Ícaro Demarchi, ex-B3, assume como CEO da Guru Spoc

icaro leite B3 seguros

A Guru SPOC anunciou a nomeação de Ícaro Demarchi Araujo Leite como novo CEO. Fundada por Antonio Cassio e Cassio Amaral, a empresa foi a primeira Sociedade Processadora de Ordem do Cliente (SPOC) autorizada a operar no ecossistema de Open Insurance no Brasil.

Ícaro Leite já atuou como diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e como executivo da B3. Ele assume a liderança da companhia em um momento de avanço regulatório e operacional do Open Insurance e do Open Finance no país.

A empresa atua como plataforma de infraestrutura voltada à integração de dados, distribuição e serviços no ambiente de seguros, com foco na conexão entre seguradoras, plataformas digitais e parceiros de outros segmentos financeiros.

De acordo com o novo CEO, a estratégia envolve ampliar a atuação da companhia na intersecção entre seguros e crédito. “Nosso objetivo é abrir novos canais para o mercado securitário, gerar negócios de forma acelerada e criar oportunidades especialmente em segmentos com alto potencial de inclusão. Atuamos com ambidestra entre Open Insurance e Open Finance, explorando as intersecções entre seguros e crédito, além de desenvolver modelos que integram soluções de proteção a jornadas digitais já existentes”.

A Guru SPOC afirma que pretende atuar como hub de integração no ecossistema regulado, conectando seguradoras e parceiros de forma alinhada às diretrizes do Open Insurance. Recentemente, a empresa concluiu uma rodada de investimentos para sustentar seus planos de crescimento, embora não tenha divulgado valores.

Com a mudança na liderança, a companhia inicia uma nova etapa voltada à consolidação de sua atuação no ambiente de infraestrutura do Open Insurance e Open Finance.

Tokio Marine adere ao Pacto Global da ONU para Desenvolvimento Sustentável 

A Tokio Marine Seguradora anuncia sua adesão ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), reforçando seu compromisso com práticas responsáveis e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A iniciativa reúne mais de 21 mil organizações distribuídas em cerca de 70 redes locais e presente em 160 países e estimula a incorporação de princípios universais de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção nas estratégias e operações das empresas.

A adesão ao Pacto Global está conectada às diretrizes internacionais da Tokio Marine Holdings e ao plano estratégico Tokio Transforma, que orienta a atuação da companhia no País com foco em crescimento sustentável, excelência em serviços e inovação.

A Tokio Marine dará continuidade ao processo de estruturação de seus compromissos estratégicos relacionados aos ODS prioritários, que serão apresentados de forma responsável e aderente ao plano de sustentabilidade da companhia, garantindo consistência técnica e viabilidade prática.

“A adesão ao Pacto Global da ONU representa um marco importante na evolução da agenda ESG da Tokio Marine no Brasil. É um passo estratégico que reforça nosso compromisso com a responsabilidade, a transparência e o alinhamento às melhores práticas globais. Ao integrar o maior movimento corporativo de sustentabilidade do mundo, reafirmamos nossa atuação responsável, abrangendo o respeito aos direitos humanos, a valorização do trabalho digno, a proteção do meio ambiente e a integridade no combate à corrupção, com compromisso permanente de evolução contínua”, afirma André Cordeiro, Superintendente de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da Tokio Marine.

Brasil entra em nova era de extremos climáticos e reforça papel do seguro frente às mudanças do clima

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Relatório mais recente sobre eventos climáticos da Howden Re Brasil — publicado em fevereiro de 2026 e alinhado às análises anteriores sobre variabilidade e extremos — traz evidências de que o Brasil atravessa um período de intensificação de eventos climáticos extremos, impulsionados por um clima global aquecido e mais volátil. O documento analisa padrões recentes de chuva, seca, ondas de calor e frio, além dos impactos socioeconômicos desse cenário, e alerta para a necessidade de ampliar a segurabilidade e a resiliência nacional diante das mudanças climáticas. 

