Zurich publica relatório com destaque para governança e resiliência climática

A Zurich Seguros publicou seu relatório de sustentabilidade de 2023 em junho deste ano, seguindo a estrutura da matriz, com três áreas prioritárias: planeta, clientes e pessoas. “Governança é um diferencial do relatório. A nossa jornada começou em 2010, com filantropia e voluntariado. Daí seguiu para diversidade, redução de plásticos. Neste, destaco a implementação da governança da sustentabilidade. Afinal, o G, da sigla ESG, organiza todas as ações e torna a sustentabilidade transversal, com representatividade em todas as atividades da companha”, comenta a gerente de sustentabilidade Nathália Abreu. 

De acordo com a executiva, o maior desafio de 2023 e que seguirá em 2024 é a integração da sustentabilidade ao negócio. A seguradora conta com especialistas renomados que participam do Fórum Consultivo e diretorias estratégicas que apoiam o direcionamento da agenda sustentável. “Hoje são 13 grupos de trabalho, organizados em quatro temas: finanças, negócios, operações e impacto social. Com isso, temos uma visão 360 graus de toda a empresa. A estratégia se concentra no crescimento por meio de inovação diária, busca pela eficiência operacional e disciplina na alocação de recursos e capital. Equilibrar cuidadosamente esses objetivos permite que a empresa gere retornos confiáveis ​​e sustentáveis”, resume. 

Disponível no portal da companhia, o relatório da subsidiária local do grupo suíço destaca os resultados de muitas conquistas. “Adotamos premissas de sustentabilidade em 100% dos ativos investidos para restrição de atividades com alto impacto social. Chegamos a aproximadamente R$ 141 milhões alocados em títulos verdes, cerca de 4% do nosso portfólio total de 2023”, destaca. O grupo iniciou a descarbonização do portfolio no final de 2019, chegando a redução de 32 mil toneladas de emissão de carbono. A meta para 2025 era 19,8 mil toneladas. “Superamos a meta com dois anos de antecedência”, revela. 

Para atender às necessidades e exigências dos clientes, a Zurich afirma que vem ampliando o portfolio com uma gama de produtos e serviços sustentáveis. “Além de estar em linha com os anseios dos nossos clientes, os produtos visam apoiar atividades que gerem impacto ambiental ou social positivo e que contribuam para a mitigação dos riscos climáticos”, destaca a executiva.

Entre os produtos citados está o seguro para carros elétricos e híbridos. “O produto foi ajustado para aceitar veículos com valores até R$ 800 mil e incluímos na cobertura furto do carregador, desde que ele esteja dentro do veículo. Nossa assistência 24 horas também se adaptou para prestar socorro para pane elétrica e serviço de concierge com informações sobre locais de carregamento mais próximos do segurado”, enumera. Outro destaque está na consultoria para redes de oficinas que se dispõem a serem certificadas com o Selo Verde, conferido a quem alinha os valores exigidos pela seguradora. Em 2023, 43% das oficinas foram qualificadas. 

Outra novidade citada no relatório é o lançamento do Seguro Celular Consciente. “Além de oferecermos uma cobertura mais inclusiva e mais consciente com o telefone recondicionado em caso de roubo e furto, também temos o descarte correto. Ao prolongar a vida do aparelho, promovemos práticas sustentáveis de reparo e descarte, estamos contribuindo para a construção de um mundo melhor”.

Claro que o tema mudanças climáticas é um dos destaques do relatório. O Zurich Resiliência Climática é um conjunto de serviços criados para enfrentar cenários de risco em constante mudança, garantindo a preparação adequada para desafios futuros. “Este serviço é muito valioso para nossos clientes, uma vez que ele avalia nove riscos que podem expor o patrimônio a perdas relevantes no horizonte de médio e longo prazo. Esta é uma forma de ajudarmos empresas e comunidades a se prepararem para um futuro incerto, garantindo maior resiliência e sustentabilidade”.

O relatório traz os esforços para seguir o roteiro de redução das emissões de carbono em toda a cadeia de valor. Uma economia de baixo carbono terá um impacto positivo no clima e na sociedade. Mundialmente, este tema está bem mais avançado do que no Brasil dado o avanço regulatório e caminhar da economia em alguns países da Europa, EUA e Japão, que já contam com o hidrogênio para ajudar a reduzir as emissões de carbono. O Brasil está num estágio inicial e tem grande potencial para desenvolver a energia verde nos próximos anos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) tem se preparado para começar a regular o mercado de hidrogênio.

