Susep tem como propósito ajudar a reorganizar o setor de seguros

Em pouco mais de 45 dias à frente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alessandro Octaviani deu o tom de sua gestão de forma pública ao participar do evento Insurtech Brasil 2023, realizado em São Paulo. “A Susep pode ser um fator de propulsão do mercado e não apenas um ente fiscalizatório, afirmou o superintendente da autarquia na abertura do evento organizado pelo empreendedor José Prado.

Ele assume a autarquia em meio a um turbilhão de desafios urgentes, como a discussão do PL 29/2017, a implementação do Sistema de Registro de Operações de Seguros (SRO), que é a ponte para o Open Insurance, dentro do contexto do Open Finance, que inclui também o Open Banking, entre outros assuntos que demandam muita a atenção do regulador que vão do DPVAT a pedidos de autorização de empresas e nomes de diretores para as seguradoras.

Extremamente simpático e aberto a tudo e todos, Octaviani atendeu a todos que se aproximaram e também se dispôs a falar com jornalistas, numa coletiva de imprensa improvisada para falar de alguns temas em pauta. Como regulador, deixou claro o seu grande desejo: “impulsionar e ajudar a encontrar os caminhos para o desenvolvimento do setor, incluindo seguradoras, resseguradoras, corretores, assessorias, insurtechs entre outros, para sair de uma visão meramente negativa da regulação para um papel propositivo de um ator que vai ajudar a reorganizar o mercado”.

Octaviani afirmou que a Susep vai concentrar sua atuação em três grandes desafios: transição ecológica, riscos cibernéticos e cuidar de gente. “A regulação e fiscalização sobre seguros está concentrada na inovação tecnológica e na organização da parte do securitária do sistema financeiro voltada ao desenvolvimento nacional. Por isso, faz muito sentido a discussão no Ministério da Fazenda de um grande programa de orientação de transição ecológica com várias fases onde o seguro é parte relevante”, disse.

Sobre o SRO, alvo de um processo judicial da CNseg sobre a o titular afirmar que o planejamento dos programas de implementação está mantido. Certamente, disse, mudanças que aprimorem os projetos (incluindo o open insurance) deverão ser feitas. “Mas a nossa atenção estará sempre no aprimoramento das propostas que fizerem sentido para os técnicos da Susep”.

“Estamos mantendo todos os projetos das gestões anteriores. Os técnicos da Susep foram unanimes em aprovar o SRO e Open Insurance, construído com um largo debate com o mercado. Agora, coisas podem ser melhoradas, podem. O que puder ser, vamos ouvir todos, desde que não prejudiquem o consumidor e o ritmo do setor de seguros como um tudo. O único dogma da Susep é prover a melhor regulação possível”.

Sobre o Sandbox, a mesma visão. “Trata-se de um ambiente de fomento à inovação valioso, mas que quando colocado em prática, como qualquer projeto, mostra pontos de aprimoramento. Por isso, vamos evoluir com a ajuda de parceiros, como outros órgãos públicos, como BNDES, Finame e secretarias de desenvolvimento ligadas aos ministérios.”

De acordo com ele, as futuras edições do Sandbox podem buscar as mais diversas dimensões de desenvolvimento e aplicação de inovação tecnológica no mercado de seguro, não somente com o objetivo de criarem novas seguradoras, mas buscando resolver as demandas tecnológicas articuladas aos riscos e interesses seguráveis, ampliando assim o quantitativo de possíveis novas empresas e produtos. 

Sobre o Projeto de Lei 29/2017, Octaviani acha difícil um PL ser aprovado sem que haja diálogo sobre ele. PL 29 moderniza a discussão e coloca tudo de forma organizada. O PL se enquadra em um conjunto mais amplo de outras tantas normativas e está aberto a discussão. “Este é mais um momento que isso acontecerá. Da importância do Brasil ter uma lei de contrato de seguros com modelo dual, deste século 21 e não do século 20. Ele envolveu mais de 200 propostas e mais de 100 delas foram aceitas. Ou seja, é um PL de lei altamente dialogado com o Parlamento e com o setor. Daqui para frente, o PL se enquadra em um conjunto mais amplo de outras normativas e está aberto a discussões como foi em toda a sua vida”.

