Assurant lança serviço de diagnóstico on-line que possibilita a oferta de seguros para celulares usados

Fonte: Assurant

A Assurant lança um serviço de diagnóstico on-line que avalia o smartphone usado de quem deseja contratar um seguro. A novidade está disponível na Bem Mais Seguro, plataforma on-line de venda de seguros da Assurant e faz todo diagnóstico do aparelho de forma 100% virtual, possibilitando que o consumidor contrate o seguro para aparelhos em uso. 
 

O processo é simples: ao acessar a plataforma, o usuário seleciona o modelo do aparelho, inseri o IMEI (código de identificação de regularidade do celular) e inicia o diagnóstico que é realizado em seis etapas, para verificar as condições do aparelho. Depois, o cliente escolhe o plano de proteção (Completo ou Econômico) e finaliza o processo de contratação. Não há limite de tempo de uso do aparelho para contratar a proteção, desde que a marca e modelo sejam elegíveis ao seguro. Outro benefício oferecido pela Bem Mais Seguro é a condição facilitada de pagamento, parcelada em até 12 vezes no cartão de crédito. 
 

“Essa tecnologia é uma solução proprietária da Assurant e complementa o nosso ecossistema de proteção para dispositivos móveis. Operamos com uma capacidade digital automatizada e segura, que nos ajuda a diagnosticar, por meio da Inteligência Artificial e de forma rápida e prática, o estado do aparelho em menos de 3 minutos”, explica Vladimir Freneda, Presidente da Assurant no Brasil. 
 

Segundo o executivo, a agilidade do sistema da Assurant permite que a cotação de um seguro seja feita em poucos cliques. “É uma jornada totalmente digital e intuitiva, o cliente não precisa fazer nenhum download. Não passa por nenhum tipo de burocracia e é atendido rapidamente”, complementa Freneda. 

O presidente da Assurant ressalta que a tecnologia também está disponível para que os seus parceiros de negócios possam ofertar a proteção também aos consumidores, através dos canais de varejo, e-commerce, bancos, fintenchs e fabricantes de dispositivos móveis, entre outros. O executivo completa que a Assurant está presente em 21 países, e é líder global com mais de 60 milhões de dispositivos móveis protegidos pelo mundo. 

Problemas entre Susep e CNseg adiam ganhos ao consumidor e o crescimento mais expressivo do setor de seguros

A reação de diversos executivos que atuam no setor de seguros foi de surpresa ao ler no Valor Economico que a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) e a Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização) resolveram questionar judicialmente o próprio órgão regulador de seguros no país, a Susep, para interromper o envio de dados do SRO (Sistema de Registro de Operações de Seguros). A ação civil tramita na 6ª Vara Federal de Curitiba.

Segundo advogados ouvidos pelo Sonho Seguro, a liminar pode sair a qualquer momento, mas o julgamento da ação pode demorar até 8 anos. A reação mais comum foi taxar a medida como “antipática” e que deveria seguir sendo discutida com o próprio órgão regulador. “Causa insegurança jurídica e afasta investidores”. “O SRO é inexorável. Virá, assim como o Banco Central deu vazão aos registros de CDB, debêntures entre outros”.

De um lado, a Susep não tem tecnologia para processar os dados que as seguradoras enviam às certificadoras. De outro, as seguradoras se sentem inseguras em passar dados para certificadoras e que não estão sendo entregues ao regulador.

A Susep lembra que, conforme regulamentado pelo Banco Central e pela CVM, em suas respectivas áreas de competência, o registro de ativos financeiros e de valores mobiliários em entidades registradoras é prática usual no âmbito do mercado financeiro, com a finalidade de auxiliar os processos de regulação e de fiscalização das autoridades competentes e de proporcionar maior transparência e eficiência operacional aos participantes do mercado, inclusive em diversas jurisdições estrangeiras.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, que estava no evento da Lojacorr em Curitiba, esclareceu à mídia especializada que o objetivo da entidade não é deixar de fornecer informações ao órgão regulador. “As informações que a Susep usa hoje para fazer fiscalização, estudos e análises sempre foram enviadas e continuarão a ser enviadas”, garante Oliveira.

O representante do setor disse ainda que a entidade tomou cuidado de avisar antecipadamente a Susep de que faria esse movimento. “Não há indisposição com o regulador”, ressalta. “Não estamos pedindo o cancelamento do SRO, não somos contra o SRO, nem de fornecer qualquer informação que a Susep demande. Já nos dispomos em várias outras situações a oferecer qualquer informão que a Susep necessite ou determine”, afirma.

No mérito, as autoras pedem que seja proferida sentença de integral procedência de sua pretensão, para o fim de:

  • reconhecer e declarar, para todos os efeitos, a ilegalidade e invalidade da Resolução CNSP 383/2020 (alterada pela Resolução CNSP 454/2022) e a Circular SUSEP 599/2020 (alterada pela Circular SUSEP 628/2021);
  • ordenar aos Réus que definitivamente se abstenham de aplicar a Resolução CNSP 383/2020 (alterada pela Resolução CNSP 454/2022) e a Circular SUSEP 599/2020 (alterada pela Circular SUSEP 628/2021), bem como de editar qualquer ato normativo com equivalente conteúdo, sob pena de multa e outras medidas coercitivas e sub-rogatórias (CPC, arts. 497 a 500, 536 e 537; CDC, art. 84).

