Alexandre Leal assume diretoria de sustentabilidade da CNseg com saída de Ana Cristina Barros

Com apenas seis meses no cargo de diretora de Sustentabilidade e Relações de Consumo da CNseg – Confederação Nacional das Seguradoras, confederação das seguradoras, Ana Cristina Barros deixou o cargo na última sexta-feira (29). Ela assumiu a diretoria com o objetivo de fortalecer as ações e projetos de sustentabilidade para o setor segurador e trouxe avanços significativos para o setor em seu curto período na entidade. A executiva acumula três décadas de trabalho na área socioambiental, atuando em políticas públicas e privadas de conservação e uso sustentável de recursos naturais, mudanças climáticas, produção e desenvolvimento sustentável.

O blog tentou contato com a executiva, mas não obteve retorno até o fechamento desta nota. A CNseg informou que Alexandre Leal assumirá interinamente a diretoria de sustentabilidade.

Seguradora Tokio Marine inspira equipe a impulsionar a transformação digital

Adilson Lavrador, diretor executivo de Operações, Sinistros e Tecnologia da Tokio Marine Brasil, participou do Digital Round Table 2024 (DRT 2024), realizado na matriz da seguradora em Tóquio. Desde 2017, o DRT tem se consolidado como um espaço estratégico para troca de ideias e projetos inovadores entre as diversas empresas do Grupo Tokio Marine.

Nesta entrevista exclusiva ao blog Sonho Seguro, Lavrador destaca os principais insights adquiridos, como o uso avançado de inteligência artificial para prevenção de fraudes e reconhecimento óptico de caracteres, além de compartilhar como essas experiências internacionais impulsionam a transformação digital no mercado segurador brasileiro.

Quais foram os principais aprendizados e insights obtidos durante sua participação no Digital Round Table 2024 (DRT 2024) na matriz da Tokio Marine no Japão, e como esses conhecimentos podem ser aplicados no Brasil?

    Nós participamos do Digital Round Table, o chamado DRT, desde que ele foi criado pela matriz da Tokio Marine, em 2017, com o objetivo de proporcionar trocas de ideias e projetos entre as diversas empresas do Grupo – algo que é sempre muito rico e agrega valor ao nosso trabalho. 

    Este ano, eu destacaria como insights dois cases envolvendo IA: o primeiro, da Indonésia, sobre uso da inteligência artificial para identificação de danos preexistentes em caso de sinistros de automóveis, que colabora para a prevenção de fraudes; e o segundo, do Japão, sobre o emprego da inteligência artificial generativa no reconhecimento óptico de caracteres, o chamado OCR, função que já utilizamos aqui no Brasil, mas cujas trocas no DRT nos permitiram ter acesso à novas possibilidades de aplicação em nossos projetos. 

    Você mencionou que o Lab de Inovação da Tokio Marine Brasil desempenha um papel crucial no alinhamento às tendências do setor. Poderia compartilhar exemplos práticos de como as iniciativas do Lab têm impactado positivamente corretores, clientes e colaboradores?

      O Tokio Innovation Lab, presente no Brasil desde 2021, tem o objetivo de estimular o intercâmbio de informações com os principais polos de inovação do Grupo Tokio Marine, sediados em Tóquio, no Vale do Silício, Nova York, Singapura, Londres e em Taipei, para acelerar o desenvolvimento local de tecnologia e abrir uma série de possibilidades para nossa operação no País.

      Por meio do nosso Innovation Lab, podemos desenvolver algoritmos de Inteligência Artificial e automações que melhorem a capacidade de análise e previsão de futuro, de forma que consigamos ter resultados mais interessantes e gerem impacto positivo aos nossos Parceiro de Negócios e Segurados. Assim, conseguimos desburocratizar serviços, simplificar produtos e criar de ferramentas que possibilitem ao Corretor a diminuição dos custos operacionais, com mais eficiência no seu dia a dia, de forma que ele possa atuar de maneira mais estratégica junto ao seu Cliente. 

      Além do uso de inteligência artificial no Lab, também temos a oportunidade de compartilhar nossas iniciativas de transformação digital da Tokio Marine e, em 2024, lançamos o novo SupperApp do Corretor, que apoia nossos parceiros diariamente na mobilidade, além de centralizar de informações e auxiliar na gestão dos processos e muito mais.

