Mapfre anuncia Lucas Feliciano como superintendente de bancassurance 

mapfre

Fonte: Mapfre

A Mapfre anuncia a nomeação de Lucas Feliciano como novo Superintendente Comercial de Bancassurance e Parcerias Financeiras. Com mais de 14 anos de atuação no grupo, Feliciano será responsável por liderar e implementar a estratégia multicanal e multiproduto da empresa, junto a bancos, corretoras de valores e demais instituições financeiras.

Feliciano possui formação em Relações Internacionais pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e em Administração, com especialização em Seguros e Previdência Privada, além de um MBA em Economia e Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ao longo de sua carreira, o executivo acumulou expertise na gestão de parcerias estratégicas e no desenvolvimento de novos negócios.

“Agradeço à Mapfre pelo novo desafio e por apostar no desenvolvimento de talentos da companhia. Meu objetivo é em conjunto com o time contribuir para o crescimento do grupo, fortalecendo nossas parcerias existentes e identificando novas oportunidades do mercado”, destaca Lucas Feliciano.

Desafio, oportunidade e a responsabilidade de trabalhar com seguro de vida e previdência no Brasil

nuno David mag seguros

por Nuno David, diretor comercial e de marketing da MAG Seguros

Entre 1995 e 2023, o PIB brasileiro saltou de R$706 milhões para R$10,856 trilhões, um crescimento de 1.437%, segundo dados do Banco Central. Durante esse período, a participação dos prêmios de seguro de vida no PIB passou de 0,43% para 0,61%, totalizando R$65,8 bilhões em prêmios emitidos em 2023. Apesar desse crescimento, o setor de Seguro de Vida e Previdência ainda está aquém de seu potencial. Mas por quê?

Após a hiperinflação, a percepção da sociedade sobre esses produtos era negativa. Isso, aliado a preconceitos culturais da época (“poupar para quem?”) e à falta de uma política de Estado estável, retardou o avanço do setor. A baixa renda disponível da classe média emergente e a ausência de uma política previdenciária clara complicaram ainda mais o cenário. Por muitos anos, o governo sustentou a ideia de que o INSS seria suficiente para garantir a aposentadoria da maioria.

Nos últimos 30 anos, algumas mudanças ocorreram. Novos operadores privados dinamizaram o mercado de investimentos, como as grandes plataformas de agentes autônomos de investimento, e o debate sobre a insustentabilidade do sistema previdenciário público ganhou destaque. A pandemia trouxe desafios inesperados e acelerou uma importante mudança de mentalidade quanto à importância da proteção financeira familiar. Ainda assim, muitos equívocos persistem: regulamentações complexas, falta de incentivo para produtos de previdência corporativa e uma oferta massiva de produtos financeiros que promovem o endividamento, especialmente das classes de menor renda.

Abordar esses temas revela a complexidade dos desafios envolvidos, que vão desde o Legislativo, Executivo e Judiciário, até agentes privados, políticas tributárias e práticas processuais. Com tantos fatores em jogo, é fácil cair na inércia. No entanto, avanços concretos podem ocorrer ao identificarmos pequenos passos que nos aproximem de uma visão mais ambiciosa e ideal. Algumas propostas para seguir esse caminho incluem:

  • Desonerar a migração de capital entre reservas de acumulação e de risco em produtos híbridos: Isso facilitaria a criação de soluções como o Universal Life, que oferece maior simplicidade na contratação e gestão de produtos de proteção financeira ao longo das diversas fases da vida.
  • Implementar aulas de Educação Financeira em todas as etapas da educação pública e privada: Essa medida formaria cidadãos mais conscientes e preparados para gerenciar suas finanças desde a juventude.
  • Avançar nas discussões sobre novos modelos financeiros, incentivando o setor privado a contribuir com soluções que abordem questões como a repactuação dos riscos de longevidade e das taxas de juros.
  • Promover o desendividamento da população: Medidas concretas devem ser implementadas para consolidar um portfólio de crédito mais responsável e sustentável.
  • Unificar os produtos PGBL e VGBL: Isso eliminaria a bitributação e permitiria que empresas, especialmente as que operam sob o regime de lucro presumido, abatessem essas despesas operacionais. Tal medida incentivaria a adesão aos planos de benefícios para empregados, fortalecendo o tripé previdenciário — indivíduo, Estado e empresa.

