Bradesco Seguros faz operação especial para segurados de Minas Gerais

emanuel nascimento bradesco seguros

Após as fortes chuvas recentes que atingiram as cidades da Zona da Mata de Minas Gerais, a Bradesco Seguros iniciou uma operação de apoio à região. A Companhia está com uma mobilização de profissionais e corretores das cidades atingidas para agilizar a liquidação de sinistros, realizando o pagamento das indenizações aos segurados, no menor prazo possível.

“Nossas equipes estão em contato ativo com segurados e corretores de forma a flexibilizar a demanda de documentos possibilitando uma maior agilidade no suporte aos clientes da região atingida. Também estamos encaminhando equipes de apoio (Guinchos e Vans Residencial). Até o momento, já foram registrados dezenas de avisos de sinistro de nossos clientes”, explica Márcio Jordão, Superintendente Sênior de Sinistros da seguradora. “A Bradesco Seguros está solidária aos familiares das vítimas das chuvas na Zona da Mata de Minas. Como liderança local, posso garantir que nossos funcionários da região estão empenhados em agilizar os processos e prestar o apoio necessário aos atingidos e aos corretores de seguros ”, afirmou Emanuel Nascimento, Superintendente Regional MG/RJ/ES . 

180 Seguros anuncia nova estrutura executiva

A 180 Seguros anuncia a criação de uma nova frente estratégica dedicada exclusivamente ao desenvolvimento e aplicação de inteligência artificial em sua operação. O movimento ocorre após a companhia registrar crescimento de 919% em 2025, alcançando R$273,9 milhões em prêmios emitidos, posicionando-se entre os maiores crescimentos proporcionais do setor no período.

Como parte da novidade, Franco Lamping, cofundador da companhia e até então CTO, assume o cargo de Chief AI Officer (CAIO), passando a liderar de forma transversal toda a estratégia de IA da companhia.

A decisão formaliza um processo que já vinha sendo construído internamente. Ao longo dos últimos cinco anos, a 180 desenvolveu integralmente sua própria plataforma de seguros, estruturada desde a origem para ser segura, escalável e orientada a dados. Essa base permitiu acelerar o desenvolvimento de soluções com IA sem reconstruir a arquitetura, o que sustentou o crescimento de dez vezes registrado no último ano.

Com a transição de Franco para CAIO, Bleise Cruz assume como CTO, responsável por engenharia, arquitetura tecnológica e evolução da infraestrutura da companhia, com foco em robustez operacional e segurança da informação. Bleise passou quase 10 anos no Nubank, onde ingressou ainda na fase de Series A e participou da construção e escalabilidade da arquitetura da empresa. Está na 180 há quase quatro anos, acompanhando a consolidação da plataforma própria desde seus primeiros ciclos de crescimento.

“IA não é uma camada isolada. Ela exige arquitetura, governança de dados e infraestrutura preparadas para operar em escala, integradas ao core do negócio. Nossa capacidade técnica, construída sobre tecnologia própria, é o que sustenta esse modelo e nos permite aplicar inteligência artificial à subscrição e às jornadas digitais de forma estruturada. Como novo CTO, meu papel é garantir que essa base evolua para absorver volumes cada vez maiores com qualidade, segurança e eficiência.” afirma, Bleise Cruz, novo CTO da 180 Seguros.

Seguros SURA, Intelbras e bem-te-vi lançam seguro residencial 100% digital em todo o Brasil 

A Seguros SURA Brasil e a startup bem-te-vi seguros firmaram parceria com a Intelbras, uma empresa brasileira de tecnologia para facilitar a contratação de seguros residenciais 100% digitais no mercado nacional. A iniciativa integra coberturas essenciais diretamente às soluções de segurança residencial da Intelbras, como câmeras Wi-Fi, fechaduras digitais, sensores e sirene, por meio de uma contratação online e descomplicada.
 

O produto pode ser adquirido diretamente no aplicativo de casa inteligente, o Intelbras Smart, o que torna a proteção patrimonial mais acessível e integrada à rotina dos usuários. Na cobertura das modalidades disponíveis, há indenização para incêndio, queda de raio e explosão, danos elétricos (cobrindo prejuízos causados por variações anormais de tensão, curtos-circuitos, calor gerado acidentalmente por eletricidade, descargas elétricas, eletricidade estática e raios), e roubo e furto qualificado de bens (amparando perdas causadas por arrombamento, uso de violência, ameaça, ou rompimento de barreiras). 

“Esta parceria é estratégica em nossa atuação no canal Afinidades e reforça nosso compromisso em expandir o acesso a soluções de seguro digitais, eficientes e acessíveis. Estamos otimistas de que este modelo de fácil adesão atenderá a uma demanda crescente por proteção no ambiente residencial moderno”, declara Patrizia Pavani, diretora de Canais e Afinidades da Seguros SURA Brasil.
 

“Na Intelbras, nosso foco é simplificar a vida das pessoas por meio da tecnologia. Essa parceria amplia o valor do nosso ecossistema ao integrar proteção patrimonial a soluções já presentes no dia a dia dos clientes, de forma digital, acessível e descomplicada. É mais um passo para oferecer segurança completa, que vai além do produto e entrega tranquilidade”, afirma Dario Valerio dos Santos, Gerente de Soluções e Produtos da Intelbras.

Zurich promove Caravana em Recife para divulgar o seguro auto

A Zurich Seguros escolheu Recife para mais uma etapa da Caravana Zurich 2026, iniciativa que integra estratégia comercial no segmento de automóvel, relacionamento com corretores e ação social em regiões prioritárias para o crescimento do negócio. 