      A matriz da Tokio Marine é reconhecida por sua disciplina e organização. Como foi a experiência de observar essas características no ambiente da matriz, e de que maneira elas inspiram a atuação da Tokio Marine no Brasil?

        O Japão é, sem dúvidas, um país muito evoluído em diversos sentidos e, quando falamos de tecnologia, ainda mais. Hoje, o Innovation Lab da sede da Tokio Marine, em Tóquio, tem uma atuação muito forte em pesquisa, com o desenvolvimento de ferramentas diferentes do que temos no Brasil. Um bom exemplo é que, enquanto nós focamos bastante na prevenção de fraudes, no Japão, hoje, o foco é oferecer serviços diferenciados dentro dos produtos ofertados. Essas trocas realmente fazem a diferença – assim como nós absorvemos muitos insights, percebemos que o pessoal do Japão também admira muito o trabalho feito aqui no Brasil e nos considera uma referência em tecnologia, inteligência artificial e digital no mercado segurador no mundo.

        A Tokio Marine Brasil possui uma cadeira permanente no DRT desde sua criação em 2017. Como você avalia a evolução da participação brasileira ao longo dos anos e quais são as expectativas para os próximos encontros?

          Este ano eu fui representar o Brasil no DRT, mas já tivemos outros Colaboradores que tiveram essa oportunidade, o que é muito interessante não apenas do ponto de vista da Companhia, mas como também da troca cultural que, é claro, impacta positivamente o nosso trabalho e a nossa visão de mundo. Dessa forma, entendo que a participação brasileira tem evoluído junto com o DRT, sempre com contribuições muito pertinentes para o debate e para o desenvolvimento de novas ferramentas, algo que, esperamos, seguir acontecendo nos próximos anos. Então, posso dizer que nossas expectativas são positivas e bastante altas. A Tokio Marine Brasil é referência no Grupo no que diz respeito a inovação, inteligência artificial e transformação digital, inclusive tendo ganhado uma série de prêmios ao longo dos anos. 

          Quais iniciativas de automação, inovação e digital desenvolvidas no Japão mais chamaram sua atenção e têm potencial para serem implementadas no mercado segurador brasileiro?

            A forma como os japoneses implementam a inteligência artificial em seus processos e serviços é, certamente, algo a se inspirar. Como eu havia comentado, o Japão é um país muito avançado no uso da tecnologia e, mais do que isso, na criação de novas ferramentas para solução de problemas comuns e na melhoria de serviços. Então, acredito que possamos dizer que todas as ferramentas com as quais tivemos contato têm potencial de serem implementadas em certo nível em nossos processos aqui no Brasil e que estamos sempre atentos às oportunidades.

            Bradesco Seguros lança campanha de final de ano

            Fonte: Bradesco

            Com o fim da jornada, a nave espacial que trouxe o ETzinho à Terra parte em direção a outros destinos, mas, para a surpresa da menina, ele fica, pois foi em nosso planeta onde ele encontrou a verdadeira amizade e alguém com quem se pode contar em todos os momentos. A canção ‘Somewhere Over The Rainbow’ dá o tom à história, que tem o fim do vídeo narrado pela atriz Zezé Motta. 

            “Nossa principal estratégia com ‘A Busca’ é destacar ainda mais entre as pessoas os sentimentos de união e amizade, ao passar a ideia de que o Grupo Bradesco Seguros estará sempre ao lado em todos os momentos. Aproveitando também o período das Festas, gostaríamos que esse filme inspire todas as pessoas e que seja compartilhado entre amigos e familiares, mostrando que l a vida é melhor quando temos alguém para compartilhar nossos momentos”, destaca Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros. 

            “Se pudéssemos explorar todas as galáxias e visitar os planetas mais distantes, com certeza não encontraríamos uma vida tão incrível quanto a que temos aqui na Terra. Essa é a mensagem que queremos transmitir neste Ano Novo com esse curta-metragem para Bradesco Seguros”, comenta Daniel Chagas Martins, diretor de criação na AlmapBBDO.

            Produzida pela Don’t Touch MY Soda, com direção de Felipe Mansur, a campanha estreou no último domingo, 1º de dezembro, e terá vigência ao longo do período das festas de fim de ano e abrangerá TV aberta, digital e OOH. 

