VALOR: Pai de Vorcaro contrapôs seguradoras por crédito de carbono

Fonte: Valor, por Rita Azevedo

Em meio à batalha judicial das seguradoras para barrar uma lei que as obriga a investir parte de suas reservas técnicas e provisões em créditos de carbono, Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, do Banco Master, tentou convencê-las a mudar de ideia, apurou o Valor.

Em março de 2025, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apresentou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra um dispositivo da Lei nº 15.042, de 2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).

Um dos artigos do texto determina que seguradoras, entidades de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores adquiram créditos de carbono ou cotas de fundos de investimento nesses ativos no percentual mínimo de 0,5% ao ano sobre suas reservas técnicas e provisões – valores que as seguradoras são obrigadas a separar e manter aplicados para garantir que terão dinheiro suficiente para pagar indenizações futuras aos segurados.

Após a apresentação da ADI, Henrique Vorcaro buscou pessoalmente contato com representantes do setor segurador para tentar uma espécie de negociação, visando manter a obrigatoriedade do investimento nos créditos de carbono, disseram fontes. O argumento usado era de que os recursos seriam cruciais para o crescimento desse mercado e beneficiaria essencialmente o país.

A família Vorcaro tem relação com ativos ambientais associados à contabilização de carbono em florestas por meio da Alliance Participações e Investimentos. A empresa tem como sócios, além de Henrique Vorcaro, sua filha, Natália Vorcaro. Fontes ouvidas pelo Valor reforçam que, além do empresário, nomes de partidos do Centrão tentaram articulações no mesmo sentido, mas não tiveram sucesso.

A ADI 7795 começou a ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 19 de dezembro. O julgamento foi interrompido ontem a pedido do ministro Cristiano Zanin. Até agora, foram três votos favoráveis à derrubada da obrigação dos investimentos.

O relator da ação, ministro Flávio Dino, disse, durante o voto, que ao obrigar apenas as empresas seguradoras a investir nos créditos de carbono, o Legislativo cometeu discriminação, especialmente levando em conta que as empresas do setor não são as maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa.

“O critério de diferenciação – ser sociedade seguradora, entidade aberta de previdência complementar, sociedade de capitalização e ressegurador local – não está diretamente vinculado ao propósito da norma, na medida em que tais entidades não são as maiores contribuintes para emissão de gases de efeito estufa. Há, portanto, violação ao princípio da isonomia”, afirmou o ministro.

Pelo mesmo motivo, Dino também considerou violado o princípio do poluidor-pagador. Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli acompanharam o voto do relator.

O parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) tinha seguido a mesma linha. Na manifestação sobre o tema, Paulo Gonet, disse que não havia o que se criticar “quanto à constitucionalidade da lei sob o ângulo formal”, mas que, em relação à compatibilidade material das normas impugnadas com princípios constitucionais da isonomia, da proporcionalidade, da livre iniciativa e da segurança jurídica há alguns pontos que devem ser considerados.

Um deles é que a escolha das entidades “que devem suportar o ônus do financiamento da medida de estímulo ao mercado de carbono” se deu, basicamente, porque essas instituições dispõem de uma vasta reserva financeira, caracterizada pela liquidez e que está sujeita a regulação pelo Poder Público.

Para Gonet, a escolha das instituições operadoras do Sistema Financeiro Nacional (SFN) para financiar o mercado de crédito de carbono se baseou em fatores insuficientes para se justificar constitucionalmente. “Do fato de essas entidades disporem de recursos consideráveis para serem investidos não se pode deduzir que se possa, só por isso, obrigá-la a alocá-los em um determinado mercado, independentemente de as finalidades deste ostentarem elevado sentido social”, diz.

Ainda não é claro quando as seguradoras devem começar a cumprir a lei, caso o dispositivo continue valendo, já que será necessário um processo de regulamentação. Na redação original, as seguradoras deveriam cumprir a obrigação no ano de entrada em vigor da lei e o percentual de destinação era maior, equivalente a 1% das reservas técnicas. Isso foi posteriormente modificado, com a exclusão do prazo e a redução da parcela para 0,5%.

Em novembro, o Ministério da Fazenda informou que, antes da regulamentação da lei, haverá uma consulta pública sobre como se dará essa aplicação.