Na Europa, o grupo Zurich lidera uma iniciativa para estimular a produção de hidrogênio, um setor visto como crucial para a transição para a energia limpa. O desenvolvimento ocorre em um momento de crescente preocupação sobre se há capacidade suficiente na indústria de seguros para fornecer os trilhões de dólares de cobertura que serão necessários para projetos de energia verde.

A plataforma reune várias seguradoras, lideradas pela Zurich, para subscrever projetos individuais menores, com até US$ 250 milhões em despesas de capital, que de outra forma teriam dificuldade em encontrar seguro. Os projetos receberão uma variedade de coberturas, desde construção até riscos operacionais. As empresas poderão comprar cobertura para uma variedade de riscos, como responsabilidade civil de terceiros para construção, até cobertura para interrupções uma vez que a instalação esteja construída. Em um projeto separado na Suíça, a Zurich fornece cobertura como parte de um projeto para construir 1,6 mil caminhões movidos a hidrogênio até 2025.

“A sustentabilidade é um pilar estratégico para a Zurich Brasil”, afirma Nathalia. “Queremos ser agentes da mudança de hoje para o futuro brilhante que queremos construir e acreditamos que as seguradoras podem ser protagonistas dessa mudança”. Segundo ela, a matriz reconhece a representatividade do Brasil. “Estamos estrategicamente posicionados como uma grande investidora, empregadora e tomadora de risco, em diversos setores da economia, e por isso acreditamos que podemos liderar essa jornada”, finaliza. 

O relatório vem de uma ação espontânea da seguradora, que somente a partir de 2025 precisará publicar dados relativos a sustentabilidade por exigência da circular 666 do órgão regulador, a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Indenizações e arrecadação do seguro habitacional avançam até abril, informa CNseg

Fonte: CNseg

Nos quatro primeiros meses do ano, os brasileiros que possuem Seguro Habitacional receberam cerca de R$ 567,3 milhões em indenizações, 18,5% superior ao mesmo período de 2023. Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o avanço também foi identificado na arrecadação, que alcançou R$ 2,3 bilhões e cresceu 10,6%. Este é um seguro de contratação obrigatória no ato do financiamento de um imóvel, sendo uma garantia fundamental para as operações de crédito imobiliário, tanto para aquisição quanto para construção de imóvel residencial. 

O presidente da comissão de Habitacional da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), Lincoln Peixoto, destaca a função social desta apólice. “Este seguro, ao mesmo tempo que garante a sustentabilidade do financiamento imobiliário no país, também representa para as famílias dos mutuários a certeza de que estarão cobertos em caso de danos sofridos pelo imóvel, incluindo aqueles decorrentes de enchentes e alagamentos, além da cobertura oferecida em situações de morte ou invalidez do titular”, explica.

Somente em abril, houve um crescimento de 10,6% na demanda. O quarto mês do ano foi o maior em termos absolutos, totalizando R$ 580,4 milhões. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP), este também foi um mês representativo nos financiamentos imobiliários. Somente em abril, foram financiados, nas modalidades de aquisição e construção, 49,5 mil imóveis, alta de 19,1% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Peixoto aponta os fatores que têm contribuído para a expansão do seguro Habitacional no país. “A diminuição da inflação e a redução da taxa de juros aumentam a propensão das pessoas a entrar no financiamento do próprio imóvel. O seguro Habitacional se beneficia desse cenário, aumentando sua contratação.” O presidente da comissão FenSeg destaca, ainda, outro ponto que deve manter o viés de alta na arrecadação: a entrega dos empreendimentos imobiliários contratados sob o programa federal Minha Casa, Minha Vida.

Atualmente, no Brasil, milhões de unidades residenciais contam com a proteção do Seguro Habitacional. Essa modalidade desempenha um papel fundamental, principalmente para aqueles que buscam financiamentos imobiliários. Seu principal objetivo é garantir as operações de crédito imobiliário, tornando possível uma oferta mais ampla desses financiamentos. Desta forma, o Seguro Habitacional oferece uma camada de segurança tanto para quem está adquirindo a moradia quanto para as instituições financeiras que concedem esses empréstimos.

O Seguro Habitacional é caracterizado por suas coberturas obrigatórias, que incluem proteção contra eventos como morte ou invalidez permanente (MIP) e danos físicos ao imóvel (DFI). A cobertura MIP proporciona tranquilidade em situações de adversidade, garantindo que, em caso de falecimento ou invalidez permanente do segurado, o seguro cubra parte ou a totalidade do saldo devedor do financiamento. Por outro lado, a cobertura DFI abrange uma variedade de incidentes que podem afetar o imóvel, como incêndio, queda de raio, explosão, vendaval e muito mais.

