Lucro da Porto avança 90%, para R$ 651 milhões, no 1º trimestre de 2024

Antes mesmo de apresentar os resultados do grupo Porto, o CEO Paulo Kakinoff mostrou a solidariedade de toda a equipe aos moradores do Rio Grande do Sul. “Todo o nosso esforço está centrado em apoiar a populaçao, clientes, não clientes e corretores. Enviamos um grupo de 150 pessoas com viaturas deslocadas de todo o Brasil para ajudar no resgate na região. É um evento que tem impactos sociais, mas do ponto de vista operacional não nos traz surpresa, pois a natureza do nosso negócio é essa: cuidar das pessoas em momentos extraordinário”, afirmou.

Ainda sem ter números de atendimentos e pedidos de indenização, o executivo estima ter algo mais concreto na próxima semana. “Ainda temos cidades submersas. Tão logo a situação melhore, teremos mais detalhes de toda a operação”, afirmou. Segundo ele, a frota segurada exposta em regiões com riscos de alagamento situa-se numa faixa de 0,5% e 1% no Sul, o que significa algo entre 30 mil a 60 mil carros.

“Certamente temos sinistros concentrados neste evento, mas a sinistralidade deve se manter na nossa margem da projeção entre 50% a 54%, indicado pelo nosso modelo preditivo. “Não somos capazes de identificar onde haverá concentração de precipitações, mas temos uma ideia da sinistralidade ao longo desse ciclo”, disse o CEO na abertura da apresentação dos resultados do primeiro trimestre deste ano. Por ter uma carteira de auto pulverizada, a seguradora não tem resseguro. “Nossas análises de frequência de perdas no passado mostram que nunca acionamos o resseguro em 10 anos. No empresarial, sim, há resseguro e provavelmente a cláusula vai ser acionada.”

Projeções para o ano 2024:

O resultado trimestral do grupo veio forte, com receita total de R$ 8,6 bilhões, avanço de 14,2% comparado a mesmo período do ano anterior, e lucro líquido 90% maior, para R$ 651 milhões, registrando uma lucratividade medida pelo ROAE de 20,9% no período, melhora de 8,1 ponto percentual.

Na Vertical Seguro, o lucro avançou 15,8%, para R$ 398 milhões, e os prêmios do primeiro trimestre expandiram 6,6%, para R$ 5,1 bilhões, em comparação ao mesmo período do ano anterior. No Auto, os prêmios foram 5,4%, para R$ 3,8 bilhões, maiores do que o mesmo período do ano anterior, com ênfase para a adição de 320 mil veículos na frota segurada (+5,6% vs. 1T23), alcançando a marca recorde de 6 milhões de veículos segurados.

O segmento Patrimonial apresentou a maior taxa de crescimento da vertical (+12,5% vs. 1T23), com vendas de R$ 764 milhões, seguido pelo Vida (+12% vs. 1T23), para R$ 372,4 milhões, com 5,9 milhões de vidas seguradas. Em previdência, as contribuições totalizaram no período R$ 5,7 bilhões.

O Índice Combinado da Vertical Seguro melhorou 4,3 p.p. em comparação ao mesmo período do ano passado, atingindo 88,9% no trimestre, explicado principalmente pela redução na sinistralidade do Auto de 5,3 p.p. em números comparáveis, decorrente do aprimoramento na subscrição de riscos, aumento no controle de sinistros e menor impacto de enchentes no período.

Na Porto Saúde, as receitas expandiram 48,9% (vs. 1T23) atingindo R$ 1,5 bilhão, com incremento de 135 mil vidas (+31,7% vs. 1T23), atingindo 562 mil beneficiários no período. O Índice Combinado da Vertical Saúde melhorou 6,6 p.p. (vs. 1T23), atingindo 88% no trimestre. Foi o melhor resultado dos últimos quinze trimestres, decorrente principalmente da redução da sinistralidade em 5,6 p.p. em comparação ao 1T23 e 4,5 p.p. em relação ao 4T23, atingindo 71,4% no período, o que representa um retorno a patamares pré pandemia. Essa melhora foi proporcionada pelo resultado dos novos produtos, avanço na verticalização virtual, adequações tarifárias e ações para redução de fraudes.

