De telemedicina a aparelhos queimados, seguro ajuda quem trabalha de casa, alerta Generali

Fonte: Generali

Nos últimos anos, o trabalho remoto se tornou a realidade de muitos profissionais brasileiros. Para quem desempenha suas funções profissionais de casa, é essencial proteger seus equipamentos para que nenhum imprevisto atrapalhe o dia a dia. Por isso, a Generali, uma das líderes mundiais no setor de seguros, destaca produtos que podem ser adequados para quem trabalha remotamente.
 

Garantia Estendida: Para proteger eletrodomésticos, eletrônicos e móveis, a Garantia Estendida cobre defeitos de fabricação e falhas técnicas, garantindo o reparo, troca ou indenização dos bens segurados. Uma vantagem é a possibilidade de incluir Assistência Técnica Linha Branca e Assistência Técnica Especializada, um diferencial na manutenção dos eletrodomésticos.
 

Seguro para Celular e Portáteis: Essencial para quem depende de dispositivos móveis, o Seguro para Celular e Portáteis cobre roubo, furto qualificado, quebra acidental e danos por líquidos. O produto pode ser acoplado ao Seguro PIX, por exemplo, que garante o pagamento de transferências bancárias realizadas sob coação (respeitando o limite do valor e as condições contratadas). 
 

Seguro de Vida: Ao contrário do que muitos pensam, esse seguro possui coberturas que podem ser utilizadas ainda em vida, como, por exemplo, uma verba adicional em caso de diagnóstico de doenças graves ou ainda uma indenização por invalidez por acidente com a finalidade de adaptação do lar. Além disso, podem ser adicionados assistência medicamento, telemedicina, consultas e exames com desconto, clube de benefícios, entre outros.
 

Seguro Residencial: Oferece proteção abrangente para o local de trabalho em casa, cobrindo incêndio, roubo, furto qualificado, vendavais e outras adversidades. O produto pode ser composto por serviços como eletricista, encanador e chaveiro no endereço previsto na apólice, além de indicação de mão de obra especializada para manutenção geral.
 

“Na Generali, entendemos os desafios únicos enfrentados por profissionais e estamos atentos às novas necessidades do dia a dia”, diz Claudia Lopes, Diretora Comercial & Marketing. “Nossos seguros foram desenvolvidos para proporcionar tranquilidade e segurança, permitindo que nossos clientes tenham menos uma preocupação na sua rotina.”

TecBan anuncia Karine Barros, ex-Allianz, como diretora comercial

A TecBan anuncia Karine Barros como nova diretora comercial. Ela chega com a missão de liderar as operações comerciais da companhia neste novo ciclo estratégico, focado em expandir o serviço de gestão de redes de atendimento bancário e potencializar a diversificação de receita da empresa.

Com mais de 20 anos de experiência nas áreas comercial e relacionamento com clientes, atuou como Diretora Executiva Comercial na Allianz Brasil por aproximadamente três anos, onde também esteve à frente das áreas de Grandes Riscos (P&C), Saúde e Marketing. No setor financeiro, gerenciou por mais de sete anos as áreas de Aquisição e Gestão de Relacionamento com Clientes (CRM) no Itaú Unibanco. É graduada em Engenharia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e possui especialização em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Monitoramento e tecnologia são aliados contra riscos climáticos

Fórum IRB

Fonte: IRB

O segundo dia do 1º Fórum IRB(P&D) foi dedicado a um encontro técnico-científico. Pesquisadores, representantes do setor de seguros e resseguros e startups traçaram um panorama das pesquisas climáticas no Brasil. Pela manhã, dois painéis abordaram os avanços e as vantagens do monitoramento climático, assim como a aplicação de tecnologias para enfrentar as altas temperaturas, as chuvas e os períodos de seca.

O primeiro painel abordou o tema “Modelagem e impacto dos riscos climáticos”. Primeiro a falar, Pedro Ivo Mioni Camarinha, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), analisou as consequências de chuvas atípicas e deslizamentos de terra. Ele reforçou a necessidade de antever esses eventos e buscar formas de mitigar seus impactos: “toda ameaça tem uma probabilidade de acontecer. Precisamos avaliar cuidadosamente exposições, vulnerabilidades e capacidade adaptativa”. 

