ENS e Bradesco Seguros firmam parceria para geração de talentos

Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

Fonte: Bradesco

Em março deste ano, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) e a Bradesco Seguros estabeleceram uma parceria dentro do escopo do Programa de Identificação de Potenciais (PIP), iniciativa da ENS que aproxima empresas do mercado de seguros a talentos formados pela instituição.

A parceria prevê a operacionalização do programa em três módulos: Gestão de Projetos, Metodologias Ágeis e Ciências de Dados. Para participar do programa, foram convidados os 50 melhores alunos dos 2º e 3º semestres da Graduação em Gestão de Seguros, ministrada pela ENS. Ao final das aulas, os estudantes aprovados terão a oportunidade de participar de eventuais processos de recrutamento e seleção. O primeiro módulo, Metodologias Ágeis, já está sendo realizado desde 13 de novembro. Os outros dois, Gestão de Projetos e Ciências de Dados, serão ministrados em 2024, com início nos dias 19 de fevereiro e 1 de abril, respectivamente. Somados, os três módulos chegam a 55 horas/aula.

Para a diretora de Ensino da ENS, Maria Helena Monteiro, o PIP é uma ferramenta valiosa, que cumpre papéis fundamentais no setor. “É um programa no qual todos ganham: a ENS, que oferece a seus alunos uma possibilidade concreta de inserção no mercado de trabalho; os alunos, que têm ampliadas as chances de empregabilidade em um segmento em expansão; e as empresas do mercado, que têm acesso a talentos altamente especializados e formados em um curso nota máxima no MEC”, avalia Monteiro.

De acordo com a diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros, Valdirene Soares Secato, a parceira reforça o compromisso de ambas as empresas com a capacitação no mercado de Seguros. “Capacitar é um dos direcionadores da seguradora para potencializar a Cultura do Seguro e contribuir com o desenvolvimento do segmento, levando a proteção a cada vez mais pessoas e empresas por todo o país. E é motivo de muito orgulho para nós estarmos junto com a ENS para avançarmos nesse propósito, com um programa de alta qualidade”.  

Incidentes cibernéticos ativam 200 alertas, informa CNseg

Fonte: CNseg

A capacidade de antecipação diante de ameaças emergentes é fundamental na cibersegurança moderna. Pensando nisso, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) desenvolveu o sistema Compartilhamento de Incidentes Cibernéticos (CIC), que permite que as seguradoras monitorem e validem o incidente reportado e compartilhem essa informação com o mercado. Por meio desta solução, entre outubro de 2022 e outubro de 2023, um total de 228 incidentes foram reportados pela Confederação às seguradoras que aderiram à solução. O número representa, em média, 19 sinalizações por mês no período analisado.

A agilidade na notificação das vulnerabilidades, capturados por meio da curadoria da CNseg, permite que as organizações tomem ações preventivas, como o isolamento de sistemas em risco ou a aplicação imediata de correções. Do total dos reports emitidos via CIC, 35% estão relacionados a vírus e fragilidades de sistema, sendo: 13 sobre Malwares, software malicioso; 30 relacionados ao Ransomware, malware de sequestro de dados e uma das ameaças mais destrutivas; e 37 referentes a Vulnerabilidades 0-day, falhas de segurança que atingem programas de computador.  Os outros 65%, ou 148 alertas, foram incidentes que as seguradoras associadas visualizaram perante o cenário mundial e puderam antecipar possíveis riscos para o negócio.

Para Juliana Cardim, gerente de Operações e Produtos da CNseg, alertas sobre vulnerabilidades em tecnologias amplamente adotadas, como vCenter, firewalls da Fortinet, Juniper, SonicWall, instâncias on-premises do Atlassian Jira, Citrix, Zimbra, ModSecurity WAF e Adobe Coldfusion, entre outras — demonstram o valor inestimável de um sistema de early warning. “Sem tal sistema, as organizações estariam frequentemente em uma postura reativa, enfrentando consequências severas de compromissos de segurança”.

A solução que a Confederação lançou em julho do ano passado permite às seguradoras cumprirem a Circular Susep nº 638 que exige, entre outros requisitos, reportes de incidentes cibernéticos a todas as supervisionadas pelo órgão regulador. O funcionamento do CIC é executado via o serviço de curadoria da Confederação, que monitora, valida o incidente reportado e compartilha com o mercado.

