Seguros SURA está entre as 10 principais seguradoras no ramo transporte do Brasil  

Fonte: SURA

Segundo o ranking da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), a Seguros SURA se manteve entre as 10 principais seguradoras do país em prêmios emitidos no produto de Seguro Transporte. Com foco no trabalho de Gestão de Tendências e Riscos os resultados da seguradora vêm crescendo ano após ano, colocando a companhia como uma das referências em seguro transporte no país.  
 

“Os resultados de 2022 mostram que estamos colhendo os frutos do nosso trabalho de tantos anos. Implementamos um novo modelo de processo operativo, conferindo ainda mais agilidade nos processos de faturamento e subscrição, além disso, a SURA tem bastante autonomia de decisão local. Uma das principais novidades da SURA no Brasil, que temos para melhorar nossa proposta de valor ao mercado logístico é o MovaMais, um hub de serviços inovador da SERVIÇOS SURA”, explica Amilcar Spencer Fryszman, diretor de Transportes da SURA.
 

MovaMais tem como propósito promover apoio na aquisição dos serviços de gerenciamento de riscos para o segmento logístico brasileiro, gerando agilidade e velocidade na cotação, análise e contratação das melhores soluções existentes no mercado, oportunizando uma experiência única e assertiva, conectando o mercado logístico com as soluções adequadas ao perfil de necessidade da empresa contratante. 
 

Segundo Amílcar Spencer Fryszman, o relacionamento de longo prazo com corretores e clientes e fácil acesso dos corretores aos diferentes níveis de gestão da companhia é parte fundamental dos resultados da SURA em 2022. “A SURA segue crescendo com grande relevância no Brasil, e uma parte desses resultados é a soma entre a nossa estratégia de permanente melhoria de produtos e serviços, proximidade dos nossos parceiros e corretores, uma subscrição ágil e um novo processo operativo em todos os setores da nossa companhia. Estas ações manterão a SURA sempre como umas das principais seguradoras de Transportes do nosso país”. 

Para 2023, a expectativa de crescimento da seguradora é ainda maior. “Esperamos ter um aumento superior em 2023 e mostrar mais uma vez a força que o Seguro de Transporte da Seguros SURA tem no mercado”, finaliza o executivo. 

Liberty aposta em foco no cliente para revolucionar experiências com seguros

liberty seguros

Fonte: Liberty

Um dos principais objetivos de negócios da Liberty Seguros é garantir que os clientes tenham a melhor experiência possível com a companhia, desde a contratação dos produtos até o atendimento. Como parte deste trabalho, a seguradora realiza pesquisas com os próprios consumidores e corretores parceiros para entender sobre as jornadas atuais e, assim, definir novas oportunidades de negócios e possíveis melhorias, sempre colocando as necessidades das pessoas em primeiro lugar.

“Vivemos num mundo em transformação. As necessidades e expectativas das pessoas mudam constantemente e, por isso, é preciso saber ouvi-las e estabelecer jornadas positivas para os clientes. Essa atenção faz toda a diferença na experiência de companhias de segmentos variados, inclusive o segurador, que é responsável pela proteção de alguns dos bens mais preciosos das pessoas”, explica a diretora de Transformação da Liberty Seguros, Daniela Bouissou.

Durante a pandemia, o conceito de “burning platform”, uma metáfora usada para explicar a necessidade de mudar para sobreviver, ganhou força, apesar do medo das consequências desconhecidas. Essa ideia justifica o investimento em competências para o futuro – como o uso do digital, por exemplo, hoje indispensável na sociedade.

Customização é a chave para jornadas positivas

Nesse contexto, as organizações, incluindo as seguradoras, precisam estar preparadas para personalizar as experiências dos clientes, pois cada vez mais as pessoas buscam por produtos e serviços feitos para elas. A flexibilidade e a agilidade são indispensáveis para que as companhias adaptem a oferta aos clientes. Empresas engessadas em modelos específicos de atendimento ou portfólio de produtos correm o risco de rapidamente deixar de atender às necessidades de seus públicos. A conclusão do cientista evolucionista Charles Darwin, de que não são os mais fortes ou inteligentes que sobrevivem, mas os mais adaptáveis às mudanças, também se aplica ao mundo empresarial. 

A disponibilização de tecnologias e ferramentas que facilitem o dia a dia de forma customizada é algo feito de forma perene pela Liberty, tendo como exemplo recente as plataformas Meu Momento de Vida e Meu Momento Residência, que permitem a contratação de seguros de vida e residencial, respectivamente, de forma 100% digital e de acordo com o momento familiar e patrimônio de cada cliente.

Outro ponto importante é sempre inovar – movimento com o qual Liberty é comprometida há anos. A seguradora é vista como referência nessa temática dentro do setor, seja nos produtos e serviços oferecidos, na capacitação de corretores ou nas práticas de inclusão e equidade. Ao criar novas soluções e constantemente atualizar as já existentes, é possível oferecer jornadas fluidas, ágeis e transparentes aos consumidores e, consequentemente, gerar um encantamento e fidelização com a marca.

Para Bouissou, as seguradoras devem desenvolver uma mentalidade omnichannel e incorporar o comprometimento com o que os consumidores querem, sempre mantendo a flexibilidade e a agilidade em mente. Isso implica na disponibilidade para testar soluções, e voltar atrás se for necessário. “A melhoria contínua e a disrupção conversam muito bem, e essa é uma tendência presente não só no mercado de seguros, mas em diversos outros”, reitera a executiva.

Uso de dados e IA

O uso inteligente, consistente e correto dos dados é essencial para a melhoria de serviços digitais. Além deles, é necessário entender tendências e fazer conexões mais amplas para que as novas opções façam sentido para o momento das pessoas.

Nesse contexto, a Liberty disponibiliza opções de atendimento digital, via WhatsApp, aplicativos próprios e no próprio site da companhia, para situações de dúvidas, requisição de assistência ou até mesmo para reportar sinistros. Tal trabalho, que combina a inteligência artificial com a humana, é alinhado com as tendências de customer experience – de acordo com o estudo CIO and Technology Executive Survey, realizado pelo Gartner em 2023, a previsão é de que, até 2025, 85% das interações entre clientes e empresas sejam realizadas através de canais e soluções digitais, como chatbots.

