Seguro é aliado para reduzir riscos da produção de energia renovável

Fonte: Revista Apólice

A jornalista Nicole Fraga, da Revista Apólice, conta que para ressaltar a importância do seguro dos sistemas de energia renovável, a Tokio Marine realizou na tarde desta quarta-feira, 19 de julho, no Tokio Marine Hall, em São Paulo, o evento ”Expertise Energia Renovável”. A seguradora reuniu corretores de produtos Pessoa Jurídica, executivos e especialistas no tema para abordarem as mudanças da matriz elétrica brasileira e a proteção para parques eólicos e solares. 

Na abertura do evento, José Adalberto Ferrara, presidente da companhia, falou sobre a importância do encontro para reforçar a estratégia da Tokio de ser uma seguradora multiprodutos. ”Temos um portfólio completo para atender todas as necessidades das pessoas e empresas. Nos últimos 12 anos, evoluímos muito em faturamento, com uma média de crescimento anual de 17%. Em 2011, fechamos com R$ 1 bilhão de prêmios. De junho de 2022 até junho deste ano, arrecadamos R$ 11 bilhões. Isso é a prova de que o nosso mercado está constantemente em expansão, o que nos gera diversas oportunidades de negócios e de desenvolvimento de produtos”. 

Marisa Maia de Barros, subsecretária de Energia e Mineração da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, apresentou o Plano Estadual de Energia 2050. Segundo Marisa, o objetivo do plano, que está dividido em duas fases, é mostrar a previsibilidade do setor e atrair investimentos para a região. ”São Paulo representa 30% do PIB brasileiro. A matriz energética da região tem um protagonismo mundial, representando 51,5% do percentual de renováveis do Brasil. Além disso, produzimos 3,0 GW de potência instalada de GD em energia fotovoltáica. Vamos trabalhar com incentivos para fazer com que esses investimentos tenham condições de serem realizados, alavancando o potencial dessa indústria através de políticas públicas e do licenciamento ambiental”.

A especialista também falou que a descarbonização, a descentralização, a digitalização e a diversificação são os vetores de transformação do setor de energia. ”Temos 21 projetos de transição energética em andamento, que juntos representam R$ 16,8 bilhões em investimentos privados e 4.519 empregos gerados. Esses dados mostram a importância e a potência do setor”.

Sandro Yamamoto, diretor técnico da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) falou sobre os desafios e oportunidades do crescimento da energia eólica no Brasil e outros países. De acordo com o especialista, o mundo encerrou 2022 com 841 GW em capacidade de energia eólica onshore, com o Brasil no sexto lugar no ranking mundial. ”Sabemos que o Nordeste é a região com os maiores ventos do país e do mundo, mas isso não quer dizer que nas outras regiões não existam oportunidades para esse tipo de fonte sustentável. Para tirar as usinas do papel, precisamos do apoio do Governo, consultorias e da iniciativa privada para gerar menos impactos ao meio ambiente. Para se ter noção, 95% da expansão do setor vem do mercado livre”. Sobre os aspectos sociais e ambientais ligados à geração de energia eólica, Yamamoto afirmou que a transição energética é uma oportunidade para a transformação da sociedade brasileira. 

A vice-presidente de Geração Distribuída da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Bárbara Rubim, falou sobre o papel da entidade para o desenvolvimento da cadeia produtiva fotovoltáica. Segundo Bárbara, o Brasil tem crescido no ranking de investimentos em energia solar fotovoltáica. ”A fonte solar fotovoltáica é a que mais gera empregos renováveis no mundo. A média é de 25 a 30 empregos por MW instalado nas áreas de instalação, fabricação, distribuição e desenvolvimento de projetos. Desde 2012, foram R$ 152 bilhões em novos investimentos, R$ 45,1 bilhões em arrecadação de tributos ao pode público e mais de 40,6 milhões de toneladas de CO2 evitadas. Nossa expectativa é terminar o ano com 35 GW de capacidade instalada. Esses dados demonstram, portanto, a importância do mercado e do desenvolvimento de soluções que ofereçam proteção e impulsionem o segmento”. 