Para ele, o monitoramento constante dos riscos é peça-chave e contribui para não banalizar a tomada de decisão quando os alertas são enviados. “Tanto os eventos de pequeno quanto os de grande impacto têm a sua relevância, inclusive os de pequeno porte representam 22% dos registrados no Cemaden”, disse Camarinha.

Emilio La Rovere, do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Coppe/UFRJ, traçou um panorama dos impactos climáticos no setor de energia e destacou riscos e oportunidades frente à descarbonização da economia. “Temos notado diversos segmentos do setor de energia impactados por causa das mudanças do clima, como eólicos, solares e elétricos”, afirmou.

A descarbonização, segundo La Rovere, é um caminho na busca por mitigações, contudo, o mercado vê riscos e oportunidades. “Há riscos políticos, legais, tecnológicos, mercadológico e de reputação. Existe pressão de stakeholders por transparência e risco de corte de subsídios e de financiamentos aos combustíveis fósseis. Mas há oportunidades, como a promoção da eficiência de recursos, fontes energéticas, resiliência climática e novos produtos e mercados. Para ele, a transição é lenta, mas vai acontecer”. 

Modelagem Agroclimatológica

O segundo painel foi voltado à modelagem agroclimatológica e abordou o monitoramento e a previsão dos riscos de seca na agricultura do país, bem como estimativas da safra da soja. Ana Paula Cunha, do Cemaden, alertou quanto ao aumento de secas e a maior vulnerabilidade na agricultura familiar.

“O Norte e Nordeste e toda a área semiárida apresentam alto risco de seca. Monitoramos continuamente esses índices para gerir riscos. A partir dos anos 90, começou o aumento do índice de seca no país e, desde o ano passado, se agrava intensamente se comparado a outros momentos de pico. Isso é um desafio para a agricultura familiar. Avançamos com sistemas de monitoramento e avaliação de impacto, porém os dados fornecidos devem ser considerados nos planos de preparação para a seca, especialmente nas localidades de maior exposição socioeconômica e ambiental”, disse.

Já Daniela Fuzzo, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), compartilhou que gestão agrícola, previsão de rendimento e redução de riscos são importantes na agricultura porque permitem tomadas de decisões mais assertivas: “essa dinâmica norteia o planejamento e a comercialização do agronegócio porque colabora com o desenvolvimento do plantio, da irrigação, da fertilização e do controle de pragas”. 

Para ela, compreender como as mudanças climáticas em curso afetam os rendimentos globais das colheitas é vital para a segurança alimentar global: “com o aumento da intensidade de secas é relevante, por exemplo, termos estratégias de irrigação eficientes tendo como auxílio modelos agrometeorológicos. Temos tecnologia e ferramentas que apoiam, mas o tempo e o processamento dos dados são um desafio”.

Minella Alves Martins, do Inpe, explicou a importância dos modelos climáticos como ferramenta para entender os processos físicos, analisar o presente e o passado do clima e projetar possibilidades do futuro. “Obter informações climáticas em tempo real e análises a longo prazo são importantes para controlar o avanço da seca evitando grandes impactos na agricultura familiar. A modelagem agrícola pode contribuir com o planejamento por antecipar potenciais impactos e riscos na produção permitindo decisões mais assertivas e a otimização das estratégias do setor. E a agricultura de precisão é primordial nesse processo por meio do uso de sensores, fertilizantes mais eficientes e outros”, disse.

Andrina Seguros, primeira seguradora de derivativos de catástrofes, aguarda autorização da Susep

Duas seguradoras aguardam ansiosamente a publicação da autorização da Susep (Superintendência de Seguros Privados) para começarem a emitir Letras de Risco de Seguros (LRS). O Sonho Seguro conseguiu confirmar uma delas, por meio de fontes que pediram anonimato. A empresa está vinculada ao IRB (RE), o maior ressegurador do Brasil, e deverá ser lançada com o nome de Andrina Seguros. Trata-se de uma Sociedade Seguradora de Propósito Específico (SSPE) que, em breve, será autorizada a emitir LRS. O IRB não comentou sobre o assunto.

A SSPE é uma sociedade seguradora que tem como finalidade exclusiva realizar uma ou mais operações – independentes patrimonialmente -, de transferência de riscos de seguros, previdência complementar, saúde suplementar, resseguro ou retrocessão de uma ou mais contrapartes e o financiamento de tais riscos via emissão de LRS (instrumento de dívida vinculada a riscos de seguros e resseguros).