O relatório destaca que, no período recente analisado, o país experimentou contrastes fortes: desde fortes chuvas e recuperação de reservatórios no Sul até seca prolongada em partes do Nordeste, com ondas de granizo e frio que expuseram fragilidades no setor agrícola e na infraestrutura energética. Situações como essas exemplificam a crescente variabilidade climática que, segundo especialistas, tende a ser intensificada pelo aquecimento global — cenário em que extremos substituem padrões climáticos estáveis. 

Segundo meteorologistas e cientistas climáticos, eventos extremos — como enchentes localizadas, ondas de calor e frentes frias intensas — não são apenas “anomalias isoladas”, mas parte de uma tendência amplificada pelo aumento das temperaturas médias globais, efeito direto das emissões humanas de gases de efeito estufa. Esses eventos geram perdas materiais significativas e pressionam diretamente setores produtivos e infraestrutura. 

No Brasil, além das chuvas irregulares e secas intermitentes, fenômenos como tempestades severas e geadas intensas comprometem a produção agrícola, afetam o abastecimento de energia — notadamente a geração hidrelétrica — e elevam custos logísticos e operacionais de empresas. Esse quadro — já observado em estudos científicos sobre eventos extremos — mostra que o custo econômico do clima extremo é substancial e tende a crescer com a intensificação das mudanças climáticas.

O seguro como ferramenta de adaptação e mitigação

Nos últimos anos, o setor de seguros tem sido chamado a responder não apenas à reparação de perdas, mas a atuar como agente de antecipação de riscos. O relatório da Howden Re reforça que a segurabilidade climática — a capacidade de oferecer cobertura adequada e acessível para riscos relacionados ao clima — está se tornando um indicador estratégico de resiliência financeira e competitividade econômica. 

Esse conceito vai além da simples proteção patrimonial: envolve modelagem avançada de risco, gestão integrada de riscos climáticos, mecanismos de compartilhamento de risco e integração com políticas públicas e regulamentações que incentivem práticas resilientes. À medida que eventos extremos se tornam mais frequentes e intensos, a subscrição de seguros passa a incorporar critérios mais rigorosos, refletindo a necessidade de maior robustez na avaliação de vulnerabilidade climática. 

Especialistas do setor ressaltam que o seguro não deve ser visto apenas como um custo, mas como um instrumento que desbloqueia capital, fomenta investimentos em adaptação e pode reduzir perdas econômicas mais amplas. Em um contexto em que extrema a frequência e intensidade dos eventos climáticos — fenômeno que a ciência climática associa de forma robusta ao aquecimento global —, a proteção contra riscos climáticos torna-se parte essencial da estratégia corporativa e pública. 

Brasil e COP30: urgência política e de mercado

Com o Brasil sediando a COP30 em Belém, o debate sobre mudança climática e adaptação ganhou urgência política. Relatórios como o da Howden Re colocam o setor de seguros no centro das discussões sobre resiliência e capacidade de resposta socioeconômica, apontando para caminhos que incluem maior integração entre ciência do clima, gestão de riscos e proteção financeira. 

Nesse ambiente, empresas e governos são instados a revisar estratégias de mitigação e adaptação climática, incorporar análises de risco climático em planejamento de longo prazo e promover instrumentos de transferência de risco que reduzam vulnerabilidades diante de um clima mais extremo e menos previsível.

Lemontech integra seguro-viagem à gestão corporativa de viagens

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A Lemontech, plataforma especializada em tecnologia para gestão corporativa de viagens, firmou parceria estratégica com a Hero Seguros para integrar a contratação de seguro-viagem ao próprio fluxo de solicitação e gestão de viagens corporativas. A iniciativa reduz a fragmentação de processos, amplia a rastreabilidade das contratações e reforça a governança ao reunir, em um único ambiente, tecnologia, controle e proteção.

A partir de fevereiro, a contratação do seguro-viagem corporativo passou a ser realizada diretamente no fluxo de gestão da Lemontech, eliminando a necessidade de plataformas externas e procedimentos paralelos. Para a empresa, a parceria com a Hero Seguros representa um avanço na estratégia de ampliação do ecossistema de soluções oferecidas, elevando o nível de eficiência operacional e controle disponibilizado aos clientes. “Ao incorporar o seguro-viagem à jornada de gestão, reforçamos nosso papel como habilitadora de processos corporativos mais integrados, inteligentes e completos”, detalha Juliana Costa, diretora da Lemontech.