            Darwin Seguros amplia parceria com a Maxpar em todo o Brasil

            A Darwin Seguros ampliou a parceria com a Maxpar com a inclusão da Assistência Auto 24h, que garante uma série de serviços aos segurados, como: guincho, chaveiro, meio de transporte alternativo, pane seca, hospedagem, transporte para recuperação do veículo, troca de pneus e auto socorro. Essa solução é complementada com outras duas assistências da Maxpar que já eram oferecidas pela Darwin Seguros: Vidros e Faróis, Lanternas e Retrovisores.

            Jacyara Ribas, Executiva de Contas na Maxpar, destaca que a Assistência Auto 24h é essencial para garantir que o segurado tenha cobertura completa para o veículo em situações emergenciais. “Os serviços garantidos pela assistência são de fundamental importância em casos de emergências, como uma pane seca no meio da estrada ou um dano mecânico que impeça o motorista de chegar ao destino final, por exemplo. Por isso, nós, em parceria com a Darwin, estamos comprometidos em garantir que o atendimento ao segurado esteja sempre pautado pela agilidade e qualidade”, comenta.

            Firmino Freitas, fundador e CO-CEO da Darwin Seguros, comenta sobre o fortalecimento da parceria da seguradora com a Maxpar Assistências. “Iniciamos nossa parceria com a Maxpar desde o início da nossa operação em 2022 e com apenas algumas soluções do Grupo Autoglass, mas dado o comprometimento na parceria e a qualidade nos serviços prestados, foi mais que natural a migração de um dos serviços mais importantes para os nossos segurados como a assistência 24h em todo o território brasileiro”, reforça.

            Glaucia Smithson deixa Prudential do Brasil e Carlos Cortez assume vice-presidência de parcerias estratégicas

            A partir desta segunda-feira, 2/12, Carlos Cortez, atual vice-presidente de Marketing e Clientes da Prudential do Brasil, assume a vice-presidência de Parcerias Estratégicas Comerciais da companhia. A mudança tem como objetivo alavancar ainda mais o negócio, permitindo um maior foco em iniciativas estratégicas para o futuro.

            O executivo, que está na empresa há quatro anos, tem feito relevantes contribuições para o negócio, sempre comprometido com resultados consistentes e com o crescimento da empresa. “Estou muito motivado para o novo desafio. O mercado de seguros de vida tem grande potencial, e aumentar o alcance dos nossos produtos, consolidando as parcerias estratégicas de negócios, enquanto desenvolvemos novos modelos de distribuição, certamente é um grande motor de crescimento”, declarou Cortez, que acumulará interinamente a área de Marketing e Clientes.

            A vice-presidência de Parcerias Estratégicas Comerciais era ocupada por Glaucia Smithson. Em sua passagem pela Prudential, Glaucia deixou importantes contribuições para o negócio e encerra seu ciclo na companhia após dois anos à frente da área.

            Ciclones causam perdas de US$ 51 bilhões para seguradoras em 2024, segundo Munich Re

            Ciclones tropicais no Atlântico Norte, chamados de furacões, e aqueles no Pacífico Noroeste, conhecidos como tufões, causaram um total estimado de US$ 51 bilhões em perdas seguradas em 2024, segundo um relatório divulgado na segunda-feira pela Munich Reinsurance Co. Inc.

            As perdas seguradas de US$ 51 bilhões são “significativamente” maiores do que a média dos últimos 10 anos, de US$ 36,1 bilhões, e a média dos últimos 30 anos, de US$ 23,7 bilhões.

            As robustas perdas relacionadas aos ciclones tropicais também indicam que as perdas seguradas por catástrofes naturais em 2024 superarão a marca de US$ 100 bilhões, de acordo com o relatório.

            A maior parte das perdas foi registrada na intensa temporada de furacões no Atlântico Norte, que alcançou aproximadamente US$ 49 bilhões, “substancialmente superiores” à média de US$ 30,1 bilhões nos últimos 10 anos e à média de US$ 20,9 bilhões nos últimos 30 anos.

            Dezoito tempestades tropicais foram registradas no Atlântico Norte, das quais 11 atingiram a força de furacão, e cinco delas se tornaram furacões de grande intensidade, nas Categorias 3 a 5 da escala Saffir-Simpson, com ventos superiores a 177 km/h.