No Porto Bank, as receitas totais cresceram 21% (vs. 1T23) superando R$ 1,3 bilhão, impulsionadas principalmente pela elevação de 38,7% nas receitas do Consórcio. No Cartão de Crédito, o volume total transacionado cresceu 17,7%, atingindo R$ 13,6 bilhões.

A inadimplência das Operações de Crédito acima de 90 dias encerrou o trimestre em 6,5%, uma redução de 1,0 p.p v.s. 1T23 e permanecendo 0,4 p.p. abaixo da média de mercado. As novas safras têm apresentado boa performance, indicando a efetividade das políticas implementadas nos últimos meses. Assim, o foco na gestão de risco e melhor qualidade da carteira de crédito continuam sendo pilares do nosso crescimento sustentável.

Neste trimestre, o grupo divulga os resultados da Porto Serviço, a nova vertical que conta com um portfolio de serviços de assistências residenciais, empresariais e automotivas. “Acreditamos que fomos a primeira seguradora a incluir serviços nas apólices de seguros. Agora, assumimos o desafio de levar essa experiência para os mais diversos segmentos de maneira independente, inclusive para quem ainda não é Cliente Porto”, destacou a Porto em nota.

No 1T24, a vertical realizou 1,2 milhão de atendimentos e obteve R$ 612,4 milhões em receitas. A Porto Serviço tem focado na ampliação de vendas no B2C e B2B2C, intensificado parcerias estratégicas para distribuição de seu portfólio de serviços e buscado potenciais operações de M&A para alavancar seu crescimento.

O retorno sobre as aplicações financeiras (ex-Previdência) geridas pela tesouraria foi de R$ 322,2 milhões no 1T24, o que representa uma rentabilidade equivalente a 94,9% do CDI, impactado pelo desempenho em renda variável e multimercados. Por outro lado, houve impacto positivo em crédito privado e nos títulos marcados na curva (NTN-B). Em relação ao mesmo período do ano passado, o resultado financeiro cresceu 68,5%, atingindo R$ 234,1 milhões.

O índice de eficiência operacional, que leva em consideração a soma das Despesas Administrativas em relação a Receita Total, alcançou 11,5% no 1T24, registrando uma melhora de 1,3 p.p. no trimestre (vs. 1T23), decorrente dos ganhos de produtividade observados no período.

Grupo HDI promove campanha de incentivo para corretores focada em produtos residenciais

Igor di beo HDI

Fonte: HDI

Entre os dias 2 de maio e 30 de junho, acontece a campanha de incentivo “HDI em Casa é sua”, promovida pelo Grupo HDI para impulsionar as vendas e reconhecer a dedicação de corretores e demais parceiros na frente de produtos residenciais. Esse é mais um projeto de fomento aos negócios dos profissionais conduzido pela empresa, que constantemente realiza esses rankings de acordo com o desempenho de cada participante e os premia com diversas recompensas. 

No que diz respeito à dinâmica da campanha, cada apólice emitida valerá pontos no ranking Regional ou Nacional e, ao final da ação, os corretores concorrerão a prêmios no Cartão Cresça Corretor que vão de R$ 500 a R$ 5 mil, além de algumas bonificações surpresa que serão reveladas ao longo do processo. Para essa ação, os produtos que contam pontos são o HDI Duo, que combina, em uma única proposta de contratação, proteção para o automóvel e para a residência, seja casa ou apartamento, e o HDI em casa, opção que engloba coberturas e assistências 24h personalizadas para residências (casa ou apartamento). 

As categorias consideradas na campanha são “Seguro Novo”, em que o cliente contrata a proteção pela primeira vez, e “Renovações Congêneres”, que consistem em renovações de segurados anteriormente atendidos por outras empresas do setor, e migraram para o Grupo HDI. Os corretores que desejam conhecer o regulamento na íntegra, com regras de elegibilidade, divisão de grupos, entre outros detalhes, devem acessar www.hdimaiscorretor.com.br 

“O segmento residencial registrou expansão nos últimos anos, especialmente após a pandemia, período em que as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e notaram a importância que é garantir mais proteção para seus lares”, explica o vice-presidente de Vida e Ramos Elementares, Igor Di Beo. “E para dar continuidade a essa ascensão, lançamos a nossa nova campanha de incentivo, para que corretores possam continuar tendo sucesso junto à companhia e expandindo as vendas no setor residencial, sempre com o intuito de ajudar a aumentar a conscientização e, claro, para premiá-los por estarem crescendo junto ao Grupo HDI”, completa o executivo.