Recife é vista pela companhia como um hub relevante no Nordeste, reunindo densidade populacional, frota significativa de veículos, verticalização urbana e renda regional que favorecem o avanço das linhas pessoais, especialmente automóvel. A cidade também se destaca como polo econômico e tecnológico, com forte presença de canais massificados e bancos. 

A operação da Zurich na região registrou crescimento de 18% em prêmio emitido na comparação entre 2024 e 2025, com destaque para linhas comerciais, que avançaram 122,3% no período. O desempenho reforça a importância da capital pernambucana na estratégia regional da seguradora. 

Como parte da Caravana, a companhia disponibiliza 10% de desconto no Zurich Automóvel na cidade, com condições válidas até o dia 15 deste mês. A campanha busca impulsionar cotações e ampliar a presença da marca junto a clientes e corretores locais, conectando a data comemorativa da cidade à oferta comercial. 

“A parceria com a Zurich representa uma oportunidade importante para o CERVAC. A ação de voluntariado e o apoio que receberemos contribuem para fortalecer nosso trabalho de inclusão e desenvolvimento das crianças e jovens atendidos pela instituição, além de ajudar na recuperação do espaço após o incêndio que enfrentamos no último ano”, destaca Ana Maria da Conceição, educadora social e sensorial do CERVAC – Centro de Reabilitação e Valorização da Criança. 

Para a Zurich, a Caravana funciona como uma alavanca regional, combinando ativação de vendas, proximidade com parceiros e reforço institucional nas praças onde a companhia busca ganho de escala fora dos grandes centros.  

“A Caravana Zurich integra nossa estratégia de fortalecer o canal e ampliar nossa presença regional com foco em linhas pessoais, especialmente automóvel. Em Recife, unimos campanha comercial, relacionamento com corretores e uma ação social que reforça nosso posicionamento local”, afirma Nathalia Abreu, gerente executiva de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Zurich Seguros. 

Além da frente comercial, a iniciativa incluiu ação de voluntariado no CERVAC – Centro de Reabilitação e Valorização da Criança, instituição dedicada à inclusão e ao desenvolvimento integral de pessoas com deficiência. A Zurich realizou doação direta de R$ 5.000 para apoio à revitalização do espaço, que passou por um incêndio em 2025, e entregou brinquedos produzidos a partir de pneus reciclados. 

A atividade contou com a participação de colaboradores, corretores e assessorias da região, reforçando o engajamento do canal em uma agenda que combina negócio e responsabilidade social. 

“Quando conectamos nossa estratégia comercial à atuação social, nas regiões onde operamos, fortalecemos o relacionamento com corretores, ampliamos nossa relevância local e reforçamos nosso compromisso com um crescimento responsável”, afirma Thales Amaral, diretor regional do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Norte e Nordeste da Zurich Seguros. 

A Caravana Zurich 2026 prevê ainda ações em Salvador, Porto Alegre e Ribeirão Preto ao longo do ano, mantendo o foco em praças que combinam maturidade de mercado e potencial de expansão para o segmento de seguros varejo. 

Eric Lundgren comemora os resultados da Generali em seu primeiro ano como CEO

Eric Lundgren, CEO da Generali Brasil

A Generali Brasil encerrou 2025 com resultados expressivos e um marco simbólico em sua história no país. No primeiro ano de gestão de Eric Lundgren como CEO, a seguradora italiana registrou lucro de R$ 137,8 milhões, crescimento de 31,39% em relação a 2024, e prêmios emitidos de R$ 2,2 bilhões. Para o executivo, o desempenho reflete não apenas decisões recentes, mas sobretudo o amadurecimento de uma estratégia iniciada anos atrás, quando a companhia redefiniu suas prioridades de negócios.

“Os resultados obtidos representam um trabalho construído ao longo de vários anos, desde o momento em que a Generali passou a focar no seguro massificado. Muitas das apostas feitas no passado amadureceram agora e aparecem nos números”, afirma Lundgren.

Segundo ele, a consolidação de parcerias estratégicas e um cenário favorável para algumas linhas de negócios também impulsionaram o crescimento. “A taxa de juros elevada beneficiou o aumento da receita financeira. Houve também uma expansão forte do mercado em algumas frentes, especialmente no seguro prestamista, que ajudou a alavancar o resultado.”

Ainda sobre o foco na atuação em massificados, grandes riscos e benefícios para colaboradores, o CEO explica que a decisão foi estratégica e o retorno vem se mostrando positivo. Segundo o executivo, os produtos elaborados pela seguradora podem ser comercializados por parceiros que atuam em diferentes segmentos de negócios. 

“Podemos usar o mesmo modelo de produtos para criar seguros vinculados a, por exemplo, seguros voltados para crédito ou novas formas de pagamento digital. A ideia é aproveitar a infraestrutura que já temos.”

Os três pilares da companhia

Cada uma dessas frentes nas quais a empresa atua têm uma dinâmica própria, explica. “Os seguros grandes riscos corporativos dependem muito do ritmo da economia e do crescimento do PIB, enquanto as contas globais de benefícios para colaboradores – Generali Employee Benefits – estão associadas a contratos internacionais do Grupo Generali. Já o seguro massificado continua sendo um segmento muito relevante, especialmente em parceria com instituições financeiras e empresas de varejo”, diz.

Hoje, cerca de 83% dos prêmios da Generali Brasil vêm de seguros massificados, segmento que se tornou o principal motor da operação no país. Lundgren explica que a por conta do foco nesse ramo, a filial brasileira opera de forma diferente das demais do Grupo Generali. “Isso é positivo, pois globalmente nos enxergam como um centro de excelência de massificados.”

