Seguradoras investem R$ 20 bilhões em inovação em 2024, com foco em produtos e serviços

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O mercado segurador brasileiro contabiliza investimentos estimados em quase R$ 20 bilhões para 2024, segundo o 1º Estudo sobre Inovação no Mercado de Seguros realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Esse montante, que inclui aportes em insurtechs, tem sido direcionado majoritariamente para o desenvolvimento de novos produtos e serviços, visando atrair consumidores e ampliar o acesso ao seguro.

De acordo com o levantamento, 71% das seguradoras entrevistadas declararam que aumentaram os recursos em inovação em 2024. O valor previsto, R$ 19,6 bilhões, representa 2,63% da arrecadação projetada do setor, estimada em R$ 746 bilhões. Em 2023, os investimentos já haviam alcançado R$ 16,7 bilhões, o que demonstra um crescimento expressivo na busca por competitividade tecnológica.

A pesquisa feita em parceria com a consultoria Capegmini entrevistou 24 executivos das empresas associadas à CNseg que representam R$ 368 bilhões em arrecadação em 2023 e 55% do market share do setor, entre os dias 12 de agosto e 08 de outubro de 2024. 

Em entrevista coletiva realizada no Rio de Janeiro, Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, afirmou que “a inovação no setor de seguros é parte estratégica das empresas, integrando diversas áreas e contando com a colaboração de parceiros do mercado. Isso reforça o compromisso do setor com a transformação digital e a competitividade a longo prazo”.

Desde 2015, antes mesmo de a regulação permitir a venda de seguros online sem uso de papel, as seguradoras têm investido pesado em tecnologia. O objetivo central é oferecer ao consumidor uma experiência semelhante à de serviços como streaming, delivery de comidas e aplicativos de mobilidade urbana, em que poucos cliques são suficientes para acessar serviços essenciais.

“O setor segurador está pavimentando o caminho para consolidar sua liderança tecnológica. Estamos falando de transformar a experiência do usuário, tornando-a ágil e intuitiva, com base em inovação e tecnologia de ponta”, destacou Alexandre Leal, diretor Técnico, de Estudos e Relações Regulatórias da CNseg.

Essa busca por inovação reflete-se também no investimento em insurtechs, que têm se tornado parceiras estratégicas na criação de soluções disruptivas. A maior parte dos recursos tem sido direcionada para a modernização de produtos e serviços, com foco em melhorar a experiência do cliente e aumentar o acesso ao seguro no Brasil.

O estudo revela que 67% das seguradoras destinam entre 1% e 5% de suas receitas para inovação, patamar acima da média de outros setores da economia. No entanto, apenas 8% investem mais de 5% da arrecadação, número ainda inferior ao de empresas mais inovadoras em outros segmentos, onde 22% superam essa faixa.

Outro destaque do levantamento foi a maturidade do setor em relação à governança da inovação. Cerca de 92% das seguradoras adotam modelos híbridos, que combinam recursos internos e externos, e 84% afirmaram ter alcançado suas metas de melhoria na experiência do cliente.

“Para nós, esta pesquisa mostra que o setor segurador brasileiro demonstra que inovação não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para se conectar com as expectativas do consumidor moderno e garantir sua relevância no futuro. Quem não investir em inovação certamente estará fadado a ficar para trás”, sentenciou Oliveira.

FF Seguros é premiada pelo Estadão Finanças Mais 2024

FF Seguros foi a vencedora na categoria Seguro Patrimonial na 8ª edição do prêmio Estadão Finanças Mais 2024. Realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo em parceria com a Austin Rating.

Na categoria Seguradora, três critérios foram avaliados: prêmios emitidos, contribuições para cobertura de riscos e rendas de contribuições. Em seguida, com base no balanço patrimonial das companhias, foram avaliados o volume, o crescimento e o desempenho financeiro de cada grupo. 

Na categoria bancos, três pilares foram mensurados: crescimento, liderança de mercado e desempenho. O crescimento foi avaliado com base na evolução dos números de maior relevância no balanço patrimonial das instituições – carteira de crédito, ativos, patrimônio líquido, receita de crédito e receita de serviços.

A liderança de mercado foi definida pela relação do total de ativos da instituição com o total de ativos do segmento, enquanto o desempenho foi mensurado a partir de indicadores relacionados à solidez, qualidade dos ativos, rentabilidade e custo. 

Os indicadores avaliados nessa análise foram o patrimônio líquido, as provisões técnicas, as receitas com prêmios e contribuições, a estrutura de custos, as margens financeiras e de rentabilidade.