Outro ponto essencial é a recriação de produtos de rendas atuariais vitalícias, com repactuação quinquenal de parâmetros, permitindo ao segurado migrar para outras opções no mercado durante a repactuação. Além disso, é fundamental encarar o desafio da requalificação profissional de trabalhadores mais velhos, permitindo que continuem produtivos no mercado, porém de forma menos intensa.

Atualmente, segundo a FenaPrevi, apenas 9% dos brasileiros possuem algum plano de previdência, e 18% têm algum tipo de seguro de vida (embora esse número inclua produtos com cobertura insuficiente, como seguros de acidentes pessoais de baixo valor). Esses números revelam tanto uma oportunidade de expansão quanto um preocupante déficit de cobertura. Fatores como renda e emprego contribuem para esse cenário, pois, quando as pessoas precisam escolher entre pagar as contas do mês ou investir em proteção futura, as necessidades imediatas prevalecem.

A penetração de produtos de proteção financeira no Brasil deveria ter ocorrido com mais velocidade. Com isso, perdemos os benefícios do bônus demográfico e já estamos enfrentando os desafios da longevidade sem que as novas gerações tenham sido devidamente preparadas para a necessidade de previdência.

É urgente transformar o setor de Seguros de Vida e Previdência em uma política de Estado efetiva, que funcione como uma alavanca para investimentos estruturais, essenciais ao crescimento do país. Um setor fortalecido poderia impulsionar a economia brasileira e garantir uma aposentadoria digna para todos.

Na MAG, temos sido proativos, sempre dialogando com reguladores e desenvolvendo novas soluções. O mercado está prestes a passar por um forte crescimento nos próximos anos. O Estado precisa desse fortalecimento para enfrentar a crise previdenciária, e os brasileiros precisam dele para garantir uma velhice digna.

Nunca tivemos tantos desafios, mas também nunca tivemos tantas oportunidades — e, com certeza, nunca tivemos uma responsabilidade tão grande.

Lloyd’s of London planeja revisão de regras de conduta “pouco claras”

Lloyds of London resseguro

Fonte: Reuters

O Lloyd’s de Londres informa que planeja reformular suas regras para lidar com condutas inadequadas no mercado de seguros comerciais, pois seus processos atuais podem ser “pouco claros”.

O mercado da Lloyd’s, que emprega quase 50.000 pessoas em subscrição de seguros e corretagem, tem sido alvo de críticas por questões de conduta, incluindo assédio sexual. No entanto, sua abordagem para lidar com essas questões também tem sido criticada, segundo fontes do setor.

O mercado de seguros afirmou que busca fornecer maior clareza sobre os tipos de conduta que considera inaceitáveis, além de esclarecer quando e como interviria em questões de conduta.

O Lloyd’s também disse que propôs uma nova categoria de má conduta voltada para aqueles que maltratam testemunhas e denunciantes. Outras categorias de má conduta incluem desonestidade, assédio e intimidação.

O Lloyd’s está propondo um novo quadro para lidar com comportamentos inadequados, no qual a maioria dos problemas “será tratada pelos próprios processos internos das empresas”, afirmou em um documento de consulta.

“Nossos processos atuais para lidar com questões de má conduta podem ser pouco claros e podem interferir nos processos de intervenção das empresas”, disse a Lloyd’s.

O Lloyd’s opera um mercado com mais de 50 empresas de seguros.

Ela possui alguns poderes regulatórios próprios e pode aplicar sanções, como multas, publicação de avisos de censura pública e suspensão formal do mercado. As empresas que atuam no mercado da Lloyd’s também têm suas próprias políticas para tratar de condutas.

