Davos 2025: principais riscos mundiais

Com agências internacionais

O potencial para conflitos armados entre Estados emergiu como um dos maiores riscos imediatos para 2025, de acordo com o Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial, com mais de 25% dos entrevistados citando-o como a ameaça mais grave.

“O risco de consequências desestabilizadoras adicionais após a invasão da Ucrânia pela Rússia, assim como no Oriente Médio e no Sudão, provavelmente está amplificando as preocupações dos respondentes além de 2025”, afirma o relatório.

“Em um mundo que tem testemunhado um número crescente de conflitos armados na última década, as considerações de segurança nacional estão começando a dominar as agendas governamentais.”

De acordo com o relatório, nos próximos dois anos, a desinformação e a disseminação de informações falsas também continuarão sendo preocupações no curto prazo, juntamente com desastres ambientais e espionagem cibernética, que contribuirão para o desconforto nos anos à frente.

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“Os entrevistados estão muito menos otimistas sobre as perspectivas para o mundo no longo prazo do que no curto prazo”, aponta um resumo do relatório. E essas preocupações devem ser agravadas por outros fatores.

“Quase dois terços dos entrevistados antecipam um cenário global turbulento ou tempestuoso até 2035, impulsionado, em particular, pelo agravamento dos desafios ambientais, tecnológicos e sociais”, acrescenta.

A guerra comercial ameaçada pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, pode gerar hesitação em investimentos e gastos com inovação, segundo Carolina Klint, diretora comercial para a Europa na Marsh McLennan, coautora do relatório.

“É possível que a incerteza em torno das políticas comerciais leve a uma abordagem de ‘esperar para ver’ entre as empresas, o que, de fato, pode retardar a inovação e o investimento”, disse ela em uma coletiva online. “E, dado o cenário de tensões geopolíticas e políticas protecionistas em desenvolvimento, é provável que vejamos o surgimento de guerras comerciais.”

Esse protecionismo pode estagnar os avanços esperados em áreas como inteligência artificial (IA). “Por outro lado, empresas de tecnologia frequentemente dependem muito de cadeias globais de suprimentos, particularmente da Ásia para manufatura e componentes”, disse Klint.

Ainda assim, o relatório do Fórum Econômico Mundial alerta que as preocupações com IA podem rapidamente ganhar relevância. “A complacência em relação aos riscos dessas tecnologias deve ser evitada, dado o ritmo acelerado de mudanças no campo da IA e sua crescente ubiquidade”, destaca o relatório. “De fato, os resultados adversos das tecnologias de IA são um dos riscos que mais sobem no ranking de riscos a 10 anos em comparação com o ranking de 2 anos.”

As preocupações relacionadas às mudanças climáticas, como eventos climáticos extremos, perda de biodiversidade e escassez de recursos naturais, dominaram as preocupações de longo prazo dos entrevistados. Apesar disso, as preocupações com IA, especialmente com os resultados adversos da tecnologia, foram classificadas como menos urgentes por aqueles que participaram da pesquisa.

O relatório de 2025 também ressaltou que os temores relacionados à desinformação podem ganhar mais atenção devido à capacidade da IA de produzir “conteúdo falso ou enganoso em larga escala, agravando a polarização social”.

De forma geral, os resultados do relatório de 2025 mostram que, enquanto os entrevistados estão cada vez mais preocupados com a instabilidade no curto prazo, estão significativamente mais apreensivos e menos otimistas com o longo prazo.

“As crescentes tensões geopolíticas, a fratura da confiança global e a crise climática estão pressionando o sistema global como nunca antes”, afirmou Mirek Dusek, diretor administrativo do Fórum Econômico Mundial. “Em um mundo marcado por divisões crescentes e riscos em cascata, os líderes globais têm uma escolha: promover a colaboração e a resiliência ou enfrentar uma instabilidade crescente. Os riscos nunca foram tão altos.”

O relatório concluiu projetando que a “ordem global liderada pelo Ocidente” continuará em declínio em termos de influência, mas permanecerá relevante, enquanto outras regiões do mundo continuarão a emergir. “Centros de poder alternativos provavelmente se fortalecerão, liderados não apenas pela China, mas também por potências emergentes como Índia e os Estados do Golfo.”