Indenizações por catástrofes naturais superam US$ 135 bilhões em 2024

Com um aumento de 1,54°C acima da média pré-industrial, 2024 está prestes a se tornar o ano mais quente já registrado. O aquecimento do clima favorece a ocorrência de muitas das catástrofes naturais observadas ao longo do ano. A Europa, em particular, enfrentou inundações intensas, resultando no segundo maior prejuízo segurado por enchentes já registrado na região, segundo estimativas do Swiss Re Institute. Nos Estados Unidos, dois grandes furacões e uma alta frequência de tempestades severas compuseram pelo menos dois terços das perdas seguradas globais de mais de US$ 135 bilhões em 2024.

“Pelo quinto ano consecutivo, as perdas seguradas por catástrofes naturais superam a marca de US$ 100 bilhões. Grande parte desse aumento resulta da concentração de valor em áreas urbanas, crescimento econômico e custos crescentes de reconstrução. As mudanças climáticas têm um papel crescente ao favorecer as condições que levam a essas catástrofes. Por isso, investir em medidas de mitigação e adaptação precisa se tornar uma prioridade”, comentou Balz Grollimund, chefe de Perigos Catastróficos da Swiss Re em nota.

Em 2024, inundações severas na Europa e nos Emirados Árabes Unidos geraram perdas seguradas estimadas em quase US$ 13 bilhões, tornando este o terceiro ano mais caro para este tipo de evento globalmente. Na Europa, as perdas seguradas chegaram a aproximadamente US$ 10 bilhões.

Em abril, precipitações intensas causaram enchentes na região do Golfo, interrompendo as operações do aeroporto de Dubai. Em setembro, a Tempestade Boris trouxe enchentes significativas à Europa Central, afetando países como República Tcheca, Polônia e Áustria. Outras regiões, como Eslováquia, Romênia, Itália e Croácia, também relataram impactos. Na Espanha, outubro foi marcado por chuvas intensas, enchentes repentinas e tempestades de granizo que devastaram regiões como Valência e Castilla-La Mancha.

As perdas ocorridas na Rio Grande do Sul em abril, apesar de terem sido o maior desastre já registrado no país, não são citados neste estudo mundial em razão do valor indenizado estar abaixo de outros países com consumo per capita de seguros acima do Brasil.

As enchentes pluviais, comuns em áreas urbanas, foram especialmente destrutivas devido à incapacidade do solo selado e dos sistemas de drenagem de absorverem o volume excepcional de água.

Impacto econômico e necessidade de adaptação

Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re, apontou que o desenvolvimento econômico é o principal motor do aumento das perdas seguradas relacionadas a enchentes e outros desastres naturais ao longo das décadas. Ele alertou que as mudanças climáticas, combinadas ao crescimento urbano em áreas de alto risco, continuarão impulsionando perdas anuais, com aumento médio de 5% a 7%. Além disso, destacou que medidas de proteção, como diques e barreiras contra enchentes, são até dez vezes mais econômicas do que a reconstrução.

Nos Estados Unidos, dois grandes furacões – Helene e Milton – atingiram a costa da Flórida entre setembro e outubro, resultando em perdas seguradas estimadas em menos de US$ 50 bilhões. Além disso, o país enfrentou uma alta frequência de tempestades severas, com perdas seguradas superiores a US$ 51 bilhões globalmente, o segundo maior valor registrado, atrás apenas de 2023.

SindSeg-SP anuncia Patricia Chacon como a primeira mulher presidente da entidade de 83 anos

Rivaldo Leite Patricia Chacon SindSeg SP

O SindSeg-SP encerra 2024 com um evento que celebra resultados positivos e dá início a uma nova era com a liderança feminina, reforçando o compromisso do mercado com inovação, diversidade e crescimento sustentável. Nesta quarta-feira, durante o tradicional almoço de final de ano do Sindicato das Seguradoras de São Paulo (SindSeg-SP), foi anunciado um marco histórico para o setor: Patricia Chacon, atual COO da Porto Seguro, será a primeira mulher a assumir a presidência do sindicato, que completou 83 anos.

A partir de janeiro de 2025, ela substituirá Rivaldo Leite, CEO da Porto Seguro, que liderou o SindSeg-SP por cinco anos, sucedendo Mauro Batista, que ocupou o cargo por 12 anos. A gestão de Leite foi elogiada pelos presentes, que mencionaram sua resiliência e perspicácia para administrar um período cheio de desafios, sendo a pandemia Covid-19 e o agravamento das mudanças climáticas os mais complexos para o setor.

