Incêndios em Los Angeles podem custar mais de US$ 20 bilhões para seguradoras

As seguradoras estimam perdas de até US$ 20 bilhões com os incêndios em Los Angeles, depois que focos devastaram alguns dos bairros mais exclusivos da Califórnia. É o que apontam estimativas iniciais de analistas. Nesta quinta-feira, analistas do J.P. Morgan dobraram suas expectativas para as perdas seguradas dos US$ 10 bilhões.

A State Farm General Insurance e o Farmers Group, uma unidade do Zurich Insurance Group são os principais fornecedores de seguro residencial da Califórnia. A State Farm disse no ano passado que estava cortando cerca de 72 mil apólices para residências, apartamentos e empresas no estado, citando a inflação e a exposição a catástrofes, informou a Bloomberg.

Entre 2020 e 2022, as seguradoras se recusaram a renovar 2,8 milhões de apólices para proprietários de imóveis no estado, de acordo com os dados mais recentes do Departamento de Seguros da Califórnia. Isso inclui 531.000 no Condado de Los Angeles, onde os incêndios estão ocorrendo atualmente. Algumas dessas apólices não foram renovadas pelos proprietários de imóveis, de acordo com um grupo comercial do setor de seguros. Mas a maioria dessas apólices foi cancelada pelas seguradoras.

No ano passado, furacões, incêndios e outros desastres geraram perdas de US$ 320 bilhões globalmente, um aumento de cerca de 30% em relação a 2023, de acordo com a Munich Re, maior resseguradora do mundo.

Sem apólices, a saída tem sido usar um programa criado pelo estado — mas sem o apoio do contribuinte — chamado plano California FAIR. Essas apólices têm prêmios mais altos do que o seguro privado tradicional e menos cobertura, muitas vezes exigindo que os proprietários comprem uma cobertura adicional “envolvente” a um custo ainda mais alto.

Embora o FAIR deva ser um provedor de seguros de último recurso, a demanda por suas apólices disparou. Em setembro, sua exposição para residências aumentou 61%, chegando a US$ 458 bilhões, em relação ao ano anterior, e triplicou em relação a apenas quatro anos atrás.

Sua exposição para apólices comerciais aumentou ainda mais rápido, quase dobrando para US$ 26,6 bilhões em setembro e 464% nos últimos quatro anos. A California FAIR tentou garantir aos proprietários de imóveis preocupados que seria capaz de lidar com os sinistros que os grandes incêndios desta semana produzirão.

“O Plano FAIR, que é principalmente uma seguradora de catástrofes, está preparado para isso e está atendendo ativamente aos clientes que fizeram reclamações”, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (9), informa a CNN. “O Plano FAIR tem mecanismos de pagamento em vigor, incluindo resseguro, para garantir que todos os sinistros cobertos sejam pagos”.

Independentemente da condição financeira do FAIR após esses incêndios, é quase certo que os proprietários de imóveis pagarão a conta na forma de prêmios mais altos. De uma forma ou de outra, provavelmente se tornará ainda mais caro viver na Califórnia.

PsycoAI anuncia Fernando Morad como COO para impulsionar expansão em 2025

fernando morad

A PsycoAI, healthtech brasileira que desenvolve soluções de inteligência artificial para os setores de saúde e recursos humanos, anunciou a chegada de Fernando Morad como seu novo Chief Operating Officer (COO). Com início nesta quarta-feira, 8, o executivo assume o desafio de expandir as operações da empresa para acompanhar o crescimento projetado para 2025. “A meta é triplicar o número de agentes e clientes no primeiro trimestre do ano”, destaca Morad.

O novo COO possui uma trajetória profissional. Administrador de empresas, com extensões em Gestão Estratégica de Pessoas e Inovação, além de MBA em Digital Business, Morad traz ampla experiência nas áreas de operação, tecnologia e inovação. Ele já atuou em startups e grandes corporações, com destaque para seus cinco anos como Head de Tecnologia na SulAmérica, onde liderou iniciativas em canais digitais, inovação e experiência do cliente.

