WIZ CO lucra R$ 84,8 milhões no 4T23, alta anual de 405%

Fonte: Wiz

A Wiz Co (B3: WIZC3), corretora completa de seguros especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito, obteve Receita Líquida Consolidada ex Comissões de R$ 268,8 milhões no 4T23, um incremento de 48,8% sobre os R$ 180,7 milhões do 4T22.

No segmento de Seguros, a Receita subiu 43,3% em comparação com o 4T22, alcançando R$ 148,2 milhões. O resultado é atribuído ao desempenho de diversas unidades de negócios do grupo, tais como BRB Seguros e Wiz Corporate, que bateram recordes em emissão de prêmios de seguros e eficiência operacional, gerando ganhos de margem.

Já no segmento de Crédito e Consórcios, o crescimento da Receita Líquida chegou a 209,3%, atingindo R$ 35,0 milhões. Essa marca reflete o primeiro ano completo de operação da Promotiva, gestora exclusiva de correspondentes bancários do Banco do Brasil – que adicionou à Receita Líquida ex Comissões da Companhia R$ 89,9 milhões no acumulado do ano. 

Outro destaque do 4T23 é o EBITDA Consolidado Ajustado, que atingiu R$ 172,6 milhões, o maior registro histórico da Companhia, evoluindo 86,2% sobre o mesmo período de 2022. O crescimento do EBITDA foi alcançado também pela uma queda nas despesas operacionais de quase 18% no período.

O Lucro Líquido Ajustado no período foi de R$ 117,5 milhões, um aumento de 71,5% sobre os R$ 68,5 milhões realizados no 4T22. Além disso, o Lucro Líquido da Controladora subiu de R$ 9,8 milhões no 4T22 para R$ 58,2 milhões no 4T23, aumento de 492,6% em doze meses.

“Chegamos em 2024 confiantes do potencial de nossos negócios e otimistas com o cenário macroeconômico e com as perspectivas de aceleração dos nossos resultados. Apoiados em nossas vantagens competitivas, como a tecnologia, continuaremos focados na captura de sinergias, em inovação, no desenvolvimento de novos negócios e na maturação e consolidação de nossas operações”, afirma o CEO, Marcus Vinícius de Oliveira.

UM ANO DE CONQUISTAS

“Ainda que a conjuntura de 2023 tenha sido desafiadora para o mercado de crédito no país, a Wiz Co soube aproveitar as oportunidades em seus canais de atuação e manteve o crescimento em suas Unidades”, completa. 

Dentro do segmento de Seguros, a Wiz Co alcançou o patamar de R$ 2,8 bilhões em prêmio emitido, alta de 26,7% sobre 2022. A Wiz Corporate bateu recorde em Receita Bruta, atingindo R$ 102,4 milhões em 2023, uma expansão de 57,3% sobre 2022, e teve prêmio emitido de R$ 493 milhões, alta de 24,6% ante 2022.

A Inter Seguros conquistou a marca de 1,7 milhão de clientes, com crescimento de 41% sobre o ano anterior. Já a unidade Paraná Seguros, em seu primeiro ano completo de operação, emitiu R$ 30,5 milhões em prêmio, com mais de 80% de penetração do seguro na carteira de crédito do Paraná Banco ao final do ano.

No segmento de Crédito e Consórcios, destacam-se os resultados da Promotiva, que comercializou mais de R$ 8,6 bilhões em crédito e consórcios, gerando R$ 90 milhões em receita líquida. Em seu primeiro ano de operação, a Unidade ampliou a presença física com expansão da rede comercial na ordem de 62% e apresentou crescimento consistente em vendas.

Ao longo do ano, foram executadas diversas iniciativas para fortalecer a geração de caixa da Controladora, com destaque para os projetos de eficiência operacional, a readequação do fluxo de pagamentos dos passivos da Companhia e a redução do payout. Essas ações resultaram em uma projeção de caixa mais confortável para a condução dos negócios no curto prazo.

Também merece destaque o avanço em tecnologia, com o lançamento da Plataforma Wiz Pro, que oferece módulos de venda, gestão, operações e engajamento, promovendo maior conectividade entre as operações e os parceiros de negócios, e a obtenção da certificação ISO 27001, que garante a gestão eficaz da segurança da informação, reduzindo riscos e vulnerabilidades da Companhia.

Ituran Brasil projeta crescimento de até 20% em 2024

Fonte: Ituran

A Ituran Brasil alcançou crescimento de 23% de receita operacional em 2023. O Ebitda registrou aumento de 22%, representando o maior resultado de todas as operações do mundo. Globalmente, a Ituran apresentou um faturamento de US$ 320 milhões, um avanço de 9% em relação ao ano anterior. 

“Temos expectativas positivas para esse ano, com planos de ter a nossa presença ainda mais marcante em todos os estados do país e ampliar o portfólio. Nossa projeção para 2024 é crescer 20%. Estamos comprometidos em oferecer tecnologia de ponta e serviços de qualidade para atender às crescentes demandas dos nossos clientes”, destacou Amit Louzon, CEO da Ituran Brasil. 

A base ativa mundial teve crescimento recorde com mais de 186 mil novas plataformas monitoradas, totalizando 2.252 milhões. Além disso, alcançou um novo recorde de lucros, atingindo US$ 87 milhões, valor 10% superior em relação a 2022. Houve também uma geração de US$ 77,2 milhões em fluxo de caixa operacional, e a posição líquida de caixa e títulos negociáveis de US$ 53 milhões.

“A Ituran Brasil corresponde a uma das maiores operações da Ituran no mundo. Encerramos o ano com um valor recorde de recuperação (de acordo com a Tabela FIPE) de R$ 911 milhões em 2023, aumento de mais de 30% em relação ao recuperado em 2022. É um marco de recuperação de veículos da companhia no Brasil, que chegou a um total de R$ 5,9 bilhões”, ressalta o CEO da Ituran. 

