Allianz Lounge marca o início de novo modelo de relacionamento com corretores de seguros

Em um movimento pioneiro e inovador, que busca estreitar e aperfeiçoar o relacionamento com os corretores, a Allianz Seguros lançou o Allianz Lounge, um local exclusivo para parceiros dos segmentos Private, Diamante e Rubi de todo o Brasil. Localizado na sede da companhia em São Paulo, em Pinheiros, o espaço foi desenhado para proporcionar um ambiente propício a encontros estratégicos, trocas e conexões.

O evento de inauguração contou com a presença de Eduard Folch, presidente da seguradora; Nelson Veiga, diretor executivo Comercial; Fábio Morita, diretor executivo de Auto, Massificados e Vida; Mauricio Masferrer, diretor executivo de Negócios Corporativos; diretores regionais e corretores de diversas regiões do país.

Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil, durante o evento de inauguração do Allianz Lounge. Crédito: Julia Sipereck

De acordo com o presidente, essa ação surge a partir da intenção de aprimorar o modelo de relacionamento da companhia com os profissionais. “O Allianz Lounge está totalmente alinhado à nossa estratégia de crescimento e desenvolvimento, que tem como foco a proximidade com os parceiros de negócios. Escutamos ativamente os corretores e sentimos que era importante termos um espaço para estarmos mais conectados no dia a dia. Ao idealizar um local dedicado ao intercâmbio de conhecimento e à valorização do corretor como protagonista, materializamos os pilares de confiança e parceria de longo prazo que tanto incentivamos”, ressalta.

Para Nelson, o lounge deve se consolidar como um importante ponto de conexão, promovendo o diálogo, a troca de experiências e a ampliação de relações comerciais. “Acreditamos que parcerias sólidas são a base para resultados consistentes. Esse novo espaço representa a nossa intenção de estar cada vez mais próximo da nossa rede de corretores. Ele foi desenvolvido especialmente para os nossos parceiros, para que eles possam aproveitar toda a estrutura da Allianz e contar com o nosso apoio em tudo o que precisarem.”

Nelson Veiga, diretor executivo Comercial da Allianz Seguros, durante o evento de inauguração do Allianz Lounge. Crédito: Julia Sipereck

Boris Ber, diretor da Asteca Corretora de Seguros, parabenizou a iniciativa e disse que o lounge é um espaço emblemático. “É muito bom termos um local específico para corretores, onde podemos estar próximos da Allianz. Irei usar muito esse ambiente e tenho certeza de que outros profissionais também.” Ana Cláudia Assis, da Indústria do Seguro, no Rio de Janeiro, complementa que “saber que há uma área para trabalhar em São Paulo traz uma sensação de acolhimento. Esse é o diferencial de atuar com uma companhia que pensa no profissional de forma ampla e faz suas ações com carinho e dedicação.”

Com capacidade para até 40 pessoas, o lounge possui salas de reunião e estações de trabalho para uso profissional dos corretores, além de infraestrutura tecnológica e recursos audiovisuais, permitindo reuniões, atendimentos e encontros de relacionamento em um ambiente moderno e funcional. Ele seguirá o horário comercial regular da companhia e as diretrizes de funcionamento do prédio. A Allianz também mantém áreas para corretores em suas filiais regionais, incluindo modelos de coworking fixo ou rotativo, que cumprem o papel de proximidade e apoio à rede, respeitando as características e dinâmicas de cada local.

CNseg: seguros obrigatórios podem ser acionados em acidentes com aeronaves em áreas urbanas

Jarbas Porto Seguros

A queda de uma aeronave em área urbana, como no caso ocorrido nesta segunda-feira (4), em Belo Horizonte, evidencia a importância dos seguros obrigatórios para garantir proteção financeira a vítimas, moradores e terceiros afetados. Em situações como essa, dois tipos de seguro ganham destaque: o seguro aeronáutico RETA e o seguro condominial.
 

O Seguro RETA (Responsabilidade do Explorador ou Transportador Aéreo) é obrigatório no Brasil e tem como objetivo cobrir danos causados a passageiros, tripulantes e a terceiros em solo. Entre as principais coberturas estão indenizações por morte ou invalidez de passageiros e tripulantes, além de danos materiais e corporais a pessoas e bens atingidos fora da aeronave, como imóveis, veículos ou estruturas impactadas pelo acidente.
 

“O seguro RETA é fundamental para garantir que vítimas, estejam elas dentro da aeronave ou em solo, tenham respaldo financeiro em uma situação tão grave. Ele cobre tanto danos pessoais quanto materiais causados a terceiros, cumprindo um papel essencial de proteção social e de responsabilidade civil”, explica Carlos Polizio, presidente da Comissão de Cascos Marítimos e Aeronáuticos da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).
 

Dados da CNseg mostram que o seguro RETA arrecadou R$ 24,8 milhões em 2025, alta de 10,2%, com indenizações de R$ 2,5 milhões no período. Em 2026, considerando o primeiro bimestre, a arrecadação somou R$ 3,9 milhões, avanço de 23,4%, enquanto as indenizações alcançaram R$ 1,9 milhão, refletindo o aumento de 421% dos eventos indenizáveis no período. Em Minas Gerais, a arrecadação foi de R$ 1,8 milhão em 2025, com indenizações de R$ 12,7 mil em 2025. 
 