“Temos um histórico de usar tecnologias para capturar os dados necessários para fazermos uma oferta mais assertiva aos clientes. Um exemplo são as plataformas para seguros de vida e residência, que utilizam informações inseridas pelos próprios usuários para recomendar o melhor produto para cada pessoa, apoiando o trabalho dos corretores de seguros”, finaliza a diretora. 

Sobre a Liberty Seguros

A Liberty Seguros atua no mercado brasileiro desde 1996 e está entre os maiores grupos seguradores do país. Com prêmios de R$5.8 bilhões em 2022 e uma carteira com mais de 3,6 milhões de clientes, tem cerca de 1.8 mil funcionários e possui filiais em todo Brasil. Com mais de 20 mil corretores em todo o território nacional, a Liberty Seguros possui um portfólio com soluções de seguros para pessoas físicas, empresas e grandes riscos e está presente em diversos canais de venda. É pioneira em seguros personalizados para funcionários de empresas, o seguro de afinidade (Affinity) e é especialista na venda no canal Concessionária, por meio da marca Indiana Seguros.

AM Best eleva rating da Austral Seguradora e Austral Re para A- em escala global

A agência global de avaliação de riscos AM Best, especializada no setor de seguros e resseguros, elevou o Índice de Força Financeira do Grupo Austral, composto pela Austral Seguradora e Austral Resseguradora, para A- (Excelente) em escala global. Esse nível de rating é atribuído a grupos seguradores e resseguradores que, na avaliação da agência, possuem uma excelente capacidade de atender às suas obrigações operacionais. O rating de Crédito de Emissor de Longo Prazo (ICR de Longo Prazo) também foi elevado para “a-” (Excelente).

Em comunicado divulgado dia 28 de abril, a agência ressalta a boa performance da companhia, a qualidade dos seus resultados técnicos e seus indicadores financeiros positivos. Na opinião da agência, a Austral apresenta uma sólida estrutura de capital, evidenciada pelo Best’s Capital Adequacy Ratio (BCAR), que está avaliado no nível mais forte.  

“O aumento do rating da Austral pela AM Best é um atestado da qualidade de nossas operações e de nossa equipe de subscrição. A companhia investiu muito no aprimoramento de seus processos de precificação e de governança de riscos, o que, acreditamos, está sendo reconhecido, junto com outros investimentos que fizemos, nessa revisão positiva de nosso rating pela agência”, afirma o CEO Austral Re, Bruno Freire, em comunicado.

Ele confirma ainda que essa ação de elevação do rating pela AM Best tem o potencial de ampliar as oportunidades de negócios exploradas pela Austral, aumentando sua participação em operações no Brasil e na América Latina, onde, a partir de seu escritório em Bogotá, poderá também incorporar novas geografias ao seu já amplo portfólio regional. 

Para a resseguradora, a avaliação é um atestado de eficiência e solidez financeira que credencia a companhia a participar dos principais programas nacionais e internacionais de resseguros e dá sustentação à sua estratégia de expansão dentro e fora do Brasil. 

A Austral Seguradora e a Austral Resseguradora também possuem rating de crédito da S&P Global, reafirmado em brAAA/estável, o nível mais elevado na escala nacional, de acordo com a última revisão feita pela agência.

MetLife aposta em mais uma oportunidade de negócios para o setor de seguros 

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As parcerias comerciais são um canal estratégico de vendas de seguros de vida individuais para o crescimento da MetLife no Brasil e principalmente para a democratização do acesso à proteção e ao planejamento financeiro. Tendo esta afirmação como a linha mestra da estratégia da companhia, a seguradora americana tem investido em oportunidades de negócio capazes de impulsionar a comercialização de seus produtos.

Neste mês anunciou o canal de representantes de seguros, que proporciona aos parceiros comerciais autonomia em seus negócios, suporte administrativo e de conteúdo da MetLife para que possam escalonar seus negócios, com o grande objetivo de estimular o empreendedorismo com suporte e know-how da seguradora para empreender e contribuir com o desenvolvimento dos negócios dos parceiros.   

A aposta na especialização e no sucesso das empresas parceiras tem rendido frutos. “Temos um enorme potencial para crescer neste segmento no Brasil. Menos de 20% das pessoas tem um seguro de vida, quando em países como Japão e Estados Unidos este indicar é superior a 70%”, afirma Guillermo Innocenzi, vice-presidente comercial da MetLife. 

O bom desempenho é creditado a vários fatores, como ter bons produtos, uma plataforma digital simples e ágil para o corretor fechar negócios no celular e, principalmente, que oferece uma jornada amigável para clientes administrarem sua apólice e benefícios. No entanto, o relacionamento com a rede de corretores parceiros é como o ar que nutre o pulmão. “Sem ele, nada funcionaria”, explica Innocenzi.

O executivo afirma ainda que a MetLife tem a missão de dar o suporte necessário para que os representantes de seguros consigam prospectar e assessorar corretoras e empresas que queiram crescer na venda de seguros individuais, que representa 30% das vendas totais da MetLife. 

“O mercado de seguros de vida cresce muito com corretores especializados. O profissional tem de ajudar o cliente a tomar as melhores decisões. Enxergar valor e entender que a oferta tem valor. Investimos muito em desenvolvimento de ferramentas, tecnologia e treinamento para apoiar os nossos parceiros de negócio a construírem o seu mercado, pois sabemos que todos ganham quando a qualidade de serviço prestada é uma prioridade”, garante. 

Mudanças realizadas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) em novembro de 2021 provocaram as companhias a investirem em novas horizontes de negócio. A MetLife aderiu ao estímulo do órgão regulador e aposta nessa nova oportunidade de negócio, que é essa figura regulada do  representantes de seguros.

“Começamos a construir um modelo independente, com autonomia e isso tem atraído corretoras para a venda individual. Temos um programa de relacionamento com nossa rede de corretoras diferenciado que estimula que as empresas parceiras se dediquem neste ramo, o que torna o período inicial de adquirir conhecimento do mercado um investimento na carreira”, explica. 

