Procura por seguro viagem dispara no primeiro bimestre de 2024, informa CNseg

Fonte: CNseg

Em função do maior número de embarques, um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) identificou o aumento de 9,5% na demanda pelo seguro Viagem, se comparado com o ano anterior, resultando em uma arrecadação de R$143,1 milhões no primeiro bimestre de 2024. O comportamento do produto anda em paralelo com os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que mostrou um avanço de 23,1% no total de viajantes com o total de 2,2 milhões. Ao considerar as viagens regidas pelo Tratado de Schengen (acordo de livre circulação entre países Europeus), onde este tipo de seguro é obrigatório, o total indicado pela Agência foi de 650 mil pessoas no somatório de janeiro e fevereiro deste ano, 16,0% a mais que em 2023.

Em fevereiro deste ano, as férias e o Carnaval impulsionaram o crescimento de 38,8% na demanda pelo seguro Viagem, se comparado com o mesmo período de 2023, alcançando cerca de R$80 milhões em arrecadação. Em indenizações, nesse mês, foram pagos cerca de R$60 milhões em apólices, avanço de 19,8%, o que mitigou o impacto de eventos inesperados nas viagens de milhares de brasileiros. Neste período, a ANAC registrou embarque de mais de um milhão de viajantes para destinos internacionais, avanço de 26,8%. No bimestre, a alta de pagamentos foi de 4,0% com o total de R$110 milhões em desembolsos.

O seguro Viagem garante ao segurado, ou aos seus beneficiários, uma indenização na forma de pagamento do valor contratado, de reembolso ou de prestação de serviços, no caso da ocorrência de riscos cobertos, desde que relacionados à viagem. O produto oferece como coberturas básicas: despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em viagem (DMHO); traslado de corpo; regresso sanitário; traslado médico; morte, ou morte acidental, em viagem; e invalidez permanente total ou parcial por acidente em viagem.

Para as coberturas de morte, ou morte acidental, em viagem, a indenização consiste no pagamento do capital segurado aos beneficiários estipulados em contrato. Para viagens ao exterior, é obrigatória a contratação da cobertura de Despesas Médicas Hospitalares e Odontológicas (DMHO). Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, explica que, além das coberturas citadas anteriormente, o produto também pode cobrir, adicionalmente, extravio e dano de bagagem, funeral, cancelamento de viagem e regresso antecipado.

No primeiro bimestre do ano, o setor de seguros, excluindo a Saúde Suplementar, pagou R$ 39,1 bilhões em indenizações, resgates, benefícios e sorteios, avanço de 1,5% sobre o ano passado. Destaca-se o segmento dos Títulos de Capitalização, que cresceu 27,6%, com quase R$ 4,7 bilhões pagos em resgates e sorteios. Pelo lado da procura pelos produtos do setor, no período, foi observado avanço de 17,3% na arrecadação, somando R$68,3 bilhões, R$10 bilhões a mais do que em 2023. Considerando apenas fevereiro de 2024, a arrecadação com produtos do setor totalizou R$ 33,2 bilhões, expressivo avanço de 22,7% sobre o mesmo mês do ano passado. Pelo lado das indenizações, o setor pagou R$ 18,3 bilhões, uma evolução de 2% sobre o resultado do mesmo mês de 2023.

Desempenho de 2023
Com a recente divulgação, em abril deste ano, dos dados do quatro trimestre de 2023 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Confederação Nacional das Seguradoras identificou uma alta na demanda por proteção de bens, da vida e da renda dos consumidores e empresas. No consolidado do ano passado em relação com 2022, ocorreu o avanço de 11,5% com um volume de quase R$ 670 bilhões arrecadados. 

O pagamento de indenizações, despesas assistenciais, resgates, benefícios e sorteios, também seguiu a tendência positiva e registrou crescimento de 7,9% sobre 2022. Somente o segmento de Saúde Suplementar, em 2023, pagou R$ 241,2 bilhões em despesas assistências médico-hospitalares e odontológicas, avanço de 13,4% sobre 2022, com arrecadação de R$ 281,5 bilhões em contraprestações líquidas, 15,0% a mais que no ano anterior. 