            No Pacífico Noroeste, foram registradas 25 tempestades, sendo que 18 chegaram ao continente, resultando em perdas seguradas de cerca de US$ 2 bilhões, segundo o relatório.

            Thomas Blunck, membro do conselho de administração da Munich Re, destacou que a temporada de 2024 foi marcada pela rápida intensificação de tempestades severas e pelas chuvas extremas que se seguiram.

            Perdas econômicas já superam R$ 37,3 bi no Brasil em 2024

            Aon plc (NYSE: AON), líder global em serviços profissionais, revela em seu mais recente Global Catastrophe Recap Report, que os desastres naturais no Brasil provocaram prejuízos que somaram US$ 6,4 bilhões no período de janeiro a setembro de 2024, uma redução de 57% em comparação com 2023, quando a seca histórica na região da bacia hidrográfica do Rio da Prata já havia provocado prejuízos de mais de US$ 10 bilhões.

            O relatório ressalta os eventos catastróficos significativos que impactaram o país, com destaque para o prejuízo de US$ 5 bilhões provocado pelas enchentes no estado do Rio Grande do Sul entre 28 de abril e 3 de maio, as queimadas que atingiram a vegetação brasileira entre janeiro e setembro, resultando em danos estimados de US$ 360 milhões e a seca histórica, que gerou perdas no valor de US$ 470 milhões.

            Beatriz Protásio, CEO de Resseguros da Aon no Brasil, comentou: “Os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul e das queimadas que ocorreram em diversas regiões do Brasil reforçam a necessidade de estratégias de resiliência climática no país. É necessário direcionar esforços para que infraestruturas estejam melhor preparadas diante das intempéries do clima, além de medidas de mitigação dessas ameaças, como a modelagem catastrófica e a contratação de instrumentos de transferência de riscos para impactos derivados do clima. Ações que podem reduzir prejuízos econômicos e apoiar a sociedade a se reestabelecer diante de eventos extremos.”

            Impactos globais

            Os desastres naturais em todo o mundo resultaram em perdas econômicas superiores a US$ 258 bilhões de janeiro a setembro de 2024, uma redução em relação à média do século XXI de US$ 276 bilhões e significativamente inferior às perdas registradas no mesmo período de 2023 (US$ 351 bilhões).

            A lacuna de proteção de seguros foi estimada em 60%, cerca de 154 bilhões de dólares, uma das mais baixas já registradas no período, resultado da maior contribuição das perdas seguradas nos Estados Unidos. O relatório também mostra que, globalmente, as perdas econômicas seguradas até o final de setembro de 2024 foram de, pelo menos, US$ 102 bilhões, valor bem acima da média do século XXI de US$ 79 bilhões. Os prejuízos provocados pelo furacão Milton, o segundo mais forte já registrado no Golfo do México, e de eventos adicionais esperados para o restante do ano, provavelmente levarão as perdas seguradas anuais totais acima do nível de 2023 (US$ 125 bilhões).

            CCS-SP promove evento em homenagem à diretora da Porto Eva Miguel

            Por Márcia Alves, de São Paulo

            O Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) realizou um encontro especial, fora do calendário do seu tradicional almoço mensal, para homenagear a diretora Comercial da Porto, Eva Miguel, que encerra sua carreira de 39 anos na seguradora neste ano. O evento foi realizado no dia 27 de novembro, no Il Ristorante Famiglia Mancini, com a participação de membros da diretoria Comercial da Porto, associados e lideranças dos corretores de seguros.

            O mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, relatou que não foi fácil manter em segredo a homenagem surpresa à Eva Miguel. “Quando receberam o convite, muitos me perguntaram o motivo do almoço, mas eu não podia dizer. Peço desculpa por tanto suspense”, disse. Em seguida, ele justificou: “É um almoço especial para agradecermos a você, Eva, tudo o que fez pelo mercado e pela categoria”.

            O sucessor de Eva Miguel no cargo, Emerson Valentim, responsável pela área Comercial da diretoria de SP Capital e Metropolitana da Porto, lembrou que dois anos atrás, por ocasião da posse do mentor Álvaro Fonseca no CCS-SP, foi apresentado já como substituto da diretora. “Agora, tenho a honra de apresentar o meu amigo e parceiro Rodrigo Vasconcelos, que assumirá a diretoria da Capital Metropolitana”, disse.