A volatilidade climática tem aumentado mundialmente a demanda por derivativos climáticos, que fornecem proteção contra ameaças meteorológicas de menor gravidade. Já os cat bonds (títulos de catástrofe) são os mais conhecidos e têm apresentado retornos consideráveis para os investidores. Esses títulos cobrem perdas gigantescas, como as ocorridas recentemente no Sul do Brasil, quando tempestades severas acontecem, com uma frequência estimada de uma vez a cada 100 anos. Trata-se de um mercado em crescimento. Os títulos de catástrofe surgiram em 1997 e, em 2023, registraram um crescimento superior a 20%, alcançando US$ 43 bilhões.

Há grande expectativa de que as SSPE de LRS, criadas como uma alternativa importante para preencher a lacuna de cobertura contra eventos climáticos no Brasil, especialmente no setor agro, comecem a operar ainda este ano. No entanto, especialistas apontam dois desafios para que as emissões de LRS avancem. “Elas deveriam ser isentas de Imposto de Renda, assim como o CRI e o CRA. Deveria ser dado um tratamento diferenciado para as estruturas de securitização, seguros e resseguros que absorvem riscos climáticos”, afirmou um executivo do setor. Além disso, os especialistas consideram que o mercado de capitais no Brasil oferece um ambiente regulatório sofisticado e propício ao desenvolvimento das LRS.

No cenário global, esse tipo de instrumento financeiro é conhecido como ILS (Insurance-Linked Securities) e é amplamente disseminado, especialmente agora, com as mudanças climáticas se transformando em emergências climáticas. “O seguro e o resseguro serão fundamentais como provedores de capital e mitigadores de risco para o mundo, gerenciando o que chamamos de múltiplas transições da economia global”, explicou Yann Le Pallec, diretor executivo da S&P Global, durante coletiva de imprensa no Rendez-Vous 2024 da indústria de resseguros, realizado no início de setembro, em Monte Carlo, Mônaco.

De acordo com especialistas, existem três grandes desafios de transição na economia mundial. O primeiro é a mudança climática, que exige enfrentamento e adaptação ao risco físico do clima e à transição energética. O segundo grande desafio é a digitalização da economia, com a expansão dos centros de dados, IA generativa e todo o capital necessário, além dos riscos decorrentes dessa digitalização acelerada. O terceiro grande desafio e oportunidade, já presente, é o envelhecimento das sociedades.

As estimativas apresentadas em Mônaco apontam para uma necessidade de financiamento de aproximadamente US$ 37 trilhões entre agora e 2030, considerando esses três desafios. Somente a mudança climática exigirá cerca de US$ 25 trilhões no mesmo período, enquanto tudo relacionado à IA generativa e digitalização demandará US$ 7 trilhões, e o envelhecimento das sociedades representará outros US$ 5 trilhões.

Essa pode ser a maior oportunidade para o setor de resseguros e de títulos vinculados a seguros, como as LRS e os ILS, que podem suprir o déficit de financiamento nos esforços de adaptação climática, cujas ações para mitigar os impactos ainda avançam lentamente. Especialistas afirmam que será necessário um aumento significativo de capital, e os títulos de catástrofe são uma estrutura que pode apoiar esse crescimento.

Essas transições só serão viáveis com uma indústria de seguros próspera e solvente, apoiada por uma robusta indústria de resseguros, essencial para distribuir riscos e encontrar fontes alternativas de capital.

Ontem, durante painel Clima e Gestão Estratégia, no Fórum IRB, André Luiz Campos de Andrade, subsecretário de Planejamento de Longo Prazo do Ministério do Planejamento, disse que o país conta com três gaps para a gestão do risco climático: político, institucional e meios de implementação.

“Para combater essas questões, precisamos de atenção e suporte do governo, adequar instituições, processos e instrumentos e dispor de recursos financeiros, técnicos e informacionais, além de capacitar mais profissionais para atuar com riscos. O mercado segurador e ressegurador é importante para debater a Agenda Verde por ser um indutor de boas práticas visando a longevidade da sociedade, por isso precisamos trabalhar em conjunto”, afirmou.

