Centro Automotivo Porto Serviço adianta campanha do mês do consumidor

O Centro Automotivo Porto Serviço acaba de lançar uma nova campanha para o mês do consumidor. De 23 de fevereiro a 31 de março, todos os clientes que realizarem serviços acima de R$ 350 em qualquer unidade da rede, ganham um limpa para-brisa exclusivo da Porto Serviço.

A campanha foi desenhada para atender todo mundo: o brinde estará disponível tanto para quem já tem um seguro da Porto quanto para o público em geral. O objetivo é reforçar que o Centro Automotivo é a casa de todo motorista que busca confiança, transparência e cuidado técnico de ponta.

Além de incentivar a manutenção preventiva, a ação ajuda a estreitar o relacionamento com os clientes que visitam as oficinas pela primeira vez, apresentando qualidade, segurança e a conveniência das nossas estruturas distribuídas em todo o país.

Os Centros Automotivos Porto Serviço oferecem garantia nacional em suas oficinas, e os valores dos principais serviços estão disponíveis no site para evitar surpresas. A solicitação de agendamento é online e pode ser feita pelo site, App Porto ou WhatsApp.

Benefícios para segurados

Quem já é segurado Auto Porto Seguro pode contar com 20% de desconto na mão de obra em manutenções e reparos automotivos. Além disso, segurados têm acesso a benefícios gratuitos na apólice, como:

● alinhamento de direção
● reparo em furo de pneus
● troca de lâmpadas externas
● cristalização de para-brisas
● higienização do ar-condicionado (ozônio) no mês de aniversário

Já os segurados auto Azul, Itaú e Mitsui têm 15% de desconto na mão de obra em manutenções e reparos automotivos.

Marco Legal do Seguro exige ajustes no mercado

por Karin Fuchs

A Lei nº 15.040/2024 ou o novo Marco Legal do Seguro já vinha sendo estudada há meses por seguradoras, corretoras e áreas jurídicas, por isso, não pegou o mercado de surpresa, quando passou a vigorar em dezembro de 2025. No entanto, ela ainda requer ajustes no mercado, segundo membros do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros. 

Seguradoras – “A implementação do Marco Legal do Seguro exige de nós, seguradores, compromisso com a segurança jurídica e a clareza contratual. Na allseg, estamos atuando em três pilares: capacitação da equipe, que trouxe um olhar jurídico, o entendimento e a base necessária para outros dois pilares que são complementares: a readequação operacional, processual e tecnológica e a revisão minuciosa de nossos clausulados e materiais de apoio. Essas mudanças não são meras formalidades, mas o alicerce necessário para oferecer a clientes e parceiros de negócios a estabilidade e a confiança que sempre nortearam nossa atuação”, afirmou Pedro Pereira de Freitas, Presidente da allseg Seguradora e membro do Fórum. 

Corretores –  “Do lado dos corretores, houve esforço de atualização, mas a mudança exige padronização de linguagem, ajuste de rotinas e, principalmente, alinhamento fino entre o que está na apólice, o que é comunicado ao cliente e o que é praticado no pós-venda. O corretor vive na ponta, onde qualquer diferença de interpretação vira atrito. Em muitos casos, o desafio é traduzir o novo padrão de clareza e transparência em comunicação simples, sem ‘juridiquês’, mantendo consistência entre proposta, condições contratuais e orientação ao segurado. Além da necessidade de documentação e registro do relacionamento com o cliente, algo que já era boa prática, mas agora ganha ainda mais relevância para reduzir ruído e dar segurança para todos”, disse Alexandre Camillo, Presidente da SegPartners e membro do Fórum. 

Segurados – “A Lei nº 15.040/2024 ampliou as obrigações do corretor, a fim de elevar a participação ativa destes profissionais durante toda a vigência do contrato de seguro, tornando-o responsável pela entrega de documentos e informações ao segurado em até cinco dias úteis, ou antes, em caso de risco de perda de direito. Considerando as atribuições impostas pela lei, o corretor deve registrar e formalizar todas as comunicações com o segurado para garantir que todas as informações relativas ao risco foram devidamente compartilhadas. Em caso de falha, é possível que haja responsabilização do corredor pela falha da prestação de seu serviço”, descreveu Camila Calais, Head de Seguros do escritório Mattos Filho Advogados e membro do Fórum.

Posicionamento do Fórum – “O Fórum acompanha esse tema desde o início das discussões no Congresso Nacional e no mercado e apoiou a iniciativa por entender que o setor se fortalece com uma legislação própria para o contrato de seguros. A medida pode contribuir de forma relevante para o desenvolvimento e o fomento do mercado, em linha com a atuação do Fórum em defesa de uma sociedade mais protegida”, relatou Marco Antônio Gonçalves, Diretor-presidente do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros e Presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros. 

