Valor: CVM condena por unanimidade ex-CFO do IRB à multa máxima de R$ 20 milhões; ex-CEO é absolvido 

Fonte: Valor

Em sua última sessão de julgamento do ano, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou por unanimidade o ex-vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores do IRB, Fernando Passos, à multa máxima de R$ 20 milhões por manipulação de preços de ações em 2020. Já José Carlos Cardoso, ex-diretor-presidente da companhia, foi absolvido, também por unanimidade, da acusação de descumprimento do dever de diligência.

O relator, o diretor da CVM Daniel Maeda — que fez nesta quinta-feira sua última sessão de julgamento, já que deixa o cargo no fim de dezembro — afirmou em seu voto que é incontestável a tese de que Passos foi a origem da informação falsa de que o fundo Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, iria adquirir fatia relevante do IRB. A notícia levou as ações a uma valorização 13,2% em dois dias.

“A meu ver, a existência do dolo é evidente”, afirmou Maeda, que apontou que a motivação para a disseminação da informação falsa foi a vantagem financeira que obteria com o Programa de Superação, aprovado pelo Conselho de Administração do IRB. O plano de premiação garantiria à diretoria “importâncias milionárias caso as ações atingissem determinado patamar ou o superassem até maio de 2021.”

O relator afirmou que os bons antecedentes do ex-CFO permitiriam a aplicação de um atenuante de 15% do valor. No entanto, acrescentou outros 15% pelo “agravante de dano à imagem do mercado de valores mobiliários pela prática de manipulação de preço.” Permaneceu, portanto, a multa máxima de R$ 20 milhões.

Já em relação a Cardoso, Maeda votou pela absolvição por não ver indícios de má-fé diante dos “artifícios ardilosos criados por Passos”. Os diretores Otto Lobo e João Accioly acompanharam o relator sem ressalvas.

O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, também seguiu o voto de Maeda, e fez questão de fazer comentários complementares. Entre eles, o de que Cardoso deveria ser absolvido porque “confiou nas demonstrações de Passos” e ressaltou que CEOs não conseguem participar de todos os processos e podem delegar poderes. A decisão sobre o ex-CFO ainda pode ser alvo de recurso no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN).

O caso foi tema de investigação no Departamento de Justiça americano, que aceitou que o IRB pagasse US$ 5 milhões para encerrar o assunto. A primeira vez que o megainvestidor Warren Buffett foi associado a uma possível compra de fatia do IRB foi em 2017, com a divulgação de notícias que citavam uma suposta negociação para depois do IPO. Três anos depois, em 26 de fevereiro de 2020, quando as ações da empresa estavam em queda, outra notícia circulou reacendendo a possibilidade de Buffett entrar na empresa. Desta vez houve reação positiva do mercado, e o papel subiu 13,2% em dois dias.

A eventual compra de fatia do IRB por Buffett teve desdobramentos nos dias seguintes, que seguiram tendo impacto positivo nas cotações. Em 2 de março daquele ano, em teleconferência com analistas, Passos teria afirmado que a Berkshire Hathaway já detinha ações da empresa e teria aumentado a posição, inclusive com indicação de uma representante no conselho fiscal. Naquele momento, Cardoso não contestou a informação.

Após pedido de esclarecimentos da CVM, porém, a companhia respondeu que o fundo de Buffett não era acionista com mais de 5%. E, em 3 de março, a Berkshire Hathaway informou em nota oficial que não era e não tinha intenção de se tornar acionista do IRB.

As ações iniciaram trajetória de queda e, no dia 4 de março, foi anunciada a renúncia de Passos e Cardoso e informado que o Conselho de Administração da empresa instalou procedimento interno para apurar a divulgação de ações ao mercado. Na investigação, o IRB informou à CVM que em investigação interna descobriu que Passos teria adulterado eletronicamente uma troca de e-mails entre Cardoso e um representante da Berkshire Hathaway.

Em depoimento à CVM, Passos admitiu “ajustes” em um arquivo com a base acionária da companhia “para verificar qual seria o tamanho da Berkshire Hathaway no ranking de acionistas, na hora em que aparecesse a compra daquele volume de ações”. Segundo a argumentação da área técnica da CVM, até mesmo a suposta indicação da representante do conselho foi “uma manobra” de Passos “para dar um ar” de veracidade à história.

Procurada, a defesa de Passos não se manifestou.

Stone e Zurich anunciam parceria na oferta de seguros

Sidemar Zurich Seguros

Fonte: Stone

A Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro em tecnologia e serviços financeiros, lança, em parceria estratégica com a Zurich Seguros, uma das maiores seguradoras globais, três novos produtos voltados às necessidades dos empreendedores brasileiros.