O Lloyd’s está buscando feedback sobre suas propostas até meados de dezembro.

Governo, bancos e seguradoras buscam adaptar-se aos riscos climáticos

Representantes do mercado e do setor público defenderam a disseminação da cultura de seguros na sociedade durante o painel “Clima e Gestão Estratégica”, no 1º Fórum IRB(P&D), realizado nos dias 11 e 12 no Rio, com apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Para eles, seguradoras e resseguradoras têm muito a contribuir na adaptação e na mitigação dos riscos climáticos, evitando danos ainda maiores.

Alexandre Leal, diretor Técnico e de Estudos da CNseg e moderador do painel, reforçou a necessidade do aculturamento securitário entre os brasileiros e a maior presença do seguro na mitigação de riscos: “temos o papel fundamental de educar as pessoas para disseminar o conhecimento e a relevância da proteção de seguros, que pode crescer muito mais, assim como os setores, dos títulos verdes e créditos de carbono com a intenção de colaborar com a diminuição dos problemas ambientais. Somente entre 2020 e 2023, 70% das perdas econômicas foram registradas por eventos climáticos”.

Cláudia Prates, líder de Transição Climática do BNDES, destacou que a instituição tem o compromisso climático de neutralizar a emissão dos gases de efeito estufa, no Brasil, nos próximos anos. Para ela, a agenda climática é geradora de oportunidades de negócios e desenvolvimento econômico. “O BNDES desenvolveu uma taxonomia de economia verde, que inclui a adaptação climática; inventariamos emissões de dióxido de carbono (CO2) e financiadas, que está em constante mudança; adotamos metodologias de riscos climáticos; e promovemos seminários com os setores sobre descarbonização. Os bancos de desenvolvimento têm um papel importante na mobilização de recursos para mitigação e adaptação climática. O Brasil precisa fazer a sua parte na redução de emissão de gases para avançarmos”, disse.

André Luiz Campos de Andrade, subsecretário de Planejamento de Longo Prazo do Ministério do Planejamento, disse que o país conta com três gaps para a gestão do risco climático: político, institucional e meios de implementação. “Para combater essas questões, precisamos de atenção e suporte do governo, adequar instituições, processos e instrumentos e dispor de recursos financeiros, técnicos e informacionais, além de capacitar mais profissionais para atuar com riscos. O mercado segurador e ressegurador é importante para debater a Agenda Verde por ser um indutor de boas práticas visando a longevidade da sociedade, por isso precisamos trabalhar em conjunto”, afirmou.

O CEO da Brasilseg, Amauri Vasconcelos, também valorizou a importância da gestão de catástrofes e a necessidade do seguro nessa jornada: “o poder de destruição das calamidades climáticas é muito grande. Vimos isso no Rio Grande do Sul. Há uma diferença enorme entre as perdas econômicas das seguradas. É importante aculturarmos as pessoas, inclusive com relação à previdência privada. E, assim, promovermos a longevidade a longo prazo no Brasil. Toda a sociedade é afetada quando não há esse equilíbrio. O setor está pronto para essa missão, mas precisamos encontrar um caminho de sensibilizar as pessoas”.

No segundo dia do evento, durante o painel “Fenômenos Físicos Atmosféricos”, Francisco Eliseu Aquino, do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), afirmou que as fortes chuvas e enchentes que ocasionaram a recente catástrofe no Sul não estão ligadas apenas aos fenômenos naturais e às ações humanas, mas, também, a uma situação de circulação atmosférica complexa. 

“Houve contrastes entre a onda de calor no centro do país, o aumento da seca e o ar frio da Antártica ao sul, bem como ciclones extratropicais. Essa junção favoreceram os eventos climáticos extremos vivenciados no sul. Com isso, uma série de impactos e riscos são gerados e podem acontecer novamente”, disse ele, acrescentando que, provavelmente, nunca se viu no Brasil uma quantidade de chuva tão grande caindo em uma única bacia hidrográfica: “as severas enchentes que impactaram as cidades do Vale do Taquari (RS), em menos de um ano, se repetiram três vezes e nenhuma política pública foi feita”.