Ele ressalta que o Poder Executivo entendeu por bem desarquivar o PL 29 junto com outros projetos, como o de garantias, que autoriza diversos produtos que são vetados para operar em outras operações de crédito, bem como o PL de cooperativas, para trazer para dentro da fiscalização uma série de atores que ofertam seguros. “Precisamos ter sob a tutela do regulador quem oferta seguros para não sermos surpreendidos com em pastel de vento. A gente compra achando que é carne ou queijo e quando abre é vento”.

Apesar de muito se falar em “falta de braços” e “falta de infraestrutura tecnológica” para a Susep, Octaviani afirmou que ainda não há nada oficial sobre um novo concurso público, mas será “bem-vindo” caso seja aprovado, para substituir vagas de técnicos que deixaram a autarquia. “Apesar da defasagem, nosso corpo técnico atual é capaz de lidar com os desafios de nossa agenda”.

Também ressaltou que o desafio da Susep é aumentar o acesso ao seguro no Brasil, mas com produtos que tenham qualidade. “Estamos aqui para garantir a entrega para o consumidor, que não tem o cunho técnico das seguradoras para entender o que é bom para ele. Vamos analisar com carinho todos os projetos para que eles entreguem às pessoas o que elas realmente precisam no tempo do contrato”, ressaltou durante a coletiva.

Seguro para condomínio: lei exige cobertura básica, mas cresce a demanda por proteção extra no país

A jornalista Jamille Niero escreve no Infomoney que o seguro condominial foi um dos ramos com maior demanda no setor de seguros no início de 2023, tendo avançado tanto na arrecadação (+32,5%) quanto em indenizações pagas (+17,3%), segundo levantamento da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) divulgados em maio.

De acordo com especialistas do mercado consultados pela reportagem do InfoMoney, esses avanços podem ter algumas motivações. Na avaliação de Magda Truvilhano, superintendente de Produtos de RD Massificados da Tokio Marine Seguradora, o aumento está relacionado ao aquecimento da indústria da construção civil nos dois últimos anos, com a entrega de novos empreendimentos.

“Como se trata de um seguro obrigatório é natural que a busca por seguros para novos condomínios cresça com o mercado imobiliário. Também houve um aumento do preço médio do seguro em todo o mercado, justamente pelo aumento de indenizações pagas”, diz.

Segundo Marcelo Borges, diretor de Condomínio e Locação da ABADI (Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis), a entidade apurou nos últimos três anos um crescimento no número de sinistros (quando ocorre o risco previsto no contrato de seguro) em condomínios causados por problemas elétricos, como curtos-circuitos.

“Só no Rio de Janeiro houve um aumento de 18% no número de sinistros por danos elétricos de 2019 para 2022”, conta. A hipótese mais provável para o crescimento de casos, comenta Borges, é a de aumento do número de indivíduos trabalhando em home office, dos seus apartamentos, desde 2020. Com isso, houve possível sobrecarga na rede elétrica dos prédios, que não atualizaram seus sistemas de acordo com o aumento na demanda de usuários, que antes gastavam a energia dos escritórios e escolas, entre outros locais.

O que a lei exige?

Segundo o Código Civil, todos os condomínios no país (residenciais, comerciais ou mistos) são obrigados a contratar o seguro de toda a edificação contra o risco de incêndio ou destruição, total ou parcial, até 120 dias a partir da concessão do Habite-se. A contratação deste seguro é de responsabilidade do síndico e, caso ocorra algum sinistro e não houver seguro, o síndico poderá ser responsabilizado legalmente, podendo ser obrigado a ressarcir eventuais prejuízos aos condôminos.

“O seguro Condomínio é obrigatório, seu pagamento é feito por meio das cotas condominiais e protege as áreas comuns do condomínio contra riscos de incêndio, explosão e raios, assim como indeniza prejuízos causados à estrutura física (pisos, tubulação hidráulica e elétrica, parede, pintura e acabamento)”, explica David Beatham, diretor-executivo de Automóvel, Massificados e Vida da Allianz Seguros.

O seguro Condomínio contempla, basicamente: proteção para incêndio, queda de raio, explosão, fumaça, queda de aeronaves, danos à estrutura física (pisos, tubulação hidráulica e elétrica, parede, pintura e acabamento), e roubo de bens do condomínio.