Práticas sustentáveis e seguro rural rendem crédito mais fácil e barato

jonatas pulquerio MAPA seguro rural

Por Jônatas Pulquério, diretor de Gestão de Risco Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária

Quem já pisou na terra sabe o quanto as operações de crédito rural são importantes para o desenvolvimento do agronegócio. É por meio delas que o produtor brasileiro tem fôlego para investir em tecnologias, insumos e manejos que aumentem a produtividade e a sustentabilidade das suas atividades, adquirindo o trator, construindo depósitos e até mesmo pagando salários.

A luz de alerta se acende pelo fato de que essas operações estão ligadas à produção agrícola, que, por sua vez, está exposta a uma série de riscos climáticos e ambientais.

Daí a dimensão do seguro rural, bem como das práticas sustentáveis, como ferramentas de fundamental importância para a mitigação desses riscos, garantindo a viabilidade das operações financeiras e a segurança alimentar.

O seguro rural incide na proteção aos produtores rurais, oferecendo cobertura contra perdas decorrentes de eventos climáticos adversos, como secas, geadas, chuvas excessivas e outros. Dessa forma, essa proteção é essencial não só para a sustentabilidade financeira do produtor, mas também para a estabilidade do setor agrícola como um todo.

Por sua vez, práticas agrícolas sustentáveis desempenham um papel vital na mitigação dos riscos ambientais e climáticos. Técnicas como a rotação de culturas, o uso eficiente da água, a conservação do solo e a adoção de sistemas agroflorestais não só melhoram a resiliência das lavouras às variações climáticas, mas também contribuem para a preservação dos recursos naturais e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

O produtor que enxerga o benefício dessas duas frentes, promovendo a integração de práticas sustentáveis e do seguro rural, cria um círculo virtuoso no setor agrícola, uma vez que as técnicas sustentáveis melhoram a resiliência das lavouras e, consequentemente, reduzem a frequência e a gravidade das perdas cobertas pelo seguro rural.

Assim, com menos sinistros e menores perdas, as seguradoras podem oferecer produtos com prêmios mais acessíveis, incentivando mais produtores a aderirem ao seguro rural. Esta dinâmica beneficia não apenas os produtores, mas também o mercado financeiro, que opera com menor risco de crédito associado às operações agrícolas.

Para que essa integração seja efetiva, é necessário um esforço conjunto entre governos, instituições financeiras, seguradoras e produtores rurais. Políticas públicas que incentivem a adoção de práticas sustentáveis e a contratação de seguros, através de subsídios e programas de capacitação, são fundamentais.

Além disso, a conscientização dos produtores sobre os benefícios dessas ferramentas e a importância da gestão de risco é essencial para promover a mudança cultural de que o setor precisa.

Deputados retomam taxação de previdência privada em herança na reforma tributária 

Fonte: Folha

O grupo de trabalho que trata do segundo projeto de regulamentação da reforma tributária decidiu retomar a proposta que autoriza estados a taxarem os recursos aportados em planos de previdência privada transmitidos a beneficiários por meio de herança.

A medida havia sido incluída na minuta elaborada pelo governo a pedido dos estados, mas foi excluída de última hora por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da repercussão negativa.

O parecer com as mudanças foi divulgado na noite desta segunda-feira (8) pelo grupo de trabalho na Câmara dos Deputados. O relator-geral do texto é o deputado Mauro Benevides (PDT-CE). Segundo ele, o projeto está pronto para votação em plenário, mas a data dependerá de decisão do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Alguns estados já cobram o ITCMD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos) sobre planos de previdência privada do tipo PGBL e VGBL. No entanto, as regras não são homogêneas e enfrentam questionamentos na Justiça.

O objetivo do governo era uniformizar as normas em âmbito nacional e dar maior segurança jurídica à cobrança do tributo quando o plano tem caráter sucessório, para transmitir patrimônio. A retomada do dispositivo resgata essa intenção, mas com ajustes.

O texto do grupo de trabalho diz que o ITCMD incide sobre “aportes financeiros capitalizados sob a forma de planos de previdência privada ou qualquer outra forma ou denominação de aplicação financeira ou investimento, seja qual for a modalidade de garantia”.

No entanto, não serão alvo de cobrança os valores que tenham sido aportados em planos do tipo VGBL há mais de cinco anos da ocorrência do fato gerador.