Já o seguro condominial, também obrigatório por lei, protege a edificação contra uma série de riscos, incluindo incêndio, explosão e outros danos estruturais. Em um evento dessa natureza, ele pode ser acionado para cobrir prejuízos ao prédio atingido, como danos à estrutura e áreas comuns.
 

“O seguro condominial é a principal ferramenta para garantir a recomposição do patrimônio do edifício diante de eventos inesperados. Em um caso como esse, ele pode ser acionado para reparar danos estruturais e restabelecer as condições de uso do condomínio com mais agilidade”, afirma Jarbas Medeiros (FOTO), presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da FenSeg.
 

Segundo a CNseg, o seguro condominial arrecadou R$ 1,1 bilhão em 2025, crescimento de 29%, com indenizações de R$ 471,6 milhões. No primeiro bimestre de 2026, a arrecadação foi de R$ 170,4 milhões, enquanto as indenizações somaram R$ 96,8 milhões. Em Minas Gerais, o segmento registrou arrecadação de R$ 69,5 milhões em 2025 e indenizações de R$ 23,4 milhões. Já nos primeiros dois meses de 2026, arrecadou R$ 11,3 milhões e pagou R$ 3,7 milhões em indenizações.
 

É importante destacar que os seguros atuam de forma complementar: enquanto o RETA cobre a responsabilidade civil do operador da aeronave perante terceiros, o seguro condominial garante a recomposição do patrimônio do edifício segurado.
 

A atuação desses mecanismos é fundamental para dar suporte financeiro imediato em situações de alta complexidade, contribuindo para a reparação de danos e para a proteção das vítimas.

Zurich reforça apoio ao flag football com projeto social para crianças e adolescentes em Campinas

A Zurich Seguros reforça a atuação da companhia no esporte com o apoio ao Primeira para o Sonho, frente social realizada em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol Americano, que chega a Campinas como parte de sua respectiva expansão nacional. O projeto oferece aulas gratuitas de flag football para crianças e adolescentes de 10 a 16 anos.

A ação amplia o alcance de um programa que já passou por Belo Horizonte e seguirá para outras regiões do país. Em Campinas, as atividades acontecem na Faculdade de Educação Física da Unicamp e atendem 60 crianças, com prioridade para alunos da rede pública de ensino.

O Primeira para o Sonho está alinhado à estratégia da Zurich de apoiar modalidades acessíveis e conectadas às novas gerações. A companhia utiliza o esporte como ferramenta para gerar oportunidades, estimular o desenvolvimento e fortalecer vínculos com as comunidades. A atuação nesse campo vai além do patrocínio e prioriza iniciativas com impacto consistente ao longo do tempo.

“Para nós, investir no flag football é investir em um futuro mais inclusivo e promissor. A modalidade está alinhada aos pilares da Zurich, pois é diversa, democrática e acessível, além de ter uma forte conexão com os jovens. Acreditamos no esporte como uma ferramenta concreta de transformação social e de ampliação de oportunidades”, afirma Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes da Zurich Seguros.

Patrocínio

O apoio ao projeto está conectado ao patrocínio da Zurich à Confederação Brasileira de Futebol Americano, anunciado no ano passado. Esse movimento marcou a entrada da companhia no universo do flag football no Brasil. Derivada do futebol americano, a modalidade possui contato físico reduzido, não exige equipamentos complexos e tem ganhado espaço entre jovens. A expectativa é de maior visibilidade com sua estreia como esporte olímpico nos Jogos de Los Angeles, em 2028.

Por meio dessa parceria, a Zurich contribui para o fortalecimento das seleções brasileiras masculina e feminina, além do desenvolvimento dos campeonatos nacionais e da ampliação de iniciativas sociais ligadas ao esporte. 

A atuação da Zurich no esporte no Brasil inclui o apoio a diferentes modalidades e projetos com foco em impacto social. No início deste ano, a companhia foi, pelo segundo ano consecutivo, patrocinadora do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul. A seguradora também incentiva jovens atletas e modalidades conectadas às novas gerações. 

“Nosso objetivo é construir iniciativas com continuidade e impacto real nas comunidades. Ao apoiar o esporte dessa forma, ampliamos o acesso, fortalecemos o desenvolvimento dos jovens e contribuímos para um futuro com mais oportunidades”, conclui Lucía Sarraceno.

Google e Porto Serviço anunciam parceria para agendamento de serviços na busca

O Google e a Porto Serviço anunciam uma parceria em que usuários poderão agendar serviços – como elétrica, hidráulica, limpeza de sofá, instalação de ar-condicionado etc – diretamente na Busca do Google, utilizando o Perfil da Empresa (antigo Google Meu Negócio). A funcionalidade já está disponível tanto para clientes Porto quanto para o público em geral que busca por praticidade e confiança. A Porto Serviço é a primeira empresa de Home Services a habilitar a função no Brasil.

A integração, que abrange 52% das cidades brasileiras, conecta a vasta rede de prestadores da Porto Serviço à funcionalidade de agendamento do Google. Ao pesquisar por uma solução – por exemplo: “limpeza de sofá”, “limpeza de sofá perto de mim”, ”instalar ar-condicionado” -, o usuário visualiza o botão “Agendar on-line”, que o redireciona instantaneamente para a finalização do pedido no site. 