Grupo HDI promove Natal Solidário e dobra arrecadação de mais de 1 tonelada de doações

Fonte: HDI

Reafirmando seu compromisso com a responsabilidade social e o bem-estar coletivo, o Grupo HDI – um dos principais conglomerados seguradores do Brasil – encerrou com sucesso a campanha Natal Solidário, iniciada no mês de dezembro. A ação mobilizou os colaboradores para arrecadar alimentos não perecíveis, itens de limpeza e produtos de higiene pessoal, destinados à Associação Santo Agostinho (ASA), organização sem fins lucrativos que, há mais de 80 anos, atua no acolhimento e desenvolvimento de pessoas em situação de vulnerabilidade na cidade de São Paulo.

Reforçando o propósito do Grupo de se importar pessoalmente, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações da empresa focadas em gerar valor para a sociedade. Na campanha, os interessados poderiam realizar doações nos pontos de coleta nos escritórios do Grupo HDI e da Fácil Assist na região – e por meio virtual, na compra de cestas básicas e kits de higiene. Além disso, para amplificar o impacto da ação e beneficiar ainda mais famílias atendidas pela ASA, o Grupo HDI se comprometeu a dobrar a quantidade de itens arrecadados. 

Ao todo, foram 1.028 quilos de alimentos e produtos de higiene coletados em uma semana, superando a meta de arrecadação, que era de 1 tonelada. Para organizar e direcionar as doações, grupos de colaboradores voluntários participaram ativamente da triagem e separação dos itens, em uma força-tarefa que reforçou o espírito de união e engajamento social dentro da empresa. 

Também como parte da iniciativa, foram entregues 700 bolinhos saudáveis da Wup, parceiro do Grupo HDI, que contribuiu com a campanha: para cada doação realizada, um bolinho extra foi destinado à ASA.

“Aqui no Grupo HDI, a gente se importa pessoalmente, e por isso a nossa campanha de Natal Solidário foi uma oportunidade especial de colocar isso na prática, mostrando cuidado, respeito e compromisso com as pessoas, em ação concreta. Com o envolvimento de nossos colaboradores e a generosidade dos nossos parceiros, conseguimos fazer a diferença para centenas de famílias atendidas pela ASA”, explica Delane Giannetti, CTO do Grupo HDI.

Sompo anuncia mudanças em cargos executivos como parte da expansão dos negócios

A Sompo anuncia mudanças organizacionais que reforçam o compromisso com a expansão dos negócios e diversificação do portfólio de soluções completas para seus clientes. Como parte dos investimentos na expertise de seus especialistas, José Ricardo Paulino assume como Diretor de Estratégia e Transformação. Já Hugo Ferraz Muraro é o novo Superintendente Financeiro e Tercio de Polli, o Superintendente Comercial.

Jose Ricardo Paulino assumiu o cargo de Diretor de Estratégia & Transformação da Sompo. Com isso, está à frente das áreas de Estratégia de Dados, Segmentação de Clientes, Gestão de Projetos, Processos, Planejamento Estratégico e Implantação e Inteligência de Dados & Projetos da seguradora. O executivo, que está na companhia desde 2015 e antes ocupava o cargo de Superintendente de Corporate Development & Governança, conta com MBA em Gerenciamento de Projetos (Fundação Getúlio Varga – FGV) e já esteve na liderança de projetos e programas complexos de M&A e de Transformação Organizacional, além de acumular mais de 16 anos de experiência na das áreas de Planejamento Estratégico, PMO, Processos, Qualidade, Inovação, Inteligência de Mercado, entre outras, em empresas dos segmentos Financeiro, Serviços e Indústria de Transformação.

Hugo Ferraz Muraro assume a posição de Superintendente Financeiro da Sompo. Está na companhia desde 2021 e antes ocupava o cargo de gerente da área de Gestão de Riscos Financeiros. Conta com mais de 15 anos de experiência nas áreas de risco de mercado e asset management de companhias nacionais e multinacionais. Na área de riscos esteve à frente da implementação e gestão de metodologias e risco de mercado e liquidez, bem como em seus processos de governança. Na área de gestão de ativos, foi responsável pela gestão compartilhada de portfólio de fundo de ações, renda fixa e multimercado. É graduado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie, pós-graduado em Finanças pela FGV e conta com uma Especialização em Gestão de Riscos no Instituto Educacional BM&F Bovespa (atual B3 Educação). 

