Seguradoras indenizam mais de R$ 200 bilhões até novembro de 2023

Fonte: CNseg

Com crescimento de 3,4% em relação ao ano de 2022, o setor segurador pagou R$ 207,2 bilhões em indenizações, resgates, benefícios e sorteios nos primeiros 11 meses de 2023, excluindo os dados relacionados à Saúde Suplementar. Um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revelou que esse montante superou em 22,5% os R$ 169,2 bilhões pagos pelo Governo Federal aos beneficiários do Bolsa Família em todo o ano anterior. Apenas em novembro, foram aproximadamente R$ 19 bilhões em pagamentos, mais de R$ 4 bilhões maior do que o realizado pelo programa governamental no período.

O 11º mês do ano também foi destaque em arrecadação, uma vez que apresentou a uma das melhores taxas de crescimento do ano passado. Com 14,7%, novembro ficou atrás apenas de janeiro, que avançou 19,7%. O aumento na demanda por produtos de seguros em 2023 foi identificado pela CNseg também no acumulado do ano, quando, de janeiro a novembro, ocorreu a evolução de 8,9% em relação a 2022, com mais de R$ 351 bilhões arrecadados no consolidado de todos os ramos, sem Saúde Suplementar. 

A expectativa da CNseg para o fechamento do ano de 2023 é que o setor atinja um faturamento de R$ 663 bilhões, registrando um avanço de 10,4%, considerando todos os segmentos, o maior da história do setor. A Confederação estima, ainda, que o mercado segurador cresça 11,7% em 2024.

Dentre os grupos de produto do setor, no período analisado pela Confederação, observou-se um aumento expressivo na procura pelos seguros de Crédito e Garantia (+18,2%), que assegura proteção contra inadimplência e provê garantia em contratos; os Patrimoniais (+17,3%), que compreendem os seguros Condomínio, Residencial e Empresarial; o Habitacional (+12,4%), obrigatório em financiamentos imobiliários; e o de Vida (+12,4%). Em termos de retorno aos clientes, foram destaques os seguros de Crédito e Garantia (+58,5%), o Viagem (+43,4%), os planos de Previdência Tradicional (27,9%) e os seguros Patrimoniais (+14%).

Dados da Saúde Suplementar 
Últimos dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que no acumulado até o terceiro trimestre de 2023, as contraprestações do segmento de Saúde Suplementar arrecadaram R$ 206,5 bilhões, valor 13,8% superior ao de 2022. Em relação aos pagamentos aos beneficiários, foram reembolsados R$ 178,6 bilhões no mesmo período, crescimento de 12,5% sobre o mesmo período do ano anterior. Os planos Médico-Hospitalar pagaram R$ 176,4 bilhões e os planos exclusivamente Odontológicos, R$ 2,2 bilhões, uma alta de 11,5%, na mesma comparação.

Segurança em adversidades

À luz dos recentes temporais que têm impactado grande parte do Brasil e da aproximação do Carnaval, período em que é observada a maior exposição de imóveis a tumultos e desocupação por conta de viagens e férias, a CNseg destaca a importância dos seguros Residencial, Empresarial e Condomínio. Uma diferença importante, destacada pela CNseg, é que o seguro Condomínio é obrigatório, ao contrário do seguro Residencial.

Esses produtos têm como característica, basicamente, a cobertura de riscos relacionados a bens e, geralmente, cobrem, de forma obrigatória, os riscos de incêndio, de queda de raios e de explosão. Em conjunto, eles arrecadaram mais de R$ 8,8 bilhões em 2023, 17,4% a mais que em 2022, e pagaram em indenizações R$ 3,3 bilhões, evolução de 8,3% em relação ao ano anterior.

MAG Investimentos alcança R$ 12 bilhões em gestão 

Fernando-Gabriades MAG SEGUROS

Fonte: MAG

A MAG Investimentos – gestora de recursos do grupo Mongeral Aegon – alcançou R$ 12 bilhões em ativos sob gestão. Esse crescimento é oriundo da criação de novos produtos e do aumento no número de clientes. Nos últimos três anos, a gestora dobrou de tamanho, aumentando em 100% o seu AuM, que são os ativos sob sua gestão.


