Fenaprevi cria ferramenta que facilita consulta à nova pesquisa realizada junto ao DataFolha

operarios previdencia

Fonte: Fenaprevi

A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi acaba de lançar em seu sítio oficial um novo painel interativo que permite explorar os resultados da pesquisa lançada recentemente “A Percepção dos Brasileiros sobre a Necessidade de Proteção e Planejamento: o Papel dos Seguros e da Previdência”.

Encomendada ao Instituto DataFolha e apresentada no fim de outubro, a pesquisa — que já está na segunda edição (a primeira é de 2021) —, buscou mapear o sentimento do brasileiro em relação à necessidade de se proteger, planejar seu futuro financeiro, projetar como irá se sustentar na aposentadoria, além de sua atual visão acerca dos produtos do segmento, como previdência privada e seguros de pessoas.

O dashboard disponibiliza a consulta aos dados da pesquisa por meio de uma interface dinâmica que também conta com vetores, gráficos e tabelas, e cujos indicadores podem facilmente ser verificados por meio da aplicação de filtros diferenciados, pelo cruzamento de informações e da obtenção de recortes específicos, conforme o interesse de quem interage com a ferramenta.

“Desde o início, nosso objetivo foi garantir a melhor experiência para os usuários no consumo da pesquisa, que está tão rica em informações do ponto de vista social e para o nosso mercado”, explica Beatriz Herranz, diretora-executiva da Fenaprevi. 

Aplicação de taxa Selic para dívidas civis voltará para julgamento no STJ 

CNseg STF
Legenda: Glauce Carvalhal, diretora jurídica da CNseg: definição da Selic como taxa para atualização de débitos civis está em linha com o momento econômico do país.

Fonte: CNseg

No dia 9 de novembro de 2023, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve retomar a discussão a respeito do índice que deve ser seguido para correção de condenações por dívidas civis. O debate no judiciário acontece há dez anos. Glauce Carvalhal, diretora jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) aponta que a definição impactará todos os setores produtivos e, inevitavelmente, a economia do país. Por isso, a indústria seguradora apoia a determinação da fixação da Selic como única taxa para atualização de débitos nestes casos.

Atualmente, na maioria das decisões, aplica-se uma taxa de 1% ao mês, somada aos percentuais previstos em tabela de taxas usual do Tribunal responsável pelo julgamento, o que, na análise da executiva é insustentável a longo prazo. “É preciso ter uma definição que traga equilíbrio financeiro às partes envolvidas nessas disputas judiciais, as taxas como estão sendo usadas atualmente, representam uma disparidade inexplicável, em um país em que até os investimentos não recebem remunerações em tal patamar”, explica. 

A especialista lembra que as seguradoras também incluem as taxas de correção no cálculo de provisionamento judicial. “Caso a Selic não seja a escolha do STJ, os valores a serem pagos pelos devedores nas indenizações terão volumes mais altos. Com isso, as seguradoras precisarão trabalhar em um provisionamento muito mais elevado e mais lastro, o que refletirá no bolso do segurado, que poderá pagar um valor mais alto na contratação.”, explica.

Para a diretora jurídica da CNseg, outra questão importante que deve ser considerada é o momento econômico no qual o Brasil se encontra. “Em um cenário de incertezas, é preciso ter cautela, pois temos uma população em situação financeira delicada, assim como, as empresas. Diante de um valor exorbitante a ser pago, as empresas terão que tomar decisões difíceis o que pode impactar em toda a cadeia produtiva.”

A representante da entidade reforça que a indústria de seguros não é contra a aplicação de atualização monetária nos débitos civis , mas o setor avalia que a taxa Selic é a mais adequada no que diz respeito ao pagamento de dívidas civis as taxas de juros e correção monetária deveriam ser aplicadas às indenizações de dívidas civis.

A estimativa do setor de seguros 

À título exemplificativo, cerca de 31,64% das empresas que representam o setor de seguros privados, tendo por base a sua participação nos prêmios, e que operam nos ramos de vida, de danos e de responsabilidades, tinham registrado em seus balanços de abril de 2023, R$ 5,9 bilhões de reais em provisão de sinistros judiciais a liquidar.  O que representa cerca de 36,51% da provisão de sinistros a liquidar (administrativos e judiciais), sendo valores brutos de resseguro, salvados e ressarcidos.