Tercio de Polli assume o cargo de Superintendente Comercial da Sompo e, além da área de Gestão Comercial, amplia seu escopo de liderança e fica à frente das Filiais Minas Gerais, Mato Grosso / Mato Grosso do Sul, Goiás / Distrito Federal, Rio de Janeiro / Espírito Santo, Norte / Nordeste. Acumula mais de 18 anos de experiência segmento de Seguros e antes ocupava o cargo de Gerente de Gestão Comercial. Conta com experiência na gestão de equipes, desenvolvimento de planejamentos de comunicação, estratégias de relacionamento com corretores de seguros e públicos de interesse, Inteligência de Negócios, Branding, planejamento e gestão de campanhas on/offline e redes sociais. É Formado em Publicidade e Propaganda, com MBA em Gestão Empresarial e cursos executivos em Gestão, Inovação e Estratégia em Singapura (NUS – National University of Singapore), Las Vegas (UNLV) e Orlando (Universal), além de uma especialização em Design Thinking.

Fabio Morita deixa Porto e assume diretoria de Automóvel, Massificados e Vida na Allianz

A Allianz Seguros comunica que, a partir de 15 de janeiro, Fábio Ohara Morita assume a diretoria executiva de Automóvel, Massificados e Vida, antes ocupada por David Beatham. Nesta função, ele será responsável pelo desenvolvimento estratégico das carteiras de seguros que abrangem automóveis, residências, empresas, condomínios e vida.

Executivo com cerca de 30 anos de experiência em precificação e gestão de produtos no setor de seguros, Morita é especialista em análise de risco, desenvolvimento de modelos preditivos e implementação de soluções inovadoras de precificação. Sua trajetória profissional tem como destaque a atuação na Porto Seguro, onde liderou projetos estratégicos que impulsionaram o crescimento e a lucratividade das marcas do grupo.

“Assumir a diretoria Executiva de Automóvel, Massificados e Vida da Allianz representa um compromisso com a consolidação da nossa posição no mercado e a promoção da inovação em nossos produtos. Minha prioridade será implementar iniciativas que fortaleçam o crescimento sustentável e gerem valor para a Allianz, seus clientes e parceiros. Conto com a expertise do time para alcançarmos juntos os objetivos estratégicos da organização”, declara Morita em nota.

Fábio Morita tem formação em Engenharia Elétrica/Telecomunicações pela Escola Politécnica da USP e em Ciência Atuarial pela PUC-SP, além de MBA pela FGV com intercâmbio na Universidade de Chicago (EUA). Antes de ingressar no mercado segurador, atuou na IBM Brasil no segmento de vendas.

A Allianz Seguros agradece ao executivo David Beatham pela dedicação e comprometimento ao longo de sua atuação na companhia e deseja muito sucesso em seus próximos desafios. 

Prudential é a nova patrocinadora do Rede Tênis Brasil  

Fonte: Prudential

 A seguradora Prudential do Brasil é a mais nova patrocinadora do Rede Tênis Brasil (RTB), instituição sem fins lucrativos dedicada a transformar a vida de jovens por meio do tênis. Com foco no desenvolvimento de atletas e cidadãos, o RTB investe na formação de novos talentos. Atualmente, o projeto está presente em oito estados brasileiros e mais o Distrito Federal, nas cinco regiões do país. Em 2024, mais de 15 mil jovens foram beneficiados pelo programa, totalizando mais de 90 mil, desde a fundação da instituição em 2014.

“Para nós é um grande orgulho patrocinar o Rede Tênis Brasil e fomentar a modalidade do esporte, fortalecendo ainda mais esse pilar que temos investido com a Bia Haddad Maia e seu técnico Rafael Paciaroni, e mais recentemente com a Sophia Chow. O patrocínio reforça nosso compromisso com o bem-estar por inteiro focado em valores como disciplina, superação e resiliência. Por meio da parceria com o RTB, iremos incentivar jovens talentos, ampliando oportunidades e reforçando o papel do esporte como agente de inclusão e desenvolvimento social. Apoiar o esporte brasileiro é também investir em um futuro melhor para toda sociedade”, declarou a diretora de Marketing da Prudential do Brasil, Fernanda Riezemberg. 

