel Arzon, gerente executivo de Rede de Prestadores da Europ Assistance Brasil.

Para atender toda essa demanda foram utilizados 181 prestadores diferentes, sendo 169 com atuação local – 115 guinchos, 95 táxis, 58 mecânicos e 44 chaveiros – seis prestadores de apoio, que como possuem equipamentos extras, conseguem atender mais de um serviço ao mesmo tempo (como chaveiro, mecânico e guincho, por exemplo), além de outros seis prestadores que auxiliaram na entrega dos veículos.

“Historicamente, o volume de atendimentos no litoral neste período de alta temporada tem um aumento de 40%, quando comparado aos demais meses do ano. Então, além de deslocar a frota de apoio para essas áreas, nós também realizamos alguns procedimentos internos para melhorar a operação logística, como o controle de veículos nos pátios das bases do litoral e o deslocamento de veículos rebocados para fora das cidades litorâneas sendo feito sempre a noite, quando se tem um menor fluxo de veículos na estrada”, explicou Arzon. 

As cidades que mais receberam atendimentos da EABR neste período foram Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Bertioga (todas no litoral norte de SP); seguidas por Guarujá (SP), Praia Grande (SP); Cabo Frio (RJ), Armação dos Búzios (RJ), Angra dos Reis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Balneário Camboriú (SC) e Florianópolis (SC).

Outro ponto positivo desta edição do Plano Verão foi a brusca redução de problemas relacionados a espera por atendimento, situação bem diferente ao do ano passado, quando todo o setor enfrentou a maior crise de sua história.

Seguradora Akad leva gestores de risco e corretores para ‘tour’ no Porto de Santos 

A Akad Seguros levou gestores de risco e corretores ao Porto de Santos para uma ação especial nesta quinta-feira (13/04). A intenção da seguradora foi mostrar em detalhes o funcionamento do maior porto da América Latina para quem já trabalha ou deseja trabalhar com o seguro de Transporte internacional e nacional da companhia, seja para exportação ou importação. Até o momento, mais de 100 profissionais já garantiram presença. 

O seguro de Transporte da Akad é contratado pelo dono da carga (embarcador), trading ou agentes de carga. O objetivo é proteger a mercadoria durante o transporte por via terrestre, aérea, ferroviária ou marítima. O produto cobre riscos de perda e danos referentes a eventos naturais, acidentes no trajeto e roubos. 

Durante o tour, os gestores de risco e corretores terão a oportunidade de fazer um passeio de escuna para ver de perto os terminais do porto. Eles serão ainda conduzidos até o ponto onde os navios ficam ancorados para atracar no porto, tendo uma rica visão para quem atua ou pretende atuar no segmento de seguro de transportes internacional.

“Desenvolvemos essa ação para gerar relacionamento e engajar os corretores”, destaca Ivor Moreno, head de Transporte da Akad. “Queremos nos posicionar como uma seguradora que de fato está interessada em agregar valor para além das transações do dia a dia”, reforça o executivo.

Trégua no embate judicial entre Americanas e bancos alivia seguradoras

Se tem um setor que “reza” para dar certo as tratativas de acordos entre bancos e Americanas e assim evitar a falência da varejista é o de seguros. Os executivos respiraram aliviados nesta semana ao lerem no Valor Econômico notícias sobre uma trégua na batalha judicial entre Americanas e seus bancos credores, com uma previsão de aporte dos acionistas da varejista de até R$ 12 bilhões, segundo fontes próximas às negociações.

Se isso realmente ocorrer, o setor de seguros prevê que terá um desembolso bem menor no pagamento das indenizações de seguro de crédito comprados pelos fornecedores da Americanas para se precaver de riscos como o que se concretizou com o pedido de recuperação judicial: não receber o valor do crédito.

O seguro de crédito oferece proteção contra o risco de não pagamento por motivo de insolvência ou falência dos seus devedores. Indeniza o segurado pelo valor das faturas de bens e serviços adquiridos e não pagos.

A preocupação é válida. As estimativas de pagamentos de indenizações ultrapassam R$ 3 bilhões deste que foi decretada a Recuperação Judicial, em 19 de janeiro. É comum ouvir em eventos do setor executivos espantados com pedidos de perdas e advogados felizes que seus clientes perceberam o valor do seguro que até então tinha registrado poucos sinistros.