Somente em 2023, a gestora teve um aumento de mais de R$ 1 bilhão em ativosPara chegar ao montante de R$ 12 bi, a MAG Investimentos vem investindo em novas estratégias, nos times de gestão e na distribuição dos produtos, construindo uma reputação em torno dos seus produtos e priorizando a capilaridade na aplicação de recursos de seus clientes. O objetivo é gerar receita a longo prazo. 


“Nós focamos na entrega de performance para o cliente, com produtos de liquidez, buscando sempre as aplicações mais assertivas e de menor risco. Esse cuidado é percebido no mercado e vem proporcionando uma maior procura pelos novos investidores”, destacou Fernando Gabriades, sócio-diretor da MAG Investimentos. 

Atualmente, os fundos que mais crescem no portfólio da asset são o MAG Cash RF, com R$ 800 milhões de patrimônio líquido, o MAG High Grade, que fechou o ano com R$ 400 milhões e o MAG Premium, com R$ 300 milhões. 


A gestora é uma partnership onde os talentos que se destacam, podem se tornar sócios da operação no Brasil, o que traz maior comprometimento e alinhamento entre os colaboradores.

João Rabelo assume diretoria de Novos Negócios do IRB(Re)

Com o objetivo de ampliar sua atuação na gestão de riscos, o IRB(Re) passa a contar com João Rabelo Júnior, que assume a diretoria de Novos Negócios do ressegurador. O executivo terá como base o recém-aberto escritório em Brasília (DF).

“Dado o enorme gap de proteção do Brasil, é importante interagir tecnicamente com o setor público e levar o conhecimento e a experiência em precificação e gestão de riscos do IRB(Re). A ideia é trabalhar em conjunto com as esferas federal, estadual e municipal para identificar os riscos que devem ser avaliados. O escritório tem esse objetivo prático de facilitar essas interações técnicas”, afirma.

Ex-vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, Rabelo retorna ao IRB(Re), onde já atuou como conselheiro. Formado em Administração de Empresas pela Universidade de Brasília, tem grande experiência no setor de seguros e previdenciário.

Artigo: 4 problemas que o app Celular Seguro não resolve

Henrique Volpi Kakau

por Henrique Volpi, CEO e sócio-fundador da Kakau Seguros

Com menos de 30 dias do lançamento do Celular Seguro, iniciativa do Governo Federal, o app já tem uma adesão surpreendente: foram mais de um milhão de usuários cadastrados em menos de duas semanas, conforme dados do Ministério da Segurança Pública. 

O Celular Seguro foi em resposta ao crescente número de crimes relacionados a esses aparelhos: de acordo com o 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados um milhão de ocorrências apenas em 2022. Isso representa um aumento de 16,6% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 860 mil casos. 

O aplicativo representa um avanço significativo na proteção dos usuários contra crimes envolvendo seus dispositivos móveis. Contudo ele não resolve quatro problemas importantes: 

1- Dificuldade no desbloqueio

A principal preocupação levantada pelos usuários é a incapacidade de desbloquear os aparelhos após o bloqueio definitivo realizado pela Anatel (seja ele intencional ou acidental). 

A indicação do Governo é que a operação deve ser realizada diretamente com a Polícia e a Anatel, mas nenhuma delas têm informações sobre a reversão. A saída, segundo o Ministério da Justiça, é procurar diretamente a operadora e também a instituição financeira bloqueada, mas mesmo essas não têm respostas. 

2- Cadastro de apenas um IMEI por aparelho

Uma outra questão é que não é possível cadastrar mais de um IMEI por aparelho. No caso de celular com slot para dois chips, apenas uma das linhas será bloqueada. E o mercado de smartphones dual SIM no Brasil só cresce, deixando essas pessoas de fora. De acordo com a pesquisa da GfK, em 2023, 17,5% dos aparelhos celulares vendidos no Brasil eram dual-SIM. Isso significa que, de um total de 35,1 milhões de aparelhos comercializados, 6,1 milhões tinham dois chips. 
 

3- Não bloqueia celulares de pessoas jurídicas

O Celular Seguro é voltado exclusivamente para pessoas físicas. A medida foi criticada por muitas empresas, já que as impedem de proteger seus ativos e facilita a ação dos criminosos. 

O argumento do Governo é que, caso o bloqueio fosse permitido para aparelhos de pessoas jurídicas, criminosos poderiam registrar o IMEI de um celular roubado ou furtado em outro aparelho, pertencente a uma empresa. 