Procurada, a CNseg não quis se manifestar. A defesa de Henrique Vorcaro não comentou.

Porto registra lucro líquido recorde de R$ 3,4 bilhões e amplia rentabilidade para 22,7%

Porto, com 19 milhões de clientes, encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 3,4 bilhões, alta de 28% em relação a 2024, em um ano marcado pela celebração de seus 80 anos. A receita anual alcançou R$ 41 bilhões, crescimento de 12%, enquanto a rentabilidade sobre o patrimônio (ROAE) avançou 2,7 pontos percentuais, para 22,7%. As verticais de saúde, banco e serviços representaram, juntas, 49% do total da companhia. Com a menor dependência do seguro automóvel — hoje responsável por cerca de 30% do resultado, ante participação maior em anos anteriores —, o impacto da volatilidade é avaliado como significativamente menor.

O desempenho foi impulsionado pela diversificação do portfólio. As verticais de Saúde, Banco e Serviços passaram a responder por 49% do total da companhia, aumento de 7 pontos percentuais frente a 2024, com retornos individuais superiores a 23%. Segundo a empresa, a estratégia de fortalecimento do ecossistema contribuiu para um crescimento mais equilibrado e sustentável.

No quarto trimestre de 2025, os resultados também avançaram em dois dígitos. As receitas somaram R$ 11 bilhões, alta de 11% na comparação anual, e o lucro líquido atingiu R$ 839 milhões, crescimento de 25%. O ROAE do período ficou em 22,5%, mantendo-se acima do patamar de 20%.

O resultado financeiro foi de R$ 289 milhões no trimestre, aumento de 6%. Já a receita da carteira de aplicações financeiras, excluindo previdência, ALM e rolagem de títulos, chegou a R$ 473 milhões, equivalente a 79% do CDI, reflexo principalmente da maior alocação em títulos indexados à inflação. A companhia realizou ainda uma rolagem de carteira de R$ 109 milhões, com efeito esperado de alongamento do duration e elevação das taxas médias desses papéis.

O índice de eficiência operacional permaneceu estável no trimestre, em 11,2%. No acumulado do ano, o indicador recuou para 10,9%, melhora de 0,4 ponto percentual em relação a 2024, marcando o sexto ano consecutivo de ganho de eficiência, segundo a empresa.

Paulo Kakinoff demonstra otimismo em relação a 2026 e avalia que o mercado brasileiro de seguros dá sinais claros de vigor, sobretudo em função da ainda baixa penetração dos produtos no país. Segundo o executivo, esse fator estrutural cria uma correlação direta com o potencial de crescimento do setor nos próximos anos.

Na comparação internacional, Kakinoff destaca que o Brasil ainda está muito aquém dos principais mercados globais. Especificamente em vida, a média mundial de penetração dos seguros gira em torno de 4% do PIB, no Brasil esse percentual não chega a 1%. Em países como a Itália, a taxa é de 2,8%; nos Estados Unidos, alcança 5,1%; e, em Hong Kong, chega a 17,4%. Até mesmo mercados desenvolvidos com menor peso relativo, como a Austrália, apresentam cerca de 1% do PIB em seguros, patamar ainda distante da realidade brasileira.

Para o CEO, a expansão da demanda vem acompanhada de um processo de transformação na forma como os seguros são distribuídos e comercializados, com modelos mais fluidos, simples e adaptados às necessidades dos clientes, o que ajuda a destravar o acesso aos produtos.

Otimismo com 2026

O grupo Porto projeta receita financeira entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,8 bilhão para 2026, após essa linha ter alcançado R$ 1,4 bilhão no ano anterior. Na vertical mais recente, de serviços, a expectativa é de receita entre R$ 2,6 bilhões e R$ 2,9 bilhões, com índice de G&A de 9% a 10%.

Na Porto Seguro, as receitas e prêmios totalizaram R$ 5,8 bilhões, crescimento de 3%, com destaque para os segmentos patrimonial e vida. No seguro auto, os prêmios ficaram praticamente estáveis, enquanto a frota segurada avançou 4%. O lucro do período foi de R$ 459 milhões. Já a Porto Serviço registrou receita de R$ 663 milhões, alta de 3%, com forte expansão dos produtos digitais, e lucro trimestral de R$ 84 milhões, crescimento de 42%.

