Alper abre inscrições para programa de aceleração de startups

A AlperTech, responsável por todos os projetos de tecnologia e inovação digital da Alper Seguros, acaba de lançar a 5ª edição do programa de aceleração de startups, com um novo nome, o AlperTech Startups. O programa selecionará até cinco startups que irão participar de uma imersão de 12 meses, que tem como objetivo gerar valor por meio de negócios, relacionamento e infraestrutura, sem solicitação de equity. 

A Alper é referência em soluções de seguros e está sempre na vanguarda, buscando novas maneiras de inovar e trazer tecnologia com ganho de eficiência e escalabilidade no mercado. “Lançar a 5ª edição do AlperTech Startups é muito importante para nós. Queremos ampliar as soluções digitais aos nossos clientes e incentivar a inovação no mercado para transformar o segmento de seguros e as entregas para nossos clientes”, explica Gustavo Croitor, Chief Digital Officer (CDO). 

A AlperTech Startups é um programa de geração de valor para startups, com um modelo validado, onde os selecionados contarão com uma série de benefícios, entre eles: oportunidades de realizar uma POC por três meses com as áreas da Alper e em clientes da companhia; rede de mentores com vasta experiência corporativa; acesso à fundos de venture capital, ecossistemas de inovação, networking com a rede de clientes da Alper; entre outras. 

Desde que foi criado, em 2019, o AlperTech Startups já acelerou 17 startups entre healthtechs, HR Techs, AgTechs e outros. “A tecnologia está no nosso DNA e nosso programa de aceleração contribui para descobrir o que há de mais moderno no mercado e levar essas soluções para o dia a dia dos nossos clientes”, destaca Gabriela Rosati, diretora de digital da Alper.

Na rodada passada, foram aceleradas 5 startups e lançadas iniciativas tecnológicas nas áreas de wellness, análises preditivas, cybersegurança, bem-estar financeiro e saúde. 

Participam como apoiadores do projeto: o Base27, a BossaNova, a Duxx Investimentos, a Fischer, a G2Capital, Invisto e a Top 100 Startups. 

Para se inscrever no programa de aceleração é só acessar este link

Zero prejuízo: 50 maiores seguradoras apresentam lucro de R$ 11,4 bilhões até maio de 2023

O lucro das seguradoras ultrapassou R$ 11,4 bilhões no acumulado até maio deste ano, segundo dados fornecidos pelas companhias para a Susep (Superintendência de Seguros Privados) e organizados pela consultoria Siscorp. O valor é quase o dobro dos R$ 6 bilhões apurados no mesmo período do ano passado.

A Bradesco Seguros lidera o ranking e viu seu lucro saltar de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões no período analisado. O Banco do Brasil exibe o segundo maior lucro do setor de seguros e também registrou um avanço significativo, passando de R$ 1,37 bilhão para R$ 2,2 bilhões. Em terceiro vem a Caixa Seguros, que avançou de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão, segundo o ranking produzido pela Siscorp.

Um dado interessante é que todas as 50 seguradoras listadas no ranking registram lucro de janeiro a maio de 2023. No mesmo período do ano passado, 12 delas amargaram prejuízo.

Em breve, o balanço do primeiro semestre será divulgado com mais detalhes sobre a melhor dos ganhos do setor. Até então, os reajustes de preços e a falta de eventos catastróficos justificam os resultados. Em 2022, o resultado das seguradoras foi impactado principalmente pelo aumento das indenizações em seguro de carro, pelo descompasso entre o valor segurado e alta de preço dos veículos, e seguro rural, ramos que sofreu com as perdas causadas pelas intempéries do clima, principalmente no Sul do Brasil.

As seguradoras arrecadaram R$ 148,86 bilhões entre janeiro e maio de 2023, alta de 7,9% em relação ao mesmo período de 2022. Já as indenizações pagas totalizaram R$ 96,05 bilhões, segundo dados da Susep.

Com aposta em IA, Akad projeta faturamento de R$ 1 bi em 2023

No mês em que comemora 1 ano de atuação no Brasil com uma nova marca, a Akad Seguros atingiu um faturamento recorde de R$ 118 milhões em junho. O volume reforça as projeções da companhia de encerrar o ano arrecadando mais de R$1 bilhão. O valor representa mais que o dobro em relação aos R$ 370 milhões registrados em 2021.