Borges alerta que algumas localidades podem ter outros seguros obrigatórios que devem ser contratados pelo condomínio, além do que já é exigido pelo Código Civil. É o caso do Rio de Janeiro, onde algumas convenções coletivas de trabalho exigem a contratação de seguros voltados para os empregados. “Os condomínios têm que contratar para seus empregados o seguro de vida, invalidez, funeral (que cubra custos com enterro) e de complemento salarial para quando o empregado estiver licenciado. Tem essa obrigação aqui no Rio, e em outros estados pode ter também. Tem que ver como é a relação trabalhista e o que cada região exige”, observa.

Proteção adicional

Borges relata ainda que diversos condomínios costumam contratar seguros adicionais para os prestadores de serviços pontuais, como para a realização de pintura da fachada, por exemplo. Não é obrigado por lei, mas é recomendável, especialmente se os profissionais vão ficar pendurados em balanços ou rapel para fazer o serviço. “Se tem um grau de risco, alguns condomínios exigem que a empresa que está prestando o serviço contrate um seguro para esses funcionários”.

Os seguradores contam que a maioria dos contratos de seguros para condomínios contemplam coberturas adicionais. Na Allianz, mais de 70% das apólices possuem também as coberturas de Responsabilidade Civil do condomínio, Responsabilidade Civil do síndico, danos elétricos, vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo, além da quebra de vidros. Na Tokio Marine, as coberturas de Responsabilidade Civil estão entre as proteções “extras” mais demandadas, estando presentes em mais de 90% das apólices.

O que o seguro não cobre?

Ficam de fora das coberturas, geralmente, as falhas na construção, os defeitos preexistentes, sendo esses itens segurados por outros seguros, como o de Riscos de Engenharia. Os bens dos moradores também não estão contemplados no seguro do condomínio.

O diretor da ABADI pontua que é preciso sempre checar o que está registrado na convenção do condomínio. Na dúvida se vale contratar proteções além do que é exigido por lei, o síndico sempre pode levar o assunto para a assembleia e discutir com os demais condôminos. “Se diz que o condomínio é responsável por danos em ambientes internos, e à propriedade das pessoas, é recomendável fazer um seguro para isso. Como na maioria dos casos, o condomínio não é responsável, não tem dever de indenizar”, acrescenta Borges.

Por exemplo: se ladrões entrarem no edifício e arrombarem os carros dos moradores estacionados nas garagens, só haverá indenização se estiver especificado na convenção que é dever do prédio indenizar. Ou se houver sido contratado seguro para tal objetivo, destinado às unidades residenciais, tais como as coberturas de incêndio de bens de condôminos ou roubo de bens de condôminos. “Já os automóveis e bicicletas pertencentes aos condôminos que estejam sob guarda do condomínio e localizados nas áreas de garagem e bicicletário, estão amparados pela cobertura de Responsabilidade Civil Garagista que irá garantir estes bens em caso de roubo ou furto ocorridos no condomínio”, esclarece Truvilhano, da Tokio Marine, ao lembrar que esta cobertura específica precisa estar contratada.

É possível ainda que o morador opte por contratar o seguro residencial da sua unidade. “São dois produtos distintos, mas complementares. O seguro Residencial protege o imóvel e os objetos que estão dentro dele, e sua contratação é individual e não obrigatória. O seguro de Condomínio protege as áreas que estão fora da residência, enquanto o Residência protege o seu imóvel. A adesão ao seguro Condomínio não invalida a contratação do seguro Residencial”, pondera Beatham, da Allianz.

Scor compra totalidade do capital da AgroBrasil

fusões aquisicoes

A SCOR, resseguradora global, assumiu o controle da AgroBrasil, companhia familiar do segmento de seguros agrícolas, ao adquirir a participação restante de 40% na empresa. O valor da operação não foi divulgado. 

A primeira tranche de quotas (60%) da AgroBrasil foi adquirida pela SCOR Brasil em fevereiro de 2020. Na ocasião, a compradora afirmou que a operação era a porta de acesso a um mercado rentável em plena expansão para as operações de resseguro e seguros especiais da divisão P&C.

A SCOR vem trabalhando com a AgroBrasil há 15 anos, atuando inicialmente como resseguradora e, desde 2013, como seguradora, por meio da ESSOR Seguros, empresa brasileira que em 2018 se tornou subsidiária integral da SCOR.

Na compra da participação restante, encerrada em 12 de maio, a AgroBrasil contou com a assessoria jurídica do TozziniFreire Advogados. A SCOR foi representada pela sua equipe jurídica interna, segundo comunicado enviado a mídia estrangeira.

