AXA no Brasil amplia proteção em Transportes com Seguro RC-V

Denis Maelaro, Diretor de P&C e Specialties da AXA no Brasil.

A AXA no Brasil amplia sua oferta de Seguro Transporte e passa a oferecer o Seguro de Responsabilidade Civil de Veículo, o RC-V, solução voltada à cobertura de danos materiais e corporais causados a terceiros durante a prestação do serviço de transporte rodoviário de cargas. O produto integra o portfólio de Transportes da companhia e se soma a outras soluções já utilizadas pelo setor, como RCTR-C, RC-DC e demais coberturas voltadas à atividade logística.

A chegada do RC-V acompanha a evolução regulatória do mercado de seguros de Transportes e reforça a importância de programas de proteção construídos com leitura técnica da operação. Para transportadores, a cobertura contribui para organizar uma frente sensível da atividade: a responsabilidade por eventuais danos causados a terceiros pelo veículo utilizado no transporte. Para corretores, o produto amplia a possibilidade de orientar clientes sobre lacunas de proteção, adequação às exigências do setor e composição mais consistente das apólices.

“Com a  Lei 14.599, o RC-V (Responsabilidade Civil do Veículo), se tornou obrigatório para transporte rodoviário de cargas, cobrindo danos corporais ou materiais a terceiros em acidentes. Temos uma carteira robusta de Transportes, com atuação que vai além das coberturas tradicionais e abrange também a parte de gestão de riscos, com serviços como a nossa central de monitoramento, a AXA Torre 360. Por isso, ter esse produto nos torna um parceiro mais completo, que pode concentrar todas as soluções necessárias em seguro do cliente”, afirma Denis Maelaro, Diretor de P&C e Specialties da AXA no Brasil.

Na prática, o RC-V facilita endereçar situações em que a operação rodoviária pode causar prejuízos materiais ou corporais a terceiros. Essa proteção ganha relevância em um mercado no qual transportadores lidam com rotas de alta circulação, operações urbanas, entregas fracionadas, contratação de agregados, exigências de embarcadores e maior atenção à segurança jurídica nas relações comerciais.

A AXA tem atuado para fortalecer sua presença em Transportes com soluções capazes de acompanhar diferentes perfis de operação. A proposta é oferecer ao corretor um portfólio que permita uma conversa consultiva com o cliente, considerando exposição real ao risco, obrigações regulatórias e continuidade do negócio. 

Catia Rucco Rivelles assume como Head de Agro da Swiss Re Corporate Solutions no Brasil

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A Swiss Re Corporate Solutions anunciou a promoção de Catia Rucco Rivelles ao cargo de Head of Agro Underwriting no Brasil, reforçando sua estratégia de fortalecimento no segmento agro, uma das frentes mais relevantes do mercado de seguros no país.

A executiva já integrava a companhia desde março de 2024, quando assumiu como Agro Business Manager. Agora, passa a liderar a área de subscrição de riscos do agronegócio, assumindo um papel estratégico no desenvolvimento de soluções e na ampliação da atuação da seguradora nesse segmento.

“Assumir essa posição é uma oportunidade de ampliar ainda mais a contribuição do seguro rural para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, em um momento em que a gestão de riscos se torna cada vez mais essencial. Nosso foco é avançar na construção de soluções que estejam alinhadas às necessidades reais do campo, fortalecendo a parceria com corretores e clientes”, afirma Catia.

Com uma trajetória sólida no setor, Catia acumula quase 15 anos de experiência na MAPFRE, onde atuou em diferentes posições de liderança. Entre os destaques estão os cargos de superintendente de Seguros Rurais e superintendente de Seguros Agrícolas, além de sua atuação como gerente comercial e subscritora de riscos agrícolas.

Engenheira agrônoma formada pela UNESP – Universidade Estadual Paulista, Catia também possui MBA em Agronegócio pela Universidade de São Paulo, combinação que sustenta sua atuação técnica e estratégica no desenvolvimento de soluções para o campo.

A nomeação ocorre em um importante momento de seguros voltados ao agronegócio, impulsionada pela ampliação dos riscos climáticos e pela necessidade de proteção financeira nas cadeias produtivas, reforçando o papel das seguradoras e dos corretores na estruturação de soluções cada vez mais especializadas para o setor.