Projeção de varejo e expansão de portfólio 

Na área de varejo e comércio, a Ituran projeta crescimento de 10% para este ano. Em 2023, a empresa registrou um aumento de 31,81% nos prêmios emitidos para as seguradoras parceiras. Em 2022, foram cerca de R$ 270 milhões, enquanto em 2023 esse número ultrapassou os R$ 356 milhões.

“Além de expandir o portfólio e lançamentos de novos produtos, ampliamos também nossa presença com mais parceiros comerciais. A nossa expectativa é atingirmos ao final de 2024 850 novos parceiros e ter as soluções Ituran a serviço de 1.200 novos corretores. Também investimos em nossa base atual, auxiliando os parceiros com acesso a cursos e programas de profissionalização”, explica o Diretor Comercial do Canal Corretores e Assessorias da Ituran Brasil, Euclides Naliato.

No ano passado, a Ituran acompanhou o fortalecimento do mercado de varejo e expandiu portfólio, além de ampliar a oferta de produtos de moto – serviços de Ituran com Seguro Moto e Rastreador Ituran Moto – para todos os estados brasileiros. Ainda investiu em diversas parcerias que aumentaram possibilidades aos Corretores de Seguros e Assessorias

“Em 2023, consolidamos e aprimoramos nosso portfólio, expandindo significativamente o alcance dos serviços de seguros para motos, abrangendo mais regiões e clientes. Além disso, os novos lançamentos têm gerado excelentes resultados, especialmente no que diz respeito à recuperação”, diz Roberto Posternak, diretor comercial varejo/produtos da Ituran Brasil. 

Entre as novidades para 2024, destaca-se o recém-lançado Ituran com Seguro EV (Veículo Elétrico), que representa mais um marco na ampliação de portfólio dos produtos. A empresa afirmou que nos próximos meses irá lançar a nova funcionalidade Mapa de Calor no aplicativo Ituran Digital, que usa da base de inteligência de dados, Big Data e Machine Learning para apresentar na palma da mão dos clientes as áreas de risco de acordo com o perfil do seu veículo. 

Outra novidade do ano é o Ituran Assinatura by Meleva, um marketplace de veículos de assinatura exclusivo para os corretores de seguro ampliarem sua carteira de soluções. A plataforma, que em breve estará disponivel para o mercado, teve durante seus 18 meses de teste resultados impressionantes, atingindo mais de 1350 veículos assinados, além de mais de R$ 800 mil faturados e mais de R$ 3 mil de Ticket Médio.

Entre as soluções corporativas, estão o rastreamento e a telemetria remota de maquinários e equipamentos de alto valor. O grande destaque do ano de 2024 é a videometria em tempo real, que utiliza câmeras com tecnologia de detecção de fadiga, emite alertas em casos em que os motoristas apresentam distrações, sonolência, fumam ou utilizam o celular ao volante. Além disso, proporciona aos gestores de frotas acesso às imagens em tempo real e com possibilidade de contactar o motorista.

Fábio Acorci, diretor comercial de Soluções Corporativas da Ituran Brasil, destaca que as novidades têm como propósito investir cada vez mais na segurança dos condutores, veículos e o trânsito de forma geral, além de prover agilidade e inovações que agregam mais valor ao mercado. “As soluções da empresa vão muito além de aplicações para veículos, possibilitando o monitoramento de bens de alto valor e também a telemetria de equipamentos que necessitem de acesso remoto a dados de uso. Em 2023, crescemos quatro vezes mais a base de usuários ativos em comparação com os últimos cinco anos, alcançando aproximadamente 163 mil usuários”, ressalta Acorci.

Seguradora francesa CNP Assurances investe em projeto para a bioeconomia na Amazônia

A seguradora francesa CNP Assurances, por meio da CNP Seguradora (sua marca própria no Brasil), destinará R$ 2,5 milhões para suporte a iniciativas de negócios de impacto socioambiental no Amazonas, em cinco associações comunitárias da região. Trata-se de um projeto piloto de 12 meses, com projeção de ampliação para os próximos anos. As ações serão executadas pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), organização da sociedade civil, que promove alternativas para fomentar a economia sustentável na região.  

O objetivo será promover empreendedorismo e a geração de renda para cerca de 500 famílias amazônicas em produção e manufatura de óleos vegetais, castanhas e movelaria sustentável – além do plantio de mais de 5 mil árvores para restauração de áreas impactadas pela comunidade.  

Segundo André Vianna, diretor técnico do Idesam, o objetivo é estruturação de negócios de base comunitária e fortalecimento social das famílias, informou em nota. “Na prática, vamos oferecer assessoria técnica e de gestão para cadeias de valor sustentáveis, fortalecer as organizações na gestão dos negócios e apoiar de maneira mais direta na comercialização dos produtos”, explica.  

Para François Tritz, CEO da CNP Seguradora, o apoio parte de um foco de atuação tanto na floresta e seus moradores. “Acreditamos que a conservação passa por apoio a comunidades nas atividades sustentáveis. É difícil pensar em uma floresta preservada sem investir na capacitação e na geração de renda para os moradores da região”, comenta em nota.

“Se não houver investimento em mudança da matriz econômica da região, o desmatamento acaba sempre voltando”, completa André Vianna. “A CNP Assurances é uma empresa especializada em proteger pessoas em suas diversas jornadas de vida. Esse tipo de investimento, em parceria com o Idesam, para promover um futuro mais seguro e sustentável dialoga diretamente com a razão de ser da nossa empresa”, conclui Tritz.

AM Best: colapso da ponte de Baltimore pode aumentar os desafios na disponibilidade de resseguros

navio eua seguros
Crédito: BBC

Fonte: Artemis e agências internacionais

As perdas garantidas decorrentes do colapso da ponte Francis Scott Key depois que ela foi atingida por um navio porta-contêineres e a interrupção do porto de Baltimore podem totalizar até US$ 4 bilhões, disse a DBRS Morningstar em um relatório divulgado na quarta-feira.