Sobre o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros

Fundado em 10/03/2021, o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros nasceu com o propósito de ser um espaço independente, plural e estratégico de debate, reflexão e construção de caminhos para o fortalecimento do seguro e resseguro no Brasil. 

Desde a sua fundação, o Fórum reúne líderes, executivos, acadêmicos, especialistas e representantes de diferentes segmentos do setor. Hoje são 24 membros ativos, comprometidos com a evolução contínua desse mercado.

MAG Seguros traz novo reforço para a gerência comercial de Assessorias e Grupos Especiais

A MAG Seguros, empresa especialista em vida e previdência com 191 anos de atuação ininterrupta, anunciou a contratação de Thais Cardoso para a posição de Gerente Comercial de Assessorias e Grupos Especiais na Superintendência SP Capital e Litoral na Diretoria de Mercado, área considerada estratégica e em expansão dentro da companhia. Thais passa a atuar no suporte e evolução do corretor, conectando capacitação, estratégia e adequação de soluções em um contexto de crescimento do debate sobre proteção financeira e planejamento de longo prazo.

“Quando bem estruturadas, as Assessorias e Grupos Especiais deixam de ser apenas um apoio operacional e passam a exercer um papel estratégico na jornada do corretor. Elas contribuem para a leitura da carteira, ajudam a identificar oportunidades em vida e previdência, direcionam tecnicamente as abordagens conforme o perfil do cliente e aproximam o corretor do portfólio de soluções da seguradora”, afirma Thais.

Natural de Sarandi (RS), a executiva é formada em Ciências Contábeis e soma 10 anos de experiência no mercado segurador. A executiva iniciou a carreira em uma corretora de seguros, etapa que contribuiu para consolidar uma visão prática do negócio e do papel consultivo do corretor na construção de soluções para diferentes perfis de clientes. Também já atuou com Assessorias e Grupos Especiais em outras seguradoras.

Indenizações no seguro de crédito no RS crescem mais de 50% em 2025

Em um ano marcado por maior pressão econômica sobre as empresas, o Seguro de Crédito ganhou protagonismo no Rio Grande do Sul como instrumento de proteção financeira. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontam que o pagamento de indenizações no estado cresceu 54,1 % em 2025, em comparação com 2024, alcançando R$ 196,05 milhões, segundo levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras.

A arrecadação do produto também apresentou desempenho positivo no estado, com alta de 29,7%, totalizando R$ 154,96 milhões no período. Os dados refletem o aumento da demanda por mecanismos de proteção diante de um ambiente mais restritivo de crédito e maior risco de inadimplência.

“O desempenho do Seguro de Crédito no Rio Grande do Sul reflete um cenário econômico mais pressionado, que atingiu empresas de diversos setores, com destaque para produtores rurais e cadeias ligadas ao agronegócio, entre os que mais acionaram o seguro. Ao proteger fornecedores, preservar o fluxo de caixa e dar previsibilidade às relações comerciais, o produto contribui para a continuidade dos negócios e para a resiliência da economia gaúcha, mesmo em períodos de maior incerteza”, afirma Márcio Vieira, integrante da Comissão de Crédito e Garantia da FenSeg.

De acordo com o Glossário do Seguro da CNseg, o Seguro de Crédito oferece cobertura contra riscos como inadimplência, insolvência (recuperação judicial ou falência) e risco político decorrentes das vendas a crédito realizadas por fornecedores, seja de serviços ou de mercadorias para sua carteira de clientes, residentes no Brasil ou no exterior.
Ao reduzir a exposição das empresas a choques financeiros e aumentar a previsibilidade das relações comerciais, o Seguro de Crédito contribui para a preservação de empregos, a continuidade das atividades produtivas e a sustentação da economia regional, especialmente em momentos de maior instabilidade econômica.

Além disso, o seguro reduz a necessidade de contragarantias exigidas de fornecedores e pode contribuir para a diminuição do custo do crédito. Isso ocorre porque a inadimplência é um dos fatores que compõem o spread bancário — a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada do cliente final. Ao mitigar esse risco por meio do Seguro de Crédito, as operações se tornam mais seguras, o que pode se refletir em melhores condições de financiamento.