Vendas do setor de seguros avançam 15% até julho deste ano, para R$ 250 bilhões

Alessandro Octaviani Susep

O setor de seguros arrecadou R$ 250 bilhões nos primeiros sete meses de 2024, um crescimento de 15,1% em relação ao mesmo período de 2023. Já o retorno à sociedade, por meio de indenizações, resgates, benefícios e sorteios, foi de R$ 140,6 bilhões no período, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Como destaque no mês de julho, o VGBL recebeu contribuições de R$ 17,17 bilhões – o maior valor já registrado em um único mês, considerando série histórica desde 2019. Durante os sete primeiros meses do ano, o produto acumulou R$ 105,21 bilhões em contribuições, um montante 22,1% superior ao mesmo período no ano passado.

O Superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, lembra que foi implementado, no início do ano, um redesenho do mercado de previdência complementar e seguro de pessoas. “O tema foi previsto no Plano de Regulação vigente e as novas normas passaram a fomentar a concorrência e dar maior poder de decisão para o consumidor ao longo do tempo, o que deve impulsionar o segmento para um desempenho ainda melhor” ressalta Octaviani.

Os seguros de danos apresentaram crescimento de 7,9% na arrecadação de prêmios no acumulado até julho de 2024, quando comparado ao mesmo período de 2023. Foram arrecadados R$ 77,45 bilhões de janeiro até julho de 2024, face aos R$ 71,75 bilhões no mesmo período de 2023.

A arrecadação de prêmios no seguro auto foi de R$ 32,62 bilhões até julho, valor 2,1% superior ao do mesmo período de 2023, quando foram arrecadados R$ 31,94 bilhões. A linha de negócios de automóvel representa 42,1% do total de prêmios dos seguros de danos. Desconsiderando-se auto, o desempenho das demais linhas de negócio dos seguros de danos, no acumulado até julho, foi 12,6% superior ao mesmo período de 2023, apresentando crescimento de R$ 5,02 bilhões na arrecadação de prêmios.

Os seguros de pessoas, incluindo o VGBL, foram responsáveis pela arrecadação de R$ 145,66 bilhões de janeiro a julho de 2024, o que representa crescimento de 21,1% em relação ao mesmo período de 2023. Sem o VGBL, o seguro de vida totalizou R$ 19,33 bilhões em prêmios entre janeiro e julho de 2024, valor que representa um crescimento de 15,4% em relação ao mesmo período de 2023.

Os produtos de capitalização apresentaram alta de 6,28% na receita acumulada até julho de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. Foram arrecadados R$ 17,97 bilhões nos sete primeiros meses de 2024.


 


 


 

Mercado segurador discute cenário político-econômico global e seu impacto no Brasil 

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Fonte: Alper

 Mudanças climáticas, eleições americanas, guerra na Ucrânia, situação da Venezuela e a influência econômica da China na América Latina, além do cenário político e econômico do Brasil pautaram uma discussão sobre os impactos desses fenômenos no mercado segurador e o papel das corretoras e seguradoras na antecipação de riscos, especialmente os que inferem sobre a sinistralidade. O debate foi promovido pela Alper Seguros, uma das maiores corretoras do país.

Marcos Couto, CEO da Alper Seguros, apontou uma ligação direta entre alta taxa de juros, volatilidade econômica e outras crises como os principais elementos que influenciam nos preços dos seguros no Brasil. “Nos últimos anos, a demanda por contratação de seguros no Brasil cresceu, mas os preços aumentaram. Quando falamos de seguro cyber, por exemplo, observamos certa procura, mas com uma sinistralidade desproporcional, com muitos players retirando-se do mercado por conta de cenários adversos, diminuindo a oferta”, expôs o executivo.

Segundo os participantes, os aumentos dos prêmios não ocorrem por vontade das seguradoras, mas sim da influência do cenário global sobre dois elementos: sinistralidade e taxa de juros. As seguradoras observam essas variáveis para fazer a precificação, mas com uma economia globalmente conectada, oscilações locais ou internacionais tem um efeito direto no preço do seguro. 

A própria história do mercado segurador no Brasil evidencia isso. O Brasil abriu o mercado de resseguros em 2008. Após 10 anos, a oferta de resseguros global estava plenamente consolidada, com muitos agentes capazes de tomar riscos, resultando em seguros baratos, resultando no “mercado soft”. Em 2020, com a chegada da pandemia de Covid-19, há um impacto imediato e material nas duas variáveis: os governos começam a injetar dinheiro na economia para manter tudo funcionando; as taxas de juros sobem de maneira exponencial, com efeito no mercado internacional de resseguros; cai a oferta de agentes com capacidade de tomar risco em países como o Brasil. O resultado é um aumento considerável no valor dos seguros.

