Seguradoras projetam investir R$ 2,8 bilhões em Inteligência Artificial em 2026, segundo CNseg

A Inteligência Artificial deixou de ser pauta experimental para se consolidar como prioridade estratégica nas seguradoras brasileiras. É o que mostra o novo estudo da CNseg, a Confederação das Seguradoras, em parceria com a consultoria EY, que aprofunda a análise sobre a aplicação de IA no setor e revela um movimento já disseminado nas companhias, ainda que com impactos financeiros predominantemente incrementais.

O levantamento indica que o setor segurador brasileiro investe cerca de R$ 20 bilhões por ano em tecnologia, e a previsão para 2026 apenas em IA é de R$ 2,8 bilhões, R$ 2 bilhões acima do valor aportado no ano passado, distribuídos em praticamente todas as áreas das companhias — do atendimento e backoffice às operações e tecnologia da informação. Dentro desse montante, a IA vem ganhando peso como agenda prioritária, citou Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira pela manhã.

“Trata-se de um movimento que já está presente nas companhias. A Inteligência Artificial deixou de ser uma hipótese e passou a integrar os processos. Saímos do estudo convictos de que a maioria das empresas enxerga a IA como oportunidade concreta de melhorar eficiência e produtividade”, afirma

Segundo ele, diante da centralidade do tema no cenário global, a confederação decidiu aprofundar o diagnóstico. O novo estudo mostra que os investimentos em IA estão distribuídos principalmente nas frentes de experiência do cliente, operações e tecnologia. “O setor já demonstrava no estudo anterior que tecnologia era investimento prioritário. Agora vemos que a IA ocupa posição estratégica dentro dessa agenda”, acrescenta Dyogo.

A adoção é ampla: 80% das empresas já implementaram soluções de IA. Essas companhias respondem por aproximadamente R$ 210 bilhões do faturamento do setor, o equivalente a cerca de 50% do market share. Para Alexandre Leal, diretor técnico da CNseg, isso demonstra que o avanço não está restrito a nichos. “Estamos falando das maiores empresas do mercado, com escala relevante. A IA já é realidade operacional”, diz.

A motivação é clara. Segundo o estudo, 81% apontam melhoria da experiência do cliente como principal razão para investir em IA. Em seguida aparecem automação de tarefas (69%) e redução de custos (65%). Diferenciação competitiva é citada por 50%, geração de novas receitas por 35% e reforço da segurança e gestão de risco por 15%. “Quando perguntamos sobre o foco estratégico, 100% mencionam produtividade. A IA é vista, antes de tudo, como alavanca de eficiência”, afirma Leal.

Os casos de uso se concentram principalmente em backoffice, TI, atendimento, sinistros e operações. Entre as aplicações mais comuns estão chatbots, assistentes com análise de voz e sentimento, análise de documentos, copilotos para desenvolvimento de código e ferramentas de apoio à subscrição. 80% das companhias já implementaram aplicações voltadas diretamente ao cliente.

O modelo de desenvolvimento predominante é híbrido: 77% combinam soluções internas e externas. Apenas 15% desenvolvem internamente, 4% utilizam exclusivamente parceiros e outros 4% adotam soluções prontas de fornecedores.

Apesar do avanço, os resultados financeiros ainda são majoritariamente incrementais. 77% das empresas relatam algum impacto positivo, mas sem alteração estrutural do modelo de negócio. 84% apontam aumento de receita de até 1% em determinados processos. “Ainda é tímido, mas é algo que já aparece no ganho de receita”, diz Leal.

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Em contrapartida, há ganhos operacionais expressivos em áreas específicas. Algumas empresas registraram redução de até 50% no tempo de resposta ao cliente. Outras dobraram o número de cotações com apoio de IA. Cerca de 30% indicaram aumento relevante de produtividade em TI. Além disso, 85% afirmam que a IA melhorou a capacidade tecnológica existente.

A expectativa é que o investimento comece a se pagar com maior intensidade à medida que escala e governança avancem. 62% das empresas esperam redução de custos superior a 1% ainda neste ano, sendo que 20% projetam queda acima de 5%. Empresas ligadas a bancos demonstram maior propensão a investir — algumas indicam destinar até 1% da receita à IA em 2026.