Previdência e saúde financeira avançam como estratégias de benefícios

Em um cenário em que apenas 17% dos colaboradores se sentem financeiramente seguros e 81% demonstram preocupação com o custo de vida, a saúde financeira passou a ocupar um papel central na gestão corporativa. É o que revela a 10ª Pesquisa de Benefícios da Lockton, que reuniu mais de 620 empresas e aponta uma mudança relevante na forma como as organizações vêm estruturando suas estratégias de benefícios.

O estudo mostra que o comportamento financeiro dos colaboradores passou a ser tratado como uma variável relevante na gestão de riscos, impulsionando a adoção de iniciativas voltadas à educação financeira, ao planejamento de longo prazo e ao estímulo à previdência corporativa. Ainda assim, o desafio é significativo: mais de 90% das empresas não possuem levantamento estruturado sobre o grau de endividamento de seus colaboradores.

Esse movimento ocorre em paralelo a um contexto econômico mais amplo. Dados do Banco Central do Brasil indicam que as apostas esportivas online movimentaram cerca de R$ 120 bilhões em 2024. Já levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que mais de 77% das famílias brasileiras estavam endividadas em 2025, evidenciando a pressão contínua sobre o orçamento doméstico.

Atenta a esse cenário, a pesquisa da Lockton também identificou o avanço da previdência corporativa e a ampliação de programas de educação financeira, com crescimento de quase 10% nos últimos dez anos. O dado indica uma evolução consistente na preocupação das empresas com o planejamento de longo prazo e a sustentabilidade financeira dos colaboradores.

Ao mesmo tempo, o avanço das apostas online surge como um novo ponto de atenção. O fácil acesso às plataformas e a lógica de ganhos imediatos têm influenciado o comportamento financeiro, elevando o risco de endividamento e seus impactos no ambiente de trabalho.

“Não se trata de controlar escolhas individuais, mas de reconhecer que esse novo contexto exige uma resposta mais estruturada das empresas. Programas de educação financeira, apoio psicológico e benefícios bem desenhados passam a funcionar como instrumentos de gestão, ajudando a reduzir impactos e aumentar a previsibilidade dos custos”, afirma Bruno Cerboncini, Superintendente de Benefícios da Lockton.

Para a Lockton, o cenário reforça uma mudança estrutural na forma como as empresas lidam com benefícios corporativos e gestão de pessoas, com maior integração entre comportamento financeiro, saúde e estratégia de negócio. Em um ambiente de maior complexidade econômica, a tendência é que a agenda de saúde financeira e previdência corporativa ganhe ainda mais relevância, exigindo das companhias uma atuação mais preventiva, orientada por dados e alinhada à sustentabilidade de longo prazo.

Grupo Generali reforça liderança em sustentabilidade ao integrar índices globais da Dow Jones 

Consolidando sua posição entre as líderes globais em sustentabilidade, o Grupo Generali foi incluído pelo oitavo ano consecutivo no Índice Dow Jones Best-in-Class World e pelo sétimo no Índice Dow Jones Best-in-Class Europe, anteriormente conhecido como Índices de Sustentabilidade Dow Jones (DJSI). O reconhecimento ressalta a abordagem integrada da seguradora em ESG, refletida em seu desempenho consistente e incorporado à governança, estratégia, gestão de riscos e processos de tomada de decisão operacional.
 

Além disso, o compromisso da Generali com a sustentabilidade foi mais uma vez reconhecido pelas classificações MSCI ESG Ratings, que avaliam a resiliência das empresas diante de riscos e oportunidades relacionados a práticas ESG. A análise da MSCI, que abrange mais de 17 mil empresas em todo o mundo, confirmou a classificação ESG “AAA”, mantida pelo Grupo desde 2022. Isso posiciona a Generali entre as empresas líderes.
 

Marco Sesana, diretor-geral do Grupo, comentou: “A Generali integrou plenamente a sustentabilidade ao seu modelo de negócios e às suas operações, continuando a atuar como uma seguradora, investidora, empregadora e agente corporativo responsável. Estamos extremamente orgulhosos por sermos novamente confirmados como líderes globais em sustentabilidade pelos índices Dow Jones e pela MSCI, o que reconhece os fortes resultados que continuamos a alcançar nesta área”.
 

Sesana destacou que, no âmbito da estratégia “Lifetime Partner 27: Driving Excellence”, a Generali está acelerando ainda mais essa ambição. “Temos metas claras voltadas para apoiar a transição verde e justa e fortalecer a resiliência social, com o objetivo de continuar a gerar crescimento lucrativo com impacto positivo nas pessoas, no planeta e em todas as nossas partes interessadas”.
 