A especialista ressaltou a importância do gerenciamento e soluções para os riscos de investimentos. ”O alto valor agregado dos módulos fotovoltáicos podem os tornar bastante visados por pessoas má intencionadas, bem como outros possíveis riscos a integridade do equipamento. Há diversos impactos naturais que podem causar danos aos painéis, como vendavais, granizo, desmoronamentos e incêndios de diversas origens. As crescentes taxas de criminalidade também são um risco associado a esse tipo de investimento, o qual o seguro busca contornar”. 

Lucas Becker, Country Manager da Clir Renewables, reforçou como as mudanças climáticas impactam o mercado de energia. De acordo com o executivo, parte da solução para esse problema é triplicar o número de investimentos no setor. ”Entretanto, o risco é o nosso grande inimigo. Temos muitas suposições na fase de projeto e há a falta de transparência na operação. Além disso, dados são utilizados fora de contexto no momento da subscrição. Nesse sentido, enxergamos a necessidade do desenvolvimento de novos modelos que ajudem a estruturar de uma forma inteligente essas informações. Parcerias são fundamentais para a produção de uma energia sustentável eficiente, pois 75% dos sinistros relacionados à energia eólica e solar podem ser evitados. A solução não é aumentar o prêmio da apólice do cliente, mas reduzir os riscos analisando o seu perfil de forma correta”.

O diretor executivo de Produtos Pessoa Jurídica da Tokio Marine, Felipe Smith, encerrou o evento falando sobre os riscos de implementação e operacional nos projetos de energia sustentável, e quais coberturas a empresa oferece para o segmento. ”Apesar de complexo, os corretores de seguros devem se especializar nessa área. Hoje pudemos ver o potencial desse mercado, e para garantir o futuro da energia limpa precisamos oferecer soluções, que apesar de complexas, atendam as necessidades de todos os agentes do setor. O nosso produto, o Seguro Energia Sustentável Integrada, cobre riscos da construção e operação dessas usinas. Além disso, oferecemos o serviço de consultoria de risco da Clir, pois apostamos no gerenciamento de risco para proteger o segurado e a nossa operação, garantindo uma melhor performance”.

Fundo da Axa vai investir US$49 mi em projeto de reflorestamento de startup

AXA

Fonte: Reuters

Um veículo de investimento alternativo controlado pela seguradora francesa AXA disse nesta terça-feira que injetará 49 milhões de dólares em projetos de reflorestamento da startup Mombak no Brasil.

A AXA IM Alts, que tem mais de 185 bilhões de euros sob gestão, terá uma participação minoritária na startup para ajudar a expandir as operações e a tecnologia.

Mombak, que também conta com o apoio da Bain Capital, liderará projetos para reflorestar mais de 10 mil hectares de pastagens degradadas, gerando até 6 milhões de créditos de carbono.

“Estamos construindo os maiores projetos de remoção de carbono do mundo”, disse o co-fundador da Mombak, Peter Fernandez, em entrevista. “A maior oportunidade que a humanidade tem de reflorestar está no Brasil.”

Mombak compra terras degradadas de fazendeiros e pecuaristas ou faz parceria com eles para replantar espécies nativas na Amazônia.

Esse modelo de negócios, gerando créditos de remoção de CO2 que podem ser vendidos nos mercados de carbono, ajuda a Mombak a se proteger de alguns dos riscos que as organizações não governamentais enfrentam para reflorestar a Amazônia, disse Fernandez.

Os críticos dos mercados de compensação de carbono, incluindo o Greenpeace, dizem que eles permitem que os emissores continuem a liberar gases de efeito estufa.

A Reuters informou no mês passado que, embora os especialistas vejam o reflorestamento da Amazônia como um baluarte promissor contra a mudança climática, as organizações sem fins lucrativos que enfrentam uma série de desafios, incluindo grileiros de terras e orçamentos apertados.