O que é a PsycoAI?

Fundada por Fabio Tiepolo (CEO), Vinícius Reis (CTO), Marcello Alvarenga (CFO) e Dr. Eduardo Cordioli (Diretor Médico), a PsycoAI se posiciona como uma healthtech inovadora no mercado brasileiro. A empresa utiliza inteligência artificial para otimizar processos em saúde e recursos humanos, priorizando eficiência e personalização no atendimento ao paciente.

Com soluções que vão além dos chatbots tradicionais, a PsycoAI desenvolve agentes inteligentes capazes de interagir de forma humanizada, auxiliando em diagnósticos, apoio emocional e outras demandas. Entre seus investidores, destacam-se nomes de peso como o Dr. Paulo Chapchap, ex-presidente do Hospital Sírio-Libanês, e Ricardo Bottas, ex-presidente da Amil e SulAmérica.

A healthtech também mantém parcerias estratégicas com grandes players do setor, como Dr. Consulta e o Hospital e Maternidade Santa Joana. Seu objetivo é liderar a transformação digital na saúde, criando tecnologias que humanizem a relação entre pacientes e instituições.

Com a chegada de Morad, a PsycoAI reforça sua estratégia de crescimento e sua missão de impactar positivamente o setor de saúde, ao mesmo tempo em que amplia sua presença no mercado de recursos humanos. A expectativa para 2025 é consolidar sua posição como referência em inteligência artificial aplicada à saúde no Brasil e em mercados internacionais.

Previdência privada tem sob gestão R$ 1,6 trilhão em recursos de participantes até novembro de 2024

De janeiro a novembro de 2024, foram aportados R$ 176,5 bilhões em planos de previdência privada aberta no país, avanço de 15,4% comparado ao mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação os resgates subiram 5,1%, totalizando R$ 122,8 bilhões. Logo, a captação líquida – que é o resultado da arrecadação total dos planos subtraindo os resgates – foi de R$ 54,6 bilhões, uma expansão de 49,6%. ao final de novembro, o setor segurador realizava a gestão de cerca de R$ 1,6 trilhão, que é o equivalente a 13,4% do PIB brasileiro.

O relatório destaca também que o total de pessoas com planos de previdência privada aberta no país é de 11,2 milhões, o que corresponde a 7% da população de 18 anos ou mais do Brasil. Desses, 9 milhões estavam em planos individuais e outros 2,3 milhões estavam em coletivos, isto é, quando a empresa realiza a contratação da previdência complementar para o trabalhador, por exemplo.

Ao todo, essas pessoas possuem mais de 14 milhões de planos de previdência privada aberta, sendo 80% na modalidade individual – quando a própria pessoa toma a iniciativa de contratar um plano desta natureza – enquanto os demais 20% são da modalidade coletiva.

Ao analisar os planos por tipo de produto, o VGBL — Vida Gerador de Benefício Livre — é o favorito, sendo a escolha em 63% dos planos comercializados (8,9 milhões). Em seguida está o PGBL — Plano Gerador de Benefício Livre — com participação de 22% ou 3,1 milhões de planos e, por fim, os demais 15% (2,2 milhões de planos) se referem aos planos tradicionais.

Além de ser o plano mais escolhido, o VGBL foi o produto que mais arrecadou: foi responsável por 92% da captação bruta no período (de janeiro a novembro de 2024) conforme o relatório da Fenaprevi. Por sua vez, nos planos PGBL foram aportados mais de R$ 11 bilhões ou 6,4% do total aferido, frente aos cerca de R$ 2,7 bilhões captados em planos Tradicionais de previdência privada aberta.

Acionistas pedem que UnitedHealth analise impacto de recusas de atendimento médico 

Fonte: Reuters

Acionistas da UnitedHealth Group disseram nesta quarta-feira (8) que solicitaram que a empresa preparasse um relatório sobre os custos e o impacto na saúde pública relacionados às suas “práticas que limitam ou atrasam o acesso à saúde”.