O Índice Dow Jones Best-in-Class World Index é composto por líderes globais em sustentabilidade identificados pela S&P Global por meio da Avaliação de Sustentabilidade Corporativa (Corporate Sustainability Assessment – CSA) e representa os 10% melhores entre as 2,5 mil empresas incluídas no S&P Global BMI Index, com base em critérios econômicos, ambientais e sociais de longo prazo. Já o Dow Jones Best-in-Class Europe Index reúne as empresas europeias líderes em sustentabilidade.
 

A MSCI ESG Research fornece análises de milhares de empresas em todo o mundo, avaliando sua exposição a riscos ambientais, sociais e de governança específicos de cada setor, bem como a capacidade de gerenciá-los em comparação com os concorrentes. As classificações, também integradas aos Índices MSCI ESG, auxiliam os investidores institucionais na avaliação de riscos e oportunidades que não são destacados nas análises de investimento tradicionais. 

Cooperativas e associações entram oficialmente no mercado de seguros

Sonho Seguro e Valor Econômico

A publicação das Resoluções CNSP 491 e 492 marca um dos movimentos mais relevantes da modernização do mercado segurador brasileiro nas últimas décadas ao abrir espaço formal para a atuação de cooperativas de seguros e entidades de proteção patrimonial mutualista, conhecidas popularmente como associações de proteção veicular. As normas regulamentam a Lei Complementar 213/2025 e consolidam um novo desenho institucional para o setor, ampliando o alcance da supervisão da Superintendência de Seguros Privados sobre modelos que até então operavam parcialmente à margem da estrutura tradicional de seguros.

A expectativa do governo e da autarquia é que a regulamentação estimule maior concorrência, amplie a inclusão securitária e leve proteção financeira a regiões e públicos historicamente menos atendidos pelas seguradoras tradicionais. O tema ganha relevância em um país ainda marcado por baixa penetração de seguros, especialmente em segmentos patrimoniais e de proteção individual.

“O Brasil possui um déficit de proteção patrimonial e a expectativa é que o novo arcabouço favoreça o surgimento de atores que possam oferecer soluções adaptadas para o seu público específico”, afirmou Regis Dudena, secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda e presidente do Conselho Nacional de Seguros Privados ao Valor.

Para Alessandro Octaviani, superintendente da Susep, a regulamentação inaugura um novo ciclo para o setor. Segundo ele, o marco “possibilitará um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico, inclusão e acesso ao seguro, com vistas à construção de um mercado mais amplo, sólido e sustentável”.

Embora o cooperativismo de seguros esteja previsto na legislação brasileira há mais de seis décadas, o segmento nunca conseguiu se desenvolver de forma significativa no país. Agora, com regras prudenciais, operacionais e de governança mais claras, a avaliação da autarquia é que o modelo finalmente ganha condições de expansão.

Carlos Queiroz, diretor da Susep, destaca que as cooperativas poderão operar de forma ampla em seguros de danos, pessoas e responsabilidade civil, com exceção de segmentos vedados pelo CNSP, como capitalização, previdência, riscos aeronáuticos, marítimos, nucleares e ligados à indústria de petróleo.

“As cooperativas de seguros poderão atuar de forma ampla, garantindo danos patrimoniais, pessoais e de responsabilidade civil em todos os segmentos do mercado relevantes para a atuação do cooperativismo”, afirmou o diretor ao Valor.

A regulamentação estabelece uma estrutura em três níveis para o cooperativismo segurador: cooperativas singulares, centrais de cooperativas e confederações. A norma também disciplina a relação entre essas entidades, criando uma arquitetura semelhante à existente em outros ramos do cooperativismo brasileiro, como crédito e agropecuário.

Outro ponto considerado estratégico é a possibilidade de integração entre cooperativas de crédito e cooperativas de seguros. As regras permitem que cooperativas singulares de crédito participem de cooperativas centrais de seguros, respeitados limites de capital e poder de voto. A medida pode ampliar a oferta de soluções financeiras integradas aos associados e fortalecer o modelo cooperativista no interior do país.

Além disso, as cooperativas de seguros passam a ter autorização para contratar resseguros, em condições semelhantes às demais cedentes do mercado, desde que observadas as normas específicas da Susep. O dispositivo é considerado essencial para garantir capacidade operacional e diluição de riscos.