Uma das parcerias da MetLife no desenvolvimento de profissionais é a Gorilla Life, empresa representante de seguro especializado em seguro de vida individual. Três profissionais com vivência no mercado financeiro de seguro de vida, incluindo um longo período de prestação de serviço na seguradora americana, decidiram criar um hub de formação de especialistas em vendas. “Prospectamos e  assessoramos corretoras para conquistarem alta performance em seus negócios”, conta o sócio Ricardo Teixeira. 

O cenário é promissor. Com a pandemia, as pessoas ficaram mais preocupadas com os riscos e com os imprevistos que podem acontecer no dia a dia e se tornaram mais conscientes da importância de ter uma proteção. Isso ampliou a oferta de produtos e de serviços e, principalmente, preços acessíveis para todos os bolsos. 

No primeiro bimestre de 2023, o setor arrecadou R$ 9,5 bilhões em prêmios em seguro de vida, um acréscimo de 15,1% sobre 2022. As indenizações pagas ultrapassaram R$ 2,3 bilhões, 6,5% maior em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. Em 2022, o seguro de vida registrou vendas totais de R$ 57,8 bilhões, alta de 13%. As indenizações chegaram a 14,2 bilhões, segundo dados da Susep analisados pela CNseg, a confederação nacional das seguradoras. 

De acordo com o Plano de Desenvolvido do Mercado de Seguros (PDMS), divulgado pela CNseg no início do ano, a previsão é de que o seguro de vida atinja vendas de R$ 121 bilhões até 2030 e R$ 27,3 bilhões em indenizações pagas. Considerando-se todos os produtos do setor de seguros (seguros de pessoas, patrimonial, saúde e títulos de capitalização), a projeção de vendas é de R$ 1,13 trilhão no período, considerando-se efeitos macro e micro na economia brasileira, o que elevaria a participação de seguros no PIB dos atuais 6,6% para 10,1%, sendo o seguro de pessoas (previdência privada e vida) com o maior peso: 4,1%.

Segundo o sócio Teixeira, o objetivo de fundar a empresa Gorilla, há um ano, foi criar um lugar livre onde empreendedores possam se aprimorar, fazer negócios e prosperar. Segundo Teixeira, além do crescimento exponencial estimado para os próximos anos para o segmento, outro argumento que atrai profissionais a investir tempo e recursos no seguro de vida é que uma venda de uma única apólice pode gerar comissão por 10, 20, 30 anos. 

O sócio da Gorilla cita um exemplo prático. Uma apólice com pagamento mensal de R$ 1 mil gera uma comissão mensal de até R$ 600, R$ 7,2 mil no primeiro ano. Nos três anos seguintes, R$ 864 por mês. Ou seja, R$ 9,79 mil ao ano, nos quatro primeiros anos de vigência. “Nosso modelo é direcionado para que as corretoras queiram uma parceria a longo prazo porque tem um bom produto e boa remuneração pela prestação de serviço. O corretor parceiro tem liberdade para atuar como quiser, desde que não descumpra as regras do mercado”, explica.

Em 2022, a Gorilla gerou R$ 10 milhões em vendas de seguro de vida com apenas 26 corretoras parceiras. “Foram mais de 1,6 mil clientes conquistados, com capital financeiro segurado superior a R$ 2 bilhões”, comemora. Deste total, 60% são seguros de proteção da vida e 40% com cobertura para pagamentos vitalícios, ou seja, até o fim da vida do beneficiário. 

Corretoras parceiras são assessoradas na Gorilla Academy, um centro especializado. “Assessoramos corretoras com alta performance de sucesso.. Em 2022, 100 corretoras de seguros passaram pelo assessoramento da Gorilla e já estão na ativa. Até dezembro de 2025, a expectativa é ter 250 corretoras especialistas no mercado para as famílias brasileiras. 

As corretoras assessoradas não possuem exclusividade. “Começar em um mercado nunca é fácil, por isso damos uma assessoria especial às corretoras que apostam neste segmento de seguro de vida, com projeções animadoras para os próximos anos. A Gorilla foi um exemplo disso, e por isso nossa parceria prospera”, afirma Innocenzi. 

Atualmente, a MetLife tem 19 representantes de seguros, com 125 sub-representantes, que totalizam mais de 1 mil corretores cadastrados dentro desta nova oportunidade de negócio. A expectativa é de ter 1,5 mil empresas cadastradas até 2026, atuando em diversas regiões do Brasil, dos mais diferentes portes. Desde corretoras pequenas até estrutura com mais de 50 corretores, que se tornam empresários especializados em seguro de vida. 

É possível ficar milionário vendendo seguro de vida? Innocenzi, que trabalha há mais de 20 anos neste setor, afirma que pode ser que sim. “Mas certamente afirmo que é possível ter prosperidade profissional, a vida toda, uma vez que os contratos de vida são de longo prazo, com comissões pagas mensalmente”, cita. 

Além, é claro, da vantagem de se trabalhar em um nicho que tem propósito. “O seguro tem um importante papel social, com um apelo inegável de proteção financeira a qualquer indivíduo para ser usado em vida, como uma indenização diante de um diagnóstico de doença grave até assistência para adaptar a casa em caso de invalidez, como para servir de recomeço aos seus familiares em caso de perda do mantenedor financeiro. Acreditamos que seguiremos crescendo de uma forma expressiva nos próximos anos. É por isso que um dos principais objetivos da MetLife é ampliar o acesso das pessoas ao seguro de vida”.

Lockton anuncia aquisição da THB Brasil

da esquerda para direita: Eduardo Lucena, CEO da THB Brasil, torna-se Deputy CEO da Lockton Brasil; José Otávio Sampaio permanece CEO da Lockton Brasil; Felipe Leão de Moura, presidente da THB Brasil, assume a operação de Risk Solution.

Depois de quase seis meses em negociações, a corretora de seguros Lockton anunciou a aquisição da THB Brasil, empresa do grupo Amwins, considerado o maior wholesale broker dos Estados Unidos. Eduardo Lucena, CEO da THB Brasil, assume como deputy CEO da Lockton Brasil, que com a compra se torna uma corretora que gerencia mais de R$ 3 bilhões em prêmios de seguros. Os demais termos da transação não foram revelados.