A integração responde a uma demanda recorrente do mercado corporativo, historicamente marcado por processos fragmentados e baixa visibilidade sobre os seguros associados às viagens de negócios. Ao centralizar a contratação dentro da plataforma, o processo passa a ser auditável e ganha mais transparência, permitindo que as empresas acompanhem, em tempo real, informações como valores contratados, prazos de vigência e colaboradores protegidos. “A integração transformou o seguro em um componente nativo da jornada de viagens, com contratação digital, mais transparência e aderência às diretrizes internas de compliance. Com isso, a proteção deixa de ser um item apartado e passa a fazer parte do processo de forma simples e alinhada às políticas do cliente, ampliando a segurança do viajante e reforçando o controle para as organizações”, explica Juliana.

Em sintonia com a constante evolução do mercado de turismo, a Hero Seguros conta com um portfólio de produtos desenvolvidos especialmente para o público corporativo, com coberturas diferenciadas – como substituição de executivo, proteção adicional para bagagens especiais e cobertura contra roubo ou furto qualificado de notebook e celular. Para Luciana Volante, Chief Revenue Officer da Hero Seguros, a parceria com a Lemontech reforça o posicionamento da seguradora ao conectar sua expertise em seguros a fluxos corporativos cada vez mais estruturados e digitais. “Temos por princípio simplificar e elevar a experiência com o seguro-viagem, tanto para quem vende, quanto para quem contrata. Essa parceria cumpre o nosso objetivo ao levar a oferta do seguro para dentro da jornada de compra da viagem, tornando o processo mais eficiente e inteligente”, declara Luciana Volante.

CNseg analisa semanalmente o cenário das Expectativas Econômicas

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por CNseg

Para navegar com segurança no mercado de seguros, é preciso olhar além do presente e compreender as forças que moldam o futuro da economia. É com esse objetivo que a área de Estudos e Projetos da Confederação Nacional das Seguradoras disponibiliza, sempre às segundas-feiras à tarde, um combo essencial de análise e informação: o boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas e o relatório complementar DADOS das Expectativas Econômicas.


A consistência técnica desse trabalho foi recentemente reconhecida pelo próprio Banco Central do Brasil: a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) alcançou a 4ª posição no ranking Top 5 de Curto Prazo Anual (2025) do Boletim Focus, divulgado em janeiro de 2026. O resultado reforça a qualidade e a acurácia das estimativas produzidas pela entidade em um ambiente de elevada complexidade econômica, no qual projeções confiáveis são um diferencial relevante para a correta leitura do cenário e a tomada de decisão.


O boletim funciona como uma bússola para o setor. Ele traduz o fluxo constante de indicadores macroeconômicos, como as variações da inflação (IPCA e IGP-M), as oscilações do câmbio e as projeções da taxa Selic, em um panorama estratégico e de fácil leitura. O foco é monitorar as expectativas do mercado financeiro e antecipar como essas tendências podem impactar o ambiente de negócios e o planejamento das seguradoras no Brasil.


Destaques da 394ª Edição

Na edição mais recente, de número 394, publicado em 9 de feveerero, o boletim destaca a nova redução nas medianas de inflação captadas pelo Relatório Focus, acompanhada de revisões no setor externo e de ajustes marginais nos indicadores fiscais 


A ata do Copom reforça que, apesar do avanço da desinflação, o Banco Central mantém postura vigilante, uma vez que as expectativas seguem acima da meta nos horizontes relevantes. Embora o arrefecimento da inflação cheia e das medidas subjacentes seja favorecido por câmbio mais apreciado e commodities em ambiente mais benigno, persiste a pressão da inflação de serviços, sustentada por mercado de trabalho ainda dinâmico. Nesse contexto, a sinalização de corte de juros na próxima reunião indica elevada probabilidade de início do ciclo de flexibilização, ainda que sob condução cautelosa e condicionada à consolidação do cenário.