            Emocionado, Valentim se recordou do seu primeiro encontro com Eva Miguel, há 15 anos, justamente no período em que ocorreu a fusão da Itaú Seguros com a Porto. Na época, recém-casado e com a esposa grávida, ele temia por seu futuro profissional. “O almoço que deveria durar 1 hora, terminou quase 3 horas depois. A Eva cancelou a sua agenda e me disse para confiar no processo, porque a Porto era muito justa, cuidava das pessoas”.

            Valentim disse, ainda, que jamais imaginou que teria a oportunidade de suceder a Eva Miguel. “Sinto-me honrado por você ter me confiado essa missão e por poder dar sequência ao seu maravilhoso trabalho. Estamos aqui para homenageá-la por ter realizado com maestria o seu trabalho e por ser responsável pelo crescimento de tantas pessoas. Receba o abraço de todos os corretores”, disse. Todos os convidados se levantaram e aplaudiram longamente.

            Homenagem do CCS-SP

            O mentor Álvaro Fonseca também se recordou de quando conheceu Eva Miguel. “Ela é uma companheira de longa data, à qual agradecemos por seu carinho e dedicação aos corretores de seguros”, disse. Em seguida, ele entregou uma placa do CCS-SP para a homenageada, ressaltando o seu trabalho e comprometimento com a categoria. Para marcar especialmente o momento, o mentor também a presenteou com um quadro de fotos. 

            “Para registrar de maneira especial os momentos em que você esteve no Clube, preparamos esta lembrança”, disse. Durante o evento, outras entidades também prestaram homenagens à Eva Miguel. “A forma como ela administra crises, como pondera e conversa é impressionante. A você, o nosso respeito e admiração”, disse o presidente do Sincor-SP, Boris Ber.

            “O trabalho de humanização e empatia perante seus pares e corretores de seguros, abrilhantaram sua trajetória”, foram os dizeres da placa entregue pelo presidente da UCS, Augusto Esteves. Na placa entregue pelo presidente do CCS-OR, Marcos Motta, estava escrito: “A sua trajetória majestosa é admirada por todos”. Marcelino Odlevati, diretor do CCS-ABC que representou o mentor Carlos Alberto Pelais, entregou uma placa. “Sua sabedoria e experiência são exemplos para todos”.

            Bastante emocionada, Eva Miguel agradeceu as homenagens e afirmou que o seu sentimento, após de 39 anos de trabalho, era de gratidão, sobretudo aos corretores de seguros, aos quais atribui a sua evolução profissional. “Desde o primeiro dia em que entrei na Porto, eu me apaixonei pelos corretores, pela causa e o empreendedorismo da categoria, que vai à luta todos os dias motivada. Registro aqui a minha admiração e gratidão a vocês”, disse.

            Convidada pelo mentor do CCS-SP para desenvolver um trabalho na entidade na área de sucessão empresarial, Eva Miguel explicou porque aceitou prontamente. “Agora, terei algo que nunca tive, tempo. Então, vou dedicar a minha experiência e tempo a vocês, corretores, devolvendo minha gratidão na forma de trabalho pela sucessão, para que essa carreira continue perene e tenha sustentabilidade ao longo do tempo. Obrigada por tudo que me deram”, disse.

            4ª Maratona da Inovação em Seguros leva a Porto Alegre grandes nomes do mercado brasileiro

            Fonte: JRS

            A 4ª Maratona da Inovação em Seguros, realizada nesta quinta-feira, 28 de novembro, em Porto Alegre (RS), reuniu líderes e especialistas do setor para debater o tema “Seguros em Evolução: Inteligência e Adaptabilidade como Estratégias de Sucesso”. O evento, promovido pelo JRS, destacou a resiliência e a inovação do mercado, com reflexões sobre empatia, tecnologia e o papel social das seguradoras.