Seguradoras vendem R$ 117,4 bi até abril, alta de 8,7%

Alessandro Octaviani Susep

As vendas de seguros, previdencia e títulos de capitalização totalizaram R$ 117,48 bilhões no acumulado até abril de 2023, o que representa um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período de 2022. As indenizações, resgates e sorteios atingiram R$ 76 bilhões.  

O superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, destaca a importância da divulgação dos dados: “O mercado de seguros, previdência e capitalização é um precioso patrimônio nacional, como prescreve a Constituição Federal. Boa informação sobre esse mercado é uma premissa para que ele funcione bem e cumpra suas funções da melhor maneira possível”, afirmou. 

Os seguros de danos tiveram alta de 16,8% na arrecadação de prêmios até abril de 2023 em relação ao primeiro quadrimestre de 2022. Na linha de negócios do seguro auto, os prêmios atingiram um valor de R$ 17,4 bilhões no acumulado até o quarto mês de 2023, representando uma alta de 22,0% comparado ao mesmo período de 2022. 

Nos seguros de pessoas, o seguro de vida atingiu R$ 9,21 bilhões até abril. O valor corresponde a uma alta de 11,3% em relação ao ano de 2022. Já o seguro viagem teve um montante acumulado de R$ 0,27 bilhão em prêmios no primeiro quadrimestre de 2023, representando um crescimento de 20,5% em relação ao mesmo período de 2022. 

Liberty Seguros lança sexta edição da Academia Digital

Liberty Seguros

Fonte: Liberty

Com o intuito de engajar e capacitar cada vez mais os corretores a crescerem por meio do digital, a Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil, anuncia o lançamento da sexta edição da Academia Digital, treinamento promovido anualmente pela companhia. Com início no dia 22 de maio, o programa terá duração de três semanas.

Criada em 2018 para ensinar os corretores a ofertar seguros nas mídias sociais, a Academia Digital impactou mais de 2.700 parceiros até a quinta edição, que aconteceu em 2022. Para a temporada de 2023, a Liberty apresentará 10 vídeo-aulas com diversas técnicas e ferramentas para automatizar as tarefas dos corretores, como qualificação de leads, nutrição de contatos, segmentação de público, envio de emails e mensagens no WhatsApp, agendamento de posts nas redes sociais, entre outros. 

Com a estratégia, a companhia acredita que os corretores podem aumentar a eficiência das operações, economizando tempo e recursos valiosos para, assim, poderem se concentrar em atendimentos mais personalizados e com maior qualidade a todos os clientes.

“A Academia Digital é um grande orgulho para a Liberty”, reflete o vice-presidente Comercial da empresa, Marcos Machini. “A cada ano que passa vemos como o engajamento e a participação dos corretores aumenta e isso é muito gratificante, porque demonstra o quanto nossos parceiros querem crescer junto à companhia e expandir suas carteiras de clientes”, ressalta o executivo. “Estamos tendo resultados incríveis desde o lançamento desse projeto em 2018 e continuaremos trabalhando para garantir cada vez mais desenvolvimento para nossos corretores parceiros”, conclui.

Os corretores interessados em participar da sexta temporada da Academia Digital e conferir os conteúdos das edições passadas devem acessar a plataforma de treinamentos da Liberty presente no Meu Espaço Corretor, no site institucional da companhia.

HDI Seguros conquista selo GPTW de Melhores Empresas para Trabalhar pelo segundo ano consecutivo

HDI seguros

Fonte: HDI

A HDI Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil, acaba de receber, pelo segundo ano consecutivo, o Selo GPTW de Melhores Empresas para Trabalhar, reforçando a sua atuação estratégica, com foco na valorização das pessoas, do ambiente de trabalho e de sua cultura organizacional. 

Com esta iniciativa do Programa de Certificação Great Place to Work, foi possível avaliar o grau de satisfação dos funcionários em categorias que medem a credibilidade da liderança, respeito às pessoas, imparcialidade no tratamento, orgulho e camaradagem. Por meio de todo esse processo, ficou comprovado o excelente clima organizacional da HDI Seguros e o quanto a empresa investe na possibilidade de crescimento, na qualidade de vida e no alinhamento de valores empresa-colaboradores. 

O selo GPTW tem o objetivo de medir a percepção dos profissionais não só quanto às políticas e práticas internas, mas, principalmente, a relação de confiança na empresa. Além disso, contribui para a atração e retenção de talentos, diferenciando a companhia no mercado. 