“Para quem tem muito patrimônio, a pessoa tem dinheiro na poupança, CDB, todas as aplicações financeiras… Quando a pessoa falece, há sim a incidência do ITCMD. Entretanto, as pessoas de mais alta renda conseguem fazer planejamento tributário. Eles trocam todas as aplicações e vão para o VGBL”, afirmou Benevides.

Segundo ele, pela legislação atual não há nada de ilícito nessa migração, mas o desejo dos parlamentares é dar segurança para a cobrança do imposto estadual.

“Para evitar que esses planejamentos tributários continuem acontecendo na legislação brasileira, vamos colocar o prazo de cinco anos. Se colocou dinheiro e manteve por 5 anos, não terá incidência de ITCMD”, acrescentou o parlamentar, reconhecendo que o tema deve gerar debates no plenário.

O texto manteve fora do alcance da taxação os planos similares a seguros de vida, que pagam uma indenização em caso de morte do segurado em valor sem relação direta com o montante aportado.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP), um dos integrantes do grupo de trabalho, reforçou que a regra dos cinco anos busca coibir a prática de transferência de recursos para planos de previdência como forma de driblar a taxação.

“Sabemos que PGBL e VGBL são rota de fuga”, disse Valente durante a reunião pública do grupo de trabalho para divulgar o parecer ao projeto. “Os que já ganham muito, têm patrimônio grande, renda grande querem rotas de fuga, ainda.”

O deputado Pedro Campos (PSB-PE) disse que a inclusão da taxação dos planos de previdência foi discutida com os estados, embora nem todos tenham concordado com o prazo de cinco anos para a cobrança sobre os valores aportados.

“Sabemos que tem estados que concordam com essa opção e estados que não exatamente concordam, mas o grupo de trabalho decidiu que essa questão seria colocada no texto, até para jogar luz no debate”, afirmou.

No relatório, os deputados mantiveram inalterada a alíquota máxima do ITCMD, hoje em 8% (conforme resolução do Senado Federal), apesar da demanda de estados por uma elevação desse patamar.

No entanto, eles incluíram no projeto um comando que obriga os estados a cobrar o teto sobre os “grandes patrimônios”, definição que será regulamentada em lei estadual ou do Distrito Federal.

Hoje, os estados têm autonomia para fixar alíquotas menores do que os 8%. Segundo Valente, 13 unidades da federação cobram percentuais menores do que o teto.

“Vai ser obrigatório seguir os 8% garantidos pela Constituição”, disse o deputado do PSOL. “Isso que fizemos não é aumento de imposto, é justiça fiscal. E é pouco ainda”, afirmou.

Segundo os parlamentares, a criação da categoria de “grandes patrimônios” vincularia automaticamente a cobrança em caso de elevação da alíquota máxima pelo Senado Federal.

No entanto, o relator-geral do texto reconheceu que a regulamentação do que será considerado “grandes patrimônios” será facultativo: se algum estado não aprovar a lei, não há punição. “Realmente é facultativo”, disse Benevides. “Vamos ver se isso pelo menos serve de estímulo.”

Valente disse que incluir uma punição aos estados que não regulamentarem o tema poderia ser considerado inconstitucional, dado o preceito de autonomia federativa garantido pela Constituição.

O projeto de regulamentação também mexe nas regras que tratam do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), cobrado por municípios e pelo Distrito Federal.

Hoje, o pagamento é feito no momento do registro da transferência. A proposta do governo previa a antecipação da cobrança para o momento da assinatura da escritura, que passaria a ser o fato gerador do débito —o que foi questionado por tributaristas.

“Entendemos que não seria possível mudar o fato gerador na transmissão”, disse Campos. O texto prevê a opção de os municípios anteciparem ou não a cobrança para o momento da assinatura do contrato de compra e venda, mas sem mexer no fato gerador. Ou seja, recolher antes seria opcional.

“O que foi colocado é a possibilidade de antecipação da cobrança do imposto, e isso já é feito por meio da lógica de concessão de desconto”, disse o parlamentar. Ele ressaltou ainda que, para quem já assinou o contrato de compra e venda, não haverá efeito retroativo se o projeto for aprovado dessa forma.

Seguradoras estão preocupadas com ataques militantes e invasões de IA nas Olimpíadas de Paris

Fonte: Reuters

As seguradoras estão preocupadas que ataques militantes ou imagens falsas geradas por IA possam atrapalhar as Olimpíadas de Paris, arriscando cancelamentos de eventos e milhões de dólares em reivindicações. As seguradoras enfrentaram perdas após as Olimpíadas de Tóquio 2020 terem sido adiadas por um ano devido à pandemia de COVID-19.