4- Não protege contra furtos, roubos e quebras

O aplicativo apenas bloqueia o aparelho, não o protegendo contra a ação dos criminosos, sendo a medida mais segura a contratação de um seguro para celular. O seguro é capaz de ir além da proteção contra roubo e furto, estendendo a tranquilidade para outras possíveis “dores de cabeça”.

Um smartphone que cai no chão, uma tela trincada ou o derramamento acidental de líquido são situações corriqueiras que podem rapidamente se transformar em armadilhas financeiras. Nesses momentos, o seguro para smartphones se revela como um verdadeiro aliado, proporcionando tranquilidade na hora de imprevistos. 

Com o seguro, o usuário pode contar com o reembolso do valor do aparelho, além de assistência técnica e outros benefícios. Contratar um seguro para smartphones não é apenas uma precaução, mas sim uma decisão inteligente. Além de proteger contra roubo e furto, ele oferece uma camada adicional de segurança, preservando o investimento realizado. 

A tranquilidade proporcionada por uma cobertura abrangente vai muito além da garantia material, estendendo-se à segurança financeira de quem utiliza o aparelho. Diante dos imprevistos cotidianos, ter um seguro se torna uma ferramenta essencial, garantindo que esses valiosos dispositivos continuem a ser fontes de praticidade, sem tornar o usuário refém no caso de furto, roubo ou danos.

Corretora Alper seguros destaca impactos do El Niño no Agro e na cadeia da segurança financeira 

Fonte: Alper

O Brasil enfrenta desafios significativos na produção agrícola em 2024 devido às anomalias climáticas associadas ao fenômeno El Niño. Este evento climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, tem gerado condições adversas, como secas e enchentes, impactando diretamente culturas sensíveis à disponibilidade de água, como soja, milho, café e cana-de-açúcar. Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) apontam pessimismo para a safra de soja em 2024, com 20 milhões de toneladas a menos que as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA (United States Department of Agriculture).

Em 2023, o país experimentou um ano agrícola promissor, com recordes de produção de commodities como soja, milho e cana de açúcar, beneficiado por chuvas bem distribuídas e períodos ideais de desenvolvimento. No entanto, em 2024, o cenário mudou, com atrasos significativos no plantio da soja devido a condições climáticas desfavoráveis, resultando em previsões de colheita abaixo das expectativas.

A instabilidade do clima, em especial às secas e regimes de chuvas irregulares, são alguns dos principais motivos para a baixa nas projeções. Chuvas escassas e mal-distribuídas na região Central, junto a precipitações volumosas na região Sul, provocaram atrasos no plantio e seguem prejudicando o potencial produtivo.

Diante da vasta distribuição agrícola no Brasil, o seguro rural comercializado pela Alper Agro, divisão da Alper Seguros, é uma das principais alternativas à disposição do produtor rural para sua proteção financeira. Esta modalidade de seguro indeniza o produtor rural caso sua colheita seja prejudicada por eventos climáticos não-previstos, como chuvas excessivas, secas, vendavais ou incêndios.

Impactos nas Commodities:

  • Soja: As regiões produtoras, como Centro-Oeste e Sul, enfrentam seca ou excesso de chuvas, afetando a produção e influenciando os preços globais.
  • Milho: Regiões de produção podem sofrer com a seca, levando a reduções na produção e impactando os preços internos e externos.
  • Café: Áreas expressivas, como Minas Gerais e Espírito Santo, podem enfrentar seca prolongada e temperaturas mais altas, afetando a produção e a qualidade do café.
  • Cana-de-açúcar: Regiões produtivas, como São Paulo e Goiás, podem sofrer com a seca, reduzindo a produtividade e afetando os preços do açúcar e do etanol.
  • Entidades regionais preveem uma colheita de soja em 2024 de 135 milhões de toneladas, 20 milhões abaixo das últimas projeções da Conab, devido à instabilidade climática e atrasos no plantio.

“O impacto vai além do ecossistema agrícola, há impactos em outros setores como o turismo, a energia devido a variação no regime de chuvas impactando hidrelétricas e setor eólico; o setor financeiro também sofre com pequenos produtores não honrando pagamento de fornecedores e por fim, o transporte por causa das dificuldades de escoação de produtos devido a rotas interditadas por desmoronamentos ou baixo nível de água em rios”, explica André Lins (foto), vice-presidente de Agronegócios da Alper Seguros.