Próximos passos

Para 2026, o CEO avalia que “O foco continua sendo crescimento rentável. Estamos conversando com novos parceiros e avaliando oportunidades em novos segmentos. Muitas dessas negociações levam tempo, mas certamente teremos boas notícias no futuro.”

Sobre o crescimento sustentável, o executivo reforça que essa é a prioridade da companhia, mesmo diante de um ambiente econômico mais desafiador. “Este é um ano complexo, inclusive por causa do ciclo eleitoral e das incertezas econômicas. Ainda assim, acreditamos que continuaremos num ritmo relevante.”

Outro ponto positivo para 2026 vem da parceria da Swiss Life Global Solutions com um compromisso de vínculo para a aquisição da Swiss Life Network (SLN) pela Generali Employee Benefits (GEB) Network, e estabelecerá globalmente a rede número 1 em benefícios para colaboradores. O Grupo Generali vai gerenciar mais de €3 bilhões em prêmios, com o objetivo de definir novos padrões de serviço e inovação para multinacionais e seus funcionários ao redor do mundo. 

“O fortalecimento das operações globais do Grupo deve trazer novas oportunidades para a filial brasileira, especialmente na área de benefícios corporativos, com novos clientes globais que podem passar a fazer parte do nosso portfólio no Brasil.”

Empresa inovadora

A transformação da companhia também passa por investimentos relevantes em tecnologia. Em 2025, a Generali destinou R$ 73 milhões à área, movimento que ajudou a posicionar a seguradora entre as 20 empresas mais inovadoras do Brasil pelo quarto ano consecutivo, segundo ranking do MIT Technology Review.

Na prática, esses recursos estão sendo direcionados para simplificar produtos, digitalizar processos e melhorar a experiência do cliente. “Estamos investindo muito em tecnologia para tornar os produtos mais simples e digitais. Temos call center próprio e já utilizamos inteligência artificial para apoiar nossos operadores no atendimento e na venda”, explica o executivo.

A aplicação de IA também vem sendo ampliada em outras áreas da companhia, como análise de risco e gestão de sinistros. “Em seguros de celular, utilizamos análise de imagem para identificar perdas ou possíveis fraudes. A tecnologia ajuda muito, mas ainda acreditamos muito na combinação entre inteligência digital e relacionamento humano.”

Centenário de conquistas

O ano de 2025 também foi marcado pela celebração dos 100 anos da Generali no Brasil, data que mobilizou diversas iniciativas internas e externas. A companhia promoveu eventos culturais, como o apoio a um festival de cinema italiano, além de ações voltadas à sustentabilidade (plantio de 100 árvores no Rio de Janeiro e em São Paulo) e à valorização de sua história no país. 

Internamente, a empresa reforçou programas de cultura organizacional e diversidade, além de conquistar certificações importantes no mercado de trabalho. “Recebemos a certificação Top Employer e o reconhecimento do instituto de melhores práticas em gestão de pessoas e RH. Para nós, isso é fundamental.” 

Lundgren afirma que a seguradora busca manter um ambiente diverso e inclusivo. “Hoje, 54% dos nossos colaboradores se declaram negros ou pardos, refletindo a população brasileira, e cerca de 20% têm mais de 50 anos. Queremos um ambiente onde as pessoas se sintam respeitadas e tenham oportunidade de se desenvolver.” 

O executivo destaca que a colocação no ranking do MIT, o segundo lugar no Prêmio Reclame Aqui e o selo RA1000 refletem o esforço coletivo da organização. “Quero criar uma cultura em que cada resultado importante seja um troféu para toda a equipe. Nada disso é fruto de uma única gestão, mas sim de um trabalho consistente de muitas pessoas ao longo do tempo.”

Tokio Marine passa a oferecer proteção para mulheres em situação de violência doméstica 

A partir de 8 de março, data que marca o Dia Internacional da Mulher, o Seguro Residencial Premiado, Fácil e Digital da Tokio Marine passa a oferecer uma cobertura inédita no mercado voltada a mulheres em situação de violência doméstica. 
 

A iniciativa amplia o escopo de proteção já oferecida na cobertura de Despesas com Aluguel ao garantir que, em casos como esse, a mulher moradora do imóvel segurado possa ter a possibilidade de se mudar temporariamente para um novo endereço e ter garantido o reembolso dos custos com aluguel. Nestes casos, a cobertura pode ser utilizada por até seis meses ou até o esgotamento do Limite Máximo de Indenização contratado, o que primeiro ocorrer.
 

Além disso, o Seguro Residencial também passa a disponibilizar Assistência 24h com orientação jurídica sobre a Lei Maria da Penha e medidas protetivas de urgência, bem como apoio psicológico online para acolhimento emocional imediato. Para acionar a cobertura, é necessário registrar boletim de ocorrência e abrir o sinistro junto à central de atendimento da Tokio Marine.
 

A violência doméstica permanece como um dos principais desafios sociais do País. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, em 2024, foram registrados mais de 250 mil casos de lesão corporal dolosa contra mulheres e mais de 1,4 mil feminicídios. Esse cenário reforça a urgência de iniciativas concretas que contribuam para ampliar a rede de proteção e o amparo às vítimas.
 

Segundo a Superintendente de Produtos RD Massificados da Tokio Marine, Magda Truvilhano, embora represente uma contribuição pontual diante da dimensão do problema na sociedade, a iniciativa simboliza um passo concreto para apoiar mulheres que precisam recomeçar em segurança. 
 

“A violência doméstica contra mulheres é um tema complexo e estrutural, e sabemos que uma iniciativa como essa não resolve o problema. Ainda assim, entendemos que é nosso papel contribuir de forma responsável, oferecendo um recurso prático para aquelas que precisam sair de casa e reconstruir sua rotina com mais segurança. Com esse lançamento, queremos ampliar o papel do seguro para além da proteção patrimonial e reforçar que, em momentos de extrema vulnerabilidade, pode haver um lugar seguro para recomeçar.”, declara a executiva.