Para a vertical de seguros, a companhia estima que o prêmio ganho crescerá entre 3% e 7%, que a sinistralidade ficará na faixa de 50,5% a 54,5% e que o índice de G&A será de 10% a 10,6%. No seguro automóvel, Kakinoff avalia que, apesar de a penetração ainda ser inferior à observada em outros mercados internacionais, trata-se de um dos ramos mais consolidados no Brasil, com forte tradição. Ainda assim, apenas cerca de 20% da frota nacional conta com cobertura. O executivo destaca que o segmento se beneficia da customização de produtos e da integração com outras soluções, embora o ritmo de crescimento permaneça condicionado à venda de veículos novos.

A Porto Saúde apresentou crescimento de 23% na receita, para R$ 2,3 bilhões, influenciada pelo aumento de 23% no número de beneficiários de seguro saúde e de 19% em odontologia. Em saúde, a Porto projeta aumento de 14% a 22% no prêmio ganho, sinistralidade de 72% a 77% e índice de G&A de 4,7% a 5,7%. Kakinoff observa que o mercado permaneceu por anos praticamente estacionado em torno de 50 milhões de segurados. Nos períodos mais difíceis, esse número chegou a recuar para 49 milhões ou avançar marginalmente para 51 milhões. Mais recentemente, no entanto, o total do setor de saúde suplementar atingiu cerca de 52 milhões de beneficiários, sinalizando uma retomada apoiada no lançamento de produtos mais customizados e com preços mais acessíveis. Nesse contexto, ele cita iniciativas como o Porto Bairro, voltado à inserção de pequenas e médias empresas no mercado de saúde suplementar, com foco na utilização da rede local de hospitais e clínicas. A proposta permite mensalidades abaixo de R$ 200 por vida, ampliando o acesso e a capilaridade da oferta.

No braço de serviços, a Porto Serviço encerrou o período com receita de R$ 663 milhões, alta de 3%, com destaque para a forte evolução dos produtos digitais, que avançaram 38% no quarto trimestre de 2025 e 73% no acumulado do ano, enquanto o resultado trimestral alcançou R$ 84 milhões, crescimento de 42%. Segundo o executivo, a companhia construiu uma operação de serviços com ampla cobertura geográfica e elevados níveis de NPS, voltada principalmente ao mercado endereçável de serviços residenciais, ainda marcado pela predominância da economia informal.

Kakinoff afirma que a estrutura já está preparada para atender tanto a demanda de seguros residenciais quanto vendas avulsas, por meio de varejistas, montadoras e outros canais parceiros. Atualmente, a Porto conta com mais de 60 parceiros ativos, base que cresce mês a mês e tem potencial para dobrar. O executivo ressalta que, apesar de ser um negócio desafiador, que exige energia e disciplina operacional para ganhar escala, os resultados vêm da própria operação integrada ao ecossistema da companhia, sem depender de iniciativas fora do grupo Porto.

O Porto Bank registrou crescimento de 31% na receita trimestral, para R$ 2,1 bilhões, puxado pelo avanço do consórcio, cartões, financiamentos, empréstimos e capitalização. O lucro líquido do banco somou R$ 219 milhões, alta de 35%. Na Porto Saúde, a receita cresceu 23%, alcançando R$ 2,3 bilhões, com aumento do número de beneficiários em saúde e odontologia. O lucro foi de R$ 170 milhões, avanço de 22%, com índice combinado de 89%. O Porto Bank deve registrar receita total entre R$ 7,5 bilhões e R$ 7,9 bilhões em 2026, com índice de eficiência de 27% a 31% e perdas de crédito estimadas entre R$ 2,7 bilhões e R$ 3,1 bilhões.

Além dos resultados financeiros, a companhia celebrou em 2025 a inclusão no IBrX 50, após completar um ano no Ibovespa, reforçando sua presença entre as empresas mais líquidas da B3. A Porto também manteve reconhecimento em rankings de marca e gestão de pessoas, além de elevados índices de satisfação dos clientes.

“Esses números são reflexo da qualidade das soluções e do atendimento oferecidos aos nossos mais de 18 milhões de clientes. Em 2025, celebramos nossos 80 anos com a certeza de que a essência que nos trouxe até aqui é o que vai nos levar adiante”, finalizou o CEO do Grupo Porto.

