VALOR: Setor de seguros pode ter perdas bilionárias com chuvas no RS 

Fonte: Valor

A persistência das enchentes e dos riscos de deslizamentos causados pelas chuvas no Rio Grande do Sul vai afetar todo o mercado de seguros e pode causar prejuízos semelhantes a outro evento catastrófico ocorrido no Estado, a seca de 2022. Na ocasião, segundo dados da Federação Nacional das Seguradoras (FenSeg), o mercado segurador registrou um desembolso de R$ 8,9 bilhões em indenizações ao setor agrícola, enquanto os cálculos de perdas totais apenas nas lavouras variaram de R$ 18,2 bilhões, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CMN), a R$ 31,7 bilhões, conforme a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

Dessa vez, segundo o vice-presidente da comissão de seguro rural da FenSeg, Daniel Nascimento, “os maiores prejuízos não estarão do seguro agrícola, como no caso da seca”. Na visão do especialista, “os impactos devem afetar o mercado segurador como um todo”. Especialistas citam coberturas tão variadas quanto auto, residencial, condomínio e vida, no caso das pessoas físicas, quanto lucro cessante, riscos operacionais, de máquinas agrícolas, compreensivo empresarial e seguros atrelados a concessões públicas, no caso empresarial.

O presidente da BMG Seguros, Jorge Sant’Anna, avalia haver meio bilhão em prejuízos já mapeados para o setor, mas diz que o volume total pode alcançar as dezenas de bilhões de reais. “Apesar de ser difícil mensurar as perdas, o mercado já fala em cerca de prejuízos de R$ 500 milhões até o momento, podendo ficar entre R$ 25 bilhões e R$ 40 bilhões. Deste total, as resseguradoras teriam que responder por cerca de R$ 10 bilhões.”

Para efeito de comparação, as enchentes ocorridas em setembro de 2023 também no Rio Grande do Sul causaram perdas da ordem de R$ 3 bilhões. No ano passado, esse evento climático durou apenas alguns dias, enquanto as previsões para a crise atual indicam que o nível dos rios que transbordaram pode levar semanas até se normalizar.

De acordo com Sant’Anna, as estimativas são aproximadas e vão depender da extensão dos problemas, já que apenas uma pequena parte de pessoas ou empresas acionaram os sinistros. Conforme Nascimento, da FenSeg, “os avisos de sinistros ainda estão em número limitado, porque as pessoas têm preocupações maiores neste momento”. Para o dirigente, “a tendência é de a quantidade de avisos subirem nos próximos meses, conforme o cenário se normalize”.

O sócio do escritório Machado Meyer, Cássio Amaral, afirma que o cenário no Rio Grande do Sul mostra que as perdas tendem a serem similares, “senão maiores”, do que as vistas na seca que afetou o setor agrícola em 2022. “No caso das empresas, o cenário é severo, porque se tem quebra de máquina, paralisações de atividade, lucro cessante e outros eventos, isso entra nas coberturas de riscos operacionais, de seguros compreensivos das indústrias e até de concessões.”

Na visão de Carlos Ximenes, sócio do escritório Castro Barros Advogados, “ainda que não é possível mensurar os danos neste momento, mas já se sabe que terão impactos por seguros de diversos ramos, de vida à garantia, passando inclusive por grandes eventos —- até os jogos de futebol serão adiados por algum tempo”. Para o especialista, “além de vidas, carros e casas perdidas, o Estado vai precisar de grandes obras para reconstruir rodovias e o patrimônio público”.

A especialista e sócia de seguros do Campos Mello, Marcella Hill, chama a atenção para o fato de que o aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, tende a ficar várias semanas fechado. “O impacto será significativo nessa parte de aeroporto, aeronaves, companhias aéreas que vão ter de paralisar linhas, e no patrimônio das empresas, por isso, ainda é difícil de dimensionar os custos, porque há perdas que ainda vão ocorrer”, explica.

O CEO da Guy Carpenter, Pedro Farme, faz avaliação semelhante. “Os danos maiores serão em apólices de habitacional que incluem cobertura de alagamento no DFI [cobertura de danos físicos aos imóveis], apólices de automóvel, riscos pecuários dados os danos em regiões de criação de gado, e também em coberturas de lucros cessantes quando previstas em atividades industriais e comerciais”, afirma. “O ramo aeronáutico sofrerá também com possíveis perdas vindas do aeroporto central de Porto Alegre e outros impactos de aviação regional.”