De acordo com Oliveira, as empresas mandam as informações para as registradoras e elas não estão compartilhando com a Susep. “Essa é uma situação que gera um grande risco. Estamos disponibilizando dados para um terceiro e a gente não sabe onde estes dados estão indo parar ou o que está sendo feito com eles. Não está cumprindo a finalidade da existência deste sistema, que foi criado para fornecer dados para Susep fazer fiscalizações, fazer análise, estudo e tomar decisões, criar regulações”, considera.

O representante do setor comenta que a petição impetrada no Judiciário é para que, até que o sistema esteja completo e que a Susep possa receber as informações, seja suspenso o envio de informações. “Não estamos confortáveis de mandar informações e fazendo gastos que não estão servindo”, avalia.

Como os dados de SRO nunca chegaram à Susep, Dyogo diz que não haverá prejuízo à atuação do órgão regulador, que seguirá recebendo os dados pelas seguradoras. Ele estima que as seguradoras já desembolsaram cerca de R$ 200 milhões para construir a estrutura para o fornecimento dessas informações e “isso não tem dado resultado”, o que acaba sendo mais um “custo ao cliente”.

A Susep informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que está acompanhando a ação. “O projeto SRO tem mais de 10 anos de estudos pela Susep e foi formalizado com a publicação da Resolução CNSP 383, de 20 de março de 2020, que definiu uma estrutura de registro dos dados gerados pelas operações desenvolvidas nos mercados supervisionados pela Susep em entidades registradoras credenciadas”, diz a nota oficial.

A entidade lembra ainda que o projeto foi dividido em fases de implementação, de acordo com os ramos de seguros, dando tempo ao mercado para se adaptar às exigências regulatórias, considerando as particularidades de cada operação. Atualmente, quase todos os ramos de seguros já precisam ser registrados, sendo que agosto deste ano é o prazo para que toda a parte de seguros já esteja obrigatória.

“Por meio do SRO, será possível dar melhor transparência dos dados ao próprio consumidor, que poderá confirmar as informações dos seus contratos, em atendimento aos ditames contidos na Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD.”

Dessa forma, em uma próxima etapa do projeto, já em fase de finalização de testes, haverá a possibilidade de que toda a população, por meio de sua conta ‘gov.br’, pesquise os seguros que possui em seu nome. “Será um grande marco para os consumidores de seguros, que poderão, eles mesmos, identificarem se todas as suas apólices se encontram devidamente registradas e, principalmente, se todos os seguros que constam em seu nome foram voluntariamente e conscientemente contratados por ele.”

“O sistema também permite à Susep o acesso a um amplo e detalhado conjunto de informações, possibilitando acompanhar, em tempo real, as atividades que vêm sendo desenvolvidas pelas supervisionadas (seguradoras, resseguradoras, entidades de previdência privada aberta e sociedades de capitalização), em um grau de detalhamento antes não disponível à autarquia. Deste modo, está sendo aprimorado os processos de acompanhamento, controle e fiscalização dos mercados que realizam a captação antecipada da poupança popular e que, em 2022, foram responsáveis por um total de ativos no montante de R$ 1,41 trilhão, o que corresponde a quase 15% do Produto Interno Bruto do país”, destaca o comunicado da entidade.

“Sem o SRO, a Susep precisará continuar com o procedimento que sempre realizou, que é encaminhar o pedido para todas as entidades por ela supervisionadas e aguardar eventuais retornos. O sistema permite que as informações sejam disponibilizadas de forma organizada, contínua, digital, tempestiva e acessível”, diz a nota oficial.

A Susep lembra que, conforme regulamentado pelo Banco Central e pela CVM, em suas respectivas áreas de competência, o registro de ativos financeiros e de valores mobiliários em entidades registradoras é prática usual no âmbito do mercado financeiro, com a finalidade de auxiliar os processos de regulação e de fiscalização das autoridades competentes e de proporcionar maior transparência e eficiência operacional aos participantes do mercado, inclusive em diversas jurisdições estrangeiras.

PL dos Seguros tem quase 20 anos de tramitação; veja linha do tempo

Leia a matéria da jornalista Gilmara Santos, do Infomoney

Ao longo desta semana, o InfoMoney se debruçou em aspectos polêmicos do PLC 29, Projeto de Lei Complementar que promete criar “a nova cara” dos seguros no Brasil. Apesar de voltar há pouco tempo ao balcão de tramitações do Congresso, a medida legislativa tem quase 20 anos de existência intercalados por muitos debates e “anos na geladeira”.

O texto que hoje vem dividindo opiniões nasceu do PL 3555/2004, apresentado na Câmara Federal pelo então deputado federal José Eduardo Cardozo (PT–SP) e elaborado por uma comissão do IBDS (Instituto Brasileiro de Direito do Seguro) coordenada pelos advogados Ernesto Tzirulnik e Flávio Queiroz de Bezerra Cavalcanti .

O projeto trata dos seguintes temas:

  • princípios;
  • carências;
  • prazos;
  • prescrição, de condutas específicas para seguro individual e coletivo;
  • e de deveres e responsabilidades dos segurados e das seguradoras.