As resoluções também trazem exigências robustas de governança corporativa. As cooperativas deverão contar com Conselho de Administração, Diretoria e Conselho Fiscal, além de políticas formais aprovadas em assembleia, regras de transparência, segregação de funções e critérios para renovação de mandatos.

Na área financeira, foram definidos critérios para capital social mínimo, integralização de cotas-partes, distribuição de sobras e restituição de capital, sempre condicionados ao cumprimento de requisitos prudenciais. As cotas-partes foram classificadas como impenhoráveis, reforçando a proteção patrimonial dos cooperados.

Paralelamente, as associações de proteção patrimonial mutualista também passam a integrar oficialmente o sistema supervisionado pela Susep. O modelo, bastante disseminado no segmento automotivo, especialmente entre veículos de menor valor e em regiões de menor renda, terá regras próprias de funcionamento.

Pela regulamentação, o consumidor deverá integrar uma associação, que contratará uma administradora de operações de proteção patrimonial mutualista. Caberá a essa administradora realizar a gestão técnica, operacional, financeira e contábil dos grupos mutualistas.

Nesses grupos, os prejuízos decorrentes de sinistros serão rateados entre os participantes, conforme regras previamente estabelecidas. Diferentemente do seguro tradicional, em que a seguradora assume integralmente o risco mediante pagamento do prêmio, no mutualismo os próprios associados compartilham coletivamente os custos das indenizações.

O novo segmento poderá atuar apenas na cobertura de danos patrimoniais relacionados a veículos terrestres, automotores ou não, responsabilidade civil decorrente de acidentes envolvendo esses veículos e assistências vinculadas diretamente a esses danos.

Segundo a Susep, as administradoras mutualistas terão de observar normas prudenciais, de governança, produto e conduta muito próximas às exigidas das seguradoras tradicionais, numa tentativa de elevar a proteção ao consumidor e reduzir assimetrias regulatórias.

O próximo passo será o recebimento dos pedidos de autorização para funcionamento das administradoras mutualistas. Após a aprovação das primeiras operações, as associações poderão migrar oficialmente para o novo modelo supervisionado, concluindo o processo de regularização.

A expectativa do mercado é que a regulamentação abra espaço para novos modelos de negócios, maior competição e expansão da cultura de proteção no país, especialmente em nichos e regiões ainda pouco explorados pelas seguradoras tradicionais.

Seguradora Zurich ajusta estratégia para avanço de carros chineses e eletrificados no Brasil

Zurich Seguros - 23/08/2022 - Executivos. Foto: Leonardo Rodrigues

A aceleração das exportações de veículos chineses para o Brasil — que somaram US$ 2,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, quase o triplo dos US$ 763,8 milhões registrados no mesmo período de 2025, segundo dados antecipados pelo Valor — começa a se refletir de forma concreta também no mercado de seguros. O movimento, que inclui tanto modelos elétricos quanto a combustão, já altera a dinâmica de risco e exige adaptações operacionais e comerciais das seguradoras.

Na Zurich Seguros, essa transformação aparece de forma clara nos números da carteira. No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou crescimento de 15,1% em itens no seguro automóvel, enquanto os veículos de marcas chinesas avançaram cerca de 75% em apólices emitidas, evidenciando uma mudança relevante na composição do portfólio.

“A Zurich entende que o avanço da eletrificação da frota, aliado à expansão das montadoras chinesas, vem redefinindo de maneira estrutural o mercado automotivo brasileiro e a dinâmica do seguro”, afirma João Merlin, diretor de Negócios em Automóvel da companhia.

A seguradora afirma que vem se antecipando a esse cenário. Pioneira na oferta de seguros para veículos elétricos e híbridos desde 2019, a empresa ampliou sua estrutura com serviços específicos, como assistência 24 horas com frota elétrica — incluindo guinchos e motos 100% eletrificados — lançada no fim de 2024.

O avanço dos eletrificados, porém, traz desafios técnicos relevantes para o setor. O custo elevado de componentes, especialmente baterias, a necessidade de mão de obra especializada e a ainda limitada disponibilidade de peças tornam a subscrição e a precificação mais complexas. Esse cenário se intensifica com o crescimento acelerado da frota: o Brasil registrou aumento de quase 89% nas vendas de veículos eletrificados em 2024, superando 177 mil unidades, seguido por alta de 26,2% em 2025 e avanço superior a 110% no primeiro trimestre de 2026, com cerca de 90 mil veículos emplacados.