Porto Serviço bate recorde e atende 23 mil chamados em um único dia 

A Porto Serviço, empresa do Grupo Porto especializada em serviços emergenciais e de manutenção para casa e carro, registrou recorde em janeiro com 23 mil atendimentos em um único dia. 

Mais do que um marco, esse número mostra a alta capacidade da empresa de atender à crescente demanda por serviços residenciais ou para o carro, reforça a estratégia de democratizar o acesso a serviços de qualidade, com a confiança e a garantia da marca Porto, e de estar por perto em todos os momentos da vida – da assistência emergencial, à conveniência de uma manutenção programada. 

“Durante a Alta Temporada, que vai de dezembro a março, a Porto é, historicamente, mais acionada, mas a média ficava em torno de 15 mil atendimentos por dia, e este ano passamos muito dessa marca”, comenta Marcelo Sebastião, diretor de Operações da Porto Serviço, que reforça a importância dos investimentos da companhia na capacitação da rede de prestadores de serviços em 2025. 

“No ano passado, fizemos um trabalho intenso com os prestadores em todas as principais cidades do País para habilitá-los para o atendimento dos mais diversos serviços, e agora vimos o quão preparados estamos para o aumento da demanda”, diz. 

O volume recorde de atendimentos não aconteceu por acaso. O movimento é impulsionado pelas estratégias da Porto Serviço que ampliam a atuação junto a grandes empresas por meio de parcerias, e pela venda de serviços avulsos ou via planos por assinatura. Somada a isso, a expansão do portfólio da Porto Serviço, que hoje conta com mais de 50 serviços para casa e carro, garante uma crescente sólida. 

A soma de uma rede de prestadores distribuídos por todo o Brasil, com as estratégias da empresa para crescer de maneira sustentável reforçam o plano de crescimento da unidade de negócio.

Tokio Marine cresce 15,4% no Rio de Janeiro e Espírito Santo

A Tokio Marine Seguradora anuncia crescimento de 15,4% na Diretoria Regional RJ/ES, com faturamento de mais de R$ 1,15 bilhão em 2025 e desempenho positivo em todas as Linhas de Negócio como nas carteiras de Auto (14,9%), RD Massificados (20,1), Vida (12,1%) e Produtos PJ (19,5%).
 

Segundo o Diretor Comercial Regional RJ/ES, Sérgio Brito, o último ano foi extremamente positivo, resultado do trabalho integrado entre o time Comercial, Corretores e Assessorias. “Esse desempenho reflete a forte especialização técnica da Tokio Marine em todas as suas áreas de atuação, aliada a investimentos consistentes em tecnologia, excelência operacional e uma equipe comercial preparada para atender com proximidade e dedicação”, explica. “A forma como nos relacionamos com os Corretores e Assessorias, oferecendo suporte técnico e atuando lado a lado, tem sido um diferencial claro no mercado. Aqui, acolhemos e apoiamos verdadeiramente nossos parceiros”, reforça.
 

Para 2026, o objetivo é continuar com o crescimento de dois dígitos e ultrapassar a marca de R$ 1,3 bilhão. “Queremos seguir obtendo bons resultados em todas as carteiras em que atuamos, com foco em PJ, Vida, Fiança e Residencial, seguindo com qualidade nas entregas e no suporte comercial e técnico para auxiliar Corretores e Assessorias no fechamento de novos negócios”, finaliza. 

Mapfre divulga resultado de edital dos projetos incentivados de 2025/2026

Letícia Matuck, gerente de eventos e patrocínios da Mapfre

A Mapfre anuncia os projetos contemplados por seu edital de patrocínios incentivados para 2026. Os investimentos priorizam iniciativas de cultura, esporte, saúde e inclusão social e integram a estratégia da companhia para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

Os projetos selecionados se enquadram nas Leis de Incentivo à Cultura e ao Esporte, bem como fundos da Infância, Adolescência e do Idoso. Também foram escolhidos programas federais de apoio à atenção oncológica (PRONON) e à saúde da pessoa com deficiência (PRONAS).
 