Para o diretor de Serviços às Associadas da CNseg, André Vasco, a centralização de todos os incidentes dá agilidade para a seguradora e elimina a criação de serviços de comunicação entre essas empresas. “Além de dar celeridade para as seguradoras protegerem seus dados e evitarem danos aos seus negócios e aos seus clientes, o CIC estabelece uma redução de custos operacionais diante da necessidade de cumprir a legislação”, explicou Vasco. 

A plataforma Compartilhamento de Incidentes Cibernéticos se une a outras 28 soluções tecnológicas da Confederação que, em comum, ajudam a prevenir e combater a fraude e estão em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, são sistemas que contribuem para alavancar a receita das empresas, reduzem custos, evitam riscos e melhoram os processos comuns das seguradoras relacionados à precificação, cotação, subscrição e regulação de sinistros.

PicPay registra 2 milhões de seguros de vida, de celular e de carteira digital vendidos

O PicPay acaba de superar 2 milhões de apólices de seguro comercializadas. A empresa atinge a marca em um ano e meio de operação e vê a adesão dobrar em quatro meses. O total engloba diferentes coberturas, como os seguros de vida, celular e carteira digital.

“Nossos produtos e serviços foram desenvolvidos ouvindo atentamente as necessidades e desafios que nossos usuários enfrentam no dia a dia. Com um portfólio diversificado, é possível personalizar as coberturas de acordo com suas preferências e orçamento, de forma simples e rápida. Estamos empenhados em garantir que nossos clientes estejam protegidos em todas as fases de sua vida”, pontua Claudio Miranda, diretor de Seguros do PicPay, em nota enviada à imprensa.

O seguro de vida, lançamento mais recentemente, é uma parceria com a Icatu e custa a partir de R$ 5,55. O produto contempla morte natural ou acidental, invalidez por acidente e assistência funeral, e tem coberturas que podem ser utilizadas em vida, como hospitalização e doenças graves.

O limite de cobertura pode chegar a R$ 250 mil, com aceitação automática e instantânea, e há diferenciais como o prazo mais curto para acionar a cobertura em caso de internação hospitalar, de 12 horas, contra 48 horas na maior parte do mercado.

Outra alternativa é o Seguro Carteira Digital, primeiro que protege Pix realizado com outros bancos conectados via Open Finance. A partir de R$ 5,60, o produto é o único no mercado que oferece proteção digital para transações após roubo de informações pessoais ou invasão após cliques em mensagens e links suspeitos. Esse serviço ainda monitora ataques e fraudes ocorridas no ambiente digital, 24 horas por dia.

Já o Seguro Celular, dá cobertura contra roubos e furtos qualificados e tem planos a partir de R$ 9,90. Todos os produtos incluem um sorteio mensal no valor de R$ 10 mil e podem ser contratados pelo aplicativo, de forma 100% digital, personalizável e sem burocracia.

Caio Valli assume diretoria de estratégia da corretora de seguros Wiz Co 

Fonte: Wiz

A Wiz Co, corretora completa de seguros especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito, anuncia a nomeação de Caio Valli como novo Diretor de Canais Proprietários, Novos Negócios e Estratégia.

Executivo com experiência internacional, Caio Valli possui um relevante histórico de incremento de receita e rentabilidade em diversas companhias do mercado. Sua trajetória profissional inclui passagens pelo Conglomerado Financeiro Alfa, Marsh Corretora de Seguros e Mapfre Seguros, entre outras empresas. Valli é formado pela Universidade Cândido Mendes em Administração e em Ciências Contábeis, com especialização em Marketing Corporativo pela UFSC e Programa de Desenvolvimento de Gestão no IESE Business School. 

“Entrar para uma empresa com a estatura da Wiz é uma honra e um orgulho. Sei que a expertise que acumulei ao longo dos meus 31 anos de carreira e minhas habilidades de gestão e negociação dialogam bem com as necessidades do Grupo Wiz Co e estou seguro que minha atuação produzirá resultados ainda mais vigorosos “, comenta Valli.

“Caio Valli é um profissional completo, com bagagem sólida e grande reconhecimento no setor de seguros. Acreditamos que sua ampla experiência, seu conhecimento sobre o negócio e sua visão estratégica serão ferramentas importantes para impulsionar as empresas integralmente controladas pela Wiz a irem ainda mais longe e, também, terá uma atuação essencial na identificação e condução da estratégia e de novos negócios para o Grupo”, afirma Marcus Vinícius de Oliveira, CEO do Grupo Wiz Co.