Desses R$ 5,9 bilhões, em torno de R$ 3,71 bilhões (63%) são referentes às indenizações em si, e R$ 2,21 bilhão (37%) são juros moratórios e correção monetária. Cabe ressaltar que o prazo médio de pagamento dos sinistros judiciais registrados no balanço das companhias é de 53 meses.

Como forma de estimar o valor total de provisão de sinistros judiciais a liquidar, por todas as empresas do setor de seguros que operam nos ramos de vida, de danos e de responsabilidades, foi extrapolado em torno de 31,64% do valor para as empresas. 

Sendo assim, de acordo com a estimativa da CNseg, haveria um valor aproximado de R$ 18,7 bilhões de reais em provisões.

O PL 1.086/22 do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco

No ano passado, a regulamentação definitiva do índice de correção das ações judiciais também foi tratada pelo presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco. Na ocasião, a  proposta do PL 1.086/22 tinha como objetivo, de acordo com o autor, ‘pacificar o entendimento’ sobre quais taxas de juros e correção monetária deveriam ser aplicadas às indenizações de dívidas civis e, também, às indenizações trabalhistas. Glauce explica que o projeto de Pacheco propõe que parte da correção seja feita com base na Selic e outra parte com base no IPCA. 

“O projeto apresentado pelo presidente do Senado está mais próximo a realidade das empresas da indústria seguradora, se comparado a prática atual. O próprio STJ tem se debruçado no tema e acredito que esta seja, inclusive, uma oportunidade para fomentar debates enriquecedores sobre o nosso setor que, hoje, representa 6,2% do PIB”, destaca.  

Atualmente, o projeto de lei (1.086/22) está com o senador Weverton Rocha (PDT) para emissão de relatório. 

BB Seguridade lucra R$ 5,8 bilhões até setembro

BB Seguridade

A BB Seguridade atingiu a marca de R$ 5,8 bilhões de lucro líquido nos nove primeiros meses deste ano (9M23), volume que representa aumento de 32,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Considerando apenas o período de julho a setembro (3T23), o lucro líquido alcançou R$ 2,1 bi, registrando crescimento de 23,7% sobre 3T22. 

Nos primeiros nove meses de 2023, o resultado operacional gerencial, líquido de imposto, evoluiu 24,3% em relação ao 9M22, explicando a maior parte do crescimento do lucro, com redução da sinistralidade dos seguros rurais, forte evolução das vendas de seguros prestamista e rural e aumento do volume arrecadado em previdência e capitalização. 

Nesse mesmo período, o resultado financeiro gerencial consolidado, líquido de impostos, de todo o grupo – BB Seguridade e suas investidas – cresceu 86,1% na comparação com o 9M22, atingindo R$ 1,2 bilhão. O desempenho é atribuído principalmente à deflação do IGP-M e variação positiva do IPCA, que contribuíram significativamente para a melhora do resultado financeiro dos planos de previdência de benefício definido, além do aumento da taxa de retorno das aplicações e expansão do saldo médio de ativos financeiros totais.

Destaques:

• Seguros: volume de prêmios emitidos chega a R$ 13,1 bi, com crescimento de 12,4% 

Os prêmios emitidos cresceram 12,4% s/ 9M22, totalizando R$ 13,1 bi no período de janeiro a setembro, com evoluções em todas as linhas de negócios. Os destaques do período foram o seguro rural, impulsionado pelas linhas de vida produtor rural (+25,0%) e penhor rural (+17,9%), e o seguro prestamista (+34,6%), com aumento da penetração no crédito e redução dos cancelamentos. Nesse mesmo período, o volume de prêmios emitidos via parceiros aumentou 55% e o índice de churn do seguro de vida caiu 16%. 

• Previdência: contribuições chegam a R$ 43,5 bi, com aumento de 9,2% no 9M23 

A captação líquida acumulada até setembro de 2023 foi de R$ 7,3 bilhões, mais de sete vezes superior ao mesmo período de 2022, impulsionada pelo aumento das contribuições (+9,2%), melhora do índice de resgate (-1,0 p.p.) e queda do índice de portabilidade (-1,2 p.p.). Como consequência, as reservas tiveram alta de 12,7%, contribuindo para uma expansão de 5,2% nas receitas com taxa de gestão. Nesse mesmo período, a previdência registrou incremento de 7,0% na base de clientes. Já o NPS (Net Promoter Score) evoluiu 14,1 p.p., na comparação Set/23 x Set/22.