“Obter o Selo GPTW por mais um ano é uma conquista essencial para a HDI, principalmente, neste momento de grandes transformações internas, que estão norteando o nosso crescimento no mercado. A iniciativa atesta o reconhecimento dos colaboradores em relação à empresa, à nossa cultura organizacional e ao nosso ambiente de trabalho. Também reforça o orgulho e o pertencimento em integrar uma equipe altamente capacitada e preparada para seguir a sua trajetória no mercado segurador. Por fim, mostra que as ações desenvolvidas com o olhar para a saúde emocional, profissional e social dos colaboradores da HDI fazem a diferença na companhia, explica Eduardo Dal Ri, CEO da HDI Seguros.

NESsT anuncia parceria com MetLife Foundation para apoiar seu projeto NESsT Amazônia

Breno Metlife

A Fundação MetLife está se juntando a outros doadores para apoiar a NESsT Amazonia, que conecta empresas locais e ambientalmente conscientes na floresta tropical a mercados sustentáveis, protegendo a biodiversidade da bacia amazônica e, ao mesmo tempo, garantindo meios de subsistência de qualidade para as comunidades locais. Esta nova parceria plurianual entre a NESsT e a Fundação MetLife acelerará a conservação sustentável das florestas, catalisando 10 empresas baseadas na Amazônia. 

Um dos objetivos do projeto é facilitar o acesso ao financiamento por parte das empresas locais e ambientalmente conscientes, proporcionando-lhes financiamento inicial e assistência às empresas e ligando-as a doadores e investidores. Para a maioria dos ecoempreendedores localizados em áreas remotas da bacia amazônica, o acesso aos mercados continua sendo um desafio – a demanda por produtos mais novos é imatura e sujeita a altas flutuações de preços, e a obtenção de certificações como orgânico, comércio justo ou preservação da floresta tropical pode ser proibitivamente cara para as empresas locais.

A NESsT prioriza a mitigação de riscos ambientais investindo na previsibilidade climática, realizando estudos técnicos para identificar riscos potenciais com antecedência e implementando estratégias de diversificação de produtos, incluindo opções anticíclicas e complementares, e treinando famílias de pequenos agricultores em agroflorestas e manejo sustentável.

Com o apoio da Fundação MetLife, a NESsT Amazônia apoiará as empresas de seu portfólio para fortalecer a capacidade operacional e de negócios e a governança, com o objetivo de aumentar suas vendas e parcerias comerciais, melhorar a gestão da cadeia de suprimentos e reduzir a dependência de programas públicos. 

Além disso, as empresas da Bacia Amazônica enfrentam desafios para alcançar a prontidão de investimento devido à gestão financeira inadequada, à diversificação limitada de clientes e a mudanças na legislação. 

O portfólio da NESsT Amazônia consiste em empreendedores, cooperativas e associações que operam negócios que oferecem oportunidades de emprego às comunidades florestais, ao mesmo tempo em que conservam os ecossistemas locais. Como parte de sua missão, essas empresas têm como alvo comunidades da floresta com poucas alternativas de subsistência, mas que desempenham um papel significativo na conservação da floresta.

Breno Gomes, presidente da MetLife Brasil, comemora a parceria: “Estamos muito animados em anunciar nossa nova parceria com a NESsT. O apoio da MetLife Foundation permite que a NESsT trabalhe ao lado das empresas escolhidas e forneça a elas apoio financeiro, bem como orientação de negócios para ajudá-las a crescer e alcançar seus objetivos. O projeto reforça nosso compromisso de impulsionar a mobilidade econômica inclusiva para comunidades carentes e sub-representadas em todo o mundo”.

Renata Truzzi, diretora nacional da NESsT Brasil, complementa: “A grande maioria dos pequenos agricultores beneficiados pela iniciativa são ribeirinhos, indígenas e comunidades locais com participação ativa de mulheres. Nossa aceleradora avança significativamente na inclusão desses grupos, ajudando-os a desempenhar um papel crescente contra as mudanças climáticas. O NESsT Amazônia é uma abordagem de longo prazo para atender às necessidades da região. Os negócios florestais comunitários em estágio inicial de nosso portfólio têm o potencial de melhorar as condições de vida e a conservação regenerativa na bacia amazônica, e a NESsT está comprometida em orientá-las durante sua transição até que se tornem negócios consolidados e prontos para o mercado”.