Mariana Miné, CEO do RTB, ressalta a importância da parceria para a instituição: “Estamos extremamente felizes em contar com o apoio da Prudential do Brasil, uma empresa totalmente comprometida com o desenvolvimento do esporte. O patrocínio da Prudential do Brasil não só fortalece nosso trabalho, mas também amplia a capacidade do RTB em formar atletas de alto nível, ao mesmo tempo em que conseguimos alcançar ainda mais crianças e jovens em todo o Brasil”, afirmou.

Em 2023, a Prudential do Brasil assumiu o compromisso de incentivar o tênis brasileiro ao patrocinar a atleta Beatriz Haddad Maia e seu técnico, Rafael Paciaroni, até 2025. No ano passado, a seguradora anunciou patrocínio ao Minas Tênis Clube, à Copa do Mundo de Beach Tennis e à Sophia Chow, uma das maiores atletas do beach tennis da atualidade. Outra iniciativa que reforça a parceria da Prudential com o esporte é o Prudential Open, um torneio exclusivo para colaboradores, franqueados e parceiros comerciais da seguradora. A competição estreou em 2023 na Arena Ace, em São Paulo, e teve uma segunda edição no ano passado.

Suporte integral para novos tenistas

O Time RTB é composto por tenistas juvenis que estão dando os primeiros passos rumo ao profissionalismo, com destaque para atletas como, Luis Augusto Miguel (Guto), Nauhany Silva (Naná), Pietra Rivoli, Ana Cruz, Pedro Dietrich, Pedro Chabalgoity, Pedro Winheski, Pedro Rodrigues, entre outros. A instituição conta ainda com uma equipe multidisciplinar de especialistas, que oferece suporte contínuo aos atletas, tanto dentro quanto fora das quadras. Essa equipe é formada por profissionais de renome nacional e internacional, garantindo que os atletas recebam o melhor suporte em todas as áreas essenciais para o seu crescimento, como preparação física, psicológica, técnica e de saúde.

No âmbito social, o RTB desenvolve desde 2014 um importante trabalho de inclusão, apresentando a modalidade em escolas públicas e apoiando crianças a partir de 6 anos de idade com aulas gratuitas de tênis, reforço escolar e capacitação.

Grupo REAJJ anuncia nova diretoria para 2025 

grupo Reajj corretores de seguros
Da esquerda para a direita, Leonardo Gonçalves, Adolpho Mendes, Ricardo Romera, Junior Picon, Rafael Carvalho, João Gomes, José Geraldo, José Luis

O Grupo REAJJ, fundado em 2016 em São José do Rio Preto/SP, anunciou sua nova diretoria para 2025. A presidência será ocupada por Leonardo Duarte Gonçalves, da Sevisa Corretora, enquanto Ricardo Romera Lopes, da Lopes Corretora, assume a vice-presidência. A mudança marca um novo capítulo na história do grupo, que reúne atualmente oito renomados corretores da região, especialistas em diversos segmentos e reconhecidos pela excelência em suas operações.

Criado por cinco corretores de seguros com o objetivo de fortalecer sua presença no mercado, ampliar o networking e estabelecer parcerias estratégicas com seguradoras, o Grupo REAJJ evoluiu ao longo dos anos e encerra 2024 com cerca de R$ 130 milhões em prêmios emitidos. A nova liderança chega com um plano ambicioso para levar o grupo a novos patamares.

“Assumir a presidência de um grupo composto por profissionais que têm no mercado o que eu tenho de vida é uma grande honra e responsabilidade. Representar esses corretores frente ao mercado, aos clientes e às nossas parceiras seguradoras é um desafio que me motiva muito. Estou focado em trazer melhorias significativas para o grupo em 2025”, destaca Leonardo Duarte Gonçalves, em nota. 

Entre as prioridades da nova gestão estão a implementação de inovações tecnológicas, o fortalecimento da capacitação dos colaboradores e a ampliação dos benefícios para os corretores associados e clientes. Apesar de atualmente concentrado na região de São José do Rio Preto, o grupo já trabalha em um projeto para expandir sua atuação para outras localidades.

“A expansão do grupo é um dos nossos principais objetivos para 2025. Estamos estruturando a entrada de novos associados em outras regiões, o que permitirá consolidar ainda mais a marca REAJJ no mercado nacional. Além disso, manteremos nosso foco em estreitar o relacionamento com as seguradoras parceiras, buscando resultados que sejam vantajosos para todas as partes”, afirma Gonçalves.