“Para a Porto Serviço, quanto mais prática for a experiência do cliente com a marca, melhor. Nosso objetivo é marcar presença no dia a dia das pessoas e resolver os problemas da casa com a qualidade e a confiança já reconhecidas da Porto”, comenta Luiz Nunes, diretor de Negócios Digitais e Tecnologia da Porto.

Personalização

A parceria surge em resposta a uma mudança no comportamento do consumidor. Segundo dados do Google, as buscas contendo o termo “eu” (como “eu estou precisando…” ou “eu quero…”) dobraram nos últimos dois anos. Isso demonstra que os brasileiros buscam soluções cada vez mais personalizadas, detalhadas e imediatas.

“Com essa evolução, a Busca do Google deixa de ser apenas um motor de respostas para se tornar um facilitador de transações, oferecendo uma experiência contextualizada que economiza tempo para o consumidor e gera eficiência para o prestador”, Leandro Esposito, diretor no Google de Parcerias para Busca e Gemini América Latina.

CNseg destaca agenda regulatória da Susep para 2026 e desafios na implementação de novas leis do setor

CNseg STF
Legenda: Glauce Carvalhal, diretora jurídica da CNseg: definição da Selic como taxa para atualização de débitos civis está em linha com o momento econômico do país.

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) avalia que o Plano de Regulação 2026 da Superintendência de Seguros Privados, publicado no Diário Oficial da União por meio da Resolução nº 72/2025, consolida a agenda prioritária do setor ao colocar no centro do debate a regulamentação das novas leis que reestruturam o mercado de seguros no país.
 

O documento organiza as diretrizes regulatórias da autarquia e estabelece os principais temas a serem desenvolvidos ao longo do próximo exercício, com foco em seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro. Entre os itens classificados como Prioridade 1, eixo central da agenda, está a continuidade da regulamentação da Lei nº 15.040/2024 e da Lei Complementar nº 213/2025, além da revisão de normativos vigentes.
 

As duas legislações são consideradas estruturantes para o setor, ao introduzirem novos conceitos contratuais e promoverem alterações relevantes no desenho institucional do sistema de seguros brasileiro.
 

No caso da Lei nº 15.040/2024, que trata dos contratos de seguro, um dos pontos centrais do debate jurídico é sua eficácia imediata. O entendimento predominante é de que a norma possui aplicabilidade direta desde sua entrada em vigor, em 11 de dezembro do ano passado.
 

“A Lei nº 15.040/2024 possui eficácia plena desde a sua entrada em vigor, o que impõe à regulação infralegal um processo de adaptação e revisão das normas existentes, garantindo coerência com o novo marco legal e segurança jurídica nas relações contratuais”, afirma Glauce Carvalhal, diretora jurídica da CNseg.
 

A consequência prática desse entendimento é a necessidade de revisão de resoluções e circulares incompatíveis com a nova legislação, conforme previsto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), o que deve demandar uma análise detalhada por parte da Susep no âmbito do plano regulatório.
 

Outro ponto relevante diz respeito à aplicação da nova lei aos contratos anteriores à sua vigência. Estudos jurídicos indicam que a norma não deve retroagir para alcançar contratos firmados antes de sua entrada em vigor, preservando o princípio da segurança jurídica.
 

Já a Lei Complementar nº 213/2025 introduz mudanças significativas ao ampliar o escopo de atuação das cooperativas de seguros e ao estabelecer regras para a proteção patrimonial mutualista. No caso das cooperativas, a nova legislação permite sua atuação mais abrangente no mercado, mantendo restrições apenas para operações estruturadas em regimes financeiros específicos.
 

No campo da proteção patrimonial mutualista, a lei cria um modelo regulatório que distingue essas operações dos contratos de seguro. As associações passam a organizar grupos de participantes para rateio de riscos, sem transferência direta para a entidade, e devem contratar administradoras responsáveis pela gestão técnica das operações.
 

Essas administradoras, obrigatoriamente constituídas como sociedades anônimas, terão papel central na governança do sistema, incluindo o cálculo de contribuições, regulação de eventos e pagamento de indenizações, sob supervisão da Susep.
 

“A expectativa do setor é de que a regulamentação assegure padrões adequados de solvência, transparência e proteção ao consumidor, ao mesmo tempo em que permita a integração dessas novas estruturas ao Sistema Nacional de Seguros Privados”, explica Carvalhal. A implementação dos dispositivos previstos nas duas legislações é apontada como o principal desafio regulatório para 2026, exigindo coordenação técnica e jurídica para harmonizar normas existentes e garantir previsibilidade ao mercado.

CNseg: garantia estendida ganha força no Dia das Mães com crescimento de 12,4% no início de 2026

Sidemar Zurich Seguros

Com a proximidade do Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, o varejo brasileiro se prepara para uma das datas mais relevantes do calendário comercial. Nesse contexto, o seguro de garantia estendida reforça seu papel como complemento estratégico na compra de presentes, especialmente os de maior valor agregado, como eletrodomésticos, eletrônicos e eletroportáteis.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o produto manteve trajetória de crescimento no início de 2026. No primeiro bimestre, a arrecadação somou R$ 764 milhões, alta de 12,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. As indenizações pagas ficaram em R$ 70 milhões, em linha com a média histórica recente. Em 2025, o seguro de garantia estendida arrecadou R$ 4,1 bilhões, enquanto os pagamentos de indenizações totalizaram R$ 403 milhões.