Para os próximos cinco anos, 68% projetam que determinados processos estarão totalmente automatizados, sem intervenção humana, especialmente em sinistros, subscrição e operações. 66% pretendem criar equipes dedicadas exclusivamente à IA.

Ainda assim, as barreiras permanecem relevantes. No Brasil, 69% apontam a integração com sistemas legados como principal obstáculo. A precisão e confiabilidade dos modelos são citadas por 58%, a falta de expertise técnica e estratégica por 46% e o custo de implementação por 38%. A dificuldade de mensurar claramente o retorno sobre investimento também aparece como entrave.

Comparação com outros países

A comparação internacional reforça o estágio de maturidade brasileiro. Segundo Nuno Vieira, sócio e líder de Consultoria em Seguros da EY para a América Latina Sul, o Brasil está em estágio anterior ao dos Estados Unidos, mas é o mercado mais avançado da América Latina, seguido pelo México.

“Nos EUA, a adoção é semelhante, mas os impactos substanciais são mais frequentes e os investimentos mais agressivos. O desafio lá está mais relacionado à alocação de orçamento e à escassez de especialistas. No Brasil, ainda lidamos com integração tecnológica e consolidação de dados”, explica.

Nos Estados Unidos, 66% também citam integração com legados, 59% mencionam precisão de modelos e 100% apontam orçamento e falta de expertise como desafios centrais. O diagnóstico da EY indica que, em ambos os mercados, a consolidação da IA depende menos da tecnologia em si e mais de governança, qualidade de dados, talento e estratégia de investimento.

Para Leal, o próximo passo é ganhar escala com responsabilidade. “Precisamos avançar com governança, ética e foco no consumidor. A IA é uma ferramenta poderosa para melhorar processos, reduzir custos e ampliar receitas, mas deve estar alinhada à confiança que é a base do setor segurador.”

Segundo a conclusão dos executivos, a Inteligência Artificial já está incorporada à agenda estratégica das seguradoras brasileiras. Os ganhos ainda são graduais, mas o setor aposta que, com escala e maturidade operacional, a combinação de aumento de produtividade, redução de custos e melhoria da experiência do cliente permitirá que o investimento se converta em vantagem competitiva sustentável.

Seguradora Generali lança exposição “101 Anos. 101 Mulheres” para ressaltar a força feminina

Em celebração de seu centenário, a Generali Brasil realizou uma série de atividades especiais ao longo de 2025: iluminou o Cristo Redentor, criou um espaço de memória na sede da empresa, patrocinou corridas de rua, plantou árvores, lançou um livro. E em 2026 a companhia pretende continuar a somar nesse acervo. A partir de fevereiro, a mostra “101 Anos. 101 Mulheres – Elas transformam caminhos” vai ressaltar a força feminina na construção da sociedade. 

A exposição, localizada na matriz da Generali, no Rio de Janeiro, oferece ao público interno e convidados uma jornada imersiva e interativa sobre a presença e o legado de mulheres ao longo de um século, dentro e fora da companhia. Idealizada como uma experiência física e digital, propõe um diálogo entre gerações, trajetórias e conquistas que transformaram a história nas artes, na ciência, na política, no esporte e na vida cotidiana, além de seu papel fundamental na evolução do mercado de seguros e na construção de uma cultura de proteção e resiliência.  

São cinco territórios temáticos: Vitalidades, Vanguardas, Expressões, Ancestralidades e Futuros. Eles revelam o poder da diversidade feminina como força de criação e transformação. 

“Esta é uma homenagem às mulheres que constroem e inspiram a Generali e a sociedade. São vozes múltiplas que, somadas, representam o que acreditamos ser a base de um futuro mais equitativo e colaborativo”, afirma Debora Pinto, diretora de pessoas e organização. 

Ao longo da exposição, colaboradores e visitantes são convidados a interagir com ativações sensoriais e conteúdos digitais, participando da construção coletiva dessa narrativa. Entre histórias conhecidas e descobertas, a mostra reforça o compromisso da Generali com a valorização da diversidade e o protagonismo feminino como pilares de sua trajetória centenária. 

No fechamento da experiência, o público encontra o símbolo central da mostra: a centésima primeira mulher, refletida no espelho, uma homenagem à visitante que se reconhece como parte dessa história em transformação. 