O número de eventos climáticos extremos nos últimos 10 anos aumentaram de maneira significativa, impactando também os sinistros exponencialmente. E no horizonte, não se observa uma alteração considerável no cenário político, conforme exemplificou Caio Junqueira, analista político da CNN e palestrante do evento. O jornalista apresentou um resumo dos principais acontecimentos globais dos últimos anos. “O mundo anda muito complicado em termos de comércio e política mundial”, apontou Junqueira. 

O globo passou por diferentes ciclos após a Segunda Guerra Mundial. Durante a Guerra Fria, o poder mundial se divide em dois eixos: Estados Unidos e União Soviética. Com a queda do Muro de Berlim em 1989, os americanos dominaram o cenário global até 2014, quando a Rússia invadiu a Criméia e rompeu a hegemonia norte-americana. “Hoje estamos em um mundo multipolar, mas dividido entre autocracias e democracias. São todos players mundiais fazendo frente à antiga ordem mundial”, apontou Caio Junqueira. 

No Brasil, a fragilidade do Poder Executivo, os avanços do Congresso sobre o orçamento público e as pressões que o STF vem recebendo tornam o clima no país uma constante instabilidade, conforme apontou Junqueira. Mesmo assim, Marcos Couto, da Alper, complementou que é responsabilidade do mercado segurador ter uma visão positiva para contornar tais efeitos, unindo esforços para redução de impactos. “Temos que continuar focados nos nossos negócios, seguir investindo e acreditando no segmento. Nosso papel é trazer novos produtos focando no consumidor final”, disse. O CEO da Alper também aposta na união do mercado como ponto de resiliência em momentos adversos. 

O mercado de seguros aposta na tecnologia com objetivo de democratizar o acesso ao seguro como produto financeiro, ampliando o público consumidor e, com isso, conseguir ofertar preços condizentes com o poder econômico da população.

Mapfre anuncia Lucas Feliciano como superintendente de bancassurance 

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Fonte: Mapfre

A Mapfre anuncia a nomeação de Lucas Feliciano como novo Superintendente Comercial de Bancassurance e Parcerias Financeiras. Com mais de 14 anos de atuação no grupo, Feliciano será responsável por liderar e implementar a estratégia multicanal e multiproduto da empresa, junto a bancos, corretoras de valores e demais instituições financeiras.

Feliciano possui formação em Relações Internacionais pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e em Administração, com especialização em Seguros e Previdência Privada, além de um MBA em Economia e Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ao longo de sua carreira, o executivo acumulou expertise na gestão de parcerias estratégicas e no desenvolvimento de novos negócios.

“Agradeço à Mapfre pelo novo desafio e por apostar no desenvolvimento de talentos da companhia. Meu objetivo é em conjunto com o time contribuir para o crescimento do grupo, fortalecendo nossas parcerias existentes e identificando novas oportunidades do mercado”, destaca Lucas Feliciano.

Desafio, oportunidade e a responsabilidade de trabalhar com seguro de vida e previdência no Brasil

nuno David mag seguros

por Nuno David, diretor comercial e de marketing da MAG Seguros

Entre 1995 e 2023, o PIB brasileiro saltou de R$706 milhões para R$10,856 trilhões, um crescimento de 1.437%, segundo dados do Banco Central. Durante esse período, a participação dos prêmios de seguro de vida no PIB passou de 0,43% para 0,61%, totalizando R$65,8 bilhões em prêmios emitidos em 2023. Apesar desse crescimento, o setor de Seguro de Vida e Previdência ainda está aquém de seu potencial. Mas por quê?

Após a hiperinflação, a percepção da sociedade sobre esses produtos era negativa. Isso, aliado a preconceitos culturais da época (“poupar para quem?”) e à falta de uma política de Estado estável, retardou o avanço do setor. A baixa renda disponível da classe média emergente e a ausência de uma política previdenciária clara complicaram ainda mais o cenário. Por muitos anos, o governo sustentou a ideia de que o INSS seria suficiente para garantir a aposentadoria da maioria.