O desempenho acompanha o ritmo do varejo, que segue em expansão moderada no país. Dados da Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o setor acumulou crescimento entre 2% e 3% ao longo de 2025. Para este ano, projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo apontam alta de cerca de 4% a 6% nas vendas para o Dia das Mães. A expectativa é de que cerca de 70% a 75% dos consumidores realizem compras na data, com destaque para itens como eletrodomésticos, eletrônicos e vestuário, categorias diretamente associadas à contratação da garantia estendida.


“O seguro garantia estendida acompanha uma mudança importante no comportamento do consumidor, que está mais atento à durabilidade dos produtos e ao impacto de um eventual imprevisto no orçamento familiar”, afirma o presidente da Comissão de Seguros Gerais Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Sidemar Spricigo.


Segundo ele, a data reforça o valor emocional e prático da proteção. “No Dia das Mães, incluir o seguro no presente é uma forma de ir além da compra. É garantir mais tranquilidade no uso do produto e prolongar sua vida útil, especialmente em itens de maior valor, como eletrodomésticos e eletrônicos”, destaca.


Além de estender a garantia original em até três anos, o seguro oferece assistência técnica especializada e cobertura para defeitos funcionais após o término da garantia de fábrica. Em alguns casos, pode incluir substituição do produto, o que contribui para reduzir custos inesperados ao consumidor.


Para o varejo, a garantia estendida também se consolida como um diferencial competitivo, agregando valor à venda e fortalecendo o relacionamento com o cliente. Em um ambiente de consumo mais racional, soluções que ampliam a segurança e a durabilidade dos produtos ganham relevância, especialmente em datas simbólicas como o Dia das Mães. “Para quem escolhe um presente, a garantia estendida é também uma forma de cuidado que vai além do momento da entrega, um gesto silencioso de proteção que acompanha o uso no dia a dia e prolonga, na prática, o carinho de quem presenteia”, conclui o porta-voz da FenSeg.

De especialista em Garantia a plataforma de riscos: a nova fase da Fator Seguradora aos 18 anos

A Fator Seguradora chega à maioridade no próximo dia 26 de maio consolidando uma trajetória marcada pela especialização em grandes riscos — e iniciando uma nova fase. Aos 18 anos, a companhia entra em um ciclo de inflexão estratégica, com o objetivo de reduzir a dependência histórica do seguro garantia e avançar na diversificação de produtos, canais e receitas.

Ao longo dessas quase duas décadas, a Fator construiu sua relevância em nichos de maior complexidade técnica, com forte atuação em seguro garantia e grandes riscos corporativos. Esse posicionamento deu à companhia profundidade em subscrição e disciplina de risco, mas também trouxe concentração em poucos produtos e clientes — movimento que agora passa a ser revisto à medida que a seguradora busca ampliar sua presença em linhas mais pulverizadas.

Segundo o CEO Luís Eduardo Assis, a companhia estruturou, ao longo dos últimos anos, um plano para pulverizar riscos e ampliar sua atuação, movimento que já começa a se refletir na composição do faturamento — o seguro garantia, que por anos foi o principal produto, hoje responde por cerca de 20% da receita.

A mudança, afirma o executivo, não é trivial. “Diversificar significa reduzir a dependência de grandes apólices e grandes corretores, mas também aumentar a complexidade operacional”, afirma. Segundo ele, esse movimento marca a entrada da companhia em uma nova fase, mais compatível com o tamanho e a maturidade alcançados ao longo dos últimos 18 anos. A seguradora passou de uma estrutura enxuta, focada em grandes riscos, para uma operação com cerca de 150 funcionários e mais de 45 mil apólices emitidas por ano, exigindo investimentos em processos, tecnologia e gestão de cobrança — área que ganhou reforço diante de uma base que supera 100 mil boletos em circulação.

Nesse contexto, o canal digital ganhou papel central. A plataforma fatorconnect, voltada à integração com corretores, permite a emissão automatizada de apólices em diferentes linhas, incluindo Seguro Garantia Judicial e Tradicional, e produtos de responsabilidade civil, como RCP Profissional (E&O) e RC Geral. Com mais de 7 mil corretoras cadastradas, a ferramenta é parte da estratégia de ganho de escala em segmentos pulverizados e de menor tíquete, mas com potencial relevante de crescimento. “Ao automatizar processos e integrar funcionalidades comerciais, financeiras e de acompanhamento de riscos, a ferramenta sustenta a estratégia de diversificação da companhia e reposiciona sua atuação, aproximando-a de um modelo mais orientado a dados, eficiência operacional e ganho de escala em segmentos de menor tíquete”, afirma Assis.

A diversificação também passa por novas frentes técnicas. A companhia tem ampliado sua atuação em nichos como responsabilidade civil para médicos, um mercado ainda pouco explorado no Brasil, mas pressionado pelo aumento da judicialização da saúde. A empresa estruturou uma oferta com cobertura para mais de 90 especialidades médicas e vem investindo na capacitação de corretores para desenvolver esse mercado, apoiada no fatorconnect para dar escala à distribuição. Nesse modelo, o produto combina proteção patrimonial e cobertura de custos de defesa judicial em casos de falhas profissionais, ao mesmo tempo em que exige maior sofisticação na subscrição, com análise mais granular de risco. “É um segmento que exige evolução na subscrição. Não pode mais ser baseado apenas em percepção ou experiência. É preciso incorporar evidências e estamos avançando muito neste tema com o uso de inteligência artificial”, diz.