Os avanços estão fundamentados em investimentos da seguradora em Inteligência Artificial, Big Data, Machine Learning e outras tecnologias para otimizar o atendimento aos seus mais de 13 mil corretores. “A combinação dessas soluções está ajudando a companhia a conhecer melhor seus corretores, entender seus principais desafios para crescer”, diz o CEO da empresa, Danilo Gamboa. “Estamos abrindo caminho para prestar um serviço melhor, mais rápido, mais transparente e livre das burocracias que engessavam o trabalho desses profissionais”, completa o executivo.

A nova mentalidade levou a Akad à liderança nacional no seguro de Responsabilidade Civil Profissional, além de estar no Top 5 em seguros de Transportes no Brasil e abrir mais espaço nos segmentos de Garantias, Empresarial e Equipamentos. “Em um setor que sempre foi analógico e tradicional, apostamos na inovação para deixar a jornada de contratação do seguro mais acessível e menos burocrática para os corretores e futuros segurados”, revela Gamboa.

De acordo com estudo da Conhecer Seguros, conduzido em 2021, existem 3.475 municípios brasileiros sem a presença de corretores. Ou seja, 62% do total do País.

Diante deste cenário, a Akad decidiu abrir uma nova frente de negócios, o de pequenas e médias empresas, em razão do potencial de expansão e para ajudar o corretor a chegar nos clientes das cidades que ainda não possuem oferta de seguros. Com o aporte de tecnologia e inteligência de dados, a seguradora digital passou a investir em ferramentas para descomplicar a contratação de seguros, facilitar o atendimento dos corretores com os seus clientes e, consequentemente, democratizar o acesso de PME’s ao portfólio de produtos e serviços de seguros da empresa.

Hoje, a companhia tem tecnologias que possibilitam automatizar processos como a cotação de seguro e emissão das apólices. “Proporcionamos agilidade, eficiência, praticidade a custos mais acessíveis, permitindo a ampliação do acesso a apólices a empresas”, diz Gamboa.

Segundo o executivo, uma das principais faces da estratégia de digitalização da Akad é o modelo de oferta de produtos e serviços conhecido como embedded insurance. Por esse modelo, explica Gamboa, a seguradora pode integrar seus seguros em plataformas de organizações como meios de pagamento e instituições não financeiras, como marketplaces, para proporcionar mais flexibilidade e conveniência no momento de contratação da proteção durante a aquisição de um produto, serviço ou patrimônio. Nessa modalidade de negócio, a empresa potencializa sua oferta de seguros e, consequentemente, pode dar escalabilidade para as vendas de apólices.

A Akad também diversificou seu portfólio de produtos, com o lançamento de um seguro contra riscos cibernéticos direcionado a pequenas e médias empresas em todo Brasil. Com o CyberRisk Pro, a companhia se preparou para atender mais de 6,4 milhões de PME’s, como escritórios, mercados de bairro, restaurantes e clínicas médicas, entre outros negócios.

“Temos um potencial imenso para otimizar o atendimento para grandes empresas e democratizar o acesso para PME’s, amadurecendo o mercado de seguros em todo País”, diz Gamboa. Nesse contexto, a Akad também acelerou as parcerias neste um ano de operação com a nova marca, com empresas como MarketUp, Dentalis, Oggi e Linker Bank.

Aceleradora da Porto busca startups voltadas a soluções de TI em parceria com a Liga Ventures 

Porto: Oxigênio

Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de soluções inovadoras e viabilizar oportunidades dentro do ecossistema de Tecnologia da Informação, a Oxigênio – hub de inovação da Porto – está com vagas abertas para seu mais novo ciclo de aceleração, em parceria com a Liga Ventures, maior rede de inovação aberta da América Latina, que conecta startups e grandes empresas para geração de negócios. As inscrições para a 17ª edição do programa vão de 4 a 23 de julho e podem ser feitas por meio do site da aceleradora.  

Há sete anos no mercado, a Oxigênio já criou mais de 120 projetos e acelerou 96 startups dos mais diversos segmentos. Agora, o hub de inovação está em busca de soluções focadas no ramo de TI e tem como principais assuntos de interesse a Inteligência Artificial, Data Analytics, Cloud e Cibersegurança. Dentre os temas, aplicações em gestão, controle e cessão de acessos, monitoramento, ações de remediação a riscos cibernéticos, computação na nuvem, FinOps, integração, gestão e visualização de dados de TI e áreas de negócios, gerenciamento e atendimento de chamados e gestão do conhecimento e eficiência em programação são algumas das atividades que têm sinergia com o que a Oxigênio busca para o próximo ciclo.  