Alper Seguros anuncia resultados do primeiro trimestre de 2024

marcos couto alper segurros

Fonte: Alper

A Alper Seguros divulga aumento de 28,3% no lucro bruto do primeiro trimestre de 2024. “Estamos extremamente satisfeitos com os resultados excepcionais do primeiro trimestre de 2024, que refletem o empenho e a excelência de nossa equipe. O crescimento da receita e do lucro líquido atestam a eficácia de nossas estratégias e a confiança de nossos clientes em nossos serviços”, comenta Marcos Couto, CEO da Alper Seguros, em nota.

O relatório com os resultados divulgados pela Alper aponta um prejuízo líquido ajustado de R$ 15,7 milhões. No entanto, a Alper Seguros esclarece que esse resultado negativo se deve a uma reavaliação das compras de empresas realizadas no período. Essa despesa contábil pode, na verdade, indicar que as empresas adquiridas estão gerando mais lucro do que o inicialmente esperado, refletindo uma perspectiva positiva para o futuro e o retorno dos investimentos realizados.

Com um EBITDA 6,8% superior ao mesmo período do ano anterior e um retorno sobre o patrimônio ativo de 19%, a Alper Seguros reafirma seu compromisso com a inovação e a qualidade, buscando sempre superar as expectativas de seus clientes e parceiros.

Setor de seguros está pronto para construir resiliência climática no Brasil, afirma CNseg

Por Carla Simões, de Nova York

Em evento do Lide, em Nova York, Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, Confederação Nacional das Seguradoras, defendeu o setor segurador como ator fundamental na prevenção de catástrofes, na construção da infraestrutura urbana e na recuperação das cidades. 

No painel “A nova visão do Brasil”, Oliveira, que dividiu a mesa com deputados e senadores do País,  destacou o momento de ampliação do risco da sociedade. “É preciso melhorar a resiliência da infraestrutura pra criar uma sociedade mais capaz de lidar com eventos climáticos”, enfatizou. 

A uma plateia de parlamentares, governadores e executivos de diversos setores, Oliveira ressaltou a pujança do setor segurador que hoje responde por 6% do PIB e prevê crescimento de 12% da economia em 2024.  Dada a essa relevância, Dyogo defendeu que o mercado de seguros esteja no debate para o planejamento e resiliência do País contra as catástrofes assim como para o desenvolvimento da infraestrutura das cidades. 

“Precisamos nos organizar enquanto sociedade. É natural que nesse momento o país se mobilize pelo Rio Grande do Sul assim como tem se mobilizado as empresas de seguros para atender as pessoas. No entanto, também temos que aproveitar o momento para refletir em como sociedade brasileira vai lidar com esses fenômenos que estarão cada vez mais presentes”, disse durante seu discurso.

Segundo Dyogo, o setor segurador tem observado aumento na frequência e na gravidade das intempéries climáticas no Brasil como chuvas e seca. Nos últimos 10 anos, mais de 90 por cento dos municípios foram afetados por incidentes climáticos. Precisamos nos mobilizar de maneira organizada, ressaltou. 

“Não devemos cobrar todas as soluções do País do setor público. Vários sistemas de proteção precisarão ser feitos de uma forma diferente e o setor privado pode participar com iniciativas objetivas. O setor segurador tem como maior habilidade gerenciar risco”. 

Para o executivo da CNseg, esses são debates queprecisamos ter para criar um sistema organizado de prevenção as catástrofes climáticas.

Grupo Bradesco Seguros lança “Projeto Sou Digital”

Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros, em parceria com o instituto Razões Para Acreditar, lançou o projeto Sou Digital, com o objetivo de promover a inclusão digital de idosos e mostrar que a tecnologia pode ser usada de maneira fácil, útil e conveniente.