Nos últimos 30 anos, algumas mudanças ocorreram. Novos operadores privados dinamizaram o mercado de investimentos, como as grandes plataformas de agentes autônomos de investimento, e o debate sobre a insustentabilidade do sistema previdenciário público ganhou destaque. A pandemia trouxe desafios inesperados e acelerou uma importante mudança de mentalidade quanto à importância da proteção financeira familiar. Ainda assim, muitos equívocos persistem: regulamentações complexas, falta de incentivo para produtos de previdência corporativa e uma oferta massiva de produtos financeiros que promovem o endividamento, especialmente das classes de menor renda.

Abordar esses temas revela a complexidade dos desafios envolvidos, que vão desde o Legislativo, Executivo e Judiciário, até agentes privados, políticas tributárias e práticas processuais. Com tantos fatores em jogo, é fácil cair na inércia. No entanto, avanços concretos podem ocorrer ao identificarmos pequenos passos que nos aproximem de uma visão mais ambiciosa e ideal. Algumas propostas para seguir esse caminho incluem:

  • Desonerar a migração de capital entre reservas de acumulação e de risco em produtos híbridos: Isso facilitaria a criação de soluções como o Universal Life, que oferece maior simplicidade na contratação e gestão de produtos de proteção financeira ao longo das diversas fases da vida.
  • Implementar aulas de Educação Financeira em todas as etapas da educação pública e privada: Essa medida formaria cidadãos mais conscientes e preparados para gerenciar suas finanças desde a juventude.
  • Avançar nas discussões sobre novos modelos financeiros, incentivando o setor privado a contribuir com soluções que abordem questões como a repactuação dos riscos de longevidade e das taxas de juros.
  • Promover o desendividamento da população: Medidas concretas devem ser implementadas para consolidar um portfólio de crédito mais responsável e sustentável.
  • Unificar os produtos PGBL e VGBL: Isso eliminaria a bitributação e permitiria que empresas, especialmente as que operam sob o regime de lucro presumido, abatessem essas despesas operacionais. Tal medida incentivaria a adesão aos planos de benefícios para empregados, fortalecendo o tripé previdenciário — indivíduo, Estado e empresa.

Outro ponto essencial é a recriação de produtos de rendas atuariais vitalícias, com repactuação quinquenal de parâmetros, permitindo ao segurado migrar para outras opções no mercado durante a repactuação. Além disso, é fundamental encarar o desafio da requalificação profissional de trabalhadores mais velhos, permitindo que continuem produtivos no mercado, porém de forma menos intensa.

Atualmente, segundo a FenaPrevi, apenas 9% dos brasileiros possuem algum plano de previdência, e 18% têm algum tipo de seguro de vida (embora esse número inclua produtos com cobertura insuficiente, como seguros de acidentes pessoais de baixo valor). Esses números revelam tanto uma oportunidade de expansão quanto um preocupante déficit de cobertura. Fatores como renda e emprego contribuem para esse cenário, pois, quando as pessoas precisam escolher entre pagar as contas do mês ou investir em proteção futura, as necessidades imediatas prevalecem.

A penetração de produtos de proteção financeira no Brasil deveria ter ocorrido com mais velocidade. Com isso, perdemos os benefícios do bônus demográfico e já estamos enfrentando os desafios da longevidade sem que as novas gerações tenham sido devidamente preparadas para a necessidade de previdência.

É urgente transformar o setor de Seguros de Vida e Previdência em uma política de Estado efetiva, que funcione como uma alavanca para investimentos estruturais, essenciais ao crescimento do país. Um setor fortalecido poderia impulsionar a economia brasileira e garantir uma aposentadoria digna para todos.

Na MAG, temos sido proativos, sempre dialogando com reguladores e desenvolvendo novas soluções. O mercado está prestes a passar por um forte crescimento nos próximos anos. O Estado precisa desse fortalecimento para enfrentar a crise previdenciária, e os brasileiros precisam dele para garantir uma velhice digna.

Nunca tivemos tantos desafios, mas também nunca tivemos tantas oportunidades — e, com certeza, nunca tivemos uma responsabilidade tão grande.

Lloyd’s of London planeja revisão de regras de conduta “pouco claras”

Lloyds of London resseguro

Fonte: Reuters

O Lloyd’s de Londres informa que planeja reformular suas regras para lidar com condutas inadequadas no mercado de seguros comerciais, pois seus processos atuais podem ser “pouco claros”.