            A CEO do JRS, Júlia Senna, abriu o evento de forma descontraída, compartilhando a essência do JRS e o propósito da Maratona. “Somos inquietos, próximos, movidos pela ideia de agregar. E a Maratona nasceu assim: de uma vontade genuína de inspirar e trazer algo novo para todos nós,” afirmou. Ela também relembrou o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul e destacou a importância de inteligência e adaptabilidade para transformar desafios em oportunidades.

            maratona de inovação em seguros JRS

            Reflexões sobre empatia e reconstrução social

            Um dos momentos mais marcantes foi a palestra “Rua da Esperança”, conduzida por César Saut, Vice-Presidente da Icatu e Presidente da Rio Grande Seguros. Ele enfatizou a diferença entre solidariedade e empatia, instigando o mercado a assumir um papel mais ativo em momentos de crise.

            “Solidariedade é depositar uma quantia e achar que a parte foi feita. Empatia é entrar na situação do outro e ajudar a reconstruir vidas,” destacou. Saut apresentou dados do vice-governador gaúcho Gabriel Souza, ressaltando os desafios e as oportunidades de reconstrução no estado, atingido por enchentes históricas.

            Um dos pontos altos: Jorge Nasser e a tarde de inspirações

            Abrindo a programação da tarde, Jorge Nasser, presidente da Bradesco Vida e Previdência, protagonizou um dos momentos mais marcantes do evento. Com uma fala inspiradora, ele reforçou a importância da inovação como diferencial competitivo e destacou como o mercado de seguros pode se posicionar de maneira estratégica em um cenário em constante transformação.

            “Para evoluir, o setor precisa estar em sintonia com as mudanças da sociedade. Inovar não é uma escolha, é uma necessidade para atender expectativas e oferecer soluções cada vez mais completas e humanizadas,” afirmou Nasser. Sua abordagem engajou o público e trouxe perspectivas valiosas sobre a integração de inovação e propósito no mercado segurador.

            Fechamento com chave de ouro com Eduardo Dal Ri: Confiança e integração

            O encerramento ficou por conta de Eduardo Dal Ri, presidente do Grupo HDI, que apresentou o “Case de Integração: Multimarcas e Multiprodutos”, demonstrando como a companhia tem liderado com inovação e eficiência. Dal Ri destacou o impacto da HDI no Sul do Brasil, especialmente durante as enchentes, quando mobilizou sua equipe para garantir segurança e tranquilidade às comunidades afetadas. “Seguro é confiança. Atuamos como uma rede de proteção que garante que, mesmo diante do imprevisto, as pessoas possam se reerguer e seguir em frente,” afirmou.

            Ele também compartilhou a estratégia de agilidade do grupo, que integrou squads multidisciplinares e apostou em tecnologia para oferecer soluções customizadas e eficiência no atendimento. “Cada inovação que entregamos é uma oportunidade para fortalecer a relação de confiança entre clientes, corretores e o mercado,” concluiu.

            Inovação e novas gerações

            O painel “Seguros para Todas as Gerações” trouxe insights valiosos sobre como equilibrar tecnologia, personalização e cuidado no setor de seguros. Carlos Henrique Radanovitsck, Leonardo Neustadt e Jader Abdel compartilharam suas visões sobre as mudanças comportamentais e tecnológicas que moldam o mercado.

            “Automatização é importante, mas o cuidado e a empatia continuarão sendo fundamentais,” afirmou Radanovitsck, enquanto Neustadt destacou o crescimento da presença digital entre diferentes faixas etárias, especialmente o público acima de 60 anos. Abdel complementou com uma análise sobre a geração Z, que busca soluções alinhadas a valores como qualidade de vida e bem-estar.

            Cases e perspectivas futuras

            Além disso, o evento trouxe palestras e painéis que abordaram a diversificação de produtos, a liderança feminina no mercado e o impacto da telemedicina como realidade no sistema de saúde. André Fraga, CEO da Vital Help, provocou o público com dados sobre o crescimento do setor de telemedicina, enquanto outros palestrantes reforçaram a necessidade de integração entre tecnologia e empatia.

            A 4ª Maratona da Inovação em Seguros reforçou o compromisso do mercado em evoluir, não apenas como um setor econômico, mas como um agente de transformação social. “O futuro do mercado está nas mãos de quem ousa inovar e se adaptar,” concluiu Júlia Senna em sua fala de encerramento.

            O evento deixou uma mensagem clara: o mercado de seguros não é apenas sobre proteger bens, mas sobre reconstruir vidas e oferecer soluções que conectem tecnologia, empatia e confiança.