Com uma metodologia prática e interativa, o projeto contou com um workshop, realizado em São Paulo, de maneira presencial, no dia 23 de abril, ministrado pela escola VAMO, especializada em ensinar pessoas com mais idade a utilizar a tecnologia, que foi transmitido via live, no perfil do Instagram do Razões Para Acreditar.

Por meio de um ambiente de aprendizado e colaborativo, o projeto permitiu que os participantes compartilhassem suas experiências com a tecnologia e aprendessem de maneira integrada.

IRB(Re) registra lucro líquido de R$ 79,1 milhões no trimestre

Marcos Falcão IRB RE

O IRB(Re) registrou lucro líquido de R$ 79,1 milhões no primeiro trimestre de 2024 (1T24). O valor apurado nos três primeiros meses do ano é maior que o reportado um ano antes, R$ 8,6 milhões. Os números, divulgados hoje (13/05), consideram a Visão Negócio e mostram a evolução do ressegurador, que obteve resultado positivo pelo quinto trimestre consecutivo.

“Antes de comentar o nosso resultado, gostaria de prestar a minha solidariedade a toda a população do Rio Grande do Sul, que continua sofrendo com o impacto das enchentes. Pagar sinistros é a principal responsabilidade do mercado de seguros. Estamos em contato como nossos clientes e nos comprometemos a fazer análises e pagamentos o mais rápido possível”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re), em nota enviada à imprensa.

“Trabalhamos para produzir resultados sustentáveis, no longo prazo, e, mais uma vez, nossos números mostram que estamos evoluindo. Neste início de ano, destaco ainda o pagamento antecipado de R$ 90 milhões, referentes à terceira emissão de debêntures, e o recebimento de precatórios no valor de R$ 277 milhões. Além disso, encerramos o trimestre com 169% de solvência. Vamos seguir controlando os itens que estão sob nossa gestão: preço, despesas e custos”, comenta Falcão.

Em entrevista ao Valor, o executivo compara a situação no Sul com outra catástrofe mais antiga, a passagem do furacão Katrina, no Sul dos EUA, em 2005. “Lá nos Estados Unidos, as perdas totais alcançaram entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões, com perdas seguradas de cerca de metade do valor. Aqui a gente está achando que não passa de 5% da perda segurada sobre a econômica, ou seja, um enorme gap de proteção, de 95% e pode ser até mais.”

Conforme Falcão, “temos reservas robustas e retrocessões [transferência de riscos para outros resseguradores] muito bem feitas para nos proteger”. O executivo-chefe afirma que as estimativas iniciais de perdas de capital segurado, dentro de cenários que ainda podem mudar, variam “entre R$ 80 milhões e 160 milhões, mas, de novo, num cenário de hoje com as muito pouco informações que temos”.

Resultado de subscrição positivo

O resultado de subscrição do IRB(Re) também avançou e fechou o 1T24 positivo em R$ 122,4 milhões, ante R$ 3,7 milhões no 1T23. A linha rural registrou o maior resultado nominal, com R$ 74,1 milhões no 1T24. Percentualmente, o maior crescimento foi verificado na linha patrimonial: 209,9%, de R$ 16 milhões no 1T23 para R$ 50,1 milhões no 1T24. Vale destacar que o resultado de subscrição no Brasil passou de R$ 15,8 milhões, no 1T23, para R$ 169,4 milhões positivos, no 1T24. Já no exterior, no 1T24, o resultado de subscrição foi negativo em R$ 47 milhões, ante R$ 12,1 milhões negativos no 1T23. 

O prêmio emitido total caiu 9,1% na comparação com o 1T23, registrando R$ 1,4 bilhão. A participação de negócios firmados no Brasil teve alta, alcançando 74% do portifólio. Esse percentual era de 64% um ano antes. Em relação ao volume, houve crescimento de 5,3% no prêmio emitido no Brasil na comparação com o 1T23: R$ 1 bilhão. Já o prêmio emitido no exterior, que representou 26% do portifólio, totalizou R$ 379,9 milhões no 1T24, queda de 34,2% em relação ao 1T23. 