Se a proposta chegar a ser votada na reunião anual da empresa, ela levantará um tópico muito discutido depois que um executivo sênior foi morto a tiros em Manhattan no mês passado.

Um porta-voz da UnitedHealth disse que a empresa responderá às propostas dos acionistas para sua declaração de procuração de 2025 assim que apresentar o documento que serve como agenda para sua reunião anual, que ainda não foi marcada. Nos últimos anos, a empresa emitiu sua procuração em abril, antes da reunião anual de junho.

Entre os que apresentaram a resolução estão grupos religiosos liderados pelas Irmãs dos Santos Nomes de Jesus e Maria de Quebec e a Trillium Asset Management.

O grupo propôs uma análise de como a autorização prévia, ou seja, a aprovação exigida por uma seguradora antes que um paciente possa receber atendimento médico, e as recusas de serviços médicos levam os pacientes a renunciar ao tratamento.

ni“O padrão de atrasos e recusas de cuidados médicos necessários por parte da UnitedHealth e de outras seguradoras prejudica mais do que apenas o próprio paciente”, disse Wendell Potter, presidente do Center for Health & Democracy e ex-executivo da Cigna, em um comunicado enviado em apoio à resolução pelo Centro Inter-religioso sobre Responsabilidade Corporativa.

A morte do presidente-executivo da UnitedHealthcare Brian Thompson, em dezembro, galvanizou as críticas às seguradoras de saúde dos EUA, com grupos de pacientes descrevendo atrasos ou recusas de atendimento e acusando as empresas de usar práticas enganosas.

Luigi Mangione, 26 anos, que foi acusado de matar Thompson, declarou-se inocente em um tribunal de Nova York em dezembro, depois de receber milhares de dólares em doações públicas logo após sua prisão.

Em um comunicado de dezembro, a UnitedHealth disse que aprova e paga, em média, 90% das solicitações médicas enviadas.

FF Seguros lança proteção para equipamentos de tecnologia, de notebooks a servidores

Fonte: FF Seguros

A FF Seguros lançou o Seguro Riscos Diversos (RD) de Equipamentos de Tecnologia (TI). O produto protege equipamentos como Notebooks, Computadores, Servidores, Impressoras, Scanners, entre outros contra danos e perdas, como roubo, furtos, incêndio e alagamento, por exemplo.

“O nosso objetivo é minimizar riscos, garantindo todo o suporte aos profissionais e empresas do setor caso ocorra algum acidente, evitando perdas de receita ou mesmo paralisação de seus projetos”, afirma Daniel Camargo, Superintendente de Produtos da Unidade de Negócios (BU) de Canais Digitais da FF Seguros.

Segundo o executivo, o seguro RD para o setor de TI possui alto potencial de crescimento no mercado securitário, pois resguarda os profissionais autônomos e as empresas de tecnologia diante de situações adversas, na medida que protege os clientes de problemas relacionados a fatores externos levando em conta que os altos custos relativos à perda desses equipamentos podem impactar fortemente o patrimônio desses usuários.

Outro benefício do seguro para equipamentos de tecnologia é assegurar o ressarcimento de prejuízos decorrentes de danos de causa externa, além da flexibilidade de considerar outras coberturas como roubos, furtos qualificados, incêndios ou danos elétricos ocorridos nos aparelhos. Para se ter uma ideia, um notebook custa entre R$ 3.000 a R$ 30.000. Já um servidor depende da sua configuração, mas seu preço pode variar de R$ 12.000 a mais de R$ 90.000 a unidade. 

Além do Seguro RD Equipamentos de Tecnologia, a BU de Canais Digitais passa agora a contar com um portfólio composto por 10 produtos. Entre eles, Responsabilidade Civil (E&O), voltado para as categorias de Médicos, Dentistas e Corretores de Seguros, Riscos Diversos para Construção Civil, conhecido por Linha Amarela, Seguro de Riscos Diversos (RD) para Equipamentos Médicos, Odontológicos, Estética e Veterinário, Seguro de Responsabilidade Civil para Administradores e Diretores (D&O), Seguro de Riscos Diversos (RD) para Equipamentos Cinematográficos e Fotográficos e Seguro de Bike.