Representando o Instituto de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Regina Rodrigues deu visibilidade ao impacto do El Niño nos processos físicos das mudanças do clima e dos eventos extremos. A pesquisadora explicou que se trata de um fenômeno natural, mas que é afetado pelas mudanças climáticas. Como consequência, seus efeitos são intensificados. “Esse fenômeno climático promove alterações nos ecossistemas terrestres e marinhos. Há impacto nos sistemas humanos, na segurança hídrica, alimentar e energética”, ressaltou. 

A oceanógrafa informou ainda que o El Niño reduziu a precipitação, aproximadamente, na mesma proporção que as mudanças climáticas. E que a severidade da seca ocorreu por conta do aumento da temperatura global. “As mudanças climáticas aumentam a probabilidade dessa ocorrência meteorológica em dez vezes e a seca hidrológica em 30”, disse Regina, acrescentando que o prejuízo é alto: “O El Niño reduz drasticamente o PIB eas perdas econômicas crescem há décadas. Foram US$ 4,1 trilhões de prejuízo no início dos anos 80, US$ 5,7 trilhões entre 1997 e 1998, e ainda estamos calculando esse último. Precisamos agir porque a projeção para o futuro não é boa. Haverá mais El Niño e mais La Niñas consecutivas”.

A gerente de pesquisa da IBM, Bianca Zadrozny, ressaltou a importância da aplicação de inteligência artificial para avaliar riscos climáticos. “Quantificar ameaças climáticas em uma escala local ao longo de diferentes horizontes de tempo e estimar adequadamente os riscos visando a tomada de decisões é crucial para a adaptação às mudanças climáticas. E a inteligência artificial favorece a concretização deste objetivo gerando respostas e aprendizados frente ao impacto do clima na sociedade”, disse.

Glauber Ferreira da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) mostrou resultados de pesquisas sobre a estação chuvosa, secas hidrológicas e índices de extremos climáticos. “Estudamos a ocorrência de secas hidrológicas no Brasil e concluímos um aumento da frequência desses episódios de até 65% na região Centro-Oeste, além da maior duração dessa seca no Norte, Nordeste e Centro-Oeste podendo chegar a 100% e 90% nas duas últimas regiões citadas”, conta, acrescentando que as pesquisas realizadas revelaram que houve precipitação no Norte do Brasil, aumento de precipitação no centro-sul do país e Bacia do Prata, aumento de dias consecutivos secos (úmidos) na Amazônia brasileira, entre outros impactos.

Modelagem computacional

Ainda à tarde, o chefe de Divisão de Modelagem Numérica do Sistema Terrestre do Inpe, Saulo Ribeiro, destacou a modelagem computacional como um instrumento relevante para prever eventos climáticos extremos. “Temos desenvolvido modelos de previsão do tempo, por exemplo, que permitem a prevenção de eventos climáticos, como chuvas e tempestades com mais precisão e maior antecedência buscando soluções de evitá-los. Também já criamos modelos para ajudar o setor agropecuário melhorando as safras e auxiliando a Defesa Civil”, afirmou Ribeiro, destacando que a Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep), do governo federal, investirá R$ 200 milhões na compra de um supercomputador para o instituto seguir desenvolvendo projetos de modelagem.

Setor de re/seguros debate as emergências climáticas

Marcus falcão IRB Re

É urgente desenvolver o mercado de seguros diante das necessidades impostas pelas questões climáticas, afirmou Marcos Falcão, CEO do IRB (Re), na abertura do 1º Fórum IRB (P&D), realizado na manhã desta quarta-feira (11/09), no Rio de Janeiro, com o tema “Desafios e Oportunidades no Enfrentamento dos Riscos Climáticos”.