            A 4ª Maratona da Inovação em Seguros contou com o apoio de grandes marcas do mercado segurador, que acreditam no poder da inovação para transformar o setor. Patrocinadores Diamante: Icatu, Rio Grande e Bradesco Seguros. Patrocinadores Ouro: Aspecir, União Seguradora, HDI, Yelum, Delta Global e ENS. Patrocinadores Prata: ApliCap, Tokio Marine, Grupo Fetra, SOMPO, CAPEMISA e Lojacorr. Apoio: ExperMed, GBOEX, Vital Help, Gente Seguradora, Grupo MBM, Sabemi, SulAmérica e Verbin.

            Seguros para plataformas de petróleo do Brasil crescem com contratações de plataformas próprias por petroleiras

            Reuters, Por Marta Nogueira

            Um movimento da Petrobras e de outras petroleiras de contratar mais plataformas próprias, em detrimento das afretadas, impulsionou os negócios no setor de seguros no Brasil nos últimos anos, disse à Reuters a coordenadora da subcomissão de Riscos de Petróleo da Federação Nacional deSeguros Gerais (FenSeg).

            No acumulado do ano até setembro, as seguradoras com operações em território nacional arrecadaram cerca de 1,8 bilhão de reais com prêmio do seguro de operações da indústria de petróleo, alta de 30,4% se comparado com o mesmo período do ano passado, segundo um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em conjunto com a FenSeg.

            O impulso ocorre pois a Petrobras e outras companhias com atuação no Brasil, como a norueguesa Equinor, em geral priorizam a contratação de seguros no país, enquanto as afretadoras internacionais geralmente buscam o serviço no exterior, explicou Narely de Paula, da FenSeg.”O Brasil tem sido o líder da demanda global por FPSOs (plataformas flutuantes), isso se reflete também no maior volume de prêmios de seguro”, destacou a executiva, em entrevista.

            O montante inclui também operações de seguro durante a construção das plataformas, estruturas gigantescas que envolvem milhares de trabalhadores. Issoem momento em que a indústria busca expandir a cobertura em meio à expansãoda produção e operações no pré-sal.”A demanda por seguros especializados, como seguros de controle de poços, responsabilidade civil, seguros de construção offshore e de perda de produção, bem como a necessidade de resseguro, criam uma ampla gama de oportunidades para as seguradoras”, disse Paula.

            “Esse cenário favorece o desenvolvimento de novos produtos e a sofisticação das coberturas, o que impulsionará o mercado de seguros no país nos próximos anos.”Em relação às indenizações, as seguradoras pagaram 211,9 milhões de reais via Seguro Riscos de Petróleo no ano até setembro, alta de 1.364,3% ante o mesmo período de 2023, conforme o levantamento. No Brasil, embora não seja obrigatório, o Seguro Riscos de Petróleo é ainda, em grande parte, ressegurado, dado o alto valor envolvido e a significativa exposição ariscos ambientais e operacionais.

            A opção por plataformas próprias ocorre em momento em que as grandes plataformas demandadas pelo Brasil se tornam cada vez mais complexas e mais caras, pontuou a executiva da FenSeg. Além disso, as afretadoras têm encontrado dificuldades para financiar novos projetos, uma vez que os bancos têm buscado descarbonizar seus portfólios de empréstimos em todo mundo, em meio à busca pela transição energética, adicionou.

            “O valor do afretamento está ficando muito alto, então fica acima do esperado para o projeto”, disse Paula. Paula explicou que geralmente os seguros referentes a plataformas são contratados em dois momentos: na contratação para a construção e quando as unidades entram em operação.

            Os prêmios relativos a construção, segundo ela, costumam ser mais representativos, uma vez que consideram o período do projeto que dura cerca de quatro anos, enquanto os prêmios operacionais são anuais ou até mensais.”As taxas de construção também são um pouco mais elevadas do que as operacionais, pois há mais riscos associados na fase de construção do que na de operação”, adicionou Paula. “De dois anos pra cá, a gente teve esse aumento nas contratações relativas à construção.

            “A executiva destacou que o movimento de alta nas atividades de seguros para o petróleo ocorre ainda enquanto as seguradoras têm se colocado como importantes aliadas da indústria fóssil no caminho rumo à transição energética, de forma a reduzir riscos relacionados a operações e imagem.