O mercado da Lloyd’s, que emprega quase 50.000 pessoas em subscrição de seguros e corretagem, tem sido alvo de críticas por questões de conduta, incluindo assédio sexual. No entanto, sua abordagem para lidar com essas questões também tem sido criticada, segundo fontes do setor.

O mercado de seguros afirmou que busca fornecer maior clareza sobre os tipos de conduta que considera inaceitáveis, além de esclarecer quando e como interviria em questões de conduta.

O Lloyd’s também disse que propôs uma nova categoria de má conduta voltada para aqueles que maltratam testemunhas e denunciantes. Outras categorias de má conduta incluem desonestidade, assédio e intimidação.

O Lloyd’s está propondo um novo quadro para lidar com comportamentos inadequados, no qual a maioria dos problemas “será tratada pelos próprios processos internos das empresas”, afirmou em um documento de consulta.

“Nossos processos atuais para lidar com questões de má conduta podem ser pouco claros e podem interferir nos processos de intervenção das empresas”, disse a Lloyd’s.

O Lloyd’s opera um mercado com mais de 50 empresas de seguros.

Ela possui alguns poderes regulatórios próprios e pode aplicar sanções, como multas, publicação de avisos de censura pública e suspensão formal do mercado. As empresas que atuam no mercado da Lloyd’s também têm suas próprias políticas para tratar de condutas.

O Lloyd’s está buscando feedback sobre suas propostas até meados de dezembro.

Governo, bancos e seguradoras buscam adaptar-se aos riscos climáticos

Representantes do mercado e do setor público defenderam a disseminação da cultura de seguros na sociedade durante o painel “Clima e Gestão Estratégica”, no 1º Fórum IRB(P&D), realizado nos dias 11 e 12 no Rio, com apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Para eles, seguradoras e resseguradoras têm muito a contribuir na adaptação e na mitigação dos riscos climáticos, evitando danos ainda maiores.

Alexandre Leal, diretor Técnico e de Estudos da CNseg e moderador do painel, reforçou a necessidade do aculturamento securitário entre os brasileiros e a maior presença do seguro na mitigação de riscos: “temos o papel fundamental de educar as pessoas para disseminar o conhecimento e a relevância da proteção de seguros, que pode crescer muito mais, assim como os setores, dos títulos verdes e créditos de carbono com a intenção de colaborar com a diminuição dos problemas ambientais. Somente entre 2020 e 2023, 70% das perdas econômicas foram registradas por eventos climáticos”.

Cláudia Prates, líder de Transição Climática do BNDES, destacou que a instituição tem o compromisso climático de neutralizar a emissão dos gases de efeito estufa, no Brasil, nos próximos anos. Para ela, a agenda climática é geradora de oportunidades de negócios e desenvolvimento econômico. “O BNDES desenvolveu uma taxonomia de economia verde, que inclui a adaptação climática; inventariamos emissões de dióxido de carbono (CO2) e financiadas, que está em constante mudança; adotamos metodologias de riscos climáticos; e promovemos seminários com os setores sobre descarbonização. Os bancos de desenvolvimento têm um papel importante na mobilização de recursos para mitigação e adaptação climática. O Brasil precisa fazer a sua parte na redução de emissão de gases para avançarmos”, disse.

André Luiz Campos de Andrade, subsecretário de Planejamento de Longo Prazo do Ministério do Planejamento, disse que o país conta com três gaps para a gestão do risco climático: político, institucional e meios de implementação. “Para combater essas questões, precisamos de atenção e suporte do governo, adequar instituições, processos e instrumentos e dispor de recursos financeiros, técnicos e informacionais, além de capacitar mais profissionais para atuar com riscos. O mercado segurador e ressegurador é importante para debater a Agenda Verde por ser um indutor de boas práticas visando a longevidade da sociedade, por isso precisamos trabalhar em conjunto”, afirmou.

O CEO da Brasilseg, Amauri Vasconcelos, também valorizou a importância da gestão de catástrofes e a necessidade do seguro nessa jornada: “o poder de destruição das calamidades climáticas é muito grande. Vimos isso no Rio Grande do Sul. Há uma diferença enorme entre as perdas econômicas das seguradas. É importante aculturarmos as pessoas, inclusive com relação à previdência privada. E, assim, promovermos a longevidade a longo prazo no Brasil. Toda a sociedade é afetada quando não há esse equilíbrio. O setor está pronto para essa missão, mas precisamos encontrar um caminho de sensibilizar as pessoas”.