Diante desse cenário desafiador, a adoção de medidas preventivas e o investimento em seguros são cruciais para a resiliência do setor agrícola e a minimização dos impactos em cadeias produtivas interligadas. Com a Alper Agro, você tem à disposição uma parceira com mais de 350 mil hectares protegidos e 14 mil máquinas agrícolas seguradas.

Maria Cristina Bettencourt assume diretoria na Sompo Seguros

A Sompo Seguros contratou Maria Cristina Bettencourt como diretora de Resseguros, Atuarial de Produtos, Produtos Corporativos e Precificação. A executiva chega com o desafio de dinamizar os projetos de expansão do portfólio e estratégias de programas de resseguro para dar suporte aos planos de crescimento da companhia na área de Seguros Corporativos. “Estou empolgada com a oportunidade de poder liderar áreas tão estratégicas e contribuir com a ampliação das operações e fortalecimento da posição da Sompo Seguros na área de Grandes Riscos”, destaca a executiva.

Maria Cristina Bettencourt é diretora de Resseguros, Atuarial de Produtos, Produtos Corporativos e Precificação da Sompo Seguros. É Graduada em Ciências Atuariais e Administração de Empresas, com MBA em Engenharia de Produtos pela Escola Politécnica de São Paulo (Poli/USP) e MBA em Transformação Digital. Em mais de 20 de experiência no mercado de Seguros e Resseguros, atuou em cargos de liderança em companhias multinacionais nas quais esteve a frente de áreas técnica e comercial e no relacionamento com agentes do mercado, além de efetuar estruturação de programas de resseguro e contratos e desenvolvimento de novos negócios.

“A Sompo Seguros tem no know how de seus especialistas, a principal ferramenta para seguir na estratégia de se posicionar entre as mais expressivas companhias na área de Grandes Riscos. A chegada da Maria Cristina vem incrementar nossa capacidade de desenvolver soluções inovadoras, bem como reflete o compromisso contínuo da empresa em atrair profissionais excepcionais para impulsionar a excelência em todas as áreas de atuação”, ressalta Adailton Dias, diretor Executivo de Produtos e Resseguro da Sompo Seguros.

Planos de saúde registram mais de 2 mil notícias-crime e ações cíveis em 2023

vera valente fenasaude

Levantamento da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), representante das principais operadoras de planos de saúde do país, aponta que nos últimos 5 anos, as associadas da entidade abriram mais de 4 mil notícias-crime e ações cíveis contra fraudadores de planos médicos e odontológicos no país. Só em 2023 foram 2.042 casos, representando um aumento de 66% em comparação ao ano anterior. Vera Valente, diretora-executiva da FenaSaúde, destaca que esse enfrentamento tem se intensificado e sido fundamental para garantir a sustentabilidade do setor.

‘’As práticas fraudulentas comprometem a operação dos planos de saúde e causam impactos financeiros expressivos, exigindo esforços contínuos para preservar a integridade e confiança no setor. Sabemos que a maior parte dos usuários e prestadores são íntegros, e nosso intuito é continuar convocando a sociedade para se aliar a nós no combate às fraudes.  Além das ações de comunicação, as operadoras lançam mão de todas as ferramentas e ações necessárias para investigar e coibir essas práticas prejudiciais para todos”, afirma a executiva.

Os dados revelam um aumento de 10 vezes no número de notícias-crime e ações cíveis entre 2019 e 2023. Na avaliação da entidade, o problema acentuou-se principalmente a partir da pandemia, impulsionado pela digitalização, sendo os reembolsos uma porta significativa para essas práticas. A realização de fraude em saúde é caracterizada crime e pode ter uma série de consequências, desde o descredenciamento do prestador, passando pela demissão do beneficiário em caso de fraude contra plano corporativo, até a prisão por estelionato ou lavagem de dinheiro. 

Em 2022, mediante o crescimento do volume de fraudes, a FenaSaúde lançou a campanha Saúde Sem Fraude, que visa informar e orientar a sociedade sobre o bom uso do plano de saúde e a importância do engajamento na prevenção e combate às fraudes. Entre outras informações, a campanha alerta para os tipos de fraudes mais comuns contra planos de saúde, convocando a sociedade a denunciá-las caso identifique sua ocorrência.