“Nada melhor para mostrar a importância do seguro para os consumidores do que o uso da proteção financeira num momento de perda inusitada como foi neste caso. Ninguém esperava por este problema numa empresa do porto da Americana”, comentou um advogado envolvido no processo de pagamento de uma indenização de R$ 25 milhões a um fornecedor da Americanas.

Já o tom nas seguradoras é de apreensão. “Temos um aviso de possível perda de US$ 400 milhões. Mas com a negociação da Americanas com os credores, quem sabe o fluxo de negócios se restabeleça e o “sinistro” não se consolide. Caso se confirme, certamente o seguro de crédito sofrerá reajustes de preços para compensar as perdas e equilibrar o resultado das companhias”, disse um executivo na condição de anonimato.

Todas as perdas de seguro de crédito são resseguradas, ou seja, as seguradoras compram seguro de um pool de resseguradoras, que dividem o risco entre si para garantir que haverá dinheiro para pagar um risco catastrófico, como tem sido chamado o caso das Americanas, que veio seguido por outras grandes empresas revisando seus balanços, desencadeando um temor generalizado para quem opera com riscos de crédito diante do risco reputacional.

O farol amarelo foi aceso no dia que a Americans pediu recuperação judicial, alegando dever R$ 42,5 bilhões, tendo o trio de acionistas de referência Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. A maioria dos bancos já decidiu em fazer a provisão integral dessa perda no resultado financeiro de 2022. “Então, o que vier daqui para frente, é um alivio para todos, com os fornecedores retomando o fluxo do negócio”, cita o segurador.

Em recente entrevista, Kaspar Mueller, CEO de resseguros para a América Latina da Swiss Re, disse que o farol amarelo está aceso para o seguro de crédito no setor de resseguro. O principal fator de ganho ou lucro de uma varejista, depende basicamente de duas variáveis: emprego e crédito. Sem isso, é inevitável um cenário de desaceleração da economia que vai impactar também o setor de seguros, seja no crescimento das vendas daqueles que descobriram como o seguro pode ser um aliado em momento de crise, ou no aumento do volume de indenizações pagas.

“Para nós, o mais importante neste assunto é o risco reputacional. Estamos aqui para sermos parceiros de longo prazo e nos comprometemos a pagar milhões se algo der errado. Mas a reputação é nossa prioridade número um. Se eu olhar para um negócio e acreditar que há risco para a nossa reputação, então é claro que vamos evitar completamente, mesmo que ele possa ser lucrativo”, finalizou Mueller.  

Conselho formado por governo e Susep tem nova titular para analisar conflitos

Ana Paula Almeida Santos

A diretora de Sustentabilidade, Consumo e Relações Institucionais da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Ana Paula de Almeida Santos, foi nomeada membro titular do Comitê de Avaliação e Seleção de Conselheiros do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Privada Aberta e de Capitalização (CAS-CRSNSP), representando a entidade.

A nomeação foi feita pelo ministro da Economia, Fernando Haddad, por meio da Portaria MF nº 573, de 4 de abril de 2023. A superintendente de Acompanhamento Técnico da CNseg, Karini Madeira, que já atuava representando a Confederação como suplente no CAS-CRSNSP, desde a publicação da Portaria de Pessoal SETO/ME nº 5.910, de 25/05/2022, permanece na função.

Entre as atribuições do Comitê de Avaliação e Seleção de Conselheiros do CRSNSP, estão a de conduzir o processo seletivo de conselheiros, avaliar o desempenho dos mesmos em exercício de mandato e apresentar propostas de alteração de critérios de composição do CRSNSP e de seleção de conselheiros.

O CRSNSP é integrado por dez conselheiros titulares e oito suplentes, sendo cinco conselheiros indicados pelo setor público e outros cinco indicados pelas entidades representantes dos mercados regulados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). Sua função é julgar, em última instância administrativa, os recursos contra penalidades de natureza administrativa aplicadas pela reguladora.

Políticos acolhem agenda do setor de seguros em evento realizado em Brasília pela CNseg

A primeira Agenda Institucional da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), lançada em evento na noite desta quarta-feira (12), em Brasília, apresenta ações para melhoria do ambiente regulatório e uma agenda legislativa, que contempla os diversos ramos de seguros e temas como relações de consumo; ASG; seguro de catástrofes, seguros de pessoas e previdência, como instrumentos de garantia; títulos de capitalização, importante instrumento de acumulação de reservas; e o novo Marco Regulatório da Saúde Suplementar.

Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o ineditismo da iniciativa de divulgar a Agenda Institucional do setor de seguros tem como objetivo a melhoria do ambiente de negocial, para que o agente econômico possa cumprir a sua função social. “Quanto mais amplo e urgente for o debate sobre a legislação do setor de seguros, mais protegidos estarão os cidadãos, as empresas e os governos federal, estaduais e municipais”, afirma. 

“Venho ratificar o meu compromisso em apoiar as matérias que contemplem alterações legislativas que sejam interesse do cidadão, das empresas e do governo. É conhecido de todos que nós temos desafios a enfrentar questões legislativas que vão merecer o olhar mais apurado do Congresso Nacional a fim de tornar o ambiente de seguros cada vez mais acessível”, disse o 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Pereira (Republicanos-SP).

“O Congresso trabalhará para o fortalecimento do setor de seguros”, declarou a senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB). A congressista também afirmou que o segmento deve ser reconhecido dentro da reforma tributária por, em suas palavras, ter importância e peso para o país. “Não tenho dúvida de ter essa tranquilidade. O Congresso trabalha pensando no país. E, finalmente, construir uma reforma que tem anseio de muitos e muitos anos e, diante da perspectiva, a gente acredita que vai acontecer finalmente”.

A senadora Tereza Cristina (PP/MS) comentou que possivelmente o PL 29/2017 precisará ser debatido e atualizado. “Valor ler com muita atenção pois muita coisa pode ter mudado em 5 anos”, afirmou ao ser indagada pelo Sonho Seguro.

Roberto Santos, presidente da Porto e do conselho da CNseg, afirma o mesmo: “precisamos discutir alguns pontos do projeto para adapta-lo as muitas mudanças que o setor de seguro passou nestes últimos cinco anos. Todos os negócios foram influenciados pelos avanços da tecnologia, da pandemia e da mudança de hábito de consumo. São mudanças significativas”, acrescentou.

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Atualmente, a CNseg acompanha cerca de 5.500 projetos em tramitação na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas 26 Assembleias Legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. São proposições que sugerem alterações legislativas e novas regras para o setor segurador, que tem importância histórica na economia nacional.

No Brasil, o mercado de seguros gera cerca de 255 mil empregos diretos e indiretos e, somente em 2022, pagou R$ 452,1 bilhões em indenizações, um crescimento de mais de 14% em relação a 2021.

Para o alcance dessa proposta, a Agenda Institucional traz luz para alguns temas relevantes para o setor, com destaque para os dez tópicos, citados abaixo, que a Confederação vem trabalhando junto ao Congresso e governo federal:

1Aumentar a proteção do consumidor através do patrimônio de afetação.
2Utilização das reservas previdenciárias como garantia para crédito. 
3Ampliação do acesso saúde: plano de saúde com financiamento tripartite. 
4Permitir Adesão automática do trabalhador ao plano de previdência oferecido pelo empregador ao trabalhador. 
5Seguros contra os efeitos dos desastres naturais.  
6Seguros como instrumento de proteção para trabalhadores de aplicativos
7Seguros de acidente de trânsito. Modelo aberto e concorrencial em que todas as seguradoras vão competir para oferecer para o cidadão brasileiro o menor custo possível dentro de uma cobertura estabelecida pela legislação.  
8Permitir o pagamento de seguro por meio de consignação em folha, incluindo previdência social. 
9Combate a atividade ilegal das Associações de Proteção Veicular (APVs).   
10Participação do Setor Privado no Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).  

Questões ASG e de segurança cibernética em debate na Oficina Brasil FIDES de Inovação em Seguros

Fonte: CNseg

A evolução do setor segurador em termos de boas práticas relacionadas às questões ambientais, sociais e de governança (ASG) foi o tema do primeiro dia da Oficina Brasil FIDES de Inovação em Seguros, realizada pela CNseg, em 13 e 14 de abril, em Brasília. O segundo dia do evento abordará, então, a questão da segurança cibernética.  

“Nosso objetivo principal é discutir e explorar novas visões de negócios voltadas à construção de parcerias para o endereçamento de temas estratégicos relacionados à cibersegurança e ASG”, afirmou a diretora de Sustentabilidade, Consumo e Relações Institucionais da CNseg, Ana Paula de Almeida Santos.   