Diante desse contexto, a companhia afirma que tem reforçado o monitoramento de dados e o ajuste gradual de preços e coberturas, buscando equilibrar competitividade e sustentabilidade técnica. “A leitura de risco exige acompanhamento constante, e nossa abordagem é evoluir junto com o desenvolvimento desse segmento, com uma visão de longo prazo”, aponta o executivo.

A mudança também alcança a operação de sinistros. A Zurich vem ampliando a capacitação da rede credenciada e estabelecendo parcerias com oficinas preparadas para veículos eletrificados, além de adotar iniciativas como o Selo Auto Eco e o uso de oficinas certificadas com práticas ambientais.

No campo comercial, a estratégia passa por fortalecer o papel consultivo dos corretores em um ambiente mais técnico e sofisticado. A seguradora já conta com produtos específicos para veículos híbridos e elétricos, com coberturas como proteção para cabos de carregamento, carro reserva eletrificado e assistência diferenciada.

Para a companhia, o avanço das importações — puxado especialmente pelos modelos chineses — já começa a alterar o perfil de risco do mercado, sobretudo pela maior severidade potencial dos sinistros. “Esses veículos apresentam maior complexidade técnica e custo de reparação, o que exige atenção no curto e médio prazo”, afirma Merlin.

A expectativa é que, com o ganho de escala e a evolução da infraestrutura — como rede de oficinas e disponibilidade de peças —, o mercado caminhe para maior previsibilidade. Até lá, o setor deve seguir ajustando suas estratégias para acompanhar uma transformação que, ao que tudo indica, não é pontual, mas estrutural.

Allianz Lounge marca o início de novo modelo de relacionamento com corretores de seguros

Em um movimento pioneiro e inovador, que busca estreitar e aperfeiçoar o relacionamento com os corretores, a Allianz Seguros lançou o Allianz Lounge, um local exclusivo para parceiros dos segmentos Private, Diamante e Rubi de todo o Brasil. Localizado na sede da companhia em São Paulo, em Pinheiros, o espaço foi desenhado para proporcionar um ambiente propício a encontros estratégicos, trocas e conexões.

O evento de inauguração contou com a presença de Eduard Folch, presidente da seguradora; Nelson Veiga, diretor executivo Comercial; Fábio Morita, diretor executivo de Auto, Massificados e Vida; Mauricio Masferrer, diretor executivo de Negócios Corporativos; diretores regionais e corretores de diversas regiões do país.

Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil, durante o evento de inauguração do Allianz Lounge. Crédito: Julia Sipereck

De acordo com o presidente, essa ação surge a partir da intenção de aprimorar o modelo de relacionamento da companhia com os profissionais. “O Allianz Lounge está totalmente alinhado à nossa estratégia de crescimento e desenvolvimento, que tem como foco a proximidade com os parceiros de negócios. Escutamos ativamente os corretores e sentimos que era importante termos um espaço para estarmos mais conectados no dia a dia. Ao idealizar um local dedicado ao intercâmbio de conhecimento e à valorização do corretor como protagonista, materializamos os pilares de confiança e parceria de longo prazo que tanto incentivamos”, ressalta.

Para Nelson, o lounge deve se consolidar como um importante ponto de conexão, promovendo o diálogo, a troca de experiências e a ampliação de relações comerciais. “Acreditamos que parcerias sólidas são a base para resultados consistentes. Esse novo espaço representa a nossa intenção de estar cada vez mais próximo da nossa rede de corretores. Ele foi desenvolvido especialmente para os nossos parceiros, para que eles possam aproveitar toda a estrutura da Allianz e contar com o nosso apoio em tudo o que precisarem.”

Nelson Veiga, diretor executivo Comercial da Allianz Seguros, durante o evento de inauguração do Allianz Lounge. Crédito: Julia Sipereck

Boris Ber, diretor da Asteca Corretora de Seguros, parabenizou a iniciativa e disse que o lounge é um espaço emblemático. “É muito bom termos um local específico para corretores, onde podemos estar próximos da Allianz. Irei usar muito esse ambiente e tenho certeza de que outros profissionais também.” Ana Cláudia Assis, da Indústria do Seguro, no Rio de Janeiro, complementa que “saber que há uma área para trabalhar em São Paulo traz uma sensação de acolhimento. Esse é o diferencial de atuar com uma companhia que pensa no profissional de forma ampla e faz suas ações com carinho e dedicação.”