“Estamos motivados para começar essa nova fase da corretora”, comenta José Otávio Sampaio, CEO da Lockton Brasil. “As duas companhias separadamente, Lockton e THB, apresentaram bom desempenho nos últimos anos. Com essa transação, a empresa se tornará ainda melhor, permitindo uma expansão significativa e duradoura no relacionamento com nossos clientes, seguradoras e resseguradoras. Criaremos mais oportunidades aos nossos colaboradores para alcançarmos juntos o nosso objetivo de dobrar de tamanho nos próximos 3 anos”, diz.

A aquisição da THB é um dos investimentos feitos pela Lockton com o objetivo de expandir suas operações no mercado brasileiro. Recentemente, a corretora atraiu os melhores talentos em Risk Solutions, People Solutions e Reinsurance. Com a THB, a Lockton reforça seu time comercial, expande sua capacidade no País e abre oportunidades de novos negócios e no desenvolvimento de produtos.

“O mercado de seguros brasileiro deve crescer nos próximos anos e, para mantermos nossa competitividade, precisamos inovar constantemente para atender às necessidades de nossos clientes”, diz Eduardo Lucena, CEO da THB Brasil, em nota. “Estamos entusiasmados para unirmos forças com a Lockton e fazermos parte desta cultura independente, centrada no cliente e focada em pessoas”.

Segundo Lucena informou ao Valor, a Lockton Brasil terá como meta dobrar o faturamento em prêmios ao longo de três anos para R$ 6 bilhões. “Ficamos com escala bem maior em termos de número de clientes e a escala global da Lockton vai nos ajudar a acelerar o crescimento no Brasil”, destacando oportunidade de crescimento no mercado local em áreas como seguros financeiros, seguro garantia, seguro de propriedades, além de seguro saúde, odonto e de vida empresariais.

A combinação de dois grandes players do mercado de seguros e consultoria, líderes do mercado de seguros brasileiro e de People Solutions, viabilizando acesso a soluções inovadoras para todos os clientes, garantem os executivos em comunicado.  

Veja a nova composição do corpo executivo:

  • José Otávio Sampaio permanece como CEO da Lockton Brasil;
  • Eduardo Lucena, CEO da THB Brasil, torna-se Deputy CEO da Lockton Brasil;
  • Felipe Leão de Moura, presidente da THB Brasil, assume a operação de Risk Solutions;
  • Marcello Avena permanece à frente da operação de People Solutions;
  • Conrado Malburg continua responsável por Reinsurance. 
  • Carlos Eduardo Sarkovas segue no comando da área comercial.

Latin Re, corretora brasileira de resseguros, desembarca em Miami

A Latin Re comemora 4 anos em grande estilo. Com o objetivo de se tornar a melhor corretora de resseguros da América Latina, inaugura escritório de consultoria em resseguros e seguros de grandes riscos em Brickell, coração financeiro de Miami, no estado de Flórida (EUA). Com investimentos que podem chegar até US$ 5 milhões, a corretora vislumbra a internacionalização, tendo como sustentação os melhores profissionais do mercado latino-americano para entregar as melhores soluções de resseguros globais.

“É com grande entusiasmo que anunciamos a expansão das nossas operações para Miami, um dos destinos mais inspiradores e inovadores do mundo e o principal hub de seguros e resseguros da América Latina”, anunciam Maria Eduarda Bomfim, CEO da Latin America Re, e Felipe Freire de Aragão, sócio diretor da Latin America Re, na abertura do coquetel para cerca de 150 convidados, realizado num passeio de barco pelos pontos mais charmosos da cidade.

“Já há alguns anos, ficou claro que Miami se tornou o hub da América Latina e as relações que desenvolvemos aqui são significativas e muito importantes para o próximo nível da Latin Re. Então aqui estamos nós: queremos estar presentes neste importante centro e cada dia mais perto de todos vocês presentes no mercado de Miami. Portanto, para nossa operação aqui, vocês interagirão diariamente com Caroline Toledo, que é nossa chefe internacional ao lado de David Lozano, que tenho certeza que a maioria de vocês conhece há muito tempo, e que está se juntando a nós como Chief Broking Office para nossa operação na América Latina”, disse Duda, como é mais conhecida a CEO da Latin Re.

Os executivos agradeceram aos parceiros que os ajudaram a trilhar o caminho que os consagra como um dos melhores brokers (corretores) de resseguros do Brasil e agora parte para conquistar também clientes mundo afora com a base de Miami. “Nosso time já trabalhou com as principais empresas nacionais e multinacionais localizadas no Brasil, além de participar de colocações complexas de contratos multilinhas”, cita Aragão.

“Contamos com diversos parceiros no mercado segurador e ressegurador local, assim como parcerias estratégicas com os brokers mais especializados de Londres. Possuímos estreita colaboração com estes mercados para garantir que as soluções estejam alinhadas com as necessidades e atividades dos clientes, a fim de evitar eventuais gaps de cobertura”, acrescenta,

A chegada em Miami, que vem atraindo empresários do mundo todo, vem sendo preparada há 3 anos. Os eventos para o lançamento começaram no mês passado. A Latin Re patrocinou Bia Haddad no Miami Open, um dos maiores torneios de tênis do mundo. A tenista comemorou a chegada da corretora em Miami. “Tenho muito orgulho em ter a Latin Re como uma das minhas parceiras, pois é uma empresa que apoia as mulheres e abre portas para o empoderamento feminino. Agora eu que estou na torcida e admirando todo o trabalho e resiliência de vocês por este passo de ingressar no mercado de Miami”.

Seguros é um passo lógico na mudança do caráter econômico do sul da Flórida, um estado que enfrenta muitas perdas com catástrofes naturais e tem na indústria de seguros um grande apoio financeiro. Vale lembrar que até 2021, os EUA ocupam a liderança no ranking de seguros mundial, com vendas de US$ 2,7 trilhões. O Brasil está em 17o lugar no ranking mundial, com US$ 62 bilhões. “Este novo escritório também é nossa janela para a região da América Latina como um todo, pois identificamos a importância e a necessidade de sermos independentes, locais e conhecedores”, acrescentou Duda.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao Sonho Seguro.