Ana Rita Petraroli é eleita nova presidente da AIDA Brasil

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Na última quarta-feira, 04 de março de 2026, foi realizada a Assembleia Geral Ordinária da AIDA Brasil, na sede da entidade, em São Paulo. Na ocasião, a atual presidente, Maria Amélia Saraiva, apresentou um balanço de sua gestão à frente da associação nos últimos dois anos, destacando as principais atividades, eventos, iniciativas acadêmicas e conquistas institucionais realizadas no período.

Durante a assembleia, também foi eleita a chapa que assumirá a AIDA Brasil pelos próximos dois anos. A nova presidente será Ana Rita dos Reis Petraroli Barretto, que liderará a gestão 2026–2028 à frente da Chapa INTEGRAÇÃO.

A nova diretoria assumirá oficialmente suas funções a partir de 1º de abril de 2026, com a missão de dar continuidade ao fortalecimento das atividades acadêmicas, institucionais e internacionais da AIDA Brasil, ampliando o debate jurídico e técnico sobre o Direito do Seguro e promovendo a integração entre profissionais do mercado, do meio acadêmico e do Judiciário.

Composição da Diretoria – Chapa INTEGRAÇÃO

Presidente: Ana Rita dos Reis Petraroli 
1º Vice-presidente: Inaldo Bezerra Silva Júnior
2º Vice-presidente: Gustavo Amado Leon

Diretor Vice-presidente Acadêmico: Victor Augusto Benes Senhora
Diretora Vice-presidente de Relações Institucionais: Gaya Lehn Schneider Paulino
Diretor Vice-presidente de Comunicação: Juliano Rodrigues Ferrer
Diretor Vice-presidente de Relações Internacionais: Sergio Ruy Barroso de Mello
Diretora Jurídica: Adriana Pereira Carvalho Simões
Diretora de Eventos: Fabiana Vieira Martins
Diretor de Assuntos Legislativos: Thiago Vilella Junqueira
Diretora de Planejamento e Projetos: Liliane Ribeiro Pereira
Diretora de Compliance: Guadalupe Nascimento

Conselho Deliberativo
André Luiz do Rego Monteiro Tavares Pereira
Antonio Penteado Mendonça
Bárbara Bassani de Souza
Claudia Heck Machado Oliveira
Glauce Karine de Jesus Madureira
Ivan Luiz Gontijo Junior
José Armando da Glória Batista
Luis Antônio Giampaulo Sarro
Luis Felipe Braga Pellon
Marcelo Barreto Leal
Marcus Frederico Botelho Fernandes
Maria Amélia Saraiva
Maria da Glória Faria
Washington Luis Bezerra da Silva

Congresso Minha Vida Protegida debate sobre proteção financeira, planejamento patrimonial e papel consultivo do corretor

por Thais Ruco

A primeira edição do Congresso Minha Vida Protegida foi aberta nesta sexta-feira, 6 de março, em São Paulo, reunindo mais de 500 profissionais do mercado de seguros, planejamento financeiro e proteção patrimonial no Espaço Center 3, na Avenida Paulista. Com dois dias de programação técnica, o encontro tem como objetivo fortalecer a capacitação de corretores de seguros de vida e ampliar o debate sobre o papel da proteção financeira no planejamento das famílias brasileiras. 

A abertura foi conduzida pelo idealizador do movimento que recentemente se transformou em Instituto Minha Vida Protegida, o corretor de seguros Rogério Araújo, que apresentou uma reflexão sobre o papel social do seguro de vida no país. Em sua fala, ele destacou que a proteção financeira precisa ser compreendida como parte fundamental da organização familiar e da gestão patrimonial.

“O seguro de vida tem um papel de transformação social no nosso país. Ele protege sonhos, projetos e ajuda a trazer estabilidade financeira para as famílias”, afirmou. Rogério Araújo também chamou atenção para a fragilidade financeira de grande parte da população brasileira. Segundo ele, muitas famílias dependem da renda de apenas um ou dois provedores e não possuem reserva financeira estruturada, o que amplia o impacto de eventos inesperados.

Um dos momentos mais emocionantes da abertura ocorreu quando o organizador apresentou ao público a história de Marlene, uma diarista de Santa Catarina que cria sozinha o filho autista Rafael. O relato de Marlene, que veio com o filho ao evento, foi utilizado para ilustrar como a ausência de planejamento financeiro pode afetar profundamente a vida das famílias brasileiras. Ao final da apresentação, o movimento anunciou a entrega de uma apólice de seguro de vida para proteger a família, gesto que gerou forte comoção entre os participantes.

Para Rogério Araújo, a iniciativa simboliza o propósito do movimento. “Enquanto existirem famílias preocupadas com o futuro dos filhos e sem acesso à proteção financeira, nós precisamos trabalhar”, declarou.

Seguro de vida como estratégia de planejamento

A programação técnica teve continuidade com a palestra de Daniele Coelho e Regiane Alves, que abordaram o seguro de vida como instrumento estratégico dentro do planejamento financeiro. As especialistas defenderam que a proteção deve ser vista como parte central da estrutura financeira das famílias.

“Não existe planejamento financeiro sem seguro de vida. Ele não é apenas um produto, é uma estratégia”, afirmou Daniele Coelho. Regiane Alves destacou que o maior risco financeiro para qualquer família é a interrupção da renda. “Pouco importa a alocação dos investimentos se a pessoa não consegue mais gerar receita. O que sustenta todo o planejamento é a renda”, explicou.