Bradesco Seguros lança produto para equipamentos agrícolas

Fonte: Bradesco

A Bradesco Seguros lançou no 1º trimestre o Bradesco Pré-Formatado Equipamento Agrícola, seguro exclusivo para os clientes do banco. O novo seguro foi um dos temas abordados pela seguradora durante a 29ª Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola do país que aconteceu em Ribeirão Preto (SP) de 29 de abril a 03 de maio.

No evento, que reúne soluções para todos os tipos de culturas e tamanhos de propriedades, executivos da seguradora apresentaram aos corretores e clientes detalhes sobre os produtos voltados para o segmento, com destaque também para o Bradesco Seguro Equipamento Agrícola.

“Muito bom estar próximo dos principais players da região promovendo o networking e debatendo sobre as novidades do agronegócio. Tivemos também um encontro muito positivo junto os corretores locais que têm mais afinidade com o segmento, realizando uma troca de experiências e conhecimentos muito positiva em prol do crescimento do setor”, explicou Leonardo Freitas, diretor comercial da companhia.

A Bradesco Seguros investe constantemente no segmento Agro, digitalizando processos e implementando soluções inovadoras para melhorar a experiência do cliente e aumentar a eficiência operacional. 

“A agropecuária puxou a economia nacional no ano passado e que vem gerando impacto positivo no desempenho da Seguradora. Em 2023, o crescimento da companhia foi da ordem de R$ 18 MM, o que representa alta de 8% em relação ao ano anterior. Seguimos firmes como grandes aliados do agronegócio e com o objetivo de manter o protagonismo brasileiro do setor em nível mundial”, destaca o superintendente executivo comercial, Altevir Prado.

Liverpool FC e AXA celebram o crescimento da parceria

Fonte: AXA

 A AXA, líder global em seguros com 147.000 funcionários em todo o mundo, juntou-se à família de parceiros do Liverpool FC como Parceira Oficial de Seguros do clube em 2018. Construída sobre valores comuns e aspirações dentro e fora do campo, a parceria cresceu e evoluiu ao longo das últimas temporadas com a AXA demonstrando seu compromisso com a equipe masculina e feminina do LFC. Como Parceira de Treinamento Global Oficial, desde o início, a AXA tem se esforçado para apoiar o objetivo comum de promover o bem-estar, um estilo de vida saudável e apoiar o progresso.

A parceria entre o Liverpool e a AXA foi marcada por diversas conquistas. A AXA tem orgulhosamente sido apresentada em todos os kits de treinamento do Liverpool FC desde 2019, quando se tornou a Parceira Oficial de Kit de Treinamento do clube. Em 2020, a AXA expandiu sua parceria para incluir os direitos de nomeação de uma nova instalação de treinamento de ponta – o AXA Training Centre – em Kirkby. O acordo renovado viu a AXA expandir sua relação original com o kit de treino para um foco mais holístico no treinamento e ajudou a dar início a um novo capítulo na ilustre história do clube.

A AXA e o LFC fortaleceram ainda mais sua parceria quando o clube recebeu Melwood de volta à família do LFC como o novo lar do LFC Women, oficialmente conhecido como AXA Melwood Training Centre. O retorno a este local lendário, rico em história, abriu mais um capítulo emocionante para a equipe feminina e academia de garotas, permitindo-lhes continuar competindo no mais alto nível, atraindo, desenvolvendo e retendo os melhores talentos do jogo.

Ambas as instalações de última geração desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento de talentos e no sucesso em campo, solidificando ainda mais o compromisso da AXA com as equipes masculina e feminina e apoiando o desenvolvimento do futebol em todos os níveis. Especificamente, o AXA Melwood Training Centre personifica a dedicação da AXA em capacitar as mulheres no esporte. Em um mundo onde as atletas femininas frequentemente enfrentam desafios, a AXA mantém firmemente sua crença de que “Ser mulher não deveria ser um risco”. O AXA Melwood Training Centre é um testemunho desse compromisso, proporcionando um espaço seguro e capacitador para a equipe feminina do Liverpool FC e para a academia de garotas prosperarem.