Para Maurício Martinez, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Porto e da Oxigênio, a concentração em temáticas do universo de TI é uma nova aposta da aceleradora. “Para este 17º Batch, queremos encontrar startups cujas ideias vão ao encontro dos negócios que acreditamos serem essenciais para a crescente área de Tecnologia da Informação. Queremos desenvolver projetos inovadores para a Oxigênio e para o mercado como um todo”, comenta.  

Durante o período de aceleração, as soluções selecionadas terão mentorias exclusivas com os executivos da Porto e Oxigênio e os especialistas de mercado, além do acompanhamento da equipe da Liga Ventures e um networking intenso com profissionais da área para trocar experiências, acessar estratégias de crescimento, geração de negócios e exposição para o mercado. 

“Nossa missão é conectar organizações que são referência a startups para que elas possam, juntas, realizar trocas enriquecedoras que ajudem a alavancar a agenda de inovação aberta no Brasil. Essa parceria de longa data com a Oxigênio Aceleradora tem gerado resultados muito positivos, o que torna ainda mais satisfatório poder seguir alcançando esse propósito com o lançamento de mais uma edição do programa de aceleração, dessa vez focada no universo de TI”, conta Rogério Tamassia, co-fundador da Liga Ventures.

10,8 milhões de pessoas têm planos de previdência privada aberta, revela estudo da Fenaprevi

Levantamento realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, referente a maio de 2023, revela que 10,8 milhões de pessoas possuem planos de previdência privada aberta no país. Considerando o último Censo Demográfico, o dado revela que apenas 5,3% da população brasileira está se preparando para uma aposentadoria mais tranquila por meio desses planos.

“O percentual da população coberta pelo sistema de previdência privada é muito baixo. Se considerarmos o sistema como um todo (aberta + fechada), é de, apenas, 7,2%”, diz Edson Franco, presidente da Fenaprevi, que acrescenta: “Tudo isso demonstra que o segmento de previdência privada tem o desafio de aumentar a inclusão previdenciária, para que um maior número de pessoas tenha acesso a essa importante forma de proteção financeira. Os empregadores podem ser um forte aliado para alcance desse objetivo”, explica o executivo.

De acordo com dados da Fenaprevi, apenas 2,3 milhões de pessoas têm planos coletivos (considerando os contratados pelas empresas em favor de seus colaboradores e as demais formas de contratação coletiva), o que equivale a aproximadamente 4,6% dos trabalhadores formais.

Segundo o presidente da Fenaprevi, “os dados revelam que é necessário incentivar os empregadores a ajudar seus colaboradores a se prepararem para o momento da aposentadoria, inclusive no que diz respeito ao aspecto financeiro”.

Setor acumula R$ 1,3 trilhão em ativos

O setor acumula R$ 1,3 trilhão em ativos, montante equivalente a 12,5% do PIB brasileiro e 12,9% acima do registrado em maio de 2022. Apenas em maio foram aportados R$ 13,3 bilhões em planos de previdência privada aberta, o que levou o resultado acumulado nos cinco primeiros meses de 2023 para R$ 63,7 bilhões, valor 2,3% acima do observado no mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e maio deste ano foram resgatados R$ 55,3 bilhões, levando a captação líquida do setor – que significa o resultado dos aportes menos os resgates – para R$ 8,4 bilhões.

Considerando-se apenas o mês de maio, a captação líquida foi de R$ 1,9 bilhão, enquanto os resgates somaram R$ 11,4 bilhões no mês, elevação de 10,3% em relação a maio de 2022.

Plano tipo VGBL é o produto favorito

Na análise da captação bruta dos cinco primeiros meses do ano por produto, verifica-se que R$ 58,1 bilhões (91,1% do total) foram aportados nos planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre; R$ 4,5 bilhões (7% do total) foram para a modalidade PGBL – Planos Gerador de Benefício Livre; e R$ 1,2 bilhão (1,9% do total) foram destinados aos planos Tradicionais e FAPI – Fundos de Aposentadoria Programada Individual.