O calcanhar de Aquiles da medida está na desatualização de muitos de seus dispositivos, que caducaram por causa do longo tempo de tramitação. Especialistas consultados pelo InfoMoney afirmam que o texto, por exemplo, não contempla as novas tecnologias que tornaram o setor de seguros mais dinâmico e nem as novas resoluções da Susep (Superintendência de Seguros Privados).

“Em 2017, quando houve a aprovação da redação final do projeto de lei pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, não se falava em inteligência artificial ou novas tecnologias em contratos de seguro”, pontua o advogado Thiago Junqueira, sócio do escritório CGV Advogados e docente de direito dos seguros da FGV-RJ.

O mercado de seguros diz ser importante criar uma comissão formada por especialistas para auxiliar a tramitação do projeto de lei no Senado, onde se encontra hoje. “Essa comissão seria plural, com juristas, executivos e órgãos de proteção do consumidor. Ela seria a responsável pela elaboração de um estudo sistemático, com análise do impacto econômico que as medidas do PL vão gerar para o Brasil”, aponta Junqueira.

Ernesto Tzirulnik, presidente do IBDS, faz um contraponto sobre a criação da comissão de especialistas. Ele diz que o projeto de lei ficou 15 anos sob intenso debate, com audiências públicas, mas nenhuma proposta, tampouco das empresas do setor, foi apresentada. Por isso, diz o representante do IBDS, o texto seguiu os fluxos de tramitação no Congresso Nacional.

“Os trâmites na Câmara tiveram seus processamentos normais, inclusive com a realização de audiência pública em 7 de  dezembro de 2017 com os representantes do setor e demais interessados”, comenta Marcos Poliszezuk, sócio-fundador do escritório Poliszezuk Advogados.

Antonio Trindade, atual presidente da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais), afirmou em evento realizado pela OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro) nesta semana, que o Projeto de Lei foi amplamente discutido em 2017 pela Câmara dos Deputados antes de subir ao Senado.

“Fazendo mea-culpa, como participante da indústria, nós deixamos esse negócio correr. Em 2017, foi discutido amplamente. O momento é de levantar e tentar botar essa bola em jogo outra vez”, reconheceu Trindade ao dizer que o projeto atual pode ser melhor que o PL 3555/2004, “mas continua muito distante do ideal”.

PLC 29 e seus 20 anos de tramitação

Veja, a seguir, os principais fatos ocorridos ao longo dos quase 20 anos de tramitação do PLC 29.

13/5/2004
É apresentado à Câmara dos Deputados o PL 3555, do ex-deputado José Eduardo Cardozo (PT–SP) com elaboração de comissão do IBDS (Instituto Brasileiro de Direito do Seguro) coordenada por Ernesto Tzirulnik e Flávio Queiroz de Bezerra Cavalcanti

16/12/2010
Apresentação do PL 8.034, do deputado Moreira Mendes (PPS-RO), que foi juntado ao PL de 2004

1/10/2013
Parecer favorável do relator deputado Armando Virgílio (PSD-GO)

12/2/2014
Mais um parecer do relator pela constitucionalidade do projeto é conferido

22/11/2016
Deputado Lucas Virgílio (SD-GO) dá parecer favorável ao PL e analisa algumas emendas

4/4/2017
Sai aprovação da redação final do PL 3555 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados

31/08/2017
Armando Monteiro é designado como relator do PL no Senado

19/2/2019
 PL passa por troca de relatoria: senador Rodrigo Pacheco assume a função

27/8/2019
Rodrigo Pacheco dá voto favorável ao projeto

18/2/2021
Rodrigo Pacheco devolve o projeto à CCJ, em virtude de não mais pertencer aos quadros da comissão

22/12/2022
PL é arquivado

8/3/2023
Requisição busca desarquivamento

12/4/2023
PL é redistribuído ao senador Jader Barbalho

MetLife realiza evento em Nova York com assessorias de investimentos parceiras 

Entre os dias 22 e 26 de maio, a equipe comercial da área de parcerias (DM) da MetLife Brasil, com suas lideranças, o VP Comercial Marcelo Tomei e o Superintendente Comercial André Iziquiel, reuniu cerca de 90 pessoas, entre executivos da companhia e convidados das assessorias de investimentos parceiras, em Nova York para a premiação da campanha Get It 2022. Estiveram presentes 30 escritórios, sendo parceiros da XP, BTG, ID Financial e SEGASP.

Os convidados foram recepcionados com um delicioso jantar de boas-vindas em um barco privativo com música, visitando pontos icônicos de NY pelo Rio Hudson. Na segunda noite aconteceu um coquetel em uma exclusiva e encantadora sala no Teatro Amsterdam e depois os convidados puderam depois assistir ao espetáculo do Aladdin, na Broadway. 

o terceiro dia o grupo visitou o famoso MetLife Building, sede da empresa no mundo, com tour guiado por vários andares e finalizado com um coquetel no Heritage Room, localizado no último andar do prédio, que data de 1893, e tem o teto de folhas de ouro de 9, 12 e 18 quilates, e feito de 16 quadrados e dois triângulos de gesso ornamental esculpido, as paredes revestidas de couro e o piso em parquet, na sua maioria original, da sua fundação. Daniel May, historiador da MetLife, contou um pouco da história da sala e a trajetória da empresa que completou 155 anos. No final da noite, aconteceu o grande jantar e cerimônia de premiação da campanha Get It, no auditório da MetLife, com a presença do CEO Eric Clurfain.