“101 anos, 101 mulheres – Elas transformam caminhos” está sendo elaborada com apoio da Approach e Pacta Clara, e reforça o legado de um século de presença da Generali no Brasil, inaugurando um novo ciclo pautado por inclusão, inovação e respeito à trajetória de todas as mulheres que constroem o amanhã. 

Serviço

Solicitamos que jornalistas interessados em visitar a mostra escrevam para generali.imprensa@approach.com.br. 

Tempo anuncia Marcelo Litvin como CFO 

A Tempo, que atua no segmentos de assistências, conveniências e serviços especializados, anuncia a chegada de Marcelo Litvin como novo Chief Financial Officer (CFO). A nomeação reforça o compromisso da empresa com uma gestão financeira ainda mais estratégica, conectada ao negócio e alinhada à agenda de crescimento sustentável.

Mais do que liderar a área financeira, Marcelo chega com papel central na discussão de temas como alocação de capital, alavancas de valor, gestão de riscos e eficiência operacional, e irá atuar em apoio direto ao comitê executivo e ao conselho de administração.

Com passagens por Oi, Philips, Alpargatas e Bliv, o executivo construiu uma carreira sólida nas áreas de finanças, estratégia e operações, com experiência internacional e atuação em países como Brasil, Argentina e Estados Unidos. Ao longo de sua trajetória, ocupou posições de liderança e ocupou cargos de COO, CFO e Chief Transformation Officer, com foco em criação de valor, transformação e crescimento em ambientes complexos.

“Enxergamos no Marcelo um perfil hands-on, orientado a resultados e com alta capacidade de execução. Ele também é reconhecido por seu estilo colaborativo e por liderar equipes de alta performance. Chega com o desafio de fortalecer a cultura de controles internos, conformidade e disciplina financeira, sem perder a agilidade necessária para sustentar o crescimento da Tempo. Sua chegada representa mais um passo importante na consolidação da nossa estratégia, reforçando nossa ambição de crescimento sustentável, excelência operacional e geração de valor de longo prazo”, explica João Armesto, CEO da Tempo.

Na nova posição, Marcelo destaca o potencial de escala do ecossistema da companhia. “É um privilégio assumir a Diretoria Financeira de uma empresa que é referência nos segmentos em que atua, com alta capacidade de operar em qualquer cidade do Brasil, e que conta com uma proposta de valor muito relevante para o amplo mercado de serviços do país — especialmente nas frentes de Assistência e Conveniência. Quero contribuir para acelerar essa tese, que está repleta de oportunidades”, reforça Marcelo Litvin.

Porto e Sabrina Sato impulsionam nova fase do Corretor Influenciador em novo episódio do PodPorto

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A influência digital como motor de crescimento profissional foi o tema central do novo episódio do PodPorto, que reuniu Sabrina Sato e lideranças da Porto para discutir como os corretores podem fortalecer sua presença nas redes e ampliar oportunidades de negócio para os desafios do futuro no mercado de seguros. Ao lado de Luiz Arruda, VP Comercial e Marketing; Patrícia Coimbra, Diretora de Gente Cultura e Oliver Haider, superintendente de marketing da companhia, a conversa destacou a influência digital como ferramenta de conexão, educação e crescimento profissional no mercado de seguros. 

Historicamente à frente das iniciativas educacionais da companhia, Luiz Arruda e Patrícia Coimbra abordaram a evolução de projetos como Porto AcademIA e Corretor Influenciador, que oferecem capacitação prática para fortalecer a presença dos profissionais nas redes sociais.  Desde o lançamento, o programa engajou mais de mil corretores, com 700 formados até o momento. O impacto reflete diretamente no negócio, com um crescimento expressivo na diversificação das carteiras e ampliação da oferta de múltiplos produtos junto aos clientes. 

Ao longo da conversa, Sabrina Sato compartilhou sua experiência no universo digital e reforçou que a influência vai além dos números. “Influência de verdade começa na confiança. Quando a comunicação é honesta, ela aproxima e fortalece relações”, destacou. A influenciadora também ressaltou o papel do corretor como agente essencial na tomada de decisões dos clientes. “Valorizar o corretor é valorizar quem cuida de pessoas de verdade. Projetos como esse ajudam o profissional a se comunicar melhor, sem deixar de ser quem ele é”, disse. 