Para a gerente de eventos e patrocínios da Mapfre, Letícia Matuck, a escolha dos projetos reflete o DNA de cuidado da marca. “Nosso objetivo é incentivar projetos que buscam um impacto positivo em nossa sociedade, abrangendo diferentes aspectos da vida comunitária. Os patrocínios nos ajudam a identificar e apoiar iniciativas que fazem a diferença na vida das pessoas e se conectam com o nosso propósito de cuidado”, explica a executiva. 
 

O processo de seleção dos projetos foi conduzido por um Comitê de Patrocínios da MAPFRE, que avaliou todas as inscrições com base em critérios como impacto social, inovação, sustentabilidade e alinhamento com os valores da companhia.
 

Entre os selecionados estão grandes produções culturais que celebram a música brasileira, como os musicais de Gilberto Gil e Tom Jobim. No pilar esportivo, a companhia mantém sua presença em competições de alto rendimento, como a Porsche Cup, e segue fomentando o esporte e lazer por meio de projetos como o circuito “Desbrava” e o “Educação Através do Esporte”. 
 

O cuidado à longevidade também ganha força com o apoio a programas de inteligência artificial, tecnologia e lazer para a terceira idade, além de aportes tecnológicos essenciais para a saúde pública, como a implementação de cirurgia robótica em oncologia urológica da Santa Casa de Misericórdia da Bahia. 
 

Já o apoio ao Fundo da Infância e Adolescência é realizado por meio de ações como as oficinas de Dança para crianças e jovens do Instituto Olga Kos o projeto “Quixote Jovem Cidadão”, que visa desenvolver competências para o mundo do trabalho e estimular o protagonismo de adolescentes em vulnerabilidade social em São Paulo.

MetLife abre inscrições para Programa de Estágio 2026

A MetLife Brasil, uma das maiores empresas de serviços financeiros do mundo, abriu inscrições para o programa de estágio NextGen 2026, voltado a estudantes universitários com previsão de formatura a partir de junho de 2028. O prazo para candidatura vai até 28 de fevereiro. Com oportunidades em diferentes áreas, o programa busca atrair jovens talentos interessados em desenvolvimento profissional, protagonismo e crescimento na companhia. Não há limite de idade para participação. 

Durante o processo seletivo, a MetLife adota uma abordagem de “portas abertas”, oferecendo aos candidatos um dia de imersão presencial para vivenciar a cultura da companhia e conhecer as oportunidades do programa. Os participantes também terão contato com estagiários que já atuam na empresa, que compartilharão suas experiências e estarão disponíveis para esclarecer dúvidas sobre a rotina e o ambiente de trabalho.

“O Programa de Estágio MetLife 2026.1 foi estruturado para oferecer uma experiência prática de aprendizado e desenvolvimento desde o início do processo seletivo. A proposta é atrair estudantes com perfil curioso e protagonista, que queiram construir uma trajetória profissional em um ambiente colaborativo e voltado ao crescimento”, afirma Gustavo Fermino, diretor de Recursos Humanos da MetLife Brasil.

Inscrições e seleção

Os interessados podem se inscrever por meio do link de Programa NextGen 2026.1. Para participar, é recomendável ter conhecimentos no pacote Office, disponibilidade para atuação em modelo híbrido na região da Berrini, em São Paulo, e estar cursando ensino superior em áreas como administração, economia, ciências contábeis, ciências atuariais, psicologia, marketing, publicidade e propaganda, engenharias, estatística e cursos correlatos.

O prazo de inscrição se encerra em 28 de fevereiro. Ao longo do processo seletivo, a companhia prioriza a troca de experiências e a comunicação contínua com os candidatos, desde as etapas iniciais até o início oficial dos aprovados.

“Com 157 anos de atuação global, a MetLife convida estudantes que desejam iniciar sua trajetória profissional em uma companhia presente em diferentes mercados e culturas”, finaliza Fermino.

Bradesco Seguros integra soluções digitais e fortalece Minhas Proteções no aplicativo

Dando mais um passo em sua jornada de inovação, a Bradesco Seguros amplia o Minhas Proteções, solução digital que concentra, em um só lugar, as principais informações sobre seguros e produtos de previdência complementar contratados pelos clientes ou compartilhadas de outras instituições. Focada em facilitar a visualização e a gestão das proteções pessoais, a ferramenta foi desenvolvida para oferecer mais praticidade, autonomia e clareza ao cliente. 