• Capitalização: arrecadação ultrapassa R$ 4,7 bi, com mais vendas de títulos PU e expansão da base PM

A arrecadação com títulos de capitalização cresceu 12,1%, chegando a R$ 4,7 bi. Esse movimento é explicado pelo aumento das vendas de títulos de pagamento único e pela expansão da base de títulos de pagamento mensal, que gerou maior volume de recorrência em relação ao 9M22. Com relação à base de clientes, houve incremento de 7,7% e o NPS (Net Promoter Score) evoluiu 8,4 p.p., na comparação Set/23 x Set/22.

Akad firma acordo com MGA para entrar no mercado de Riscos Industriais

Fonte: Akad

A Akad Seguros prepara uma investida inédita para atuar no mercado de grandes riscos patrimoniais. A seguradora digital investida pela GP Investimentos anunciou um acordo com a Beyond Seguros, um MGA vinculado ao grupo financeiro Multiplica, visando reforçar sua estrutura técnica para retornar ao segmento. A companhia busca aumentar a oferta de seguros para os clientes com atividades industriais ou de alta complexidade, por exemplo: fábricas, galpões, arenas esportivas, aeroportos, rodovias e shopping centers.

O MGA – ou Managing General Agent – funciona como uma agência especializada de seguros com autoridade de subscrição para as seguradoras. Na parceria com a Akad, a Beyond agrega experiência de mercado, estrutura e tecnologia enquanto atua na oferta de capacidade de resseguro e trabalha como intermediária com os corretores. 

O MGA surgiu e se popularizou nos Estados Unidos ainda no século passado, quando seguradoras precisaram expandir o alcance da operação sem despender grandes recursos na abertura de novos escritórios regionais. Apesar de recente no Brasil, o modelo já é visto como estratégico para impulsionar o mercado de seguros no País rumo ao objetivo de alcançar uma fatia de 10% do PIB até 2030.

Atualmente, a Akad opera com uma carteira focada em escritórios, clínicas, comércios e setor de serviços nos riscos empresariais. Com a entrada do MGA, a seguradora vislumbra uma possibilidade de expandir a oferta do seguro empresarial para companhias de maior porte, chegando a novas verticais de mercado. A cobertura protege o segurado de riscos como incêndios, alagamentos, desmoronamentos e explosões, além de assegurar os lucros cessantes por decorrência de eventos naturais.

“A expertise da Beyond para identificar os riscos dessas indústrias e precificar de forma personalizada nos coloca em condições de expandir, diversificar e atender os clientes da nossa carteira”, confirma Mariana Miranda, Head de Marketing e Vendas da Akad. Segundo a executiva, a seguradora já projeta faturar acima de R$ 100 milhões em prêmios com o seguro empresarial a partir do ano que vem, o que representaria perto de 10% do faturamento total da companhia.

A Beyond tem como fundador Fernando Martinez, executivo com mais de 20 anos de atuação no mercado de grandes riscos com passagens pela Unibanco AIG e Alfa Seguros. O empreendedor já havia criado a PMR Seguros, corretora especializada com foco na distribuição de produtos em todo o território nacional, posteriormente fundindo-se com a ItsSeg, onde fez parte do conselho de administração. Completam a equipe nomes como o do sócio Sandro Povegliano, Daniela Estimo (Property e Engenharia) e Roberto Gallego (Comercial).

Segundo Martinez, a Beyond aposta em um programa de gestão de risco ativo em toda vigência da apólice para garantir uma análise mais assertiva e condizente com o perfil do segurado. “A maioria das seguradoras tradicionais declina propostas de seguro apenas pela atividade ou precifica de acordo com uma média”, conta o executivo. “Com uma análise mais detalhada da qualidade do risco, o mercado pode absorver empresas hoje desassistidas pelos grandes grupos”, diz o fundador da Beyond. 

Ainda de acordo com Martinez, um dos trunfos da Beyond para ampliar a proposta de valor é a parceria técnica com os consultores Alfredo Chaia e Guilherme Brochmann, da Risk Veritas – referências no mercado de gestão de riscos e seguros corporativos quando o assunto é apoiar organizações grandes e complexas a mapear, quantificar, gerenciar e financiar seus riscos, em escala nacional e global.