“O modelo de compra de terras dá a Mombak a capacidade de executar todos os seus procedimentos de qualidade e também garantir a permanência a longo prazo da floresta que está sendo criada”, disse Adam Gibbon, líder de capital natural da AXA IM Alts. “Mas requer capital.”

“Este é o nosso primeiro investimento no Brasil”, observou. “Gostaríamos de aumentar significativamente nossa implantação no Brasil e em outros países da bacia amazônica.”

Seguro residencial é acionado 30% mais nas férias, mostram dados do Santander

O Santander Brasil apurou que julho é o mês de maior volume de ocorrências relatadas por quem possui seguro residencial. O número chega a ser 30% maior em relação a outros meses do ano. O período tradicional das férias escolares e viagens em família – segundo estudo feito sobre a base de clientes do Banco – é também a época em que imóveis têm maior probabilidade de roubo ou sofrer algum tipo de imprevisto.

Enquanto imóveis de rua sofrem com o aumento da criminalidade, apartamentos e casas de condomínios também têm estatisticamente uma maior incidência de acidentes. Neste tipo de moradia, os imprevistos mais comuns são, em primeiro lugar, inundações causadas por problemas de encanamento, seguido de incêndios, queda de raio e explosão decorrentes de falhas na rede de gás doméstico. Este tipo de dano chega aumentar 11% nos meses de julho.

Com vistas no aumento estatístico do número de ocorrências nessa época do ano, o Santander lançou uma campanha de conscientização. Durante o mês de julho, a força de vendas do Banco vai orientar clientes e dar 15% de desconto nas novas apólices do produto Santander Seguro Casa.

O produto oferece cobertura para reposição de perdas por roubo, além de serviços que permitem ações preventivas contra acidentes no imóvel, como revisão e ajustes em rede elétrica, hidráulica e de gás.

Segundo Fernando Teófilo, head de Produtos de Seguros do Santander Brasil, os clientes podem ainda contratar pacotes de assistência que oferecem serviços gratuitos de encanador, chaveiro e eletricista, além de descontos na instalação de melhorias no imóvel, como fechaduras eletrônicas.

“O seguro residencial é em primeiro lugar uma proteção contra perdas materiais. No entanto, as assistências incluídas no contrato quase sempre compensam o valor pago pelo cliente. Um reparo, por exemplo, feito por encanador muitas vezes já vale o preço do seguro”, orienta o especialista, em nota enviada.

Azul Seguros oferece opção de carro reserva ou créditos em apps de transporte no Seguro Auto

Fonte: Azul

Quem escolhe sair com o seu próprio veículo, certamente, está em busca de praticidade, seja em momentos de lazer ou obrigação. A importância de contratar um seguro está além da prevenção: é uma cultura a ser desenvolvida na população, de modo a tornar esses momentos, que devem ser de conforto, ainda mais controlados. 

Os clientes da Azul Seguros que contratam o seguro auto tem a opção de incluir na sua apólice o  carro reserva, serviço adicional que pode ser solicitado no caso de acidentes, roubo ou furto, após a análise do sinistro. O tempo para utilização do carro alugado é definido na apólice, podendo ser de 7, 15 ou 30 dias. 

Alternativamente, os clientes também podem optar por receber créditos para serem utilizados em carros de aplicativos, como Uber ou Vá de Táxi. Os créditos ficam disponíveis por até 30 dias independentemente da quantidade de diárias adquirida com o carro reserva. A opção de créditos em carros de aplicativos deve ser sinalizada no momento do aviso do sinistro, sendo uma ótima alternativa, pois, garante também, que o cliente tenha economia com custos da rotina do motorista, como combustível, estacionamento e lavagem do veículo.

“A reposição de peças automotivas vem sendo um desafio constante, especialmente após a pandemia, com oficinas fechadas e veículos parados durante longos períodos no conserto. A Azul Seguros oferece aos seus clientes mais soluções e tranquilidade para lidar com esses contratempos, considerando que esse cuidado extra por nossa parte pode tornar a experiência do consumidor ainda mais tranquila e oportuna”, ressalta Bernardo Câmara, Gerente de Produtos da Azul Seguros.