Na última noite, o jantar de encerramento foi no badalado e conhecido restaurante TAO e contou com momentos especiais de interação entre todo o grupo. O programa Get It acontece desde 2019 e já premiou mais de 250 consultores com viagens para Fernando de Noronha, Chile e Nova York. O próximo destino da campanha Get It 2023 será Barcelona.

Presidente da CNseg apresenta plano de desenvolvimento do setor aos corretores de seguros

Hoje pela manhã, durante apresentação no segundo e último dia do LC Summit, evento realizado pela Lojacorr no Centro de Eventos Positivo, em Curitiba, o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Dyogo Oliveira, fez considerações acerca da representatividade da indústria seguradora para a economia nacional e os motivos que impedem seu crescimento.

“Temos reservas elevadas, câmbio flutuante, política monetária, tesouro independentes e inflação baixa. E por que o Brasil não decola? Acredito que a percepção de risco do Brasil é muito elevada e atrapalha o desenvolvimento do país. Mesmo assim, o setor de seguros cresceu incessantemente acima do PIB. Mas nosso mercado é ligado a economia e a renda. Quanto mais o Brasil crescer, mais o setor cresce.”

Os corretores participantes do evento, que teve como tema “Seguros por uma perspectiva inovadora”, também puderam saber mais sobre o  PDMS (Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização) que tem como objetivo  aumentar a parcela da população atendida pelos diversos produtos do mercado de seguros, previdência aberta, saúde suplementar e capitalização em 20% e elevar o pagamento de indenizações, benefícios, sorteios, resgates e despesas médicas e odontológicas dos atuais 4,6% para 6,5% do PIB nacional em 7 anos.

“Temos de falar português simplificado com o público que está fora do setor de seguros, que compõem 70% da população, ou 160 milhões. Não temos produtos, não temos marketing para eles. Não falamos a língua deles. Eles não sabem o que é sinistro. E precisamos mudar para conquistá-los”, enfatizou.

Dyogo também conta que o PDMS foi criado com olhos no cliente e não no corretor ou na seguradora. O estudo avalia os riscos e estimula o crescimento dos seguros mesmo diante de uma economia oscilante como nas últimas décadas, levando em consideração as mudanças de hábitos de consumo que a tecnologia impõe.

Ao todo, são 65 iniciativas divididas em quatro eixos: desenvolvimento da imagem do setor junto aos consumidores, qualificação e desenvolvimento dos canais de distribuição, aperfeiçoamento, modernização e lançamento de produtos e melhor eficiência regulatória, especialmente no desenvolvimento do mercado para o Open Insurance, plataforma aberta de seguros.

O documento também traz informações sobre a contribuição do setor para o desenvolvimento socioeconômico do país e para a ampliação da poupança nacional. A indústria de seguros representa, hoje, 6,6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, e a projeção é ter uma participação de 10% até 2030.

Em sua participação, Dyogo também destaca que o PDMS traz sugestões de propostas de flexibilização de produtos de saúde para 70 milhões de brasileiros que ganham até dois salários mínimos, bem como conversas com a Receita Federal para ter incentivos para produtos de acumulação de renda, conhecido como Universal Life.

Além disso, de acordo com o presidente da CNseg, a agenda institucional do setor trata sobre ações para melhoria do ambiente regulatório e pautas legislativas prioritárias para a indústria, com temas como relações de consumo, ASG (ambiental, social e governança), seguro de catástrofes, DPVAT, seguros de pessoas e previdência como instrumentos de garantia e o novo Marco Regulatório da Saúde Suplementar.

Segundo a CNseg, são proposições que sugerem alterações legislativas e novas regras para o setor, que tem importância histórica na economia nacional. Quanto mais amplo e urgente for o debate sobre a legislação do setor, mais protegidos estarão os cidadãos, as empresas e os governos federal, estaduais e municipais.

Dyogo também trouxe números do Paraná, estado que acompanha a média nacional de crescimento do seguro. Em termos de participação é o quinto maior estado em arrecadação, sendo São Paulo com 40%. “No primeiro trimestre, o Paraná mostrou uma redução de vendas, especialmente no seguro de pessoas. Este é um grande desafio, pois produtos de pessoas são importantes para termos uma sociedade forte”, conclui.

Para o Diogo Arndt, presidente do conselho de administração da Lojacorr, o PDMS é fundamental, inovador e pensa nos benefícios do corretor de seguros e nas  necessidades do consumidor final. “Sabemos hoje que, a grande maioria da população, não tem acesso ao seguro por desconhecimento, falta de produtos e de renda. Colocar o plano em prática, modificará consideravelmente essa realidade para dar a população brasileira uma oportunidade, mais conhecimento e produtos corretamente desenhados à sua necessidade. Sempre reforçando o papel primordial do corretor de seguros, das relações humanas aliada às tecnologias, além de promover um mercado mais  unido, remando na mesma direção. A Lojacorr está entusiasmada com o plano e queremos juntos, mostrar não só o quanto nosso setor cresce, mas o que ele é capaz de retornar para a sociedade”, comenta.