“A credibilidade da nossa equipe no mercado é o que nos possibilita conseguir bons contratos de resseguro de grandes riscos para atuar nessa nova linha”, conclui o executivo.

Valor: jornal traz o debate em Las Vegas sobre a tempestade perfeita para o setor de seguros

ITC Las Vegas CQCS Valor

O jornalista Sergio Tauhata, do Valor Econômico, foi convidado pelo CQCS para cobrir o InsurTech Connect (ITC), maior evento de tecnologia e seguros do mundo, do qual participa um grupo de executivos brasileiros formado pelo executivo Gustavo Doria. Segue abaixo uma curadoria das principais matérias publicadas no Valor. Para ler, é preciso ser assinante.


AI
Como a IA vai transformar os seguros ainda não está claro, dizem especialistas. 
Nos corredores do InsurTech Connect (ITC), maior evento de tecnologia e seguros do mundo, uma certeza: as mudanças serão grandes e tudo acontecerá rapidamente.

AI PARA MELHORAR A VIDA DAS PESSOAS
A onda tecnológica potencializada pela inteligência artificial (IA) generativa vai trazer um poder que poucos setores vão ganhar nessa transformação: o de impactar de maneira positiva a vida das pessoas, afirmou o executivo-chefe (CEO) da seguradora americana John Hancock, Brooks Tingle. “O setor de seguros está talvez na posição mais poderosa entre vários setores no mundo diante das mudanças trazidas pelas IAs de impactar profundamente e de maneira positiva a vida das pessoas”, disse.

AMÉRICA LATINA 
O setor de seguros na América Latina exibe um potencial de aumento em novos prêmios de US$ 300 bilhões nos próximos anos, afirmou o fundador e CEO da HCS Capital, Alex Horvitz. A cifra significa um crescimento adicional de quase duas vezes o tamanho do mercado da região hoje, que gerou US$ 175 bilhões em receitas.

CLIMA ENCARECE SEGUROS
O aumento da severidade e frequência dos riscos climáticos começa a afetar os preços de seguros patrimoniais. Segundo o diretor e cofundador da seguradora australiana The Bridge Internacional, Stuart Blake, nos últimos 12 meses houve um aumento de 30% nos prêmios de seguros de automóveis e residências na Austrália, impactados por maior frequência de inundações e incêndios florestais. O executivo afirmou ainda que, nos Estados Unidos, os preços de apólices auto estão no maior patamar em 46 anos.

SEGURO EMBEDDED
O mercado de seguro “embedded”, aquele distribuído com bens e serviços no momento da compra, pode alcançar US$ 700 bilhões no mundo, afirmou Adam Blumencranz, sócio da firma de venture capital Distributed Ventures. Segundo o gestor, o surgimento das APIs, protocolos de conexão entre sistemas e plataformas, abriu um grande mercado de distribuição de seguros por meio de parcerias.

TEMPESTADE PERFEITA
Há uma tempestade perfeita tecnológica vindo e quem não se mover, sairá machucado, afirmou o empreendedor americano Gary Vaynerchuk, autor de livros sobre empreendedorismo, além de ter sido investidor anjo ou consultor de empresas como Uber, Birchbox, Snapchat, Facebook, Twitter e Tumblr.

INSURTECHS
O universo das insurtechs, ou seja, as startups de seguros, vive uma “explosão cambriana” nos últimos cinco anos, afirmou o sócio-fundador da Semperviren Venture Capital e criador do InsurTech Connect (ITC), Caribou Honig. “A transformação na indústria de seguros é derivada da tecnologia, uma ‘tech transformation’”, disse, durante o ITC 2023.

AI SERÁ MANDATÓRIA
A indústria de seguros será um dos setores globais onde a inteligência artificial [IA] será mandatória. “Estamos apenas tateando as possibilidades e, possivelmente, vivemos no início de uma nova era, que vai trazer novos padrões para a indústria de seguros”, afirmou o vice-presidente da FPT Software nos EUA, Joseph Yee.