A Fábrica de Conteúdos, outra iniciativa da companhia, complementa o desenvolvimento dos corretores ao disponibilizar vídeos oficiais sobre os produtos, prontos para personalização e publicação nas redes sociais. “Queremos facilitar vendas, destravar oportunidades e fortalecer a autoridade do corretor, ampliando o impacto de um trabalho essencial que já acontece todos os dias. Nosso compromisso é oferecer aos parceiros materiais de alto nível, que garantam posicionamento, escala e mais performance junto aos clientes. Com isso, a Porto dá um passo relevante ao consolidar uma produção de conteúdos mais estruturada e eficiente, sempre com o cuidado e a proximidade que fazem parte do nosso DNA”, explicou Luiz Arruda, VP Comercial e de Marketing da Porto.  

A plataforma reúne conteúdos desenvolvidos em parceria com a Flint, plataforma brasileira focada em educação e estratégia digital para a creator economy – empresa da qual Sabrina é sócia –, incluindo materiais criados com inteligência artificial. 

Outro destaque foi o anúncio da primeira premiação dedicada aos Corretores Influenciadores, prevista para outubro, que reconhecerá profissionais que se destacarem na produção de conteúdo digital. A Porto também confirmou novas turmas do programa em 2026, desenvolvido e realizado em parceria com a Flint, e módulos avançados para quem já concluiu a formação inicial. 

Para Patrícia Coimbra, a troca com especialistas e corretores fortalece a evolução do projeto. “Influência pode parecer distante no início, mas quando existe orientação e ferramentas certas, as barreiras diminuem e o desenvolvimento acontece de forma natural”, afirmou. 

O episódio, que pode ser assistido a partir do dia 25 de fevereiro, no canal oficial Corretor É Pra Sempre no Youtube, encerra com uma mensagem de incentivo aos profissionais. “Ninguém precisa virar outra pessoa para se comunicar melhor. Consistência vale mais que perfeição e todo mundo pode construir sua própria influência no dia a dia”, concluiu Sabrina.

Miami Reinsurance Week reforça cenário de “soft market” e aumento de capacidade no mercado global

Um dos principais encontros globais do setor de seguros e resseguros do mundo, o Miami Reinsurance Week, realizado nos Estados Unidos, consolidou a percepção que já vinha sendo observada por players internacionais. A leitura é que o momento é de soft market, com queda de taxas e ampliação da capacidade disponível, especialmente em determinadas linhas de negócios. 

O evento, que reúne anualmente executivos, resseguradores, seguradoras, corretores e especialistas de diversas regiões do mundo, foi marcado por discussões sobre competitividade, precificação e estratégia de alocação de capital. Entre os temas predominantes, estão a pressão por redução de taxas, em especial em linhas financeiras, E&O (Errors & Omissions) e D&O (Directors & Officers)  e riscos patrimoniais.

De acordo com o vice-presidente da Newe Seguros, Rodrigo Motroni, que participa presencialmente do encontro em Miami, o ambiente de mercado está mais favorável à contratação. “O que mais temos escutado aqui é o soft market. O mercado está soft, com taxas caindo, principalmente em algumas linhas específicas, como linhas financeiras, E&O e D&O e riscos patrimoniais. Esse foi o principal tema das conversas”, afirma.

Segundo o executivo, além da queda nas taxas, há um aumento significativo na oferta de capacidade por parte dos resseguradores. “Existe capacidade de mercado praticamente para todas as linhas. A disponibilidade de resseguro está ampla, muito em função desse cenário mais competitivo”, explica.

Para o executivo, o movimento indica uma mudança relevante em relação aos ciclos mais recentes de endurecimento do mercado, marcados por restrição de capacidade e aumento de preços após períodos de alta sinistralidade e volatilidade global. 

“A expectativa é que as discussões iniciadas em Miami sirvam como termômetro para as renovações ao longo do ano, influenciando decisões de contratação e posicionamento das empresas”, avalia.