Já Nicole Etchart, co-fundadora e CEO da NESsT, finaliza: “nossa abordagem é promover práticas de negócios sustentáveis que ao mesmo tempo em que fortalecem as comunidades da floresta sustentam o planeta”. 

A região amazônica abriga cerca de 10% das espécies da Terra e 20% de sua água doce. A região é responsável por 145 milhões de pessoas, das quais aproximadamente 40 milhões, ou 28%, vivem na pobreza. A mudança climática e o desmatamento aceleraram a destruição da floresta – aproximadamente um quinto da floresta amazônica brasileira já caiu, aproximando-a de forma alarmante de se inclinar para um estado permanentemente degradado sem retorno.

Diversificação é a alma do negócio em seguros

Eis aqui a nova coluna publicada no Infomoney

Os corretores de seguros – são mais de 120 mil no Brasil – enfrentam um momento difícil devido à concentração em apenas dois segmentos. Cerca de 80% deles ganham a vida vendendo seguro de carro e plano de saúde. Ambos os setores têm alta demanda da população, mas estão enfrentando desafios, como a crise nos negócios e a queda de renda das famílias, que estão cada vez mais inadimplentes.

De acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em maio deste ano, cerca de 78,3% das famílias brasileiras tinham dívidas, seja em atraso ou não.

Além disso, em maio, surgiu um novo problema. Aproximadamente 85% das vendas de seguro de carro são originadas por carros zero quilômetro. Ninguém sai da concessionária sem seguro. No entanto, com o anúncio do governo sobre subsídios para o carro popular em 26 de maio, as vendas caíram. A ideia é reduzir o preço dos carros populares em até 10,96% por meio do corte de impostos.

“As pessoas adiaram a compra à espera de um preço menor com a redução de impostos. Até veículos que não serão contemplados pela medida sofrem com a espera do pacote do governo”, afirma Dirceu Tiegs, presidente da Lojacorr, uma rede que conecta mais de 2 mil corretores de seguros, com vendas de R$ 1,2 bilhão em 2022. Ele destaca que as vendas de seguro auto estavam avançando 25% em abril, mas caíram consideravelmente na última semana de maio.

No setor de saúde, a pressão também é grande. Em maio, o número de clientes com planos empresariais, muitos deles emitidos a partir de um CNPJ, em busca de informações sobre cancelamentos por parte da operadora, aumentou significativamente. Segundo os corretores, a justificativa tem sido o aumento do uso, tornando a carteira deficitária. Quando isso acontece, não resta outra opção a não ser procurar outro plano. No entanto, surge a questão de qual outra operadora comprará a carência de um cliente que usa muito mais do que paga e qual preço será cobrado.

Dyogo Oliveira, presidente da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), afirmou em palestra no evento LC Summit, realizado pela Lojacorr entre 1 e 2 de junho em Curitiba (PR), que o cenário da saúde é extremamente preocupante. De acordo com levantamento da FenaSaúde, cerca de 270 operadoras estão com déficit. Algumas conseguem se manter sem prejuízo devido aos ganhos financeiros com as elevadas taxas de juros, mas com a tendência de declínio dessas taxas, os resultados das empresas serão ainda mais afetados.

“Temos uma combinação de aumento de despesas, pela evolução da tecnologia de saúde, e um envelhecimento da população, que aumenta a demanda sobre o serviço de saúde. Somado a isso temos um conjunto de decisões jurídicas, legislativas e regulatórias que imputam custos para o sistema de saúde sem a devida preocupação com a sustentabilidade do sistema. Além da fraude. Tudo isso encarece o preço do produto. Se este cenário continuar, o plano de saúde será restrito apenas a homens como Bill Gates. Nós, mortais, migraremos todos para o SUS”, diz Oliveira.

A saída para os corretores é apostar na diversificação da carteira. Se eles oferecerem um seguro de vida ou de residência para cada cliente de seguro auto e saúde, a receita da corretora aumentará consideravelmente, acredita Ney Dias, presidente da Bradesco Auto Re. “Somente 15% das residências no Brasil têm seguro residencial. É uma taxa muito baixa comparada a países da América Latina, com indicador que chega a 40%, ou de países da Europa ou Estados Unidos que chegam a 90% de cobertura das residências existentes”, diz.