SRO: quanto mais preparada, mais seguradora vai ganhar com o uso de dados

Luciana Dias Prado, sócia de Seguros, Resseguros e Previdência Privada do Lefosse, acredita que no longo prazo, para as seguradoras que forem disruptivas e que saibam trabalhar com os dados fornecidos via SRO no ambiente do Open Insurance, os ganhos podem ser impactantes, já que, daqui em diante, a estratégia de negócios não conseguirá mais se dissociar da revolução tecnológica e de dados que estamos vivenciando em todos os setores da economia.

“O que pode hoje parecer um gasto considerável e até desproporcional, principalmente para as seguradoras com maior volume de negócio, pode se transformar em um investimento de inteligência em tecnologia, já que se que as seguradoras que mais despenderam tempo e recursos com a implantação do SRO, também deveriam ser aquelas melhor preparadas para entender como os dados podem e serão utilizados tanto pelo regulador quanto pelo consumidor final, o que deveria lhes trazer uma visão mais sistêmica de soluções a serem oferecidas aos seus clientes com o intuito de coloca-las à frente de suas concorrentes”, diz ao Sonho Seguro.

Fato é que o SRO e o Open Insurance, acrescenta Luciana, são movimentos inevitáveis, apesar da desaceleração de suas implantações. “As seguradoras que não olharem para essas mudanças como oportunidades de novas frentes de negócio e de novas formas de se relacionar e de impactar o cliente, poderão sofrer impactos negativos em seus resultados.”

Swiss Re reverte prejuízo e lucra US$ 2,46 bilhões em 9 meses

Christian Mumenthaler Swiss Re

A resseguradora Swiss Re voltou a lucrar nos primeiros nove meses do ano, ao se recuperar de um período difícil do ano anterior, e manteve suas metas para o ano inteiro.

O lucro líquido de US$ 2,466 bilhões no período se compara a um prejuízo de US$ 285 milhões um ano antes. O lucro marca uma recuperação em relação ao ano passado, quando a empresa contabilizou pedidos de indenizações do furacão Ian na Florida, e à medida que a guerra na Ucrânia, a inflação e os mercados voláteis também prejudicavam o desempenho.

A Munich Re, maior concorrente da Swiss Re, reportou um lucro líquido melhor do que o esperado para o terceiro trimestre e elevou as suas perspectivas para o ano inteiro.

O presidente-executivo, Christian Mumenthaler, disse que a empresa estava operando em um “ambiente de risco elevado, caracterizado por eventos de perdas significativas”. “O desempenho da Swiss Re nos primeiros nove meses de 2023 é o resultado de nosso foco contínuo na qualidade da subscrição. Isso nos permitiu navegar em um ambiente de risco elevado que continua a ser caracterizado por perdas significativas para o setor de seguros.”

O diretor financeiro, John Dacey, disse que “com as taxas de juros altas, vemos melhorias no rendimento recorrente e em nossos resultados gerais de investimento. Combinado com o melhor desempenho de subscrição, isso fortaleceu significativamente a capacidade de ganhos do grupo”.

O retorno sobre o capital próprio (ROE) de 25,9% nos primeiros nove meses de 2023 ante a um ROE de –2,1% nos primeiros nove meses de 2022. A melhoria significativa foi impulsionada principalmente pelo desempenho de subscrição em P&C Re e L&H Re, apoiado pelo aumento dos resultados de investimento.

Os prêmios líquidos ganhos e as receitas de taxas do grupo aumentaram 4,2%, para US$ 33,7 bilhões nos primeiros nove meses de 2023, em comparação com US$ 32,4 bilhões no mesmo período do ano anterior. A taxas de câmbio constantes, os prêmios líquidos ganhos e as receitas de serviços cresceram 5,3%.

O grupo obteve um retorno sobre os investimentos (ROI) de 3,5% nos primeiros nove meses de 2023, em comparação com 1,6% no mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre, o ROI foi de 4,8%, apoiado por ganhos líquidos realizados decorrentes de vendas imobiliárias, que foram parcialmente compensados por perdas provenientes de vendas específicas de títulos de rendimento fixo de menor rendimento. Globalmente, a carteira de investimentos continua a se beneficiar de taxas de juro mais elevadas. O rendimento da renda recorrente atingiu 3,7% no terceiro trimestre, enquanto o rendimento do reinvestimento da renda fixa ficou em 4,9%.

A posição de capital da Swiss Re permaneceu com um índice do Group Swiss Solvency Test (SST) de 314% em 1º de julho de 2023.