Bradesco Vida e Previdência lança plataforma que conecta bem-estar, tecnologia e planejamento de vida

Bernardo Castello diretor da Bradesco Vida e Previdencia

A Bradesco Vida e Previdência apresenta a Viva Longevidade, plataforma digital que incentiva as pessoas a criarem hábitos mais equilibrados de forma prática, interativa e personalizada. A ferramenta utiliza inteligência interativa e gamificação para acompanhar o bem-estar do usuário ao longo do tempo. 

Por meio de um assistente virtual inteligente, a plataforma calcula o “Índice de Saúde”, atualizado conforme o usuário registra informações sobre rotina, hábitos e estilo de vida. A Viva Longevidade também oferece a opção de integração com dispositivos como FitbitGarminPolar e Strava

A iniciativa reforça a visão de que longevidade não é apenas viver mais, mas se preparar para viver melhor. “Cuidar do bem-estar é um ato de planejamento, assim como fazemos com as finanças. Quando negligenciamos esse cuidado, o custo aparece lá na frente, seja físico, emocional ou econômico”, afirma Bernardo Castello, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência. 

A plataforma conta com um hub de conteúdos, com mais de 80 artigos relacionados às categorias da Roda da Vida, recurso para visualização e interação das informações, composta por sete categorias: nutrição, autocontrole, atividade, atenção plena, sono, saúde física e bem-estar mental. À medida que o usuário progride nas dimensões, ele desbloqueia metas e conquistas. 

“Quando pensamos em longevidade, logo imaginamos o que vamos colher lá na frente. Mas essa construção acontece no presente. O futuro é reflexo direto das escolhas que fazemos hoje. Investir agora é viver melhor, com mais qualidade”, reforça Marcio Atalla, consultor de Saúde e Estilo de Vida. 

Para engajar os usuários, a ferramenta traz stories interativos, canal contínuo de acompanhamento que, a partir dos dados e perfil de cada pessoa, envia mensagens, lembretes, dicas e orientações personalizadas. Esses conteúdos estimulam a criação de hábitos, registram a evolução ao longo do tempo e garantem feedback recorrente sobre objetivos e rotinas, ajudando o cliente a manter constância e foco nas metas. 

 “Com a Viva Longevidade, queremos apoiar as pessoas na construção do seu futuro, oferecendo uma ferramenta para ajudar os usuários a gerenciar sua rotina de forma fácil e divertida, usando recursos interativos para promover hábitos mais saudáveis. Funciona como um acompanhamento 360°. Realizamos, por alguns meses, um período de teste com os funcionários e foi um sucesso”, explica Castello. 

Esse é mais um passo na trajetória do Grupo Bradesco Seguros, que há mais de 20 anos lidera o debate sobre longevidade e planejamento. A Viva Longevidade vai além do acompanhamento individual ao incorporar uma dimensão social, com interação entre amigos, desafios colaborativos e participação em programas de bem-estar corporativo. Em breve a plataforma contará com um sistema de recompensas, em que os usuários poderão ganhar benefícios a partir dos desafios propostos, além de estar disponível para todos os clientes da Bradesco Vida e Previdência com seguro de vida e/ou plano de previdência privada ativos. 

Mapfre Seguros anuncia mudanças executivas

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A Mapfre nomeou a executiva Andrea Nogueira para o cargo de diretora de seguros massificados. Na empresa desde 2022, onde atuava como superintendente do segmento, a executiva passa a responder pela estratégia de crescimento da unidade, com foco na ampliação do portfólio, ganho de eficiência e fortalecimento da presença da seguradora nesse nicho.
 

A diretoria de seguros massificados da Mapfre é a área técnica responsável pelo desenvolvimento de produtos ‘não auto’ e ‘não vida’ voltados ao varejo. Entre os principais produtos estão os seguros empresarial (PME), residencial, habitacional, equipamentos, garantia estendida, quebra de garantia de consórcio (SQG), entre outros ramos. 
 

Com 23 anos de experiência no setor, Andrea construiu carreira com base técnica e atuação em áreas como precificação, subscrição e produtos. É formada em ciências atuariais pela PUC-SP e possui especialização em gestão financeira e risco pela FIPECAFI. Na Mapfre, passou a se destacar pelo aprofundamento da estratégia do segmento e pela evolução do portfólio. Em 2025, a área de massificados registrou o maior avanço em volume de prêmios dentro da companhia, com crescimento de 17%.
 