Principais tipos de fraudes contra planos de saúde:Uso de dados pessoais de terceiros – Os beneficiários podem ser induzidos a fornecer seus dados, como login e senha do aplicativo da operadora, com a promessa de ter ajuda para a realização de reembolso. No entanto, para que o beneficiário tenha direito ao reembolso, é necessário que tenha pagado previamente os valores dos serviços de saúde. Com posse dos dados pessoais do beneficiário, terceiros podem ter acesso a informações sigilosas e utilizá-las de forma inadequada, por exemplo, para alterar a conta bancária vinculada ao reembolso ou para solicitar reembolso de procedimentos não realizados.

Empréstimo de carteirinha – Quando uma pessoa se passa por outra para usar o plano de saúde de um terceiro, está cometendo crime. Assim como aqueles que cedem sua carteirinha para uso. Além das punições previstas em lei para esse tipo de caso, fraudes contra o plano de saúde contratado pela empresa podem ocasionar demissões.

Fracionamento de recibo – Quando uma única consulta ou procedimento é realizado, mas emite-se mais de um recibo ou nota fiscal, com o objetivo de conseguir um reembolso total mais alto, configura-se uma prática irregular e fraudulenta. O pedido de reembolso deve informar corretamente o procedimento ou a consulta realizada, assim como o valor efetivamente desembolsado, para pagamento com base nas cláusulas contratuais.

Informações falsas na contratação do plano – A omissão ou falsificação de dados pessoais como idade, condições pessoais de saúde ou vínculos empregatícios, para contratação de plano de saúde ou obtenção de vantagens contratuais, é fraude. 

Falso estado clínico – A alteração do estado clínico do paciente (classificação da doença no pedido médico) para solicitar procedimentos desnecessários, excessivos ou não cobertos pelos planos de saúde – por exemplo, para fins estéticos –, é fraude, e dependendo do caso, pode colocar a saúde do paciente em risco. 

Golpes virtuais – A criação de sites falsos ou outros recursos para emitir ou alterar boletos de planos de saúde é outro crime que merece atenção. Nesses casos, o dinheiro depositado é desviado para a conta dos fraudadores, afetando diretamente os beneficiários.

Liberty Seguros conquista certificação “Age Friendly”, inédita no mercado de seguros

Delane Giannetti

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros, marca parte do Grupo HDI, recebeu a certificação “Age Friendly”, que classifica a companhia como amigável e receptiva para colaboradores com mais de cinquenta anos. A empresa foi a primeira do mercado de seguros a ser reconhecida pelo selo, concedido pela consultoria Maturi, representante do Instituto Age Friendly no Brasil, e ficou entre as únicas dez empresas do País que o possuem.

A certificação vem para coroar o trabalho da Liberty em Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) que, há muito tempo, é uma das frentes mais estratégicas para a seguradora. O resultado positivo do selo é fruto dos índices de satisfação da própria companhia, advindos de anos de trabalho e de benefícios ofertados aos colaboradores, com o objetivo de fortalecer a cultura da Liberty por meio de ações de saúde e bem-estar.

“Nosso trabalho na área de DEI é muito bem estruturado, por isso, nos orgulhamos de tudo o que temos conquistado nessa frente. Levamos essas certificações muito a sério, pois elas são a prova de que estamos no caminho certo para garantir um ambiente de trabalho cada vez mais seguro para todos os nossos funcionários”, conta a Chief Talent Officer do Grupo HDI, Delane Giannetti. “Somos a primeira seguradora do mercado a receber o selo e tal reconhecimento só reforça o impacto positivo da nossa cultura como uma companhia diversa, que luta para que todos tenham os mesmos direitos, independentemente da idade”, completa.

Austral contrata Ismael Roger para liderar a área de Gente e Gestão da companhia 

Fonte: Austral

A Austral continua investindo para trazer nomes de peso do mercado e, desta vez, anuncia o executivo Ismael Roger, que passa a liderar a área de Gente e Gestão da empresa. Com passagem por empresas como, GRU Airport, Invepar, Metrô Rio e Vale, Ismael conta com 19 anos de experiência em recursos humanos, com atuação em áreas como, remuneração estratégica, cargos e salários e gestão dos indicadores de RH. 