Dias destaca que existem produtos para todos os bolsos, com coberturas e serviços importantes para as pessoas. “O seguro residencial no Brasil tem um custo acessível, em média de US$ 100 por ano. Em países latino-americanos, como Chile e México, esse custo chega a ser cinco vezes maior. A importância de ter um seguro residencial está na severidade de um acidente. A média de indenização paga nesse tipo de produto chega a R$ 800 mil, o que é uma perda grande para uma família de classe média”, afirma.

Nilton Molina, presidente do Conselho da MAG Seguros, destacou duas oportunidades primordiais para o avanço e futuro do mercado de seguros: a longevidade e o seguro de vida. “As crianças que estão nascendo hoje serão centenárias e saudáveis. O Brasil tem 16 milhões de pessoas com mais de 65 anos. Daqui a 30 anos, serão 60 milhões”, diz Molina.

Segundo o presidente do Conselho da MAG Seguros, o seguro social fornecerá uma renda mínima universal para os aposentados. . “Sendo assim, o setor de seguros é quem vai prover a sociedade com produtos de proteção financeira, como vida e previdência. E esse é um grande desafio que depende de todos nós em criamos condições econômicas e atuariais sustentáveis”, afirma.

Molina enfatiza que os corretores vendem muito pouco seguro de pessoas, concentrando as vendas em automóveis e saúde. “O que custa fazer uma pergunta singela ao cliente de carro: o senhor tem um tempinho para eu lhe mostrar um seguro de vida para proteger a sua família”, diz.

A clara mensagem dos palestrantes no evento da Lojacorr, que reuniu mais de 1,2 mil corretores, foi simples: a diversificação é a chave do sucesso para quem quiser se manter no mercado de seguros, um segmento com grande potencial e que investe para dobrar de tamanho até 2030, segundo estudo divulgado pela CNseg.

Auto Compara do Santander vai vender seguro da Porto Seguro

Auto compara Santander


Após registrar, desde o início de 2023, um salto de 200 mil para 400 mil acessos por mês de clientes interessados na contratação de seguro auto em seu portal, além de um aumento de 60% nas vendas, o Auto Compara lança um importante complemento do seu portfólio de produtos. A corretora 100% digital que pertence ao Santander Brasil assinou parceria comercial com a Porto Seguro para começar a ofertar, a partir deste mês, todas as opções de proteção para carro e moto de uma das mais importantes seguradoras do País.

Com isso, o dono do carro ou moto que prefere a comodidade da contratação online passa a ter 100% de possibilidade de encontrar no Auto Compara uma opção adequada às suas necessidades. Isso porque a Porto Seguro completa o alcance de diferentes perfis e coberturas de veículos como, por exemplo, os de maior valor de mercado. É o caso de automóveis e motocicletas que valem acima de R$ 500 mil, podendo até ultrapassar R$ 1 milhão.

“Com a chegada da Porto Seguro, podemos dizer com total segurança que a nossa oferta de produtos agora atende 100% do público que cota seguros na nossa plataforma, apoiando o cliente na melhor escolha, o que deve alavancar em 20% as vendas no portal até o final do ano”, afirma Rogério Ferreira Parra de Souza, CEO do Auto Compara. A Azul Seguros, que também faz parte do grupo Porto, deve começar a ser ofertada em breve. Com isso, serão dez seguradoras na prateleira da corretora digital do Santander: Allianz, Aliro, Azul, HDI, Liberty, Mapfre, Porto Seguro, Sompo, Tokio Marine e Zurich.

O executivo do Auto Compara avalia ainda que, com este movimento, a plataforma que há exatos dois anos começou a comercializar seguros e assistências diretamente ao dono do carro está revolucionando o acesso à proteção de veículos com cada vez mais opções para todos os perfis de clientes, além de garantir toda a privacidade e segurança dos dados. com a infraestrutura do Santander.

Rivaldo Leite, CEO da vertical de negócios Porto Seguro, diz que está otimista com a parceria. “Queremos estar ainda mais presentes na vida de cada vez mais pessoas visando, acima de tudo, que o cliente final esteja sempre bem cuidado”, afirma.

A jornada completa de contratação de um seguro para carro ou moto no Auto Compara – do preenchimento de dados pessoais, informações do veículo, até a efetivação da compra – pode ser feita em apenas três minutos. A insurtech do Santander é uma plataforma 100% digital que permite ao dono do carro cotar, comparar e contratar as melhores ofertas de Seguro para o seu automóvel em um único local.