Quais as conquistas nesses 4 anos da empresa?

Os primeiros anos da Latin Re foram cruciais para a consolidação de nossas operações, equipe, identidade de marca e posicionamento no mercado. Olhando para trás, é possível ver que hoje somos, de fato, um marketplace de resseguros e somos reconhecidos como tal. Temos uma ampla atuação nas mais diversas linhas de negócio, com uma equipe de especialistas altamente capacitados e reconhecidos no mercado de resseguros. Consequentemente, nossa carteira de clientes cresceu e nos tornamos líderes de mercado em alguns nichos, como aeronáutico, energia, financial lines e property.

2022 foi um bom ano?

Em 2022, tivemos um aumento de 50% em nosso faturamento e ampliamos nosso quadro de colaboradores. Consolidamos nossa posição de destaque nas linhas de aviação, financial lines, energia e property, o que nos permitiu estruturar nossa área de Specialty por unidades de negócios. Essa reorganização contou com a liderança de profissionais especializados em cada uma dessas áreas. Vale destacar a criação da Latin America Wholesale Broker, uma subsidiária white label da Latin Re dedicada ao atendimento de corretores e acesso ao mercado segurador de riscos corporativos.

Quais os desafios para 2023?

Nosso objetivo é manter o ritmo acelerado de crescimento, mantendo o padrão de qualidade e expandindo nossa atuação regional. Isso foi evidenciado pela abertura de nosso escritório em Miami, que nos permitiu internacionalizar o reconhecimento que obtivemos no Brasil. Continuaremos investindo em talentos que compartilhem a nossa cultura empresarial e possuam conhecimento e experiência no mercado internacional de resseguros.

Hoje é possível negociar e colocar contrato de forma virtual. Por que Miami?

Apesar do avanço da tecnologia e do aumento das relações virtuais durante a pandemia, o nosso mercado é baseado em serviços especializados e em relacionamentos pessoais de alto nível. Para nós, não há dúvida de que nada supera as relações interpessoais estabelecidas por meio do convívio constante e presencial. Por isso, acreditamos que a presença física em eventos e encontros é fundamental para fortalecer os laços comerciais. Miami é um importante hub internacional e um local estratégico para estabelecer relacionamentos e prestar serviços aos nossos clientes. É aqui que estão baseados os grandes players provedores de capacidade para a região e os nossos parceiros de negócios estratégicos.

Qual o investimento para internacionalizar a corretora?

Não é muito diferente do que construímos no Brasil. Nosso foco sempre foi encontrar as pessoas certas, ter a equipe correta de pessoas alinhada com nossa visão e estratégia de longo prazo, o que traz retornos exponenciais. Acreditamos em pessoas e negócios, mais do que em volume de recursos. No Brasil, a Latin Re experimentou com sucesso essa abordagem e alcançou resultados muito antes do planejado em nosso projeto inicial. Agora estamos concentrando esforços e energia para que nossa internacionalização siga o mesmo caminho. Planejamos investir entre US$ 1 e US$5 milhões.

Conte um pouco sobre como será o escritório?

No início, teremos duas pessoas trabalhando em Brickell, Miami. São indivíduos bem conhecidos e com ampla experiência no mercado regional, além de terem nossa confiança e alinhamento com nossa visão. Sem dúvida, todo o time de executivos e sócios da Latin Re estará presente para fortalecer ainda mais nosso vínculo com o mercado local, como Caroline Toledo, nossa head de Riscos Internacionais.

Cite algumas colocações importantes que contaram com a especialização dos profissionais da Latin Re

Agradeço muito a Azul Linhas Aéreas, Asas insurance, Essor e Excelsior Seguros, por terem sido as primeiras a nos dar o mandato para cuidar de seus riscos, ainda no nosso primeiro mês de atuação. Atualmente, estamos lidando com o maior risco de geração de energia do Brasil, a companhia aérea com a maior frota de aviões e fomos escolhidos como o primeiro e único corretor para colocar o maior contrato de resseguros da América Latina. Todos esses clientes têm em comum o fato de terem seus processos de tomada de decisão no Brasil, o que tornou fácil para eles reconhecerem nossas qualidades e agilidade.

Operam com todos os riscos e também com facultativos?

Gostamos de nos apresentar no mercado como um marketplace de resseguro. Queremos ser reconhecidos como uma plataforma de soluções para nossos parceiros, seja em riscos facultativos, contratos, soluções de capital ou transferência de risco alternativa. A Latin Re é uma empresa de soluções na área de seguros e resseguros. Não há nada que não façamos. Nosso foco é 100% em soluções e buscamos essas soluções onde quer que estejam.

Como funciona a parceria com brokers locais de seguros?

Como provedores de soluções, é natural que os corretores de pequeno e médio porte que não tenham acesso ao resseguro ou não tenham pleno acesso às áreas de subscrição de riscos corporativos nas grandes seguradoras nos procurem, e a parceria acaba sendo uma consequência natural na busca pela entrega de soluções aos clientes finais desses corretores. Como Wholesale, os corretores podem se concentrar mais nas relações comerciais, enquanto fornecemos toda a expertise técnica necessária.

Em resseguros operam sozinhos ou também fazem parcerias com concorrentes para buscar capital para diferentes riscos de um mesmo contrato?

Nosso foco é totalmente voltado para a entrega de soluções e não enxergamos nenhum de nossos semelhantes como concorrentes, mas sim como possíveis parceiros na concretização e entrega dessas soluções. Com isso dito, hoje operamos em parceria tanto local quanto internacionalmente com a grande maioria dos brokers de resseguro.

Miami se consolida como hub de seguros e resseguros para a América Latina

Depois de muitos investimentos, Miami se consagrou como um hub de seguros e resseguros para a América Latina. Propósito que vem sendo construído desde a década de 80. A primeira ideia foi lançar uma Bolsa de Seguros, nos moldes do Lloyd’s of London, instituição que tem mais de 300 anos. Na época, os empreendedores atraíram diversos executivos do maior mercado de seguros do mundo. Não foi tão difícil assim, contam alguns executivos que acompanharam de perto a grande inovação daquela época.