Falcão tem razão. As estimativas apresentadas no principal evento de resseguros realizado em Monte Carlos, Mônaco, são assustadoras. Apontam para uma necessidade de financiamento de aproximadamente US$ 37 trilhões entre agora e 2030, considerando três desafios. Somente a mudança climática exigirá cerca de US$ 25 trilhões no mesmo período, enquanto tudo relacionado à IA generativa e digitalização demandará US$ 7 trilhões, e o envelhecimento das sociedades representará outros US$ 5 trilhões.

“Os dados mostram que o risco precisa ser encarado de frente. Nossa missão é pagar sinistros e precificar corretamente para sermos perenes e seguros. Isso é gestão de riscos. Recentemente, vivenciamos eventos extremos no Rio Grande do Sul, onde ficou evidente a discrepância entre as perdas econômicas e seguradas. Já temos uma legislação apropriada em evolução e soluções de mercado baseadas no princípio da mutualidade, o que contribui para esse progresso e gerenciamento. Contudo, ainda há muito a ser feito, sobretudo devido ao agravamento dos riscos climáticos. A colaboração entre o setor público e privado é essencial”, afirmou Falcão.

Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, concorda com Falcão. “Somos a indústria com maior capacidade de avaliar riscos, e o setor não pode se esquivar dos eventos extremos. Precisamos compreendê-los para gerenciá-los adequadamente. É fundamental que o mercado se una para acumular e compartilhar conhecimento”, disse.

Para Oliveira, as seguradoras enfrentam três desafios principais no combate aos riscos climáticos: o primeiro está relacionado aos produtos de seguro já existentes, que ainda são subutilizados; o segundo, à necessidade de desenvolver novos produtos; e o terceiro, à integração com programas públicos e agendas governamentais. “É lamentável que menos de 10% das perdas totais no Rio Grande do Sul estejam cobertas. Há um vasto campo a ser explorado com produtos já existentes, como Seguro Agrícola, Residencial e Automóvel”, ressaltou.

Oliveira destacou que o setor segurador vem tratando dos riscos climáticos desde a década de 1970, sendo o primeiro segmento econômico a chamar atenção para o tema. “Mas é necessário um esforço ainda maior para preparar o mercado, pois os riscos estão crescendo e continuarão a crescer. Isso não é pessimismo, mas uma constatação de que a transição climática já está em curso e não irá retroceder”, observou. A CNSeg tem atuado em cooperação com o mercado, governo, universidades e institutos de pesquisa, além de inserir o tema nas agendas internacionais, como nas discussões da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas e do G20.

Amauri Vasconcelos, CEO da Brasilseg, também destacou a importância da gestão de catástrofes e do papel dos seguros nesse contexto: “O poder destrutivo das calamidades climáticas é imenso, como vimos no Rio Grande do Sul. É essencial educar a população, inclusive sobre previdência privada, para promover a longevidade e garantir o equilíbrio social. O setor está pronto para essa missão, mas precisamos encontrar formas de sensibilizar a sociedade”, afirmou. Segundo ele, as perdas por eventos climáticos no agronegócios nos últimos dez anos somaram R$ 287 bilhões, sendo que apenas R$ 56 bilhões tinham seguros agrícolas ou reembolsos do governo com o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

Governo: inovação e educação financeira

Vinicius Ratton Brandi, subsecretário de Reformas Microeconômicas e Regulação Financeira do Ministério da Fazenda, frisou o desafio de aprofundar o conhecimento sobre riscos climáticos. “O debate é acadêmico. Precisamos unir desenvolvimento e conhecimento, combinando conceitos e técnicas que também contribuam para questões regulatórias. Todos os setores, especialmente o de seguros, devem desenvolver ferramentas adequadas para mitigar os riscos climáticos”, disse.

Paulo Miller, chefe de coordenação geral de estudos e relações institucionais da Susep, destacou a importância da educação financeira em todos os níveis, desde o acadêmico até a conscientização da população sobre a gestão de riscos climáticos. “É necessário desenvolver a compreensão do poder público sobre como o seguro pode mitigar riscos. O seguro tem um papel fundamental no apoio a catástrofes, tanto na gestão de riscos quanto no suporte financeiro imediato em eventos como o ocorrido no Rio Grande do Sul ou no litoral norte de São Paulo no Carnaval de 2022”, pontuou.