No campo da atividade, a produção industrial recuou 1,2% em dezembro, com queda mais intensa na indústria de transformação e desempenho positivo da extrativa, consolidando trajetória mais fraca ao fim de 2025 e carrego estatístico negativo para 2026 


As projeções para o IPCA de 2026 foram levemente reduzidas, assim como as estimativas para o IGP-M e os preços administrados, enquanto no setor externo houve revisão marginal do déficit em conta corrente e do saldo da balança comercial, em cenário de fluxo cambial positivo sustentado sobretudo por capitais de curto prazo. Do ponto de vista fiscal, observou-se pequena melhora na projeção do resultado primário e da dívida bruta em 2026, mas piora da estimativa para o resultado nominal em 2027, em meio à aprovação de novos gastos permanentes.


Suporte Técnico e Tomada de Decisão

Para aqueles que precisam de uma imersão técnica ainda mais profunda, a CNseg oferece simultaneamente o arquivo de DADOS das Expectativas Econômicas. Este documento reúne as séries históricas e as tabelas detalhadas que fundamentam as análises, permitindo que especialistas e analistas manipulem as informações e cruzem variáveis com precisão.


Este conjunto de publicações é pensado para quem toma decisões. Executivos, gestores de risco e economistas encontram nesses materiais ferramentas poderosas para identificar oportunidades e se preparar para desafios com base em dados técnicos e confiáveis. Ao oferecer uma visão clara sobre o que o mercado espera para o PIB e para o cenário fiscal, a CNseg garante que seus associados e o público interessado tenham em mãos a inteligência necessária para transformar a incerteza do mercado em estratégia de crescimento.


Acompanhar semanalmente esse conjunto de informações é a melhor maneira de estar alinhado às movimentações que impactam o mercado de seguros no Brasil. Acesse o portal da CNseg todas as segundas-feiras à tarde e utilize as análises e os dados da área de Estudos e Projetos para embasar suas decisões e planejar os próximos passos com muito mais segurança e clareza técnica.

FF Seguros entra em quadra com Bia Haddad e reforça presença do setor no esporte de alto rendimento

bia haddad e ff seguros
FF possui os direitos autorais da imagem


A FF Seguros decidiu jogar em alto nível. A companhia anunciou patrocínio à tenista Bia Haddad Maia, número 1 do Brasil e um dos principais nomes do circuito da WTA – Women’s Tennis Association. A parceria coloca a seguradora ao lado de uma atleta que construiu a carreira ponto a ponto, com disciplina, estratégia e capacidade de reação — atributos que também definem o negócio de seguros.

Com quatro títulos de simples — incluindo Nottingham e Birmingham (2022), Seul e o WTA Elite Trophy (2024) — e oito conquistas em duplas, Bia simboliza consistência e visão de longo prazo. A logomarca da FF estará na viseira da atleta nas temporadas de 2026 e 2027, em todos os torneios do circuito mundial.

Bruno Camargo FairFax FF Seguros

“Estamos muito felizes em apoiar uma atleta que inspira milhões de brasileiros dentro e fora das quadras. A Bia é um exemplo de dedicação e superação. Acreditamos que essa parceria vai além do patrocínio esportivo: trata-se de um investimento em representatividade e em sonhos possíveis”, afirma Bruno Camargo, presidente da FF Seguros.

Para Bia, o apoio institucional faz diferença em um esporte que exige planejamento milimétrico. “É muito importante contar com o apoio de empresas que acreditam no tênis brasileiro e no potencial dos nossos atletas. Valorizo muito o caráter e os valores das pessoas que fazem parte da minha equipe. É uma honra representar a FF e fazer parte dessa família.”

Investidores institucionais dentro e fora das quadras

O movimento da FF não é isolado. No mundo e no Brasil, seguradoras figuram entre os mais relevantes investidores institucionais, com carteiras bilionárias que financiam infraestrutura, empresas e projetos de longo prazo. Essa musculatura financeira também se traduz em apoio consistente ao esporte, à cultura e ao entretenimento.