Lojacorr registra crescimento de mais de 21% em produção no primeiro semestre

Fonte: Lojacorr

O primeiro semestre de 2023 foi marcado por mudanças políticas e o constante desafio da economia inflacionária. Mesmo com obstáculos, o seguro se manteve em alta. Somente na Lojacorr, maior rede de corretoras de seguros independentes do país, o primeiro semestre de 2023 fechou em alta no mercado com um crescimento absoluto de 21,46% em produção, uma diferença de R$122,6 milhões a mais que o 1º semestre de 2022. Somando um total R$ 694 milhões em produção, considerando R$ 630,66 milhões em seguros, R$ 30,8 milhões em consórcios e R$ 32,59 milhões em produtos financeiros.

O resultado demonstrou ainda o crescimento de produção nas regionais, sendo que SP Centro Norte teve um aumento de 32,48%, seguido de 20,67% de crescimento na regional do Centro Sudeste, 19,57% na região Sul e de R$17,88% no Norte Nordeste. E entre os ramos de produtos, o Seguro Condomínio foi o destaque, ocupando o primeiro lugar com um crescimento de mais de 60%, em segundo o Multirisco/Rural com 32,49% e em terceiro o Seguro de Responsabilidade Civil – Ônibus somando 25,78%. 

Segundo Paolo Andrea Bonazzi, gerente Comercial, a Lojacorr vem se desenvolvendo mais que o mercado de seguros de modo geral. “Enquanto o mercado cresceu cerca de uma média 10%, estamos tendo alta de cerca de 20%”, explica. Ainda de acordo com ele, há alguns fatores relevantes a considerar para isso acontecer. “Primeiro é que somos uma rede de compartilhamento e damos um acesso a mais companhias e isso, consequentemente, gera ao corretor um leque grande de produtos”, aponta. Outro motivo está no mix de carteira do corretor. “O profissional começou a analisar e ver outros ramos de forma estratégica para reter o cliente e deixar ele mais protegido. Normalmente, muitas corretoras são focadas em seguro automóvel. Mas os corretores viram além, diversificando carteira, produzindo em outros ramos. E o próprio resultado de produção mostrou isso, três outros ramos cresceram mais do que o seguro auto”, explica.

Além disso, Dirceu Tiegs, presidente da Lojacorr fala também do envolvimento do ecossistema e como o conceito de comunidade impulsionou a produção. “O fazer acontecer de todo ecossistema, através de laços da comunidade entre corretores, unidades e seguradoras, só fortaleceram e exerceram um papel decisivo de apoiar, promover soluções ideais, assertivas e personalizadas para o cliente. A tecnologia é um meio para favorecer o fator humano e, principalmente, o papel fundamental do corretor”, finaliza.

Youse registra mais de 53 mil acionamentos de serviços no primeiro semestre

Fonte: Youse

A Youse registrou um pouco mais de 53 mil acionamentos de assistências no primeiro semestre de 2023. Entre os serviços mais demandados estão guincho, farmácia, auxílio funeral, táxi e eletricista. Além disso, mais de 80% dos acionamentos foram realizados via aplicativo por meio do uso da ferramenta de geolocalização, o que trouxe uma maior eficiência no atendimento ao cliente. 

“Temos como proposta estar onde e como o cliente desejar. Essa necessidade se mostra ainda maior quando falamos no acionamento de serviços de assistência, que é quando o cliente mais precisa de agilidade e soluções práticas que o ajudem a resolver algumas situações de forma rápida”, explica Arthur Carvalho, Diretor de Operações da Youse. “Por isso, temos investido no atendimento do futuro para o cliente, tendo em vista o uso de tecnologia de ponta e eficiência no atendimento, proporcionando assim uma melhor experiência”, completa. 