Camargo destaca que o novo Seguro RD passa a integrar a plataforma digital desenvolvida pela área de Tecnologia e Inovação da companhia, que oferecerá uma variada oferta produtos de varejo, proporcionando benefícios para os corretores e seus clientes, além de abrir espaço no futuro para a participação de novos canais de distribuição.

Rápida e descomplicada, a plataforma oferece uma solução integrada e proporciona a melhor experiência para toda a cadeia de relacionamento do setor de seguros. Trata-se de uma ferramenta que visa simplificar o processo de cadastramento das corretoras e aprovação das apólices.  Em apenas um minuto, é aprovada a apólice de seguro sem que o corretor e seu cliente tenham de aguardar horas ou dias para aprovar a transação.

Os seguros que fazem parte do portfólio da unidade de Canais Digitais são baseados no conceito do mundo digital: cotação instantânea, emissão da apólice 100% digital e disponibilização de inteligência de performance através de dados e dashboard de controle. A facilidade, agilidade e a segurança da plataforma permitem ao corretor apresentar cotações e emitir apólices em poucos cliques e sem burocracia.

A plataforma digital da FF Seguros já conta com mais de 3 mil corretores cadastrados. Trata-se de um número expressivo de corretores listados que podem montar suas carteiras de clientes na própria plataforma digital, projetando a rentabilidade das operações, volume diário, semanal e mensal de vendas, simulador de ganho de comissões, campanhas promocionais, sistema de pontuação e prêmios. 

Segundo Camargo, o prêmio de seguro acumulado da unidade Canais Digitais mais que dobrou este ano em relação a 2023 atingindo o valor de R$ 40 milhões. A meta para 2025 será superar R$ 100 milhões em prêmio.

Frank Moraes assume como diretor de resseguros na Inter Risk

A Inter Risk, holding controlada pelo grupo americano Amwins, anunciou Frank Moraes como Diretor de Resseguros Facultativo de Riscos Patrimoniais e Construção. Ele será responsável pelo desenvolvimento da carteira de Property, Casualty e Risco de Engenharia, atendendo clientes diretos e parceiros.

Frank traz mais de 25 anos de experiência no mercado de seguros e resseguros, com passagens por empresas como Allianz, RSA, AIG e HDI Global Seguros. Ele também participou da criação de uma MGA voltada à terceirização de atividades de seguradoras. Sua formação inclui Tecnologia Mecânica pela FATEC-SP e pós-graduação em Administração pela FAAP.

Fernando Coelho, Chief Strategy Officer (CSO) da Inter Risk, destacou que a experiência de Frank beneficiará os clientes da empresa. Dalve Ortolani, Chief Commercial Officer (CCO), ressaltou que a contratação, junto com a de Paulo Dart e Ricardo Steiman, reforça a estratégia da Inter Risk para 2025, voltada ao crescimento sustentável e à ampliação da capacidade de atendimento em seguros, resseguros e benefícios.

Chegolá inicia operações com foco no mercado de consórcios, conta Marcelo Blay, sócio fundador

marcelo blay, socio da ChegoLá

A Chegolá Consórcio começa a operar com a proposta de auxiliar brasileiros em suas conquistas financeiras, oferecendo inicialmente consórcios para imóveis e veículos. “Venderemos inicialmente consórcio para ter foco. Seguros estão nos planos futuros”, afirmou Marcelo Blay, sócio-fundador e presidente do conselho da empresa, em entrevista ao Sonho Seguro.

Blay possui mais de 34 anos de experiência no mercado de seguros. Ele foi responsável pelas áreas de automóvel e saúde da Porto Seguro, a maior seguradora de automóveis do Brasil, durante 10 anos. Também atuou como COO na área de seguros varejo do Itaú Seguros.