Espera-se que o mercado de resseguros suporte o peso das perdas decorrentes do colapso da ponte Francis Scott Key, na cidade americana de Baltimore, depois que o navio porta-contêineres Dali atingiu uma de suas colunas de suporte, o que a agência de classificação AM Best disse que aumentará os desafios crescentes de disponibilidade de resseguro.

A seguradora de proteção e indenização marítima, Brittania P&I Club, confirmou que forneceu parte da cobertura para o navio porta-contêineres. Mas, com o mercado a antecipar o que poderá ser a maior perda de seguros marítimos desde o Costa Concordia, espera-se que as ramificações fluam para o capital de resseguro focado nas linhas especializadas e também para o retrocesso.

“Os resseguradores arcarão com a maior parte do custo segurado do colapso da ponte Francis Scott Key em Baltimore. A cobertura de responsabilidade para a maioria dos navios é fornecida por seguradoras de proteção e indenização conhecidas como P&I Clubs. O segmento de P&I é dominado pelos membros do Grupo Internacional de Clubes de P&I (Grupo Internacional), que seguram coletivamente aproximadamente 90% da tonelagem oceânica mundial”, comentou Matilde Jakobsen, diretora sênior de análise da AM Best.

Como parte dos acordos de pooling do Grupo Internacional, os clubes membros resseguram-se mutuamente partilhando créditos superiores a 10 milhões de dólares. Além disso, o grupo compra resseguros de excesso geral de perdas (GXL) de até US$ 3,1 bilhões no mercado aberto. “Embora o custo total do colapso da ponte e as reivindicações associadas não fiquem claros durante algum tempo, é provável que chegue a milhares de milhões de dólares – bem acima do ponto de fixação de 100 milhões de dólares para o contrato GXL”, acrescentou.

Como salienta Jakobsen, esta será uma perda da indústria do mercado marítimo que levará algum tempo a ser dissecada e as alegações poderão demorar algum tempo a vir à luz, à medida que as ramificações do acidente e o efeito no transporte vierem à luz.

O custo dos danos ao navio é um componente, mas a destruição e reconstrução da ponte Key provavelmente será mais cara. Foi relatado que a Aon intermediou a apólice da ponte, para sua construção, valor e substituição, mas espera-se que qualquer reclamação contra isso resulte em sub-rogação ao proprietário do navio e à política marítima, ao que parece. As notícias sugerem que o valor da ponte ronda os US$ 1,2 bilhão, embora não esteja claro quais os limites de cobertura em vigor.

Como disse Jakobsen, espera-se que o programa de resseguro do Grupo Internacional de Clubes de P&I seja utilizado para pagar sinistros (a AXA XL é apontada como líder nesta torre), o que verá as perdas amplamente espalhadas pelo painel relativamente grande que apoia esse acordo.

Mas espera-se que haja vias para reclamações através de outros canais de seguros, potencialmente com pedidos de responsabilidade por danos e mortes, cobertura para limpeza e reconstrução, mas também, e talvez nomeadamente, para custos contingentes de interrupção de negócios, o que poderia ser uma componente extensa da perda.

Embora a AM Best preveja bilhões de dólares em sinistros e perdas seguradas, são os impactos da interrupção dos negócios que podem fazer com que o custo final suba em espiral. O impacto econômico da destruição da ponte será significativo e prolongado, uma vez que a reconstrução de uma infra-estrutura como esta levará anos.

Jakobsen da AM Best declarou ainda: “As questões de seguro devido ao colapso da ponte levarão muito tempo para serem resolvidas e podem envolver diversas linhas, como propriedade, carga, responsabilidade, crédito comercial e interrupção contingente de negócios. A reclamação provavelmente envolverá várias seguradoras, resseguradoras, sub-rogação e questões legais e servirá para aumentar os desafios crescentes na disponibilidade de resseguros.”

É certamente um evento que pode afetar o apetite dos resseguradores e, se o impacto da interrupção dos negócios for significativo e puder ser reivindicado, poderá gerar uma perda maior para o capital de resseguro que apoia as seguradoras expostas. A importância disso também será determinada pelos termos em vigor em toda a rede de políticas envolvidas, tornando-se um incidente complexo para derivar qualquer tipo de quantidade de perda.

Com a expectativa de que a maior parte dos custos recaia sobre o setor de resseguros, isso significa que há uma chance de alguns fluirem para acordos de retrocessão. Além disso, os acordos de cotas compartilhadas podem, em última análise, assumir uma participação e isso pode incluir alguns dos sidecars de resseguros garantidos das principais resseguradoras que incluem cobertura para alguns negócios de linhas especializadas. A K-Cession da Hannover Re é um exemplo de uma estrutura terceirizada apoiada por investidores que incluiu a exposição marinha no passado.

Existem algumas outras linhas especializadas focadas em estratégias de títulos vinculados a seguros (ILS) que poderiam assumir alguma exposição, no entanto, prevê-se que esta seja pequena, dado que a maior parte desta perda parece destinada a recair sobre as resseguradoras que provavelmente reterão uma proporção significativa.

Em última análise, qualquer impacto no mercado de ILS causado por essa perda seria esperado no lado retro e secundário. Mas, mesmo assim, o número de pontos onde a exposição pode vazar e certas estruturas de ILS ficam expostas é provavelmente relativamente limitado e isso provavelmente será prejudicial principalmente para eles, em vez de especialmente impactante.