Ainda em termos de acionamentos, a representatividade de reboques do Seguro Auto foi de 50% nas demandas para veículos leves e pesados, com tempo médio de chegada de 50 minutos. A segunda maior incidência foi a utilização de táxi, assistência vinculada ao serviço de guincho. Já no Seguro Residencial, os serviços mais requisitados foram encanador com 30% das assistências, eletricista 22% e serviços multiplos com 11%. Atualmente, os níveis de satisfação do atendimento da Youse batem a marca de 97% em média, com um atingimento de nível de serviço médio de 84%. 

Preço do seguro apresenta redução em junho, levando a uma tendência de queda nos próximos meses

emir tex

Fonte: TEx

A TEx, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador, divulga os números de Junho de 2023 do IPSA – Índice de Preços do Seguro Automóvel. De acordo com o estudo, o Índice de Preços do Seguro de Automóvel voltou a cair novamente em junho, apresentando redução de 6,1% em relação ao mês anterior, chegando ao valor de 6,2%. Na comparação com 12 meses antes também houve queda de 4,6%.

Segundo Emir Zanatto, CEO da TEx, isso indica mais uma tendência de redução no futuro próximo, desde que os números de roubo e furto permaneçam em queda. “Os números apresentados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo apresentam queda, mesma tendência no Rio de Janeiro. São fatores que contribuem para que o preço do seguro apresente duas quedas seguidas (maio e junho), o que representa redução de 11,4% em relação ao mês de abril”, explica.

O IPSA de junho apresentou nova queda para o gênero masculino, batendo 6,7%, bem como para o sexo feminino, que ficou em 5,7%.  Apesar dessa diminuição da distância entre os sexos, vale destacar que os homens ainda pagam 17,5% a mais que as mulheres.

O estado civil também influencia no valor do seguro automóvel. De acordo com o IPSA de junho, homens solteiros pagaram em média 9,7% no Seguro de Automóvel, sendo 39,2% mais caro que homens casados, que pagaram 5,9%. Já entre as mulheres, a distância entre solteiras e casadas é menor: 23,2%

Dados regionais – A região onde o segurado reside é um fator muito importante na precificação do seguro, pois interfere diretamente nas taxas de roubo e furto. “Em junho, pudemos observar que a Região Metropolmiitana do Rio de Janeiro pagou 7,3% (do valor do seguro do carro), aproximadamente 45,2% a mais comparado com a Região Metropolitana de Belém, que pagou 4,0%, o índice mais baixo das regiões comparadas”, destaca o executivo.

Especificamente na cidade de São Paulo, o IPSA aponta que em junho o seguro na Zona Leste reduziu para 8,5%, mas permanece sendo 40% superior à região central. Já no Rio de Janeiro, a distância entre os extremos foi ainda maior, a Zona Norte pagou 44,2% a mais que a Zona Sul. Nesse cenário, Belo Horizonte e Recife apresentaram preços menores em comparação com Rio e São Paulo, pois indicam taxa média de 5% e 4,8% respectivamente.

Em relação ao ranking dos carros mais cotados pelo TELEPORT, ferramenta mais usada pelas Corretoras de Seguros no País, o Chevrolet Onix se manteve na liderança com 6,1% do volume total, seguido novamente pelo Hyundai HB20 com 5,3% e o Renault Kwid com 3,0%.

Em relação à análise do IPSA de veículos híbridos, elétricos e à combustão com até dois anos de idade, o índice de carros a diesel manteve-se no topo, com 5%. Já o índice de híbrido diminuiu 12,2%, apresentando a redução mais expressiva, enquanto o elétrico reduziu 8,3%. “Historicamente, os índices de propulsões alternativas são menores que os de veículos à combustão. Isso ocorre em grande parte por conta da manutenção mais simples e dos riscos menores de roubo e furto dos veículos híbridos e elétricos”, contextualiza e executivo.

“Somos hoje a empresa com maior volume de dados e maior penetração no país e as corretoras de seguros e seguradoras utilizam as soluções da TEx diariamente. Essa penetração possibilitou a criação do Índice de Preços do Seguro Automóvel. O IPSA traz um panorama exato do cenário do seguro auto no Brasil”, finaliza Emir Zanatto, CEO da TEx.