Generali seleciona startups para investimentos de 250 milhões de euros em seguros e B2B

Fonte: Generali

Com um compromisso dedicado de 250 milhões de euros, a Generali Ventures identificará as oportunidades de investimento mais promissoras, com especial enfoque nos setores insurtech e fintech. Lançada em 2022, após análise de mais de 100 fundos de capital de risco, a Generali Ventures investiu em três iniciativas estratégicas: Mundi Ventures, especializada em tecnologias insurtech; Speedinvest, focada em startups nos estágios iniciais de pré-semente e semente; e Dawn, focada em investir em soluções de software B2B.

A procura de inovação externa abrange tecnologias que tem revolucionado a indústria seguradora, incluindo áreas como a mobilidade, a inteligência artificial, a segurança cibernética e os cuidados de saúde. Os objetivos de investimento incluem startups inovadoras, tanto em fase pré-semente como em fase avançada, com um foco geográfico que se estende aos fundos de capital de risco na Europa e nos Estados Unidos.

“Conforme estabelecido no nosso plano estratégico ‘Parceiro Vitalício 24: Impulsionando o Crescimento’, a Generali é um grupo inovador orientado para o cliente, focado na melhor utilização possível dos dados e da tecnologia emergente. Graças a esta nova iniciativa de capital de risco, faremos investimentos a longo prazo no ecossistema global de inovação. A Generali Ventures terá também um impacto positivo no setor segurador, impulsionando o desenvolvimento de projetos inovadores, abrindo novas oportunidades de colaboração e integrando iniciativas que contribuem para a transformação global do grupo”, informou Bruno Scaroni, diretor de Transformação do Grupo Generali, em release divulgado.

A Generali Ventures faz parte do plano estratégico “Lifetime Partner 24: Driving Growth”, que inclui 1,1 bilhão de euros de investimentos cumulativos na transformação digital e tecnológica do Grupo.

MAG Seguros, Parque Brasil e Grupo Primaveras se unem para construir o maior grupo funerário da América Latina

mag seguros
Bruno Regis (Chief Operations Officer do Parque Brasil) , Nilton Molina (presidente do Conselho de Administração do Grupo MAG) e Helder Molina (CEO do Grupo MAG); Hugo Tanure (CEO do Parque Brasil).

Em um movimento estratégico que promete revolucionar o setor póstumo no Brasil, o Grupo Parque Brasil, que traz como acionista estratégico a seguradora MAG, do grupo holandês Aegon e das famílias Molina e Mota, acaba de anunciar a joint venture com o Grupo Primaveras, formando um dos maiores grupos do setor funerário do país.

O acordo tem como diretriz a aceleração do desenvolvimento das companhias, que se preparam para investir mais de meio bilhão de reais na aquisição de novos players. “As tratativas junto a inúmeros cemitérios e grupos funerários estão bem avançadas nas seis principais capitais’’, comemora Hugo Tanure, CEO da Parque Brasil.

Segundo o executivo, a aliança materializa um ecossistema de soluções que vai transformar a oferta de serviços funerários na América Latina. A proposta é atender à crescente necessidade social de busca por soluções mais significativas e valorosas, em condições mais acessíveis e democráticas, num momento extremamente difícil diante da ausência de um ente querido. “Entregamos soluções únicas que ressignificam a forma como lidamos com o luto e que possibilita ao usuário experimentar serviços mais relevantes e simbólicos e ainda contemplam muita inovação, tecnologia e propósito sócio ambiental”. “Este é um passo estratégico para todos nós e, seguramente, um marco para o mercado brasileiro”, destaca Tanure.

Há mais de 10 anos focada no desenvolvimento de novas tecnologias para o segmento, a Parque Brasil concebeu um dos projetos mais revolucionários do setor no mundo: o Bioparque Memorial. “Criamos um meio de ressignificar o luto, preservar memórias e contribuir para a preservação do meio ambiente”, comenta. 

Segundo ele, trata-se do primeiro negócio com vocação 100% ESG no segmento funerário que possibilita dar um destino ecológico às cinzas resultantes da cremação, incorporando-as ao ciclo de vida de uma árvore nativa por meio do plantio de suas sementes”, conta Hugo Tanure.