Diversas companhias do setor patrocinam atletas, equipes e grandes eventos, além de associarem suas marcas a espaços culturais e casas de espetáculos em São Paulo — como Bradesco Seguros, Tokio Marine Seguradora, MetLife, Unimede Akad Seguros, entre outras. O setor, que administra reservas técnicas robustas, transforma proteção em fomento à economia criativa e ao esporte de alto rendimento.

No caso de Bia Haddad, o apoio institucional já contou com nomes como Prudential e Latin Re, reforçando como o mercado segurador e ressegurador enxerga no tênis feminino uma vitrine de disciplina, resiliência e excelência.

Soluções sob medida

A FF Seguros atua nos segmentos comercial, industrial, varejo e digital, com soluções personalizadas de transferência de riscos. A companhia integra o grupo canadense Fairfax Financial Holdings Limited, conglomerado global de seguros e resseguros presente em mais de 100 países.

Ao associar sua marca a uma atleta que compete nos maiores palcos do mundo, a FF reforça a mensagem de que, assim como no tênis, o jogo do seguro exige leitura de cenário, preparo técnico e visão estratégica. Em quadra ou no mercado, vence quem sabe administrar risco e transformar pressão em performance.

Resseguro volta ao centro do debate com retomada do Encontro do Rio em 2026

Rafaela barrada lloyds
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Em um momento em que o mercado brasileiro de seguros e resseguros volta ao centro das discussões sobre financiamento de infraestrutura, transição climática e estabilidade macroeconômica, o 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que acontece nos dias 19 e 20 de maio, marca a retomada de um dos principais fóruns estratégicos de transferência de riscos da América Latina. Organizado pela Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), em parceria com a Confederação Nacional das Seguradoras(CNseg), o evento reunirá seguradoras, resseguradoras, reguladores, investidores e formuladores de políticas públicas para debater o papel do resseguro na agenda de desenvolvimento do país.

A programação prevê painéis sobre riscos climáticos e eventos extremos, instrumentos alternativos de transferência de risco — como cat bonds —, ambiente regulatório, cenário geopolítico e perspectivas de capital internacional para o Brasil. Em um contexto de ano eleitoral, incertezas fiscais e expectativa de retomada dos investimentos em infraestrutura, o encontro se propõe a discutir como um mercado de resseguros capitalizado, tecnicamente disciplinado e integrado ao mercado global pode ampliar a previsibilidade, fortalecer a resiliência e sustentar a expansão da proteção securitária no país.

“O resseguro é um pilar de viabilização de projetos estruturantes, pois permite alocar, diversificar e precificar adequadamente riscos de longo prazo em segmentos como transportes, energia, saneamento e concessões em geral. Ao transferir parte relevante desses riscos para um mercado global capitalizado e com ampla capacidade, o resseguro contribui para melhorar a percepção de risco, apoiar a estruturação de garantias e criar condições mais favoráveis para financiamento privado e emissão de títulos.Rafaela Barreda, presidente da Fenaber e também do Lloyd’s of London no Brasil”, disse com exclusividade ao Sonho Seguros. Leia os principais trechos da entrevista.

O Encontro de Resseguro do Rio volta em 2026 após um período de pausa. O que motivou esse retorno agora — e por que este é o momento ideal para recolocar o resseguro no centro da agenda nacional?

Como Fenaber, entendemos que a retomada do Encontro em 2026 responde a uma demanda concreta do mercado por um fórum técnico de alto nível, capaz de articular seguradoras, resseguradoras, reguladores e investidores em torno dos riscos emergentes e das novas frentes de desenvolvimento do país. O cenário atual, marcado por transformações econômicas, geopolíticas e climáticas, exige coordenação institucional e previsibilidade, e o resseguro ocupa posição central nessa agenda ao sustentar a estabilidade do mercado e dar suporte à expansão da proteção securitária no Brasil.