“As seguradoras de crédito funcionam como importantes mitigadoras do risco de inadimplência ou insolvência. Quando esses eventos ocorrem, as indenizações são pagas de forma previsível, fortalecendo o fluxo de caixa dos fornecedores. Esse mesmo benefício se estende às instituições financeiras, que podem reduzir provisões e aprimorar a classificação de risco de suas carteiras, considerando o rating de grau de investimento das seguradoras”, explica o porta-voz da FenSeg.

Tokio Marine avança 8,9% em 2025 e mantém lucro acima de R$ 1 bilhão

Em 2025, a Tokio Marine Seguradora manteve sua trajetória de crescimento orgânico e registrou alta de 8,9% em Prêmios Emitidos em relação ao ano anterior, além de alcançar Lucro Líquido de R$ 1,5 bilhão. O desempenho reforça a consistência da estratégia da Companhia, baseada na ampliação da cultura do seguro, na valorização do Capital Humano e na oferta de Produtos e Serviços alinhados às demandas de Corretores, Assessorias, Clientes e da Comunidade. Atualmente, a Seguradora atende mais de 48 mil Corretores e Assessorias em todo o País e conta com mais de 2,4 mil Colaboradores.

O faturamento totalizou R$ 14,6 bilhões, acima dos R$ 13,4 bilhões registrados em 2024. Desse montante, R$ 7,9 bilhões retornaram à sociedade por meio do pagamento de indenizações, evidenciando o papel social do seguro. O Índice Combinado ficou em 91,2%, refletindo eficiência operacional e disciplina na gestão.

Para Daniel Dibe, Diretor Executivo de Finanças e Administração da Tokio Marine, a manutenção das despesas administrativas em níveis controlados reforça a solidez financeira e cria bases sustentáveis para o crescimento no longo prazo. “Entre os principais fatores que impulsionaram os resultados neste ano estão a revisão contínua dos processos de subscrição, a otimização da gestão de sinistros, que trouxe ainda mais agilidade ao pagamento de indenizações, além da rápida adaptação ao novo marco regulatório e à Nova Lei do Seguro. Também intensificamos o uso de tecnologia, gerando ganhos de performance e maior eficiência no controle de custos”, destaca o executivo.

Mesmo em um cenário de concorrência mais acirrada, a Companhia fortaleceu sua competitividade ao revisar práticas técnicas, comerciais e operacionais e investir na inovação de produtos de entrada com foco em custo-benefício. Como resultado, manteve posição de destaque no ranking do Seguro de Automóvel, com crescimento de 7,6% em Prêmios Emitidos ao longo do ano.

Nos Produtos de Riscos Diversos Massificados, o Seguro Condomínio foi um dos destaques, com alta de 46,2%, seguido pelo Seguro Fiança Locatícia, que avançou 41,6%, e pelo Seguro Residencial, com crescimento de 25,5%. A carteira alcançou R$ 1 bilhão em faturamento em 2025, resultado da expansão sustentável, da ampliação do portfólio e do aprimoramento das estratégias de distribuição e atendimento. Na carteira de Pessoas Individual, os Prêmios Emitidos cresceram 15,4% em relação a 2024, com desempenho expressivo dos produtos Viagem e Vida Individual, que avançaram 21,1% e 16,2%, respectivamente. Já a carteira de Pessoas Coletivo registrou crescimento de 10,6% no período, reforçando a diversificação e o equilíbrio do portfólio.

No segmento de Produtos Pessoa Jurídica, a Diretoria Executiva encerrou o ano com faturamento recorde de R$ 4 bilhões, crescimento de 10,6% em relação ao exercício anterior, consolidando a Tokio Marine entre os principais playersdo mercado corporativo no Brasil. Com soluções customizadas e atuação consultiva junto a Corretores especializados, a Companhia se destaca em um ambiente que exige conhecimento aprofundado dos diferentes segmentos econômicos e excelência em subscrição.

Entre os destaques da área, a carteira de Transporte cresceu 12,3%, impulsionada pelo desempenho do Transporte Nacional, que avançou 70,5%. Também apresentaram evolução relevante o Seguro Empresarial, com alta de 24,5%; E&O (Erros and Omissions), com 24,4%; e Riscos Nomeados e Operacionais, com crescimento de 8,3% em Prêmios Emitidos na comparação anual.

Inovação

Em 2025, a Tokio Marine avançou em sua jornada de inovação com investimentos em transformação digital, automação e uso intensivo de Inteligência Artificial para ampliar eficiência e qualidade no atendimento a Corretores e Clientes.