Já o Primaveras, fundado em 1972 pelo empresário Jayme Adissi, é um dos principais grupos funerários do Brasil, reconhecido por sua excelência em funerais e serviços póstumos. Também fundador do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares – SINCEP, Adissi foi um dos pioneiros na oferta de cremação no Brasil e proprietário do primeiro crematório nacional. “A sinergia entre nossas empresas promete revolucionar a maneira como os brasileiros enfrentam os desafios relacionados à perda de pessoas queridas, tornando a experiência mais acessível, humanizada e personalizada. Daqui em diante, vamos ocupar todas as lacunas deste mercado e seguir fazendo história”, afirma Adissi.

Para o CEO da MAG, Helder Molina, a fusão entre a Parque Brasil e o Grupo Primaveras é um passo importante para o crescimento sustentável do mercado póstumo. “O funeral é a primeira proteção que as pessoas buscam no momento da perda de um ente querido. Grande parte da população brasileira tem receio de não conseguir arcar com as despesas para sepultar aqueles que se vão. A joint venture, permite prosseguir com a expansão da oferta de seguros funerários e levar mais segurança e tranquilidade para inúmeras famílias. Vamos oferecer uma gama completa de soluções em seguros atreladas ao tradicional plano funerário, adicionando uma entrega única de coberturas, serviços e assistência de excelência. Hoje ainda há uma baixíssima penetração do seguro de vida no Brasil, que é de cerca 10%, enquanto países desenvolvidos contam com algo na ordem dos 90%. Vamos conectar o seguro de vida e o mercado funerário, de forma direta e concisa”, aponta Molina.

Investimentos na área de Garantia da EZZE trazem resultados que superam números de 2022

Executivos da EZZE_Encontro resseguradores

Fonte: Ezze

Em todo o ano de 2022, a EZZE Seguros produziu R$ 115,7 milhões em vendas de seguro garantia. Em 2023, essa marca foi atingida já na metade de setembro. “Isso só foi possível por termos profissionais com excelente conhecimento técnico, com um forte DNA para a subscrição de riscos ligados a projetos de infraestrutura e bastante conhecimento do nosso sistema jurídico, além de uma área comercial ativa na prospecção com corretores”, explica Marcio Lossurdo, diretor de subscrição de Garantia da EZZE.

O executivo conta que os investimentos em tecnologia e a ampliação da equipe foram fundamentais para atingir os objetivos. Segundo ele, a participação das garantias judiciais no prêmio total cresceu neste ano, mas quase 40% do prêmio ainda é gerado pelas garantias chamadas tradicionais. E os números deixam claro isso: até a metade de setembro de 2023, a operação de Seguro Garantia representou 18,5% do total de prêmios emitidos da EZZE, respeitando a estratégia da companhia de ser multiproduto e multicanal.

“Temos um trabalho ativo de prospecção de projetos de infraestrutura, mapeando aqueles que estão em execução no país e os que virão a acontecer, o que nos permite estar em posição privilegiada com nossos corretores e parceiros. Nosso objetivo é construir uma operação consistente com foco em resultado de longo prazo”, diz Lossurdo.

Conforme o executivo, a companhia tem investido, inclusive, em imersões junto a resseguradores na Europa e nos Estados Unidos para apresentar as melhorias e os processos no que diz respeito à ampliação do portfólio e discussão de possibilidades de aumento da capacidade de resseguro. “Essa parceria próxima com os resseguradores é fundamental para dar suporte em nossa estratégia”, comenta Lossurdo.

Além dos investimentos para melhorar a equipe e os processos internos, agora o foco está em oferecer mais serviços e facilidades aos corretores e parceiros. “Após esse ciclo de melhorias, o próximo passo é desenvolver uma fase de crescimento de portfólio de forma saudável e com a entrada de novas soluções digitais. Hoje temos uma estrutura que permite expandir a base de corretores e atender as demandas na mesma velocidade de nossos concorrentes”, ressalta Marcio Lossurdo.

O vice-presidente Comercial e Técnico da EZZE, Gabriel Bugallo, também comemora os resultados da área. “2023 tem sido um grande ano para Garantia, que cresceu de maneira sustentável e com forte apoio de nossos parceiros resseguradores. Nossa estratégia de crescimento com diversificação segue o seu caminho. Garantia teve uma forte expansão, mas é importante destacar que sua participação no portfólio diminuiu, devido a nossa estratégia de multiproduto e multicanal”.