Apesar das expectativas de parte do mercado, o diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Carlos Queiroz, acredita que a situação está sob controle. “A Susep está tranquila e monitora a situação, tanto em relação ao atendimento aos segurados quanto aos aspectos financeiros das seguradoras”, diz. “O mercado trabalha com bons contratos de resseguros.”

Segundo Queiroz, mesmo as companhias sediadas no Rio Grande do Sul estão funcionando normalmente. “Por enquanto, não há nenhum sinal de alerta”, completa. O seguro rural deve ser afetado. Para este ano, a expectativa é que a sinistralidade volte a crescer, afetada pela crise no território gaúcho.

Farme, da Guy Carpenter, discorda da avaliação de que os prejuízos possam se assemelhar aos vistos em 2022, porque, em sua opinião, haverá mais contestações e eventuais exclusões de coberturas. “Não devemos chegar perto das cifras das perdas seguradas de safra de 21/22”, afirma. “Para o caso atual, apesar de destruição e impactos em enorme escala e em todas as classes econômicas e regionais, o debate será maior, pois, em geral, seguros de multirrisco patrimonial, condomínios e outros não oferecem automaticamente cobertura de alagamento, o que poderá levar a recuperações mais baixas.”

O especialista enxerga, no entanto, um maior potencial de volume de perdas financeiras entre os produtos voltados às empresas. O impacto será mais significativo, por exemplo, “nas coberturas de lucros cessantes, que são compradas por grandes industriais e atividades mais complexas”.

O CEO da HDI, Eduardo Dal Ri, também compartilha a visão de que as perdas serão mais limitadas. “Ao nosso ver, as perdas não são mensuráveis ou comparáveis [com as da seca de 2022]”, diz. “Algo que podemos discutir, entretanto, são os pontos de atenção levantados diante dessas catástrofes: estão se tornando cada vez mais frequentes — 70% das ocorrências devido a desastres naturais se deram entre 2020 e 2023, considerando a última década, de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras”, avalia o executivo.

Apesar do potencial de perdas catastróficas, os especialistas veem impacto relativamente controlado para o setor devido à pulverização dos riscos subscritos. Analistas do Bank of American (BofA) avaliaram a exposição das seguradoras listadas em relação ao Rio Grande do Sul. Segundo relatório do banco, a diversificação geográfica e de produtos é fundamental para as seguradoras.

Os especialistas do BofA indicam que entre 5% a 9% dos prêmios das seguradoras listadas foram emitidos no Estado. O banco aponta que BB Seguridade é a mais exposta, com 9% do total de prêmios, seguida pela Caixa Seguridade, com 7% de exposição, Bradesco Seguro e Porto Seguro, com 5% cada. “É importante ressaltar que a diversificação de produtos provavelmente reduz a exposição real aos desastres no Rio Grande do Sul para menos de 3% do total de prêmios, considerando apenas linhas com potencial impacto (hipoteca residencial, comercial, imobiliário, automóvel, agrícola e penhor rural).”

Há ainda o risco de um efeito colateral no pós-crise. Conforme Sant’Anna, da BMG Seguros, a situação deve ter impacto sobre o mercado de resseguros no Brasil. “Desde 2022, a crise do agronegócio provocou uma perda enorme para os resseguradores no Brasil. O resseguro no país vai passar por uma reprecificação para cima, e justamente no momento em que precisamos para o PAC”, diz.

“Há uma tendência de o Rio Grande do Sul sofrer no pós-desastre em termos de custos de renovação de cobertura e aceitação de riscos”, afirma o sócio do Mattos Filho Thomaz Kastrup. “Os resseguradores internacionais vão olhar para o Brasil com muito mais cuidado. A região Sul toda vai ser impactada em termos de preço.”