Desde então, guerras na Ucrânia e em Gaza e uma série de eleições este ano, incluindo na França, aumentaram os temores de violência politicamente motivada em eventos globais de alto perfil. Os Jogos Olímpicos acontecem em Paris de 26 de julho a 11 de agosto e os Jogos Paralímpicos de 28 de agosto a 8 de setembro.

A seguradora alemã Allianz é parceira de seguros dos Jogos. Outras seguradoras, como o mercado Lloyd’s de Londres, também estão fornecendo cobertura. “Estamos todos cientes da situação geopolítica em que o mundo se encontra”, disse Eike Buergel, chefe do programa Olímpico e Paralímpico da Allianz.

“Estamos convencidos de que o COI (Comitê Olímpico Internacional), Paris 2024 e os comitês organizadores nacionais, junto com as autoridades francesas, estão tomando as medidas certas quando se trata de desafios no local.”

A possibilidade de ataques islamitas é a principal preocupação de segurança para os Jogos, disse o chefe da polícia de Paris no mês passado. “É um evento tão grande… em uma cidade muito grande, que por si só é bastante difícil de policiar”, disse Andrew Duxbury, chefe de contingência da seguradora Beazley.

A França disse que moveria a cerimônia de abertura do Rio Sena se um risco específico de segurança fosse confirmado. Um homem foi preso em maio na cidade francesa de Saint-Étienne, suspeito de planejar um ataque em nome do Estado Islâmico no estádio de futebol da cidade durante as Olimpíadas. Adam Carrier, chefe de consultoria da consultoria de gestão de crises AnotherDay, disse que tais incidentes “demonstram que a ameaça contra as Olimpíadas de Paris é real e contínua.”

Outro ponto de tensão pode ser a equipe israelense, disseram fontes do setor de seguros. Israel participará dos Jogos, apesar de seu conflito militar em Gaza, no qual 38.000 palestinos foram mortos. As seguradoras se reuniram com o COI em Paris no mês passado para discutir medidas de mitigação de riscos, disseram duas fontes do setor à Reuters.

A gestão de risco é uma parte “essencial” do trabalho do COI, reduzindo a probabilidade de que eventos inesperados afetem adversamente os Jogos, disse o COI em uma declaração por e-mail à Reuters. O COI compra seu seguro vários anos antes. Normalmente, compra cerca de US$ 800 milhões em cobertura para cada Jogos Olímpicos.

“Devido a cláusulas de confidencialidade incluídas em nossos acordos com nossos prestadores de serviços, o COI não pode divulgar os termos de seus contratos”, afirmou. “A apólice de seguro entraria em vigor em certos eventos inesperados, como a história já testemunhou, para permitir ao COI cobrir parte de seus custos operacionais.”

O comitê organizador de Paris também compra seguro, assim como os comitês organizadores nacionais. Emissoras, patrocinadores e empresas de viagens provavelmente compram sua cobertura cerca de um ano antes, enquanto os provedores de hospitalidade podem comprar seguro mais perto do evento.

Desde os ataques de 11 de setembro em Nova York em 2001, as apólices padrão de cancelamento de eventos geralmente excluem ataques terroristas, mas os organizadores de eventos e empresas podem comprar cobertura separada.

Empresas vulneráveis também podem comprar cobertura contra perdas incorridas por greves, tumultos e comoção civil. A França está se preparando para o segundo turno das eleições parlamentares em 7 de julho, deixando muitas empresas preparadas para protestos que podem levar a danos materiais.

Edel Ryan, executivo do setor de esportes e entretenimento da Marsh no Reino Unido, disse que ataques baseados em IA também têm o potencial de interromper os Jogos, “seja na bilhetagem ou fraude, ou manipulando transmissões ao vivo.”

Tecnologia é grande aliada da HDI Seguros para agilizar processo de aquisições

Fonte: HDI

A tecnologia é uma grande aliada em processos de fusões e aquisições. O tema foi a pauta da participação da CIO, Vanesa Bustamante, que integrou um painel sobre como empresas que passaram por processos de fusões e aquisições devem lidar com a integração de legados e com a área de TI no Insurtech Brasil 2024, evento de tecnologia e inovação no setor de seguros, que ocorreu na última quarta-feira, 3 de julho.

Dada a experiência da executiva com o recente processo de junção das operações da HDI Seguros com a Yelum Seguradora – antiga Liberty Seguros – e com os produtos de varejo da Sompo Consumer, Vanesa explicou a importância de readequar sistemas, bases de dados e integrar todas as empresas em termos de tecnologia da informação durante o processo.