Com a diretriz “AI First”, a Companhia destacou a orçamentação de sinistros em minutos e o uso de IA Generativa, em parceria com a AWS (Amazon Web Services), além de modernizar a Central de Relacionamento com a tecnologia Genesys e concluir a internalização da Assistência 24h do Seguro de Vida. O movimento foi acompanhado por iniciativas de capacitação em IA para Colaboradores e Corretores, parcerias estratégicas e conquistas em Segurança da Informação, como a certificação PCI-DSS (Payment Card Industry – Data Security Standard) e a oferta do Pix Automático.

“Encerramos 2025 com resultados consistentes, fruto de uma estratégia clara, disciplina na execução e foco. Seguimos investindo em inovação, eficiência operacional e no fortalecimento das nossas parcerias para sustentar um crescimento rentável e responsável. Estamos preparados para avançar ainda mais, mantendo a solidez do negócio e criando valor de longo prazo para Clientes, Corretores, Colaboradores e acionistas”, finaliza Dibe.

Munich Re lucra € 6,1 bilhões em 2025 e eleva dividendo em 20%

Christoph Jurecka Munich Re

A alemã Munich Re encerrou 2025 com lucro líquido de € 6,1 bilhões, superando em € 100 milhões a meta originalmente estabelecida e marcando o quinto ano consecutivo em que a companhia ultrapassa o guidance divulgado ao mercado.

O resultado representa novo recorde histórico e consolida o cumprimento integral das metas financeiras e não financeiras do programa estratégico Ambition 2025. Em 2024, o lucro havia sido de € 5,69 bilhões.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 18,3%, acima do intervalo-alvo de 14% a 16%, enquanto o lucro por ação avançou para € 47,15. O índice de solvência subiu para 298% ao fim do exercício, bem acima do corredor estratégico de 175% a 220%.

O Conselho de Administração propôs dividendo de € 24 por ação, alta de 20% sobre o ano anterior. A companhia também anunciou novo programa de recompra de ações de € 2,25 bilhões, a ser concluído até a Assembleia Geral de 2027.

“2025 foi um ano decisivo para a Munich Re. Com um lucro líquido de € 6,1 bilhões, não apenas estabelecemos um novo recorde, como cumprimos todas as promessas feitas no âmbito do nosso programa estratégico Ambition 2025”, afirmou Christoph Jurecka, presidente do Board of Management, em nota.

Segundo o executivo, o modelo de negócios demonstrou resiliência e capacidade de crescimento mesmo em cenários de crise. “Nosso novo programa Ambition 2030 ampliará a diversificação do portfólio e fortalecerá a atuação do grupo como provedor global de resseguro, seguros specialty e seguros primários em escala”, disse.

A receita permaneceu estável em € 60,4 bilhões. O resultado técnico total cresceu de € 8,7 bilhões para € 9,8 bilhões, enquanto o resultado operacional avançou para € 8,9 bilhões.

O resultado financeiro subiu para € 7,5 bilhões, com retorno de 3,2% sobre o valor médio de mercado da carteira. A melhora foi impulsionada por maior rendimento recorrente e valorização da carteira de ações.

O segmento de resseguro contribuiu com € 5,2 bilhões para o lucro consolidado, acima da meta de € 5,1 bilhões. O índice combinado (combined ratio) do resseguro de property-casualty recuou para 73,5%, refletindo queda relevante nas perdas com grandes sinistros.

As despesas com grandes perdas somaram € 1,6 bilhão no ano, bem abaixo dos € 2,8 bilhões de 2024. Catástrofes naturais representaram € 887 milhões — com destaque para incêndios florestais em Los Angeles (cerca de € 0,8 bilhão) e o furacão Melissa no quarto trimestre. No resseguro de vida e saúde, o resultado técnico atingiu € 1,7 bilhão, cumprindo a meta estabelecida.

O segmento Global Specialty Insurance (GSI), reportado separadamente desde 2025, registrou lucro líquido de € 562 milhões, com melhora expressiva no índice combinado, que caiu para 85,9%.

A operação primária da companhia, reunida sob a marca ERGO Group, entregou lucro de € 917 milhões, superando a meta de aproximadamente € 900 milhões. A receita de seguros cresceu para € 21,7 bilhões. O segmento internacional apresentou forte evolução, com lucro de € 541 milhões, enquanto a operação alemã registrou € 376 milhões, impactada por efeito fiscal pontual.

Na rodada de renovações de 1º de janeiro de 2026, o volume de negócios caiu 7,8%, para € 13,7 bilhões, refletindo disciplina na subscrição e saída deliberada de contratos que não atendiam aos critérios de retorno. Apesar de leve queda média de preços (−2,5%), a companhia afirma ter preservado a qualidade do portfólio e mantido condições contratuais sólidas.