Bradesco Seguros constrói agenda de sustentabilidade que envolve todas as partes interessadas

Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do grupo Bradesco Seguros, comentou com o Sonho Seguro sobre o envolvimento de clientes e parceiros em ações sustentáveis e como consegue influenciar, como investidora institucional, investimentos sustentáveis. “Temos alguns exemplos de como estimulamos a sustentabilidade em nosso negócio, por meio de nossos produtos e serviços. Contamos com uma agenda de negócios sustentáveis para mapear indicadores e promover impactos sociais e ambientais positivos”, afirma. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

As seguradoras têm um grande poder de estimular a sustentabilidade por estarem entre os maiores investidores institucionais do mundo. São mais de R$ 1,3 trilhão em ativos garantidores sob gestão do setor, sendo o grupo um dos destaques neste portfólio do setor. O que a Bradesco Seguros tem feito neste sentido?

Integramos os aspectos ASG (ambientais, sociais e de governança) aos nossos pilares estratégicos de sustentabilidade, incorporando-os aos nossos negócios por meio da oferta de soluções, produtos e serviços, seguindo o compromisso de contribuir para o desenvolvimento sustentável do país. Ao oferecer planos de previdência privada com princípios ASG, por exemplo, integramos os critérios nas decisões de investimento e alocação de recursos destes planos.  Dessa forma, os recursos são investidos em empresas com alto grau de comprometimento ambiental, social e de governança, promovendo, assim, o engajamento das empresas investidas.

Os principais desafios ambientais e sociais exigem soluções de transferência de risco. Como a Bradesco se envolve com clientes e parceiros para que eles também façam parte do conceito e das ações do grupo?

O grupo Bradesco Seguros é um grande e completo ecossistema de seguro em prol de todas as pessoas que participam desse universo de utilização e comercialização que geram proteção. Por meio de ações que têm como foco nossos clientes, corretores parceiros, prestadores de serviço e funcionários, procuramos engajar todos os envolvidos no fortalecimento da responsabilidade social no negócio, na valorização do capital humano, estreitando as relações e construindo uma base sólida para a tomada de decisões por meio de consulta, diálogo e colaboração. Além disso, consideramos nossos clientes a razão da nossa existência e atuamos de forma responsável e próxima em todas as esferas do nosso relacionamento, estabelecendo confiança e transparência. Levamos a sério esse compromisso, por meio da oferta de produtos e serviços que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

Pode citar alguns exemplos?

Em Gestão de Riscos, a companhia conduz o processo de gerenciamento do risco socioambiental, com o envolvimento de diversas outras áreas com atribuições específicas, assegurando uma estrutura eficiente na mensuração e controle. Os principais riscos são identificados, monitorados e reportados, incluindo os riscos ambientais decorrentes dos imóveis sob gestão da BSP Empreendimentos Imobiliários e das apólices de seguros e/ou produtos comercializados para clientes empresariais.

E com fornecedores?

O grupo conta com medidas restritivas para clientes, fornecedores, corretores, referenciados, credenciados e prestadores de serviços relacionadas. O Grupo está atento às questões como utilização de mão de obra de trabalho infantil e análogo ao escravo e de exploração sexual em todas as suas relações comerciais e de negócios.

Como eles são avaliados?

Toda a cadeia de fornecedores do grupo é avaliada pela gestão de fornecedores, incluindo aqueles que prestam serviços exclusivamente para o mercado segurador, como assistência ao segurado, regulação de sinistro, telemedicina, auditoria médica e sindicantes. Ao todo, 100% dos fornecedores foram submetidos a avaliações socioambientais e selecionados com base em critérios relacionados a Direitos Humanos. A área de Gestão de Fornecedores realiza mensalmente monitoramento da base de empresas cadastradas e, caso seja identificado algum apontamento impeditivo, o fornecedor é bloqueado para contratações futuras. 