Aquisição de previdência privada para os filhos ainda é pouco priorizada pelos brasileiros

Estevão Scripilitti, diretor da Bradesco Vida e Previdência

Fonte: Bradesco

É comum que os pais demonstrem preocupação com o futuro financeiro de seus filhos, a fim de que estes possam chegar à maioridade em condições de cursarem aquela tão sonhada faculdade, por exemplo. No entanto, uma pesquisa inédita, realizada pela Edelman a pedido da Bradesco Vida e Previdência com brasileiros que já possuem algum tipo de seguro, revelou que apenas 15% têm previdência privada e que, dentro desse universo, somente 27% adquiriram esse tipo de investimento visando uma reserva financeira para os seus herdeiros.

“De modo geral, a procura da previdência privada no Brasil, pensando em adquirir uma tranquilidade financeira para o futuro, é muito baixa, com apenas 8% da população geral investindo nessa modalidade, segundo a Fenaprevi. Nossa pesquisa, que considerou a parte da população que já tem algum tipo de conscientização sobre a importância do seguro para proteção, mostrou que, mesmo dentro dessa parcela, a adesão também é baixa, sendo necessário ampliar o conhecimento da nossa sociedade. Ao avaliarmos o planejamento financeiro dos pais pensando nos filhos, o número segue modesto, com muitas pessoas não tendo a visibilidade de como esse recurso pode ser um grande aliado para o futuro”, explica Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência.

O levantamento apontou, ainda, que garantir uma reserva para pagar a faculdade (73%) tem sido o principal motivador dos pais que detêm esse tipo de investimento para seus filhos. Promover ensinamentos sobre a importância de poupar segue na segunda colocação (46%), seguido de assegurar a realização de cursos profissionalizantes no futuro (42%), a realização de um intercâmbio (33%) e compra de um imóvel e um automóvel, ambos com (18%).

“Independentemente da motivação é importante que as pessoas saibam que quanto mais cedo se iniciar esse planejamento, melhor. Apesar da conscientização dos brasileiros ainda ser baixa, notamos, com otimismo, que já existe uma tendência de mudança no comportamento em relação ao planejamento do patrimônio e à proteção da família, e tudo isso passa pela educação, motivador citado por 46% dos respondentes”, ressalta Scripilliti.

Apesar de não ter tido destaque entre os respondentes da pesquisa, iniciar o investimento pensando em garantir a aposentadoria dos filhos também pode ser uma boa opção para quem está pensando em contratar um plano, já que, com a reforma da Previdência, as regras para a aposentadoria via INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foram alteradas, sendo necessário, a partir de então, o cumprimento de uma idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. “Não podemos esquecer de que há um tempo mínimo de contribuição de 15 anos para ambos os sexos. Para receber o valor integral do benefício é necessário contribuir por 40 anos. Isso significa que os jovens terão que trabalhar mais tempo e contribuir mais para garantir uma renda na velhice, o que reforça ainda mais a importância de os pais investirem na contratação de uma Previdência Privada desde a infância de seus filhos”, explica Scripilliti.

O especialista também ressalta que adquirir um plano de previdência para crianças e jovens pode ter um custo baixo, dependendo da modalidade, na qual o contratante não precisa, necessariamente, ser o pai ou a mãe do beneficiário, mas qualquer pessoa que se proponha a viabilizar esse planejamento. “A Bradesco Vida e Previdência foi uma das primeiras seguradoras a desenvolver planos de previdência voltados para menores de 18 anos, tendo lançado, há mais de duas décadas, o Prev Jovem Bradesco, que oferece diversas opções de investimento, desde fundos de renda fixa, multimercados e até ações, para clientes de todos os perfis, do conservador ao mais arrojado, onde o investimento inicial é de apenas R$50”, finaliza.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada de forma quantitativa, via painel de respondentes e contou com 1.000 participantes de todas as regiões do país. Seu objetivo foi entender melhor o perfil e os comportamentos dos segurados no Brasil em relação a diversas categorias, como bens, saúde física e financeira. A iniciativa está alinhada à missão do Grupo Bradesco Seguros, que consiste em disseminar a cultura de proteção no país.

Grupo HDI reforça compromisso com a sustentabilidade e anuncia projetos culturais e sociais apoiados em 2024

Fonte: HDI

Com o objetivo de gerar impacto social positivo, fomentar a diversidade e a inclusão e proteger o meio ambiente, o Grupo HDI anuncia os projetos que vão receber patrocínio e apoio da companhia em 2024. A premissa principal desta ação é incentivar um futuro melhor e mais sustentável para a sociedade brasileira, além de reforçar os valores que a empresa já aplica no dia a dia.

Para este ano, as iniciativas são alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e foram selecionadas por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, do Fundo da Infância e da Adolescência e do Fundo do Idoso. As iniciativas têm foco em diversidade e inclusão, especialmente de crianças, jovens e idosos em vulnerabilidade social, e a relação de projetos é fruto dos planejamentos de sustentabilidade da Liberty Seguros, adquirida pelo Grupo HDI em 2023, e da HDI separadamente, entretanto, com a união das empresas, os investimentos sociais serão harmonizados, a fim de ampliar os impactos positivos no meio ambiente e na sociedade.

“A sustentabilidade faz parte da estratégia do Grupo HDI e ganha ainda mais força no atual momento da companhia. Trabalhamos para contribuir com a comunidade em que estamos inseridos, com um forte olhar para a inclusão social e a preservação do meio ambiente”, afirma André Truzzi, diretor de Transformação do Grupo HDI. “Neste ano, focaremos em contribuir com o controle de emissões da nossa cadeia produtiva, com a garantia de trabalho justo em todos os nossos parceiros e com suporte e capacitação de grupos vulneráveis ou sub representados na nossa sociedade.  Nossas ações focarão em projetos que promovam experiências transformadoras e que deixem um legado perene nas comunidades”, completa o executivo.