“Podemos observar a constante evolução dos resultados de subscrição, decorrentes da limpeza da carteira realizada em 2023. Alguns ramos ainda apresentam resultados negativos, mas a progressão é positiva se comparada com o mesmo trimestre do ano anterior. Neste 1T24, com foco na execução da nossa estratégia, renovamos 90% de todos os negócios que desejávamos manter. Seguimos com uma carteira diversificada e com novos negócios. Em relação aos facultativos, por exemplo, houve crescimento de 68% em novos negócios efetivados no Brasil, quando comparado com mesmo período do ano anterior”, explica Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).

“Nossa estratégia de subscrição continua centralizada no Brasil. Atingimos a meta de realizar 70% dos negócios no país. Consolidamos a participação no mercado local, alavancando nossas vantagens competitivas. Em 2024, um passo à frente, acreditamos que negócios na América Latina podem responder por 20% do portifólio e outros 10% nas demais exposições internacionais. No 1T24, nosso percentual de prêmios na América Latina ficou em 6,2%, ainda muito baixo, uma vez que as renovações destes negócios só vão ocorrer no terceiro trimestre, visto que a maior parte dos clientes latino-americanos renovam seus negócios em 1º de julho”, comenta Castillo.

Sinistro retido total caiu 43,3%

O sinistro retido total caiu 43,3%, na comparação do 1T24 com o 1T23, fechando em R$ 528,8 bilhões. Com isso, o índice de sinistralidade passou de 77,3% para 58,2%, uma queda de 19,1 p.p.. A companhia também melhorou o índice combinado – que inclui sinistralidade, comissionamento e demais despesas – em 11,9 p.p., passando de 110,9%, no 1T23, para 99%, no 1T24.

“Considerando a geografia, a sinistralidade foi de 44,7% no Brasil e 93,3% no exterior. Analisando a curva, trimestre a trimestre, verificamos uma pequena deterioração no Brasil e uma redução de 33 p.p. na sinistralidade no exterior, considerando o 4T23. Acreditamos que as ações que executamos de ajuste de preços, redução de exposições com cancelamento ou diminuição de participações em diversos contratos, além do alinhamento de condições comerciais e modificações técnicas nos negócios renovados, contribuem para a melhora gradativa deste índice”, afirma Castillo.

Redução do endividamento

O IRB(Re) informou que o índice de endividamento da companhia fechou o 1T24 em 13%. “Nosso índice de endividamento, que aqui foi medido pela relação entre as debêntures e o patrimônio líquido, reduziu em virtude da quitação das debêntures em outubro de 2023. No segundo trimestre, veremos uma nova queda, com o resgate antecipado das debêntures da terceira emissão, o que diminuirá também nosso serviço da dívida”, explica Falcão.

As despesas gerais e administrativas do IRB(Re), no 1T24, totalizaram R$ 75 milhões, comparado aos R$ 88 milhões no 1T23, quando houve pagamento de R$ 25 milhões referente ao acordo com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). 

O resultado financeiro e patrimonial da companhia, no 1T24, foi de R$ 141,6 milhões, praticamente em linha com o resultado do 1T23, impactado pelo menor volume de ativos financeiros e menor taxa de juros. “Encerramos o primeiro trimestre com R$ 8 bilhões em ativos financeiros. A alocação destes recursos, de modo geral, pode ser dividida entre aproximadamente 60% de ativos no Brasil e 40% no exterior”, conta Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), braço de investimentos do ressegurador.

Suficiência nos indicadores regulatórios

O IRB(Re) deve observar dois indicadores regulatórios, conforme dispõe normativo da Susep, órgão responsável pela supervisão do setor de seguros e resseguros: Índice de Suficiência de Patrimônio Líquido Ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido (CMR) e o Índice de Cobertura de Provisões Técnicas. Em 2023, a companhia apresentou suficiência em ambos os índices.

“O primeiro indicador fechou o 1T24 com suficiência de R$ 697,1 milhões, ou seja, 69% acima do capital requerido, o melhor patamar desde setembro de 2021. Ressalto que, com a melhor seleção de riscos, reduzimos a necessidade de capital mínimo requerido em R$ 572 milhões no 1T24. O indicador de suficiência de garantia encerrou o primeiro trimestre com suficiência de R$ 370,1 milhões”, diz Thais Peters, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).