A proposta da Chegolá é se destacar no mercado de consórcios, que movimenta mais de R$ 300 bilhões anualmente, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). A empresa opera em parceria com a Porto Bank, do grupo Porto Seguro, e busca oferecer taxas administrativas competitivas e altos índices de contemplação.

“Nosso compromisso é cultivar um cuidado que promova crescimento, oferecendo soluções financeiras alinhadas às metas e realidades de cada cliente”, disse Blay. Ele destacou que os consórcios são uma alternativa às modalidades de crédito com juros altos, proporcionando mais flexibilidade para a aquisição de bens.

Guilherme Pereira, sócio-fundador e CEO da Chegolá, explicou que o diferencial da empresa está em sua abordagem centrada no cliente. “Queremos construir uma relação de confiança, atuando como parceiros estratégicos para que cada cliente transforme seus sonhos em conquistas”, afirmou.

A empresa também investe em uma plataforma digital intuitiva e integrada, com atendimento multicanal via aplicativo, WhatsApp, telefone e videochamadas. “Aliamos inovação tecnológica a um atendimento personalizado, permitindo que cada cliente tenha as ferramentas necessárias para gerenciar seu planejamento financeiro de forma prática e segura”, disse Márcia Camacho, sócia-fundadora e COO.

Outro nome de peso na equipe é Manes Erlichman, também fundador e ex-diretor técnico da Minuto Seguros. Ele integra o conselho da Chegolá, trazendo sua experiência para o desenvolvimento do negócio.

Com planos ambiciosos, a Chegolá espera consolidar sua posição no mercado de consórcios e soluções financeiras nos próximos cinco anos, contribuindo para o crescimento do setor e impactando positivamente a vida de milhares de brasileiros.

Adaptação às novas regras e avanço do open insurance são prioridades para o setor em 2025

cassio amaral

2025 será um ano crucial para o setor de seguros no Brasil, com desafios significativos relacionados à adaptação ao Novo Marco Legal de Seguros, que entrará em vigor no final do ano, segundo Cassio Gama Amaral, advogado do escritório Machado Meyer. “Quem conseguir se adaptar de forma mais rápida e eficiente sairá na frente”, enfatiza Amaral. Além disso, ele reforça que o mercado precisa estar mais aberto a novos entrantes e soluções conectadas a experiências de diversos setores da economia, pois “as pessoas não compram mais serviços e produtos, compram experiências gratificantes”.

Amaral acredita que o Open Insurance será um importante veículo para a transformação do setor, permitindo a entrada de novos participantes e a criação de experiências conectadas a diferentes ecossistemas, especialmente o financeiro. Ele também vê o mercado de capitais como um potencial gerador de capacidade de resseguro e seguro, por meio de soluções como securitização.

“O Brasil pode se transformar em um hub mundial de ILS (insurance-linked securities)”, projeta. Em dezembro, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou as duas primeiras Sociedade Seguradora de Propósito Especifico (SSPE) para atuar com este instrumento financeiro, que pretende ampliar as fontes de recursos para as seguradoras e as resseguradoras, tem dado bons retornos para os investidores nos mercados americano e europeu.

A LRS é um título de renda fixa, com prazos diversos e rendimento atrelado a fatores de risco de seguro. O retorno tem como base parâmetros facilmente identificados, como enchentes, ventania, granizo e catástrofes climáticas em uma região pré-definida. Para tanto, o advogado defende a reformulação da estrutura do mercado de resseguros e a ampliação do modelo sandbox regulatório, permitindo a entrada de novos players e projetos disruptivos. Ele também enxerga nas cooperativas e mútuas recentemente autorizadas a comercializar seguros uma oportunidade de aumentar a capilaridade e o volume de prêmios no país.