O grupo também reforça o compromisso com sua Convenção Anual, um momento especial de celebração e integração entre os membros e parceiros. “Posso garantir que em 2025 o Grupo REAJJ alcançará novos patamares. Estamos muito confiantes de que teremos muito o que comemorar no final do ano”, conclui o presidente.

Ministério reavalia corte de verbas do seguro rural e garante subvenção das apólices aprovadas em 2024

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos, anunciou na última quinta-feira (9), em reunião com a Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que honrará com o pagamento da subvenção de todas as apólices do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) contratadas em 2024. 

A medida atendeu uma solicitação feita pelas seguradoras representadas pela FenSeg, que haviam sido pegas de surpresa no dia 1º de janeiro de 2025, ao serem notificadas de que o governo federal não repassaria R$ 67 milhões referentes à subvenção ao prêmio do Seguro Rural, inviabilizando, desse modo, o pagamento de 10 mil apólices já contratadas. O anúncio tinha como justificativa a necessidade de cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. 

Na avaliação do presidente da Comissão da FenSeg, Glaucio Toyama, o Ministério foi bastante sensível ao reverter o corte, evitando, assim, o prejuízo aos produtores rurais envolvidos, pois a maioria destas operações são da safra de soja. Além disso, sublinha Toyama, a reversão será essencial para não impactar as margens dos produtores em um ano de forte aperto de resultados. “Nossa maior preocupação era não prejudicar a operação de 2024. Agora, superado esse momento, nosso objetivo é retomar as negociações com o Governo Federal para que tenhamos mais recursos e previsibilidade na questão orçamentária deste ano”, afirmou.

PSR em 2024

O valor do PSR no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2024 começou com R$ 1.060 bilhão, mas sofreu um corte inicial, passando para uma dotação de R$ 964,6 milhões. Com a resolução publicada no dia 31 de dezembro de 2024 (remoção de R$ 67 milhões), somada ao contingenciamento anterior, o total foi reduzido para R$ 820,2 milhões. Este valor não contabiliza o recurso extraordinário destinado ao Estado do Rio Grande do Sul (referente à Medida Provisória Extraordinária para o Estado) de R$ 210,8 milhões, dos quais foram liquidados R$ 184,2 milhões.

Após o anúncio do governo, a FenSeg convocou uma reunião de emergência no primeiro dia útil do ano (2 de janeiro) para discutir o tema e tentar uma nova solução com o MAPA. Em uma semana, o secretário Guilherme Campos convocou a Comissão de Seguro Rural da FenSeg, com o objetivo de anunciar a reversão do corte da subvenção de todas as apólices recepcionadas em 2024. 

A solução apresentada foi de reprocessamento destas apólices para que sejam liquidadas a partir da aprovação da LOA de 2025. Na prática, esse compromisso de 2024 passará para o exercício de 2025, subtraindo 67 milhões do orçamento proposto para 2025. O secretário assegurou que a solução não dependerá de outras pastas, como o Ministério da Fazenda.

“Essa garantia é um alento para o produtor rural e assegura a credibilidade do PSR, que é um instrumento fundamental para a sustentabilidade da base da produção agrícola nacional”, diz. 

Dados do seguro rural

A performance do Seguro Rural é diretamente impactada pelo PSR. De janeiro a outubro de 2024, segundo um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o produto apresentou queda em indenizações e na arrecadação, pagando aproximadamente R$ 3,7 bilhões, recuo de 2,5%, e arrecadando cerca de R$ 12,3 bilhões, 0,2% abaixo do faturado no mesmo período de 2023. Neste novo cenário do programa, a entidade estima que o Seguro Rural cresça apenas 0,5% até o final de 2024.  

Comparando os valores ordinários, sem o adicional para o Rio Grande do Sul, houve uma redução de 12%, passando de R$ 933,1 milhões para R$ 820,2 milhões — o menor nível do PSR desde 2019, quando o total foi de R$ 440,3 milhões. Nos anos subsequentes, os valores aplicados foram R$ 881 milhões em 2020, R$ 1,181 bilhão em 2021 e R$ 1,109 bilhão em 2022.

Sancor Seguros investe no futebol e patrocina o Paranaense

A Sancor Seguros anuncia o patrocínio do Campeonato Paranaense. A estratégia visa conectar a marca aos fãs e aumentar sua atuação no mercado brasileiro, evidenciando a relação entre seguro e esporte.