Após um período de pausa, a conjunção de maior sofisticação do mercado local, evolução regulatória e necessidade de financiamento de longo prazo para infraestrutura e transição climática torna este o momento adequado para recolocar o resseguro no centro do debate nacional. O 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, organizado em parceria com a CNseg, retoma sua vocação de principal fórum estratégico de transferência de riscos na América Latina e reforça o compromisso institucional da Fenaber com o desenvolvimento sustentável do mercado brasileiro de resseguros.

O evento acontece em um ano eleitoral, com incertezas sobre o cenário fiscal e, ao mesmo tempo, grande expectativa de retomada dos investimentos em infraestrutura. Na sua visão, qual é o papel do resseguro para destravar esses projetos e dar previsibilidade ao país?

O resseguro é um pilar de viabilização de projetos estruturantes, pois permite alocar, diversificar e precificar adequadamente riscos de longo prazo em segmentos como transportes, energia, saneamento e concessões em geral. Ao transferir parte relevante desses riscos para um mercado global capitalizado e com ampla capacidade, o resseguro contribui para melhorar a percepção de risco, apoiar a estruturação de garantias e criar condições mais favoráveis para financiamento privado e emissão de títulos.

Em um ano eleitoral, com natural incerteza fiscal e macroeconômica, a presença de um mercado de resseguros robusto, bem regulado e tecnicamente preparado ajuda a reduzir volatilidade e a dar previsibilidade aos investidores, tanto domésticos quanto estrangeiros. O Encontro será uma oportunidade para aprofundar o diálogo entre setor segurador e ressegurador, formuladores de políticas públicas e instituições financeiras, com foco em mecanismos concretos para destravar investimentos e ampliar a segurança jurídica e contratual dos projetos.

Relatórios recentes mostram um mercado global de resseguro capitalizado, rentável e com forte capacidade para absorver riscos — inclusive com o avanço dos instrumentos alternativos, como cat bonds. O que o Brasil pode esperar desse apetite internacional? O país está preparado para atrair mais capacidade e inovação?

O mercado global de resseguro atravessa um ciclo de capitalização e disciplina técnica que se reflete em forte capacidade para absorção de riscos e no desenvolvimento de instrumentos alternativos de transferência, como os títulos de catástrofe e outras estruturas vinculadas a mercado de capitais. Para o Brasil, isso se traduz em oportunidade de acessar mais capacidade, diversificar fontes de proteção e incorporar soluções inovadoras para riscos climáticos, de infraestrutura e de grandes volumes de carteira.

O país dispõe hoje de um marco regulatório de resseguros consolidado, com presença de resseguradores locais, admitidos e eventuais representados institucionalmente pela Fenaber, o que reforça a segurança e a previsibilidade para o capital internacional. Estamos preparados para atrair mais capacidade, desde que avancemos na melhoria de dados, na transparência de informações e na estabilidade regulatória, e o Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro será uma plataforma para aproximar ainda mais o mercado brasileiro dos grandes players globais e de investidores institucionais interessados em riscos estruturados.

As mudanças climáticas estão pressionando o mercado segurador mundial. Quais devem ser os principais debates desta edição sobre riscos climáticos, eventos extremos e soluções para aumentar a resiliência da sociedade brasileira?

As mudanças climáticas já impactam diretamente a frequência e a severidade de eventos extremos, com repercussões importantes na sinistralidade e na precificação de riscos em diversas linhas de negócios. Nesta edição, queremos promover um debate qualificado sobre modelagem de riscos climáticos, uso de dados e tecnologia, soluções paramétricas e mecanismos de financiamento resiliente capazes de apoiar tanto o setor privado quanto o poder público na gestão desses eventos.

Também será central a discussão sobre como o mercado de seguros e resseguros pode contribuir para políticas de adaptação e mitigação, incentivando práticas mais resilientes em infraestrutura urbana, agronegócio e cadeias produtivas críticas. 

A Fenaber tem atuado em parceria com a CNseg na estruturação do evento e na busca de novos patrocinadores. Que mensagem vocês querem transmitir ao mercado? Como o Encontro de Resseguro pretende se consolidar novamente como um fórum essencial para seguradoras, resseguradoras, reguladores e investidores?