Segundo dados do Relatório Global Risks Report 2023, do Fórum Econômico Mundial, anunciados em janeiro deste ano, riscos ligados à cibersegurança, bem como aqueles associados a questões ASG (com maior peso para mudanças climáticas), estão listados como os de maior preocupação global para os próximos anos. 

Avaliação de riscos climáticos contará em breve com nova ferramenta de apoio 

O projeto “Insuring the Climate Transition in Brazil”, que tem o objetivo de fomentar o melhor entendimento dos representantes do setor segurador sobre como analisar o risco climático, foi apresentado pela sócia-diretora da consultoria NINT de avaliação ASG, Tatiana Assali. Elaborado sob a perspectiva da Força Tarefa para Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas a Riscos Climáticos (TCFD, na sigla em inglês), o projeto conta com uma ferramenta alimentada com dados das companhias de seguro, que será capaz de mapear os riscos climáticos em todos os estados brasileiros e medir as suas exposições a 12 desses riscos. 

Os requisitos de sustentabilidade na regulação da SUSEP  

Os coordenadores da Susep de Regulação Prudencial e de Regulação de Riscos, Ativos e Controles Internos, César Neves e Victor de Almeida França, apresentaram um painel sobre o acompanhamento da regulação brasileira de seguros relacionada a requisitos de sustentabilidade, prevista na Circular Susep 666. 

De acordo com César Neves, a norma foi elaborada com base nas melhores práticas internacionais e em uma grande discussão com o mercado segurador, demandando que as supervisionadas adotem metodologias, processos, procedimentos e controles específicos para identificar, avaliar, classificar, mensurar, tratar, monitorar e reportar, de forma tempestiva, os riscos de sustentabilidade a que se encontram expostas.  

O coordenador da Susep afirmou que a Superintendência de Seguros Privados tem o compromisso de, junto com as empresas do setor, buscar soluções para combater os efeitos das mudanças climáticas. 

Diversidade, equidade e inclusão  

O tema da diversidade, equidade e inclusão também esteve presente no primeiro dia do evento, quando a conselheira da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Íris Pereira Barbosa, destacou a importância de as seguradoras se preocuparem com aumentar a diversidade de gênero, raça e condições sociais em suas companhias. “Existe hoje uma exigência da própria sociedade, em todo o mundo, com relação a isso. Há também uma pressão econômica, porque é possível verificar pelas estatísticas que empresas diversas geram mais e melhores resultados”, afirmou palestrante.  

Durante sua participação, ela falou sobre sua trajetória profissional e os desafios enfrentados por uma mulher negra para ultrapassar as barreiras impostas pela sociedade, explicando que, além de conscientização, é necessário coragem para enfrentar as dificuldades.  

A integração das questões socioambientais e de sustentabilidade com a indústria seguradora 

Atualmente, 86,4% das seguradoras associadas à CNseg já integram as questões ASG em suas estratégias de negócios, como consta no Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, produzido pela CNseg, tema da palestra da diretora de Sustentabilidade da Mapfre Brasil, Fátima Lima, que também integra a Comissão de Sustentabilidade da Confederação. Sua avaliação é de que há uma total integração das questões socioambientais e de sustentabilidade com a indústria seguradora. “Temos que estar conectados às tendências mundiais econômicas, políticas e sociais. As questões climáticas vêm impactando cada vez mais o setor de seguros, o que nos exige atenção aos prejuízos que estão batendo à nossa porta. É fundamental olhar com profundidade e seriedade este tema”, disse Fátima Lima. 

Países do Cone Sul ainda carecem de regulações sobre a questão ASG  

Os temas ASG também estão na pauta dos demais países latino-americanos e podem ganhar ainda mais espaço nessa agenda, de acordo com os relatos de representantes das associações de seguradoras da Argentina, do Paraguai e do Uruguai.  

O diretor-executivo da Associação Argentina de Companhias de Seguros, Gustavo Trias, afirmou que em seu país o assunto é recente e que ainda carece de normas regulatórias.  

O diretor-executivo da Associação Uruguaia de Empresas de Seguros, Alejandro Veiroj, participando por videoconferência, relatou que no Uruguai também não há nenhuma norma ou regulamentação a respeito do tema ASG, apenas um protocolo de intenções das empresas que atuam no mercado local. 