Essa mudança de abordagem, segundo ele, é um dos principais desafios do setor. A agenda climática aparece como vetor central dessa transformação. Eventos extremos, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, expuseram defasagens nos modelos tradicionais de avaliação de risco, com perdas significativas para a economia local. Das perdas econômicas estimadas em mais de R$ 100 bilhões, menos de R$ 6 bilhões contavam com cobertura de seguros, sendo boa parte desse valor relacionada a indenizações de seguro prestamista. “A subscrição no Brasil ainda é muito baseada em práticas de décadas atrás. Com as mudanças climáticas, isso deixa de ser suficiente”, afirma.

Para o executivo, a resposta passa por uma aproximação mais estruturada com centros de pesquisa no Brasil e no exterior. A expectativa é de aumento na frequência e intensidade de eventos como vendavais, o que exigirá revisão de premissas e maior sofisticação técnica. “O setor precisa ter humildade para aprender e incorporar ciência nos processos. O custo não é o principal obstáculo; o desafio é cultural. Quanto custa financiar teses de estudos de cientistas brasileiros? É muito pouco diante do ganho que ele pode agregar ao setor”, afirma. Há muitos estudos globais, mas, segundo ele, o Brasil precisa desenvolver sua própria base de dados, dada a especificidade de seus riscos.

Além das mudanças climáticas, o ambiente de negócios no Brasil adiciona pressão extra. O mercado de seguros corporativos vive um ciclo mais competitivo, com maior oferta de resseguro e entrada de novos players, especialmente no seguro garantia e em linhas financeiras como D&O. O resultado tem sido a redução de preços e um ambiente mais “soft”, que, na avaliação de Assis, tende a se ajustar ao longo do tempo conforme a sinistralidade evolua.

Ao mesmo tempo, o cenário macroeconômico impõe riscos adicionais. Juros elevados e aumento do endividamento das empresas têm elevado o número de recuperações judiciais, exigindo maior rigor na análise de crédito. Antecipando essa tendência, a Fator Seguradora desenvolveu um modelo próprio de rating para estimar a probabilidade de inadimplência, inspirado em práticas bancárias, como forma de aprimorar a gestão de risco em seguros de garantia e crédito.

Outro vetor de crescimento da seguradora está na área de infraestrutura. A companhia tem investido em capacidade técnica para analisar projetos de concessão, que diferem dos riscos tradicionais por não terem histórico financeiro consolidado. “É uma análise baseada em projeto, matriz de risco e estrutura contratual. Exige especialização”, afirma. O avanço das concessões é visto como estrutural, diante da limitação fiscal do Estado para financiar investimentos.

No campo regulatório, o executivo destaca um ambiente de mudanças intensas, que consome tempo e recursos das seguradoras. A reforma tributária, com impacto direto sobre operações e sistemas, e o novo marco legal de seguros exigem adaptações relevantes. “São transformações que afetam tecnologia, processos e modelos de negócio. Não são ajustes marginais”, afirma.

A transição para o novo modelo, que substituirá o IOF por tributos como IBS e CBS e enquadrará o setor no regime de serviços financeiros, exige das seguradoras não apenas avaliação de impacto de carga, ainda incerta, mas uma revisão profunda de sistemas, processos e modelos operacionais. Trata-se de um movimento que consome recursos e tempo das companhias e reforça a necessidade de investimento em tecnologia, em um contexto em que múltiplas mudanças regulatórias avançam simultaneamente e elevam o nível de exigência para atuação em linhas de grandes riscos.

Apesar do contexto desafiador, a companhia projeta continuidade do crescimento. Após registrar em 2025 o melhor desempenho de sua história, a expectativa é de um 2026 ainda mais robusto, sustentado pela expansão das novas linhas e pela maior diluição de riscos. Para Assis, o potencial do mercado brasileiro permanece elevado, mas depende de uma mudança mais ampla de mentalidade. “O setor ainda tem baixa penetração em diversas linhas, inclusive em riscos evidentes. Para crescer, será preciso evoluir em tecnologia, em subscrição e, principalmente, na forma de pensar o negócio”, afirma.

Aos 18 anos, a Fator chega a esse novo ciclo menos como uma seguradora em fase de consolidação e mais como uma companhia em transição — que busca transformar a experiência acumulada em grandes riscos em base para ganhar escala, diversificar receitas e reposicionar seu papel em um mercado em rápida transformação.

Darwin Seguros estreia no mercado corporativo com emissão da primeira apólice de Garantia

A Darwin Seguros, seguradora S3 autorizada pela Susep, expande sua atuação para riscos corporativos com a emissão da primeira apólice de Seguro Garantia. O negócio sela a estreia da companhia nesse segmento e confirma a estratégia de crescimento acelerado pelo aporte de R$ 102 milhões, anunciado em outubro de 2025. O investimento viabiliza o uso intensivo de tecnologia na diversificação do portfólio para além da carteira de automóveis.

A apólice emitida contempla a modalidade de Seguro Garantia Judicial Trabalhista, estruturada para viabilizar processos de embargos à execução. O produto permite que empresas ofereçam garantias judiciais sem a necessidade de depósitos em dinheiro, o que preserva o fluxo de caixa e a liquidez imediata.