Liberty Seguros fortalece parceria com corretores no LC Summit 2023

Fonte: Liberty

Com foco no compromisso da companhia com a inovação, a Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil, participa do LC Summit 2023, a 7ª edição da Convenção Lojacorr, que acontece entre os dias 1 e 2 de junho no pavilhão Parque Barigui, em Curitiba (PR). O encontro é promovido pela Rede Lojacorr e oferece uma imersão completa no mercado de seguros com base em quatro pilares: relacionamento, conhecimento, negócios e entretenimento.

O primeiro dia do evento foi marcado pela presença da CEO da Liberty no Brasil, Patricia Chacon, no painel “Seguros por uma perspectiva inovadora”. Na ocasião, a executiva reforçou a atuação da companhia como agente de inovação no mercado de seguros, guiada, principalmente, pela co-criação com os corretores parceiros e clientes. A companhia acredita que, para sustentar uma perspectiva de negócios inovadora, é preciso valorizar a parceria com cada público, compreendendo seus desafios e expectativas, sempre com foco no crescimento e personalização.

“Valorizamos encontros como o LC Summit 2023, pois eles nos permitem fortalecer nosso relacionamento com a região Sul, além de reforçar nossa conexão com os corretores parceiros e os clientes. O encontro é essencial para fomentar o crescimento do mercado segurador como um todo e, claro, discutir como as iniciativas promovidas pela Liberty e outras seguradoras podem favorecer a transformação e a inovação no setor”, comenta Patricia Chacon.

No evento, a CEO reforçou a preocupação da Liberty em redefinir o conceito de parceria, elevando-o a um novo nível. Para a companhia, o ‘sucesso’ nos negócios é resultado da estratégia de valorizar a voz de corretores e clientes a fim de promover experiências positivas e fortalecer esse relacionamento. “A Liberty é regida pela crença de entregar jornadas fluidas, co-criando as soluções com os corretores e mantendo as estratégias alinhadas a nossa visão de futuro”, comenta a CEO.

Outros executivos da Liberty também marcaram presença em painéis: José Mello, diretor de Inovação do Solaria Labs, laboratório de inovação da companhia inaugurado em 2019, participou de um painel sobre inovação; o diretor de Produtos, Mário Cavalcante, falou sobre o Seguro Automóvel; o gerente da filial Juvevê e Campos Gerais, Johnson Zonta, falou sobre o seguro de vida; e por fim, o gerente da filial de Maringá, Fernando Lucas, participou de um painel sobre seguro residência e empresarial.

Nilton Molina ressalta os riscos da longevidade como uma oportunidade para os corretores de seguros

O corretor de seguro é insubstituível na tarefa de vender proteção de vida e previdência e a tecnologia é o que nos facilita a vida, afirma o presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade, Nilton Molina, participou da 7a. edição do LC Summit, realizado pela Lojacorr no Centro de Eventos Positivo, em Curitiba (PR), nos dias 1 e 2 de junho.

Envelhecer é algo que mudou muito com o passar dos anos – e, diante desse novo conceito de longevidade, o planejamento da aposentadoria sustentável é um cuidado que todos devem ter. “As crianças que estão nascendo hoje serão centenárias e saudáveis. Por isso é preciso priorizar discussões sobre as mudanças que precisam acontecer na sociedade para acolher esta nova realidade”, defende.

O executivo destacou duas oportunidades primordiais para o avanço e futuro do mercado de seguros: a longevidade e o seguro de vida. “Hoje o corretor da Lojacorr praticamente vende muito pouco seguros de pessoas, concentrando as vendas eu automóvel. O que custa fazer uma pergunta singela ao cliente de carro: o senhor tem um tempinho para eu lhe mostrar um seguro de vida para proteger a sua família”, sugeriu.

“Nem era para eu estar vivo. Quando nasci, a expectativa de vida era de 42 anos. E eu estou com mais de 80”, citou. Brincadeiras à parte, ele trouxe um tema crucial para o setor de vida e previdência: o pacto intergeracional foi quebrado e em poucos anos a aposentadoria do governo não passará de um salário mínimo, com poucos jovens pagando para bancar a aposentadoria de muitos velhos, disse.

“Ou seja, nasce menos gente e os velhos não querem morrer. Isso causa um grande problema. O Brasil tem 16 milhões de pessoas com mais de 65 anos. Daqui a 30 anos, serão 60 milhões. O seguro social vai remunerar com uma renda mínima universal. Sendo assim, o setor de seguros é quem vai prover a sociedade com produtos de proteção financeira, como vida e previdência. E este é um grande desafio que depende de todos nós em criamos condições econômicas e atuariais sustentáveis”, disse. 

Segundo ele, os corretores têm um papel fundamental para ajudar o brasileiro a se preparar para o futuro. Os seguros de vida individuais, aqueles que efetivamente garantem proteção para uma família, não alcançam sequer 5% da população brasileira.

Hoje, uma pessoa com mais de 60 anos tem todas as possibilidades de permanecer ativa, com vitalidade para aproveitar todas as reservas que constituíram ao longo da vida. “Eu mesmo sou um exemplo vivo disto”, diz. No entanto, 80% delas não estão satisfeitas com os produtos e serviços que consomem. “Esse grupo de idade mais velha tem uma participação no PIB imensa, ele tem mais poupança para gastar do que um jovem que está comprometido com a família”, afirma.