O presidente da Associação Paraguaia de Companhias de Seguros, Antonio Vaccaro, por sua vez, informou que também há deficiências regulatórias em relação aos riscos climáticos no Paraguai. A oferta de seguro agrícola, inclusive, ainda é recente, declarou, com poucas empresas trabalhando com esse tipo de cobertura.   

A Oficina Brasil FIDES de Inovação em Seguros é realizada em cumprimento ao Acordo de Cooperação Técnica firmado em novembro de 2022, em Santiago, no Chile, com a Federação Interamericana de Empresas de Seguro e antecede a 38º Conferência Hemisférica de Seguros, que a Confederação Nacional das Seguradoras vai promover em setembro deste ano, no Rio de Janeiro. 

Está lançada a campanha Vou com a Zurich 2023

Fonte: Zurich

Como já virou tradição no mercado de seguros, a Seguradora Zurich acaba de divulgar a nova edição de sua campanha anual de incentivo “Vou com a Zurich”. No próximo ano, a companhia levará os corretores vencedores em 2023, com direito a um acompanhante, para Ilha de Comandatuba, na Bahia (corretores classificados com Premium) e para a cidade de Mendoza, na Argentina (corretores classificados como Infinite Blue). O anúncio foi feito durante a primeira viagem dos premiados da campanha de 2022, que estiveram em Foz do Iguaçu na última semana. 

“Nossa campanha de incentivo acontece desde 2012 e os corretores ficam ansiosos por conhecer os novos destinos. Nosso objetivo, a cada ano, é reforçar os vínculos e incentivar o relacionamento, além de reconhecer o esforço e impulsionar novos negócios. Não há dúvidas de que os corretores desenvolvem papel vital para o desenvolvimento, amadurecimento e evolução do mercado de seguros e propiciar esse encontro, por alguns dias, é uma forma de valorizar, agradecer e celebrar”, destaca Marcio Benevides, Diretor Executivo de Distribuição da seguradora. 

Marcio reforça que a campanha não se trata apenas de conceder viagens aos corretores de seguro que melhor performarem em vendas. “Queremos proporcionar vivências exclusivas para esses profissionais. Toda a programação é elaborada para ser diferente de um pacote adquirido em uma agência de viagens, o que torna a experiência única e inesquecível”, conta.

São elegíveis a participar da campanha “Vou com a Zurich” os corretores que integram as categorias Infinite Blue e Premium do Programa de Relacionamento Experiência Zurich.

Corretores conheceram Foz do Iguaçu 

Os corretores Premium, vencedores da campanha de 2022, estiveram na última semana em Foz do Iguaçu. Eles aproveitaram, junto a seus acompanhantes, um roteiro singular com imersões gastronômicas, passeios privativos nas Cataratas do Iguaçu, consideradas uma das Sete Maravilhas Mundiais da Natureza, além de outras atividades exclusivamente planejadas.

O corretor Waldir de Menezes Junior, da Ifaseg Seguros, destacou o longo período de relacionamento com a companhia e a troca propiciada pela experiência. “O que levo de mais importante dessa viagem foi conhecer outros corretores, acompanhar como a Zurich busca atender a necessidade de todos, e ver que por trás de figuras tão diferentes, conseguimos achar um veio comum que nos proporcionou um momento muito especial”, afirmou.

Já Daniel Scarton, da corretora Scarton, destacou a exclusividade da viagem, planejada nos mínimos detalhes para atender aos corretores parceiros. “A ‘Vou com a Zurich’ realmente é emocionante. Tive oportunidade de participar em outros anos, e o carinho com que somos tratados pela companhia nos faz sentir muito valorizados. Temos executivos na Zurich com quem podemos contar e prezamos muito por esse relacionamento. Foi uma experiência maravilhosa, ímpar, pude ver Foz do Iguaçu com outros olhos”, contou. 

Além dos corretores premiados, também foram contemplados alguns parceiros de negócio da companhia, como é o caso de Osvaldo Martinello, da Eletromóveis Martinello. “Foi uma oportunidade fantástica, tivemos um passeio com picos de aventura e vivemos dias adoráveis com companhias muito agradáveis”, elogiou. Parceiro da Zurich há um ano, ele revelou que conseguiu resultados muito acima do esperado. “Temos apoio constante e permanente da companhia e isso faz do nosso negócio uma parceria de sucesso”, disse. 

