Resultados do 1T23 das quatro principais resseguradoras europeias revelam melhora, segundo a Fitch

Melhores preços e ajustes de portfólio, bem como maiores taxas de desconto para sinistros não vida resultaram em melhores resultados de subscrição, em média, para os quatro maiores resseguradoras da Europa, segundo o estudo European Ressurance Dashboard: 1T23 Results’, que avaliou Munich Re (AA/Estável), Swiss Re (A+/ Estável), Hannover Rueck SE (AA-/Estável) e SCOR SE (A+/Estável).

Mercados financeiros saudáveis e rendimentos de reinvestimento mais elevados apoiaram os resultados do investimento. Consequentemente, o retorno sobre o patrimônio líquido médio subiu para 21% no 1T23 de 9% no ano anterior.

Os índices de solvência permaneceram muito fortes no 1T23, pois uma forte geração de capital operacional compensou a pressão sobre o capital decorrente do crescimento de novos negócios e repatriação de capital.

As quatro resseguradoras aproveitaram as excelentes condições do mercado e promoveram aumentos significativos de preços durante a renovação de 1º de abril, com destaque para a Ásia.

Campanha “Vou com a Zurich” leva corretores Infinite Blue para Fernando de Noronha

Fonte: Zurich

Dando continuidade à campanha de incentivo ‘Vou com a Zurich’, que recentemente passou por Foz do Iguaçu, a Zurich levou os corretores Infinite Blue contemplados na campanha de 2022 para o arquipélago de Fernando de Noronha, localidade conhecida mundialmente pela natureza ímpar, em linha com os princípios de sustentabilidade estabelecidos pelo Grupo Zurich. 

O grupo de mais de 70 pessoas viajou entre os dias 29 de maio e 2 de junho, acompanhado por Edson Franco, CEO da Seguradora Zurich, bem como diversos executivos da companhia. 

Na programação, os corretores puderam realizar diversos passeios de barco e conhecer os encantos do arquipélago. Para Marcio Benevides, Diretor Executivo de Distribuição da seguradora, os dias ao lado dos corretores reforçam o compromisso da companhia em valorizar e reconhecer o excelente trabalho dos seus parceiros de negócio. “Ficamos satisfeitos em poder oferecer esses momentos para profissionais que colaboram para que a Zurich continue a ser uma das principais seguradoras do Brasil”, afirma o executivo. 

Entre os corretores contemplados com a viagem estava Antônio Jair, da GC do Brasil. Para ele, a Zurich é uma companhia diferenciada. “A viagem foi simplesmente maravilhosa. A Zurich está sempre muito próxima do corretor”, disse. 

Luiz Carlos de Oliveira, da corretora Profee, elogiou a experiência junto à seguradora. “A Zurich é parceira da nossa corretora há muitos anos. Trabalhamos muito para participar desse evento maravilhoso, no qual a Zurich acaba abraçando a gente como família”, enfatizou. 

Sthepanie Zalcman, diretora Técnica de Operações da Wiz Corretora de Seguros também elogiou a viagem. “Minha primeira vez aqui no ‘Vou com a Zurich’ e foram dias maravilhosos. O mais gostoso dessas viagens é conseguir conhecer outras pessoas, estar mais próxima do time Zurich, entender um pouquinho do quanto e do que a Zurich espera da gente. Eu acho que isso não tem preço”, destacou. 

Vou com a Zurich 2023 

A campanha desse ano já está em ação e os corretores contemplados viajarão para Ilha de Comandatuba, na Bahia (corretores Premium) e Mendoza, na Argentina (corretores Infinite Blue). 

Segundo Marcio, a campanha ‘Vou com a Zurich’ ajuda a companhia a reforçar os vínculos, incentivar o relacionamento com parceiros de negócios e valorizar o esforço e trabalho feito por eles. “Nosso objetivo, a cada ano, é proporcionar uma nova experiência de viagem aos corretores que reforce nossos vínculos e intensifique o relacionamento, além de reconhecer os melhores e impulsionar novos negócios”, destaca o executivo. 

São elegíveis a participar da campanha os corretores que integram as categorias Infinite Blue e Premium do Programa de Relacionamento Experiência Zurich.

“Vai com a Porto para o The Town 2023” sorteia ingressos para o festival

Fonte: Porto

A Porto Seguro e a Porto Saúde, patrocinadoras oficiais do The Town 2023, anunciam hoje (06/06) uma campanha que sorteará 250 pares de ingressos de gramado para o maior festival de música, cultura e arte, que acontece nos dias 2, 3, 7, 9 e 10 de setembro na cidade.