IFRS 17

O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio do IFRS 4, adotada pelo nosso regulador setorial, a Susep, e utilizada pela empresa para tomar suas decisões, publicou seus resultados do 1T24 em IFRS 17, conforme exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A norma internacional, direcionada ao mercado de seguros e resseguros, trata os fluxos operacionais trazidos a valor presente, considerando o valor do dinheiro no tempo. 

Considerando a metodologia do IFRS 17, o resultado da companhia no 1T24 foi positivo em R$ 226,8 milhões, ante prejuízo de R$ 24,6 milhões no 1T23. “A análise dos dados em IFRS 17 exige olhar para períodos mais longos. Neste trimestre, podemos dizer que o resultado foi impactado pelas quedas da sinistralidade e da receita de resseguros, devido ao volume menor do prêmio emitido. Além disso, registramos aumento no resultado financeiro de resseguro pela variação das taxas de desconto e pelo alongamento da curva de pagamentos dos sinistros já provisionados”, afirma Falcão.

Wiz Concept estima mais de 90 mil pedidos de indenizações em seguro habitacional

chuvas no sul casas

Um levantamento muito inicial prevê mais de 90 mil pedidos de indenizações para imóveis financiados por bancos públicos, privados e cooperativas, cujos sinistros devem ser regulados pela Wiz Concept. O seguro habitacional cobre danos físicos aos imóveis em razão da estrutura ter sido afetada em função de água como por movimentação de solo.

“Ainda é tudo prematuro, pois muitas residências estão embaixo da água. Esta é uma estimativa que fizermos em nosso banco de dados apenas”, disse Caio Valli, diretor de estratégia, novos negócios e canais proprietários da Wiz Co., controladora da Wiz Concept, que entre suas linhas de negócios faz a regulação de sinistros para contratos de financiamentos de imóveis, principalmente para bancos públicos.

Esta previsão diz respeito apenas a residênciais, prédios e casas, financiadas por bancos oficiais clientes da Wiz Concept, que contratam com o seguro habitacional. Quanto ao seguro residencial, que é opcional para os proprietários de imóveis, ainda não há estimativa. No Sul, com muitas casas de madeiras, a situação ainda é mais crítica, pois este tipo de construção tem um método de subscrição mais restritivo pelas seguradoras.

Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), no país há 12,7 milhões de lares com seguro contratado, o que equivale a 17% das casas e apartamentos do país. Desse total, menos de 1% tem cobertura para alagamentos. Os chamados seguros compreensivos residenciais pagam o reparo ou a reconstrução da residência até o valor limite contratado, caso o imóvel tenha sido danificado ou destruído por algum evento coberto.

Quanto a valores, Valli afirma ainda ser muito cedo para uma previsão. “Somente quando a água baixar é que será possível fazer um levantamento dos danos e apurar os imóveis condenados e os que podem ser restaurados. O período do financiamento (anos já pago de financiamento) também é usado para calcular o valor da indenização. “Agora, o que sabemos é que temos muitas casas submersas. Do helicóptero, vemos que não sobrou nada de muitas residências”, diz.

No entanto, ressalta, é muito provável que o impacto financeiro para as seguradoras será grande. “Nós, como prestadores de serviço, apenas regulamos os danos. Quem paga a conta são as seguradoras”, acrescenta. O especialista cita que os contratos têm resseguro, o seguro da seguradora, com duas camadas de proteção. A primeira é o limite que o resseguradora começa a participar dos prejuízos e outra é quando o volume de perdas entra na cobertura de catástrofes.

Segundo ele, até o final de maio deve haver uma estimativa dos valores das indenizações com a vistoria dos imóveis. A exposição do sistema bancário no Sul é estimada entre 7% a 10%, segundo a agência S&P.

Cobertura de Danos Físicos ao Imóvel (DFI)

A cobertura de DFI tem como objetivo garantir a integridade do imóvel financiado. Além de oferecer proteção contra danos causados por incêndio, raio e explosão, estão ainda cobertos os prejuízos por eventos de causa externa, decorrentes de: inundação ou alagamento, ainda que decorrente de chuva, entre outros. Se houver necessidade de desocupação do imóvel devido à ocorrência de sinistro coberto, deverá ser prevista indenização, correspondente aos encargos mensais do financiamento.