Universal Assistance e Seguradora Zurich debatem avanços e melhorias para seguros viagem

mauricio Amaral universal seguros


A Universal Assistance, marca de seguro viagem na América Latina pertencente ao Grupo Zurich, recebeu em seu escritório em São Paulo executivos da Seguradora Zurich do Brasil para conversar sobre novas ações e avançar na integração das operações das duas companhias. 

Dentre os temas tratados estão o aprimoramento do aplicativo da Universal Assistance, que permite que viajantes ativem seu seguro sem necessidade de ligação telefônica, e sua integração com produtos digitais de saúde da Universal Assistance. Além disso, foram abordadas futuras parcerias estratégicas com outros players do setor do turismo e estratégias voltadas para agentes e agências de viagem. 

Maurício Amaral, CEO da Universal Assistance no Brasil, destacou a importância dessas reuniões para o fortalecimento da marca e a melhoria contínua dos serviços oferecidos aos clientes. “Estamos muito satisfeitos com os avanços discutidos e com a integração cada vez maior entre a Universal Assistance e a Zurich. Essa união nos permite oferecer soluções ainda mais completas e inovadoras no mercado de seguro viagem para proteger mais e melhor os viajantes brasileiros que confiam em nós”, afirma. 

Já Edson Franco, CEO da Seguradora Zurich no Brasil, afirmou: “há interesse de que todas as marcas do Grupo Zurich sejam reconhecidas como referência em suas respectivas áreas, e nosso trabalho é dar apoio, suporte técnico e dividir experiências para alcançarmos esse patamar coletivamente”.

A Universal Assistance, antiga Travel Ace, foi adquirida pelo Grupo Zurich em 2018. Desde então, passou pela mudança de nome e por uma restruturação que modernizou os produtos e o atendimento da marca, aproveitando a expertise e abrangência da Zurich. Hoje, a Universal Assistance oferece seguro viagem em 180 países em todos os continentes. No Brasil, são mais de 3 mil agências e operadoras de turismo espalhadas por 17 estados. O mercado de seguro viagem no Brasil cresceu 167% nos últimos anos, com arrecadação superior a R$ 901 milhões, segundo a CNSeg.

Mapfre lança seguro empresarial para público 60+

Mapfre seguros seguro 60+

É urgente buscar soluções para o cuidado dos idosos, ressalta Martin Henkel, SeniorLab Mercado & Consumo 60+.”Temos o Brasil mais sênior da história”, afirmou ele durante sua apresentação do lançamento do seguro empresarial para o público 60+ pela seguradora Mapfre. Projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que, até 2100, a porcentagem de idosos no país subirá para 40,3% da população.

De olho em garantir a integração dos aspectos de sustentabilidade ao próprio negócio, a Mapfre foi aprender com Martin Henkel sobre como poderia agregar valor e proteção ao publico 60+. E o resultado é lançamento de um seguro empresarial desenvolvido especificamente para instituições de longa permanência. “Os consumidores seniores são uma força emergente no Brasil e o mercado de seguros precisa reconhecer a crescente importância, dedicando soluções para atender aos desafios do público 60+, à medida que essa população continua a se expandir no país. A Mapfre compreende o seu papel de prover mais segurança financeira, qualidade de vida e independência dos idosos, contribuindo para um envelhecimento mais saudável e seguro”, afirma o CEO regional da Mapfre no Brasil, Felipe Nascimento.

A Mapfre selou uma parceria com a Terça da Serra, considerada a maior rede de franquias de residenciais para idosos do Brasil. A empresa pertence ao Grupo SMZTO, um dos principais grupos de investimentos em franquias do país. Os espaços da Terça da Serra contam com fisioterapia, nutricionista, enfermagem e cuidado 24h, atividade física adaptada, musicoterapia, estimulação cognitiva, salão de beleza, cinema, inserção social e outras ações planejadas individualmente para ampliar a qualidade e rotina dos seus hóspedes. Atualmente, a rede conta com mais de 150 unidades presentes em todo o país e prevê chegar a 200 até o final deste ano.

Além de estar alinhado com a estratégia de sustentabilidade da seguradora, esse projeto também atende à demanda de um segmento de mercado com grande potencial de crescimento no Brasil. O produto é o primeiro do projeto que a empresa chama de MAPFRE Sênior e inclui Serviços e Assistências com proteção à estrutura física, administrativa, legal e operacional. Por meio desses serviços, as ILPIs ou Senior Living estarão protegidas em caso de intercorrências e poderão contar com pacote de assistências emergenciais personalizadas para este perfil de cliente. Essas instituições abrigam diferentes perfis do público 60+, seja uma pessoa independente ou que precisam de cuidados especiais.