Entre eles está o Seguro Renda Protegida Ton, que oferece proteção aos clientes em caso de acidentes ou doenças que afetem sua capacidade de gerar renda, ajudando-os a manter o pagamento de suas contas. O produto agrega valor à oferta de credenciamento do Ton – solução da Stone voltada para autônomos e microempreendedores -, pois, com essa proteção, o cliente pode planejar melhor suas finanças diante de imprevistos que o impeçam de trabalhar. O valor da indenização do seguro pode ser utilizado para cobrir contas de consumo, como, por exemplo, água, luz e internet.

A solução responde a uma das maiores preocupações desse público: a perda de renda. Além disso, o seguro contempla benefícios adicionais, como descontos de até 85% em farmácias e participação em um sorteio mensal de capitalização no valor de R$ 10 mil.

Além do Renda Protegida Ton, a parceria entre a Stone e a Zurich também contempla o Seguro Prestamista, que tem como objetivo garantir o pagamento de prestações de crédito ou compras, caso o cliente não consiga pagar a dívida devido a impossibilidade de exercer sua atividade profissional como, por exemplo, em casos de invalidez.

Outro produto da parceria é o Seguro para Cartões com Pix que oferece proteção contra perda, furto ou roubo e para transações realizadas sob coação ou sequestro. Esta cobertura se aplica a cartões emitidos por diversas instituições, incluindo a Stone, o Ton e outros bancos, garantindo segurança adicional para os clientes em todas as suas transações financeiras.

“O Renda Protegida Ton foi pensado e desenvolvido para microempreendedores e autônomos, que não podem se dar ao luxo de parar de trabalhar, especialmente quando as contas continuam chegando no final do mês. Agora, eles têm à disposição um produto que oferece suporte nesses momentos difíceis, de maneira simples e sem burocracia, garantindo apoio em casos de perda de renda”, explica Alex Korner, Head de Seguros da Stone. O executivo ainda ressalta que novos produtos estão sendo desenvolvidos em parceria com a Zurich, com o objetivo de apoiar e proteger os empreendedores brasileiros em todas as suas necessidades.

Sidemar Spricigo, diretor de parcerias da Zurich Seguros, destaca que a parceria com a Stone reafirma o compromisso da companhia em oferecer ao mercado soluções adequadas a diferentes perfis de consumidores. “Por meio da parceria com a Stone, conseguimos ampliar ainda mais o alcance de nossos produtos e passamos a oferecer proteção de forma efetiva a um público muito importante e com necessidades específicas, que são os empreendedores”, diz.

Estadão: Câmara revoga lei que previa volta da cobrança do seguro obrigatório

senado avalia dpvat

Fonte: Estadão

Na votação do pacote fiscal, ontem, a Câmara dos Deputados retomou um dispositivo que revoga a lei complementar de 2024 que instituía o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), substituto do antigo DPVAT, extinto em 2020. Na prática, se mantida pelo Senado, essa alteração manteria os motoristas livres dessa nova cobrança.

O trecho havia sido incluído anteontem pelo relator do projeto, deputado Átila Lira (PPPI) em sua proposta para os deputados, mas foi retirado de última hora. Agora, foi retomado em emenda aprovada nesta quarta-feira.

O Novo DPVAT foi aprovado no Congresso em maio e sancionado no mesmo mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a legislação, a taxa começaria a ser cobrada em 2025. Os valores ainda não haviam sido definidos, mas deveriam ficar entre R$ 50 e R$ 60.

Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia responsável pela regulação e fiscalização do mercado de seguros no País, a arrecadação é necessária para pagar indenizações às vítimas de acidentes no trânsito.

Mas alguns Estados – entre eles, São Paulo – ameaçavam não adotar a cobrança. O governo paulista rejeitava operacionalizar a cobrança pelo Detran-SP em convênio com a Caixa. Isso porque a proposta do governo federal oferecia 1% do valor aos cofres do Estado, que disse que o porcentual não seria suficiente para custear as operações. Goiás, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, além do Distrito Federal, também decidiram não aderir ao modelo de cobrança conjunta.

A controvérsia chegou a causar discussões entre motoristas nas redes sociais. Isso não significava, porém, que os proprietários do veículo podiam ficar isentos de pagar o SPVAT em alguns Estados.

Para resolver o problema com os Estados, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) criou uma solução. De acordo com o órgão, os proprietários de veículos deveriam emitir a guia de pagamento diretamente nos canais da Caixa. Ainda segundo a Susep, essa arrecadação seria essencial para garantir o pagamento de indenizações a vítimas de acidentes de trânsito, incluindo motoristas dos Estados que não fizeram acordo.