Com capacidade para até 40 pessoas, o lounge possui salas de reunião e estações de trabalho para uso profissional dos corretores, além de infraestrutura tecnológica e recursos audiovisuais, permitindo reuniões, atendimentos e encontros de relacionamento em um ambiente moderno e funcional. Ele seguirá o horário comercial regular da companhia e as diretrizes de funcionamento do prédio. A Allianz também mantém áreas para corretores em suas filiais regionais, incluindo modelos de coworking fixo ou rotativo, que cumprem o papel de proximidade e apoio à rede, respeitando as características e dinâmicas de cada local.

CNseg: seguros obrigatórios podem ser acionados em acidentes com aeronaves em áreas urbanas

Jarbas Porto Seguros

A queda de uma aeronave em área urbana, como no caso ocorrido nesta segunda-feira (4), em Belo Horizonte, evidencia a importância dos seguros obrigatórios para garantir proteção financeira a vítimas, moradores e terceiros afetados. Em situações como essa, dois tipos de seguro ganham destaque: o seguro aeronáutico RETA e o seguro condominial.
 

O Seguro RETA (Responsabilidade do Explorador ou Transportador Aéreo) é obrigatório no Brasil e tem como objetivo cobrir danos causados a passageiros, tripulantes e a terceiros em solo. Entre as principais coberturas estão indenizações por morte ou invalidez de passageiros e tripulantes, além de danos materiais e corporais a pessoas e bens atingidos fora da aeronave, como imóveis, veículos ou estruturas impactadas pelo acidente.
 

“O seguro RETA é fundamental para garantir que vítimas, estejam elas dentro da aeronave ou em solo, tenham respaldo financeiro em uma situação tão grave. Ele cobre tanto danos pessoais quanto materiais causados a terceiros, cumprindo um papel essencial de proteção social e de responsabilidade civil”, explica Carlos Polizio, presidente da Comissão de Cascos Marítimos e Aeronáuticos da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).
 

Dados da CNseg mostram que o seguro RETA arrecadou R$ 24,8 milhões em 2025, alta de 10,2%, com indenizações de R$ 2,5 milhões no período. Em 2026, considerando o primeiro bimestre, a arrecadação somou R$ 3,9 milhões, avanço de 23,4%, enquanto as indenizações alcançaram R$ 1,9 milhão, refletindo o aumento de 421% dos eventos indenizáveis no período. Em Minas Gerais, a arrecadação foi de R$ 1,8 milhão em 2025, com indenizações de R$ 12,7 mil em 2025. 
 

Já o seguro condominial, também obrigatório por lei, protege a edificação contra uma série de riscos, incluindo incêndio, explosão e outros danos estruturais. Em um evento dessa natureza, ele pode ser acionado para cobrir prejuízos ao prédio atingido, como danos à estrutura e áreas comuns.
 

“O seguro condominial é a principal ferramenta para garantir a recomposição do patrimônio do edifício diante de eventos inesperados. Em um caso como esse, ele pode ser acionado para reparar danos estruturais e restabelecer as condições de uso do condomínio com mais agilidade”, afirma Jarbas Medeiros (FOTO), presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da FenSeg.
 

Segundo a CNseg, o seguro condominial arrecadou R$ 1,1 bilhão em 2025, crescimento de 29%, com indenizações de R$ 471,6 milhões. No primeiro bimestre de 2026, a arrecadação foi de R$ 170,4 milhões, enquanto as indenizações somaram R$ 96,8 milhões. Em Minas Gerais, o segmento registrou arrecadação de R$ 69,5 milhões em 2025 e indenizações de R$ 23,4 milhões. Já nos primeiros dois meses de 2026, arrecadou R$ 11,3 milhões e pagou R$ 3,7 milhões em indenizações.
 

É importante destacar que os seguros atuam de forma complementar: enquanto o RETA cobre a responsabilidade civil do operador da aeronave perante terceiros, o seguro condominial garante a recomposição do patrimônio do edifício segurado.
 

A atuação desses mecanismos é fundamental para dar suporte financeiro imediato em situações de alta complexidade, contribuindo para a reparação de danos e para a proteção das vítimas.

Zurich reforça apoio ao flag football com projeto social para crianças e adolescentes em Campinas

A Zurich Seguros reforça a atuação da companhia no esporte com o apoio ao Primeira para o Sonho, frente social realizada em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol Americano, que chega a Campinas como parte de sua respectiva expansão nacional. O projeto oferece aulas gratuitas de flag football para crianças e adolescentes de 10 a 16 anos.