Os riscos trabalhistas são avaliados?

O grupo conta ainda com o programa Fornecedor Mais Sustentável, da Organização Bradesco, que define e analisa três principais riscos: Trabalhistas; avaliando emprego de mão de obra infantil, o atendimento às cotas de jovens aprendizes e funcionários com deficiências, e a formalização de contratos de trabalho e discriminação; Ambientais, avaliando licença de operação (quando aplicável), alvará de funcionamento, certificado de limpeza periódica de caixas d’água, gerenciamento de emissões atmosféricas e potabilidade da água; Saúde e segurança: atendimento às políticas, normas, treinamentos, autuações trabalhistas, entre outros.

Uma forma de proteger, é educar. O que o grupo tem feito?

A companhia tem a constante preocupação em educar e levar informações sobre o universo de seguros para a sociedade. Com isso, lançou uma página de educação em seguros, com foco em proporcionar conhecimento ao consumidor sobre a importância de se ter um seguro, seja na proteção pessoal, da família ou de algum patrimônio, além de oferecer conhecimento dos produtos e fundamentos do seguro.

Os serviços remotos também ajudam o planeta…

Ao disponibilizar serviços remotos, a necessidade de deslocamento dos clientes é reduzida. A plataforma de Telemedicina, por exemplo, permite que os segurados recebam atendimento médico em videochamada. Assim, além de evitar emissões do deslocamento por veículos, o uso de papel e impressões é reduzido, pois as informações de atendimento são inseridas no prontuário eletrônico, com toda a segurança exigida pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPG).

No tema mudanças climáticas, o que tem sido feito?

A Operação Calamidade tem como objetivo reduzir, para o menor prazo possível, o atendimento aos sinistros e o pagamento das indenizações por tragédias naturais aos segurados dos produtos de automóveis (coberturas para alagamento) e residenciais, empresariais, condomínio e de equipamentos (cobertura para vendavais e queda de granizo). Desde seu início, já foi acionada 34 vezes, teve mais de R$ 20 milhões pagos em indenizações, atendendo 4.238 famílias e negócios. Nas duas edições abertas em 2021, foram mais de R$ 3 milhões em indenizações, atendendo 723 famílias e negócios.

Comente sobre o Programa Auto Reciclagem… 

Contamos com assistências para apoiar nossos clientes e parceiros a reciclar o que for possível e economizar recursos, como energia e água. No Programa Auto Reciclagem, engajamos oficinas automotivas na gestão da sucata e dos resíduos, favorecendo a Economia Circular com uma plataforma e um sistema de coleta, reuso, reciclagem e destinação correta. Foram 20,8 mil toneladas de materiais automotivos recolhidos desde o início do programa em 2009. 

Com funciona o Sinistro Sustentável?

Montamos um sistema para a destinação correta de resíduos dos nossos clientes dos seguros de automóvel e residencial, com um suporte vai desde o agendamento e coleta até o descarte e destinação final adequada. Quando um de nossos segurados precisa descartar um móvel não utilizado ou um eletrodoméstico danificado, nossa assistência disponibiliza um serviço para coletar estes itens em casa e dar a destinação adequada. Caso não seja possível reaproveitar, reparar ou reciclar, estamos preparados para realizar o descarte ecologicamente correto. Em 2023, este projeto conquistou o Qorus–Accenture Innovation in Insurance Awards, premiação global que reconhece as melhores e mais inovadoras ideias e práticas que transformam a indústria de seguros em benefício dos clientes.

ABC Corretora de Seguros cresce base de clientes em 80% 

Luiz Antonio de Assumpção Neto Foto 2

A ABC Corretora, corretora de seguros do Banco ABC Brasil, possui atualmente (dados de junho 2023) cerca de 900 clientes na sua carteira, o que presenta um crescimento de 80% se comparado ao mesmo período de 2022. “Queremos oferecer proteção completa para as necessidades dos nossos clientes, por isso buscamos constantemente aumentar a nossa oferta de produtos, o que contribui para nosso crescimento”, afirma Luiz Antônio de Assumpção Neto, CEO da ABC Corretora de Seguros. 