Miller também mencionou inovações como o seguro paramétrico. “Esse tipo de seguro pode resolver vários gargalos de proteção no agronegócio. A oferta de seguro embutido pode avançar, lembrando o consumidor da proteção financeira no momento da compra de uma semente, por exemplo. Inovações como essa podem mitigar riscos e oferecer conforto a quem enfrenta perdas”, acrescentou.

Ciência: urgências climáticas

O cientista Carlos Nobre alertou sobre o cenário preocupante para a humanidade caso os impactos das mudanças climáticas não sejam enfrentados com urgência. “Os impactos já são generalizados e estão se intensificando. Não falamos mais de mudanças climáticas, mas de emergência climática”, afirmou. Nobre apresentou dados sobre o aumento das temperaturas, o nível do mar, o derretimento das geleiras e o aumento dos gases de efeito estufa.

“Tivemos recordes de queimadas neste primeiro semestre, recorde de inundações no Sul e recorde de seca na Amazônia. Precisamos nos adaptar aos eventos climáticos extremos”, destacou. Entre as estratégias sugeridas estão a melhora da eficiência energética, a promoção de energias renováveis, o incentivo ao transporte público sustentável e a restauração de vegetações e áreas costeiras.

Segundo ele, o Brasil pode neutralizar as emissões de gases de efeito estufa com políticas ambientais bem implementadas, atingindo emissões líquidas negativas após 2040. “Os setores devem caminhar rumo à sustentabilidade, transição energética e aprimorar os sistemas de previsão e alertas de desastres”, afirmou Nobre, que também é membro do Conselho Deliberativo do WWF Brasil.

Ao final, o cientista questionou: “Que mundo vamos deixar para as próximas gerações?” Ele enfatizou a importância de as novas gerações assumirem a liderança na busca por sustentabilidade e a inclusão do ensino sobre eventos climáticos extremos nas escolas.

Cresce a demanda por cat bonds

Roberto Carcache-Flores, gerente de riscos na VITALIS, falou sobre o crescimento dos “cat bonds” ou títulos para proteção de catástrofes, mencionando o furacão Katrina como exemplo de uso desse instrumento financeiro. “Os cat bonds geraram US$ 7 bilhões em 2022 pelas perdas em Nova Orleans. O mercado, iniciado em 1997, registrou crescimento superior a 20% em 2023, totalizando US$ 43 bilhões”, explicou.

Segundo ele, esses títulos permitem que resseguradores e governos locais transfiram riscos ao mercado financeiro, oferecendo aos investidores a oportunidade de diversificar seus portfólios.

Como criar tesiliência em um mundo em risco?

Simon Solvsten, diretor do European Center for Risk & Resilience Studies, destacou que a construção da resiliência do futuro requer financiamento e que os desafios incluem o aumento da frequência e gravidade dos eventos climáticos extremos. “A urgência está em reduzir as lacunas de cobertura e o sub-seguro, especialmente em mercados emergentes. Além disso, as seguradoras precisam se adaptar a novas tecnologias, como a IA, para enfrentar os desafios futuros”, concluiu.

Dennis Milan assume diretoria de tecnologia, digital e inovação da seguradora Tokio Marine

 Fonte: Tokio Marine

Há 27 anos no mercado securitário, com ampla experiência em multinacionais e startups do ramo, o executivo Dennis Milan assume a Diretoria de Tecnologia, Digital e Inovação da Tokio Marine a partir deste mês. Engenheiro Eletrônico com MBA Executivo em Administração, o executivo tem o desafio de aprimorar a atuação da Seguradora no ambiente digital e agrega sólido conhecimento nas áreas de Sinistros, Operações e Assistências, nas quais já atuou em cargos de liderança.