O nome de Patricia foi ovacionado pela plateia, composta por praticamente 100% do PIB do seguro, sendo 90% executivos homens que atuam nas principais seguradoras do Estado de São Paulo, que é responsável por quase 50% das receitas do setor no Brasil. O setor nacional movimenta anualmente cerca de R$ 400 bilhões e administra cerca de R$ 1,5 trilhão em reservas técnicas.

Rivaldo Leite destacou a importância de ampliar a diversidade no mercado segurador. “As mulheres têm demonstrado o quanto são capazes. Em eventos como o dos 90 anos do Sincor-SP, percebemos que ainda há um longo caminho para promover a diversidade de gênero no setor. Foi uma honra contribuir para a escolha de Patricia Chacon, que trará um novo olhar para o SindSeg-SP.”

Ao comentar sobre os resultados de 2024, Leite ressaltou o crescimento do setor, com destaque para o segmento de automóveis, que iniciou o ano em retração, mas deverá fechar com alta significativa, mesmo após os desastres climáticos no Sul do país que registraram cerca de R$ 100 bilhões em perdas econômicas e menos de R$ 6 bilhões em indenizações de seguros, o que evidencia a urgência do setor em desenvolver seguros que incluam perdas com as intempéries do tempo de forma mais acessível e democrática, fazendo valer o slogan da CNseg, a confederação das seguradoras: seguro para tudo e para todos.

Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, reforçou o cenário positivo para o setor, que deve encerrar 2024 com crescimento de 11% e sinistralidade baixa, o que significa bons lucros para os acionistas e recursos para investimentos em tecnologia, que dá o tom para a inovação que o setor precisa para chegar a uma camada mais significativa da população. “Tivemos avanços na comunicação institucional e maior presença nas discussões nacionais junto aos três poderes. Em 2025, o mercado seguirá crescendo, enfrentando desafios, como a reforma tributária, e aproveitando novas oportunidades para que consigamos chegar a 10% do PIB (hoje na casa dos 6%) até 2030, com prevê o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS), divulgado em 2023”.

Patricia Chacon assumirá o SindSeg-SP com uma visão de expansão e inovação. “O mercado segurador tem evoluído muito na digitalização e no pós-venda. Em 2025, o foco será incluir mais pessoas no mercado por meio de produtos acessíveis e jornadas mais sólidas para o consumidor. Estamos prontos para abraçar os desafios econômicos e trazer novas oportunidades para todos os segmentos, como seguros de automóveis, vida e patrimoniais.”

A executiva, que trabalha há um ano com Leite na Porto, também destacou a formação de uma equipe diversa, que inclui 17 homens e 4 mulheres, e classificou esse avanço como um passo significativo para o setor. A nova diretoria contará com líderes de algumas das principais seguradoras do país:

Espetáculos patrocinados pelo Circuito Cultural Bradesco Seguros recebem prêmios

ANA-CLAUDIA-GONZALEZ- Bradesco Seguros

Em novembro, dois espetáculos teatrais nacionais, patrocinados pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, foram reconhecidos em premiações culturais. ‘O Rei do Rock – O Musical’, que mergulha na fascinante trajetória de Elvis Presley, ganhou em duas categorias do Prêmio Destaque Imprensa Digital (DID): ‘Direção Musical’ e “Dramaturgia Original’. Já ‘Petshop, o Musicão’ recebeu o Prêmio Cenym de Teatro Nacional, na categoria ‘Melhor Adereços e Objetos de Cena’.

O DID, que esse ano está na 7ª edição, reconhece os melhores do teatro musical de São Paulo. Já o Cenym, que está em sua 23ª edição, é entregue pela Academia de Artes no Teatro do Brasil (ATEB), e premia grandes espetáculos e performances do ano no teatro nacional.

Ana Claudia Frighetto Gonzalez, Superintendente de Marketing do Grupo Segurador, ressalta a importância do incentivo à cultura. “O Circuito Cultural tem como principal objetivo fomentar a cultura, ao apoiar diversas manifestações artísticas. O programa já patrocinou projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, literatura, teatro e exposições, além de outras manifestações artísticas.”