Publicada a lista de finalistas do Prêmio de Inovação em seguros

A CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) publicou os 20 projetos finalistas da 13ª edição do Prêmio Antônio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização.

Além das categorias de Produtos e Serviços, Processos e Tecnologia, Sustentabilidade e Comunicação, a organização decidiu premiar os projetos de destaque voltados para o setor de capitalização. Com a ampliação do número de projetos premiados, o valor total de prêmios a serem entregues passou de R$ 220 mil para R$ 275 mil, sendo R$ 30 mil, R$ 15 mil e R$ 10 mil para os 1º, 2º e 3º colocados, respectivamente.

Os projetos selecionados passarão por uma defesa oral antes da cerimônia de premiação, que será realizada no dia 30 de novembro, às 18h, no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro.

SUSTENTABILIDADE

Projeto: Fundo de Catástrofe Zurich
Empresa: Zurich Seguros
Autora: Ana Paula Maniá da Matta
Coautora: Michele Gennaro

Projeto: Abrigo Amigo
Empresa: Bradesco Seguros
Autora: Adriana de Alcantara Pacheco
Coautora: Ana Cláudia Gonzalez

Projeto: Expedição Ondas Limpas na Estrada | Ação Socioambiental
Empresa: Odontoprev
Autora: Thais Savian
Coautores: Ana Beatriz Felicíssimo, Augusto Bascchera, Felipe Anacleto da Silva, Francisco Freire, Paloma de Carvalho e Sheila Ferrari

Projeto: Investimento Socialmente Responsável – O Futuro dos Negócios
Empresa: SulAmérica Seguros
Autor: Vinícius Cataldi
Coautoras: Marília Morais e Cássia Sousa

Projeto: Aqualuz
Empresa: Zurich Seguros
Autora: Michele Gennaro Balseiro
Coautoras: Ana Paula Maniá da Matta e Karen Trombini


PRODUTOS E SERVIÇOS

Projeto: Protegendo e Cuidando de Você e do Mundo: Icatu e Betterfly
Empresa: Icatu Seguros
Autora: Bruna Siqueira da Silva
Coautores(as): Cinthia Kato, Walessa Camargo, Luisa Sucupira, Natalia Maciel, Alessandra Herdeiro, Luciana Bastos, Gustavo Arruda, Ingrid Medeiros, Felipe Wagner Teixeira, Yasmin Chadid, Guilherme Hinrichsen, Daniel Simon e Eduardo Costa

Projeto: Produto Cuidar Mais – Pautado em Atenção Primária á Saúde
Empresa: Seguros Unimed
Autor: Denis Herisson Pinheiro
Coautora: Denise Briano

Projeto: Equilíbrio
Empresa: Icatu Seguros
Autor: Gustavo Alves Costa Arruda
Coautora: Ingrid Pereira de Medeiros

Projeto: Timeline – Uma Experiência Digital no Sinistro Auto
Empresa: Zurich Seguros
Autor: Tiago Monte da Silva
Coautores(as): Cesar Galhota, Fabio Santos Silva, Paulo Ricardo Santos, Douglas Freddi e Valeska Alves

Projeto: MAPFRE Sênior  
Empresa: MAPFRE 
Autor: Ivo Fumyo Kanashiro
Coautores(as): Eduardo da Costa Ramos, Andrea Soares, Alzira Costa, Gislane Rostemberg e Renata Ferraes


PROCESSOS E TECNOLOGIA

Projeto: Bot + Oráculo + Agentes: Revolucionando o Atendimento ao Cliente com IA Generativa
Empresa: AKAD Seguros
Autor: Daniel Tunnermann
Coautores: Rafael Siqueira e Felipe Damascena

Projeto: Uso de Dados para Monitoramento de Riscos Climáticos na Jornada dos Clientes de Seguros
Empresa: Itaú Seguros
Autora: Kelly Vieira Cavalcante
Coautores(as): Ana Paula Monteiro, Andre Gouvea, Bruno Fujitani, Daniel Ferreira, Daniele Pontes, Diego Gasparotto, Gabriel Pedroso, Giovana Assis, Gregory Kiyoshi, Luciana Avila, Luciano Martins e Victoria Moreira