Segundo Milan, fazer parte do time era um desejo antigo, alimentado, especialmente, pelos diferenciais da Seguradora no mercado. “A Tokio Marine tem registrado um crescimento contínuo e sustentável nos últimos anos e é reconhecidamente inovadora, o que me gera identificação imediata. Além disso, valorizo muito um ambiente saudável para trabalhar – fator pelo qual a Companhia também é identificada como uma das melhores do País. Desta forma, estou muito motivado para contribuir com a estratégia de negócios da empresa”, afirma. 

Entre seus desafios estão promover uma integração ainda maior dos sistemas das Corretoras ao da Tokio Marine e implementar uma ferramenta de CRM, além de aprimorar a adoção de novas tecnologias a serviço da transformação digital e da automação de processos. “Quero colaborar com o amadurecimento da Companhia no ambiente digital para que possamos fazer ainda mais a diferença no dia a dia de nossos Parceiros de Negócios e dos nossos Clientes”, comenta Dennis Milan. 

Ele responde diretamente ao Diretor Executivo de Operações, Sinistros e Tecnologia, Adilson Lavrador. “Além de toda atuação em tecnologia, Dennis é um executivo com amplo conhecimento de diversas áreas de nosso negócio, o que agrega muito valor à sua contratação. Tenho plena confiança de que sua chegada permitirá que continuemos a nossa jornada de desenvolvimento e aprimoramento de soluções digitais de excelência para atender os nossos públicos, sempre com foco em qualidade e facilidade no atendimento”, finaliza Adilson. 

Ouvidoria do Grupo Bradesco Seguros comemora 21 anos de atuação

Fonte: Bradesco

Para comemorar seus 21 anos de atuação, a Ouvidoria Bradesco Seguros promoveu a palestra “Cliente no centro da estratégia: como construir experiência marcantes”. A live, conduzida por Edilberto Camalionte, autor e coautor de obras como Marketing Estratégico, Estratégias de Diferenciação e a Inteligência de Mercado, ofereceu uma reflexão profunda sobre a importância do cliente como o verdadeiro centro de todas as decisões da companhia.

O evento, realizado no dia 6 de setembro, destacou o papel essencial do cliente em cada fase do desenvolvimento e execução das estratégias, consolidando o clientecentrismo como um dos principais diferenciais do grupo. Valdirene Soares, Diretora de Recursos Humanos, Sustentabilidade e Ouvidoria da companhia, afirmou “O clientecentrimo, que há anos permeia a cultura da Bradesco Seguros, tem sido o principal direcionador para garantir a entrega de valor e a construção de relacionamentos sólidos e duradouros dentro e fora da organização.”

Ao final da palestra Silvana Mara Raksa, Superintendente da Ouvidoria do Grupo Bradesco Seguros, destacou “O foco no cliente não é apenas uma estratégia, mas parte integrante da essência do Grupo Bradesco Seguros. Com 21 anos de uma trajetória de sucesso, evoluímos junto com o mercado e nossos clientes ao longo dos anos, e renovando continuamente nosso compromisso de garantir que as necessidades e expectativas dos nossos clientes estejam sempre à frente”.

A Ouvidoria Bradesco Seguros segue colecionando conquistas importantes, como o Prêmio Ouvidorias Brasil, da Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente (Abrarec), mantido pelo 12° ano consecutivo, evidenciando o compromisso com a excelência e a inovação no relacionamento com clientes.

Prudential do Brasil debate formas de criar conexão com o cliente

Fonte: Prudential

A Prudential do Brasil esteve presente esta semana no Conarec 2024, um dos maiores fóruns de CX da América Latina. O vice-presidente de Marketing e Clientes da seguradora, Carlos Cortez, participou do painel “Brand Experience: Como criar conexão com o consumidor”, ao lado de representantes de empresas como Avon, Santander, Reckitt e Verint.