Grupo HDI realiza 1ª Semana da Sustentabilidade

andre truzzi HDI seguros Yelum

Fonte: HDI

O Grupo HDI, um dos principais conglomerados seguradores do Brasil, realizou sua 1ª Semana da Sustentabilidade, que aconteceu entre os dias 25 e 28 de novembro e contou com diferentes atividades para conscientizar os colaboradores sobre a importância de pautas relacionadas à agenda ESG. 

Para a abertura do evento, o Grupo HDI convidou o renomado cientista brasileiro Carlos Afonso Nobre, considerado um dos maiores especialistas do país na área de mudanças ambientais globais. Além de professor titular do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Nobre ostenta em seu currículo a participação no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em que elaborou um relatório sobre mudanças climáticas, sendo reconhecido com o Prêmio Nobel da Paz em 2007. Em sua palestra, o cientista falou sobre porque estamos vivendo uma emergência climática de “efervescência global” e como isso se tornou o maior desafio que a humanidade já enfrentou, ressaltando a importância de o Brasil ser o primeiro país do mundo a zerar as emissões de carbono e liderar a proteção do planeta.

Dentre as demais ativações da 1ª Semana da Sustentabilidade, a companhia também promoveu um podcast com a presença do Diretor de Sinistros e Operações do Grupo HDI, Márcio Probst e da Gerente de Sustentabilidade, Ana Paula Maniá da Matta, para discutir como ampliar o acesso à informação e educação para que a população possa se prevenir da melhor forma contra as futuras mudanças climáticas. Além disso, houve ainda a realização de uma mesa redonda, para discutir como transformar as mudanças climáticas em oportunidades de negócios e quais as necessidades dos clientes finais. O painel de discussão contou com a presença do convidado Pedro Werneck, Especialista Técnico na Superintendência de Relações de Consumo e Sustentabilidade da CNSeg. 

“É um momento muito especial para nós, porque pudemos refletir bastante sobre o nosso papel pessoal e profissional, principalmente no tema de riscos e mudanças climáticas. Trouxemos convidados ilustres e esta foi uma oportunidade única para aprendermos diretamente com eles.”, ressaltou o VP de Transformação do Grupo HDI, André Truzzi. “Além de ser uma dimensão fundamental da nossa cultura e estratégia, a frente de ESG é um pilar central que temos discutido ao longo do tempo e que está transformando a indústria – em especial a nossa, pois os eventos climáticos são cada vez mais recorrentes – fazendo com que a sociedade, as organizações políticas e os próprios clientes esperem que estejamos prontos para reagir. Aqui no Grupo HDI, nos comprometemos não só com a redução das nossas emissões de carbono, mas em atuar como líder do setor em linhas de produtos que contribuem para a transformação energética – como veículos elétricos, híbridos e painéis solares – e também estamos preparados para suportar nossos clientes, corretores e sociedade em casos de eventos climáticos severos a todos de forma humana e efetiva. Nós também nos mantemos aderentes e atentos a regulações ESG”, completa o executivo.

Corretora de seguros WTW retorna ao mercado de resseguros

acordos em seguros

A Willis Towers Watson (WTW), quarta maior do mundo, confirmou que retornará ao setor de corretagem de resseguros por meio de uma parceria com a Bain Capital. A WTW deterá uma participação minoritária na nova empresa, conforme anunciado ontem (4), durante seu dia do investidor. A parceria com a Bain Capital visa minimizar riscos de execução e aproveitar o potencial de alto crescimento à medida que o negócio se expande.

Em 2021, a WTW vendeu sua unidade de resseguros para a Arthur J. Gallagher & Co. por US$ 3,25 bilhões, após a fusão fracassada com a Aon. Essa venda foi proposta depois que reguladores da União Europeia pressionaram a Aon a alienar diversas unidades de negócios para obter aprovação antitruste para a aquisição planejada da WTW.

Com o novo empreendimento conjunto, a WTW busca reestabelecer sua presença no mercado de corretagem de resseguros, aproveitando a expertise da Bain Capital para impulsionar o crescimento e a inovação no setor.

Assim que a WTW no Brasil retornar ao pedido de entrevista, atualizaremos este post.

MDS Brasil expande operações com aquisição da APR Seguros

O movimento de fusões, aquisições e parcerias no setor de corretagem de seguros está intenso no mundo e no Brasil. A notícia de hoje vem da MDS Brasil, que anunciou a aquisição da APR Seguros, uma corretora especializada em seguros empresariais. Esta compra é mais um passo importante na estratégia de expansão da MDS no Brasil, que assume a gestão de uma carteira com mais de 800 clientes, totalizando aproximadamente 150 milhões de reais em prêmios. Com forte presença em São Paulo, a incorporação da APR Seguros potencializa o segmento de Riscos Empresariais da MDS, responsável por comercializar produtos de ramos elementares para o mercado corporativo.