Ben Latty, Diretor Comercial do LFC, disse: “Parcerias com marcas globais e o desenvolvimento de relacionamentos de longo prazo e significativos são partes vitais de nossa estratégia comercial. Os direitos de nomeação de nossas instalações de treinamento de última geração e a presença da AXA em nossos kits de treinamento foram fundamentais para nosso sucesso, e esta renovação reafirma o compromisso da AXA com nossas equipes masculina e feminina, nossos fãs e nossas comunidades. Estamos animados para ver como essa parceria continuará crescendo e evoluindo.”

Virginie Berçot, Diretora Global de Marca da AXA, disse: “Isso marca a continuação de nossa orgulhosa e duradoura história. Estamos felizes em anunciar a extensão de nosso compromisso de longo prazo com o clube até 2029, seguindo nossa dedicação anterior às equipes femininas ao emprestar nosso nome para seu novo centro de treinamento sete meses atrás. Tornar-se a única e exclusiva Parceira de Treinamento Global do clube é um marco significativo para nós, reafirmando nossa estratégia de uma colaboração frutífera e com propósito em torno de nossas prioridades de marca.”

Previdência privada aberta tem alta de 19,8% no 1º trimestre e confirma retomada do setor

Os planos de previdência privada aberta alcançaram mais de R$ 47,1 bilhões em prêmios e contribuições no primeiro trimestre — o melhor resultado para o período, de uma série histórica iniciada em 2013, considerando o efeito da inflação. Comparado ao mesmo intervalo do ano passado, houve 19,8% de crescimento, segundo relatório elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi.

Os resgates registraram queda de 7,4%, na mesma base de comparação, somando R$ 31,5 bilhões no trimestre. Assim, a captação líquida (resultado da arrecadação descontados os resgates) totalizou R$ 15,6 bilhões, 194,7% maior do que o primeiro trimestre de 2023. Em ativos, o país possui mais de R$ 1,4 trilhão, o que representam cerca de 13% do PIB.

Grande potencial de crescimento

Ainda segundo o relatório produzido pela Federação, ao final do primeiro trimestre de 2024 cerca de 11,1 milhões de pessoas possuíam um plano de previdência privada aberta, sendo que 20% na modalidade coletiva. Ou seja, ao todo são 2,3 milhões de pessoas em planos coletivos, o equivalente a 3,8% dos trabalhadores formais do país no período.

Em números de planos comercializados, já são mais de 14 milhões no Brasil, sendo a maioria (8,8 milhões) de Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL; mais de três milhões de Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL, e outros 2,3 milhões são planos Tradicionais.

Em termos de volume de recursos, 92% do valor acumulado no primeiro trimestre foi em VGBL, 6% em PGBL e o restante (2%) em planos tradicionais.

Aperfeiçoamento regulatório favorece cenário positivo

Outro aspecto que também ganhou destaque nos últimos meses foi a aprovação de normas e a regulamentação de medidas que melhoram o ambiente de negócios para o segmento, conforme enfatiza Edson Franco, presidente da Fenaprevi.

“Estamos em um ano de grande avanço regulatório. Medidas como a adoção da adesão automática em planos previdenciários coletivos, respeitando a cláusula de saída; a possibilidade de o plano ser dado em garantia de empréstimos, mitigando a necessidade de resgates de recursos; o pagamento de rendas aos clientes de forma mais aderente às suas necessidades e desejos; bem como a escolha pelo regime de tributação no momento do primeiro resgate ou do benefício, têm como objetivo aumentar a proteção previdenciária e estimular a poupança de longo prazo”, avalia Franco.

Zurich anuncia nova gerente regional para interior de São Paulo 

zurich seguros Ana paula Mello

Fonte: Zurich

A Seguradora Zurich acaba de anunciar Ana Paula Mello como nova Gerente Regional Ribeirão Preto/Bauru. A executiva se reportará diretamente à Marcia Radavelli, Diretora Regional São Paulo Interior.  

Graduada em Marketing, com MBA Gestão Estratégica e Econômica, Ana Paula traz consigo uma bagagem de 25 anos no mercado segurador, com atuação na área comercial de bancos e seguradoras. Ana Paula chega para estreitar cada vez mais os laços com os corretores e apoiá-los em seus negócios, permitindo que eles possam levar proteção a um número cada vez maior de pessoas e empresas.