Projeções para 2026

Para 2026, a Munich Re projeta lucro líquido de € 6,3 bilhões e receita de seguros de € 64 bilhões, com retorno sobre investimentos superior a 3,5%. No resseguro, a meta é alcançar € 5,4 bilhões de lucro, com índice combinado de 80% em property-casualty e 90% em Global Specialty Insurance. Em vida e saúde, o resultado técnico esperado é de € 1,9 bilhão. Já a ERGO deve manter lucro em torno de € 900 milhões, com índice combinado-alvo de 89%.

Allianz registra lucro líquido de € 11,1 bilhões em 2025 e supera recorde operacional

Oliver Bäte Swiss Re
Oliver Baete, chief executive officer of Allianz SE

A alemã Allianz encerrou 2025 com lucro líquido recorrente atribuível aos acionistas de € 11,1 bilhões, alta de 10,9% em relação ao ano anterior, consolidando o maior lucro operacional da sua história.

O lucro operacional avançou 8,4% no acumulado do ano, atingindo € 17,4 bilhões, enquanto o volume total de negócios cresceu 8,1%, para € 186,9 bilhões, com contribuição positiva de todos os segmentos.

O lucro por ação (EPS) recorrente aumentou 12,5%, alcançando € 28,61, e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente chegou a 18,1%. Já o índice de solvência sob Solvência II subiu 10 pontos percentuais, atingindo 218%, sustentado por forte geração orgânica de capital.

No quarto trimestre de 2025, o lucro líquido atribuível aos acionistas somou € 2,664 bilhões, avanço de 7,7% frente aos € 2,472 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado, porém, ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava € 2,689 bilhões.

O volume total de negócios cresceu 6,5% no trimestre, enquanto o lucro operacional avançou 3%, para € 4,3 bilhões, impulsionado principalmente pelo desempenho do segmento de Property & Casualty (P&C). O lucro líquido recorrente atribuível aos acionistas subiu 12,2% no período, alcançando € 2,7 bilhões.

Dividendos e guidance para 2026

Para 2026, a Allianz projeta lucro operacional de € 17,4 bilhões, com variação de mais ou menos € 1 bilhão.

A administração vai propor dividendo de € 17,10 por ação referente ao exercício de 2025, alta de 11% ante o ano anterior. Além disso, anunciou em 25 de fevereiro de 2026 um novo programa de recompra de ações de até € 2,5 bilhões.

O CEO da companhia, Oliver Bäte, destacou a consistência da estratégia mesmo em ambientes desafiadores. “Os resultados recordes de 2025 demonstram nossa capacidade de entregar desempenho de forma confiável, mesmo em cenários que mudam rapidamente e se tornam mais polarizados”, afirmou em nota.

Segundo ele, a força da marca, a fidelidade dos clientes e o engajamento dos colaboradores complementam a disciplina financeira e a resiliência operacional do grupo, sustentando o crescimento e a geração de valor no longo prazo.

CNseg: setor de seguros assume papel estratégico na viabilização de PPPs e concessões no P3C 2026

Em meio à expansão do mercado que envolve Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) se fizeram presentes em uma das mais importantes agendas sobre o tema: a P3C 2026.

O encontro reuniu, nos dias 23 e 24 de fevereiro, em São Paulo (SP), governadores, ministros, agentes reguladores, representantes setoriais e investidores para discutir os desafios e as oportunidades das PPPs no Brasil.

Representando a CNseg, a superintendente de Relações com o Poder Executivo, Laíne Meira, foi uma das debatedoras do painel que abordou o tema “Seguros e performance contratual: segurança para o investidor e previsibilidade para o poder público”.

A Superintendente da Confederação destacou que, considerando o aquecimento do setor de infraestrutura e a importância do alcance que este tema atinge, foi firmado um Protocolo de Intenções entre a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos – Casa Civil (SEPPI), Ministério de Portos e Aeroportos e a CNseg com o intuito de criar o Guia Prático de Seguros e Capitalização para Contratos de Concessões e Parcerias Público-Privadas. 

Durante o encontro, ela destacou que este estudo busca fornecer informações técnicas, jurídicas e econômicas para auxiliar no entendimento da realização de políticas e práticas de seguros. “Nosso objetivo é garantir a efetividade da aplicação dos seguros, em um sentido amplo, reforçando a diminuição de riscos e o entendimento da prática no contexto brasileiro”, reforçou. 