A viagem para o arquipélago de Fernando de Noronha, destino dos corretores Infinite Blue contemplados na campanha de 2022, está programada para maio de 2023. Os destinos escolhidos são conhecidos mundialmente pela natureza ímpar, requerem a manutenção dos seus biomas e seguem a linha de sustentabilidade estabelecida pelo Grupo Zurich.

Setor discute lei que muda contratos de seguros

A discussão sobre Projeto de Lei Complementar (PLC) 29/2017, desarquivado pelo Senado Federal no fim de março, e que é conhecido como Lei de Seguro, está fervendo. Hoje, entidades ligadas ao setor de seguros divulgaram uma nota com críticas. Ontem, Ernesto Tzirulnik Advogado, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS) e da Comissão de Direito do Seguro da OAB-SP, publicou no Estadão o artigo “Governo em falta com os segurados brasileiros“.

Criado em 2004 pelo então deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), o texto pode levar a retrocessos e à inviabilização de iniciativas como o Open Insurance, na visão das organizações como Associação Brasileira de Insurtechs (ABInsurtech); pela Associação Brasileira das Empresas de Corretagem de Resseguros (Abecor); pela Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR); pela Associação Nacional das Resseguradoras Locais (ANRE); e pela Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber).

Leia a íntegra da nota:

O PLC nº 29/2017, oriundo do PL 3555/2004, de autoria do então Deputado José Eduardo Cardozo, é basicamente uma proposta de lei que regula os seguros privados e o resseguro no Brasil, revogando artigos do Código Civil.

O PLC estabelece em detalhes regras aplicáveis, indistintamente, a seguros de grandes segurados (por exemplo, riscos de engenharia, riscos operacionais de grandes empresas e garantia) e de pequenos e hipossuficientes segurados (como, por exemplo, os contratantes de seguros de automóvel e de celular), estes últimos atualmente já protegidos pelo Código do Consumidor.

Há diversos problemas na proposta do PLC. O mais marcante é a perspectiva de igual e inadequado nível de proteção legal a todos os segurados. Trata-se de uma visão dirigista, com drástica redução da liberdade contratual e da imposição de regras complexas e desconectadas da realidade que inviabilizam a inovação e a adoção de novas tecnologias.

Seguradoras brasileiras, em razão da legislação, sempre tiveram dificuldade para oferecer coberturas inovadoras e/ou destinadas a suprir as reais necessidades da sociedade. As consequências disso afetam a sociedade como um todo, porque o seguro é instrumento de gerenciamento de risco que, nessa condição, viabiliza a realização de negócios com ganho de eficiência e produtividade. 

Nessa linha, o PLC tem impacto negativo, inclusive, no aumento de competidores e de penetração do mercado de seguros, uma vez que elaborado em 2004, traz conceitos desatualizados em face dos avanços tecnológicos das últimas duas décadas. Isso porque desconsidera a contratação de seguros por meios remotos e a oferta de coberturas vocacionadas a processos mais simples de comercialização, já ofertados inclusive por novas seguradoras que atendem um público por muito tempo pouco atendido pelo setor de seguros brasileiro. Ao desconsiderar estas novas tecnologias, o PLC gera um aumento drástico da insegurança jurídica e dos custos de regulação, colocando em risco esses novos modelos de negócios e prejudicando o acesso a produtos de seguros. O Open Insurance, por exemplo, ficaria inviável. 

O PLC coloca o Brasil décadas atrás de outros países de economia relevante e atrás dele mesmo, considerando o estágio atual da legislação, que inclusive já estabelece diferenciação entre os seguros massificados e de grandes riscos.

Os seguros de grandes riscos são contratados por segurados que demandam coberturas específicas. Assim, o estabelecimento de um ambiente contratual de seguros extremamente regulado prejudicará os seus interesses. Eles (i) perderão condições de buscar e construir seguros adequados às suas necessidades e (ii) eventualmente, não conseguirão obter sequer algumas coberturas padronizadas, uma vez que pessoas jurídicas serão sempre tratadas como consumidores hipossuficientes.

Seria mais uma desvantagem para empresas brasileiras na competição, no Brasil e no exterior, com empresas estrangeiras. Ademais, o próprio mercado de seguros e resseguros brasileiro verá grandes riscos de empresas brasileiras multinacionais serem colocados no exterior.

Vale notar, desde 2004, data em que se elaborou o Projeto inicial (PL 3555/2004), o mercado de seguros e resseguros passou por relevantes alterações conduzidas a partir da Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019). 