“A área de massificados tem um papel estratégico na companhia, tanto pela escala quanto pela capacidade de inovação em produtos e serviços, atingindo um público diverso e que tem forte apetite por proteção. O desafio é evoluir a oferta mantendo simplicidade, competitividade e aderência às necessidades dos nossos clientes e canais de distribuição”, afirma a executiva.
 

Rafael Haddad assume superintendência nacional do ‘Mapfre On’
 

A seguradora também anunciou a promoção de Rafael Haddad a superintendente nacional do ‘Mapfre On’, plataforma digital de distribuição voltada ao relacionamento e ao suporte a corretores em início de atuação na companhia, com atendimento humanizado.
 

Na empresa desde 2005, o executivo construiu carreira nas áreas comercial e de gestão. Formado em Administração com ênfase em Gestão de Pessoas, Haddad esteve à frente, em 2022, da criação da plataforma digital, ampliando o acesso dos corretores a um modelo orientado à performance e à escalabilidade.
 

Agora, passa a liderar uma estrutura que atende cerca de 10 mil corretores, com seis coordenadores regionais e 95 consultores comerciais distribuídos pelo país. “O ambiente digital exige proximidade com o corretor. Nosso foco é fortalecer o ecossistema e gerar mais oportunidades de negócios com consistência, aproveitando todas as vantagens deste modelo”, explica.
 

Para Nelson Alves, COO da Mapfre (Chief Operating Officer), as movimentações refletem uma estratégia de continuidade e valorização de lideranças internas, que se destacaram por liderar avanços recentes na companhia. “São profissionais que conhecem profundamente o nosso negócio e a cultura da companhia. Essa combinação de experiência técnica e visão de mercado é fundamental para sustentar o crescimento e a transformação que estamos conduzindo no Brasil”, afirma.

Mercado global de resseguros entra em fase de acomodação após ciclos de alta

As renovações globais de resseguros de 1º de janeiro confirmam uma tendência clara de acomodação do mercado, sustentada por crescimento robusto de capital, um dos menores níveis recentes de perdas catastróficas resseguradas e retornos historicamente elevados das resseguradoras. As conclusões fazem parte do relatório January 1, 2026 Reinsurance Renewal Report, da Guy Carpenter.

Os ajustes de preços e attachment points iniciados em 2023 reduziram de forma significativa a participação das resseguradoras nas perdas globais, fortalecendo a lucratividade do setor e contribuindo para um ambiente renovado de capacidade excedente, maior competitividade e flexibilização de termos.

De acordo com Pedro Farme, Presidente da Guy Carpenter no Brasil, as renovações mostram um mercado global de resseguros em processo de acomodação, sustentado pela combinação oportuna de maior disponibilidade de capital, menor exposição das resseguradoras às perdas catastróficas e resultados financeiros mais sólidos. 

“Esse conjunto de fatores tornou o ambiente mais favorável aos compradores, com aumento das operações tanto em retrocessão quanto em resseguro tradicional. Vemos um mercado que está absorvendo mais risco, impulsionado pela ampliação de capital e pela evolução das estruturas de contratação. Esse cenário tem ampliado o espaço para inovação e competição, oferecendo alternativas estratégicas mais diversificadas. Não se trata apenas de um mercado mais flexível, mas de um ecossistema mais preparado para crescer com resiliência”, diz. 