Ainda durante o evento, a representante da CNseg ressaltou a importância do Guia se tornar um instrumento que auxilia na mitigação de riscos através de esclarecimentos importantes sobre os produtos aplicáveis, reduzindo a assimetria de informações entre os agentes. “Foi um projeto amplamente discutido por meio de agendas realizadas com diversas associações e entidades com o objetivo de coletar percepções e contribuições para o seu desenvolvimento”, lembrou

Participaram também do mesmo painel a diretora de Assuntos Econômicos do Ministério de Portos e Aeroportos, Helena Venceslau; o diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos; o CEO da Junto Seguros, Roque de Holanda Melo; e a superintendente de Produtos de Seguros da B3, Angélica Tozetti.

Evento e Oportunidades

As PPPs e concessões seguem ganhando relevância como instrumentos centrais para ampliar a capacidade de investimento em infraestrutura no Brasil, em um contexto de restrições fiscais e de pressão por modernização de serviços públicos.

Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a estimativa é aprovar cerca de R$ 300 bilhões em financiamentos para infraestrutura em 2026, acima dos aproximadamente R$ 280 bilhões projetados para 2025.

A representante da CNseg destaca ainda que o setor segurador deve ser evidenciado em um evento como este pois ele se consolida como um dos principais fóruns nacionais voltados ao debate sobre parcerias público-privadas, reunindo representantes do setor público, investidores, concessionárias, operadores, agentes financeiros, consultorias e organismos multilaterais.

Mercado de Seguros encerra 2025 em terreno negativo, mas segmentos “estrito senso” sustentam resultado

marcio Coriolano 10

O desempenho agregado do mercado de seguros brasileiro no ano de 2025 encerrou em queda, pressionado principalmente pelos produtos de acumulação financeira, segundo o Boletim do Desempenho da Arrecadação do Mercado de Seguros — mês-base dezembro de 2025, supervisionado pelo economista Marcio Serôa de Araújo Coriolano, para a Capitolio Consulting.

O estudo, construído com dados oficiais da Superintendência de Seguros Privados (Susep), traz uma análise detalhada da arrecadação e suas variações ao longo de 12 meses móveis — considerada pelo autor a “melhor medida estatística tendencial”. 

Segundo o boletim, o total de arrecadação do mercado de seguros, que inclui os segmentos de Danos e Responsabilidades, Pessoas (seguros de vida), VGBL, PGBL e Capitalização, fechou dezembro de 2025 com R$ 38,9 bilhões, um crescimento mensal de 30,4% em relação a novembro, mas ainda queda de 4,8% na comparação anual acumulada em 12 meses móveis, indicador que mostra deterioração contínua desde meados de 2025. 

“O encerramento do ano registrou menos 4,8% contra os menos 3,3% observados até novembro”, aponta o boletim, destacando que esta tendência negativa no agregado foi puxada pela queda persistente nos produtos de acumulação financeira, em especial o VGBL, que é historicamente o mais dinâmico do setor. 

Impacto do VGBL e tributos

A publicação ressalta que a arrecadação do VGBL continuou marcada pela influência de mudanças tributárias — especialmente o impacto da incidência de IOF sobre aportes acima de determinado patamar — em um momento em que sua captação não foi suficiente para recuperar perdas acumuladas ao longo do ano. 

Apesar de um aumento pontual no volume de VGBL e PGBL no mês de dezembro, “este não foi suficiente para recuperar prejuízos acumulados desde junho de 2025”, sendo um dos fatores centrais da queda na arrecadação do mercado integral. 

Destaque para o mercado “estrito senso”

O boletim, porém, traz nuances importantes quando a análise exclui produtos de acumulação financeira — ou seja, quando se considera o mercado segurador “estrito senso” (sem VGBL e PGBL). Nesta ótica, os segmentos de Danos e Responsabilidades e seguro de Pessoas apresentaram resiliência e até crescimento consistente.

Conforme o relatório:

  • Na base de 12 meses móveis, a arrecadação do segmento “estrito senso” mostrou melhora na tendência, com taxa de 7,6% ao final de dezembro de 2025. 
  • O segmento de Danos e Responsabilidades — liderado pelo ramo automóvel — cresceu R$ 14,2 bilhões em dezembro, elevando sua participação no setor estrito senso e consolidando desempenho positivo na maioria dos ramos elementares. 
  • Já os seguros de Pessoas arrecadaram R$ 6,8 bilhões em dezembro, mantendo evolução positiva e destaque em segmentos como vida prestamista e seguro de viagem. 

No prefácio técnico, Coriolano explica que o boletim busca não só demonstrar a evolução histórica da arrecadação, mas também projetar o comportamento futuro das receitas com base nas taxas de variação em 12 meses móveis — ferramenta estatística que, segundo ele, oferece maior robustez analítica. 