A Caixa também se pronunciou, esclarecendo que, apesar da ausência de convênio com alguns Estados, os motoristas não receberiam dispensa do pagamento em 2025. O não pagamento resultaria em multa de R$ 293,47, além de 7 pontos na CNH do proprietário do veículo. Caso o proprietário não regularizasse a situação, haveria remoção do veículo. Só em São Paulo, por exemplo, cerca de 125 mil veículos sofreram apreensão por falta de pagamentos de autuações de trânsito no ano passado.

O DPVAT foi extinto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2020. Na época, a Susep argumentou que dados apontavam baixa eficiência do seguro, que também era alvo de processos movidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), além de outras ações judiciais.

Prudential projeta crescimento da rede franqueada, de parcerias e investimento em educação financeira

A Prudential do Brasil projeta um crescimento significativo no mercado de seguros e metas ambiciosas para ampliar sua presença no país em 2025. Patricia Freitas, CEO da companhia, destaca que o próximo ano será marcado pela continuidade da expansão da rede franqueada, pelo fortalecimento de parcerias estratégicas e pelo investimento em educação financeira para ampliar o acesso à proteção. “O cenário para 2025 é muito positivo, com projeções da CNseg apontando crescimento acima de 10% e participação de 6,4% do PIB. Nosso desafio é continuar atendendo às necessidades de um público diversificado e desmistificar os produtos para alcançar novos consumidores”, afirmou.

Em 2024, a Prudential registrou resultados expressivos, como o crescimento de 16% em prêmios emitidos, totalizando R$ 5,1 bilhões de janeiro a outubro, além de atingir a marca de 5 milhões de vidas protegidas. “Esse desempenho reflete um setor forte e em transformação. Na Prudential, consolidamos nossa liderança entre seguradoras independentes no Seguro de Pessoas e nos destacamos no segmento de doenças graves, com quase 50% do mercado de seguros individuais”, explicou Patricia.

Os avanços no portfólio de produtos e na diversificação de canais de distribuição também foram essenciais para impulsionar o desempenho. Em 2024, a companhia fortaleceu sua presença digital por meio de parcerias com plataformas como 123Seguros e Mercado Pago, oferecendo seguros de vida e coberturas acessíveis. “Essas iniciativas são cruciais para alcançar populações de baixa renda e simplificar o acesso à proteção financeira. Precisamos garantir que mais brasileiros estejam preparados para enfrentar imprevistos com segurança”, enfatizou a CEO.

Outro destaque do ano foi o foco em soluções que acompanham o cliente em diferentes fases da vida, como o Prudential Vida e Saúde, que oferece cobertura vitalícia para doenças graves. “Nosso portfólio é pensado para atender às cinco gerações que convivem atualmente, desde produtos mais simples até os mais sofisticados. Além disso, lançamos Fully, um benefício que promove bem-estar físico, mental e financeiro, reforçando nosso compromisso com a proteção em vida”, disse Patricia.

A inovação tecnológica também desempenhou um papel fundamental. A Prudential desenvolveu um aplicativo que permite aos clientes gerenciar suas apólices com autonomia e adotou inteligência artificial para personalizar experiências e melhorar a eficiência operacional. “Estamos implementando um assistente virtual que usa IA para interagir com clientes e parceiros, promovendo uma experiência digital humanizada. Isso faz parte da nossa estratégia de hiperpersonalização, um diferencial importante em um mercado cada vez mais competitivo”, comentou a executiva.

Apesar dos avanços, Patricia reconhece que há desafios significativos, como ampliar o acesso ao seguro e promover a educação financeira. “Hoje, apenas 18% da população brasileira possui seguro de vida, e 9% tem plano de previdência. É fundamental simplificar a linguagem e diversificar os canais de distribuição para alcançar mais consumidores. Também precisamos de políticas públicas, como a Política Nacional de Acesso ao Seguro, que está sendo desenvolvida pela Susep”, afirmou.

Com quase 27 anos de atuação no Brasil, a Prudential segue fortalecendo seu compromisso com a proteção e o legado para futuras gerações. “Em 2025, nosso foco será ampliar a presença no mercado por meio da expansão da rede franqueada e novas parcerias comerciais. Continuaremos ouvindo nossos clientes e parceiros para implementar melhorias e criar soluções inovadoras. Estamos confiantes de que alcançaremos nossos objetivos e ajudaremos a construir um futuro mais seguro para todos”, concluiu Patricia Freitas.