Apesar da área de TI ser bastante técnica, ela está totalmente alinhada à estratégia do Grupo HDI, que tem como um de seus principais pilares o cuidado especial com as pessoas – que, nesse caso, são principalmente os corretores parceiros, os segurados e os colaboradores. De acordo com a executiva, a preocupação com esses públicos é indispensável para o sucesso de qualquer processo desse tipo.

“Quando empresas passam por processos de fusão, como foi o nosso caso no Grupo HDI, a área de TI tem um grande desafio, especialmente se a integração envolve companhias já consolidadas, tanto no mercado de forma geral quanto em suas respectivas áreas de TI”, comenta Vanesa. “Não tem sido um processo simples, mas com certeza de muito aprendizado. Estamos certos de que tudo está sendo feito da maneira mais natural possível e que nossos públicos continuarão tendo experiências de excelência”, completa a executiva.

Capitalização: receitas ultrapassam R$ 9,91 bilhões, no primeiro quadrimestre

Fonte: Fenacap

Rio de Janeiro, 05 de julho de 2024 – Quem faz planos para o futuro precisa ter disciplina financeira, e uma forma segura e estimulante de guardar dinheiro é por meio da aquisição de Títulos de Capitalização. Iniciativa prática e viável para pessoas físicas e jurídicas, ainda permite aos clientes concorrerem a prêmios. E o interesse por essa solução cresce a cada mês, mantendo a tendência de alta:  no primeiro quadrimestre deste ano, de acordo com os dados mais recentes, divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e analisados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), a arrecadação no setor somou R$ 9,91 bilhões, um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Sobre resgates e sorteios, de janeiro a abril foram pagos R$ 8,93 bilhões à sociedade, totalizando uma evolução de 21,1%, se comparado a 2023. 

Ao analisar as modalidades da Capitalização, a Tradicional alcançou R$ 7,34 bilhões em arrecadação, seguida pela Filantropia Premiável, com R$ 1,11 bilhão. A confiança dos clientes nessa modalidade permitiu o repasse de R$ 622 milhões a entidades filantrópicas, uma alta de 26%, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Desta forma, a Capitalização confirma a sua posição como aliada necessária à sustentabilidade financeira dessas instituições, que prestam apoio a pessoas em vulnerabilidade social em todo o Brasil. 

Outra modalidade que se destaca na preferência dos brasileiros é o Instrumento de Garantia: o resultado de janeiro a abril deste ano foi de R$ 1,06 bilhão. Quem optou pelo produto pode ter usado os recursos, por exemplo, no aluguel de um imóvel sem a necessidade de pedir ajuda a um fiador. Uma solução prática e segura para inquilinos e proprietários. 

No desempenho por região, o Sudeste totalizou receita de R$ 5,63 bilhões, seguido pelo Sul com R$ 1,85 bilhão, Nordeste com R$ 1,10 bilhão, Centro-Oeste com R$ 91 milhões e Norte com R$ 42 milhões. 

Para o presidente da FenaCap, Denis Morais, os primeiros quatro meses do ano sinalizam que a Capitalização segue fortalecida, como um segmento que contribui para o crescimento pessoal de milhares de brasileiros. Na avaliação do executivo, os Títulos de Capitalização seguem demonstrando sua robustez, no ano em que completa 95 anos de atividade no país.

“A Capitalização contribui significativamente para o desenvolvimento econômico nacional, demonstrando resiliência e versatilidade na criação de produtos que atendem as necessidades dos consumidores”, afirma Denis.

Generali GC&C: novas nomeações na região do Mediterrâneo e América Latina 

Patricia Puerta, Head de GC&C Mediterrâneo e América Latina

Fonte: Generali

A Generali Global Corporate & Commercial (GC&C) fez três nomeações estratégicas em sua equipe de liderança na região do Mediterrâneo e da América Latina. Em 6 de maio, Frederico Gonçalves assumiu o cargo de Head of Property. Em 1º de junho, Joaquin Espallargas Barrio foi nomeado Head of GC&C Portugal e Manuel Lezama assumiu o cargo de Head of Marine & Aviation Underwriting.