’Em 2023, esta Gerência Regional apresentou crescimento de 19,9%. Tenho certeza de que, com todo amplo conhecimento do mercado segurador, Ana impulsionará ainda mais os negócios na região e atenderá de forma próxima e consistente os nossos parceiros de negócios, que nos inspiram na constante busca pela excelência’’, comenta Marcia Radavelli, Diretora Regional São Paulo Interior.

Lojacorr duplicará valor doado em campanha para população do Sul

A maior rede de corretoras de seguros do país, Lojacorr, iniciou uma campanha de solidariedade para ajudar a população atingida pelos efeitos da tragédia climática no estado do Rio Grande do Sul (RS). A campanha ajudará a Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul duplicando o valor arrecadado. Ou seja, para cada real doado, a Lojacorr também doará um real, dobrando o impacto de sua ajuda. 

Ao todo, a enchente, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil na tarde desta segunda-feira, dia 6, já afeta 149,3 mil pessoas fora de casa, sendo 20 mil em abrigos e 129,2 mil desalojadas (nas casas de familiares ou amigos). Atingindo 364 municípios e 873 mil pessoas do estado. 

Para o presidente da Lojacorr, Dirceu Tiegs, a ação é um ato imprescindível neste momento. “Na Lojacorr, sempre defendemos a missão de proteger as pessoas cada vez mais e melhor. Agora não seria diferente! Nos unimos pelo objetivo de garantir a ajuda aos mais afetados por essa catástrofe e contribuir com alimentos, higiene, água e todos os mantimentos que precisarem. Para a Lojacorr, é um prazer estender essa mão e juntos ajudarmos quem mais precisa”, fala Tiegs. 

As doações via Lojacorr podem ser feitas pelo PIX chave e-mail: sosenchentes@bancodealimentosrs.org.br 

Seguros para satélites arrecadam mais de R$ 255 mi entre 2019 e 2023, diz CNseg

Fonte: Estadão

Entre 2019 e 2023, as seguradoras brasileiras arrecadaram mais de R$ 255 milhões com os seguros para satélites, de acordo com levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Ao todo, cinco satélites brasileiros que estão em órbita têm seguros, e há apólices para os chamados nanosatélites, com peso entre 1 e 10 quilos.

O ano de maior arrecadação foi 2021, com R$ 146,3 milhões em prêmios, cifra milhares de vezes superior à de 2019, de R$ 8,8 milhões. Naquele ano, o Brasil lançou o satélite Amazônia-1, o primeiro de observação da Terra que foi totalmente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

Os seguros cobrem os danos ocorridos tanto no lançamento dos satélites quanto durante a vida em órbita. Neste último caso, as vigências são de 12 meses, com renovações anuais ao longo da vida útil dos equipamentos. Os satélites de comunicação, como grande parte dos brasileiros, têm vida útil de cerca de 15 anos.

De acordo com a CNseg, o alto risco envolvido faz com que as apólices em geral sejam cobertas por resseguros, com o compartilhamento dos riscos. Nos últimos cinco anos, não houve pagamento de indenizações nesta linha específica.

Ao oferecer cobertura para os ativos e infraestrutura espaciais, as seguradoras garantem que os investimentos da operação estejam protegidos contra possíveis perdas financeiras, diz o coordenador da subcomissão de SegurosAeronáuticos da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Carlos Eduardo Polizio. “Isso proporciona um ambiente mais favorável para o desenvolvimento de projetos espaciais de longo prazo no Brasil, com mais confiança dos investidores”, explica.

Bancos priorizam ações em seguros para clientes atingidos pela tragédia no Sul

O Itaú realizou um aporte de R$ 5 milhões em iniciativa da companhia aérea Azul para custear voos humanitários para a região, com itens como doações e mantimentos. Itaú garante comunicação proativa e facilitação da abertura de sinistros de seguros de vida ou patrimoniais para pessoas e empresas.

O Santander anunciou uma série de medidas de adequação de prazos e condições para os clientes do Rio Grande do Sul, que estão sofrendo com as fortes chuvas que castigam a região. O banco também criou um fundo de ajuda humanitária, onde vai aportar o mesmo valor doado pelos seus colaboradores. Santander prioridade no acionamento dos sinistros e pagamento de indenizações de seguros.