SulAmérica patrocina blocos de Ivete Sangalo e Claudia Leitte

Fonte: SulAmérica

Com o objetivo de ampliar ainda mais sua presença no Nordeste, a SulAmérica patrocinará, pela primeira vez, os blocos “Largadinho”, de Claudia Leitte (21.07), e “Village”, de Ivete Sangalo (22 e 23.07), no Fortal 2023, um dos maiores festivais de música do Nordeste. A edição de 30 anos do evento acontece entre os dias 20 e 23 de julho, na ‘Cidade Fortal’, parque localizado em Fortaleza (CE). A seguradora também estará presente nos camarotes durante os 4 dias de festa.

Com o patrocínio, a SulAmérica reforça sua ligação com o público do Ceará e região e com a cultura nordestina. “O Fortal reúne diferentes comunidades que buscam na cultura uma forma de bem-estar e diversão. Estar presente nesse evento nos conecta a esse mesmo objetivo. Acreditamos firmemente no potencial dessa região, por isso temos investido em soluções pensadas nas necessidades do consumidor local. Queremos dar cada vez mais força para os nossos corretores do Nordeste com a oferta de produtos qualificados e acessíveis”, afirma Raquel Reis, CEO de Saúde e Odonto da SulAmérica.

Presença em Fortaleza

Em fevereiro deste ano, a empresa expandiu sua carteira de produtos com o lançamento do Direto Mais Fortaleza, com a proposta de ampliar o acesso à saúde de qualidade e oferecer uma rede inteligente e de excelência, abrangência nacional e o melhor custo-benefício para os moradores de Fortaleza. Dessa forma, a companhia amplia o portfólio de soluções em planos de saúde para empresas com sede na capital cearense. Após estudar a região para entender as necessidades locais, a empresa anunciou a chegada do produto de midticket.

Reis destaca a importância da ampliação do portfólio da empresa. “Estamos introduzindo um modelo inovador no mercado de saúde suplementar fora do eixo Rio-São Paulo para, dessa forma, aumentar o acesso à saúde de qualidade e contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde, uma vez que trabalhamos também com foco na prevenção e na Saúde Integral das pessoas.”

Seguradoras e corretores devem ser consultores dos produtores rurais, sugere Secretário da Agricultura de SP

antonio Junqueira secretario de agricultura de SP

O anúncio do Plano Safra 2023/2024 pelo governo Lula deixou uma insatisfação no tocante ao subsídio rural, ao manter o valor em R$ 1 bilhão, quando a meta dos produtores era dobrar o volume de recursos. A pauta ainda persiste no mundo agro. Se chegar a R$ 2 bilhões, o valor segurado poderia passar dos R$ 68 bilhões para R$ 86 bilhões. Em 2022, com o mesmo orçamento de 2021, mas com preços maiores dos seguros, os números caíram de 14 milhões para 7 milhões de hectares, de 217 mil para 125 mil apólices emitidas e de 121 mil para 78 mil produtores. O valor segurado recuou de 68,2 bilhões para R$ 43 bilhões.

“Todo o setor ficou frustrado. O seguro é algo fundamental na vida das pessoas. Não entendo como até hoje, falando como produtor, as autoridades não resolveram esses problemas”, afirmou Antonio Junqueira, Secretario de Abastecimento e Agricultura do Estado de São Paulo, em entrevista ao blog Sonho Seguro (o vídeo completo pode ser visto no canal do Youtube).

Nos quase R$ 500 bilhões do plano safra, são R$ 364,22 bilhões vão apoiar a produção agropecuária nacional de médios e grandes produtores rurais até junho de 2024, o Pronaf contará com R$ 71,6 bilhões de crédito rural no total, e R$ 6,1 bilhões vão sustentar ações como compras públicas, assistência técnica e extensão rural. “Diante desses números o seguro passa a ser irrisório. Isso tem de mudar”, comentou.

Segundo o secretário, o seguro é uma coisa fundamental na vida das pessoas. “Entendo que não existe um histórico de dados na área de seguro rural e por isso toda esta dificuldade. Na área de veículos já existe este histórico. Mas nós seremos os maiores produtores de alimentos do mundo, os conservadores ambientais e precisamos ter um seguro decente neste país. Isso que eu rogo as autoridades”, disse. 