“Essa aquisição é mais um passo estratégico fundamental, que fortalece nossa presença no Brasil e reflete nosso compromisso com o crescimento sustentável na região, somando-se às outras incorporações já realizadas no país, incluindo a mais recente, D’Or Consultoria, que nos consolidou como líderes no segmento de Saúde e Benefícios. A APR Seguros chega para reforçar a nossa atuação no segmento de Riscos Empresariais, agregando à nossa carteira importantes clientes que passam a contar com todos os produtos e serviços que oferecemos no Brasil e internacionalmente”, comenta Ariel Couto, CEO da MDS Brasil em nota divulgada.

A APR Seguros possui mais de 20 anos de experiência e se destaca pelo uso de tecnologia e atendimento personalizado em setores como Frota, Property, Responsabilidade Civil e Seguro Garantia. Tuca Ramos, fundador da APR Seguros, e os principais executivos da empresa, se juntam ao time da MDS Brasil e seguem à frente da operação.

“Este novo capítulo representa não apenas um marco significativo para a APR Seguros, mas também uma oportunidade incrível para nossos colaboradores e clientes. Estamos animados com a integração das equipes, pois sabemos que a MDS possui uma cultura muito forte focada em pessoas, criando um ambiente que favorece o desenvolvimento e a geração de oportunidades para todos. Estou confiante de que, sob esta nova estrutura, poderemos crescer rapidamente e oferecer soluções ainda mais inovadoras para atender às demandas do mercado,” finaliza Tuca Ramos CEO da APR Seguros.

Seguradora Mapfre contrata Karine Brandão para estreitar relacionamento com corretor

KARINE BRANDAO AXA

Depois de duas semanas de suspense, veio a notícia que todos queriam saber. O destino de Karine Brandão, que deixou a AXA. Agora ela faz parte do time da seguradora espanhola  Mapfre, como diretora executiva comercial do canal corretor. Com 27 anos de atuação no mercado de seguros, a executiva acumula experiência nas áreas de Vendas, Marketing, Desenvolvimento de Negócios e Estratégia Digital.

Karine é graduada em Administração de Empresas pela Universidade Santa Úrsula, possui pós-graduação em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e MBA Executivo pela Coppead/UFRJ, além de ter formação em Desenvolvimento de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Ao longo de sua carreira passou por corretoras de pequeno e médio porte cativas e internacionais até consolidar-se como executiva de grandes seguradoras globais.

A nova diretora executiva do Canal Corretor da Mapfre assume o cargo com o objetivo de liderar o relacionamento entre a seguradora e seus parceiros. “Os corretores representam a ponte direta entre nossos produtos e os clientes, sendo responsáveis por identificar as necessidades de proteção de cada pessoa ou negócio e oferecendo soluções personalizadas que traduzem a qualidade e a diversidade dos produtos da Mapfre”, concluiu a executiva.

Coface prevê alta de 2,6% do PIB global em 2025; para o Brasil, estimativa é de 1,8%

A economia global deverá crescer 2,6% em 2025, mantendo o nível previsto para o final de 2024 (também de 2,6%), e pouco abaixo dos 2,8% registrados em 2023. A estimativa é da Coface, seguradora de crédito que apresentou suas perspectivas econômicas para o próximo ano.

A previsão vale também para a América Latina, segundo o estudo da Coface, que estima crescimento de 2,0% em 2025 para a região, estável em comparação com 2024 e com ligeira queda em relação aos 2,3% registrados em 2023. O cenário é menos otimista para o Brasil: a Coface acredita que o PIB de nosso país terá alta de 1,8% no próximo ano, abaixo dos 3,0% previstos para 2024 e dos 2,9% registrados em 2023.

Pelo lado positivo, Bruno Fernandes, chefe global de Pesquisa Macroeconômica da Coface, destaca que os preços de energia permanecem moderados, apesar das tensões políticas. Ele lembra, no entanto, que a possibilidade de fechamento do Estreito de Hormuz continua sendo um foco de tensão. Trata-se de um território com 210 quilômetros de extensão que fica entre Irã, Omã e Emirados Árabes Unidos e que tem grande importância estratégica, já que por lá passam 27% do comércio marítimo de petróleo.