O executivo destacou a cultura centrada no cliente como um forte pilar estratégico da Prudential e compartilhou a jornada para aprimorar a experiência do cliente em todos os pontos de contato, desde a contratação do seguro até o pagamento do benefício. Cortez falou ainda sobre o papel do seguro de vida na conexão emocional que estabelece com seus clientes e lembrou a importância de ter uma marca forte e relevante que promove experiências inesquecíveis, como é o caso do patrocínio do Rock in Rio.

“Conhecer profundamente o cliente e identificar suas necessidades é fundamental para criação de novos produtos e soluções. Precisamos acompanhar esse novo consumidor e nos adaptar rapidamente às mudanças. Afinal, todo mundo tem um motivo para contratar um seguro de vida em um momento da vida”, disse Cortez.

BP Seguradora contrata Marcus Vinicius Martins como vice-presidente comercial

Marcus vinicius

O executivo Marcus Vinicius Martins é o novo vice-presidente comercial da BP Seguradora. Ele assume o cargo na diretoria da seguradora mineira, sendo o responsável pela definição e implementação da estratégia comercial da seguradora em todo o Brasil.

Marcus Vinicius Martins possui 30 anos de experiência no mercado de seguros e já ocupou cargos de liderança em algumas das maiores empresas do setor. O executivo foi CEO da Zurich Seguros Gerais no Brasil e Vice-Presidente Comercial, de Marketing e de Auto da Sul América Seguros, onde trabalhou por 17 anos. Atuou também como Head de Seguros do Grupo Safra e já foi eleito a Personalidade do Ano pelo Mercado Segurador Brasileiro.

Para Fábio Vasconcelos, CEO da BP Seguradora, a chegada de Marcus Vinicius representa um novo passo para o fortalecimento da seguradora mineira no mercado nacional. “A contratação do Marcus Vinicius demarca o início de uma nova era para a BP Seguradora, sobretudo no fortalecimento da parceria com os Corretores de Seguros. Com a experiência do executivo, em sinergia com a nossa visão de mercado, caminhamos para democratizar cada vez mais o acesso aos produtos no mercado brasileiro de seguros”.

MAG Seguros oferece aos seus mais de 1,5 mil funcionários programa de apoio psicológico

patricia campos mag seguros

Fonte: MAG

Segundo o levantamento “Tendências de Gestão de Pessoas”, produzido pela Great Place to Work, dentre os desafios de gestão de pessoas, esta é a primeira vez que a saúde mental está no topo da lista, de acordo com 36.9% dos entrevistados. O estudo contou com mais de 1,8 mil respondentes de todo o Brasil, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024.
 

Atenta aos seus colaboradores, a MAG Seguros, especialista em vida e previdência com 189 anos de atuação ininterrupta, apresentou um novo formato de trabalho para seus funcionários, enxergando a necessidade de auxiliar na saúde mental de todos. Com isso, a seguradora implantou, em 2019, o programa “Tamo Junto”, que consiste em apoio psicológico, jurídico, financeiro e social, totalmente confidencial e sem limite de utilização – oferecido aos seus mais de 1,5 mil colaboradores. 
 

“Aqui na MAG Seguros temos o compromisso de criar um ambiente saudável para que nossos colaboradores prosperem. Nosso intuito é sempre oferecer o melhor aos nossos colaboradores, com escuta ativa e olhar individualizado. Estamos atentos ao tema saúde mental, que vem se tornando cada vez mais um desafio para todas as empresas,” comenta Patrícia Campos, Diretora de Gente e Gestão do Grupo MAG.

Além do programa “Tamo Junto”, a seguradora atua hoje no modelo híbrido, com a flexibilização de rotinas de forma que colaboradores possam equilibrar suas vidas profissionais e pessoais, mantendo a produtividade e engajamento. 
 

Essas e outras ações benéficas à saúde física e mental dos funcionários vêm se destacando dia após dia na vida dos brasileiros, trazendo um novo olhar para as companhias ao oferecer a seus funcionários um ambiente adequado para execução de trabalho e relações mais saudáveis.