Coberturas em vida e impacto das doenças graves

Na sequência, o especialista Elizeu Dias trouxe para o debate o tema das coberturas em vida, ressaltando que a proteção financeira não se limita à cobertura por morte. Ele destacou o impacto econômico que doenças graves podem provocar na vida das famílias. “A toxicidade financeira é real. Quem enfrenta uma doença grave muitas vezes precisa parar de trabalhar e passa a enfrentar despesas que não estavam previstas”, afirmou.

Durante a palestra, o especialista apresentou casos reais e convidou o profissional Anderson Mathias para relatar a experiência vivida por sua família após o diagnóstico de câncer de sua mãe, reforçando o impacto financeiro que uma doença pode gerar mesmo em famílias estruturadas.

Proteção para famílias atípicas

O debate avançou para um tema sensível com a palestra do especialista Luiz Ricardo, que abordou o seguro de vida no contexto das chamadas famílias atípicas, aquelas que convivem com dependentes que necessitam de cuidados permanentes.

Compartilhando a história de sua filha Ananda, diagnosticada com epilepsia grave e transtorno do espectro autista, o especialista destacou a necessidade de planejamento financeiro estruturado para garantir o cuidado no longo prazo. “Minha filha não terá autonomia financeira. Ela dependerá de mim e da mãe dela por toda a vida. Então a pergunta que eu faço é: como ficará a vida dela quando nós não estivermos mais aqui?”, afirmou.

Segundo ele, nesses casos o seguro de vida e a previdência privada tornam-se instrumentos fundamentais para assegurar continuidade de cuidados e estabilidade financeira.

Dimensionamento correto das coberturas

A importância de calcular adequadamente as necessidades de proteção foi tema da palestra de Mateus Nicolau. O especialista apresentou uma metodologia baseada em análise de risco e impacto financeiro para ajudar corretores a dimensionar corretamente as coberturas. “Seguro não protege carro, não protege celular e nem protege a vida. Seguro protege fluxo de caixa”, afirmou.

Segundo Nicolau, o papel do corretor é ajudar o cliente a compreender o tamanho do risco e decidir quanto deseja transferir para a seguradora.

Desenvolvimento profissional no mercado de seguros

A construção de carreiras de alto desempenho no mercado de seguros foi abordada por Felipe Sousa, que apresentou metodologias utilizadas pela MDRT (Million Dollar Round Table), uma das principais associações internacionais do setor.

“A MDRT reúne profissionais de excelência em cerca de 200 países. Apenas uma pequena parcela do mercado consegue atingir esse nível”, explicou o Zone Chair da MDRT na América Latina.

Para Felipe Sousa, disciplina, prospecção estruturada e relacionamento genuíno com clientes são fatores decisivos para o crescimento profissional. “O produto que nós trabalhamos fala sobre amor. Quando entendemos isso, prospectar deixa de ser um ato de venda e passa a ser um ato de cuidado”, afirmou.

Potencial de crescimento do seguro de pessoas

O presidente da Fenaprevi, Edson Franco, analisou o cenário do mercado brasileiro e destacou o grande potencial de crescimento do seguro de pessoas no país. “O Brasil é uma das maiores economias do mundo, mas quando olhamos a penetração do seguro de pessoas no PIB estamos muito abaixo do potencial que poderíamos alcançar”, afirmou.

Segundo ele, a principal barreira para o crescimento do setor ainda é a falta de informação e orientação adequada para os consumidores. “Muitas pessoas dizem que já pensaram em ter seguro de vida, mas não sabem como fazer ou nunca receberam uma orientação adequada”, destacou.

Planejamento sucessório e liquidez financeira

O papel do seguro de vida na sucessão empresarial foi tema da palestra de Tiago Melo, que destacou a importância da liquidez em processos sucessórios. “Você pode ter o melhor advogado do mundo ou o melhor contador, mas quem entrega o cheque somos nós”, afirmou.

Segundo o especialista, a apólice pode garantir recursos imediatos para reorganizar empresas familiares e evitar a venda de ativos em momentos de crise.

O tema foi aprofundado em uma mesa de debates com a especialista Fernanda Onófrio, que discutiu a relação entre seguro de vida, inventário e holdings familiares. “O planejamento sucessório exige integração entre áreas jurídicas, contábeis e financeiras. O seguro de vida precisa fazer parte dessa conversa”, explicou.

Consórcios e alavancagem patrimonial

Encerrando a programação do primeiro dia, os especialistas Amândio Martins e Emerson Soares apresentaram o consórcio como instrumento de aquisição e alavancagem patrimonial. “O consórcio é uma compra compartilhada. Pessoas se unem para adquirir bens sem pagar juros bancários e com disciplina financeira”, afirmou Amândio Martins.

Emerson Soares destacou que o produto pode funcionar como ferramenta de planejamento patrimonial quando utilizado com estratégia. “Quem perde dinheiro com consórcio geralmente erra no fluxo de caixa. Quando bem utilizado, ele se torna uma poderosa ferramenta de construção patrimonial”, explicou.

Reconhecimento a parceiros do movimento

Durante a programação também houve um momento de reconhecimento institucional a profissionais que contribuíram para o desenvolvimento do movimento Minha Vida Protegida. Na ocasião, Rogério Araújo realizou a entrega de troféus a Anderson Ojope e Kalebi Fernandes, da Educa Seguros, destacando a parceria desde as primeiras iniciativas do projeto.

Com auditório lotado e forte participação dos profissionais do setor, o primeiro dia do congresso reforçou a importância da proteção financeira e do planejamento patrimonial no Brasil. A programação segue neste sábado com novos painéis sobre previdência, investimentos internacionais, reforma tributária e tecnologia aplicada ao mercado de proteção financeira.