“A economia do envelhecimento é o conjunto de oportunidades decorrentes do impacto econômico e social das atividades desenvolvidas e exigidas pela população com mais de 60 anos. Podemos continuar pensando em linha com esse crescente movimento da demografia e de mercado. Por isso, estamos buscando cada vez mais introduzir em nosso modelo de negócio novas soluções em produtos e serviços que possam atender a demanda desse segmento tão importante da sociedade”, afirma Fátima Lima, diretora de Sustentabilidade da Mapfre.

“O grupo buscou entender as reais necessidades do público 60+, assim como das instituições de longa permanência para idosos existentes no país e buscou esse público para conseguir, em um único produto, construir serviços e assistências adaptadas”, detalha a executiva. 

A seguradora disponibiliza cinco tipos diferentes de pacotes de contratação, proporcionando flexibilidade e personalização de acordo com as especificidades de cada instituição. Os pacotes variam em termos de extensão de cobertura, limites de indenização e serviços adicionais inclusos. O novo produto resolve ainda uma necessidade do segmento de ILPIs, que antes precisava contratar diversas coberturas de forma descentralizada e com proteções tradicionais do mercado.

Pedro Moraes, economista e CFO da Terça da Serra, ressaltou a importância da parceria com a seguradora ao poder oferecer aos franqueados um seguro que atende as necessidades deste tipo de instituição. “O seguro garante proteção tanto para a propriedade como também para os funcionários e hóspedes, além da assistência 24h, 7 dias por semana, em caso de imprevistos e manutenção. Esta iniciativa demonstra um compromisso genuíno com o bem-estar dos idosos em todo o Brasil”, afirmou em sua apresentação.

Ampliação do projeto

Segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira com 60 anos ou mais subiu de 14,7% em 2021 para 15,1% em 2022. Há uma década, em 2012, esse percentual era de 11,3% e esse número tende a aumentar nos próximos anos. Projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que, até 2100, a porcentagem de idosos no país subirá para 40,3% da população.

Pensando nisso, a Mapfre vai aumentar o portfólio para reforçar a estratégia voltada ao público 60+, dentro do projeto MAPFRE Sênior, com iniciativas e produtos voltados também às pessoas físicas e familiares de idosos. O objetivo é promover a independência e proporcionar mais bem-estar para o público sênior.

Porto é a segunda marca mais forte do país, de acordo com Brand Finance 2024

Fonte: Porto

Em novo estudo do Brand Finance, a Porto conquista o 2º lugar como marca mais forte do Brasil em 2024 (+0,7 se comparado com o ano anterior), considerando todos os segmentos de atuação. Como seguradora, a companhia mantém a liderança com crescimento consistente ano a ano e obtém avaliação de US$ 500 milhões em valor de marca. 

Entre as 100 empresas mais valiosas, a Porto subiu duas posições de 2023 para 2024, ocupando agora o 39º lugar. De acordo com Luiz Arruda, VP Comercial e Marketing da Porto, o resultado é reflexo da força que a marca Porto criou nesses 79 anos de história, com o apoio dos corretores e clientes. “Ser a 2ª marca mais forte do Brasil, vem do trabalho que a Porto faz há 79 anos, em parceria com nossos corretores e clientes. Temos a missão de reforçar o nosso cuidado a todos que fazem parte do ecossistema Porto. Cada iniciativa é pensada e executada da melhor forma possível, para que possamos continuar oferecendo boas oportunidades e sendo cada vez mais um porto seguro para as pessoas e seus sonhos”, comenta. 