Os mais velhos se animaram com a ideia de trocar o “fog” londrino para viver em uma cidade ensolarada. Os mais novos, da ousadia do projeto e das oportunidades de ganhos financeiros ao atender a entao — e ainda tão sonhada — região da América Latina, com seus incontáveis projetos bilionários para a construção de obras que deem sustentação ao crescimento econômico da região.

Apesar de ainda estar na promessa, o crescimento dos países latinos atrai investidores, que costumam afirmar ser imprudente deixar a América Latina. Eles elencam bilionários investimentos que aguardam apenas um cenário político e econômico mais favorável e que precisarão de milionários contratos de seguros e de resseguro para garantir financiamentos para exploração de petróleo, energia, construção de pontes, rodovias, arranha-céus e troca de plantas industriais mais modernas e conectadas. E claro, de corretores.

A mais nova empresa a desembarcar em Miami é a brasileira Latin Re, uma das 23 corretoras de resseguros atuantes no Brasil, que inaugurou seu escritório de consultoria nesta semana, num coquetel sofisticado, que contou com a presença dos principais executivos deste mundo globalizado de resseguros.

O escritório na área de seguros e resseguros está instalado em Brickell, coração financeiro de Miami, que abriga a sede regional de muitas empresas, especialmente resseguradoras, corretoras, advogados, peritos, subscritores, incluindo o Lloyd’s of London, que consolida mais de 300 empresas com ofertas de vários tipos de seguro desde setembro de 2020, quando lá instalou uma filial para angariar negócios dos países latinos.

Trata-se de uma grande conquista para a corretora, que tem apenas quatro anos de operação no Brasil. “A diversificação dos riscos, a expansão da classe média e a crescente confiança do consumidor fazem da América Latina uma região cada vez mais atrativa para o setor, sendo o Brasil é o principal mercado de re/seguros”, afirma Maria Eduarda Bomfim, CEO da Latin America Re. 

A Latin Re quer ser reconhecida como uma plataforma de soluções para nossos parceiros, seja em riscos facultativos, contratos, soluções de capital ou transferência de risco alternativa. Não há nada que não façamos. “Nosso foco é 100% em soluções e buscamos essas soluções onde quer que estejam. Os resseguradores de Miami já representam mais de 40% do nosso prêmio colocado nos resseguradores não locais”, conta Marcos Luz, sócio diretor da Latin Re.

O crescimento dos negócios em Miami foi acelerado com a pandemia. Muitos executivos trocaram Nova York e Chicago pelo homeoffice com vista panorâmica para o mar do Caribe, que na época oferecia custos com moradia e restaurantes até 40% menores. E lá decidiram ficar até hoje, o que acabou atraindo mais prestadores de serviços e inflacionando os preços de moradias e serviços.

“No passado, Miami era vista como uma porta de entrada – um lugar onde você parava no caminho para um lugar mais importante. Agora é um destino que atraiu importantes grupos de capital e nos, como corretores estamos aqui para atender as necessidades de re/seguros destes grupos”, acrescenta Felipe Freire de Aragão, sócio diretor da Latin America Re.

Resseguro, um negócio global

O mercado global de resseguros é composto por vários hubs, cada um deles com diversas competências e capacidades de risco. Trata-se de uma cidade importante para corretores de resseguros especializados, que podem permitir que os compradores de seguros utilizem os pontos fortes de cada hub individual para obter os melhores termos e condições para seus clientes com uma mistura de capacidade de todo o mundo.

Miami começou timidamente a se desenvolver a partir de 1990. Mas foi depois de 2016 que empresas de peso chegaram para se concentrar nas necessidades específicas de proteção dos clientes da região. A proximidade logística, a afinidade cultural, ter uma grande população de origem latina falando espanhol, bem como a cidade oferecer qualidade de vida, são os principais pontos que fazem de Miami um centro de negociação dos principais contratos de seguros da América Latina.

Inicialmente, as empresas ofertavam basicamente resseguros facultativos, aqueles desenhados sob medida para um risco específico. Hoje é possível encontrar diversas linhas de negócios demandadas pelas seguradoras que atuam na região. Uma das vantagens é que o órgão regulador de seguros na Florida aplica regras mais favoráveis para compradores de seguros da América Latina.

A maioria dos executivos afirma que seguros é um passo lógico na mudança do caráter econômico do sul da Flórida, um estado que enfrenta muitas perdas com catástrofes naturais e tem na indústria de seguros um grande apoio financeiro. Vale lembrar que até 2022, os EUA ocupam a liderança no ranking de seguros mundial, com vendas de US$ 2,5 trilhões. 

De Miami para o mundo

As vendas de seguros no mundo superaram US$ 7 trilhões e na América Latina totalizaram US$ 151 bilhões em 2021, representando 2,2% dos prêmios mundiais, segundo estudo do Swiss Re Institute. Dados de 2022 estão previstos para serem divulgados em julho deste ano.

O mercado de Miami cresce além da região da América Latina, tornando-se um participante ativo no mercado internacional para a Europa Austrália e Ásia Pacífico. Os negócios de Miami complementam a capacidade oferecida por outros hubs globais, como o Lloyd’s of London, Bermudas e mercados europeus.

O hub conta com mais de 100 empresas de seguros, sendo resseguradoras e corretoras de seguros entre as mais atuantes, com um avanço rápido dos MGAs e MGUs. Os managing general agents são semelhantes a um corretor de seguros, um pouco mais especializado. Eles se definem como bons underwriters seniors, que acabam deixando seus postos nas maiores seguradoras internacionais para atuarem como subscritores em empresas pequenas, que chamam de boutique, numa estrutura mais leve e com metas responsáveis de lucro com suas empresas parcerias.

O tamanho do mercado, medido pela receita, da indústria corretores e agências de seguros na Flórida é estimado em US$ 11,8 bilhões em 2023. Espera-se que o tamanho do mercado corretores e agências de seguros aumente 2% em 2023. A indústria de corretores e agências na Flórida cresceu 0,5% ao ano em média entre 2018 e 2023, segundo o portal Ibis World. 