Cobertura de Morte e Invalidez Permanente (MIP)

Além do DFI, o seguro habitacional também inclui cobertura MIP. Esta cobertura garante a quitação da dívida imobiliária e por conseguinte a permanência do imóvel com a família, em caso de falecimento do(s) contratante(s) do financiamento imobiliário. Além da quitação da dívida em caso de falecimento, também assegura a liquidação da dívida do devedor em caso de Invalidez Permanente Total por Acidente ou Doença

Seguradoras vendem R$ 102 bi no primeiro trimestre, alta de 13,7%

A arrecadação do setor supervisionado no primeiro trimestre do ano foi de R$ 102,95 bilhões, representando uma alta de 13,7% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Os valores que retornaram à sociedade por meio de indenizações, resgates, benefícios e sorteios, somaram um montante de R$56,7 bilhões, dos quais, R$ 17,75 bilhões apenas em março.

Os segmentos de seguros de danos e pessoas, excluindo-se o VGBL, tiveram uma arrecadação acumulada de R$ 48,32 bilhões, alcançando uma alta de 9,69% frente ao mesmo período do ano anterior, quando a arrecadação foi de R$ 44,05 bilhões. Considerando apenas os seguros de danos, o crescimento foi de 6,8% na arrecadação de prêmios no acumulado quando comparado com o mesmo período de 2023.  

A edição informa ainda que, nos seguros de pessoas, o seguro de vida atingiu em março de 2024 o montante acumulado de R$ 8,01 bilhões, valor que representa um crescimento de 15,2% em relação ao mesmo período de 2023. Já o VGBL, produto de acumulação, alcançou uma receita de R$43,61 bilhões, crescimento de 21,4% em relação aos primeiros três meses de 2023, quando o produto arrecadou R$35,91 bilhões.

Ainda segundo o relatório, os produtos de capitalização tiveram alta de 4,2% na receita acumulada até março de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. Foram arrecadados R$ 7,4 bilhões somente em capitalização no primeiro trimestre de 2024.

Bancos serão mais afetados do que seguradoras, segundo S&P Global Ratings

Embora seja muito cedo para avaliar o impacto total das recentes enchentes severas na economia do Rio Grande do Sul, a S&P Global Ratings acredita que os danos são relevantes e podem prejudicar a qualidade dos ativos dos bancos brasileiros, mas espera perdas contidas para as seguradoras locais, informa a agência de rating. 

“Acreditamos em possíveis consequências significativas para o setor agrícola, a indústria de serviços, a propriedade privada e a infraestrutura pública do estado. Também presumimos riscos para empréstimos a pequenas e médias empresas (PMEs), ao consumidor e cartões de crédito”, comentam os analistas. 

As implicações para o setor de seguros ainda não são claras, mas acreditamos que os recentes acontecimentos podem aumentar a demanda por cobertura de riscos catastróficos. Consideramos que os segmentos mais expostos são seguros de lucros cessantes e seguros patrimoniais e residenciais. No entanto, a agência acredita na existência de fatores que mitigam as repercussões para as seguradoras locais. 

As PMEs brasileiras normalmente não fazem seguro contra riscos catastróficos. A cobertura contra enchentes é opcional para seguro de veículos e a agência acredita ser relativamente baixa. As seguradoras locais normalmente não cobrem riscos maiores, como aeroportos e estádios; e a cobertura do seguro agrícola para arroz e milho é geralmente muito baixa. “Por outro lado, acreditamos que e tais enchentes devam aumentar a demanda por cobertura de riscos catastróficos, provavelmente elevando os preços e prêmios deste tipo de seguro”. 

Bancos em CreditWatch 

A agência colocou os ratings do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. (BB-/CW Neg./–) e do Banco Cooperativo Sicredi S.A. (BB/CW Neg./–) em CreditWatch com implicações negativas, uma vez que os bancos têm exposição significativa as áreas afetadas pelas enchentes no estado. “A colocação dos ratings em CreditWatch negativo reflete a nossa opinião de que os efeitos diretos e indiretos de tal evento climático extremo nos bancos da região ainda não são claros. Além disso, acreditamos que ainda pode haver implicações para outros bancos e seguradoras do Brasil”, ressalta no relatório. 