Icatu Seguros projeta expansão com foco em inovação, inclusão e crescimento sustentável para 2025

Luciano Soares CEO da Icatu Seguros
Divulgação

A Icatu Seguros planeja intensificar sua atuação em 2025 com metas de crescimento e iniciativas voltadas para inovação, inclusão financeira e fortalecimento de sua presença no mercado. Segundo Luciano Soares, CEO da empresa, os esforços estarão concentrados em ampliar o acesso à proteção financeira, promover educação sobre planejamento e desenvolver soluções tecnológicas para potencializar o trabalho dos corretores. “Nosso objetivo é crescer em dois dígitos em todas as linhas de negócio e garantir que mais brasileiros estejam protegidos”, afirmou.

A expectativa da empresa é que a inovação continue sendo um dos principais motores de transformação, com destaque para a expansão das aplicações de inteligência artificial e o lançamento de novos produtos que agreguem valor para clientes e parceiros.

O ano de 2024 trouxe resultados sólidos e avanços importantes para a Icatu Seguros, com destaque para o crescimento em diversas frentes. Segundo Soares, o desempenho reflete o compromisso em proteger mais vidas e oferecer soluções relevantes para clientes, parceiros e corretores. “Fecharemos o ano com mais de R$ 5 bilhões em prêmios retidos em Vida. De janeiro a setembro, alcançamos R$ 3,67 bilhões, com destaque para o Vida Individual, que cresceu 92%, superando o desempenho do mercado, que foi de 23% no mesmo período”, explicou.

Além do crescimento em Vida, Soares destacou outros resultados relevantes. “Registramos R$ 4,5 bilhões em contribuições de Previdência e R$ 55,5 bilhões em reservas, um aumento de 9%. Na Capitalização, alcançamos R$ 2,06 bilhões em faturamento, impulsionados por produtos como o Icatu Garantia de Aluguel”, afirmou. Ele atribui esses avanços a uma estratégia voltada para a democratização do acesso ao seguro e à diversificação de canais de distribuição.

Sobre as iniciativas para alcançar populações de baixa renda, Soares reforçou o compromisso da Icatu com a inclusão. “Operamos a maior plataforma de microsseguros do país, oferecendo produtos acessíveis por menos de R$ 4 por mês a milhares de brasileiros. Além disso, firmamos parcerias com bancos digitais que permitem contratar seguros a partir de R$ 5,60 com apenas um clique”, ressaltou. Ele também destacou a flexibilização nos produtos de capitalização e a expansão do marketplace de fundos de previdência como exemplos de ações para reduzir barreiras de acesso.

Sobre o impacto das reformas econômicas e regulações no setor, o CEO avalia que as reformas anunciadas pelo governo em 2024 trazem sinais positivos, mas ainda há espaço para avanços na agenda econômica. “A reforma tributária e o novo arcabouço fiscal são movimentos importantes para criar um ambiente mais estável, impactando diretamente a percepção sobre proteção e planejamento financeiro”, disse. Soares destacou as mudanças na previdência privada, como a inclusão automática de participantes, como iniciativas que podem ampliar a conveniência para os clientes.

A inovação foi outro ponto central em 2024, com o lançamento de novas tecnologias para os corretores da Icatu. “Introduzimos a A.V.I., nossa assistente virtual integrada ao WhatsApp, que realiza cotações de Seguro de Vida em 40 segundos, reduzindo o tempo médio em 85%. Desde agosto, ela já gerou milhares de interações, otimizando o trabalho dos corretores”, destacou.

CEO’s da Swiss Re projetam tendências que moldarão o setor de resseguros em 2025

Os líderes das unidades de negócios da Swiss Re destacaram, em uma visão conjunta, os principais temas que devem influenciar a indústria de seguros e resseguros em 2025. O setor enfrenta um cenário marcado por instabilidade geopolítica, tensões sociais e incertezas econômicas, fatores que prometem aumentar a frequência e gravidade dos sinistros.

Perdas por catástrofes naturais em alta
De acordo com o Swiss Re Institute, 2024 foi o quinto ano consecutivo em que as perdas seguradas por desastres naturais superaram a marca de US$ 100 bilhões. Não há indícios de desaceleração dessa tendência, o que reforça a urgência de medidas mais robustas de proteção e gestão de riscos.

Inflação social no radar
A chamada “inflação social” continuará a preocupar seguradoras e resseguradoras em 2025. Dados do Swiss Re Institute mostram que os sinistros de responsabilidade civil nos Estados Unidos aumentaram 57% na última década, com um crescimento consistente no número de “vereditos nucleares” – sentenças acima de US$ 10 milhões.