Quem já é cliente ou adquirir um dos produtos participantes (Auto, Residência, Celular, Vida, Viagem, Saúde e Odontológico) até o dia 20 de julho pode concorrer aos pares de ingressos se cadastrando no site da promoção. Além disso, a cada novo produto adquirido, o participante ganha mais cinco números da sorte para a ação.

“Esta ação reforça nosso foco no crescimento do ecossistema por meio do cuidado com as pessoas e seus sonhos. Agora, nossos corretores ganham mais uma ferramenta para fidelizar e conquistar novos clientes.”, comenta Luiz Arruda, VP de Marketing, Clientes e Dados da Porto.

Os participantes sorteados e seus acompanhantes que residem fora do Estado de São Paulo ainda ganharão um seguro-viagem de até três dias para que a experiência seja mais completa e segura. A promoção é válida entre os dias 6 de junho e 20 de julho. O regulamento e as inscrições estão disponíveis no site da promoção.

MetLife é nova patrocinadora do Teatro UOL e reforça compromisso de proteção à cultura

A MetLife, uma das maiores empresas de serviços financeiros do mundo, é a nova patrocinadora do Teatro UOL, no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. Essa é a primeira vez que a empresa apoia uma grande casa de espetáculo no País. Com a parceria, a seguradora reforça seu compromisso de levar a mensagem sobre a importância do seguro de vida às famílias e ao público de todas as idades, além de reforçar seu suporte à cultura, já que recentemente também investiu como patrocinadora master do C6 Fest.

Os dois patrocínios somam um investimento de alguns milhões e, além de valorizar a tradição e relevância da marca, têm como objetivo usar o espaço para explicar às pessoas sobre o uso do seguro em vida, como um diferencial para proteção de suas famílias. As campanhas publicitárias lançadas nos últimos dois anos e o apoio recorrente a projetos sociais, via aportes da MetLife Foundation, são outros exemplos desse propósito.

“Assim como já fazemos em outros países, queremos usar nossa presença para ampliar de forma expressiva o desenvolvimento e o acesso à arte, à cultura e ao entretenimento de qualidade no Brasil. O projeto com o Teatro UOL estava em estudo há algum tempo e felizmente nossa parceria foi concretizada com sucesso”, comemora a Head de Marketing da MetLife Brasil, Carolina Montanino. 

Além da exposição da marca nos espaços do teatro, no site e nos materiais de comunicação dos espetáculos, a MetLife fará ativações com o público para reforçar a importância da proteção e do seguro de vida para todas as pessoas. Haverá ainda ações especiais para os corretores, os colaboradores e os participantes dos projetos sociais apoiados pela companhia.

Há mais de 20 anos no Brasil, a MetLife já é reconhecida pela forte atuação em projetos sociais e culturais que educam famílias com foco em proteção financeira. “Acreditamos no propósito da nossa empresa, por isso oferecemos acesso e informação às pessoas sobre a importância da proteção em diversas fases da vida. Com o Teatro UOL, que conta com peças para o púbico adulto e infantil, podemos democratizar mais esta mensagem, contribuindo para a construção de um futuro mais seguro”, finaliza.

Férias escolares impulsionam contratações de seguro-viagem

Fonte: Globus

Com a chegadas das férias escolares, o setor de turismo volta a ficar aquecido. Isso porque uma ampla parcela da população tira merecidos dias de descanso e recarrega sua energia para o segundo semestre do ano. Consequentemente, a contratação de seguro-viagem também registra bons números. 

Como é o caso da corretora Globus Seguros, com atuação em todo território nacional, que projeta crescimento de 126% até dezembro de 2023, visto que a busca pelo serviço ficou acima do estimado entre os meses de janeiro a maio, cerca de 118%, se comparado com o mesmo período do ano passado.

De acordo com Bruno Motta, Head de Personal Lines da Globus, a procura por seguro-viagem já vem registrando bons números neste semestre.  “Com a baixa do dólar e o período de férias se aproximando, estimamos um crescimento elevado na procura e receita, assim como ocorreu em janeiro deste ano, com uma alta expressiva. Apenas no primeiro trimestre, crescemos 150,27% em receita com o serviço, comparando com 2022, o que pode ser avaliado como satisfatório e a conscientização dos clientes sobre a importância do seguro-viagem”, afirma.