Papel consultivo do corretor

O segundo dia do Congresso Minha Vida Protegida, realizado em São Paulo de 6 a 7 de março, aprofundou o debate sobre o papel do corretor de seguros no planejamento financeiro das famílias brasileiras. A programação reuniu especialistas para discutir temas como previdência pública e privada, planejamento financeiro, investimentos internacionais, reforma tributária, tecnologia e inteligência artificial no mercado de proteção financeira.

Idealizador do movimento e fundador do Instituto Minha Vida Protegida, o corretor de seguros Rogério Araújo reforçou o propósito da iniciativa de ampliar a cultura de proteção financeira no país e fortalecer a atuação consultiva dos profissionais do setor. “O movimento Minha Vida Protegida nasceu para lembrar algo fundamental: o seguro de vida não é apenas um produto financeiro, é uma ferramenta de cuidado com as famílias. Nosso objetivo é formar profissionais cada vez mais preparados para orientar as pessoas em decisões que impactam diretamente o futuro de quem elas amam”, afirmou.

Ao longo das apresentações, os palestrantes destacaram que o futuro da profissão passa por uma atuação cada vez mais consultiva, na qual o corretor deixa de ser apenas um vendedor de produtos e passa a atuar como orientador estratégico na organização financeira dos clientes.

Proteção social, planejamento tributário e previdência complementar 

Abrindo a programação do segundo dia, o painel “O quarteto fantástico: INSS + IRPF + Previdência Privada + Benefícios de Renda”, conduzido por Anderson Mathias e Luciano Tane, apresentou como a integração entre proteção social, planejamento tributário e previdência complementar pode ampliar oportunidades de atuação para corretores de seguros.

Durante a apresentação, Anderson Mathias ressaltou que muitos profissionais ainda analisam o sistema previdenciário de forma superficial, sem compreender seu papel dentro da estrutura de proteção financeira. “Antes de falar mal do INSS, precisamos entender que ele não é opcional, mas uma obrigação legal. Além disso, oferece benefícios importantes, como renda por incapacidade, pensão por morte e auxílio-doença”, afirmou.

Segundo ele, o sistema público deve ser visto como base da proteção financeira, enquanto os produtos privados funcionam como complementos estratégicos no planejamento patrimonial. “O INSS garante o básico da sobrevivência. O restante da proteção e da construção patrimonial pode e deve ser estruturado com os produtos que o mercado oferece”, explicou.

Luciano Tane reforçou que o desconhecimento sobre o funcionamento do sistema previdenciário ainda limita a atuação consultiva dos profissionais do setor. “Quando alguém morre e deixa uma pensão para a família, isso precisa ser considerado como patrimônio. Muitas vezes as pessoas dizem que pagaram o INSS e não acumularam nada, mas esquecem que essa proteção existe”, destacou.

Para ele, a análise da declaração de Imposto de Renda pode se tornar uma poderosa ferramenta de diagnóstico financeiro. “Na declaração de Imposto de Renda está praticamente toda a vida financeira do cliente. Quem aprende a ler esse documento passa a ter uma visão muito mais completa para orientar decisões”, afirmou.

Ao final do painel, os especialistas defenderam que o domínio desses temas amplia significativamente a capacidade consultiva do corretor. “Quando o profissional entende todo esse ecossistema, ele deixa de ser apenas um vendedor de apólices e passa a atuar como um verdadeiro consultor financeiro”, concluiu Tane. 

Planejamento financeiro exige disciplina e visão de longo prazo

Na sequência da programação, o especialista Ricardo Tarantella apresentou a palestra “Planejamento Financeiro – Estratégias combinadas”, destacando a importância de integrar proteção, controle de gastos e investimentos dentro de uma estratégia estruturada de longo prazo.

Logo no início de sua apresentação, ele provocou o público a refletir sobre hábitos financeiros e planejamento. “O brasileiro investe em várias coisas, mas muitas vezes não por conhecimento. A gente precisa aprender a poupar e, principalmente, escolher os produtos financeiros de acordo com os objetivos”, afirmou.

Tarantella utilizou a analogia da construção de um edifício para explicar o funcionamento do planejamento financeiro. “O planejamento financeiro é como a construção de um prédio. Primeiro vem a fundação, que ninguém vê. Essa fundação é a proteção: os seguros e a mitigação de riscos. Sem essa base sólida, todo o restante fica comprometido”, explicou.

Entre as recomendações apresentadas, ele destacou a importância de separar a renda mensal entre despesas essenciais, estilo de vida e construção patrimonial. “Hoje já falamos em guardar cerca de 20% da renda, porque vamos viver muito mais”, afirmou.

O especialista também destacou que o papel do corretor pode ser decisivo na organização financeira das famílias. “O cliente quer alguém em quem confie, que escute suas necessidades e apresente as melhores soluções de forma independente. Nosso papel é ser esse profissional”, afirmou.

Ao concluir a palestra, Tarantella reforçou que o futuro financeiro depende das escolhas feitas no presente. “Seu futuro financeiro não é definido pelo que você tem hoje, mas pelas decisões que escolhe tomar agora.” 

Diversificação internacional amplia estratégias de proteção patrimonial

A internacionalização do patrimônio foi tema da palestra “Investimentos no exterior e diversificação patrimonial”, apresentada por Marcelo Cantieri. Durante sua exposição, o especialista destacou que a diversificação geográfica deixou de ser uma estratégia restrita a grandes fortunas e passou a fazer parte do planejamento financeiro de um número crescente de investidores brasileiros. “Existem estudos que mostram que, se você tiver menos de 20% do seu patrimônio dolarizado, você perde poder de compra. O consumo da classe média alta é, em grande parte, dolarizado”, explicou.