Projeto: TEx Mercado
Empresas: TEX Tecnologia e Projacseg Corretora de Seguros
Autor: Emir Zanatto
Coautores(as): Karina Lombardi, Beatriz Carrer, Genildo Dantas, Pedro Romão, Caio Paschoa e Victor Pires

Projeto: Smart Miner
Empresa: Seguros Unimed  
Autor: Fabricio Zacche Siqueira
Coautores: Fabio Polonio, Ricardo Lima, Joel de Oliveira e Mauricio Carvalho

Projeto: SulAmérica: A Inteligência Artificial Aplicada no Combate à Fraude
Empresa: SulAmérica Seguros
Autora: Adriana Derzie
Coautores(as): Julia Nejaime, Simone Cesena, Marcelo Martins, Paulo Lopes, Maria Ganime e Julio Queiroz


COMUNICAÇÃO

Projeto: Videocast Comece Agora
Empresa: Bradesco Seguros
Autora: Ana Luiza Celles
Coautoras: Ana Claudia Gonzalez, Michelle Baçal e Priscilla Almeida

Projeto: SulAmérica e Gympass: Treinou, Ganhou!  
Empresa: SulAmérica Seguros
Autor: Julio Queiroz
Coautores(as): Maria Elisa Ganime, Simone Cesena, Adriana Simis, Natalia Benites e Everton Moraes

Projeto: Generali Facilità – Legal Design como Instrumento de Inclusão, Simplificação, Prevenção e Desjudicialização dos Conflitos
Empresa: Generali 
Autor: Gustavo Esteves Natal
Coautores(as): Patrícia Kalache e Ruy Liporagi

Projeto: Longevidade em Ação
Empresa: Brasilprev Seguros e Previdência  
Autor: Renato Ordono do Nascimento Padredi
Coautoras: Beatriz Almeida de Paula e Debora de Fatima Lima dos Santos

Projeto: Do Gif ao Podcast: Como Traduzir o ‘Segurês’ e Popularizar o Setor no Brasil?
Empresa: InfoMoney
Autor: Dhiego Maia
Coautoras: Jamille Niero, Gilmara Santos, Laura Hernandez e Heloísa Brenha

DESTAQUES – CAPITALIZAÇÃO

Projeto: Democratização do Aluguel Através do Parcelamento do Título de Capitalização – Icatu Seguros
Empresa: Icatu Capitalização
Autora: Luciana Chaves
Coautores: Natanael Castro e Rafael Gonzaga

Projeto: Lá Vem História – Arte e Cultura nas Escolas – Caixa Capitalização
Empresa: Caixa Capitalização
Autora: Renata Appelt 
Coautora: Luciene Cardozo

Projeto: Carbono Neutro – Brasilcap
Empresa: Brasilcap Capitalização
Autor: Wallace Harchbart
Coautores: Sônia Regina da Silva Dias, Julia Vicent Lanne e Luiz Augusto Paião

Projeto: Graduação em Seguros: Instruir para Construir – Capemisa Capitalização
Empresa: Capemisa Capitalização
Autora: Patricia Pacheco
Coautora: Vania da Paz Costa

Projeto: SAP – TRM
Empresa: Brasilcap Capitalização
Autora: Gabriela Ribeiro
Coautor: Guilherme Godoy

Avança no Senado PL que permite títulos de capitalização como garantia de obras públicas

Fonte: Infomoney

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, neste mês, projeto de lei que permite o uso de títulos de capitalização como garantia contratual na execução dos serviços. O texto, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), segue agora para votação da Câmara dos Deputados, a menos que haja pedido para apreciação da matéria no Plenário do Senado.

Títulos de capitalização são aplicações programadas durante prazo preestabelecido que garantem ao proprietário a concorrência em sorteios de prêmios em dinheiro. Depois do prazo programado, o dono do título ganha o direito de resgatar os valores.

O projeto permite o uso desses títulos como garantia na contratação de obras e serviços pelo poder público. Atualmente são permitidos o uso de seguros, depósito caução e fiança bancária como garantias.

A Fenacap (Federação Federação Nacional de Capitalização) estima que, em até três anos, a capitalização poderá garantir cerca de R$ 30 bilhões em contratos de projetos, obras e outros serviços públicos.

“Apesar de já ser permitida a utilização de títulos de capitalização para garantir transações como, por exemplo, de aluguel de residências e estabelecimentos comerciais, o Projeto de Lei 3.954 vem para oferecer mais segurança jurídica às operações que envolvem o uso dos títulos como garantia nas licitações e contratações públicas de obras e serviços”, afirma Denis Morais, presidente da FenaCap.