Além disso, o autor ressalta que a segregação dos segmentos dentro da análise — em especial a distinção entre mercado integral e estrito senso — permite compreender como as dinâmicas de produtos financeiros e de proteção pura influenciam de maneira distinta o desempenho geral. 

Apesar do recuo global da arrecadação em 2025, o boletim da Capitolio Consulting supervisionado por Marcio Coriolano aponta que os segmentos tradicionais de proteção — quando isolados dos produtos de acumulação — apresentam fundamentos mais sólidos, o que pode sinalizar resiliência em um contexto de ajustes regulatórios e tributários. 

Seguros: o mercado que devolve à sociedade todos os anos mais que o PIB de alguns países

Zeca Vieira

Por Zeca Vieira, sócio-fundador da ZVolution Consultoria

Se o mercado de seguros aparecesse nas manchetes com a mesma frequência que outros setores da economia, talvez a percepção da sociedade fosse bem diferente. O seguro raramente vira notícia positiva – aparece mais quando falha, atrasa ou entra em conflito com o consumidor. Quase nunca é lembrado quando funciona. E, no entanto, ele funciona todos os dias.

Funciona quando uma família consegue reconstruir sua vida depois de uma perda. Quando uma empresa retoma sua operação após um incêndio, uma enchente ou um acidente que poderia levá-la ao colapso. Quando um profissional mantém sua renda diante de um imprevisto. Funciona quando bilhões de reais são injetados continuamente na economia para reparar danos, garantir continuidade e reduzir incertezas. O seguro não faz barulho, não disputa holofotes e não busca protagonismo. Ainda assim, sustenta o país.

Um mercado que devolve à sociedade um país por ano

Poucos segmentos econômicos têm uma relação tão direta com a vida real quanto o mercado de seguros. Não se trata de promessas futuras ou benefícios abstratos, mas de recursos efetivamente devolvidos à sociedade. Somente em 2024, o setor segurador brasileiro arrecadou cerca de R$ 751 bilhões e devolveu mais de R$ 504 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios. Na prática, isso representa mais de R$ 1,3 bilhão por dia retornando para famílias, empresas e prestadores de serviços.

Nos primeiros meses de 2025, esse movimento se manteve: entre janeiro e maio, o mercado já havia pago R$ 110,9 bilhões, excluindo saúde, com crescimento superior a 11% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse dinheiro não fica parado. Ele circula, paga hospitais, oficinas, clínicas, laboratórios, prestadores automotivos, fornecedores, financiamentos, salários e recomeços. O seguro atua como um verdadeiro amortecedor econômico, reduzindo impactos que, sem essa proteção, recairiam diretamente sobre pessoas, empresas e, em muitos casos, sobre o próprio Estado.

Para dimensionar melhor esse impacto, vale recorrer a uma comparação simples, mas reveladora. Os R$ 504 bilhões pagos pelo mercado de seguros brasileiro em 2024 equivalem, em valores nominais, ao Produto Interno Bruto anual de países inteiros, como Uruguai, Eslovênia ou Jordânia. Em outras palavras, em um único ano, o setor devolveu à sociedade brasileira um volume de recursos comparável à riqueza produzida por economias nacionais completas. É como se o seguro colocasse em circulação, silenciosamente, um “país” por ano – sem manchetes, sem discursos e sem alarde, apenas cumprindo seu papel econômico e social.

Empregos e poupança de longo prazo – o seguro não substitui o estado, mas o complementa e, em muitos casos, o sustenta

Quando se observa a geração de empregos, o impacto do mercado de seguros também costuma ser subestimado. Em 2023, o setor mantinha cerca de 185 mil empregos diretos formais no Brasil, com destaque para os corretores de seguros, que exercem papel central na relação com o consumidor.

Mas esse número revela apenas a superfície. Ao considerar os empregos indiretos e induzidos – em oficinas mecânicas, hospitais, clínicas, laboratórios, empresas de tecnologia, call centers, perícia, regulação, serviços financeiros e jurídicos – o mercado segurador brasileiro está relacionado a até 3 milhões de postos de trabalho. Em termos de escala, isso equivale à população inteira de um país europeu como a Lituânia. É como se o seguro, além de proteger vidas e patrimônios, fosse responsável por sustentar economicamente um país inteiro dentro do Brasil.

Há ainda um componente menos visível e talvez um dos mais estratégicos do setor: o volume de reservas técnicas das seguradoras e os recursos acumulados nos fundos de previdência. Esses valores não existem apenas para garantir pagamentos futuros. Eles formam uma das maiores massas de poupança de longo prazo do país. Dados da SUSEP indicam que o estoque de provisões técnicas do mercado segurador brasileiro já supera R$ 2 trilhões.