Segundo ele, o Brasil representa menos de 2% do mercado global de capitais, o que evidencia a importância de acessar oportunidades internacionais. “Quem mantém todo o patrimônio no Brasil deixa de ter acesso a 98% das oportunidades de investimento globais”, afirmou.

Cantieri ressaltou que o movimento de internacionalização ocorre independentemente da atuação do consultor financeiro. “O seu cliente vai guardar dinheiro fora do Brasil com ou sem a sua ajuda. A pergunta é se ele fará isso com a orientação de um consultor ou não”, destacou.

Ao final da palestra, o especialista reforçou que a diversificação internacional é uma estratégia de proteção patrimonial de longo prazo. “Não deixe o patrimônio do seu cliente refém de fronteiras. A diversificação internacional é uma ferramenta importante para proteger e preservar riqueza ao longo do tempo.” 

Nova Lei do Seguro amplia responsabilidades e fortalece papel do corretor

As mudanças trazidas pela Lei 15.040/2024, que institui o novo marco legal do contrato de seguros no Brasil, foram analisadas pelo advogado Dr. Landulfo Ferreira Jr., em palestra seguida de painel com a participação da corretora e professora Dagliane Santos.

Segundo Landulfo, a nova legislação representa a atualização mais ampla das normas que regem o contrato de seguro nas últimas décadas. “Hoje nós temos uma lei própria do contrato de seguros, com mais de 130 artigos que tratam de forma inovadora e atualizada das normas que regem esse contrato”, explicou.

Um dos principais pontos destacados foi o reconhecimento formal do papel do corretor dentro da relação contratual. “A lei reconhece a importância do corretor de seguros. Ele deixa de ser apenas um intermediário legalmente autorizado e passa a ser entendido como um verdadeiro consultor técnico na contratação do seguro”, afirmou.

Esse reconhecimento, segundo ele, também amplia a responsabilidade profissional. “A informação não deve ser apenas transmitida ao consumidor. Ela também deve ser compreendida. O corretor precisa explicar coberturas, riscos excluídos e limitações do contrato de forma clara”, destacou.

Dagliane Santos enfatizou que a nova legislação exige maior organização e formalização dos processos dentro das corretoras. “A lei não trata apenas de cláusulas e artigos. Ela trata de posicionamento profissional, responsabilidade e valorização do corretor”, afirmou. O registro formal das orientações prestadas ao cliente passa a ser fundamental. “O WhatsApp serve, o e-mail serve. O importante é guardar as conversas e manter registro das orientações prestadas ao cliente”, explicou Landulfo.

Na avaliação dos especialistas, a nova legislação eleva o nível de profissionalização do setor. “Essa lei aumenta o nível de responsabilidade, mas também eleva o patamar da profissão. Quem se qualificar e atuar de forma consultiva terá um diferencial competitivo no mercado”, concluiu o advogado. 

Reforma tributária exige atualização profissional

A reforma tributária e seus impactos no planejamento financeiro foram tema do painel conduzido por Viviane Barbosa e Luciana Cirelli. Segundo Viviane, a mudança no sistema tributário exige atualização constante dos profissionais que atuam na orientação financeira dos clientes. “Nós nos tornamos responsáveis pelos nossos clientes. Precisamos buscar conhecimento para sermos excelentes naquilo que entregamos”, afirmou.

Ela explicou que a implementação da reforma será gradual e ocorrerá até 2033.

“Essa reforma começou em 2026 e só será concluída em 2033. Até aproximadamente 2029 ainda estaremos vivendo um período de transição”, destacou.

Entre as mudanças está a substituição de tributos atuais por um modelo baseado no IVA, com criação dos impostos CBS e IBS. Viviane também alertou para possíveis impactos na carga tributária de empresas de serviços. “Empresas que hoje pagam algo entre 11% e 14% de impostos podem passar para uma carga próxima de 26% ou 27%, dependendo da atividade”, explicou.

Luciana Cirelli destacou que o novo cenário exige mudança de postura dos profissionais do setor. “Não existe mais espaço para quem quer apenas vender produto. O profissional precisa se posicionar como consultor de risco e planejamento patrimonial”, afirmou.

Segundo ela, a análise da declaração de Imposto de Renda pode funcionar como um verdadeiro diagnóstico financeiro. “O imposto de renda traz praticamente um raio-x da vida financeira do cliente”, explicou.

Ao final do painel, Viviane reforçou o papel multidisciplinar do planejamento patrimonial. “O corretor precisa se posicionar como um arquiteto patrimonial, alguém capaz de integrar diferentes soluções para oferecer tranquilidade financeira ao cliente.” 

Inteligência artificial amplia produtividade, mas não substitui relação humana

A evolução tecnológica e o avanço da inteligência artificial no mercado de seguros foram tema da palestra de João Paulo (JP) Bottecchia. Durante a apresentação, o especialista destacou que o receio diante de novas tecnologias sempre acompanhou as grandes transformações econômicas. “Quem aqui, quando começou a ouvir falar de inteligência artificial, não teve medo de perder o trabalho? Toda mudança gera esse sentimento”, afirmou.

Para ele, o principal risco não está na tecnologia, mas na falta de adaptação dos profissionais. “Se a mudança externa for maior do que a sua mudança interna, você está correndo risco”, disse, citando o executivo Jack Welch.

Segundo Bottecchia, a tecnologia deve ser utilizada para automatizar tarefas operacionais e liberar tempo para aquilo que realmente agrega valor: o relacionamento com o cliente. “A inteligência artificial não substitui confiança, empatia e responsabilidade. A responsabilidade continua sendo do profissional”, afirmou.