“Com a aprovação do PL, agora, o contrato de capitalização poderá ser utilizado como mais um instrumento para servir de garantia no processo licitatório. Isso é importante para permitir que mais atores possam participar de licitações, aumentando a competitividade e a concorrência dos certames”, diz Esteves Colnago, diretor de relações legislativas da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras).

Para Tereza Cristina, alterações em convênios acabam dificultadas por normas infralegais com muitas exigências. O projeto permite que, nos casos em que o valor global pactuado para um convênio for insuficiente “por motivo de força maior ou por evento imprevisível”, poderão ser aportados novos recursos ou reduzidas as metas e etapas, desde que isso não afete a funcionalidade do convênio. Também poderão ocorrer ajustes nos instrumentos celebrados com recursos de transferências voluntárias.

A proposta também determina que licitações de serviços especiais de engenharia com valor superior a R$ 1,5 milhão devem sempre ocorrer no modo de disputa fechado, no qual as propostas das empresas participantes permanecem em sigilo até o momento designado para divulgação, mesmo quando forem adotados os critérios de menor preço ou maior desconto.

Atualmente a lei estabelece que, ao serem adotados esses critérios, o modo de disputa fechado não pode ser realizado isoladamente, tendo que ser utilizado em conjunto com o modo de disputa aberto, no qual os participantes da licitação apresentam lances públicos e sucessivos, como num leilão.

Para a autora do projeto, a dinâmica da fase de lances é incompatível com a complexidade de licitação de grandes obras e serviços de engenharia. “A criação de estímulo artificial para a oferta de descontos sucessivos nas licitações para obras e serviços de engenharia desse porte pode provocar cotações inexequíveis e jogos de planilha, provocando inclusive a necessidade de renegociações precoces”, afirma na justificativa do projeto.

O relator apresentou emenda especificando que a licitação de serviços comuns de engenharia que incluam trabalhos técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual também ocorrerá por meio de disputa fechada.

De acordo com a Lei 14.133, serviços comuns são aqueles cujos padrões de qualidade podem ser definidos de forma objetiva por meio de especificações usuais no mercado. Já os serviços especiais são os muito complexos ou heterogêneos, não podendo ser descritos da mesma forma dos serviços comuns.

Seguradoras faturam R$ 286 bi até setembro, alta de 8%

O mercado de seguros registrou arrecadação no acumulado até setembro de 2023 de R$ 286,29 bilhões, representando uma alta de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. As indenizações, resgates e sorteios totalizaram R$ 166,73 bilhões até o mês de setembro.

Os seguros de danos apresentaram crescimento de 11,5% na arrecadação de prêmios acumulados até setembro, quando comparado com a arrecadação do mesmo período de 2022. Já na linha de negócios do seguro auto, que representa 44,3% do total de danos, os prêmios atingiram R$ 41,63 bilhões nos três primeiros trimestres de 2023, valor 12,6% superior ao do mesmo período de 2022.

Segundo relatório da Susep, nos seguros de pessoas, o seguro de vida atingiu, em setembro de 2023, o total acumulado de R$ 22,08 bilhões, valor que representa alta de 11,3% em relação ao mesmo período de 2022.

Outro dado apresentado nesta edição é o crescimento de 5,1% na arrecadação dos produtos de capitalização. O segmento somou, no acumulado até setembro de 2023, R$ 22,11 bilhões.

Sindseg PR/MS encerra ciclo de seis palestras para empresários sobre a relevância do mercado segurador

ALTEVIR PRADO BRADESCO

O presidente do Sindicato das Seguradoras (Sindseg PR/MS) Altevir Prado esteve em Londrina/PR nesta semana (13/11) onde concedeu entrevista à rádio CBN, e em seguida, ministrou palestra sobre a relevância do mercado segurador para empresários filiados à Associação Comercial e Industrial do município (ACIL).

O evento foi o último de um ciclo de seis palestras em associações comerciais, que teve início em 3 de maio do ano passado, na ACP, em Curitiba, seguiu por Maringá, na ACIM, no dia 16 do mesmo mês, depois foi replicado em Ponta Grossa em 24 de abril deste ano, em Cascavel no dia 29 de junho, passou por Campo Grande/MS na última quinta-feira (09/11) e encerrou ontem em Londrina.