A América Latina ainda é marcada por baixos níveis de penetração de seguros no PIB (Produto Interno Bruto), que vão de 21%, nas Ilhas Cayman, a 1,6%, na República Dominicana. A média é de 3%. O Brasil, neste quesito, aparece em quarto lugar, com 3,9%, de acordo com o estudo. Tais indicadores revelam que há oportunidades de crescimento significativas em comparação com os números de dois dígitos de países da Europa, Japão e Estados Unidos.

O Brasil lidera as vendas de seguros na região, com US$ 62 bilhões, sendo US$ 35 bilhões em seguros de vida e US$ 27 bilhões em seguros gerais. O consumo per capita é de apenas US$ 231 na região, sendo US$ 100 e US$ 130, respectivamente, figurando em sétimo lugar, com US$ 290.

Em resseguros, um mapeamento realizado pela Austral Re, com especialistas do setor de resseguros no Brasil e na América Latina, os prêmios emitidos das resseguradoras locais evoluíram positivamente em 20,4% em 2022, atingindo R$ 13,7 bilhões em dezembro de 2022. Um volume ainda considerado muito pequeno pelos resseguradores.

O mercado de resseguros brasileiro vem passando por um processo de descentralização com a flexibilização da abertura do setor., em 2007. De 100% dos negócios concentrados até então no único ressegurador, hoje apenas 35% estão no IRB Brasil Re, que segue sendo o maior do país, apesar de mais de 100 resseguradores estarem autorizados a operar no país.

Mesmo com maior concorrência, a perspectiva do estudo é de que as negociações de resseguro seguirão bastante difícil por uma questão global, com aumento de taxas em diversos segmentos. Mundialmente, a combinação de perdas por catástrofes e perdas de investimento fazem com que as resseguradas continuem com preços elevados para equilibrar desequilíbrios dos últimos anos. O capital ainda está restrito, disseram eles, com a nova capacidade limitada, mas se mostrou adequado para cobrir as exposições dos compradores.

As resseguradoras, de forma geral, seguirão em busca de maior eficiência com foco na redução da sinistralidade e contam com a eficiência dos corretores de resseguros, como a Latin Re, para concluirem negociações mais vantajosas para todos. No início dos anos 90 o número de corretoras de resseguros não chegava a 10, algumas com mais de 50 anos de atividade. Hoje são 23. 

A aposta dos especialistas do setor é que o hub da América Latina e do Caribe em Miami continuará ofertando capacidade de primeira linha para as necessidades regionais de (res)seguros de seus corretores e cedentes. Todos estão esperançosos de que nos próximos 2 a 20 anos, à medida que os países da América Central e do Sul amadurecerem, haverá uma enorme necessidade de seguro.

Em abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o novo plano de investimento em infraestrutura do governo federal, em substituição ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), terá seis eixos estratégicos: transportes; infraestrutura social; inclusão digital e conectividade; infraestrutura urbana; água para todos e transição energética.

E apesar da instabilidade política e econômica da região, os playeres não se recusam a subscrever seguro, mesmo em áreas submetidas a guerra de guerrilha. Eles apenas cobram mais.

STF invalida leis que permitiam venda ilegal de seguros por associações 

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubaram, por ampla maioria (8 a 1), leis estaduais que permitiam a atuação das associações, como as de proteção veicular (APVs), e cooperativas em Goiás (Lei nº 20.894/2020) e no Rio de Janeiro (Lei nº 9.578/2022), considerando-as inconstitucionais. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) propôs as duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade vitoriosas (ADI nº 6.753 e nº 7.151) contra as leis que buscavam regularizar a atuação ilegal das associações nesses estados. 

Os ministros acompanharam o entendimento do relator, Gilmar Mendes, para quem as associações e cooperativas promovem oferta irregular de seguros, “sem observarem quaisquer normas impostas ao setor”.  

“No julgamento concluído na noite de ontem (2 de maio), a mais alta corte do país extirpou do mundo jurídico duas leis que davam guarida à atuação ilegal das associações nos estados do Rio e de Goiás. Ao mesmo tempo, essa decisão consolida o entendimento contra o exercício ilegal da atividade seguradora, protegendo toda a sociedade”, diz a diretora jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal, lembrando ainda que, no processo julgado pelo Supremo, a Susep assinalou os riscos das associações para os consumidores, sobretudo o de falta solvência para garantir essas operações.

No voto, Gilmar Mendes destacou que já há uma jurisprudência pacífica sobre a atuação irregular das associações, tendo em vista as inúmeras ações propostas pelo Ministério Público Estadual e MP Federal para impedir o desenvolvimento ilegal da atividade seguradora por tais entidades. Ele pontuou ainda que as leis estaduais, ao conferir natureza econômica às associações e às cooperativas e dar-lhes, indevidamente, status semelhantes aos seguros empresariais, usurparam atribuições exclusivas da União, a quem cabe legislar e fiscalizar a atividade seguradora. 

CEO da Chubb confirma expectativas sobre aumentos contínuos do preço do seguro em 2023

A grande expectativa ontem (terça-feira, 2) dos executivos que se concentram em Miami (EUA), hub de resseguros para a América Latina, era com a fala de Even Greenberg, CEO da Chubb, uma das maiores seguradoras do mundo em seguros de grande riscos. O discurso confirmou exatamente o que os corretores de resseguros, seguradoras e clientes esperavam: o cenário difícil nas negociações de contratos de resseguros continuarão firmes em 2023, o que encarece o preço do seguro, uma vez que o resseguro é o seguro das seguradoras, matéria prima básica para contratos de riscos elevados.

As negociações dos contratos de janeiro e de abril, principais meses de renovação, foram difíceis, mas os corretores conseguiram capacidade para seus clientes sem grandes históricos de acidentes. Mas os reajustes de preço foram sempre para cima, em todos as regiões do planeta. Até para o Brasil, um país tido como “isento” de catástrofes. Se bem que as perdas com seguro rural mudaram muito este rótulo nas negociações desde 2022.

“As perdas consideradas catastróficas tanto pela seca como pelo excesso de chuvas no seguro rural mostraram para muitos players a importância do corretor de resseguro em trazer capacidade de colocação de risco”, comenta Felipe Freire de Aragão, sócio diretor da Latin America Re.