O Banco do Brasil anunciou a doação de R$ 400 mil, por meio da Fundação BB, flexibilizações em diversos produtos e serviços do BB, como crédito, operações do agronegócio e seguros, além de uma campanha nacional para arrecadação de recursos.

Haverá uma esteira diferenciada para o acionamento dos seguros/Proagro. Nos seguros Residencial e Empresarial, foram ampliados os valores dos serviços de limpeza, cobertura de telhados e desentupimento previstos nas apólices. A BB Seguros também enviou reguladores e peritos para as regiões atingidas, com possibilidade de realizar a vistoria presencial ou de forma remota.

SEGURO RURAL

O Valor informa que a equipe do Departamento de Gestão de Risco do Ministério da Agricultura monitora a situação de nove mil contratos de seguro rural de produtores gaúchos feitos para a safra de verão 2023/24, com subvenção federal, e que, possivelmente, são de áreas onde a colheita de grãos não foi totalmente finalizada até a chegada das chuvas e enchentes da semana passada. As apólices “ativas” abrangem 616,1 mil hectares em 388 municípios gaúchos e que podem gerar sinistros, de acordo com levantamento da Pasta.

O valor segurado dessas áreas ultrapassa R$ 3,8 bilhões. O prêmio arrecadado com os contratos foi de R$ 298,1 milhões e a subvenção paga pelo governo, de R$ 73,8 milhões. O ministério, no entanto, não tem o detalhamento das áreas que ainda estavam em fase colheita. O levantamento mostra o potencial de produção que pode estar sob risco de sinistralidade.

As seguradoras já pagaram R$ 997,7 milhões em indenizações aos produtores rurais neste ano, segundo levantamento da CNseg e da FenSeg. Entre os principais sinistros que levaram aos pagamentos estão as quebras de safras de grãos e os extremos climáticos, em especial no Sul e no Centro-Oeste. Os desembolsos com as indenizações cresceram 19,1% no primeiro bimestre. Como a receita das seguradoras caiu 27,4%, para R$ 808 milhões, o valor das indenizações foi 23,5% maior do que o faturamento das empresas.

Resultado com seguros no Itaú avança para R$ 2,2 bilhões no trimestre

O Itaú Unibanco teve lucro recorde de R$ 9,771 bilhões no primeiro trimestre de 2024, o que representa avanço de 15,8% em 12 meses. O resultado de seguros, previdência e capitalização foi de R$ 2,23 bilhões no mesmo período, com alta de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. As receitas somaram R$ 2,6 bilhões, avanço de 8,7% em relação ao primeiro trimestre de 2023.

O banco divulgou ações em relações aos clientes afetados pelas chuvas no Sul, que incluem comunicação proativa e facilitação da abertura de sinistros de seguros de vida ou patrimoniais para pessoas e empresas.

RIMS 2024: “Somos aliado estratégico e fonte de consulta para a melhoria do risco”, diz David Colmenares, da Allianz

david colmenares allianz

David Colmenares, diretor geral LatAm Allianz Commercial, acredita que no cenário atual é inegável que as mudanças climáticas e os desastres naturais representam uma ameaça significativa em todo o mundo, especialmente para os gestores de riscos das empresas. “O aumento das temperaturas, fenômenos climáticos mais intensos e constantes, e a elevação do nível do mar são apenas algumas das consequências visíveis das mudanças climáticas”, disse ele em entrevista ao Sonho Seguro.

O executivo participa da RISKWORLD, que acontece entre 5 a 8 de maio em San Diego, California (EUA), promovido pela RIMS, a associação de gestores de riscos dos Estados Unidos. Ontem, o grupo fez um evento num porta aviões, com queima de fogos, para receber diversos parceiros de negócios.

Como está o evento?

Em meados de 2023, o Grupo Allianz, maior seguradora do mundo e terceira maior gestora de ativos do mundo, apresentou oficialmente sua nova marca para clientes de médias e grandes empresas: a Allianz Commercial. A partir desta nova unidade de negócios, oferecemos o melhor suporte aos nossos segurados, combinando a força de uma estratégia global com execução adaptada às suas necessidades locais, para proteger a espinha dorsal da economia global. Precisamente, um dos nossos principais objetivos em 2024 é consolidar a Allianz Comercial como um player relevante no setor de seguros em nível regional e global, em cenários de alto valor estratégico como o RIMS, onde podemos trocar opiniões com especialistas do setor sobre tendências e comportamentos de mercado, além de anunciar para todo o mundo que estamos prontos para prestar o melhor e mais completo serviço aos clientes de empresas de médio e grande porte com “uma cara para o mercado”. 