O presidente do Sindseg PR/MS disse que é missão institucional do sindicato estimular e promover a cultura de seguros. “Fizemos este esforço percorrendo seis cidades-polo do Paraná e do Mato Grosso do Sul e esperamos que a mensagem se multiplique. Acho que temos um espaço muito grande de crescimento para o bem do mercado segurador, para o bem da economia e de toda a sociedade brasileira que pode, através dos seguros, ter um planejamento estratégico tanto na pessoa física, como na jurídica”, disse Altevir.

O presidente da ACIL Angelo Pamplona se disse impressionado com a dimensão do mercado segurador. “É um segmento muito importante para a nossa economia. Quando temos um sinistro em nossa empresa ou em nossas atividades particulares, os seguros estão aí para suprir nossas necessidades financeiras e também trazer conforto e segurança aos empresários. Importantíssimo esse segmento dos seguros no Brasil para que possamos crescer com segurança, afirmou Pamplona”

O evento em Londrina foi organizado pelo diretor executivo do Sindseg PR/MS Ramiro Dias com apoio dos delegados do sindicato no município Viviane Magalhães e Antonio Ocimar Valente, e contou com a participação de seguradores associados e corretores. 

Palestra

Na palestra foram apresentados dados que mostram a dimensão do mercado segurador no Brasil, que arrecada anualmente mais de R$ 500 bilhões e indeniza também acima desse montante, representando 6,4% do PIB. O palestrante mostrou que, se não houvesse o seguro, a sociedade ficaria mais pobre a cada ano nessa proporção. 

Outro ponto enfatizado por Altevir Prado é a reserva técnica que as seguradoras são obrigadas a manter aplicadas em títulos do tesouro nacional que soma R$ 1,6 trilhão, garante a solvência das seguradoras e o pagamento das indenizações.

O presidente do Sindseg PR/MS explica que, apesar dos seguros crescerem no Brasil normalmente acima do PIB, o potencial de expansão ainda é imenso. Apenas 30% da frota automotiva é segurada, 17% das residências têm cobertura, 25% da população brasileira tem plano de saúde e apenas 17%, seguro de vida.

Seguradoras relatam problemas com a falta de autopeças e alertam para alta do preço do seguro de carro

Fonte: FenSeg

A demora na entrega de veículos acidentados, causada pelas montadoras, está gerando uma reação em cadeia que afeta oficinas e seguradoras e, lá na ponta, deve chegar no consumidor. Conforme levantamento da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que reúne 72 seguradoras associadas, entre janeiro e março, foram 235 mil sinistros de automóvel – deste total, 7% sofreram com o atraso de peças. Dos 40.700 itens encomendados neste período, em agosto ainda faltavam 7.100 peças para serem entregues. Segundo a FenSeg, a demora no reparo causa prejuízos para o mercado como um todo e pode impactar o preço do seguro nas próximas renovações.

De acordo com o núcleo da FenSeg que monitora as entregas, em 2019, os clientes ficavam, em média, 11 dias com um carro reserva, alugado pelas seguradoras enquanto as oficinas credenciadas aguardavam as peças. Em 2023, pulou para 25. “Para as seguradoras, quanto mais rápido resolver, melhor, pois gastarão menos com aluguel do carro reserva”, diz Antonio Trindade (foto), presidente da FenSeg.

O presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa Brasil), Antonio Fiola, que representa mais de 5 mil oficinas em todo país – 1.500 só no estado de São Paulo –, confirma os números. “O prazo de espera de peças passou de sete dias para não menos que 15. Em geral, mais que dobrou. É comum o carro ficar desmontado aguardando, ocupando um espaço valioso, afinal, o aluguel das oficinas é caro, nunca é interessante ficar com carro parado muito tempo”, diz.

A maior parte das peças (65%) que estão levando mais tempo para serem entregues pelas montadoras é aquela mais básica, de funilaria. São itens como para-choques, faróis, porta e painel. Componentes mecânicos como microchips hoje não passam de 25% do total.

As seguradoras já fizeram diversas notificações às montadoras sobre a necessidade de reposição das peças. Até aqui, sem resposta. “Muitas vezes o cliente não entende o que está acontecendo e joga a culpa nas oficinas e nas seguradoras, que acabam ficando com o ônus. Para um taxista ou motorista de aplicativo, por exemplo, é inviável ficar sem o carro por 15 dias, eles precisam do carro extra das seguradoras”, conclui o presidente do sindicato nacional das oficinas de reparação de veículos. 