Seguro de vida lidera crescimento global
Com taxas de juros ainda elevadas, o seguro de vida deverá ser o principal motor do crescimento dos prêmios globais em 2025 e 2026, com projeção de aumento de 3% ao ano. O cenário permanece favorável para a rentabilidade das seguradoras, apesar da moderação na inflação.

Urs Baertschi, CEO de Resseguros P&C – “O papel da indústria de seguros é proteger mais pessoas quando elas mais precisam, e isso continua sendo vital. Em meio a incertezas geopolíticas e tensões territoriais, os riscos estão se tornando mais severos. Políticas comerciais protecionistas devem desacelerar o crescimento global, aumentando a inflação e provocando potenciais rupturas nas cadeias de suprimentos. Ao mesmo tempo, esperamos perdas crescentes por catástrofes naturais e litígios elevados. À medida que a incerteza aumenta, a necessidade de proteção também cresce. Nesse contexto, as seguradoras precisam do suporte dos resseguradores além da transferência de risco tradicional, com insights, ferramentas e conhecimento que aprimorem a gestão de riscos.”

Paul Murray, CEO de Resseguros L&H – “Seguradoras de vida e saúde continuarão a crescer de forma constante em 2025 – talvez não nos níveis recordes de 2024, mas acima da média histórica. Com os rendimentos de renda fixa ainda robustos, as perspectivas de lucratividade permanecem sólidas, mesmo com a inflação moderada. Vejo também mais oportunidades para as seguradoras de vida otimizarem seus balanços e impulsionarem novos negócios com o uso do resseguro, especialmente à medida que muitas avaliam os impactos da adoção do IFRS.”

Ivan Gonzalez, CEO de Soluções Corporativas – “No segmento de seguros comerciais, três temas-chave moldarão o próximo ano: em primeiro lugar, as corporações continuarão a adaptar sua gestão de riscos às tendências de perdas intensificadas por mudanças climáticas e inflação social. Em segundo, com os preços em patamares atrativos, as seguradoras precisarão encontrar formas inovadoras de apoiar seus clientes. Por fim, o equilíbrio entre seguros primários, resseguros e soluções alternativas de transferência de risco será crucial para fortalecer a resiliência de seguradoras e empresas.”

Ardonagh, acionista da MDS, recebe investimento da Stone Point Capital, avaliando o grupo em US$ 14 bilhões

Fonte: Ardonagh

O Grupo MDS, integrante do Grupo Ardonagh, uma das maiores plataformas independentes de distribuição de seguros do mundo, anuncia hoje um investimento de capital por fundos geridos por parte do fundo norte-americano Stone Point Capital LLP (“Stone Point”), uma empresa líder na gestão de investimentos alternativos, focada em serviços financeiros globais e setores relacionados. Este investimento avalia a Ardonagh em 14 bilhões de dólares.

A conclusão da transação está prevista para meados de 2025, momento em que a Stone Point se tornará um acionista significativo na Ardonagh, juntamente com a Madison Dearborn Partners (“MDP”), HPS Investment Partners (“HPS”), bem como co-investidores, incluindo uma subsidiária integral da Autoridade de Investimento de Abu Dhabi (“ADIA”) e outras grandes instituições globais.

A transação encerra um ano crucial para o Grupo Ardonagh, que começou com um refinanciamento histórico em março, seguido pela conclusão da fusão do seu negócio de linhas pessoais com a Markerstudy em junho e pela aquisição da PSC Insurance Group (“PSC”) na Austrália, concluída em outubro.

Fundado em 2017 por meio da fusão de diversas empresas de seguros do Reino Unido, criando um grupo com soluções especializadas e diversificadas nos segmentos de wholesale e varejo, o Grupo Ardonagh se transformou, desde então, em um dos 20 maiores grupos de corretagem a mundo, gerindo 18 bilhões de dólares em prêmios e operando em toda a cadeia de valor.

A sua expansão global começou em 2020 com a aquisição da Arachas, que se tornou um dos principais distribuidores de seguros da Irlanda. Desde então, o Grupo Ardonagh tem investido em plataformas líderes de seguros em todo o mundo.

O Grupo Ardonagh adquiriu o Grupo MDS em dezembro de 2022, ampliando sua presença para novas regiões. A MDS é líder de mercado em Portugal e destaca-se no Brasil nos segmentos de Saúde e Benefícios, além de atuar em Angola e Moçambique.

Em 2023, a MDS adquiriu a RSG, sediada no Chile, a Renaissance, no Chipre e, mais recentemente, anunciou a sua entrada em Espanha com a aquisição da Cobian Insurance Brokers, em Madrid.