Os desastres naturais estão assustadores, não?

Os desastres naturais estão entre os três principais movimentos no ranking, subindo três posições — do 6º para o 3º lugar. O ano passado foi o mais quente já registrado desde o início das medições e registros, e as perdas seguradas superaram US$ 100 bilhões pelo quarto ano consecutivo, impulsionadas pela conta de danos mais alta de todos os tempos, US$ 60 bilhões, devido a tempestades severas. Catástrofes naturais não apenas interrompem cadeias de suprimentos e operações comerciais, mas também podem causar danos físicos às instalações, resultando em perdas financeiras substanciais e danos à reputação da empresa. Além disso, os custos associados à reconstrução e à recuperação após uma catástrofe podem ser exorbitantes, levando a uma diminuição dos lucros e à necessidade de realocação de recursos que poderiam ter sido investidos em inovação e crescimento. Por outro lado, as mudanças climáticas continuaram na sétima posição no ranking global, mas estão entre os três principais riscos empresariais em países como Brasil, Grécia, Itália, Turquia e México. No Brasil, as questões climáticas aparecem como principal risco para 2024. No ano passado, esse problema ficou em oitavo lugar. 

O que mais preocupa nos danos climáticos?

Danos físicos aos ativos corporativos devido a eventos climáticos extremos mais frequentes e severos são uma ameaça-chave. Os setores de energia e industrial estão entre os mais expostos. As mudanças climáticas também contribuem para a volatilidade dos preços das commodities, escassez de recursos naturais e mudanças nas preferências dos consumidores. Empresas altamente dependente de recursos naturais, como agricultura, pesca, energia e manufatura, são particularmente vulneráveis a essas mudanças. A incerteza em relação às condições climáticas futuras torna ainda mais desafiador para as empresas planejarem estrategicamente e mitigarem os riscos associados. Além disso, as empresas estão enfrentando uma pressão crescente de partes interessadas, incluindo investidores, clientes e reguladores, para adotar práticas mais sustentáveis e reduzir suas pegadas de carbono. Os riscos de transição para uma economia net zero e os riscos de responsabilidade devem aumentar no futuro, à medida que as empresas investem em tecnologias de baixo carbono, em grande parte não testadas, para transformar seus modelos de negócios.

As empresas parecem conhecer pouco ainda os riscos das alterações climáticas…

Dado este cenário, é indispensável para as empresas reconhecerem os riscos das mudanças climáticas e das catástrofes naturais, e implementar estratégias proativas de mitigação e adaptação. Isso inclui investir em infraestrutura resiliente, diversificar cadeias de suprimentos, adotar práticas de produção mais sustentáveis, incorporar considerações climáticas nas análises de risco e desenvolver planos robustos de continuidade de negócios. Além disso, as empresas podem se beneficiar ao se posicionarem como líderes em sustentabilidade e responsabilidade corporativa, o que não apenas fortalece sua reputação e marca, mas também atrai investidores e consumidores conscientes.  

E como aumentar a consciência de todos com relação às mudanças climáticas?

Os esforços não devem partir apenas das empresas e governos, mas sim, de toda a população em geral, pois a indústria de seguros tem um papel muito importante a desempenhar. Como uma empresa global de serviços financeiros e seguros, temos interesse em contribuir para a descarbonização da economia global, fazendo parte da solução e integrando riscos e oportunidades relacionados ao clima em nosso negócio principal. Ao considerar sistematicamente critérios climáticos e de sustentabilidade em nossos negócios e investimentos, apoiando nossos clientes na redução de danos e riscos relacionados ao clima por meio de adaptação e desenvolvimentos de baixo carbono, e possibilitando a transição de baixo carbono em nossas próprias operações, investimentos e clientes, estamos comprometidos em ajudar a limitar o aquecimento global para construir um presente e futuro mais seguro, seguro e sustentável para todos. Abordar os desafios das mudanças climáticas e das catástrofes naturais não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas também de sobrevivência e prosperidade a longo prazo para as empresas e pessoas em todo o mundo. 