Atualmente, a Europa (França, Itália, Espanha, Alemanha) continua sendo o destino mais procurado pelos viajantes, registrando cerca de 53,72% do total, seguido pela América Latina (Argentina, Peru e Colômbia) com 24,47% e Estados Unidos com 17,02%. “Para o segundo semestre, estamos otimistas e com uma expectativa de crescimento de 134%, visto que é um período em que o setor tende a crescer ainda mais”, comentou o executivo.

Os seguros de viagem cobrem, principalmente, despesas médicas de urgência e hospitalares, além de extravio de bagagem e danos às malas. A cobertura varia de acordo com o plano contratado, mas muitos também têm a parte odontológica, despesas farmacêuticas, regresso sanitário, traslado de corpo em caso de falecimento, fiança e despesas judiciais. Há planos a partir de R$40 e o mais completo a partir de R$80, que inclui esportes radicais entre outras coberturas. Já o plano personalizado é adequado aos que desejam uma proteção mais completa e específica para suas atividades de viagem.

“É importante ressaltar que na Europa o seguro-viagem é obrigatório e deve ser contratado antes da viagem. Além dos altíssimos custos, o serviço cobre as despesas médicas e hospitalares, além do extravio de bagagem, entre outras coberturas”, finaliza Motta.

Susep tem como propósito ajudar a reorganizar o setor de seguros

Em pouco mais de 45 dias à frente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alessandro Octaviani deu o tom de sua gestão de forma pública ao participar do evento Insurtech Brasil 2023, realizado em São Paulo. “A Susep pode ser um fator de propulsão do mercado e não apenas um ente fiscalizatório, afirmou o superintendente da autarquia na abertura do evento organizado pelo empreendedor José Prado.

Ele assume a autarquia em meio a um turbilhão de desafios urgentes, como a discussão do PL 29/2017, a implementação do Sistema de Registro de Operações de Seguros (SRO), que é a ponte para o Open Insurance, dentro do contexto do Open Finance, que inclui também o Open Banking, entre outros assuntos que demandam muita a atenção do regulador que vão do DPVAT a pedidos de autorização de empresas e nomes de diretores para as seguradoras.

Extremamente simpático e aberto a tudo e todos, Octaviani atendeu a todos que se aproximaram e também se dispôs a falar com jornalistas, numa coletiva de imprensa improvisada para falar de alguns temas em pauta. Como regulador, deixou claro o seu grande desejo: “impulsionar e ajudar a encontrar os caminhos para o desenvolvimento do setor, incluindo seguradoras, resseguradoras, corretores, assessorias, insurtechs entre outros, para sair de uma visão meramente negativa da regulação para um papel propositivo de um ator que vai ajudar a reorganizar o mercado”.

Octaviani afirmou que a Susep vai concentrar sua atuação em três grandes desafios: transição ecológica, riscos cibernéticos e cuidar de gente. “A regulação e fiscalização sobre seguros está concentrada na inovação tecnológica e na organização da parte do securitária do sistema financeiro voltada ao desenvolvimento nacional. Por isso, faz muito sentido a discussão no Ministério da Fazenda de um grande programa de orientação de transição ecológica com várias fases onde o seguro é parte relevante”, disse.

Sobre o SRO, alvo de um processo judicial da CNseg sobre a o titular afirmar que o planejamento dos programas de implementação está mantido. Certamente, disse, mudanças que aprimorem os projetos (incluindo o open insurance) deverão ser feitas. “Mas a nossa atenção estará sempre no aprimoramento das propostas que fizerem sentido para os técnicos da Susep”.

“Estamos mantendo todos os projetos das gestões anteriores. Os técnicos da Susep foram unanimes em aprovar o SRO e Open Insurance, construído com um largo debate com o mercado. Agora, coisas podem ser melhoradas, podem. O que puder ser, vamos ouvir todos, desde que não prejudiquem o consumidor e o ritmo do setor de seguros como um tudo. O único dogma da Susep é prover a melhor regulação possível”.

Sobre o Sandbox, a mesma visão. “Trata-se de um ambiente de fomento à inovação valioso, mas que quando colocado em prática, como qualquer projeto, mostra pontos de aprimoramento. Por isso, vamos evoluir com a ajuda de parceiros, como outros órgãos públicos, como BNDES, Finame e secretarias de desenvolvimento ligadas aos ministérios.”