Esses recursos são administrados sob critérios rigorosos de solvência, governança e fiscalização e acabam direcionados majoritariamente para títulos públicos, projetos de infraestrutura, crédito estruturado e investimentos de longo prazo. Enquanto muitos setores dependem diretamente do orçamento público, o mercado de seguros forma poupança interna, financia o futuro e contribui para a estabilidade do sistema econômico de maneira contínua e disciplinada.

Esse papel estrutural se torna ainda mais evidente quando observamos a relação do seguro com o poder público. Cada indenização paga reduz a necessidade de socorro estatal. Cada seguro empresarial que permite a retomada rápida de uma operação preserva empregos e arrecadação tributária. Cada plano de saúde privado que absorve bilhões em despesas assistenciais alivia a pressão sobre o SUS. Hoje, mais de 51 milhões de brasileiros possuem planos de saúde, e sem a saúde suplementar o sistema público teria que absorver imediatamente dezenas de milhões de usuários adicionais, com impacto direto sobre custos, filas e capacidade de atendimento. O seguro não substitui o Estado, mas o complementa e, em muitos momentos, o sustenta.

Além do impacto econômico e institucional, existe uma dimensão do setor que muitas vezes passa despercebida: sua presença ativa na cultura, no esporte e nas iniciativas sociais que ajudam a construir a identidade do país. Ao longo das últimas décadas, seguradoras e operadoras de saúde tornaram-se patrocinadoras relevantes de projetos culturais, eventos esportivos, programas educacionais e ações sociais que alcançam milhões de brasileiros. 

São iniciativas que viabilizam exposições, festivais, projetos de inclusão, ações comunitárias e investimentos em educação e bem-estar, reforçando o papel do seguro como agente de desenvolvimento humano e social. Esse apoio não é apenas institucional, mas uma forma concreta de devolver à sociedade parte do valor que o próprio setor ajuda a proteger e a gerar, fortalecendo vínculos com comunidades, ampliando acesso à cultura e incentivando práticas que tornam o país mais resiliente, diverso e preparado para o futuro.

Vamos fazer barulho e mostrar a importância do setor — afinal, hoje, todos somos mídia

Ao longo dos meus anos em comunicação, publicidade e propaganda — incluindo as passagens pelas presidências das Comissões de Marketing da CNseg e da Fenseg — acompanhei diversas iniciativas relevantes para fortalecer a imagem institucional do setor. Algumas foram emblemáticas, como campanhas que convidavam a sociedade a refletir sobre como seria o país se passássemos um único dia sem seguro. Ainda assim, essas informações continuam circulando, em grande parte, dentro do próprio mercado, raramente alcançando a sociedade de forma massificada, clara e emocionalmente relevante.

Conteúdo existe. Dados existem. Verdade também. O que falta é organização, alinhamento e escala. Hoje, mais do que nunca, todos nós somos mídia. Uma narrativa consistente, compartilhada por seguradoras, operadoras de saúde, corretores, entidades reguladoras e associativas, pode alcançar famílias, empresas, redes sociais e os grandes veículos de comunicação. Uma boa campanha, com mensagem clara e apelo emocional, continua funcionando.

Você já imaginou o impacto de milhares de colaboradores de seguradoras e operadoras de saúde, corretores de seguros, funcionários das entidades do setor e seus familiares compartilhando, com orgulho, essa narrativa? A força simbólica e o alcance de um movimento coordenado podem ser transformadores.

Na minha percepção, falta pouco. É alinhar, organizar e fazer acontecer. Porque o seguro pode ainda não aparecer nas manchetes, mas está no coração de quem trabalha no setor. Diante de um país cada vez mais exposto a eventos climáticos extremos, é legítimo provocar uma pergunta incômoda e necessária: se o setor que mais entende de risco está presente em todos os territórios do Brasil, por que não mobilizar essa inteligência e capilaridade para apoiar, de forma organizada e responsável, a prevenção, a orientação e a reconstrução das comunidades?

A ideia de corretores de seguros atuando como voluntários civis, integrados ao poder público e sob coordenação institucional, não é marketing nem heroísmo. É coerência. Coloco-me à disposição das lideranças institucionais do mercado para que, juntos, possamos unir forças e encontrar os caminhos para estruturar essas ideias e colocar o mercado de seguros na posição de destaque que ele merece – no centro do debate público e no coração de milhões de brasileiros.