“Estou muito feliz em ter Joaquín, Manuel e Frederico em nossa equipe de liderança com suas novas funções”, disse Patricia Puerta, Head de GC&C Mediterrâneo e América Latina. “Suas diversas origens e vasta experiência serão fundamentais à medida que continuamos a oferecer um serviço excepcional aos nossos clientes, navegando em um cenário de mercado em evolução. Essas nomeações enfatizam nosso foco em aproveitar o talento interno para preparar e elevar futuros líderes. Estou confiante de que seu impacto e contribuições, juntamente com o restante da equipe de liderança, nos permitirão continuar apoiando nossos clientes de forma eficaz e impulsionar o crescimento de nossos negócios”.

Como ex-Head de GC&C Portugal, Frederico Gonçalves traz mais de quinze anos de experiência no setor de seguros. Funções anteriores na Generali e na Chubb, Innovarisk Underwriting e Fidelidade, em que ocupou cargos de subscrição e gerenciamento de risco, fornecem uma visão geral de sua vasta experiência. Gonçalves é mestre em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa.

Joaquin Espallargas Barrio atuou como Gerente de Relacionamento com Corretores de GC&C nos últimos dois anos e ocupou vários cargos de subscrição que aprimoram sua experiência em relacionamentos corporativos e avaliação de risco. Antes de ingressar na Generali, trabalhou na Plus Ultra Seguros e Aseguradores de Riesgos Nucleares AIE. É mestre em Instituições e Mercados Financeiros (FIMM) pelo Colégio Universitário de Estudos Financeiros de Madrid.

Manuel Lezama tem uma sólida experiência em subscrição marítima, tendo ocupado cargos seniores na Generali Global Corporate & Commercial. Também acumulou experiência significativa em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos. Lezama possui bacharelado em Direito pela Universidade de Deusto.

Porto lança programa de formação para “Corretores Influenciadores”

Fonte: Porto

Nesta quarta-feira (3), a Porto promoveu mais um encontro do Programa Gerações, iniciativa voltada para construir, em conjunto com as novas gerações de corretores, um mercado segurador mais atraente, eficiente e digital. Realizado na sede da Porto, o evento contou com a participação de corretores de todo o Brasil e teve como grande destaque o lançamento da formação de “Corretor Influenciador”.
 

O Programa Gerações, parte da Porto Educ, teve início em abril deste ano. Implementado por Luiz Arruda, VP Comercial e Marketing da Porto e idealizado pela diretora Executiva de Produção Brasil da Porto, Eva Miguel, o projeto tem como objetivo engajar e dar oportunidades à nova geração, despertando o interesse de novos profissionais pela profissão. Para alcançar esse objetivo, ao longo de 2024, o programa seguirá proporcionando encontros online e presenciais, seguindo uma agenda planejada, que inclui conteúdos de desenvolvimento, negócios e materiais enriquecedores para os corretores parceiros da companhia.
 

“Nós queremos ser um potencializador para que mais corretores se tornem também influenciadores relevantes dentro de suas comunidades e regiões. Nosso objetivo é que eles saiam daqui com a mensagem de que há muitas oportunidades de inovar na profissão e se tornar referência, um exponencial enorme de crescimento para produção de conteúdo e para se desenvolver digitalmente”, afirma Luiz Arruda, VP Comercial e Marketing da Porto. 
 

Lançamento “Corretor Influenciador”
 

Alinhado aos ideais do projeto, durante a programação deste segundo encontro, a Porto anunciou o lançamento do “Corretor Influenciador”, iniciativa da companhia com o objetivo de formar uma nova geração de corretores influenciadores nas redes sociais, focando na transformação digital. Sendo uma grande oportunidade para que os principais e mais importantes parceiros da Porto, os corretores, acompanhem este movimento de crescimento e inovação. 
 

Inicialmente, 58 corretores participantes do Programa Porto Gerações serão os primeiros a receber os conteúdos e participar do piloto do Corretor Influenciador. E para dar início a esse novo projeto, no evento, os corretores selecionados tiveram uma aula inaugural de apresentação com Ana Laura Magalhães, especialista em economia e criadora de conteúdo, abordando sua trajetória e desafios.
 

Além disso, para começar engajados, cada um dos participantes recebeu um “kit influenciador” como boas-vindas ao programa. O kit inclui itens que ajudarão na produção de conteúdo ao longo da jornada, como um tripé para celular e uma lapela.
 

No segundo semestre a Porto pretende lançar o programa para todos os corretores do Brasil que se interessam em produzir conteúdo e se tornar influenciador.
 