“O Minhas Proteções nasce para simplificar a vida dos nossos clientes, reunindo, em um único ambiente digital, informações importantes sobre seus seguros e previdência, reforçando nosso compromisso com a inovação e a experiência digital do cliente”, afirma Guilherme Jun Haraguchi, Superintendente da Bradesco Seguros. 

A funcionalidade permite que o cliente visualize seus produtos de forma integrada, mesmo que tenham sido contratados de outras instituições, sem a necessidade de acessar diferentes plataformas. Isso garante mais controle e organização das suas proteções, com uma experiência fluida e centralizada. 

Com mais de 40 serviços disponíveis, relacionados a Saúde, Dental, Auto, Residencial, Vida, Seguro Viagem, Capitalização e Previdência, o app da Bradesco Seguros oferece acesso rápido a funcionalidades como: 

  • Emissão de 2ª via de boleto 
  • Consulta de coberturas e assistências 
  • Visualização de carteirinhas de saúde e dental 
  • Busca de médicos e clínicas credenciadas 
  • Solicitação de reembolsos 
  • Contratação de produtos, como o plano Dental, diretamente pelo aplicativo 

A iniciativa acompanha as transformações do setor, fortalecendo a experiência do cliente em um ambiente cada vez mais digital e conectado, consolidando a Bradesco Seguros como referência em inovação no ecossistema de seguros. 

Beazley sinaliza apoio a oferta de 8 bilhões de libras da Zurich


Fonte: Reuters

A seguradora britânica especializada Beazley recomendaria uma oferta adoçada de aquisição no valor de 8 bilhões de libras (US$ 10,97 bilhões) pela Zurich Insurance Group assim que a empresa suíça fizer uma proposta firme, informou a Beazley nesta quarta-feira, após rejeitar múltiplas ofertas anteriores.

Pela proposta aprimorada, a Zurich — a segunda maior seguradora da Europa — pagaria 1.310 pence por ação em dinheiro, além de dividendos permitidos de até 25 pence por ação, avaliando a Beazley em até 1.335 pence por ação.

A Beazley havia rejeitado em janeiro uma oferta de 1.280 pence por ação da Zurich, depois de também ter recusado, em junho do ano passado, uma proposta de 1.315 pence.

O conselho da Beazley afirmou estar inclinado a recomendar a oferta caso a Zurich apresente uma proposta formal até 16 de fevereiro, conforme as regras britânicas de aquisições.

“Após o anúncio, os riscos parecem baixos — tanto de surgir uma oferta concorrente quanto de haver ameaça ao fechamento da operação”, disse Mark Kelly, CEO da consultoria MKI Global.

A aquisição da Beazley daria à Zurich uma presença mais forte em seguros especializados, que abrangem áreas como cibernético, marítimo, aviação e espaço, além de obras de arte, e ampliaria sua atuação no Reino Unido em um momento em que a exposição aos Estados Unidos e o dólar fraco têm pesado sobre o desempenho e as ações do grupo.

“A Zurich aguarda com expectativa o início da due diligence confirmatória na Beazley e trabalhar com a Beazley rumo a um anúncio de oferta vinculante”, afirmaram as empresas em comunicado conjunto.

A operação também marcaria mais uma investida estrangeira sobre uma companhia listada em Londres, com as avaliações relativamente mais baixas no Reino Unido continuando a atrair compradores internacionais.

A seguradora suíça havia divulgado na segunda-feira uma participação de 1,47% na Beazley.

IRB confirma novos processos arbitrais na B3 com pedidos que somam R$ 330 milhões

Fonte: Infomoney

O IRB (IRBR3) confirma que foram protocolados dois processos arbitrais contra a companhia na Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM), após a B3 pedir esclarecimentos sobre reportagem do Valor Econômico intitulada “Itaú Asset e mais 90 fundos entram com novas arbitragens contra o IRB”.

A matéria apontava que a Itaú Asset, representando alguns de seus fundos, teria se unido a outros investidores em uma arbitragem e que o escritório Modesto Carvalhosa, Kuyven e Ronco Advogados teria ingressado com novo processo em nome de cerca de 90 fundos, com pedido de indenização que poderia alcançar aproximadamente R$ 1 bilhão.