O propósito do portal é ser simples, rápido e acessível para clientes de todas idades e perfis. Não é necessário que o contratante responda a até 45 perguntas que, em média, são feitas pelo mercado. Após informar nome, CPF, endereço, marca, ano e modelo do veículo, o usuário recebe, em poucos segundos, cotações de todas as seguradoras parceiras.

FF>>Seguros lança seguro garantia judicial de depósito recursal

Ao completar um ano de atividade desde que lançou sua plataforma digital com foco no desenvolvimento de um portfólio de produtos de seguro no segmento de Varejo, a Fairfax Brasil (FF>>Seguros) anuncia o seu mais novo produto: o Seguro Garantia Judicial de Depósito Recursal

O depósito recursal é uma obrigação prevista na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e é exclusiva da Justiça do Trabalho. O seguro garantia judicial em substituição ao depósito recursal visa garantir o pagamento de débitos reconhecidos em decisões proferidas por órgãos da Justiça do Trabalho, constituindo pressuposto de admissibilidade dos recursos. A garantia serve para preparo do competente recurso a ser distribuído ou substituição do valor do recurso depositado em dinheiro pelo tomador no âmbito da Justiça do Trabalho.

A exigência do depósito recursal é uma medida adotada pela Justiça do Trabalho para evitar que os empregadores usem os recursos processuais somente para postergar ou impedir uma execução.

Diante da decisão do empregador em apresentar um recurso trabalhista, o Poder Judiciário determina que ele faça um depósito financeiro para que seja dado prosseguimento à ação trabalhista. A medida visa assegurar que a sentença possa ser executada na hipótese de que ocorra a condenação do empregador.Assim, em vez de fazer o pagamento da garantia de juízo ou o depósito recursal em dinheiro, a parte interessada pode apresentar o seguro garantia trabalhista.

“O Seguro Garantia Judicial para Depósito Recursal é um produto que tem demanda no mercado brasileiro e certamente atrairá o interesse dos corretores de seguros. O seguro permite ao devedor manter o valor dos depósitos recursais em capital de giro da empresa enquanto continua dando andamento ao processo judicial”, afirma Eduardo Pitombeira, head de Canais Digitais de Varejo da Fairfax Brasil, em comunicado.

Para lançar o novo produto, a Fairfax Brasil realizou no dia 25/5 um webnar que contou com a participação de mais de 350 corretores de seguros. Na oportunidade, os executivos da seguradora apresentaram em detalhes o depósito recursal e a plataforma digital da FF Seguros. O Seguro Garantia Judicial para Depósito Recursal da FF Seguros é um produto 100% digital, possui um custo benefício muito atrativo e foi projetado para simplificar a contratação pelos clientes.

Foco no Varejo

Reconhecida pelo mercado brasileiro como especialista na oferta de soluções diferenciadas na cobertura de seguros corporativos, a Fairfax Brasil definiu como plano estratégico operar no segmento de Varejo. Esse movimento foi decorrência do lançamento da sua plataforma digital multiprodutos de seguros com foco no varejo e desenvolvida exclusivamente para corretores de seguros e parceiros. 

Lançada em maio de 2022, a plataforma já conta com mais de 2.500 corretores de seguros cadastrados, informa Eduardo Pitombeira.  Segundo ele, trata-se de um número expressivo de corretores listados que podem montar suas carteiras de clientes na própria plataforma digital, projetando a rentabilidade das operações, volume diário, semanal e mensal de vendas, simulador de ganho de comissões, campanhas promocionais, sistema de pontuação e prêmios. 

“A meta é o Varejo ganhar a mesma relevância do Corporate da Fairfax, com a oferta de soluções inovadoras, por meio da plataforma digital e da força da rede de corretores. Queremos impactar positivamente o mercado, buscando transformar o modo como o segmento de varejo opera hoje, conectando performance, sustentabilidade e desenvolvimento humano lastreada nos valores da companhia”, acrescenta o executivo.

A carteira de produtos de Varejo da Fairfax conta com os seguintes produtos: Seguro de Responsabilidade Civil Profissional (E&O) para os Médicos, Dentistas e Corretores de Seguros, RC Administradores e Diretores (D&O), Seguro de Riscos Diversos (RD) Equipamentos para obras do setor de Construção Civil e Seguro de Bike. Nos próximos meses, serão lançadas outras modalidades de Seguro Garantia Judicial.