Os efeitos das enchentes também podem pesar sobre outros bancos no Brasil. No entanto, os impactos podem não ser relevantes ou pode haver fatores mitigantes que compensem uma deterioração nos fundamentos do seu negócio. A exposição do sistema bancário ao estado está entre 7%-10%. “Continuaremos a monitorar os empréstimos concedidos por bancos individuais à área. Além disso, há risco de mais chuvas resultando em novas enchentes, as quais poderiam aumentar o impacto na região”. 

De acordo com a S&P, os empréstimos agrícolas oferecidos na área devam ser renegociados, mas existem riscos para empréstimos ao consumidor e cartões de crédito. Os indivíduos e as PMEs com atividades comerciais afetadas pelas inundações poderão ter dificuldades para amortizar seus empréstimos se não forem fornecidas medidas adicionais de suporte governamental. Em contrapartida, esperamos que os empréstimos consignados oferecidos a funcionários públicos e pensionistas continuem a ter um bom desempenho porque o estado os paga diretamente. Os depósitos bancários na área deverão ficar expostos a saques porque os indivíduos poderão precisar de suas poupanças. 

Parceria com Bradesco Seguros favorece modelo de negócios da Rede D’Or, afirma Fitch

A parceria firmada entre a Rede D’Or São Luiz e a Atlântica Hospitais e Participações, do Grupo Bradesco Seguros, tem efeito neutro nos ratings da primeira, mas é positiva do ponto de vista estratégico. A parceria, anunciada no dia 8 de maio, ampliará o relacionamento entre as partes, ao mesmo tempo em que permitirá menor alocação de capital pela Rede D’Or em alguns projetos de expansão.

A Fitch classifica a Rede D’Or com os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) em Moedas Local e Estrangeira ‘BBB-’/Perspectiva Negativa e ‘BB+’/Perspectiva Estável, respectivamente, e com o Rating Nacional de Longo Prazo‘ AAA(bra)’/Perspectiva Estável.

Segundo o relatório publicado pela agência de rating, o Bradesco é uma das principais fontes pagadoras da Rede D’Or, e esta operação reforça o relacionamento entre ambos. “A Fitch considera este movimento bastante estratégico, tendo em vista a atual dinâmica do setor de saúde após a pandemia de coronavírus, caracterizada pela extensão dos prazos de pagamento por parte das operadoras de saúde – o que tem pressionado o capital de giro dos prestadores de serviços, sobretudo o dos hospitais. Além do compartilhamento dos gastos com investimentos em novos projetos, a parceria representa, para a Rede D´Or, um potencial fluxo de receita futura contratada nos hospitais, atenuando o risco de competição”, escrevem os analistas.

A operação, ainda pendente da aprovação dos respectivos órgãos regulatórios, resultará na criação de uma holding (Atlântica D’Or) voltada à construção e à operação de hospitais gerais, com participação de 50,01% da Rede D’Or e de 49,99% da Atlântica Hospitais. O valor inicial do investimento é de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, dividido na proporção das respectivas participações societárias, e engloba três ativos greenfield (Hospital Macaé D’Or, no Rio de Janeiro, e os Hospitais São Luiz Alphaville e São Luiz Guarulhos, em São Paulo). Estes já estavam sendo construídos pela Rede D’Or, com expectativa de conclusão no final deste ano. A Rede D’Or será reembolsada pela construção desses hospitais na parcela equivalente à participação da Atlântica Hospitais.

No período de 12 meses encerrado em 31 de março de 2024, a Rede D’Or reportou EBITDA, segundo critérios da Fitch, de BRL7,2 bilhões, com margem de 15%, e dívida líquida de R$ 18,1 bilhões, resultando em índice dívida líquida/EBITDA de 2,5 vezes (4,7 vezes de alavancagem bruta). A companhia tem o desafio de reduzir seus indicadores de alavancagem bruta e líquida para abaixo de 4 vezes e 2,5 vezes, respectivamente.