Para o CEO da Darwin Seguros, Edson Toguchi, a base tecnológica da companhia é o diferencial dessa nova fase. “Aliamos a eficiência de um modelo digital nativo ao rigor técnico necessário para transformar a experiência de seguros de ponta a ponta. A entrada nas linhas de Garantia, P&C e Financial Lines é um passo fundamental que marca o nosso início no setor corporativo”, afirma. Toguchi explica que o objetivo é levar a agilidade do Seguro Auto para o novo ambiente, com tecnologia e simplicidade operacional. “Já em abril, superamos as expectativas de prêmio emitido, o que reforça a aderência da nossa proposta de valor”, comemora o executivo.

O uso inteligente de dados e a digitalização de processos são alavancas para dar mais previsibilidade às operações, sem perder de vista o atendimento próximo e personalizado. Segundo o diretor de Garantia, Rodrigo Florencio, a Darwin alia tecnologia e especialização técnica. “O Seguro Garantia tem relevância estratégica por combinar crescimento estrutural do mercado a um modelo de subscrição mais ágil. Nosso foco é apoiar o corretor com clareza e consistência nas decisões de risco”, ressalta.

De acordo com o diretor de P&C e Linhas Financeiras, Renan Ozelin, a entrada em novas frentes de negócios reduz a concentração em produtos específicos e amplia a capacidade de atendimento a grandes contas. “A Darwin se destaca pela agilidade na tomada de decisão e flexibilidade na construção de soluções. Contamos com um time experiente e uma cultura apoiada por tecnologia para garantir decisões consistentes e uma jornada mais fluida para o corretor”, pontua.

A seguradora prepara o caminho para novos produtos até o final de 2026, fortalecendo a relação com parceiros por meio de processos digitais que simplificam a operação. Toguchi adianta que o Seguro Garantia é a porta de entrada para uma grade completa de soluções. “Unimos crescimento rentável e inovação operacional a fim de garantir ao cliente uma experiência simples e ágil, com o mesmo padrão de excelência que já oferecemos no ramo de veículos”, finaliza.

IRB(Re) registra lucro líquido de R$ 101,6 milhões no trimestre

O IRB(Re) apurou lucro líquido de R$ 101,6 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), resultado impactado por ajustes referentes ao período de transição da reforma tributária brasileira. Excluindo este ajuste contábil, o ressegurador registrou lucro líquido de R$122 milhões no primeiro trimestre, superior aos R$ 119,3 milhões do 1T25. Os números, divulgados hoje (04/05) conforme a Visão Negócio, mostram ainda que, no acumulado dos últimos 12 meses, a companhia somou R$ 487,2 milhões de resultado líquido, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. Sem o efeito tributário, o valor chega a R$ 557 milhões, um incremento de 35%.
 

“Este trimestre marca a retomada da distribuição de proventos para os nossos acionistas, evento que consolida o trabalho de limpeza da carteira de subscrição e de aplicações financeiras, gerando resultados consistentes e perenes. Vislumbramos um ano com várias iniciativas estruturantes para levar a companhia para um novo patamar de negócios. Acreditamos que poderemos combinar crescimento de prêmios com ganhos de margens, com muita disciplina de subscrição e rigor na seleção de riscos”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re). Além do dividendo mínimo obrigatório de R$ 51 milhões, a companhia distribuirá um adicional em juros sobre capital próprio de R$ 78 milhões, totalizando R$ 128 milhões aos acionistas.

Considerando a divisão do portfólio de negócios, o lucro líquido da carteira P&C do IRB(Re) encerrou o trimestre em R$ 100 milhões. Já em Vida, houve reversão do prejuízo de R$ 16 milhões, no 1T25, para lucro de R$ 2 milhões. Desconsiderando o impacto da reforma tributária, o resultado fica em R$ 119 milhões para P&C e R$ 3 milhões para Vida. 
 

Resultado de subscrição tem alta de 74,5%

No trimestre, o resultado de subscrição alcançou R$ 180 milhões, vindos integralmente da linha de P&C. O número é 74,5% superior ao 1T25. O desempenho da carteira P&C foi 42,2% maior, enquanto em Vida a melhora foi de 100,9%. Observando os últimos 12 meses, o resultado de subscrição é 89% maior do que o do ano anterior, chegando a R$ 817,4 milhões, sendo R$ 785,1 milhões relativos a P&C, alta de 37,5%, e R$ 32,3 milhões de Vida, 123,3% melhor.

“O IRB(Re) mantém sua disciplina estratégica, reforçando os pilares que sustentam a construção de um portfólio equilibrado, rentável e aderente ao seu apetite de risco. Como consequência da baixa sinistralidade e custo de aquisição, tivemos um desempenho significativamente superior. O nosso desafio continua no crescimento do prêmio retido, que teve redução de 6% em P&C, principalmente devido à redução da linha de Rural. Como já explicado em resultados anteriores, o segmento de Vida está sendo remodelado, e acreditamos que já veremos inflexão na linha de prêmios nos próximos trimestres”, diz Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).

Os prêmios retidos totalizaram R$ 896,1 milhões no 1T26 − redução de 8% no comparativo com o 1T25 − sendo R$ 869,7 milhões relativos a P&C e R$ 26,4 milhões a Vida. No recorte dos últimos 12 meses, P&C apresenta crescimento de 1,6% no prêmio retido, alcançando R$ 3,3 bilhões. Os prêmios retidos no exterior aumentaram 3,5%, no comparativo entre o 1T25 e o 1T26. Com isso, o primeiro trimestre de 2026 registra 57% dos prêmios retidos no mercado doméstico e 43% no exterior. 
 