De acordo com ele, as futuras edições do Sandbox podem buscar as mais diversas dimensões de desenvolvimento e aplicação de inovação tecnológica no mercado de seguro, não somente com o objetivo de criarem novas seguradoras, mas buscando resolver as demandas tecnológicas articuladas aos riscos e interesses seguráveis, ampliando assim o quantitativo de possíveis novas empresas e produtos. 

Sobre o Projeto de Lei 29/2017, Octaviani acha difícil um PL ser aprovado sem que haja diálogo sobre ele. PL 29 moderniza a discussão e coloca tudo de forma organizada. O PL se enquadra em um conjunto mais amplo de outras tantas normativas e está aberto a discussão. “Este é mais um momento que isso acontecerá. Da importância do Brasil ter uma lei de contrato de seguros com modelo dual, deste século 21 e não do século 20. Ele envolveu mais de 200 propostas e mais de 100 delas foram aceitas. Ou seja, é um PL de lei altamente dialogado com o Parlamento e com o setor. Daqui para frente, o PL se enquadra em um conjunto mais amplo de outras normativas e está aberto a discussões como foi em toda a sua vida”.

Ele ressalta que o Poder Executivo entendeu por bem desarquivar o PL 29 junto com outros projetos, como o de garantias, que autoriza diversos produtos que são vetados para operar em outras operações de crédito, bem como o PL de cooperativas, para trazer para dentro da fiscalização uma série de atores que ofertam seguros. “Precisamos ter sob a tutela do regulador quem oferta seguros para não sermos surpreendidos com em pastel de vento. A gente compra achando que é carne ou queijo e quando abre é vento”.

Apesar de muito se falar em “falta de braços” e “falta de infraestrutura tecnológica” para a Susep, Octaviani afirmou que ainda não há nada oficial sobre um novo concurso público, mas será “bem-vindo” caso seja aprovado, para substituir vagas de técnicos que deixaram a autarquia. “Apesar da defasagem, nosso corpo técnico atual é capaz de lidar com os desafios de nossa agenda”.

Também ressaltou que o desafio da Susep é aumentar o acesso ao seguro no Brasil, mas com produtos que tenham qualidade. “Estamos aqui para garantir a entrega para o consumidor, que não tem o cunho técnico das seguradoras para entender o que é bom para ele. Vamos analisar com carinho todos os projetos para que eles entreguem às pessoas o que elas realmente precisam no tempo do contrato”, ressaltou durante a coletiva.

Seguro para condomínio: lei exige cobertura básica, mas cresce a demanda por proteção extra no país

A jornalista Jamille Niero escreve no Infomoney que o seguro condominial foi um dos ramos com maior demanda no setor de seguros no início de 2023, tendo avançado tanto na arrecadação (+32,5%) quanto em indenizações pagas (+17,3%), segundo levantamento da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) divulgados em maio.

De acordo com especialistas do mercado consultados pela reportagem do InfoMoney, esses avanços podem ter algumas motivações. Na avaliação de Magda Truvilhano, superintendente de Produtos de RD Massificados da Tokio Marine Seguradora, o aumento está relacionado ao aquecimento da indústria da construção civil nos dois últimos anos, com a entrega de novos empreendimentos.

“Como se trata de um seguro obrigatório é natural que a busca por seguros para novos condomínios cresça com o mercado imobiliário. Também houve um aumento do preço médio do seguro em todo o mercado, justamente pelo aumento de indenizações pagas”, diz.

Segundo Marcelo Borges, diretor de Condomínio e Locação da ABADI (Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis), a entidade apurou nos últimos três anos um crescimento no número de sinistros (quando ocorre o risco previsto no contrato de seguro) em condomínios causados por problemas elétricos, como curtos-circuitos.

“Só no Rio de Janeiro houve um aumento de 18% no número de sinistros por danos elétricos de 2019 para 2022”, conta. A hipótese mais provável para o crescimento de casos, comenta Borges, é a de aumento do número de indivíduos trabalhando em home office, dos seus apartamentos, desde 2020. Com isso, houve possível sobrecarga na rede elétrica dos prédios, que não atualizaram seus sistemas de acordo com o aumento na demanda de usuários, que antes gastavam a energia dos escritórios e escolas, entre outros locais.

O que a lei exige?