No segundo dia do evento, durante o painel “Fenômenos Físicos Atmosféricos”, Francisco Eliseu Aquino, do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), afirmou que as fortes chuvas e enchentes que ocasionaram a recente catástrofe no Sul não estão ligadas apenas aos fenômenos naturais e às ações humanas, mas, também, a uma situação de circulação atmosférica complexa. 

“Houve contrastes entre a onda de calor no centro do país, o aumento da seca e o ar frio da Antártica ao sul, bem como ciclones extratropicais. Essa junção favoreceram os eventos climáticos extremos vivenciados no sul. Com isso, uma série de impactos e riscos são gerados e podem acontecer novamente”, disse ele, acrescentando que, provavelmente, nunca se viu no Brasil uma quantidade de chuva tão grande caindo em uma única bacia hidrográfica: “as severas enchentes que impactaram as cidades do Vale do Taquari (RS), em menos de um ano, se repetiram três vezes e nenhuma política pública foi feita”.

Representando o Instituto de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Regina Rodrigues deu visibilidade ao impacto do El Niño nos processos físicos das mudanças do clima e dos eventos extremos. A pesquisadora explicou que se trata de um fenômeno natural, mas que é afetado pelas mudanças climáticas. Como consequência, seus efeitos são intensificados. “Esse fenômeno climático promove alterações nos ecossistemas terrestres e marinhos. Há impacto nos sistemas humanos, na segurança hídrica, alimentar e energética”, ressaltou. 

A oceanógrafa informou ainda que o El Niño reduziu a precipitação, aproximadamente, na mesma proporção que as mudanças climáticas. E que a severidade da seca ocorreu por conta do aumento da temperatura global. “As mudanças climáticas aumentam a probabilidade dessa ocorrência meteorológica em dez vezes e a seca hidrológica em 30”, disse Regina, acrescentando que o prejuízo é alto: “O El Niño reduz drasticamente o PIB eas perdas econômicas crescem há décadas. Foram US$ 4,1 trilhões de prejuízo no início dos anos 80, US$ 5,7 trilhões entre 1997 e 1998, e ainda estamos calculando esse último. Precisamos agir porque a projeção para o futuro não é boa. Haverá mais El Niño e mais La Niñas consecutivas”.

A gerente de pesquisa da IBM, Bianca Zadrozny, ressaltou a importância da aplicação de inteligência artificial para avaliar riscos climáticos. “Quantificar ameaças climáticas em uma escala local ao longo de diferentes horizontes de tempo e estimar adequadamente os riscos visando a tomada de decisões é crucial para a adaptação às mudanças climáticas. E a inteligência artificial favorece a concretização deste objetivo gerando respostas e aprendizados frente ao impacto do clima na sociedade”, disse.

Glauber Ferreira da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) mostrou resultados de pesquisas sobre a estação chuvosa, secas hidrológicas e índices de extremos climáticos. “Estudamos a ocorrência de secas hidrológicas no Brasil e concluímos um aumento da frequência desses episódios de até 65% na região Centro-Oeste, além da maior duração dessa seca no Norte, Nordeste e Centro-Oeste podendo chegar a 100% e 90% nas duas últimas regiões citadas”, conta, acrescentando que as pesquisas realizadas revelaram que houve precipitação no Norte do Brasil, aumento de precipitação no centro-sul do país e Bacia do Prata, aumento de dias consecutivos secos (úmidos) na Amazônia brasileira, entre outros impactos.

Modelagem computacional

Ainda à tarde, o chefe de Divisão de Modelagem Numérica do Sistema Terrestre do Inpe, Saulo Ribeiro, destacou a modelagem computacional como um instrumento relevante para prever eventos climáticos extremos. “Temos desenvolvido modelos de previsão do tempo, por exemplo, que permitem a prevenção de eventos climáticos, como chuvas e tempestades com mais precisão e maior antecedência buscando soluções de evitá-los. Também já criamos modelos para ajudar o setor agropecuário melhorando as safras e auxiliando a Defesa Civil”, afirmou Ribeiro, destacando que a Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep), do governo federal, investirá R$ 200 milhões na compra de um supercomputador para o instituto seguir desenvolvendo projetos de modelagem.