Criada há 28 anos, a Brand Finance é líder mundial e uma das maiores consultorias independentes em avaliação de marcas, com escritórios em mais de 20 países. Além de publicar o ranking anual dos 100 nomes mais valiosos do Brasil, também avalia e publica dezenas de rankings mundo afora. Todos os anos a consultoria analisa em torno de 5 mil redes dos mais diversos setores globalmente. “É uma honra estar entre as 100 empresas mais valiosas do Brasil, em posições de excelência. Com isso, temos a certeza de estarmos fazendo as escolhas certas e apostando no que é melhor para nossos colaboradores, clientes e corretores. Queremos estar ainda mais presentes na vida dos brasileiros”, finaliza Arruda.

Aon anuncia transição em sua liderança no Brasil

corretora de seguros ano

 A corretora de seguros Aon anunciou mudanças em sua equipe executiva no Brasil. Alexandre Jardim, então Head of Strategy & Broking, assume o cargo de Head of Commercial Risk Solutions, anteriormente ocupado por Maurício Masferrer. Com mais de 20 anos de atuação no mercado segurador e tendo ocupado posições de liderança estratégica e de produtos na companhia nos últimos 16 anos, Alexandre traz sua vasta experiência e conhecimento profundo do setor para sua nova posição.

Já na estrutura Comercial, João Arcoverde, então Diretor de Novos Negócios, será o novo CCO da companhia, sucedendo a Fernando Kolling, e continuará a impulsionar a excelência e o crescimento da Aon no mercado brasileiro. O executivo possui 17 anos de experiência em seguros corporativos e industriais e ingressou na Aon em 2009, tendo atuado nos segmentos de Health e Riscos Corporativos, sempre trazendo soluções a clientes nacionais e internacionais de grande porte.


João Arcoverde, novo CCO da Aon Brasil

“Mauricio e Fernando contribuíram ativamente para o crescimento e posicionamento da Aon no Brasil. Somos extremamente gratos por seu comprometimento e liderança, fundamentais para o sucesso da nossa companhia, dos nossos clientes e de todo o mercado de seguros no país”comentou José Luis Plana, CEO da Aon no Brasil. “Ao mesmo tempo, estamos entusiasmados em dar as boas-vindas ao Alexandre e ao João em suas novas funções. Sua experiência e visão são essenciais para continuarmos a apoiar nossos clientes com clareza e confiança para tomar as melhores decisões.”, complementou o executivo.

As novas nomeações são um reflexo do compromisso da empresa com a excelência e o desenvolvimento contínuo de talentos internos.

JP Morgan e BofA avaliam impactos da calamidade no Sul no setor de seguros

Diante da extensão do desastre humanitário provocado pela catástrofe climática, o banco JP Morgan decidiu reavaliar a exposição do setor financeiro brasileiro à tragédia. No setor de seguros, a empresa mais exposta é um ressegurador: o IRB (Re). O IRB é seguido pela Porto Seguro (PSSA3) e pela BB Seguridade (BBSE3), informa o portal Seu Dinheiro.

De acordo com o JP Morgan, o Rio Grande do Sul é responsável por aproximadamente 5% dos prêmios de automóveis segurados pela Porto Seguro. Em relação à BB Seguridade, 14% dos prêmios agrícolas cobertos pela subsidiária do Banco Brasil são de clientes no Rio Grande do Sul.

O IRB tem uma exposição parecida à da BB Seguridade no Estado. No entanto, segundo o JP Morgan, o potencial impacto sobre o lucro da resseguradora é bem maior. Enquanto o impacto sobre o lucro da BB Seguridade é inferior a 1%, a exposição dos ganhos do IRB pode alcançar 14%.

Procurado pelo Sonho Seguro, o IRB não pode comentar o assunto por estar em período de silêncio pela divulgação próxima do balanço do primeiro trimestre.

Já os analistas do Bank of America (BofA) não citam o IRB. Afirmam que de 5% a 9% dos prêmios das companhias listadas foram emitidos no Rio Grande do Sul. A BB Seguridade é a mais exposta, com 9%. É seguida por Caixa Seguridade, com 7%, e Bradesco e Porto Seguro, ambas com 5% cada.
“A diversificação de produtos provavelmente reduz a exposição real aos desastres no Rio Grande do Sul para menos de 3%, comentam em análise enviada a clientes.

“A diversificação de produtos provavelmente reduz a exposição real aos desastres no Rio Grande do Sul para menos de 3% do total de prêmios, considerando apenas linhas com potencial impacto”, afirmam. Não houve mudanças nas classificações do BofA para os papéis de bancos e seguradoras.