Em resposta, o ressegurador afirmou que, no dia da publicação da reportagem, não tinha conhecimento dos procedimentos citados. Segundo o IRB Re, apenas na manhã de 2 de fevereiro foi notificado pela CAM sobre o pedido de instauração do Procedimento Arbitral CAM 319/26, que envolve fundos administrados pela Itaú Unibanco Asset e outros que já haviam figurado como requerentes no Procedimento CAM 238/23, instaurado em janeiro de 2023 e do qual parte dos investidores havia sido excluída anteriormente por questões formais, conforme divulgado ao mercado.

O IRB acrescentou que, em 3 de fevereiro, recebeu nova notificação referente ao Procedimento Arbitral CAM 316/25, que reúne 76 pessoas jurídicas, muitas delas fundos de investimento.

De acordo com a companhia, ambos os processos têm como principal pedido a condenação ao pagamento de indenizações por supostos prejuízos decorrentes da queda no valor de mercado das ações.

Nos documentos apresentados até agora, o IRB informou que, no caso do CAM 319/26, os requerentes são representados pelo escritório Condini e Tescari Advogados e que o valor da causa foi fixado provisoriamente em R$ 10 milhões, apenas para fins de custas processuais. Já no CAM 316/25, os investidores são representados pelo escritório Modesto Carvalhosa, Kuyven e Ronco Advogados, com valor estimado provisoriamente em R$ 320 milhões.

Chubb vê mercado de seguros corporativos mais competitivo em meio a transição gradual

O ambiente de subscrição em seguros patrimoniais e de responsabilidade civil (property/casualty) para empresas está em “transição” há alguns trimestres, com o mercado global se tornando gradualmente mais competitivo a cada período, afirmou na quarta-feira o CEO da Chubb.

Segundo Evan G. Greenberg, a concorrência tem se mostrado mais acentuada nos seguros patrimoniais para grandes contas e no segmento upper middle market. Em responsabilidade civil, os preços seguem em processo de ajuste: continuam a se fortalecer nas áreas que ainda exigem recomposição de taxas, enquanto, nos segmentos onde isso não é necessário, os aumentos de preços perderam ritmo. Já as linhas financeiras permanecem em um ambiente mais frouxo de precificação.

Os comentários foram feitos durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre, período em que o lucro líquido da Chubb avançou 24,7%, para US$ 3,21 bilhões, impulsionado por um índice combinado recorde para o trimestre, de 82,1%. Com isso, o índice combinado anual atingiu o menor nível histórico da companhia, em 85,7%, melhorando frente aos 86,6% registrados em 2024.

A redução das perdas com catástrofes e o aumento da receita financeira também contribuíram para o desempenho. Os prêmios emitidos líquidos no quarto trimestre cresceram 8,9%, para US$ 13,13 bilhões. Em property/casualty, os prêmios avançaram 7,7%, para US$ 11,31 bilhões, enquanto o resultado de subscrição saltou 39,6%, alcançando US$ 2,2 bilhões.

As perdas com catástrofes antes de impostos somaram US$ 365 milhões no trimestre, queda expressiva em relação aos US$ 607 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A receita líquida de investimentos aumentou 8,0%, para US$ 1,69 bilhão.

As operações de seguros agrícolas da Chubb na América do Norte tiveram desempenho especialmente forte no quarto trimestre, com crescimento de prêmios superior a 45%. Na região, os prêmios de property/casualty cresceram mais de 6,5%, com destaque para o middle market e o small commercial, ambos com alta acima de 6%. Os prêmios de property/casualty avançaram 7,5%, enquanto as linhas financeiras cresceram 1,5%. Os novos negócios nos segmentos de middle market e small commercial foram considerados fortes, com expansão superior a 17% em relação ao ano anterior.

No consolidado de 2025, os prêmios emitidos líquidos da Chubb cresceram 6,6%, totalizando US$ 54,84 bilhões. Em property/casualty, os prêmios alcançaram US$ 47,56 bilhões, alta de 5,4%, enquanto o resultado de subscrição do segmento avançou 11,6%, para US$ 6,53 bilhões. O índice combinado de property/casualty melhorou para 86,0%, ante 86,6% em 2024.

As perdas com catástrofes antes de impostos somaram US$ 2,92 bilhões no ano, acima dos US$ 2,39 bilhões registrados em 2024. Já a receita líquida anual de investimentos cresceu 9,0%, para US$ 6,47 bilhões.