Como Head de Gente e Gestão na Austral, o executivo responderá diretamente para o CEO da empresa, Carlos Frederico Ferreira, e ficará responsável pelas áreas de remuneração, orçamento, gestão, metas, treinamento e desenvolvimento, seleção e folha. “Queremos reforçar a nossa essência, um desafio encontrado por muitas empresas no pós-pandemia, onde novas formas de trabalho foram implementadas. Por meio de uma abordagem mais estratégica, quero apoiar a Companhia na parte de resultados e no desenvolvimento da liderança e colaboradores. A diversidade também será um ponto forte e já temos bons indicadores em equidade de gênero, mas precisamos avançar em outras pautas”, comenta o executivo.

Segundo Ismael, a inovação e a busca pela pluralidade também estarão no centro da área, permitindo que o colaborador possa trazer suas contribuições de forma próxima e sistemática. Nas últimas semanas foram realizadas rodas de conversa com a liderança e colaboradores, que poderão auxiliar no direcionamento da companhia. “A construção será de dentro para fora, por meio de escuta ativa e valorização do colaborador como um todo, seja na esfera pessoal ou profissional. Busco sempre mesclar estes dois aspectos, quero saber onde e de que forma a gente se assemelha e pode criar laços”, reforça o executivo.

Valor: CMN aprova resolução que regulamenta operações com Letras de Risco de Seguro

Fonte: Valor

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem resolução sobre a atuação, requisitos, atribuições e responsabilidades do agente fiduciário nas operações das Letras de Risco de Seguro (LRS). As mudanças atendem ao determinado no decreto 10.411, de 2020. O Ministério da Fazenda informou que a resolução precisa ser aprovada também pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) para entrar em vigor.

A resolução aprovada delimita as instituições que podem atuar como agente fiduciário; impõe regras para a nomeação do agente fiduciário, inclusive no que diz respeito a sua remuneração; veda o exercício da atividade de agente fiduciário por partes relacionadas à Sociedade Seguradora de Propósito Específica (SSPE); obriga a SSPE a disponibilizar o acesso do agente fiduciário a todas e quaisquer informações necessárias à execução de suas atribuições e responsabilidades; e afirma que o agente fiduciário deve observar também a regulamentação editada pela Comissão de Valores Mobiliários (CMV) para distribuição e oferta pública do título.

Criada pela lei n 14.430, de 2022, a LRS é inspirada nos Insurance Linked Securities (ILS), título amplamente utilizado por seguradoras e resseguradoras no exterior para a captação de recursos junto a investidores no mercado de capitais.

Segundo o Ministério da Fazenda, com a nova resolução, as LRS vão ampliar as fontes de recursos para as seguradoras e resseguradoras, “contribuindo para o desenvolvimento desses mercados no país”. Também vão auxiliar no aumento da capacidade de cobertura do mercado segurador por meio da pulverização dos riscos de seguros para o mercado de capitais.

Emitida por uma SSPE, a LRS está vinculada a uma carteira de apólices de seguros e resseguros, que transmite aos investidores de tais valores mobiliários o risco ou retorno proveniente das atividades de seguro ou resseguro.

Do ponto de vista do investidor, a LRS é um título de renda fixa, com prazos diversos e retorno atrelado a fatores de risco de seguro, como enchentes, ventania, granizo e catástrofes climáticas em uma região pré-definida.

Se durante o prazo de vigência da LRS não ocorrer o fator de risco na escala predefinida, o investidor recebe de volta o capital investido, acrescido de um retorno para compensar o risco assumido e a remuneração do ativo emitido pela SSPE. Caso ocorra um sinistro, o investidor não recebe esse retorno e pode perder parte do capital investido, que será utilizado pela SSPE para pagamento das correspondentes indenizações devidas.

No mercado internacional, o ILS é utilizado principalmente para fazer a cobertura de grandes riscos com baixa probabilidade de ocorrência. Em 2023, as emissões de ILS foram da ordem de US$ 16 bilhões. Os mais famosos são os “Cat Bonds” ou títulos de catástrofe, que têm como lastro carteiras de seguros de eventos extremos como furacões ou terremotos. Em 2023, a classe de ativos gerou um retorno de 14,11%, segundo o “Eurekahedge ILS Advisers Index”, referencial que acompanha uma carteira teórica com 29 hedge funds que investem, pelo menos, 70% do portfólios em títulos do gênero.

No exterior, os investidores alocam recursos em cat bonds ou outros papéis com lastro em seguros devido à descorrelação com os mercados tradicionais. “O investidor não tem risco de perda adicional além dos recursos aportados”, explica o sócio do escritório Machado Meyer, Thomaz Kastrup. (Colaborou Sérgio Tauhata)