A principal modificação foi a maior liberdade das seguradoras e dos grandes segurados para negociarem contratos de seguros adequados às suas demandas.

Ainda estamos longe dos países desenvolvidos, mas o Estado já pode hoje focar mais na regulação e supervisão dos produtos massificados e sua comercialização e na solidez econômica e financeira do setor.

Há, ainda, inúmeros exemplos de regras ruins trazidas pelo PLC.

A regulação de sinistro ganharia um ator independente: o regulador de sinistro. Este supostamente não responde à seguradora e nem ao segurado. Entretanto, essa independência eliminará a responsabilidade direta das seguradoras pelo que é feito pelo regulador, o que é prejudicial ao segurado. 

Essa nova categoria demandará supervisão da SUSEP e mais regras e procedimentos, tornando o mercado brasileiro de seguros extremamente exótico (comparado a outros mercados). Ganham somente profissionais que atuam na regulação de sinistros, cujo status passará (se isso resistir à realidade da vida econômica) a ser, na prática, de “juízes” de sinistros.

Essa nova sistemática inclusive enfraquece os segurados. Isso porque o regulador de sinistros não terá a capacidade econômica que uma seguradora tem para responder por seus erros, nem as estruturas de governança impostas pela legislação às seguradoras.

Outro ponto crítico é o registro prévio das condições contratuais, que o PLC exige em qualquer caso. Com isso, padroniza-se as garantias para riscos naturalmente desiguais, reduz-se a possibilidade de criatividade e inovação, além de burocratizar insustentavelmente a operação de seguros, mais do que já foi no passado do próprio mercado brasileiro.

Note-se que, com o registro prévio de condições, o seguro de uma plataforma de petróleo ou de riscos operacionais estará sujeito ao mesmo procedimento de verificação pela SUSEP que um seguro de celular. Isso não faz qualquer sentido e agravará exponencialmente problemas históricos dos seguros brasileiros.

Outro exemplo de norma totalmente arcaica é a previsão de que a seguradora deverá notificar, por carta registrada, o segurado para que seja constituída a mora. Tal medida gera custos altos que serão suportados pelos milhões de segurados que pagam seus prêmios tempestivamente e impactam, mais uma vez, os modelos de negócio digitais.

Em relação ao resseguro, o PLC integra o resseguro no seguro de forma ampla. Não há precedentes nessa linha em legislações de países desenvolvidos. Deveria, a se aprovar o PLC, ser simplesmente suprimido o Capítulo que trata desse assunto, pois já existe a Lei Complementar nº 126, que trata das operações de resseguro. 

Por exemplo, há no PLC regra prevendo em que o resseguro deverá ser aceito tacitamente, ou seja, com a proposta de cobertura de resseguro, ao se passarem dez dias, o ressegurador já terá aceitado o risco.

Isso aprovado, além da pretensa e difícil aplicação da regra em outras jurisdições, o Brasil tornar-se-á motivo de “perplexidade” (para dizer o mínimo) internacional. Qualquer mensagem recebida por qualquer ressegurador operando no Brasil (brasileiro ou estrangeiro) demandará uma resposta imediata com disclaimer negando a aceitação do risco, se disso tratar a mensagem. Não há nada parecido nem nas mais atrasadas legislações e leis de seguro do mundo.

Outro ponto importante é o regramento proposto pelo PLC para a arbitragem.

A Lei de Arbitragem brasileira garante a segurança jurídica necessária para o florescimento de um meio de resolução de litígios por meios alternativos. As alterações propostas, além de desfigurar normas que vêm funcionando a contento, conflitam com disposições da Convenção de Nova York (Decreto Legislativo nº 4.311/2002). Será mais uma perda de reputação do Brasil, que já se destaca no cenário internacional da arbitragem.

Em suma, o PLC nº 29/2017 pretende estabelecer no Brasil, independentemente de conexões produtivas e funcionais com o mercado global, um setor de seguros e resseguros sujeito a regras exóticas e erradas, especialmente danosas porque equiparam grandes segurados a consumidores hipossuficientes.

O resultado, com perdas evidentes para toda a sociedade brasileira, será a oferta de seguros piores e mais caros. E isso afeta diversos setores que dependem de proteções de seguro, como agropecuária, grandes obras, mineração, extrativismo e varejo e consumo em geral. Basicamente, toda a economia.