Logo após a divulgação do Plano Safra, em julho, o Junqueira participou de um evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, esteve presente para detalhar ainda mais o plano do governo. “Muitas pessoas questionaram sobre o seguro. É uma forma inteligente de fazer com que as pessoas não fiquem renegociando dívidas intermináveis. Seguro é um mecanismo moderno para quem quer ser o maior fornecedor de alimentos do mundo. Por isso precisamos rever isso urgentemente”, afirmou. 

Em entrevista a BandNews no último domingo, dia 16, Fávaro citou que o modelo do seguro agrícola no Brasil está deficitário se considerar os últimos 16 anos. “R$ 3 bilhões negativos. Se neste período não ficou positivo, é hora de mudar”, citou na entrevista. “Temos de discutir um novo modelo. Vi o modelo adotado no México, uma alternativa mais moderna e eficiente, e já começamos a tomar providências. Temos de ter um seguro agrícola eficiente no Brasil”, acrescentou o ministro.

O secretário de São Paulo vai no mesmo caminho. “Contamos com as seguradoras com projetos modernos e inteligentes para atender o agronegócio. Um trabalho bem-feito pelos corretores de seguros e pelas seguradoras para agricultura abre portas para proteger a propriedade e as famílias de um setor que carrega o PIB brasileiro. O corretor deve ser um consultor para essas famílias, trazendo a eles outros serviços, ajudando no planejamento sucessório. Temos na área rural uma gama enorme para ser estudada pelo setor de seguros”, sugere o secretário da agricultura de São Paulo. 

Ele conta que a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) disponibilizou R$ 85 milhões em 2023 para o Programa Estadual de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap Banagro). O volume representa crescimento de 10% em relação ao ano passado. “Os produtores consumiram muito bem a oferta”, comentou.

De 2009 até 2022, o programa liberou R$ 468 milhões em subvenção por meio de 159 mil apólices para segurar cerca de R$ 30 bilhões em quase 10 milhões de hectares. A soja foi a cultura mais beneficiada, com R$ 138 milhões subsidiados, aproximadamente 30% do total, para 3,6 milhões de hectares.

Para 2023, as culturas de soja e de cana-de-açúcar terão limite de 20% do volume total do programa, enquanto as outras atividades poderão receber até 30% dos recursos do valor do prêmio líquido total de seguro rural contratado. O valor máximo por subvenção é de R$ 25 mil por descrição.

Como fazer o cliente ler (e entender) os contratos de seguro?

Eis aqui o novo artigo publicado no InfoMoney.

Todos já sabem que o mercado de seguros quer crescer. Um estudo da CNseg, a confederação das seguradoras, tem a ambição de aumentar em 20% a parcela da população atendida pelos diversos produtos dos segmentos de seguros, previdência aberta, saúde suplementar e capitalização. Isso, em termos de receitas, significa elevar a participação do setor dos atuais 6,4% para 10% em 2030.

São muitas as mudanças necessárias, na economia e no setor, para se atingir este objetivo. Uma delas tem me encantado: o legal design. “Trata-se de uma abordagem focada no uso de recursos de experiência do usuário e design para a transformação de documentos jurídicos”, diz Felipe Faraj, superintendente jurídico da AXA, uma das seguradoras mais adiantadas nesse tema crucial para o setor de seguros avançar.

Ele é prioritário pois está intrinsecamente ligado à experiência do consumidor, que é quem realmente vai ditar o crescimento do setor. Se ele gostar do produto e achar útil, compra. Simples assim. Como o maior grupo segurador da França tem um plano ambicioso para o Brasil, melhorar a experiência do consumidor é parte prioritária do seu plano estratégico para o período entre 2023 a 2027, que tem como meta posicionar a companhia entre as cinco maiores nos ramos em que atua. Em 2022, a AXA entrou para o clube do bilhão, com vendas de R$ 1,4 bilhão, ao incorporar a XL, seguradora de grandes riscos. A meta para 2023 é chegar a R$ 1,7 bilhão.

São pequenas mudanças com grandes impactos. “Estamos participando de uma concorrência para ser a seguradora parceira de uma grande empresa do segmento financeiro e eles nos apontaram o legal design como um diferencial. A empresa disse que nunca tinha visto um contrato no qual se terminasse a leitura sem dúvidas do que estava comprando”, diz Faraj.

Realmente, ter uma melhor experiência em direitos e obrigações é um tema urgente. Hoje, as pessoas vão apertando “aceito” em tudo na internet, pois querem acessar logo os dados. Então correm um risco enorme, como mostra o episódio “A Joan é Péssima”, da sexta temporada da série “Black Mirror”. Vale assistir para parar de clicar por aí em “aceito” sem ler os termos e condições.