Segundo o Código Civil, todos os condomínios no país (residenciais, comerciais ou mistos) são obrigados a contratar o seguro de toda a edificação contra o risco de incêndio ou destruição, total ou parcial, até 120 dias a partir da concessão do Habite-se. A contratação deste seguro é de responsabilidade do síndico e, caso ocorra algum sinistro e não houver seguro, o síndico poderá ser responsabilizado legalmente, podendo ser obrigado a ressarcir eventuais prejuízos aos condôminos.

“O seguro Condomínio é obrigatório, seu pagamento é feito por meio das cotas condominiais e protege as áreas comuns do condomínio contra riscos de incêndio, explosão e raios, assim como indeniza prejuízos causados à estrutura física (pisos, tubulação hidráulica e elétrica, parede, pintura e acabamento)”, explica David Beatham, diretor-executivo de Automóvel, Massificados e Vida da Allianz Seguros.

O seguro Condomínio contempla, basicamente: proteção para incêndio, queda de raio, explosão, fumaça, queda de aeronaves, danos à estrutura física (pisos, tubulação hidráulica e elétrica, parede, pintura e acabamento), e roubo de bens do condomínio.

Borges alerta que algumas localidades podem ter outros seguros obrigatórios que devem ser contratados pelo condomínio, além do que já é exigido pelo Código Civil. É o caso do Rio de Janeiro, onde algumas convenções coletivas de trabalho exigem a contratação de seguros voltados para os empregados. “Os condomínios têm que contratar para seus empregados o seguro de vida, invalidez, funeral (que cubra custos com enterro) e de complemento salarial para quando o empregado estiver licenciado. Tem essa obrigação aqui no Rio, e em outros estados pode ter também. Tem que ver como é a relação trabalhista e o que cada região exige”, observa.

Proteção adicional

Borges relata ainda que diversos condomínios costumam contratar seguros adicionais para os prestadores de serviços pontuais, como para a realização de pintura da fachada, por exemplo. Não é obrigado por lei, mas é recomendável, especialmente se os profissionais vão ficar pendurados em balanços ou rapel para fazer o serviço. “Se tem um grau de risco, alguns condomínios exigem que a empresa que está prestando o serviço contrate um seguro para esses funcionários”.

Os seguradores contam que a maioria dos contratos de seguros para condomínios contemplam coberturas adicionais. Na Allianz, mais de 70% das apólices possuem também as coberturas de Responsabilidade Civil do condomínio, Responsabilidade Civil do síndico, danos elétricos, vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo, além da quebra de vidros. Na Tokio Marine, as coberturas de Responsabilidade Civil estão entre as proteções “extras” mais demandadas, estando presentes em mais de 90% das apólices.

O que o seguro não cobre?

Ficam de fora das coberturas, geralmente, as falhas na construção, os defeitos preexistentes, sendo esses itens segurados por outros seguros, como o de Riscos de Engenharia. Os bens dos moradores também não estão contemplados no seguro do condomínio.

O diretor da ABADI pontua que é preciso sempre checar o que está registrado na convenção do condomínio. Na dúvida se vale contratar proteções além do que é exigido por lei, o síndico sempre pode levar o assunto para a assembleia e discutir com os demais condôminos. “Se diz que o condomínio é responsável por danos em ambientes internos, e à propriedade das pessoas, é recomendável fazer um seguro para isso. Como na maioria dos casos, o condomínio não é responsável, não tem dever de indenizar”, acrescenta Borges.

Por exemplo: se ladrões entrarem no edifício e arrombarem os carros dos moradores estacionados nas garagens, só haverá indenização se estiver especificado na convenção que é dever do prédio indenizar. Ou se houver sido contratado seguro para tal objetivo, destinado às unidades residenciais, tais como as coberturas de incêndio de bens de condôminos ou roubo de bens de condôminos. “Já os automóveis e bicicletas pertencentes aos condôminos que estejam sob guarda do condomínio e localizados nas áreas de garagem e bicicletário, estão amparados pela cobertura de Responsabilidade Civil Garagista que irá garantir estes bens em caso de roubo ou furto ocorridos no condomínio”, esclarece Truvilhano, da Tokio Marine, ao lembrar que esta cobertura específica precisa estar contratada.

É possível ainda que o morador opte por contratar o seguro residencial da sua unidade. “São dois produtos distintos, mas complementares. O seguro Residencial protege o imóvel e os objetos que estão dentro dele, e sua contratação é individual e não obrigatória. O seguro de Condomínio protege as áreas que estão fora da residência, enquanto o Residência protege o seu imóvel. A adesão ao seguro Condomínio não invalida a contratação do seguro Residencial”, pondera Beatham, da Allianz.