Fundada há 40 anos, a MDS gerencia anualmente um volume de prêmios superior a 2,7 bilhões de euros, contando com mais de 2.000 colaboradores em 54 escritórios distribuídos por 11 países. Atualmente, a crescente presença do Grupo Ardonagh fora do Reino Unido já representa mais de 50% de suas receitas de P&C.

Com o apoio adicional da Stone Point, a Ardonagh está em uma posição privilegiada para aproveitar as inúmeras oportunidades de crescimento no mercado global de seguros de P&C, graças à sua plataforma de empresas, cada uma com forte presença regional nos mercados em que atua.

David Ross, CEO do Grupo Ardonagh, declarou: “O investimento da Stone Point no Grupo marca um novo capítulo em nossa trajetória extraordinária nos últimos anos, culminando na transação de US$ 14 bilhões que realizamos. Esse apoio reflete uma forte confiança na solidez da operação da Ardonagh e no seu contínuo crescimento, reforçando nosso compromisso com a independência em um mercado em processo de consolidação. Enxergamos o futuro com o suporte de nossos parceiros, cuja profunda compreensão do nosso setor, experiência e rede de contatos serão essenciais para capitalizarmos a posição única da Ardonagh no mercado global de seguros, gerando valor para nossos clientes, acionistas e colaboradores”.

Jim Carey, co-CEO da Stone Point, comentou: “Estamos entusiasmados com a parceria com a equipe de gestão da Ardonagh, juntamente com a MDP e a HPS. Acreditamos que a Ardonagh é uma plataforma líder no setor global de distribuição de seguros, com um histórico impressionante de crescimento tanto orgânico quanto inorgânico”.

José Manuel Fonseca, CEO do Grupo MDS e Presidente & CEO da Brokerslink, destacou: “O apoio da Stone Point Capital representa uma excelente oportunidade para a MDS, fortalecendo nossa ambição de crescimento como plataforma nos mercados latino-americano e ibérico, gerando ainda mais valor para nossos clientes e parceiros nessas regiões estratégicas”.

Vahe Dombalagian, Managing Partner da Madison Dearborn Partners, acrescentou: “Damos as boas-vindas à Stone Point e a esta parceria de investimento, que tem sido extremamente bem-sucedida, e estamos confiantes de que a equipe da Stone Point será de grande valor para o crescimento e sucesso contínuos da Ardonagh”.

Scot French, Governing Partner da HPS, disse: “Estamos entusiasmados em continuar nossa longa parceria com a Ardonagh e muito satisfeitos por a Stone Point, com sua reputação mundial nos serviços financeiros, estar investindo na Ardonagh. Vemos sua participação como um investimento de sucesso na Ardonagh e um benefício para a empresa, em termos da experiência operacional e estratégica que ela traz”.

A conclusão desta aquisição está sujeita às habituais aprovações regulamentares. A Fenchurch Advisory Partners e a Goldman Sachs Investment Banking atuam como consultores financeiros da Ardonagh. Uma parte associada à Ardonagh manteve uma participação minoritária no grupo combinado Markerstudy.

MAPFRE anuncia André Caselli como novo diretor-geral de TI 

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A MAPFRE anuncia a chegada de dois novos executivos para fortalecer sua área de tecnologia da informação (TI). Atuando há mais de 27 anos no mercado segurador, sendo deles 14 anos no Grupo MAPFRE, André Caselli assume a posição de diretor-geral de TI no Brasil, após liderar com sucesso a área de datacenter regional, infraestrutura e arquitetura de TI para a América Latina na MAPFRE Estados Unidos.
 

Com habilidades em aprimorar processos, Caselli foi responsável, nos últimos anos, pela implementação de importantes projetos de modernização da infraestrutura de TI da seguradora. “É uma satisfação retornar ao Brasil para liderar a transformação da MAPFRE. Nosso foco será continuar promovendo inovação e excelência operacional, garantindo uma experiência ágil e segura para nossos clientes e parceiros”, afirma o executivo.
 

Com formação em processamento de dados e análise de sistemas, o executivo possui MBA e especialização pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e pela Fundação Dom Cabral, além de formação executiva pela IESE Business School. Caselli se reportará diretamente a Nelson Alves, CEO adjunto de finanças e operações da MAPFRE. “A vinda do André é um grande passo para fortalecer nossa área de TI no Brasil. Ele traz uma visão que é essencial para mantermos nossa operação alinhada com as melhores práticas globais. Sua experiência e paixão por inovação são exatamente o que precisamos para continuar crescendo e oferecendo um ambiente tecnológico que nos permita desempenhar com sucesso nosso propósito”, destaca Alves.
 

Aline Miranda também retorna à MAPFRE após dois anos e meio para assumir a superintendência de governança e controle de TI. Com oito anos de experiência na seguradora, Aline já ocupou anteriormente outras posições de liderança na companhia, acumulando experiência em processos de governança, gerenciamento de riscos e transparência dos sistemas.
 