Em seguros, o problema nem é dar “sim” para tudo, mas não ser estimulado a ler o que está comprando. E quando lê, não entender. Esse é o grande desafio de Faraj. “Queremos que o nosso cliente leia, entenda e depois disso decida-se pela compra. Nossa meta é aumentar as vendas e reduzir em 12% todas as ações judiciais que envolvem produtos para pessoas físicas e 8% nos produtos para pessoas jurídicas”, diz.

A ambição do executivo é que esse projeto mude a forma pela qual o cliente enxerga os produtos securitários. Atualmente, o que se vê no setor são várias páginas com regras tão entediantes, tanto pelo formato como pelo conteúdo repleto de jargões técnicos, que ninguém lê. “Nos debruçamos neste tema e o engajamento de toda a companhia tem sido decisivo para o sucesso desta importante virada na experiência do cliente, que passa a ter um clausulado simples e transparente, que realmente contribui para o melhor entendimento sobre o que ele está comprando “, diz Faraj.

Faraj afirma que o legal design tem como pano de fundo a empatia com o consumidor. O trabalho é árduo na AXA, pois a seguradora atua em diversos segmentos — de grandes riscos, como grandes obras, até seguros massificados, como a proteção financeira de um celular. “Estamos construindo um clausulado inclusivo, que considere diversos aspectos, como faixa etária, gênero, nível cultural e graus de escolaridade dos consumidores”, diz.

Todos os contratos da AXA passarão por essa mudança. O primeiro passo foi mapear os clientes e deixar o contrato maleável para cada tipo de produto. Definição do problema, criação do conteúdo e design já são etapas prontas para alguns produtos, que passam a ser testados para realmente ter a certificação de que o consumidor entendeu a regra do jogo.

Segundo Faraj, os resultados ajudam a redefinir problemas e necessidades. Ele cita como exemplo uma apólice de seguro para celular, vendida aos clientes de varejistas. “Ela tem um conteúdo sem qualquer jargão e imagens para ilustrar a situação em que o seguro deve ser acionado. Nesse caso, o principal embate estava na definição de roubo, furto qualificado ou simples, que ficam explícitas com a descrição da situação, que, inclusive, pode contar com ilustrações”, diz.

Apesar de a Susep (Superintendência de Seguro Privados) já ter flexibilizado a regulação, privilegiando um processo de simplificação no clausulado, ainda é preciso usar alguns jargões nos contratos. “Mas eles são explicados e estão disponíveis para leitura por meio de um QR Code com mais detalhes”, diz o executivo.

Faraj cita uma pesquisa sobre legal design com diversos segmentos. Segundo ele, nos contratos tradicionais, os pontos de interação dos consumidores se concentram no cabeçalho e na assinatura. Ou seja, sem leitura do clausulado. Já nos contratos que já estão no novo formato, os pontos de atenção se espalham por todo o documento. “O resultado é que a receptividade dos tribunais tem sido positiva, o que estimula as empresas a investirem tempo e recursos no legal design”, afirma.

Em setembro, o executivo participará de um congresso sobre o tema na Finlândia, para compartilhar experiências e entender as novas tendências para aprimorar o projeto local. Segue o link do evento para quem quiser acompanhar este tema.

Grupo BMS adquire a corretora de resseguros brasileira KNW

José Leão, CEO of BMS Re

A BMS Re, braço especializado em resseguros do grupo global de corretagem BMS, anunciou a aquisição da corretora de resseguros KNW, com sede em São Paulo. Com a aquisição, a BMS dá mais um passo importante em seu projeto de expansão na América Latina e amplia a sua proposta de valores aos clientes e parceiros no Brasil.

A KNW é uma corretora de resseguros brasileira, com profunda experiência em fornecer soluções de resseguro sob medida para seus clientes em segmentos tradicionais e especializados, tais como riscos de energia, patrimonial, construção, marítimos, testes clínicos e obras de artes. Ela se destaca na colocação de resseguro facultativo e soluções para portfólios, a fazendo uma parceira ideal para a operação atual da BMS Re no Brasil. 