Reforçou ainda como reflexão que o mercado precisa pensar em mais produtos voltados às pessoas da 3ª idade já que, no futuro de curto prazo, o número de idosos será muito maior do que crianças até 15 anos no Brasil. Entre os produtos, citou planos de cuidados com o envelhecimento (long term care), coberturas para saúde para fazer frente ao elevado custo com planos de saúde que acabam sendo cancelados diante do orçamento mais apertado de pessoas já aposentadas.

Há também o hipoteca reversa, onde a pessoa negocia com a seguradora uma renda vitalícia em troca do apartamento enquanto ele viver. “Não é um produto simples e é para a alta renda”, citou. O quarto produto é um “resort para velhos baleados”, ou seja idosos sozinhos que ficam em instituições dedicadas a este segmento. “Esses projetos já existem nos EUA e devem chegar ao Brasil”.

Além disso, Molina destacou que como serviço à comunidade, a MAG criou o Instituto de Longevidade que tem como propósito ajudar o cidadão brasileiro a entender e por isso garantir a sua longevidade financeira em todas as fases da vida. “O Instituto de Longevidade MAG tem ainda a missão de levar a sociedade a discutir de forma virtuosa os impactos sociais, econômicos e comportamentais do aumento da expectativa de vida no Brasil”, reverberou.

“Eu sou um corretor, eu sou um vendedor, nasci menino pobre, fiquei um homem rico, fazendo uma única coisa: vendendo seguro de vida. Nunca vendi nenhum outro tipo de seguro, só seguro de vida. E assim virei corretor, gerente, superintendente, diretor, presidente, etc e trabalho em uma companhia grande, que é a MAG. Eu fiz muitos outros negócios. Perdi dinheiro em todos. Só ganhei dinheiro vendendo seguro de vida. Esse é um recado, é a mais clara verdade, que é a minha vida”, afirmou. 

Carlos Heitor Campani, PhD em Finanças, definiu bem os 5 produtos sugeridos por Molina. “Todos eles tratam de resolver problemas na longevidade e se configuram em soluções de proteção social. Naturalmente, um arcabouço legal precisaria acompanhar a regulação desses produtos”, escreve Campani que também é pesquisador da Cátedra Brasilprev em Previdência e da ENS – Escola de Negócios e Seguros.

Long-Term Care: garantiria uma renda mensal até determinada idade (ou até de forma vitalícia) por perda (parcial ou total) da autonomia física ou intelectual. Note que se trata de algo diferente do seguro invalidez por conta do nível de especificidade. Por exemplo: se um cantor passa a ter problema severo com sua voz, ele não se torna um inválido, mas perde a chance de gerar renda com o talento de cantar. O produto serviria exatamente para recompor a sua renda devido à essa perda inesperada.

Hipoteca Reversa: imóvel próprio vendido antecipadamente a instituição financeira (ou seguradora). Imagine que o único bem que você possua seja a sua casa própria e que você não gostaria de vender para morar de aluguel. Esse produto garantiria uma renda mensal vitalícia em troca da instituição financeira receber a posse do seu imóvel após a sua morte. Enquanto você viver, o imóvel é seu!

Compra Atuarial: de moradia, alimentação, saúde etc. Produto que garantiria, como diz Nilton Molina, o custeio “da última milha da vida”. Ao longo de sua vida ativa, você pagaria por este produto e, caso venha a chegar à sua última milha (definida por você, tal como, por exemplo, 90 anos de vida), teria direito a usufruir, por exemplo, de um hotel para idosos pelo resto da vida. Esse hotel proveria as condições (moradia, alimentação e saúde) para um final de vida adequado. Alternativamente, esse produto poderia prover essas condições na residência do idoso.

Capital Segurado de Saúde: auxílio financeiro pontual decorrente de algum evento de saúde, como por exemplo o aparecimento de um câncer ou de outra doença grave. Se, por um lado, um plano de saúde custeia (de forma parcial ou total) os gastos médicos e hospitalares, por outro, é muito usual que a pessoa perca renda por não ter como trabalhar pelo período de tratamento. Este produto serviria de apoio financeiro neste tipo de situação.

Capital Segurado de Sobrevivência: auxílio financeiro pontual ou vitalício que você receberia caso atingisse determinada idade avançada. Note que seria um produto atuarial e, portanto, mais barato porque você só receberia caso atingisse aquela idade. Quanto maior a idade escolhida, mais barato esse capital sairia hoje porque a probabilidade de chegar até lá se reduz. Isso permitiria que as pessoas se aposentassem por planos previdenciários com uma renda temporária (que é maior que a renda vitalícia), tendo em vista que sua longevidade estaria financeiramente protegida por este produto.