“É um prazer retornar à MAPFRE para assumir um papel tão estratégico. A governança de TI é essencial para garantir a segurança, transparência e eficiência dos nossos sistemas, sempre alinhada às melhores práticas do mercado e às necessidades de nossos clientes e parceiros de negócios”, comenta Aline.

Corretora Madalozzo Seguros aposta em insurtech própria, faz aquisições e avança na conquista de clientes

O segmento de corretores de seguros vive um boom de fusões. Foram centenas neste ano e a previsão de especialistas é de que este movimento se intensifique ainda mais em 2025. Uma corretora, no entanto, se destaca neste mar agitado. Fundada em 1932, a corretora Madalozzo Seguros investe em insurtech própria, inova em produtos e jornada do cliente e, consequentemente, cresce organicamente e por meio de aquisições.

Com quase um século de história, a empresa valoriza a experiência de gerações anteriores. Liderada pela quarta geração de executivos, Lucas Madalozzo e Daniel Madalozzo, são movidos pelo amor ao que foi construído por seus antepassados e verdadeiramente comprometidos com a satisfação dos clientes finais pelos serviços que prestam. A corretora encerra este ano com um crescimento notável de 38% em prêmios vendidos em comparação ao ano anterior. “Esse número é relevante considerando a substancial queda de tarifas, especialmente no auto e frotas, e a competitividade das seguradoras em praticamente todos os produtos”, destaca Lucas Madalozzo.

A Madalozzo investiu significativamente em tecnologia através de sua insurtech própria, a Madatech, fundada em 2020. “No Automóvel e Caminhões, tivemos uma excelente evolução em automação e digitalização. Atualmente, com nossas maiores seguradoras, 91% das cotações, efetivações e emissões são feitas por automações em tempo real, sem intervenção humana”, ressalta Lucas. 

Isso permitiu que os profissionais focassem onde fazem a diferença: na prospecção e negociação com os clientes. Em outros produtos massificados, como residencial, empresarial PME e vida, a corretora já está integrada nas etapas de cotação e efetivação com as seguradoras. “Para o próximo ano, finalizaremos as demais etapas de pós-venda, buscando criar uma jornada eficiente para nossa equipe e nossos segurados”, diz Daniel.

Com atuação nacional em 34 cidades distribuídas por sete estados, a empresa possui mais de 40 produtos, atendendo tanto o varejo quanto o mercado de médios e grandes riscos. “Em um mercado que projetava desafios de arrecadação, tivemos uma performance satisfatória”, afirma Daniel Madalozzo. A corretora também concluiu seis novas operações de fusões e aquisições em 2024, sustentando sua estratégia de crescimento inorgânico.

Um dos pontos altos do ano foi a melhoria na eficiência operacional. “Comemoramos nosso melhor ano em termos de produtividade. Apesar do aumento relevante de receita e em itens, tivemos uma redução de 18% no número de colaboradores na matriz operacional”, explica Lucas. Esse resultado é atribuído aos avanços tecnológicos e à revisão de processos internos. “Devemos essa conquista às seguradoras que nos apoiaram muito em 2024, abrindo as portas nas áreas de produtos e de tecnologia”, complementa Daniel.

Historicamente, a Madalozzo tem uma equipe ativa no desenvolvimento conjunto com as seguradoras de soluções para nichos pouco atendidos. “Destacamos o ramo de Equipamentos e de Caminhões, especialmente rebocadores e semi-reboques, que possuem aceitações mais limitadas no mercado”, comenta Lucas. A empresa tem três décadas de participação em projetos que aceleraram nos últimos cinco anos, especialmente em caminhões e frotas. “Estamos otimistas com os resultados e o apoio das seguradoras envolvidas”, acrescenta Daniel.

Assumindo a responsabilidade como corretores, a empresa lançou em novembro de 2024 a Madaz, sua agência de marketing e publicidade. “O objetivo é levar ao público a importância do seguro e as evoluções do nosso mercado com uma comunicação leve e descontraída”, explica Lucas. A campanha pretende tirar a impressão de muitos clientes de que o mercado é atrasado e chato. “Tivemos um pequeno teaser nas nossas redes sociais sobre esse lançamento no início de dezembro, mas estamos animados com o que está por vir em 2025”, revela Daniel.