Quais as expectativas para a América Latina?

O Brasil e a América Latina vibram ao ritmo de seu povo, de sua cultura e de um aparato produtivo formado por empresas locais e estrangeiras, que são o motor do desenvolvimento de nossa região: diversa por natureza e onde a troca de ideias e perspectivas entre diferentes ambientes culturais, fomenta talentos, inovação e o crescimento de um mercado formado por mais de 600 milhões de pessoas. Na RIMS 2024, destacamos o imenso potencial do Brasil e, em geral, da América Latina como um atrativo foco de estabilidade e desenvolvimento, com o propósito de promover investimentos em nossa região de forma segura e sustentável, de mãos dadas com uma indústria de seguros robusta e em constante crescimento, liderada pela Allianz Commercial. 

Quais as ações da Allianz Comercial no evento?

Como um dos principais eventos do ano do setor de seguros, a Allianz preparou uma série de atividades no RIMS 2024 para discutir ideias e trocar conceitos sobre soluções inovadoras e estratégias de gestão de riscos com alguns dos principais profissionais do setor. Este ano, teremos nosso estande recém-ampliado, localizado no centro do Centro de Convenções de San Diego, onde os visitantes poderão entrar em contato direto com alguns de nossos membros da diretoria e equipes de gerenciamento e distribuição. Mas, uma das grandes surpresas que teremos para todos os participantes do RIMS, tem a ver com uma noite de networking que organizaremos dentro e fora do icônico navio USS Midway no Navy Pier, a fim de oferecer uma recepção verdadeiramente inesquecível. Isso, além de outras experiências como estandes de vinho, cerveja e café, para que as pessoas possam conhecer um pouco melhor nossa equipe e nossas ofertas, em um ambiente descontraído e descontraído.  Por último, mas não menos importante, realizaremos nossas ‘Allianz Sessions’ com a ajuda de nossos especialistas, para nos aprofundarmos em tópicos-chave para a indústria e para nossa empresa.

Quais são os principais serviços oferecidos para ajudar os gestores de riscos a obter um bom programa de seguros em um cenário de mercado ainda difícil? 

Tudo começa conhecendo o cliente, sua atividade, como é ou se há gestão de riscos em suas instalações e o quanto ele tem consciência de ter programas adequados de previsão e proteção contra incêndio. A partir disso, é implantada a proposta personalizada, que atenda às necessidades do cliente para a melhoria do risco. Possuímos um portfólio de serviços que vai desde a proposição de recomendações, até serviços especializados como diagnóstico de sistemas de proteção, assessoria para projeto e instalação, além de treinamentos em segurança física, BCP, segurança computacional, desenvolvimento de termografia para mitigação de incêndio por instalações elétricas.

Como você vê a situação atual dos gestores de risco? Quais os principais desafios e oportunidades dessa profissão?

Os programas de gestão de riscos têm dois objetivos: o primeiro é transcender o conceito típico da seguradora que é indenizar sinistros e tornar-se parceiro e aliado através de programas de gerenciamento de riscos, buscando a fidelização a longo prazo. O segundo ser a favor do negócio, não ser um obstáculo à subscrição. E nesses dois pontos está o desafio, que intermediários e clientes entendam que engenheiros de risco são gestores para a melhoria do risco, que trabalhamos para a estabilidade e não interrupção dos negócios de nossos clientes. O desafio é mudar o pensamento deles para que não nos vejam como auditores e, sim, como aliado estratégico e fonte de consulta para a melhoria do risco. 

Como as seguradoras podem contribuir para agregar valor ao gestor de riscos?

Tornando-o parte do processo, uma vez que a subscrição começa a partir da inspeção de risco. Por esse motivo, é importante que a agregação de valor ao gestor venha não só da seguradora, mas também dos intermediários, entendendo a importância da boa coordenação de uma visita de inspeção, onde serão atendidos por pessoal adequado. Quanto mais informações o gestor de risco conseguir captar, mais informações para análise de risco e estruturação de uma proposta de valor.