O executivo destaca a ampliação do portfólio da corretora com a oferta do seguro rural, que abrange vários tipos de seguro (máquinas, benfeitorias, construção, vida, etc.). De acordo com Luiz, uma boa gestão agrícola deve contemplar o seguro rural. “É um setor de alto risco, com instabilidade climática, pragas, doenças, oscilações de mercado, ou seja, fatores que contribuem para incertezas na atividade”, comenta Luiz. 

O CEO destaca que os profissionais da corretora atuam como consultores de gestão de risco. “Usamos toda nossa expertise para fazermos uma análise profunda das possíveis fragilidades dos clientes, verificamos se há incongruências na contratação da apólice ou se há falta de alguma cobertura e, desta forma, podemos oferecer o produto mais adequado e mitigar os riscos”, explica Luiz, que salienta ainda a cobertura para plantação de cana-de-açúcar.  

Além do rural, a ABC Brasil Corretora de Seguros oferece seguro de Vida, Garantia, Ramos Elementares, Patrimoniais e Engenharia. Em junho de 2023, a corretora registrou  R$ 2,1 bilhões de risco em garantias emitidas, um aumento de mais de 150% na comparação com junho do ano passado. “Temos muito espaço para crescer e uma grande jornada a percorrer rumo ao desenvolvimento da percepção de valor do seguro, mas estamos no caminho certo”, conclui Luiz.

Seguradora Liberty lança edição de programa de sucessão para corretores

Como parte do compromisso da Liberty em sempre apoiar os corretores e crescer com eles, independentemente do estágio de maturidade do negócio, a companhia anunciou a reformulação de um projeto cujo objetivo é apoiá-los para que o processo de sucessão seja o melhor possível. O Programa Liberty Sucessão consiste em sessões de consultoria aos parceiros que planejam a transição de lideranças de suas corretoras, evitando perdas e potencializando oportunidades.

O lançamento desta nova edição inclui uma masterclass com um dos administradores da Cervejaria Wäls, uma das principais produtoras de cervejas especiais do país, com sede em Belo Horizonte. A cervejaria foi fundada em 1999 por Miguel e Ustane Carneiro e, desde 2008, o negócio é administrado pelos filhos José Felipe e Tiago. Após a transição, a produtora tem sido presença constante em premiações globais no setor cervejeiro, como o World Beer Awards (WBA) e o International Beer Challenge (IBC). Em 2020, inclusive, a Wäls conquistou o título de melhor cervejaria do mundo pelo IBC.

O evento acontece na próxima quinta-feira, dia 20 de julho, e será ministrado por José Felipe, que contará a história da evolução da cervejaria com base em um modelo de sucessão e como, com uma boa estratégia, os parceiros podem dar continuidade ao atendimento de carteiras de seguros mesmo quando decidem deixar o negócio ou se aposentar, por exemplo.

Além da masterclass, a Liberty está lançando uma trilha específica para o programa na Plataforma de Treinamentos da companhia para corretores. Nesta etapa, a seguradora irá selecionar os parceiros interessados em participar de um treinamento express sobre continuidade dos negócios com uma especialista em RH.

“Apoiar os parceiros é uma premissa muito importante da seguradora, independentemente do momento em que estão nas carreiras. O Programa Liberty Sucessão dá as devidas ferramentas para aqueles que querem que os negócios que construíram perpetuem depois de se aposentarem, mudarem de profissão ou de país, por exemplo”, explica Daniela Bouissou, diretora de Transformação da Liberty Seguros. “Entendemos que o trabalho conquistado por eles pode e deve ser continuado. Com a iniciativa, os corretores têm a possibilidade de fazer uma transição tranquila, sem deixar de dar atenção aos clientes e prospectar novos. É mais uma forma que encontramos de possibilitar o crescimento da empresa junto a esses profissionais”, completa.