Bruno Fernandes recorda também que a política monetária caminha rumo a uma flexibilização gradual em países e regiões importantes: “A confirmação de desinflação nos Estados Unidos e na Zona do Euro permitirá que os bancos centrais reduzam as taxas de juros, sobretudo na Zona Euro, porque nos Estados Unidos o programa econômico de Donald Trump vai provavelmente alimentar as tensões inflacionárias ”.

O especialista considera que algumas das principais incertezas para a economia global em 2025 serão causadas pelos impactos do novo governo dos Estados Unidos: “Donald Trump definiu quatro prioridades que deverão ter consequências para todos: redução de impostos, com extensão do TCJA (Tax Cuts and Jobs Act, que reduz impostos para empresas e cria empregos); imigração, com controles de fronteira mais rígidos e deportação de imigrantes; política comercial com aumento de tarifas; e desregulamentação, que inclui entre vários pontos energia (por exemplo, a supressão de proibições de perfuração de petróleo) e finanças.”

Segundo Bruno Fernandes, o cenário nos Estados Unidos mostra que as finanças públicas do país estão à deriva, com previsão de que a dívida pública cresça para 157% do PIB em dez anos, incluindo a projeção dos déficits no governo Trump. Para o economista, o aumento de tarifas e o corte de gastos não serão suficientes para financiar a redução de impostos.

Quanto ao aumento das tarifas dos Estados Unidos, a Coface avalia que os principais impactos acontecerão na Ásia, especialmente na China, e na Europa, com destaque para a Alemanha.

Para a América Latina, uma das principais medidas da administração Trump será a adoção de uma política migratória mais agressiva. Na análise de Patrícia Krause, economista da Coface para AL, um possível aumento das deportações, se em grande magnitude, tenderia a causar pressão social nos países que recebem os deportados, em seus mercados de trabalho e através de uma redução nas remessas. Remessas enviadas por imigrantes trabalhando nos EUA para seus países de origem representam, por exemplo, 27% do PIB na Nicarágua, 26% nas Honduras e 23% em El Salvador.

Patricia Krause acredita também que as novas políticas de Trump poderão fortalecer o dólar. Tal movimento ocorreria num momento em que as moedas latino-americanas já sofrem uma tendência de depreciação em 2024, devido a questões externas (como o ritmo de redução de juros nos Estados Unidos) e internas (como as preocupações fiscais, no caso de países como Brasil e Colômbia). No ano até novembro, todas as principais moedas da região desvalorizaram face ao dólar, com destaque para o real brasileiro e o peso mexicano. Assim sendo, a volatilidade da taxa de câmbio poderá continuar em 2025.

A adoção de uma política comercial protecionista aumentou a vulnerabilidade principalmente do México, cujas exportações para os EUA representam 80% do total vendido ao exterior, e mais ainda com a renegociação prevista para 2026 do USMCA (Acordo Estados Unidos-México-Canadá), um substituto do NAFTA. 

Além disso os Estados Unidos têm registrado um déficit comercial crescente com o México. Por fim, há também a preocupação crescente por parte do governo americano de que se possa ter uma forte entrada de importações chinesas ao país via o México.

A China, avalia o estudo da Coface, continua a ter crescimento vacilante, com aumento moderado das vendas do varejo e dos investimentos, mas tendo como contraponto o setor imobiliário. Mesmo assim, continuará a desempenhar um papel importante para a América Latina. As exportações dos países da região para a China dispararam nos últimos anos, saltando entre 2013 e 2023 de 20% para 31% do total exportado no Brasil e de 25% para 39% no Chile, por exemplo.

A boa notícia para AL é que a inflação deverá perder força na região em 2025. Na comparação da Coface, os índices de preços também deverão diminuir no Brasil, embora os riscos estejam inclinados para cima (com as expectativas de inflação atualmente em ascensão). A queda deverá ocorrer inclusive na Argentina, que tem projeção de inflação anual em 2024 de 120%, ante 31,4% para 2025.

As condições de crédito, ainda restritivas, também deverão ser relativamente melhores no próximo ano na região, revela a Coface, mas o Brasil é a principal exceção. Aqui, a taxa básica de juros real deverá ficar próxima de 8% em 2025. Seus efeitos colaterais sobre a capacidade de pagamento das empresas são evidentes no Brasil, onde o número de pedidos de recuperação judicial aumentou acentuadamente desde 2023. Para 2025, a situação deverá permanecer desafiadora, uma vez que as condições de crédito continuarão restritivas.