Para o presidente da comissão de seguro de automóvel da FenSeg, Marcelo Sebastião, se o cenário for mantido como está, os custos seguirão sendo repassados ao consumidor. “Esses atrasos agravam as despesas com o sinistro, uma vez que o veículo segurado fica mais tempo parado nas oficinas e o consumo de carro reserva aumenta. Essa diferença vai impactar na precificação do seguro. É inevitável”, resume.

Para o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, a maior preocupação é que a crise pela qual o setor de autopeças está passando possa impactar negativamente as seguradoras, e isso termine prejudicando o usuário. “Precisamos criar um fórum com todos os atores envolvidos para que consigamos ajustar essa engrenagem complexa. Ao fim, precisamos ajustar os ponteiros para que a parte mais importante, o consumidor, não seja penalizada”, diz.

Riscos econômicos elevados dominam preocupações de curto prazo dos líderes empresariais do G20

De acordo com novos dados do Fórum Econômico Mundial, as ameaças econômicas e sociais – tal como uma recessão econômica, inflação e erosão da coesão social – estão entre os maiores riscos nos países do G20 nos próximos dois anos, com base em uma pesquisa com líderes empresariais em todo o mundo.

Executive Opinion Survey reuniu a opinião de mais de 11,000 líderes empresariais de mais de 110 países entre abril e agosto de 2023. A pesquisa deste ano destaca como, mesmo antes do atual conflito no Oriente Médio, riscos econômicos e sociais cada vez mais entrelaçados eram percebidos como as maiores preocupações nos países do G20 em um cenário de tensões políticas globais crescentes e ambientes inflacionários persistentes em muitas das principais economias.

Uma recessão econômica foi classificada como o risco mais citado pelos líderes empresariais do G20 este ano e foi identificada como o principal risco em 13 dos países do G20. Inflação, escassez de mão de obra e/ou talentos, escassez de fornecimento de energia, erosão da coesão social e bem-estar também foram identificados entre os cinco principais riscos para os países do G20 no curto prazo.  

Enquanto os países do G20 se preparam para a COP28 em Dubai, após um ano de temperaturas globais recordes e eventos climáticos severos, os riscos ambientais foram superados por outras preocupações nos resultados deste ano. Em uma continuação dos dados do ano passado, os riscos ambientais – como eventos climáticos extremos e falha na adaptação às mudanças climáticas – foram citados apenas oito vezes nos cinco principais riscos deste ano nos países do G20. Riscos tecnológicos, incluindo ameaças relacionadas à inteligência artificial, aparecem apenas três vezes no ranking dos cinco primeiros do G20.

Em um contexto mais amplo, os resultados destacam preocupações surpreendentemente comuns entre economias avançadas e mercados emergentes. Uma “recessão econômica” foi classificada como o principal risco em todas as regiões, enquanto “eventos climáticos extremos” é o único risco ambiental a entrar no top 10 este ano em todos os grupos de países de alta renda, renda média alta, renda média baixa e baixa renda.

De acordo com Carolina Klint, Chief Commercial Officer da Marsh McLennan na Europa, os riscos econômicos e sociais agudos continuam a preocupar os líderes empresariais do G20 no curto prazo. Ao mesmo tempo em que abordam corretamente essas preocupações imediatas, eles também devem permanecer cientes de que, ao ignorar riscos tecnológicos significativos, podem deixar suas organizações vulneráveis a ameaças cibernéticas e relacionadas à IA cada vez mais sofisticadas, que podem afetar profundamente sua prosperidade e as comunidades em que estão baseadas.

Para Peter Giger (foto), Group Chief Risk Officer do Zurich Insurance Group, os riscos de curto prazo, como os econômicos e os relacionados ao mercado de trabalho, dominam a agenda global hoje. É importante que as empresas respondam a estes desafios mantendo uma perspectiva equilibrada sobre os riscos a curto e a longo prazo. As empresas podem sentir que têm pouco controle sobre ameaças existenciais, como as mudanças climáticas. No entanto, é fundamental que as empresas explorem maneiras de mitigar esses riscos e, ao mesmo tempo em que respondem aos desafios imediatos.

Executive Opinion Survey é conduzida pelo World Economic Forum’s Centre for the New Economy and Society. A Marsh McLennan e Zurich Insurance Group são parceiros do Centro e da série Global Risks Report.