O patrocínio reflete o alinhamento da Sancor com os valores regionais e sua ambição de consolidar-se como referência nacional. A escolha do Campeonato Paranaense foi motivada pela relevância do estado para a empresa, que possui sua matriz em Maringá e destaca o Paraná como um de seus principais mercados.

“Nos últimos tempos, a Sancor tem aumentado seu investimento em posicionamento de marca, e um desses canais tem sido o esporte. O patrocínio no Campeonato Paranaense é o nosso primeiro passo nessa modalidade no Brasil, e faz todo o sentido porque nossa matriz está no estado. O objetivo é aumentar nossa fatia de mercado e, para isso, visibilidade é o primeiro passo”, afirma o Coordenador de Comunicação, Marketing e Eventos, Rodrigo Theodoro, em nota.

A visibilidade proporcionada pelo evento, segundo a Sancor, é um dos elementos chave para o investimento. “Prevemos que os resultados já venham com os primeiros jogos, tanto do público presente quanto das transmissões em tv e streaming. O nível de percepção e posicionamento da marca tende a aumentar entre esse público já nas primeiras rodadas.”

Essa novidade se alinha com os planos de expansão da empresa para outros estados. “Concentrar esforços em uma região onde já temos uma forte atuação é uma preparação para conquistar espaço em outros mercados do Brasil”, explica João Levandowski, Gerente de Estratégia Comercial & Filial Digital, destacando Curitiba como um foco estratégico.

Além das placas de campo, a Sancor planeja ações complementares para maximizar o impacto do patrocínio. “Pretendemos realizar ações e campanhas que ativem esse patrocínio e promovam relacionamento entre nossos corretores e parceiros”, conclui Levandowski. 

Ao associar sua imagem ao esporte, a companhia reforça seus laços com a comunidade paranaense e aposta no futebol como plataforma para ampliar sua visibilidade e consolidar sua posição no mercado nacional.

MAG Seguros cancela festa de comemoração de 190 anos em cruzeiro

Helder Molina Mag Seguros

A MAG Seguros cancelou as comemorações da festa de 190 anos em virtude da morte de um colaborador. “Com muita tristeza, nosso colaborador José Geraldo, de 31 anos, apresentou um mal súbito na madrugada do dia 9 de janeiro, foi socorrido imediatamente, mas infelizmente não resistiu. Não seria possível seguir com as comemorações porque o respeito a vida é um pilar fundamental da nossa empresa. É um momento difícil, mas o que sempre nos definiu como empresa é este sentimento de família. Podem contar sempre comigo”, comunicou Helder Molina, CEO da seguradora mais antiga do Brasil e também uma das mais tecnológicas atualmente.

Após tal fatalidade, o navio MSC Orchestra, que partiu do Pier Mauá no dia 8 em direção a Búzios, retornou ao Rio num profundo clima de luto a bordo pela perda do colega e pela tristeza de um evento, pautado por tamanha generosidade aos funcionários, ter tido tal desfecho. Os passageiros puderam optar em desembarcar ou continuar no Rio. Entre os passageiros, mais de 1.300 não residem no Rio de Janeiro e, por questões logísticas, a companhia utilizou as dependências do navio como apoio, até o desembarque completo, previsto para sábado. A programação que está acontecendo é a agenda padrão disponibilizada pelo navio.

O evento começou a ser organizado há quase um ano pela equipe MAG e era um sonho de Molina: reunir todos os colaboradores em um único lugar para se conhecerem pessoalmente e interagirem sem as preocupações de locomoção e protocolos de roupas de gala. Há anos o aniversario é comemorado no Rio de Janeiro, em três dias de festas, com funcionários, corretores e convidados espalhados por diversos hotéis, com uma logística pesada para transferencias para palestras, premiações, jantares e shows.

“Sejam bem vindos a este evento da MAG Seguros. Quero deixar um beijo no coração de todos vocês e agradecer pela dedicação e por serem parte da construção destes 190 anos. Curtam a festa, que foi organizada para vocês”, disse Molina quando todos já estavam a bordo e prestes para a partida do navio. Na lista, 3 mil colaboradores de diversas partes do país, que incluiu desde profissionais da limpeza até da diretoria de todas as sucursais. Muitos deles sequer tinham a experiência de entrar num avião ou num navio, nem mesmo de dançar e cantar num show ao vivo com celebridades do mundo musical do pagode e do axé.