Sinistralidade cai 8,5 p.p.

O índice de sinistralidade no 1T26 foi de 58%, queda de 8,5 pontos percentuais (p.p.) em relação ao 1T25. A queda da sinistralidade consolidada, reunindo Brasil e exterior, foi ocasionada pelas linhas de Riscos Especiais (10%) e Outros (Marítimo e Riscos Financeiros).

O índice de sinistralidade no segmento Brasil foi de 35% no 1T26, comparado a 78,8% no 1T25, influenciado pela baixa sinistralidade na linha Patrimonial de 24%, e de Riscos Especiais, onde houve um ressarcimento relevante. Em termos nominais, o sinistro retido reduziu 61% para R$173 milhões. No exterior, Vida apresentou sinistralidade de 108% no 1T26, e Patrimonial, de 100,2%.

“A melhora na sinistralidade é consequência da estratégia de precificação adequada e pulverização de linhas e geografias. O índice de comissionamento também apresentou melhora significativa, com queda de 2 p.p., encerrando o 1T26 em 19%. Estes dois fatores levaram à redução do índice combinado para 98%, uma melhora de 4 p.p. em relação ao 1T25”, destaca Castillo. 

Resultado financeiro e patrimonial soma R$ 170,2 milhões

Neste trimestre, o resultado financeiro e patrimonial somou R$ 170,2 milhões, 19% inferior quando comparado ao 1T25. O resultado financeiro das carteiras de investimento somou R$ 180 milhões no primeiro trimestre de 2026, sendo R$ 143 milhões no mercado nacional (onshore) e R$ 37 milhões no exterior (offshore). O IRB(Re) encerrou o trimestre com R$ 8,6 bilhões sob gestão em sua carteira de ativos financeiros, sendo 60% investidos no mercado onshore e 40% no mercado offshore

“Diante da volatilidade associada ao cenário geopolítico, acreditamos que o portfólio está bem posicionado para capturar um ambiente de inflação um pouco mais alta no curto e médio prazo e para um ritmo mais gradual de queda dos juros. Esse cenário beneficia, principalmente, as posições pós-fixadas e indexadas à inflação e, ao mesmo tempo, permite a manutenção de um carrego positivo nas posições prefixadas no médio prazo”, explica Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), braço de investimentos do ressegurador.

Suficiência chega a 287% no 1T26

O Patrimônio Líquido Ajustado do IRB(Re) teve aumento de 24%, atingindo R$ 2,7 bilhões em março de 2026, o que fez com que a suficiência alcançasse R$ 1,7 bilhão. Assim, o patrimônio líquido ajustado correspondia a 287% do capital mínimo requerido em 31 de março de 2026, comparado a 207% em 31 de março de 2025.

“Do ponto de vista de gestão de riscos corporativos, tivemos a evolução do índice de solvência regulatória. Em março de 2026, este índice alcançou o patamar de 287%, representando um crescimento de 80 p.p., quando comparado ao 1T25. É o maior índice histórico desde o 2T24. Esta evolução é consequência dos resultados positivos apresentados ao longo dos últimos trimestres e reflete a disciplina de subscrição e de gestão de investimentos da companhia. Com relação ao índice de liquidez regulatória, terminamos o trimestre com um nível de suficiência de 13,1%, atingindo o montante de R$ 832 milhões, que demonstra o nível de prudência do IRB(Re) em relação às suas provisões técnicas e à sua gestão de ativos”, diz Debora Tavares, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).

IFRS 17

O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio da IFRS 4, utilizada pelo regulador setorial, a Susep, publica seus resultados em IFRS 17, metodologia adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Considerando a IFRS 17, o resultado da companhia em 2025 foi positivo em R$ 94 milhões, ante R$ 134 milhões em 2024. Já o resultado da prestação de serviços de resseguros totalizou R$ 74 milhões no trimestre, abaixo dos R$ 235 milhões observados no primeiro trimestre do ano anterior.

“A variação do trimestre reflete, principalmente, mudanças nas expectativas de fluxo de caixa futuro de determinados portfólios. De um lado, observamos uma menor contribuição esperada do Rural, refletida na redução da expectativa de sinistros e, consequentemente, da receita de resseguro no período. De outro, a despesa de resseguro não acompanhou essa dinâmica na mesma proporção, pressionada pela maior sinistralidade em contratos internacionais, especialmente no segmento patrimonial. Como consequência, essa combinação entre menor contribuição de receita e maior pressão de despesa resultou em uma redução de aproximadamente R$ 160 milhões no resultado da prestação de serviços, especialmente concentrada na linha de P&C. Já o resultado de Vida permaneceu residual, sem impacto relevante frente ao desempenho consolidado”, afirma Thays Vargas, Diretora de Controle e Finanças.

Bradsaúde estreia no Novo Mercado com lucro de R$ 1,3 bilhão e mais de 13,4 milhões de beneficiários

Carlos Marinelli Bradesco Saúde

A Bradsaúde iniciou oficialmente sua trajetória no Novo Mercado da B3 nesta terça-feira (5), marcando a consolidação dos negócios de saúde do grupo Bradesco em uma única companhia listada. A estreia ocorre após o encerramento do ciclo da Odontoprev como empresa independente no mercado acionário, com divulgação simultânea dos últimos resultados da operação.