Corretora de seguros REP ajuda no resgate de clientes, funcionários e comunidade

“Me ajuda. Meus filhos sumiram”. “A água chegou no teto da minha casa. Não tenho para onde ir”. São centenas de mensagens como estas que chegam nos grupos de whatsapp que Rogerio Walmor Cervi, chairman da corretora REP Seguros, participa. Instalada numa região alta em Novo Hamburgo, cidade próxima de Porto Alegre (RS), sua empresa nada sofreu. Mas seus funcionários, amigos e clientes enfrentam situações emergenciais. 

“Muitos empresários mandaram helicópteros, jetsky, carros apropriados e saímos para salvar as pessoas. Agora começamos a dar a elas desde uma escova de dente, remédios até um local para morar. Temos sete funcionários que perderam literalmente tudo. E logo mais a água vai baixar e teremos muitos problemas que precisarão da união de todos para serem contornados”, diz o engenheiro civil e professor de gerenciamento de risco que fundou a corretora especializada na venda de seguros corporativos, uma das maiores do estado, há 38 anos.

Muito respeitado pelas seguradoras, Cervi tem recebido telefonemas dos principais porta-vozes para saber como podem auxiliar neste momento de tanto sofrimento. “Não podemos receber dinheiro, pois tudo isso tem de ser feito de uma forma legal. Mas certamente a região precisará de muita ajuda quando as águas baixarem. Muitas famílias perderam tudo. De remédios a eletrodomésticos básicos. E o estado precisa de trabalhadores para ser reconstruído. Para isso, todos precisam ter ao menos o básico para voltarem ao trabalho”, relata. 

As seguradoras iniciam o processo de vistoria nas instalações dos clientes. Mas tudo tem de ter um procedimento muito cauteloso. Segundo o especialista em gestão de risco, o perigo está por todos os lados. As águas começam a baixar e o sol aparecer. O Instituto-Geral de Perícias alerta que prédios e casas que têm painéis fotovoltaicos para produção de energia solar apresentam risco diante das inundações. “Como o sol saiu, os painéis fotovoltaicos começaram a gerar energia e isso é um grande risco, pois a pessoa pode morrer eletrocutada na água energizada”, afirma.

Outro risco tem sido as cercas. “As pessoas de lancha e de jet-ski têm de ser cuidadosas para trafegar nas ruas que parecem mar mas são ruas com cercas, fios, entulho, carros submersos”, alerta Cervi. As doenças com riscos de morte e surto de dengue preocupam a todos. Águas represadas devem causar doenças com risco de morte e surto de dengue, que já era um problema na região, afirmam infectologistas. 

Cervi ressalta também a importância de se aprender com as tragédias. “É preciso usar os dados para que os planos de gestão e contigenciamento funcionem na hora do problema. Hoje nós não temos. Em 1941, o rio Guaíba, em Porto Alegre, chegou a 4,77 metros. Agora passou de 5 metros. Vai acontecer de novo? Vai. E o que vamos fazer para mitigar este risco, já que não podemos mudar todas as pessoas das cidades?”, questiona, citando que a República Dominicana tem registros dos furações desde o ano de 1500.

Além dos planos, as pessoas precisam confiar no poder público. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas vermelho de “grande perigo” para chuvas e tempestades no Rio Grande do Sul. “Mas as pessoas não acreditaram na gravidade do alerta e ficaram em suas casas para proteger seus bens. E perderam tudo. Isso precisa mudar”.  

Fundación MAPFRE destina R$ 1,1 milhão para as vítimas do Sul 

Fonte: Mapfre

Diante das circunstâncias provocadas pelos eventos climáticos que têm impactado severamente o Rio Grande do Sul, a Fundación MAPFRE, instituição sem fins lucrativos do grupo segurador MAPFRE que promove iniciativas de inovação social, anuncia ajuda humanitária de R$ 1,1 milhão em itens essenciais às vítimas. Além de mantimentos e objetos de necessidades básicas, como água potável, colchões, cobertores e kits de cama, mesa e banho, a instituição também está apoiando a população atingida com kits de higiene pessoal.