A mensagem que desejamos transmitir é de coordenação institucional e visão de longo prazo: Fenaber e CNseg, ao unirem esforços na realização do 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, reafirmam o compromisso com um mercado mais sólido, transparente e orientado às melhores práticas internacionais. A busca ativa de patrocinadores e parceiros estratégicos demonstra a confiança no potencial do evento de gerar conteúdo técnico relevante, networking qualificado e oportunidades concretas de negócios.

Nosso objetivo é consolidar o Encontro, novamente, como o principal fórum da América Latina dedicado à transferência de riscos, reunindo seguradoras, resseguradoras, corretores, reguladores, investidores, grandes segurados e empresas dos setores econômicos brasileiros em um ambiente propício a discussões de alto nível e à construção de agendas comuns. Ao oferecer um programa focado em temas regulatórios, geopolíticos, climáticos e de inovação, o evento contribui para fortalecer a resiliência do mercado brasileiro de seguros e resseguros e para posicionar o Brasil como polo relevante no cenário internacional de gestão de riscos.

Insurtechs aceleram captação e somam US$ 5,08 bilhões em 2025

O financiamento global para insurtechs no quarto trimestre saltou 66,8% em relação ao terceiro trimestre, alcançando US$ 1,68 bilhão — o maior volume trimestral desde os US$ 2,35 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2022, segundo relatório divulgado na quinta-feira.

No acumulado de 2025, os aportes cresceram 19,5% em comparação a 2024, somando US$ 5,08 bilhões, de acordo com o estudo da Gallagher Re, braço de resseguros da corretora Arthur J. Gallagher & Co.

O número de negócios no quarto trimestre avançou 34,2% frente ao trimestre anterior, chegando a 102 operações, enquanto o tíquete médio subiu 20%, para US$ 18,8 milhões. Do total de transações, 77 foram no segmento de property/casualty (danos) e 25 em vida e saúde.

Os Estados Unidos voltaram a liderar os aportes no quarto trimestre, respondendo por 51% do total, seguidos pelo Reino Unido, com 8%, e pela Índia, com 6%. A distribuição está em linha com a média histórica: entre 2012 e 2025, os EUA concentraram 50% do financiamento no quarto trimestre, o Reino Unido 8% e a Índia 5%.

No consolidado do ano, o volume foi impulsionado pelo forte aumento das chamadas mega-rodadas — captações de US$ 100 milhões ou mais — que passaram de seis em 2024 para 11 em 2025. O financiamento anual também contou com maior participação de resseguradoras, que realizaram 162 operações em 2025, o maior patamar já registrado em um único ano.

Segundo o relatório, o interesse em inteligência artificial vem alimentando uma espécie de renascimento das insurtechs, em um contexto em que mais de US$ 1 trilhão já foi investido em data centers e outras infraestruturas de tecnologia.

“Não parece haver falta de otimismo em relação ao poder da IA”, afirma o documento.

Mitsui Sumitomo Seguros Lança canal de suporte para corretores

por Mitsui

A Mitsui Sumitomo Seguros (MSIG) anuncia o lançamento da MITI.AI, um novo canal de atendimento baseado em Inteligência Artificial, desenvolvido para apoiar corretores nas demandas operacionais do dia a dia. A ferramenta está disponível a partir de hoje no Portal do Corretor.

A MITI.AI foi criada para oferecer respostas rápidas, objetivas e padronizadas, atuando como o primeiro ponto de contato para solicitações frequentes. Por meio da solução, os corretores podem esclarecer dúvidas sobre produtos, enquadramento de atividades, emissão de segunda via de documentos e boletos, além de obter orientações iniciais sobre sinistros — tudo em um único canal digital. Sempre que necessário, o atendimento é direcionado para equipes especialistas.

“A MITI.AI representa um avanço importante na nossa estratégia de transformação digital aplicada ao relacionamento com corretores”, afirma Clayton Izzo Palandrani, Diretor de Transformação Digital & Inovação da Mitsui Sumitomo Seguros. “Nosso foco é agilizar o acesso à informação e simplificar processos, garantindo que o corretor tenha respostas imediatas e possa conduzir seus negócios com mais eficiência.”