Ao avaliar o desempenho de 2024, Amaral destaca que o Machado Meyer esteve à frente de importantes transações, como a aquisição da Liberty pela HDI e da BMG Seguros pelo Banco Daycoval, além de iniciativas pioneiras como a constituição da primeira Sociedade Processadora de Ordem de Cliente (SPOC) no âmbito do Open Insurance e da primeira Sociedade Seguradora de Propósito Específico (SSPE) para emissão de Letras de Risco de Seguros.

Amaral é cofundador da Guru Spoc, a primeira Sociedade Processadora de Ordem do Cliente no âmbito do Open Insurance no Brasil. Ele observa que o setor atraiu novos entrantes, como seguradoras, corretoras e MGAs, trazendo inovação e interesse de investidores. Contudo, o principal desafio foi a discussão limitada sobre o novo marco legal de seguros, que pegou muitos players despreparados, mesmo com o apoio institucional da CNseg, a confederação das seguradoras, e da Fenacor, a federaçao nacional dos corretores de seguros.

No entanto, Amaral lamenta a ausência de iniciativas relevantes para ampliar a penetração de seguros em 2024, salvo algumas ações digitais, como seguros para roubo de celular e produtos voltados para a economia gig. Ele critica a baixa cobertura de seguros em eventos no Rio Grande do Sul, que evidenciou a falta de capilaridade do setor, e aponta limitações no modelo sandbox atual, que restringe o surgimento de produtos e players inovadores. “O ideal seria um modelo mais aberto, como o da Inglaterra, que permite a criação de novos stakeholders e joint ventures com outros mercados”, avalia.

Em relação às reformas e investimentos públicos, Amaral observa que o PAC ainda não gerou negócios significativos para o setor de seguros. Ele também destaca o desconhecimento do Estado sobre o potencial do seguro garantia nas obras públicas, refletido no baixo número de editais que contemplaram a nova modalidade prevista na Nova Lei de Licitações.

Por fim, ao abordar a inovação, Amaral avalia que a transformação digital no setor de seguros ainda é incipiente. Ele aponta dificuldades como altos custos de transação e a pouca digitalização de canais. Para ele, o Open Insurance, se implementado de forma estratégica e integrada ao Open Banking, pode ser o principal vetor para superar essas barreiras, facilitando a comercialização de seguros e a criação de novos modelos de negócios. “Apostaria no Open Insurance e sua interoperabilidade como o futuro da transformação digital de seguros no Brasil”, conclui.

Ô Insurance Group estima crescer acima de 2024 neste ano

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Fonte: Ô Insurance Group

Em 2024, a Ô Insurance Group reafirmou seu compromisso com a inovação, crescimento e impacto no setor de seguros e serviços. Com iniciativas arrojadas, novas soluções e uma estratégia voltada para a tecnologia, o grupo alcançou marcos importantes, fortalecendo sua presença nos segmentos B2B, B2C e B2B2C.

Com um crescimento de 38% no Prêmio e 39% na Receita Bruta em relação ao ano anterior, o grupo alcançou marcos significativos.

Algumas das principais ações responsáveis para alcançar esses números foram: 

Avanços Estratégicos e Inovação em Produtos – No segmento B2C, a Assegurou brilhou ao consolidar sua presença digital. A plataforma permite a contratação e o acompanhamento de diversos seguros em um único lugar, proporcionando praticidade e autonomia aos clientes.

Um dos destaques do ano foi o lançamento de produtos pioneiros, como o Vida Simples, um seguro de vida com contratação ultra-simplificada que atraiu muitos clientes. Com três meses gratuitos, sem carência ou necessidade de cartão cadastrado, o produto demonstrou a capacidade da Ô Insurance de combinar acessibilidade com tecnologia de ponta.

Foco em Tecnologia – Um marco significativo esse ano foi a fundação da ÔnTecH, que oferece tecnologia para integração de produtos de seguros e serviços por meio de APIs. A empresa já coleciona cases de sucesso com clientes que se beneficiaram dessa solução inovadora.