A ação amplia o alcance de um programa que já passou por Belo Horizonte e seguirá para outras regiões do país. Em Campinas, as atividades acontecem na Faculdade de Educação Física da Unicamp e atendem 60 crianças, com prioridade para alunos da rede pública de ensino.

O Primeira para o Sonho está alinhado à estratégia da Zurich de apoiar modalidades acessíveis e conectadas às novas gerações. A companhia utiliza o esporte como ferramenta para gerar oportunidades, estimular o desenvolvimento e fortalecer vínculos com as comunidades. A atuação nesse campo vai além do patrocínio e prioriza iniciativas com impacto consistente ao longo do tempo.

“Para nós, investir no flag football é investir em um futuro mais inclusivo e promissor. A modalidade está alinhada aos pilares da Zurich, pois é diversa, democrática e acessível, além de ter uma forte conexão com os jovens. Acreditamos no esporte como uma ferramenta concreta de transformação social e de ampliação de oportunidades”, afirma Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes da Zurich Seguros.

Patrocínio

O apoio ao projeto está conectado ao patrocínio da Zurich à Confederação Brasileira de Futebol Americano, anunciado no ano passado. Esse movimento marcou a entrada da companhia no universo do flag football no Brasil. Derivada do futebol americano, a modalidade possui contato físico reduzido, não exige equipamentos complexos e tem ganhado espaço entre jovens. A expectativa é de maior visibilidade com sua estreia como esporte olímpico nos Jogos de Los Angeles, em 2028.

Por meio dessa parceria, a Zurich contribui para o fortalecimento das seleções brasileiras masculina e feminina, além do desenvolvimento dos campeonatos nacionais e da ampliação de iniciativas sociais ligadas ao esporte. 

A atuação da Zurich no esporte no Brasil inclui o apoio a diferentes modalidades e projetos com foco em impacto social. No início deste ano, a companhia foi, pelo segundo ano consecutivo, patrocinadora do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul. A seguradora também incentiva jovens atletas e modalidades conectadas às novas gerações. 

“Nosso objetivo é construir iniciativas com continuidade e impacto real nas comunidades. Ao apoiar o esporte dessa forma, ampliamos o acesso, fortalecemos o desenvolvimento dos jovens e contribuímos para um futuro com mais oportunidades”, conclui Lucía Sarraceno.

Google e Porto Serviço anunciam parceria para agendamento de serviços na busca

O Google e a Porto Serviço anunciam uma parceria em que usuários poderão agendar serviços – como elétrica, hidráulica, limpeza de sofá, instalação de ar-condicionado etc – diretamente na Busca do Google, utilizando o Perfil da Empresa (antigo Google Meu Negócio). A funcionalidade já está disponível tanto para clientes Porto quanto para o público em geral que busca por praticidade e confiança. A Porto Serviço é a primeira empresa de Home Services a habilitar a função no Brasil.

A integração, que abrange 52% das cidades brasileiras, conecta a vasta rede de prestadores da Porto Serviço à funcionalidade de agendamento do Google. Ao pesquisar por uma solução – por exemplo: “limpeza de sofá”, “limpeza de sofá perto de mim”, ”instalar ar-condicionado” -, o usuário visualiza o botão “Agendar on-line”, que o redireciona instantaneamente para a finalização do pedido no site. 

“Para a Porto Serviço, quanto mais prática for a experiência do cliente com a marca, melhor. Nosso objetivo é marcar presença no dia a dia das pessoas e resolver os problemas da casa com a qualidade e a confiança já reconhecidas da Porto”, comenta Luiz Nunes, diretor de Negócios Digitais e Tecnologia da Porto.

Personalização

A parceria surge em resposta a uma mudança no comportamento do consumidor. Segundo dados do Google, as buscas contendo o termo “eu” (como “eu estou precisando…” ou “eu quero…”) dobraram nos últimos dois anos. Isso demonstra que os brasileiros buscam soluções cada vez mais personalizadas, detalhadas e imediatas.

“Com essa evolução, a Busca do Google deixa de ser apenas um motor de respostas para se tornar um facilitador de transações, oferecendo uma experiência contextualizada que economiza tempo para o consumidor e gera eficiência para o prestador”, Leandro Esposito, diretor no Google de Parcerias para Busca e Gemini América Latina.