Ações para a terceira idade

Na frente de fomento ao cuidado com pessoas idosas, um dos projetos selecionados é o Hospital de Amor, instituição com mais de 60 anos de história no tratamento gratuito de pacientes da terceira idade com câncer. Além disso, em parceria com o Instituto Olga Kos, o Páginas da Vida – Arte Literária oferecerá oficinas artísticas para pessoas idosas em vulnerabilidade social. A iniciativa prevê atividades de leitura, a fim incentivar a construção e produção artística das histórias e experiências de vida dos próprios participantes. No final, cada um terá o seu próprio caderno.

Outras duas iniciativas, ambas promovidas pela Associação Beneficente Casa da União, são a Horta Social e o Agrofloresta. A primeira propõe desenvolver um centro de produção de mudas e hortaliças para fornecer alimento para idosos da cidade de Caucaia, no Ceará, e realizar atendimentos da área da saúde nas comunidades por meio de práticas sustentáveis permanentes. A segunda, que acontecerá nas comunidades de Jandaiguaba e Barra Nova, também em Caucaia, é uma proposta de educação ambiental para desenvolver sistemas agroflorestais com idosos, por meio de práticas que visam a produção de alimentos, o aumento da biodiversidade e o enriquecimento do solo. 

Esporte como ferramenta social e sustentável

A fim de incentivar a integração por meio do esporte, o Grupo HDI está investindo no projeto Brincando na Quadra, que é promovido pela ONG Fábrica de Saúde, Esporte e Cultura e pela BW Eventos. A ação gira em torno da construção e/ou reforma de quadras poliesportivas em cinco escolas ou comunidades de municípios diferentes que não possuam estrutura para a prática dessas atividades. Além disso, serão oferecidas aulas de iniciação esportiva com especialistas de quatro modalidades coletivas (basquete, handebol, voleibol e futsal) para crianças e adolescentes de seis a 14 anos que sejam alunos da comunidade ou do ensino fundamental da rede pública.

Outra iniciativa fomentada pela empresa é o Go Cup, maior campeonato de futebol infantil do mundo. Com estrutura de competição oficial, equipes de arbitragem e suporte médico, a 10ª edição do projeto acontece em Aparecida de Goiânia e tem 360 equipes inscritas em diversas categorias, que contemplam crianças de seis a 13 anos. 

A companhia também anunciou apoio a mais três importantes eventos esportivos. Um deles é o Recicla Run, corrida organizada pela Bienal do Lixo e a primeira a se preocupar com o seu impacto da largada até a chegada. Outro projeto é o Music Run, ação de contrapartida social que reverte todo o valor das inscrições em compra de alimentos. Por fim, o Grupo incentivará o Circuito Transformar, que é composto por quatro provas de corrida e caminhada, realizadas em Campinas, Santos, Cotia e Guarulhos, com distâncias de 5km e 10km. O intuito é transformar os hábitos dos participantes e promover a saúde e o bem-estar de todos.

Incentivo à educação de jovens

Na frente de educação, uma das iniciativas selecionadas foi o Vocação, que oferece atividades de aprendizagem e inclusão profissional para adolescentes de 14 a 17 anos, com a finalidade de auxiliá-los na inclusão ao mundo de trabalho e geração de renda. Outra instituição apoiada será a Associação Santo Agostinho (ASA), projeto que busca a transformação por meio da educação e cuidado de crianças e adolescentes, expandindo o acolhimento e o bem-estar para idosos também, para que eles tenham oportunidades de desenvolvimento pessoal com respeito e dignidade.

Além disso, o Grupo manterá o apoio de anos ao programa de educação Jovem Aprendiz, da Fundação Tênis, que vem para ajudar na formação técnica e profissional de jovens nas áreas de tecnologia, inovação e empreendedorismo. Por meio de cursos, o projeto traz uma abordagem inovadora para que os jovens aprendizes desenvolvam competências fundamentais, cognitivas e sociais para atuação no mercado de trabalho.

Ações culturais e apoio a festivais

Em cultura, o Grupo HDI selecionou a Gincana Fotográfica, projeto desenvolvido pela ImageMagica que une ferramentas para que os participantes tenham empoderamento para identificar sentimentos, reconhecer os sonhos, prevenir e combater a violência, entre outros temas. As atividades oferecem contação de histórias, desenvolvimento de competências socioemocionais, trabalho em grupo e, principalmente, fotografia, a fim de incentivar momentos de reflexão, decisões, autoconhecimento, autoestima e criatividade.

Organizado pela M’Baraká Projetos e Produções, outra iniciativa que receberá apoio é o Nós – Arte e Ciência Por Mulheres, exposição de arte que trata da trajetória das mulheres na produção de conhecimento por todo o País, desde a sabedoria ancestral até a presença de feiticeiras e curandeiras nas instituições científicas atualmente. A escolha do projeto se deu por conta do mote do empoderamento feminino, uma causa muito importante para a companhia.

O Grupo HDI ainda terá participação ativa em cotas de patrocínio em grandes eventos que ocorrerão ao longo de 2024, como o Festival Sensacional, nos dias 21 e 22 de junho, no Parque Ecológico da Pampulha, em Belo Horizonte; a Oktoberfest São Paulo 2024, uma iniciativa pensada para expandir ainda mais o relacionamento com o corretor, marcada para acontecer entre os dias 6 e 22 de outubro; e a peça de teatro Bárbara, interpretada pela atriz Marisa Orth, que ficará em cartaz entre março e abril, no Teatro Bravos, localizado no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Outros festivais que fazem parte da relação de projetos incentivados pela companhia são o Raízes São Paulo, evento multicultural que pretende ressaltar, especialmente, a valorização da cultura brasileira, trazendo apresentações de música instrumental, popular e circo, além de workshops e palestras, e o Paredes Vivas, iniciativa cultural e educativa que fomenta a conscientização socioambiental, tendo a arte urbana como principal ferramenta.