Scor compra totalidade do capital da AgroBrasil

fusões aquisicoes

A SCOR, resseguradora global, assumiu o controle da AgroBrasil, companhia familiar do segmento de seguros agrícolas, ao adquirir a participação restante de 40% na empresa. O valor da operação não foi divulgado. 

A primeira tranche de quotas (60%) da AgroBrasil foi adquirida pela SCOR Brasil em fevereiro de 2020. Na ocasião, a compradora afirmou que a operação era a porta de acesso a um mercado rentável em plena expansão para as operações de resseguro e seguros especiais da divisão P&C.

A SCOR vem trabalhando com a AgroBrasil há 15 anos, atuando inicialmente como resseguradora e, desde 2013, como seguradora, por meio da ESSOR Seguros, empresa brasileira que em 2018 se tornou subsidiária integral da SCOR.

Na compra da participação restante, encerrada em 12 de maio, a AgroBrasil contou com a assessoria jurídica do TozziniFreire Advogados. A SCOR foi representada pela sua equipe jurídica interna, segundo comunicado enviado a mídia estrangeira.

Seguradoras vendem R$ 117,4 bi até abril, alta de 8,7%

Alessandro Octaviani Susep

As vendas de seguros, previdencia e títulos de capitalização totalizaram R$ 117,48 bilhões no acumulado até abril de 2023, o que representa um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período de 2022. As indenizações, resgates e sorteios atingiram R$ 76 bilhões.  

O superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, destaca a importância da divulgação dos dados: “O mercado de seguros, previdência e capitalização é um precioso patrimônio nacional, como prescreve a Constituição Federal. Boa informação sobre esse mercado é uma premissa para que ele funcione bem e cumpra suas funções da melhor maneira possível”, afirmou. 

Os seguros de danos tiveram alta de 16,8% na arrecadação de prêmios até abril de 2023 em relação ao primeiro quadrimestre de 2022. Na linha de negócios do seguro auto, os prêmios atingiram um valor de R$ 17,4 bilhões no acumulado até o quarto mês de 2023, representando uma alta de 22,0% comparado ao mesmo período de 2022. 

Nos seguros de pessoas, o seguro de vida atingiu R$ 9,21 bilhões até abril. O valor corresponde a uma alta de 11,3% em relação ao ano de 2022. Já o seguro viagem teve um montante acumulado de R$ 0,27 bilhão em prêmios no primeiro quadrimestre de 2023, representando um crescimento de 20,5% em relação ao mesmo período de 2022. 

Liberty Seguros lança sexta edição da Academia Digital

Liberty Seguros

Fonte: Liberty

Com o intuito de engajar e capacitar cada vez mais os corretores a crescerem por meio do digital, a Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil, anuncia o lançamento da sexta edição da Academia Digital, treinamento promovido anualmente pela companhia. Com início no dia 22 de maio, o programa terá duração de três semanas.

Criada em 2018 para ensinar os corretores a ofertar seguros nas mídias sociais, a Academia Digital impactou mais de 2.700 parceiros até a quinta edição, que aconteceu em 2022. Para a temporada de 2023, a Liberty apresentará 10 vídeo-aulas com diversas técnicas e ferramentas para automatizar as tarefas dos corretores, como qualificação de leads, nutrição de contatos, segmentação de público, envio de emails e mensagens no WhatsApp, agendamento de posts nas redes sociais, entre outros. 

Com a estratégia, a companhia acredita que os corretores podem aumentar a eficiência das operações, economizando tempo e recursos valiosos para, assim, poderem se concentrar em atendimentos mais personalizados e com maior qualidade a todos os clientes.

“A Academia Digital é um grande orgulho para a Liberty”, reflete o vice-presidente Comercial da empresa, Marcos Machini. “A cada ano que passa vemos como o engajamento e a participação dos corretores aumenta e isso é muito gratificante, porque demonstra o quanto nossos parceiros querem crescer junto à companhia e expandir suas carteiras de clientes”, ressalta o executivo. “Estamos tendo resultados incríveis desde o lançamento desse projeto em 2018 e continuaremos trabalhando para garantir cada vez mais desenvolvimento para nossos corretores parceiros”, conclui.

Os corretores interessados em participar da sexta temporada da Academia Digital e conferir os conteúdos das edições passadas devem acessar a plataforma de treinamentos da Liberty presente no Meu Espaço Corretor, no site institucional da companhia.