Bradesco Seguros investe em tecnologia e pesquisas para facilitar a vida do corretor

Com mais de R$ 1 bilhão em investimentos em tecnologia, a Bradesco Seguros já fez neste ano mais de 55 mil pesquisas para criar soluções que facilitem definitivamente a vida do corretor de seguros e agregam valor aos consumidores de seguros. “Nossos resultados são frutos deste investimento em ouvir o que precisamos mudar para melhorar a experiencia dos nossos clientes, que são os corretores de seguros”, disse Guilherme Haraguchi, superintendente Executivo de Inovação do grupo Bradesco Seguros, no painel “Inovação em Seguros, durante a 7ª Convenção Nacional Lojacorr – LC Summit, promovido pela rede de corretoras de seguros independentes Lojacorr em Curitiba (PR).

Faz parte da estratégia do grupo trabalhar com o conceito de Inovação Aberta. Diferentemente do método tradicional, inclui agentes de fora da empresa como parceiros na criação de novos produtos, serviços e soluções. “Apesar de toda discussão nos últimos anos sobre a distribuição de seguros, sempre esteve claro para nós que o corretor é o responsável por vender seguro no Brasil e por isso sempre mantivemos o foco em ouvir o corretor e usar a tecnologia para facilitar a vida dos profissionais de vendas”, disse.

O executivo destacou que a Bradesco Seguros é uma companhia diferente por atuar em diferentes segmentos e por isso se transformou muito nos últimos anos. Segundo ele, a inovação requer investimentos relevantes em tecnologia e soluções que fazem sentido para o nosso negócio. Importante também pensar em como aplicar esta tecnologia no dia a dia.

“Na Bradesco Seguros pensamos em primeiro lugar no nosso cliente, que é o corretor e o consumidor. Por isso fazemos pesquisas para que a voz do corretor dite as prioridades do nosso departamento de desenvolvimento”, disse. Um dos exemplos deste investimento em ouvir o corretor resultou no novo APP, relançado no final do ano passado.

“Ele foi baseado em tudo que ouvimos. São mais de 55 funcionalidades de todas as áreas em que atuamos. São mais de 1 milhão de usuários e nota recebida de usuários nas lojas de aplicativos mostra que estamos no caminho certo de levar ao corretor cotação fácil e rápida e emissão de forma eficiente.”

O aplicativo tem uma tela inicial totalmente personalizável, sendo possível adaptar a ferramenta de acordo com uso. Além disso, o app dá  acesso direto à plataforma de treinamentos da seguradora: a Universeg. Os profissionais que utilizam a ferramenta podem encontrar o mesmo conteúdo do Portal de Negócios agora na palma de suas mãos.

Sincor-SP divulga ranking de seguradoras 2022

ranking de seguradoras

Com base nos dados divulgados pelas seguradoras e entidades do setor de seguros, o consultor de economia do Sincor-SP, diretor da Rating de Seguros, Francisco Galiza, produz, anualmente, o Ranking das Seguradoras. “O Ranking das Seguradoras é o mais tradicional estudo do Sincor-SP, bastante aguardado pelo mercado, pois serve de orientação aos corretores de seguros e ao mercado em geral sobre os caminhos do setor. O ano de 2022 ficou marcado pela retomada completa da normalidade, em um cenário pós-pandemia, quando as pessoas puderam estar novamente juntas presencialmente”, afirma Boris Ber, presidente do Sincor-SP.

O levantamento mostra que em 2022 a receita do setor de seguros, considerando somente os produtos de riscos, atingiu quase R$ 233 bilhões, com uma variação de 18,4% em relação ao ano anterior. “Foi um crescimento mais favorável do que no período 2019-2020, que registrou elevação de 13%. Se somarmos ainda os produtos de acumulação, a receita total de 2022 ultrapassou o patamar de R$ 385 bilhões, uma variação de 15% em relação ao ano anterior”, avalia Galiza.

Segundo o Ranking, um importante destaque foi o crescimento do seguro rural. Desde 2017, a variação acumulada foi de 220%, um número extremamente expressivo. Também tem relevância a recuperação parcial do seguro automóvel em 2022, após anos de relativa estabilidade em termos de receita – mas ainda dá para fazer mais para voltarmos aos patamares que registrávamos anteriormente. Outro destaque foi o crescimento do faturamento do seguro saúde em 2022, que chegou a 12%, superando a taxa de inflação no período, apesar dos desafios atuais desse segmento. “É um reflexo positivo da pandemia para nosso setor, que ressaltou a importância dos seguros, impulsionando as contratações”, indica Boris Ber.

O Ranking das Seguradoras, como diz o próprio nome, também aponta as empresas que estão se destacando e conquistando a liderança em cada ramo, bem como traz os valores das operações. No mercado brasileiro de seguros, há 84 grupos empresariais atuando no segmento de seguros de produtos de risco. Em 2022, tal como em 2021, os cinco maiores grupos do setor de seguros em produtos de risco foram Bradesco, SulAmérica, Porto Seguro, Banco do Brasil e Zurich Santander – essas cinco empresas têm representado de 50% a 55% de todo o mercado.

“Com este relatório, o Sincor-SP disponibiliza valiosa informação para que os profissionais de seguros possam compreender o cenário atual e definir suas oportunidades de empreendedorismo”, conclui o presidente.

VALOR: CNseg entra na Justiça para barrar registro de seguros

Fonte: Valor

Em uma situação provavelmente sem precedentes no Brasil, as principais entidades de um setor regulado entraram na Justiça Federal contra o próprio regulador. Foi o que ocorreu no setor de seguros. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg) abriram uma ação civil na 6ª Vara Federal de Curitiba para interromper a implementação do Sistema de Registro de Operações de Seguros (SRO).