“Estamos num cenário de hard market, que nos desafia dia a dia a negociar melhor e encontrar capital disponível em todo o mundo para nossos clientes. Temos conseguido renovar grandes apólices pelo mesmo valor, mas com cobertura maior, o que se traduz em um desconto para o cliente. Por isso inauguramos nosso escritório em Miami, para acessar novos e tradicionais investidores”, afirma.

Assim como Aragão, diversos convidados presentes no evento compartilham da mesma opinão resumida o presidente e CEO da Chubb Ltd., Evan Greenberg, disse ele durante sua apresentação na Riskworld, a conferência anual da Risk & Insurance Management Society Inc. em Atlanta, de 31 de abril a 3 de maio.

Greenberg disse que o atual ambiente de precificação de seguros de Property & Casualty (P&C) provavelmente continuará enquanto as seguradoras lidam com o aumento dos custos de perdas devido à inflação, decisões judiciais mais altas e reclamações relacionadas ao clima, disse ele, citando inclusive o seguro de responsabilidade civil de executivos, conhecido como Directors & Officers (D&O).

Embora a inflação possa desacelerar para algumas exposições de riscos de property, as taxas de responsabilidade civil precisarão continuar subindo à medida que os litígios aumentam. Enquanto isso, o uso de inteligência artificial deve se expandir no setor de seguros, disse Greenberg. “Estamos no meio de um mercado de P&C turbinado pelas resseguradoras”, disse ele.

Retorno ajustado ao risco

O aumento dos preços do resseguro e a redução da capacidade estão forçando as seguradoras a reter mais exposição e volatilidade, disse Greenberg. “Na minha empresa, estamos totalmente preparados para assumir mais riscos de forma ponderada e razoável, desde que possamos obter um retorno ajustado ao risco razoável”, disse ele.

Mas a política pública nos Estados Unidos, onde alguns reguladores em estados expostos a catástrofes estão restringindo os aumentos nas taxas de seguro, pode criar tensões, disse Greenberg. E, uma informação à parte, é a situação que os moradores de Miami, por exemplo, estão enfrentando para contratar seguro para suas casas.

O governo discute um projeto de lei que cria um programa de Assistência Opcional de Resseguro da Flórida – conhecido como FORA – no valor de US$ 1 bilhão que ajudaria as seguradoras a pagar as franquias de suas apólices de resseguro. Esses custos têm aumentado devido a um aperto na disponibilidade global de capital. Os regulamentos estaduais exigem que as seguradoras tenham certos níveis de cobertura de resseguro e não podem operar na Flórida se não o fizerem. E sem acertos, várias seguradoras estão abandonando o seguro residencial na região.

Um vendedor da Apple, conversando com o Sonho Seguro, contou que acompanha as noticias de seguros apenas para saber como andam as negociações do governo com as seguradoras. “O governo tem exigido garantias, que as seguradoras não aceitam, e no final quem sofre somos nós que ficamos sem seguro”, contou o vendedor, que registrou perdas significativas durante a passagem do furacão Ian no ano passado.

“Se os estados negarem às seguradoras a capacidade de precificar adequadamente ou adaptar a cobertura adequadamente ou negar-lhes a flexibilidade de gerenciar sua concentração de risco, as seguradoras simplesmente fecharão a exposição, o que ameaça a disponibilidade do seguro do setor privado”, disse ele Greenberg.

Aterrissando na Flórida em setembro como uma tempestade de categoria 4, Ian resultou em perdas seguradas estimadas de US$ 50 bilhões a US$ 65 bilhões. Depois do furacão Katrina em 2005, Ian é classificado como o segundo evento de perda segurado por catástrofe natural mais caro nos registros da sigma, centro de estudos da Swiss Re.

A inflação dos custos de perdas provavelmente melhorará para os riscos imobiliários este ano com a queda da inflação, mas as linhas de passivos continuarão a enfrentar perdas maiores à medida que os prêmios e acordos se expandem e aumentam, disse Greenberg. “As taxas de acidentes na maioria das classes precisarão aumentar a uma taxa acelerada para refletir as tendências de custo de perda”, disse ele.

Enquanto isso, a Chubb vem experimentando IA nos últimos cinco anos em subscrição e sinistros e deve começar a expandir seu uso em linhas e geografias, disse Greenberg. A tecnologia adiciona insights e elimina a necessidade de trabalho “desperdício”, disse ele.

“Está tornando o trabalho das pessoas mais significativo, mais gratificante. Sim, no final das contas vamos exigir menos mão de obra, mas será mão de obra mais qualificada, mão de obra mais bem remunerada”, disse Greenberg.

*com informações complementares do portal Business Insurance

RIMS 2023: Brasileiros se assustam com ataque terrorista em Atlanta

Dezenas de brasileiros tiveram de correr hoje em Atlanta, onde acontece o Riskworld, a conferência anual da Risk & Insurance Management Society Inc., de 31 de abril a 3 de maio. A polícia de Atlanta está atualmente procurando por um homem que, segundo eles, abriu fogo no centro de Atlanta na tarde de quarta-feira, matando uma pessoa e ferindo outras quatro. Em razão disso, o último dia do evento foi cancelado.

As autoridades identificaram o suspeito como Deion Patterson, de 24 anos. De acordo com o Grady Memorial Hospital, eles estão tratando os quatro pacientes baleados. Duas das vítimas foram levadas para cirurgia imediatamente. Até as 17h, um paciente ainda estava na sala de cirurgia e o outro se recuperava da cirurgia. O terceiro paciente foi tratado por radiologia intervencionista para reparar vasos sanguíneos e o quarto está sendo tratado no Centro de Trauma e passa bem. Os três primeiros pacientes ainda estão em estado grave.

Maria Eduarda Bomfim, CEO da Latin America Re, e Marjorye Hoejebos, diretora executiva da corretora de resseguros, desembarcaram em Miami, onde acontecerá um coquetel para lançamento da consultoria do grupo para negócios para a América Latina. “Foi um grande susto. O último dia do evento foi cancelado e todos os executivos tiveram de ficar no hotel”, contou.