“É com pesar que o grupo MAG confirma o falecimento de um de seus colaboradores durante um cruzeiro comemorativo. Nosso compromisso com as pessoas e respeito à vida fazem parte, intrinsecamente, dos valores desta companhia, e por isso as festividades programadas foram canceladas. Lamentamos profundamente o ocorrido, e seguiremos nos solidarizando e oferecendo apoio integral à família, amigos, parceiros e demais colaboradores do nosso grupo. Nossos pensamentos estão com a família e amigos neste momento muito difícil,” informou a nota oficial da empresa.

Brasil é destaque em estudo da Munich Re, que revela perdas mundiais de US$ 140 bilhões

Porto Alegre, 03/05/2024, Prefeitura de Porto Alegre a esquerda e o Mercado Municipal a direita, alagados, após chuva intensa. Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil

O ano de 2024 se tornou um marco para os impactos das mudanças climáticas, com desastres naturais gerando perdas globais de US$ 320 bilhões, dos quais US$ 140 bilhões foram segurados, tornando-se o terceiro ano mais caro em termos de perdas seguradas desde 1980. As temperaturas médias globais alcançaram um recorde de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, confirmando 2024 como o ano mais quente já registrado, ultrapassando 2023.

O Brasil não ficou imune aos eventos climáticos extremos. Chuvas intensas em abril e maio causaram enchentes severas no Rio Grande do Sul, resultando em perdas estimadas em US$ 7 bilhões, das quais US$ 2 bilhões foram seguradas, em um dos piores eventos da história recente do estado.

As catástrofes climáticas foram responsáveis por 93% das perdas globais e 97% das perdas seguradas em 2024, com furacões, tempestades severas e enchentes dominando as estatísticas. Em números, as perdas totais alcançaram US$ 320 bilhões, acima da média dos últimos 10 anos, de US$ 236 bilhões. As perdas seguradas somaram US$ 140 bilhões, também acima da média da última década, de US$ 94 bilhões.

Cerca de 11 mil pessoas perderam a vida devido a desastres naturais, número inferior à média histórica. Nos EUA, furacões como Helene e Milton causaram perdas significativas, com US$ 135 bilhões em danos totais e US$ 52 bilhões segurados. O furacão Helene, por exemplo, resultou em US$ 56 bilhões em perdas totais, incluindo enchentes devastadoras que atingiram os Apalaches.

Estudos indicam que eventos extremos como os registrados em 2024 estão se tornando mais frequentes e intensos devido ao aquecimento global. No Brasil, as enchentes no Rio Grande do Sul tiveram suas chances de ocorrência dobradas por conta das mudanças climáticas, segundo pesquisadores.

A resseguradora Munich Re, por meio de Thomas Blunck, membro do Conselho de Administração, alertou que as forças destrutivas das mudanças climáticas estão se tornando cada vez mais evidentes e que as sociedades precisam se preparar para catástrofes climáticas mais severas. Segundo ele, o setor de seguros desempenha um papel crucial ao precificar riscos e incentivar a prevenção.

Eventos não catastróficos, como enchentes e tempestades severas, representaram US$ 136 bilhões em perdas totais no mundo, com US$ 67 bilhões segurados, destacando uma tendência de aumento das perdas associadas a riscos menores, enquanto eventos extremos, como ciclones tropicais, continuam a trazer volatilidade às perdas globais. No Brasil, com um mercado de seguros em expansão, o desafio é ampliar a proteção para regiões mais vulneráveis, onde a penetração de seguros ainda é limitada. A adaptação de modelos de risco e estratégias de prevenção será essencial para mitigar os impactos de desastres futuros.

O ano de 2024 reforça a necessidade urgente de ações climáticas e de fortalecimento da resiliência em países vulneráveis. Segundo Tobias Grimm, cientista-chefe de clima da Munich Re, todos pagam o preço pelos extremos climáticos, mas especialmente aqueles em nações com pouca proteção de seguros ou suporte público. Com a escalada de eventos climáticos extremos, o setor de seguros se posiciona como peça-chave para a construção de uma sociedade mais preparada e resiliente diante das mudanças climáticas.