Perdas pelo acidente com ponte nos EUA podem causar prejuízo na casa do bilhão para o setor de seguros

anderson romani wiz corporate

POST ATUALIZADO ÀS 19H20

Uma das principais pontes de Baltimore, nos EUA, se rompeu e desabou depois que um navio porta-contêineres “esbarrou” em sua estrutura que é maior do que a extensão da avenida Paulista, em São Paulo. O acidente aconteceu na madrugada desta terça-feira, 26, e vários veículos caíram no rio abaixo. As equipes de resgate estavam procurando pelo menos sete pessoas na água. Duas pessoas foram resgatadas e uma delas está em estado grave, segundo o chefe dos bombeiros de Baltimore, James Wallace.

Segundo as agências internacionais de notícias, o comissário da polícia de Baltimore, Richard Worley, afirmou que não existe nenhuma indicação de que o desabamento da ponte foi um ato de terrorismo. A ponte, que dava acesso ao porto de Baltimore, foi inaugurada em 1977. O porto é o maior para embarque de carros e caminhões leves dos EUA.

A embarcação parece ter atingido um dos suportes da ponte Francis Scott Key, fazendo com que a estrada se rompesse em vários pontos e caísse na água, de acordo com um vídeo postado no X, anteriormente conhecido como Twitter. O Dali, a caminho do porto de Baltimore para Colombo, no Sri Lanka, foi fretado pela AP Moeller Maersk, com sede na Dinamarca, e transportava carga de clientes da Maersk. Todos os 22 tripulantes a bordo, incluindo dois pilotos, foram encontrados e não há relatos de feridos entre eles, disseram os proprietários e administradores do navio.

Este tipo de acidente coloca o mercado local e internacional de seguros em polvorosa. Afinal, um acidente desta dimensão tem impactos em diversas carteiras de seguros e pode afetar diversas regiões, numa forma dos res/seguradores buscarem o equilíbrio da carteira caso a perda seja relevante nos resultados.

De acordo com Anderson Romani, diretor executivo da corretora de seguros Wiz Corporate, os danos consequentes são maiores do que o próprio dano material. “Embora a gravidade ainda não tenha sido determinada, está claro que o acidente terá impacto em diversas linhas de negócios, como propriedade, carga, responsabilidade, crédito comercial e interrupção contingente de negócios, com seguradoras e resseguradoras envolvidas na perda”, comentou.

Por sua experiência com outros acidentes similares, Romani estima um tempo longo para a reconstrução. “Imagina o tempo que levará para remover toda a estrutura do mar e voltar a passar navios e veículos, sendo ali o maior porto de automóveis dos EUA e um dos maiores em commoditites”, avalia.

No final do dia, um relatório da Insurance Insider informou que a Chubb é líder para colocação de propriedades na ponte Francis Scott Key, comprovando que nos Estados Unidos o seguro realmente faz parte da cultura da sociedade. Tem seguro para tudo. Outra informação que veio a público durante a tarde foi o custo de reconstrução da ponte, estimado em mais de US$ 600 milhões, de acordo com uma reportagem da Sky News. Outro comentário foi que a Aon intermediou a apólice da ponte para a sua construção, valor e substituição, mas os relatórios sugerem que quaisquer reclamações contra esta deverão resultar na sub-rogação da cobertura de seguro do armador.

O alvo das reparações das perdas deve se concentrar na seguradora que faz o seguro de responsabilidade civil do navio, que é de Cingapura.A seguradora mútua marítima com sede em Londres, The Britannia P&I Club, confirmou que o Dali é segurado pelo clube para proteção e responsabilidades de indenização. A embarcação também terá cobertura de casco e carga, disseram fontes.

Os clubes individuais retêm US$ 10 milhões em qualquer reivindicação, e as reivindicações superiores a US$ 10 milhões são compartilhadas entre os clubes do grupo. O grupo também compra resseguro de excesso de perdas do grupo para cobrir até US$ 3,1 bilhões no mercado aberto. A Axa XL lidera o grupo de cobertura de excesso de perdas, segundo informações divulgadas no site do Grupo Internacional, informa o portal Business Insurance.

Excedendo US$ 30 milhões, o pool do Grupo Internacional também é ressegurado pela Hydra Insurance Co. Ltd., cativa do grupo domiciliado nas Bermudas, uma empresa de telefonia celular incorporada. Cada um dos 12 clubes do Grupo tem sua própria conta ou célula segregada, delimitando seus ativos e passivos das outras células do clube.

Em comunicado, o Synergy Marine Group, gestor da embarcação, disse que os proprietários e gestores estão cooperando plenamente com os órgãos federais e estaduais. A causa exata do incidente ainda não foi determinada, disseram, acrescentando que não houve poluição.

Segundo fontes brasileiras e citadas por diversas mídias internacionais, o que está claro é que este acidente tem o potencial de se tornar a maior perda marítima segurada de sempre, ultrapassando o custo de mais de US$ 1,5 bilhão do evento Costa Concordia, que naufragou em 2012.

Os desastres marinhos mais caros dos EUA, segundo a Insurance Business

Derramamento de óleo em águas profundas da Horizon (2010)
Custo econômico: Mais de US$ 65 bilhões. O derramamento de óleo da Deepwater Horizon no Golfo do México é um dos desastres ambientais mais devastadores da história dos EUA. A BP, a empresa petrolífera responsável, gastou milhares de milhões em limpeza, restauração ambiental, multas e compensação por perdas económicas. Lloyd’s de Londres, Partner Re e Hannover Re tinham exposição, enquanto a BP tinha alguma cobertura de seguro através da sua cativa.

Derramamento de óleo do Exxon Valdez (1989)
Custo econômico: Os custos totais estimados, incluindo limpeza, multas e liquidações do derramamento de petróleo do Exxon Valdez, foram de cerca de 7 mil milhões de dólares. O derramamento de óleo do Exxon Valdez em Prince William Sound, no Alasca, causou danos ambientais de longo prazo. A International Tanker Indemnity Association supostamente pagou US$ 400 milhões após o vazamento, com a Exxon também tendo entrado com ações sob cobertura com um limite de US$ 600 milhões.