A equipe executiva da KNW, Márcio Ribeiro, CEO; Rafael Abad, CFO; trabalharão ao lado de Jose Leão, CEO da BMS Re Brasil, na integração das duas empresas. De acordo com José Leão, a aquisição é estratégica para os projetos de expansão do grupo. “A aquisição da KNW se alinha perfeitamente com a visão de crescimento da BMS, pois, à medida que expandimos, priorizamos aquisições estratégicas de companhias que estejam alinhadas com nossa cultura, modelo de atuação e que agregam valor em nossa proposta de serviços aos nossos clientes”, afirma o CEO.

Segundo Leão, a reputação do time da KNW no Brasil complementará a equipe existente e consolidará a BMS como a corretora de resseguros de preferência para os clientes e parceiros. “Estou animado para receber Marcio e seu time na BMS Re”.

marcio ribeiro corretora KNW Brokers

“A BMS Re é reconhecida por combinar uma ampla gama de soluções de resseguro competitivas e inovadoras com um conhecimento profundo dos seus mercados e clientes. Todos nós da KNW estamos entusiasmados com a mudança e satisfeitos por fazer parte da BMS Re”, Abad. A visão é compartilhada por Márcio Ribeiro, CEO da KNW. “Unir nossas empresas e juntar nossas experiencias locais tornará ainda mais valorizada a oferta de serviços da BMS Re Brasil.” diz Ribeiro.

A aquisição é mais um passo de aceleração na ambição da BMS Re de expandir seus negócios de resseguro na América Latina, desde a promoção de Juan Carlos Gomez a CEO da BMS Re América Latina e Caribe no início deste ano, bem como as recentes aquisições da corretora de resseguros especializada com sede na Cidade do México, Calomex, em 2022, e da PWS México em 2021.

Bruno Porte chega à AXA Seguros em cenário de transformação

Bruno Porto AXA

Bruno Porte está animado por chegar à AXA no primeiro ano de um novo ciclo de planejamento estratégico, que tem como objetivo colocar a seguradora entre as cinco maiores do mercado brasileiro no segmento em que atua até 2027. O executivo acaba de chegar de um evento que reuniu, na França, a liderança executiva do Grupo AXA, com pessoas de mais de 50 países. Ele afirma que o Brasil é uma prioridade e que a seguradora francesa tem apetite para aproveitar as oportunidades em mercados internacionais.

“Temos o desafio de preparar a seguradora para o futuro, viabilizando com a tecnologia maior diversificação de produtos, canais de distribuição e ganhos de eficiência, tendo em mente proporcionar a melhor experiência para nossos colaboradores, parceiros de negócios e clientes”, diz o vice-presidente de transformação e tecnologia da AXA no Brasil ao Sonho Seguro.

O principal pilar da estratégia 2023 a 2027 tem como base a visão 360 graus do cliente. Para isso, a seguradora tem revisitado produtos, diversificando a atuação, como mostra o lançamento do seguro auto frota em junho, e tem na pauta uma série de lançamentos para o segundo semestre deste ano e início de 2024, o que contempla a inclusão de vários produtos em plataformas digitais, para que sejam distribuídos em versões padronizadas para PMEs.

“A tecnologia é a base para aprimorarmos toda a companhia para este crescimento com base em dados e no digital. Temos uma plataforma pronta e uma nova que vem sendo construída para facilitar a vida do corretor e ajudá-lo a crescer com a diversificação de produtos com ofertas assertivas e simplificadas”, diz. 

A ideia é ter um sistema unificado para transacionar informações e dados de diversos parceiros, fornecedores e clientes com uma visão única. Essa integração permitirá também aprimorar a inteligência de dados da companhia, possibilitando que todas as áreas criem produtos e soluções mais assertivas.

A AXA também está finalizando a adaptação ao Sistema de Registro de Operações (SRO), que possibilitará a fiscalização do setor de forma online. A carteira de vida é a única que falta entrar no sistema, o que acontecerá nos próximos meses.

O SRO, além de conferir mais governança e transparência ao setor, com a padronização de informações e a agilidade no acesso a dados, vem facilitando o ingresso das seguradoras no open insurance, ou sistema de seguros aberto. “A conexão com o Open Finance também estará pronta no início de 2024”, adianta Porte. “Estamos falando do processamento mensal de apólices, endossos, atendimento ao cliente em diversos canais de mais de 3 milhões de clientes. É um mundo de dados para analisarmos e irmos além na nossa entrega diária ao cliente final”.