Principais tendências 

  • Crescimento do capital dedicado ao resseguro, com expectativa de aumento de cerca de 9% em 2025, impulsionado por resultados técnicos positivos, lucros retidos e expansão do capital alternativo, incluindo catastrophe bonds;
  • Redução da participação das resseguradoras nas perdas catastróficas globais, com a parcela de perdas resseguradas caindo de patamares próximos a 20% para cerca de 12% após os reajustes de preço e de attachment points observados desde 2023;
  • Um ambiente de preços mais competitivos em property catastrophe, com reduções de dois dígitos nas taxas ajustadas ao risco para programas sem perdas em América do Norte, Europa e Ásia‑Pacífico, reforço de programas, ampliação de coberturas e diversificação de painéis em um contexto de capacidade excedente;
  • Sinais de flexibilização em termos e condições, com redução de não concorrências e subjetividades introduzidas no hard market de 2023 e movimento em direção a maior alinhamento de coberturas entre resseguradores, especialmente em contratos de property;
  • Atividade recorde no mercado de catastrophe bonds, com emissões em níveis históricos, limite em circulação superior a USD 58 bilhões, entrada constante de novos patrocinadores e inovações em estrutura, consolidando os cat bonds como componente estrutural dos programas de resseguro;
  • Aumento do uso de instrumentos de capital, como surplus notes, por seguradoras P&C – em especial mútuas e regionais –, como fonte diversificada de capital de longo prazo, com condições favoráveis de custo, tratamento regulatório e forte demanda de investidores;
  • Resultados de casualty mais diferenciados por região, estrutura e experiência, mas sustentados por disciplina em limites, termos e attachment points, em um ambiente de custos crescentes de litígio nos Estados Unidos, com maior conforto em estruturas proporcionais bem geridas, ajustes seletivos em programas excesso de perdas de com attachment points mais baixos e sinais de maior competição em algumas geografias de Ásia e Oriente Médio & África;
  • Evolução do mercado de resseguros cibernéticos , com renovações concluídas no prazo, pressão de preços em queda, melhoria de termos e condições para cedentes, maior demanda por coberturas não proporcionais e estruturas inovadoras – como combinações property/cyber no tail e soluções de retro – em um contexto de eventos recentes que evidenciam a lacuna entre perdas econômicas e seguradas em economias altamente interconectadas;
  • Um cenário de abrandamento em diversas linhas de specialty (por exemplo, marítimo, energia, riscos técnicos, crédito e aviação), com queda de taxas para negócios sem perdas relevantes, foco crescente na harmonização das condições contratuais entre resseguradores, ajustes em estruturas de proteção (com menor dependência de contratos proporcionais em alguns segmentos e maior uso de coberturas de excesso de perdas e de capacidade alternativa, como estruturas de sidecar) e maior competição em crédito, com cedentes buscando limites mais elevados e prazos mais longos.
  • Crescente competitividade no mercado facultativo, em especial em property, com reduções significativas de taxas em contas sem perdas, excesso de oferta em diversas colocações, resseguradores oferecendo mais capacidade e soluções criativas (como redução de franquias e coberturas específicas para catástrofes), além do crescimento de estruturas facultativas pré‑acordadas que simplificam a compra, aumentam a eficiência operacional para cedentes e atraem nova capacidade;
  • Aumento da atividade de M&A no setor de resseguros, apoiada por contexto de capital excedente, estabilização de taxas de juros e busca por diversificação geográfica, de canais e de capacidades técnicas – com destaque para ativos em specialty (incluindo Lloyd’s), plataformas com forte capacidade de distribuição e segmentos como MGAs (managing general agents) e insurtechs com foco em dados, automação e riscos emergentes.
  • A expansão acelerada do ecossistema de data centers, impulsionada por inteligência artificial, migração para cloud e investimentos em infraestrutura digital, criando um dos ambientes de risco mais dinâmicos da atualidade e abrindo espaço para que seguradoras e resseguradoras apoiem esse crescimento com expertise técnica, apetite de risco e soluções de transferência de risco sob medida.

Sem Parar renova parceria com a MetLife e amplia oferta de seguros

José Luiz Machado, Diretor de Seguros do Sem Parar e Ailton Vassoller, Diretor do Canal Xcelerator da MetLife Brasil.

O Sem Parar, plataforma de soluções para o carro, renovou e ampliou seu acordo exclusivo com a MetLife, uma das maiores empresas de serviços financeiros do mundo. A parceria, iniciada em 2022, tem como foco o desenvolvimento e oferta de soluções de proteção, como seguro de vida, acidentes pessoais e benefícios que agregam valor no dia a dia, com uma jornada simples, intuitiva e acessível para os clientes do ecossistema Sem Parar. Atualmente, cerca de 1.300 milhões de motoristas do ecossistema Sem Parar contam com a proteção dos seguros MetLife, e com a ampliação, o objetivo é democratizar e ampliar cada vez mais o acesso, gerando impacto real aos clientes.
 