A logística de distribuição contará com o apoio da Defesa Civil do Rio Grande do Sul e, para potencializar essa ação, a Fundación MAPFRE está promovendo uma ampla mobilização de suas áreas de Compras, Sustentabilidade, Assistência e Voluntariado, bem como sua direção, para garantir uma entrega rápida e eficiente para aqueles que mais precisam de ajuda.

Felipe Nascimento, CEO Regional da MAPFRE Brasil e representante da Fundación MAPFRE no país, reforça o compromisso da organização. “Nossa missão sempre foi zelar pelo bem-estar das pessoas, e, em uma situação tão grave e emergencial quanto essa, não seria diferente. Nossas ações e esforços estão focados em apoiar as populações afetadas por essa tragédia sem precedentes na história do nosso país. Sabemos que, nesses momentos, as pessoas mais vulneráveis – especialmente mulheres, crianças e idosos – são as mais atingidas, e não mediremos esforços para ajudá-las”.

Apoio aos segurados MAPFRE

Complementando as iniciativas da instituição, a MAPFRE, companhia global do mercado segurador e financeiro, também tem atuado por meio de medidas emergenciais para oferecer suporte aos clientes e corretores parceiros da região. 

Dentre as ações, está a prorrogação por 10 dias de todos os contratos de seguros com vencimentos que ocorrem entre 1º e 10 de maio. A ação abrange todos os clientes do Rio Grande do Sul e se aplica tanto à vigência das apólices quanto ao vencimento dos boletos e pagamentos. A intenção é permitir que os segurados permaneçam cobertos dentro das condições previamente acordadas.

A MAPFRE segue monitorando a situação no Rio Grande do Sul com equipes especializadas, incluindo peritos próprios, e organizou uma estratégia integrada para lidar com o aumento no volume de aberturas de sinistros e acionamento de assistências. Os clientes impactados podem contatar a MAPFRE pela Central de Atendimento no número 0800 775 4545 ou pelo WhatsApp pelo contato (11) 4004 0101.

FOLHA: Comissão do Senado aprova projeto que retoma seguro DPVAT e libera R$ 15 bilhões 

Fonte: Folha

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta terça-feira (7) o projeto que recria o seguro de trânsito DPVAT e libera cerca de R$ 15,7 bilhões ao governo. O texto deve ser votado ainda nesta terça (7) pelo plenário do Senado.

O gasto extra foi incluído para resolver o impasse em torno dos R$ 5,6 bilhões em emendas parlamentares vetadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O acordo que vem sendo negociado prevê a recomposição de parte do valor na próxima sessão do Congresso.

O projeto de lei tratava originalmente da volta do DPVAT, seguro obrigatório para indenização a vítimas de acidentes de trânsito. A liberação do montante de R$ 15,7 bilhões foi definida, porém, em acordo entre a Casa Civil e a Câmara dos Deputados.

Mesmo com o DPVAT extinto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a cobertura aos usuários continuou sendo feita com recursos federais do fundo administrado pela Caixa. Desde que o valor foi esgotado, o governo Lula pensava em uma alternativa para manter o pagamento às vítimas

O projeto de lei prevê o pagamento obrigatório do seguro anualmente e mantém a Caixa como operadora do fundo arrecadado. Quando foi eliminado, o seguro era gerido pela Seguradora Líder, consórcio formado por seguradoras privadas.

A cobertura inclui indenização por morte e por invalidez permanente (total ou parcial). Tanto o valor a ser pago pelos motoristas como o da indenização serão definidos pelo Conselho Nacional de Seguros Privados.

Relator e líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que, apesar disso, as estimativas do Ministério da Fazenda giram entre R$ 50 e R$ 60 por ano por condutor. “Queria deixar firmado aqui perante os colegas que o valor será entre R$ 50 e R$ 60 para todos.”

O valor do DPVAT sofreu cortes, ano após ano, entre 2016 e 2020 —quando passou de R$ 292,01 para R$ 12,30 no caso de motos, e de R$ 105,65 para R$ 5,23 no caso de carros. A indenização era de R$ 13,5 mil em caso de morte ou invalidez permanente.