A visão estratégica da Madalozzo inclui também a evolução tecnológica. “Iniciamos nosso projeto de tecnologia própria em 2016, nadando contra a correnteza das teses dos investidores internacionais que apostavam na venda direta pelas seguradoras”, lembra Lucas. Essa aposta se mostrou acertada. “O cenário se inverteu completamente a partir de 2023, quando os investidores perceberam que o corretor de seguros é a grande força de propagação da cultura do seguro, especialmente em países latinos como o Brasil”, enfatiza Daniel.

Valorizar seus talentos é uma das bases do bom desempenho da corretora. Com mais de 300 colaboradores e atendendo a mais de 100 mil clientes ativos, a Madalozzo Seguros reforça seu compromisso com a inovação e a eficiência. “Esse diferencial de produtividade permite treinar e remunerar nossa equipe cada vez mais. Em 2024, tivemos nosso recorde de promoções na matriz”, destaca Lucas. 

Para 2025, o otimismo vem de todos da empresa. “Tendo a oportunidade de escutar de primeira mão nosso avô, que completou 90 anos em 2024, é nítido o desenvolvimento do nosso mercado”, comenta Daniel. “Entendemos que o aumento da participação do seguro no Brasil depende do desenvolvimento constante de produtos, de uma jornada fluida e da evolução da cultura do brasileiro sobre o seguro”, acrescenta Lucas. A empresa continua focada em expandir sua atuação e contribuir para o crescimento do mercado de seguros no país. “Sem dúvida, a Madalozzo continuará fazendo a sua parte em 2025”, afirmam aos irmãos.

Corretora de resseguros Latin Re quer consolidar presença na América Latina, com expansão para Colômbia e Peru

O ano de 2024 foi marcado por um crescimento para a Latin Re, com expansão em mercados estratégicos e aumento da participação regional. “Devemos crescer mais de 40% e nos aproximar de R$ 1,5 bilhão em prêmios administrados. Superamos desafios como a volatilidade cambial e mudanças regulatórias, fortalecendo nossa estrutura operacional e parcerias internacionais, consolidando-nos como um importante broker de resseguros na América Latina”, destaca Felipe Aragão.

Aragão ressalta que o setor de seguros demonstrou resiliência, sendo impulsionado pela crescente demanda por seguros agrícolas, de saúde e cibernéticos. Além disso, a necessidade de gerenciar riscos climáticos e as complexidades empresariais aceleraram a inovação e abriram novas oportunidades de mercado.

Segundo o executivo, ampliar o acesso a seguros para populações de baixa renda continua sendo um desafio estrutural. Em 2024, a Latin Re ajudou parceiros a desenvolver produtos mais acessíveis, focando em eficiência e transparência. “Nossa visão de longo prazo é tornar a transferência de riscos tão simples quanto uma transação financeira. Ainda há muito a avançar, especialmente em sinistros e cláusulas contratuais, para garantir uma experiência mais justa e escalável”, afirma Aragão.

Embora as reformas regulatórias e os investimentos públicos possam aumentar a confiança no setor, Aragão destaca que a execução das obras precisa acelerar para impulsionar o crescimento. Ele ressalta que a falta de confiança nas seguradoras ainda é um obstáculo, especialmente em casos de sinistros. “Isso tem origem em produtos massificados, onde as seguradoras criam obstáculos tentando evitar fraudes, mas acabam gerando um trauma para o segurado – algo muito notável hoje em dia nos seguros de celular, auto e saúde. Na Latin Re, focamos em melhorar essa experiência, garantindo que o sinistro seja tratado como o produto final do nosso serviço, priorizando uma abordagem justa e transparente”, pontua.

A Latin Re aproveitou 2024 para implementar plataformas que aceleraram cotações e aprovações. Seguros cibernéticos, paramétricos e ambientais ganharam destaque no período. Para 2025, Felipe Aragão espera avanços significativos em inteligência artificial e análise preditiva para personalizar apólices e aumentar a eficiência. “Também planejamos usar IA para treinar e desenvolver nossos colaboradores, inclusive com apoio de instituições de ensino”, revela.

As metas prioritárias da Latin Re incluem a consolidação de sua presença na América Latina, com expansão para mercados como Colômbia e Peru, além de fortalecer operações no Paraguai, Guatemala e México. A eficiência operacional e a expansão em segmentos como aviação e riscos corporativos complexos também estarão no centro das atenções.

Quanto à visão para 2030, Aragão explica: “Com uma base sólida no Brasil, pretendemos construir uma operação líder na região, que possa servir de referência para corretores e players globais. Seguiremos tentando construir o melhor time técnico, operacional e de tecnologia. Políticas públicas que incentivem investimentos, infraestrutura e tecnologia poderiam acelerar ainda mais essa trajetória. Temos orgulho de ser brasileiros e de apoiar o crescimento do seguro na região e no mundo”.