Entre as novidades para este ano, está a oferta de soluções de seguros de forma digital, integrada à jornada do cliente no ecossistema de mobilidade do Sem Parar. Isso acelera processos e garante uma experiência mais rápida e eficiente desde o momento da contratação até o pagamento das indenizações e o uso dos produtos. A integração é parte da experiência proporcionada pela MetLife Xcelerator, unidade de negócios digitais da seguradora na América Latina, que possui mais de 6 milhões de clientes nos países em que atua na região. Por meio de tecnologias e integração de APIs a MetLife Xcelerator viabilizará o pagamento das indenizações em até 24 horas, agregando valor, simplificando o uso e gerando impacto real na vida das pessoas. 

“A renovação com a MetLife mostra a confiança mútua construída e o propósito compartilhado de oferecer soluções de proteção cada vez mais conectadas à rotina dos clientes. Essa colaboração fortalece o papel do Sem Parar no ecossistema de mobilidade e no mercado de seguros”, afirma José Luiz Machado, diretor de Seguros do Sem Parar. 


Com mais de 3 milhões de apólices ativas, o grupo segue expandindo sua presença no mercado de seguros, com soluções práticas e conectadas à rotina dos motoristas. “A ampliação da parceria com o Sem Parar é motivo de grande orgulho para todo o time MetLife. Essa iniciativa representa uma oportunidade única de levar proteção a mais brasileiros, por meio de uma oferta integrada ao ecossistema de mobilidade. Com soluções customizadas e contextualizadas, conseguimos atender o cliente no momento certo, reforçando nossa missão de democratizar o acesso ao seguro e à proteção em todo o país”, destaca Ailton Vassoller, Diretor do Canal Xcelerator da MetLife Brasil.

Além de uma experiência 100% digital e integrada à jornada do cliente, MetLife e Sem Parar já estudam ampliar o portfólio de produtos oferecidos. “A MetLife Xcelerator tem como propósito impulsionar o embedded insurance dentro do ecossistema Sem Parar, com soluções que oferecem coberturas e assistências para todos os momentos da vida. A contratação é simples, transparente e totalmente digital, garantindo agilidade e eliminando burocracias. Mais do que isso, traz inovação e valor agregado ao universo Sem Parar”, complementa Vassoller.

Swiss Re Corporate Solutions compra área de crédito e garantia do QBE Insurance Group

A Swiss Re Corporate Solutions, braço de seguros corporativos do Swiss Re Group, concordou em adquirir a operação Global Trade Credit e Surety da QBE. Após a conclusão da transação, a aquisição deverá fortalecer a oferta de seguros primários de crédito e garantia (surety) da Swiss Re Corporate Solutions, ampliando sua capacidade de atender às necessidades de gestão de riscos de clientes corporativos. O movimento está alinhado à ambição estratégica da companhia de diversificar seu portfólio e capturar novas oportunidades de crescimento.

O negócio Global Trade Credit e Surety da QBE opera por meio de uma equipe altamente experiente, com forte presença na Australia, New Zealand e United Kingdom. O portfólio deverá gerar receitas anuais de aproximadamente US$ 200 milhões.

Essa linha especializada de seguros desempenha papel relevante ao ajudar empresas a gerenciar riscos de pagamento e de performance relacionados às suas contas a receber. Globalmente, esse segmento do mercado segurador movimenta cerca de US$ 19 bilhões em prêmios por ano, com potencial contínuo de crescimento impulsionado pela maior incerteza econômica, cadeias de suprimento mais complexas e aumento da demanda por soluções sofisticadas de transferência de risco.

Ivan Gonzalez, CEO da Swiss Re Corporate Solutions, afirmou: “Esta aquisição representa um marco importante para a Swiss Re Corporate Solutions. Ela nos permite expandir nossa atuação neste segmento atrativo ao fortalecer nossa plataforma global de crédito e garantia com um portfólio bem gerido, rentável, e uma equipe altamente experiente. Estamos entusiasmados em construir sobre as capacidades líderes de mercado da QBE, à medida que seguimos diferenciando nossa oferta para ajudar clientes corporativos a navegar em um ambiente de riscos em constante evolução.”

A transação está sujeita a diversas condições de fechamento, incluindo aprovações regulatórias, que devem levar vários meses. Durante esse período, a Swiss Re Corporate Solutions trabalhará em estreita colaboração com a QBE para assegurar a continuidade para segurados, corretores e membros da equipe — considerados parte central da operação. Os termos financeiros da transação não foram divulgados.