Derramamento de óleo em Cosco Busan (2007)
Custo econômico: Mais de US$ 100 milhões. O navio porta-contêineres Cosco Busan atingiu a ponte São Francisco-Oakland Bay, derramando aproximadamente 53.000 galões de óleo combustível na Baía de São Francisco. Os custos incluíram esforços de limpeza, restauração ambiental e compensação para empresas e comunidades afetadas.

Derramamento de óleo do comerciante americano (1990)
Custo econômico: Os custos estimados de limpeza e compensação foram superiores a 50 milhões de dólares. O petroleiro American Trader derramou quase 417 mil galões de petróleo bruto na costa de Huntington Beach, Califórnia, afetando a vida marinha e as praias locais.

Corretora de seguros Alper registra alta de 31% na receita em 2023, para R$ 319 milhões

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A corretora de seguros Alper, cujo controle foi adquirido gestora de private equity Warburg Pincus, em novembro passado, através de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), registrou receita líquida de R$ 319 milhões em 2023, crescimento de 31,3% na comparação anual.

Marcos Aurélio Couto, CEO da Alper, celebra que, mesmo diante de um ano desafiador como 2023, a empresa alcançou grandes números tanto na receita líquida trimestral quanto na anual. “Estamos felizes em compartilhar nosso excelente resultado. Este crescimento notável é fruto de uma estratégia consolidada de forte crescimento orgânico e através de fusões e aquisições, que nos permitiu desenvolver um portfólio abrangente de soluções e seguros”.

Durante a call de resultados com investidores, explica ainda que a diversificação de portfólio conquistada pela Alper trouxe expertise em multiprodutos e crescimento acelerado da empresa no mercado, sem comprometer a rentabilidade. O crescimento orgânico chegou a 13,3% durante o ano.

O EBITDA Ajustado ficou em R$ 68,3 milhões em 2023, aumento de 29,8% em relação ao ano anterior. O grupo avançou com a estratégia de crescimento por meio de aquisições, com Ágis e TRR, a maior até o momento. No início de 2024, adquiriu a MettaSeg, quarta aquisição focada no segmento de seguro transportes.

Couto destaca que o resultado favorável que fecha 2023 representa um grande avanço na companhia na busca por oportunidades de crescimento e oferta de valor aos seus acionistas e clientes. “Temos orgulho do que construímos até aqui, chegamos a mais de mil colaboradores, 19 escritórios espalhados pelo Brasil e mais de 15 mil empresas clientes, e temos certeza que o sentimento de crescimento seguirá e será representado em números ao longo de 2024”, afirma.

A unidade de Benefícios e Previdência foi responsável no quarto trimestre de 2023 por 40,7% da receita líquida da companhia, um avanço de 48,8% em comparação com o mesmo período de 2022. No acumulado de 2023, a unidade apresenta um crescimento de 28,9% atingindo R$131,4 milhões de receita. Já o maior crescimento entre anos está na unidade de Resseguros e Specialty com aumento de 97,4% da receita líquida. O bom resultado é fruto da performance orgânica do excelente resultado da Good Winds, empresa adquirida no final de 2022.

Outros destaques foram o segmento de Risco Corporativo e Transportes, que cresceram 12,4% e 37,4%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Cada unidade somou uma receita líquida de R$ 16,9 milhões e R$ 12,2 milhões no quarto trimestre, respectivamente, fechando o acumulado de 2023 com crescimento de 39,7% e 21,9%.

Seguradoras indenizaram US$ 117 bilhões por catástrofes em 2023, informa Swiss Re

US$ 291 bilhões em perdas econômicas causadas por 332 catástrofes em 2023, com 76 mil vítimas. Deste valor, o mercado de seguros indenizou US$ 117 bilhões. As catástrofes naturais responderam por US$ 280 bilhões das perdas econômicas, principalmente, pelo terremoto devastador na Turquia e na Síria, fortes tempestades (SCS) e inundações urbanas em grande escala, que resultaram em indenizações de US$ 108 bilhões no ano passado. As catástrofes feitas pelo homem resultaram em perdas de US$ 11 bilhões e US$ 9 bilhões em indenizações.

Este é o resultado do levantamento anual feito pelo Instituto Swiss Re. Segundo o estudo, as perdas seguradas poderão duplicar nos próximos dez anos, à medida que as temperaturas subirem e os eventos climáticos extremos se tornarem mais frequentes e intensos. Portanto, medidas de mitigação e adaptação são fundamentais para reduzir o risco de catástrofes naturais.

As perdas seguradas globais decorrentes de catástrofes naturais ultrapassaram o crescimento econômico global nos últimos 30 anos. De 1994 a 2023, as perdas seguradas ajustadas pela inflação decorrentes de catástrofes naturais foram em média 5,9% ao ano, enquanto o PIB global cresceu 2,7%. Por outras palavras, nos últimos 30 anos, o peso das perdas relativas em comparação com o PIB duplicou.

“Mesmo sem uma tempestade histórica da escala do furacão Ian, que atingiu a Flórida no ano anterior, as perdas globais por catástrofes naturais em 2023 foram graves. Isto reconfirma a tendência de perdas de 30 anos que está ocorrendo. A acumulação de ativos em regiões vulneráveis a catástrofes naturais tem sido impulsionada pela acumulação de activos em regiões vulneráveis a catástrofes naturais”, comentou Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do grupo Swiss Re.

“No futuro, contudo, devemos considerar algo mais: a intensificação dos riscos relacionados com o clima. Tempestades mais violentas e inundações maiores alimentadas pelo aquecimento do planeta deverão contribuir mais para as perdas. Isto demonstra quão urgente é a necessidade de ação, especialmente quando se leva em conta a inflação estruturalmente mais elevada que fez com que os custos pós-desastre disparassem”, acrescentou o economista em nota sobre a divulgação do estudo.

