Zero prejuízo: 50 maiores seguradoras apresentam lucro de R$ 11,4 bilhões até maio de 2023

Todas as 50 seguradoras listadas no ranking registram lucro

O lucro das seguradoras ultrapassou R$ 11,4 bilhões no acumulado até maio deste ano, segundo dados fornecidos pelas companhias para a Susep (Superintendência de Seguros Privados) e organizados pela consultoria Siscorp. O valor é quase o dobro dos R$ 6 bilhões apurados no mesmo período do ano passado.

A Bradesco Seguros lidera o ranking e viu seu lucro saltar de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões no período analisado. O Banco do Brasil exibe o segundo maior lucro do setor de seguros e também registrou um avanço significativo, passando de R$ 1,37 bilhão para R$ 2,2 bilhões. Em terceiro vem a Caixa Seguros, que avançou de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão, segundo o ranking produzido pela Siscorp.

Um dado interessante é que todas as 50 seguradoras listadas no ranking registram lucro de janeiro a maio de 2023. No mesmo período do ano passado, 12 delas amargaram prejuízo.

Em breve, o balanço do primeiro semestre será divulgado com mais detalhes sobre a melhor dos ganhos do setor. Até então, os reajustes de preços e a falta de eventos catastróficos justificam os resultados. Em 2022, o resultado das seguradoras foi impactado principalmente pelo aumento das indenizações em seguro de carro, pelo descompasso entre o valor segurado e alta de preço dos veículos, e seguro rural, ramos que sofreu com as perdas causadas pelas intempéries do clima, principalmente no Sul do Brasil.

As seguradoras arrecadaram R$ 148,86 bilhões entre janeiro e maio de 2023, alta de 7,9% em relação ao mesmo período de 2022. Já as indenizações pagas totalizaram R$ 96,05 bilhões, segundo dados da Susep.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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