A Ô Affinity, por sua vez, reafirmou sua posição como referência em soluções customizadas. A combinação de alta tecnologia e estratégias tailor-made resultou em parcerias de sucesso e produtos personalizados, elevando a experiência do cliente.

Expansão no Segmento de Saúde – No segmento de saúde, a Ô Health ganhou destaque como boutique de soluções para RH, com profissionais altamente qualificados para atuar em Vendas, Relacionamento e Inteligência de dados. 

A implantação da Máquina de Vendas otimizou o fluxo de leads e a conversão, reforçando a eficiência das operações. Possibilitando que as bases sejam trabalhadas de forma automatizada para melhorar os resultados da nossa operação, tendo clareza nos indicadores e personas. 

Reconhecimento no Mercado

A participação em eventos de grande porte e a presença em publicações renomadas consolidaram a imagem da Ô Insurance no mercado. Além disso, a inauguração de um novo escritório no InovaBra simboliza a aposta do grupo em um ambiente que estimula a inovação e o crescimento colaborativo.

Investimento em Pessoas e Cultura Organizacional

O desenvolvimento da cultura organizacional foi uma prioridade em 2024. Por meio de treinamentos e iniciativas de desenvolvimento, a Ô Insurance promoveu o alinhamento dos times, fortalecendo a colaboração e a inovação interna. Esses investimentos em capital humano foram determinantes para o êxito das entregas e o crescimento sustentável do grupo.

Resultados e Projeções para 2025

O ano fechou com crescimento pelo terceiro ano consecutivo no prêmio e na receita, aumento da base de clientes e parcerias, e expansão significativa das operações. Com metas ambiciosas para 2025, a Ô Insurance planeja avançar ainda mais em sua missão de distribuir seguros e serviços de forma digital, escalável e eficiente.

A trajetória da Ô Insurance em 2024 é um exemplo de como a combinação de estratégia, inovação e cultura organizacional pode impulsionar resultados. Com um time engajado e uma visão clara, o grupo segue preparado para transformar o mercado e liderar o futuro dos seguros e serviços.

Seguradora Sompo anuncia mudança na área comercial

A Sompo comunica sua nova estrutura comercial. Desde o início de 2025, Rogério Santos, Diretor Comercial de Filiais e Canais, e Emerson Bueno, Diretor Comercial Megabrokers e Licitações, assumem a liderança da área e o relacionamento com corretores de seguros, respondendo diretamente a Alfredo Lalia Neto, CEO da companhia. Fernando Grossi encerra seu ciclo como Diretor Executivo Comercial, mas segue como consultor, contribuindo com sua expertise e conhecimento em projetos estratégicos, reforçando o compromisso da empresa de seguir com investimentos para estar em posição de destaque na área de Seguros Corporativos e de Agronegócio.

Por meio da nova estrutura, a Sompo pretende incrementar ainda mais o relacionamento com parceiros corretores de seguros, com o propósito de fomentar negócios, bem como seguir na expansão de abrangência e ampliação do portfólio de produtos, com objetivo de disponibilizar soluções completas para o gerenciamento de riscos dos clientes.

“Fernando é uma autoridade quando o assunto é área comercial de seguradoras. Sua contribuição até o momento em cargos de liderança e na interlocução com o mercado foi inestimável para o desenvolvimento da Sompo”, destacou Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo. “Após quase meio século de trabalho 24×7 dedicado ao mercado de seguros, o Fernando decidiu desacelerar para ter mais tempo com a família e amigos. Assim, nessa nova fase, a sua expertise será fundamental no desenvolvimento de projetos estratégicos para a Sompo.

Emerson e Rogério, por sua vez, seguem com a missão de conduzir nossas equipes comerciais no dia a dia, para fazer com que a Sompo siga superando todas as expectativas, a exemplo do que observamos nos anos recentes”, comenta o executivo em referência ao crescimento médio anual de 23,2% no faturamento entre 2021 e 2024, contra 16,9% do mercado nos ramos em que a companhia atua hoje.