Com a nova ferramenta, a MSIG busca reduzir a necessidade de trocas excessivas de e-mails e ligações, tornando a comunicação mais fluida e eficiente, ao mesmo tempo em que fortalece a parceria com sua rede de corretores.

“Com a MITI.AI, ampliamos nossa capacidade de estar presentes no dia a dia do corretor, oferecendo suporte em tempo real e com mais qualidade”, afirma Carlos Eduardo Silvestre, Diretor de Gestão de Negócios & Relacionamento da Mitsui Sumitomo Seguros. “Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a excelência no atendimento e com a evolução contínua da experiência dos nossos parceiros.”

A iniciativa reforça a visão da MSIG de utilizar a tecnologia como meio para elevar o padrão de serviço oferecido aos corretores, combinando automação com proximidade e especialização no atendimento.

“A MITI.AI não substitui o atendimento humano — ela o qualifica”, destaca Luis Nagamine, Diretor Geral da Mitsui Sumitomo Seguros. “Ao absorver as demandas operacionais do dia a dia pela MITI.AI, conseguimos oferecer aos corretores um atendimento humano mais profundo, técnico e resolutivo, exatamente onde nosso time faz mais diferença.”

Seguradoras devolvem R$ 243,8 bilhões à sociedade em 2025

dyogo oliveira cnseg

Mesmo em um cenário econômico ainda marcado por incertezas e com pressões concentradas na Previdência Aberta, o setor segurador brasileiro reforçou, até novembro de 2025, seu papel como uma das principais redes de proteção financeira do país. No acumulado do ano, o mercado devolveu R$ 243,8 bilhões à sociedade em indenizações, benefícios, resgates e sorteios, volume 9,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
 

Apenas no mês de novembro, os pagamentos somaram R$ 21,1 bilhões, crescimento de 7% na comparação anual. O desempenho evidencia a capacidade do setor de mitigar perdas, preservar renda e dar suporte à continuidade das atividades econômicas de famílias e empresas, mesmo em um ambiente de maior volatilidade.
 

No campo da arrecadação, os números refletem dinâmicas distintas entre os segmentos. Até novembro, o setor segurador, desconsiderando a Saúde Suplementar, arrecadou R$ 376,2 bilhões, queda de 4,7% em relação ao ano anterior. O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, explica que “o recuo não deriva de uma retração generalizada da demanda por produtos de seguros, mas está fortemente concentrado em um segmento específico: os planos de Previdência Aberta”.
 

As contribuições da Previdência, no período analisado, recuaram 19,7%, enquanto os resgates e benefícios pagos avançaram 14,9%, reduzindo a captação líquida para R$ 4,7 bilhões, queda de 91,5% frente ao ano anterior. Em novembro, pelo quarto mês consecutivo, o saldo foi negativo, em R$ 2,5 bilhões, ante o saldo positivo de R$ 7,0 bilhões no mesmo mês de 2024.
 

“O movimento está associado à incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aportes superiores a R$ 300 mil em uma mesma entidade, nos planos da família Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)”, explicou Oliveira.
 

Os demais segmentos mantiveram trajetória de crescimento, reforçando a resiliência da atividade. Os seguros de Danos e Responsabilidades avançaram 6,7%, alcançando R$ 130,4 bilhões em prêmios, impulsionados pela maior busca por proteção patrimonial e empresarial. Nos Seguros de Pessoas, a arrecadação cresceu 8,3%, superando R$ 71,9 bilhões. A Capitalização também apresentou desempenho positivo, com R$ 31,3 bilhões acumulados, alta de 7,7% em relação a 2024.
 

No entanto, como explica o executivo da entidade, o conjunto de resultados demonstra a solidez do mercado segurador. “Mesmo em um ambiente econômico desafiador, com pressões concentradas em um segmento específico, o setor segue operando como uma rede sólida de proteção financeira, capaz de recompor perdas, sustentar a renda e contribuir para a estabilidade das famílias, das empresas e da economia brasileira”, conclui.