Jaques também se comprometeu com o veto do presidente da República ao trecho que previa infração grave para o motorista que não pagasse o seguro (cinco pontos na carteira de motorista e multa de R$ 195,23).

O seguro será batizado de SPVAT, Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito. DPVAT era a sigla para Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre ou por sua Carga, a Pessoas Transportadas ou não.

O projeto foi aprovado na CCJ por 15 votos a 11. Senadores da oposição reclamaram da volta do seguro obrigatório e da inclusão do chamado “jabuti”, dispositivo incluído pelos parlamentares sem relação com o o tema do projeto de lei.

A medida inserida permite a antecipação da expansão do limite de gastos de 2024 ao estabelecer que o crédito poderá ser aberto após a primeira avaliação bimestral de receitas e despesas —que já foi divulgada em 22 de março.

O texto atual do arcabouço fiscal prevê que o governo pode abrir o crédito suplementar caso a avaliação das receitas seja favorável no relatório de avaliação do Orçamento do segundo bimestre, a ser divulgado no dia 22 de maio.

Segundo técnicos do governo, com base no relatório de março o Executivo conseguirá usar todo o espaço potencial de R$ 15,7 bilhões. Se a receita depois frustrar, o governo pode adotar eventual contingenciamento para cumprir a meta fiscal.

A mudança também ajuda o Executivo a reverter o bloqueio de R$ 2,9 bilhões sobre despesas de custeio e investimentos anunciado em março, além de acomodar eventuais pressões por aumento de gastos —como o movimento grevista iniciado por parte dos servidores públicos.

A medida antecipa e dá segurança ao governo sobre a liberação do valor num momento em que a equipe de Fernando Haddad (Fazenda) tem tido que lidar com uma série de incertezas em torno da arrecadação com as medidas de ajuste e os dividendos da Petrobras.

Assist Card e grupo LATAM assinam acordo para oferecer seguro viagem

Fonte: Assist Card

A Assist Card, multinacional de assistência integral ao viajante com mais de 50 anos na América Latina, acaba de fechar um acordo comercial com o grupo LATAM para oferecer produtos no site da LATAM. O acordo envolve as operações domésticas e internacionais do grupo LATAM no Brasil, Chile, Peru, Colômbia e Equador e será expandido posteriormente para Argentina, Uruguai e Paraguai.

A parceria permite que os passageiros do grupo LATAM contratem seguro viagem e demais produtos da Assist Card no site da LATAM e acumulem pontos LATAM Pass e qualificáveis, reforçando a proposta do marketplace de oferecer pontos ao passageiro em todos os produtos adicionais à passagem aérea adquiridos no site.

“Quando duas empresas líderes na América Latina se unem em uma aliança tão potente, quem ganha são os viajantes. A partir de agora, milhões de passageiros do grupo LATAM, tanto em viagens domésticas quanto internacionais, podem viajar protegidos contra qualquer imprevisto médico ou não médico em seu destino”, afirma Alexandre Camargo, diretor-geral Assist Card no Brasil.

Mark Lamac, diretor de Ancillary do grupo LATAM, destaca que “com esta nova aliança, vamos melhorar a experiência dos nossos clientes na região, que poderão adquirir seu seguro viagem da Assist Card em latam.com e ter acesso a um serviço de excelência e acumular pontos LATAM Pass”. 

A Assist Card projeta que seu volume de vendas de seguro viagem cresça de forma sustentável graças à parceria com a LATAM, que além de produtos personalizados, oferece ao passageiro atendimento personalizado 24 horas por dia no App mobile, WhatsApp, site, Contact Center ou pontos físicos. Segundo a Assist Card, esse mercado cresceu cerca de 70% na América Latina após a pandemia de Covid-19, mas apenas 40% dos viajantes na região contratam um seguro antes de embarcar. 

O grupo LATAM, vale lembrar, opera voos para 149 destinos em 26 países e é o único da região que conecta a América do Sul com outros 4 continentes: América do Norte, Europa, Oceania e África. Em 2023, o grupo aéreo transportou cerca de 74 milhões de passageiros. 

A Assist Card oferece serviço direto de assistência em viagens em mais de 190 países, nos cinco continentes, com atendimento personalizado multilíngue, em qualquer hora e lugar.