No primeiro trimestre de 2026, a Bradsaúde registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, receita de R$ 13,3 bilhões e retorno sobre o patrimônio (ROAE) de 24,8%. A base de beneficiários superou 13,4 milhões de vidas, com adição de 52 mil clientes em planos de saúde e 141 mil em odontológicos no período.

“É com imenso orgulho que anunciamos o início das operações da Bradsaúde na bolsa. Ser o mais completo ecossistema de saúde do País nos permite combinação de escalabilidade, sinergia de negócios e ampla capilaridade dos canais, criando assim um vetor sustentável de crescimento”, afirma Carlos Marinelli, CEO da companhia, em coletiva de imprensa realizada na manha do dia 5.

A estrutura da empresa reúne ativos relevantes em diferentes frentes. No segmento hospitalar, a Atlântica Hospitais e Participações soma 20 unidades, com cerca de 4 mil leitos, além de 39 clínicas da rede Meu Doutor Novamed. A vertical hospitalar é tratada como uma das principais alavancas de crescimento.

Integração e sinergias no centro da estratégia

Segundo Marinelli, a estratégia passa pela integração das empresas do grupo, com coordenação das forças de vendas e maior aproveitamento das sinergias operacionais. “Estamos construindo este projeto. Tudo organizado para geração de valor do acionista, mas não podemos dar guidance”, disse o executivo em coletiva.

A companhia também reforça que não haverá mudanças na relação com parceiros comerciais. Ao contrário, a expectativa é ampliar a colaboração para sustentar o crescimento, especialmente no segmento de planos empresariais e pequenas e médias empresas.

A leitura da administração é de que o primeiro trimestre deve ser analisado com cautela do ponto de vista operacional, em função da sazonalidade. “O primeiro trimestre é sazonalmente mais fraco. Clientes viajam em férias, carnaval e deixam exames para o mês subsequente”, afirmou o CEO, ao comentar o comportamento da sinistralidade.

No período, o índice ficou em 79% no segmento de saúde e em 32,7% no dental. A companhia destacou que monitora o indicador com atenção ao longo de 2026, com ações específicas para controle e eficiência.

Crescimento com foco em produtos e rentabilidade

A estratégia da Bradsaúde combina expansão de base com ganho de rentabilidade. “A estratégia é de crescimento de vendas e de lucro e lançamento de produto é chave para isso. Temos o ecossistema funcionando de forma colaborativa e que passa a ser organizado com estratégias diferenciadas”, afirmou Marinelli.

Os números refletem a contribuição das diferentes unidades de negócio. Do lucro total do trimestre, cerca de 83% vieram da Bradesco Saúde, 1% da Atlântica e o restante da operação odontológica.

Trajetória da Odontoprev reforça narrativa de valor

Durante a apresentação, o diretor de Relações com Investidores, José Pacheco, destacou a trajetória da Odontoprev como base para a nova companhia. Segundo ele, a operação saiu de um valor de mercado de R$ 600 milhões para mais de R$ 7 bilhões ao longo de cerca de 20 anos, com crescimento médio anual de receita de 15%.

A empresa encerra seu ciclo com retorno médio ao acionista de 16%, acima da média de 9% observada em outras companhias listadas, segundo o executivo. No período mais recente, a operação odontológica contabilizou 9,4 milhões de clientes, com destaque para o avanço no segmento PME, que adicionou cerca de 200 mil novos beneficiários em 2025.

Já a Bradesco Saúde mostra trajetória de recuperação desde 2023, com crescimento da base e dos resultados. Em 2025, a companhia atingiu cerca de R$ 50 bilhões em prêmios e lucro líquido de R$ 3,4 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, o lucro foi de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, alta de 33%.

Nova fase no mercado de capitais

A estreia da Bradsaúde no Novo Mercado ocorre sob o tíquer SAUD3 e representa um movimento inédito de consolidação no setor de saúde suplementar brasileiro. A proposta é capturar sinergias entre seguros, planos odontológicos e serviços hospitalares, ampliando eficiência e escala.

Com estrutura integrada e foco em crescimento disciplinado, a companhia inicia sua trajetória listada com indicadores robustos e aposta na coordenação de seus ativos para sustentar expansão e geração de valor no longo prazo.A Bradsaúde (SAUD3), mais completo ecossistema de saúde do Brasil, anuncia sua chegada oficial ao Novo Mercado da B3 nesta terça-feira (05).

No primeiro trimestre de 2026, a Bradsaúde registrou acréscimo de 52 mil vidas nos planos de saúde e 141 mil vidas nos planos odontológicos, alcançando marca superior a 13,4 milhões de beneficiários no País. Neste período, a Companhia, que sucede a Odontoprev no mercado de capitais, registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, receitas de R$ 13,3 bilhões e um ROAE de 24,8%.

Em relação à atuação hospitalar, a Atlântica Hospitais e Participações já soma 20 hospitais no fechamento do primeiro trimestre de 2026, totalizando cerca de 4 mil leitos, além de 39 clínicas da rede Meu Doutor Novamed. O segmento hospitalar representa uma importante frente de crescimento para a Bradsaúde.

“É com imenso orgulho que anunciamos o início das operações da Bradsaúde na bolsa. Ser o mais completo ecossistema de saúde do País nos permite combinação de escalabilidade, sinergia de negócios e ampla capilaridade dos canais, criando assim um vetor sustentável de crescimento”, finaliza o CEO.