O processo tenta barrar a aplicação das resoluções do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e das circulares da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que instituem o programa.

As entidades solicitaram tutela antecipada, ou seja, uma decisão que adianta total ou parcialmente os efeitos do julgamento de mérito, para barrar a implementação do sistema. Até ontem, o juiz responsável pelo processo não havia deferido a petição em caráter liminar. A ação foi iniciada no fim de março, mas só ficou conhecida agora.

O SRO tem como objetivo modernizar o envio de dados ao regulador, diz a Susep. As informações são passadas pelas seguradoras e outras empresas do setor às entidades chamadas de registradoras, que recebem e conciliam os dados de operações de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguros. Esses agentes disponibilizam para a Susep os dados tratados para compor a base de supervisão do órgão.

A ideia da plataforma é permitir acesso em tempo real às informações para o regulador. Além disso, o sistema estabelece padronização para o setor, que deve funcionar como base para o ambiente de compartilhamento de dados, o “open insurance”, que vai compor com o “open banking”, do Banco Central, um ecossistema mais amplo, o “open finance”.

Conforme a ação protocolada, “inexiste fundamento constitucional ou legal para a criação da obrigação de registro eletrônico perante entidades registradoras”. O documento protocolado pela CNseg e Fenaseg aponta ainda que “foi evidenciado que a proposta [do SRO] infringia os princípios constitucionais da proporcionalidade, da legalidade, da livre iniciativa e do livre exercício da atividade econômica, e descumpria as determinações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”.

As entidades argumentaram que a legislação em vigor não respalda as decisões do regulador. “Nenhuma dessas regras contempla atribuição ao CNSP ou à Susep de competência para impor às empresas do setor o dever de contratar entidades registradoras e de submeter a elas o registro de suas operações”, afirmaram a confederação e a federação.

Em resposta ao Valor, a Susep afirma que “está acompanhando a ação movida pela CNseg e pela Fenaseg na Justiça Federal do Paraná”. De acordo com o regulador do setor de seguros, “o SRO continua em andamento”.

A autarquia alega que o projeto do registro de seguros aprimora e moderniza sua capacidade de supervisão ao permitir acesso “tanto pela Susep como por toda a sociedade brasileira” a um amplo conjunto de dados. Assim, afirma, a expectativa é que melhore confiança dos consumidores e impulsione a demanda.

Sobre a questão de obrigatoriedade do registro, a Susep ressalta já haver a mesma prática nos setores bancários e de investimentos. “No Brasil, a atividade de registro de ativos financeiros e de valores mobiliários está regulamentada pelo Banco Central e pela CVM, em suas respectivas áreas de competência”, pontua.

A CNseg, em resposta ao Valor, diz que o SRO “não está em funcionamento e até hoje a plataforma integrada que permitirá que os dados enviados pelas seguradoras às registradoras cheguem até a Susep não foi disponibilizada pelas registradoras”. De acordo com a entidade, “o sistema tem gerado custos excessivos para as seguradoras”. Para a confederação, “as informações de operações ficam represadas nas registradoras sem utilização pela autarquia”.

A entidade das seguradoras cita um cenário de “insegurança jurídica” para justificar a ação na Justiça. Conforme a instituição, o processo aberto tem como objetivo “requerer a suspensão do SRO apenas até que todos os problemas que impedem o envio das informações registradas à plataforma integrada sejam corrigidos e o sistema esteja em condições de cumprir os objetivos estabelecidos pela Susep”.

FISCALIZAÇÃO EM TEMPO REAL

A ideia de implementar o Sistema de Registro de Operações de Seguros, Previdência Complementar Aberta, Capitalização e Resseguros (SRO) existe há quase dez anos. Em 2014, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) propuseram uma reforma da supervisão do setor que incluía uma plataforma digital com dados das operações.

A implementação do sistema começou a tomar forma a partir de março de 2020, com a resolução 383 do CNSP. A regulação estabelecia que as empresas supervisionadas efetuassem o registro de suas operações de seguro, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro “em sistemas de registro previamente homologados pela Susep e administrados por entidades registradoras credenciadas pela autarquia”.

Entre 2020 e 2021, o regulador credenciou cinco entidades como registradoras: B3, Cerc, CSD, Maps, Ângulo Capital e CRDC. A Susep também estabeleceu um cronograma de implantação do projeto que passou por ajustes. De acordo com o planejamento em vigor, o processo de implementação do SRO já está na fase final.

A execução teve início em novembro de 2020 e a última etapa está prevista para setembro deste ano. A primeira categoria a ser registrada foi o seguro garantia. Ao longo dos últimos três anos, os ramos foram sendo incluídos gradativamente. Já faz parte do sistema a maioria das categorias, como seguros marítimo, aeronáutico, de petróleo, nuclear, rural, de responsabilidades, patrimonial, auto, transportes, habitacional, microsseguros, de pessoas coletivo e individual estruturados em regime financeiro de repartição simples.

As últimas fases, incluem, em agosto de 2023, os produtos de previdência aberta. Já no mês seguinte o cronograma tem como últimas modalidades, a capitalização e a assistência financeira.