Após a aula inaugural, os corretores selecionados avançarão para as próximas etapas e participarão de um treinamento qualificado. O processo será rápido e dinâmico, composto por cinco aulas que abordarão influência como soft skill, overview das principais plataformas, storytelling, modelo de plano criativo e produção de vídeo. Todos os conteúdos serão ministrados com a metodologia YOUPIX e liderados por especialistas reconhecidos no mercado. O desenvolvimento do projeto é da Agência PROS.
 

Discussões sobre futuro 
 

Além do anúncio principal, o evento incluiu palestras e discussões que abordaram temáticas como a cultura da Porto, construção de jornadas, futuro exponencial, tecnologias, tendências e oportunidades do mercado segurador. Emerson Valentim, Diretor Comercial SP Capital e Metropolitana na Porto, também participou da programação junto com Eva Miguel e Oliver Haider, e compartilhou um pouco de sua trajetória e experiência com os corretores. 
 

A Porto conta com uma extensa rede de profissionais capacitados, que possuem o conhecimento técnico necessário para identificar os melhores produtos e serviços de forma personalizada, atendendo às necessidades específicas de cada cliente. Alinhados à constante evolução e tendências do mercado, a companhia busca estar presente em todos os momentos da jornada dos corretores, sempre oferecendo alternativas para aprimorar o conhecimento dos profissionais.

Favela Holding e MAG lançam a F Seguros, seguradora de Favela do Brasil

F Seguros Mag Seguros

Com grande interesse em desenvolver o microsseguros no Brasil, surge a F Seguros, lançada pela Favela Holding, maior grupo de empresas de favelas do país, em parceria com a MAG Seguros, especialista em vida e previdência. O objetivo central da F Seguros é unir a expertise da Favela Holding com seu amplo conhecimento no território de favela, e a experiência da MAG Seguros no segmento segurador no Brasil e no mundo.

“Os sistemas econômicos e financeiros tradicionais não foram desenvolvidos para quem vive nas favelas. Por isso, é tão gratificante estar com a Favela Holding e a CUFA para fazer esse lançamento. O seguro para a favela chega para quebrar paradigmas, pois foi exclusivamente pensado para atender às reais necessidades dos moradores destes territórios”, comenta Helder Molina, CEO da MAG Seguros, seguradora pioneira no Brasil a lançar a cobertura de seguros para doenças graves e cirurgias.

“Estamos muito entusiasmados com a nova parceria, que vai abrir novas oportunidades jamais vistas nas favelas de todo o Brasil. O nosso grande diferencial é a linguagem simples, que irá facilitar o entendimento do morador da favela com serviços considerados básicos para o morador do asfalto”, diz Celso Athayde, CEO da Favela Holding.

A Central Única das Favelas (CUFA) será a parceira social da empresa que, junto à equipe da F Seguros, treinará moradores desses territórios para se tornarem corretores de seguros e viabilizar a venda para os moradores das favelas. A empresa vai viabilizar o acesso dos moradores das favelas em todo território nacional a produtos como: seguro de vida, título de capitalização, auxílio-funeral, entre outros.

“Nosso estudo mostra que 71% dos trabalhadores das favelas são autônomos e enfrentam incertezas diárias. A oferta de seguros de vida, acidente temporário e funeral é fundamental para garantir que essas famílias tenham a proteção necessária para continuar empreendendo e sustentando seus lares com dignidade”, diz Renato Meirelles, CEO do Data Favela. 

Dados de pesquisas do Data Favela apresentam que 71% dos trabalhadores das favelas são autônomos. Entre os empreendedores, uma proporção significativa é chefe de família (70%), e 53% desses lares são chefiados por mulheres. Isso revela a importância desses trabalhadores na sustentação econômica de suas famílias e a vulnerabilidade associada à incerteza da renda (56%) e à ausência de benefícios (44%). Os moradores desses territórios têm interesse em adquirir seguros em segmentos variados. Porém, o acesso à informação sobre esses serviços é precário e pouco customizado para esse tipo de público.

Com quase 200 anos de história, MAG, especialista em vida e previdência, tem mais de 38 unidades espalhadas pelo país e tem como propósito oferecer soluções de proteção individual nos diversos momentos de vida de todos os brasileiros.

O pré – lançamento acontecerá no sábado, 6 de julho, na Expo Favela Innovation São Paulo e contará com a presença de Celso Athayde, CEO da Favela Holding, Helder Molina, Presidente da MAG Seguros, além de membros da CUFA da região, gestores da MAG e artistas da própria favela, como testemunhas do ato. Durante a cerimônia, os executivos assinarão publicamente o contrato que representa a parceria e apresentarão dados sobre o mercado, a partir de um levantamento feito pelo Data Favela.