Moses Ojeisekhoba, CEO de Clientes e Soluções Globais da Swiss Re, afirmou que “à medida que os riscos climáticos se intensificam devido às mudanças climáticas, a avaliação de risco e os prêmios de seguro precisam acompanhar o cenário de risco em rápida evolução. Olhando para o futuro, devemos nos concentrar na redução das perdas”.

2023 foi o ano mais quente já registado e o início de 2024 está a seguir o exemplo. Manter o seguro patrimonial sustentável e acessível requer um esforço concertado por parte da indústria privada, do setor público e da sociedade em geral – não apenas para mitigar os riscos climáticos, mas para se adaptar a um mundo de clima mais intenso, destaca o CEO.

Terremoto: principal causa de perdas em 2023

A catástrofe natural mais destrutiva do ano foi o terramoto na Turquia e na Síria, em Fevereiro, com perdas seguradas estimadas em US$ 6,2 bilhões. O ano de 2023 também foi marcado por uma alta frequência de eventos, já que 142 catástrofes naturais seguradas estabeleceram um novo recorde. A maioria foi de gravidade média, resultando em perdas de US$ 1 a 5 bilhões. Houve pelo menos 30 eventos deste tipo em 2023, muito mais do que a média dos dez anos anteriores (17). Desses eventos, 21 foram tempestades, um novo recorde. O número destes eventos de gravidade média cresceu 7,5% desde 1994, quase o dobro do aumento de 3,9% nas catástrofes em geral.

Depois dos ciclones tropicais, as tempestades severas estabeleceram-se como o segundo maior perigo gerador de perdas devido às exposições causadas pela urbanização e pelo crescimento económico e populacional. As tempestades de granizo são, de longe, o principal contribuinte para as perdas seguradas, responsáveis por 50-80% de todas as perdas seguradas causadas por SCS, termo genérico para uma série de perigos, incluindo tornados, ventos em linha reta e grandes pedras de granizo.

SCS são eventos climáticos frequentemente observados que se desenvolvem quando o ar quente e úmido sobe da superfície da Terra para as camadas superiores da troposfera, levando à formação de nuvens altas, relâmpagos e trovões. Enquanto isso, parcelas de ar frio chegam à superfície da Terra, trazendo fortes rajadas de vento, chuva ou até mesmo granizo. As perdas seguradas globais da SCS acumularam um novo recorde de 64 mil milhões de dólares a nível mundial em 2023, 85% originadas nos EUA.

As perdas seguradas relacionadas com o SCS registaram o crescimento mais rápido na Europa, ultrapassando os 5 mil milhões de dólares em cada um dos últimos três anos. O risco de granizo, em particular, está a aumentar, principalmente na Alemanha, Itália e França.

O aumento da exposição devido ao crescimento econômico e populacional, à urbanização e à acumulação de riqueza continua a ser a principal força por detrás do aumento das perdas relacionadas com o SCS, e os efeitos das alterações climáticas deverão exacerbar a tendência. Outro fator são as mudanças nas vulnerabilidades de exposição, como o rápido crescimento das instalações de sistemas de energia solar nos telhados.

O primeiro passo para reduzir as perdas é reduzir o potencial de perdas através de medidas de adaptação, como a aplicação de códigos de construção, a construção de barreiras de proteção contra inundações e o desencorajamento do assentamento em áreas propensas a perigos naturais. Além disso, uma colaboração com seguradoras primárias, associações de seguros e o setor público permite uma troca de dados que é fundamental para a mitigação partilhada de riscos.

MDS Brasil compra FFC Serviços Financeiros e fortalece posição no segmento de seguros massificados

A corretora de seguros MDS Brasil anuncia a aquisição da FFC Serviços Financeiros. Essa incorporação faz parte do plano de expansão e consolidação da MDS Brasil no segmento de Affinity, composto por programas de vendas de seguros massificados através de canais de distribuição de empresas parceiras.

“A aquisição da FFC Serviços Financeiros representa um passo significativo para a MDS Brasil no fortalecimento de nossa atuação no mercado de seguros massificados. Estamos entusiasmados com a operação, que agrega à MDS Brasil novos clientes, uma renomada equipe, conhecimento e tecnologia na área”, conta Ariel Couto, CEO da MDS Brasil, em nota enviada à imprensa.

Para Thomaz Tescaro, VP de Affinity e Bancassurance da MDS Brasil, “a operação fortalece o ecossistema da MDS Brasil, que já vem atuando com destaque no segmento de seguros massificados, ao permitir a combinação do conhecimento, práticas e processos de cada empresa, em prol de se proporcionar um serviço ainda melhor aos clientes”.

A FFC Serviços Financeiros, que atua no mercado desde 2008, é conhecida por assessorar seus clientes na estruturação, implementação e gestão de programas de venda de seguros, buscando aumentar a sua lucratividade e a eficiência. A empresa possui uma sólida reputação com mais de 35 empresas atendidas e mais de 90 projetos executados em todo o país, tendo sido responsável pela geração de aproximadamente R$500 milhões em prêmios de seguros junto ao mercado no ano de 2023.

Os sócios fundadores, André Feltrin, José Eduardo Fadul e Roberto Coelho, além do atual General Manager Pedro Gutemberg, se juntam ao time executivo da MDS Brasil e seguem à frente da operação.

“Estamos muito felizes com a concretização dessa operação com a MDS Brasil.  Iniciamos um novo capítulo na história da FFC Serviços Financeiros onde, além de seguirem contando com o relacionamento e apoio que tiveram até hoje, nossos clientes passam a ter acesso também a uma gama muito maior de produtos e serviços em seguros, além do respaldo de um dos maiores grupos globais de corretagem”, dizem os executivos.