Ele também destacou que o diferencial competitivo continuará sendo a capacidade de construir relacionamentos. “O mercado hoje é human to human – pessoas falando com pessoas. É relacionamento, confiança e propósito”, afirmou.

Ao encerrar sua participação, o especialista resumiu o futuro do setor. “O futuro do seguro de vida não é artificial. Ele é humano, consultivo e tecnológico.” 

“O mercado é nosso”

Encerrando a programação do evento, o presidente do Sincor-SP, Boris Ber, apresentou o painel “O mercado é nosso: o posicionamento do corretor de seguros”.

Em sua fala, ele destacou que o setor vive um momento de grandes oportunidades, mas exige mudança de postura profissional. “Minha Vida Protegida é muito mais do que um congresso ou uma campanha. É um projeto que traz protagonismo para o corretor e reforça a importância do nosso papel na sociedade”, afirmou.

Com mais de quatro décadas de atuação no mercado, Boris compartilhou reflexões sobre a evolução da profissão. “Quando comecei havia praticamente uma tabela: morte natural, morte acidental, capital segurado e pronto. Era assim que nos ensinavam a vender”, recordou.

Segundo ele, o modelo atual exige abordagem consultiva e relacionamento com o cliente. “Quem conquista confiança consegue tratar de um tema tão sensível como o seguro e o planejamento financeiro”, afirmou.

O dirigente também alertou para a importância de ampliar a atuação dentro da própria carteira de clientes. “A gente vende seguro de vida e não vende viagem. Vende viagem e não vende odontológico. O cross-sell ainda é muito pouco utilizado”, destacou.

Na avaliação de Boris, o mercado ainda possui enorme potencial de crescimento. “O potencial do nosso mercado é inesgotável. A oportunidade está toda aí”, afirmou.

Ao concluir sua participação, ele reforçou o impacto social da profissão. “Nós somos verdadeiros anjos da guarda das famílias. Cabe a nós desenvolver esse mercado e levar proteção para a sociedade.” 

O evento teve como apoiadores Allseg Seguradora, ANADEM, Bradesco Vida e Previdência, Capemisa Seguradora, Ceci Cuida, Centauro Seguradora, FF Seguros, Icatu Seguros, Lizzi Prime Financial, MAG Seguros, Omint, Peper, Porto Seguro, Seguros Unimed, SulAmérica Seguros, Tokio Marine Seguradora e Zurich Seguros, além do apoio institucional da São Paulo Negócios.

Devido ao sucesso da primeira edição, foi anunciado no encerramento que o Congresso Minha Vida Protegida terá nova edição em 2027, reforçando a proposta do movimento de ampliar a cultura de proteção financeira no país e fortalecer o papel consultivo dos profissionais do setor.

Governo Trump anuncia programa de resseguro de US$ 20 bi para navios petroleiros 

com agências internacionais

O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (6) um programa de resseguro de US$ 20 bilhões para petroleiros e outras embarcações marítimas, numa tentativa de facilitar a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo bruto nos EUA (WTI) subiram mais de 12% na sexta-feira, ultrapassando os US$ 90 por barril, enquanto o tráfego de petroleiros no Golfo Pérsico permanece paralisado devido à guerra com o Irã. 

Alguns países do Golfo começaram a reduzir a produção porque não conseguem exportar seu petróleo bruto pelo Estreito.

Development Finance Corporation (DFC) dos EUA assegurará perdas de até US$ 20 bilhões de forma contínua.

“Estamos confiantes de que nosso plano de resseguro garantirá a passagem de petróleo, gasolina, GNL, combustível de aviação e fertilizantes pelo Estreito de Ormuz, de modo que voltem a fluir para o mundo”, afirmou Ben Black, CEO da DFC, em comunicado.

Icatu Seguros lança programa com até 60% de bonificação adicional para corretores e escritórios de investimentos

Luciano Soares CEO da Icatu Seguros
Divulgação

A Icatu Seguros anuncia um novo programa de benefícios para seus corretores e escritórios de investimentos. A iniciativa reforça o reconhecimento à consistência de resultados, à qualidade da entrega e à parceria construída com esses profissionais ao longo dos anos.  Com possibilidade de até 60% de bonificação adicional, o programa passa a contar com três níveis: Especialista, Especialista Ouro e Especialista Diamante.

Além de vida e previdência, capitalização passa a integrar o programa com o produto garantia de aluguel, ampliando ainda mais o escopo de reconhecimento aos corretores. Com esta novidade, os corretores de todas as linhas de negócio da Icatu Seguros têm a oportunidade de se tornarem especialistas e de fazerem parte de um grupo com benefícios exclusivos.  

“Estamos diante de um cliente mais consciente e criterioso, que busca orientação qualificada para decisões que impactam seu futuro. O corretor é um dos responsáveis por estabelecer essa ponte e traduzir soluções, construindo relações baseadas em confiança e visão de longo prazo. A ampliação do programa é uma forma concreta de reconhecer esse papel e investir no desenvolvimento desses profissionais”, destaca o CEO da Icatu Seguros, Luciano Soares.

Benefícios financeiros e de relacionamento

As novidades também se refletem nos benefícios. Os participantes do novo programa podem receber até 4 bonificações extras por reconhecimento de venda nova, consistência de produção, além de bônus anuais. Além dos incentivos financeiros, o programa oferece benefícios de relacionamento, de acordo com a categoria, como materiais de sensibilização de venda por linha de negócio, atendimento exclusivo com SLA reduzido, indicação de novos clientes, acesso a treinamentos exclusivos, consultoria personalizada em previdência, entre outros. 

O investimento da Icatu Seguros no desenvolvimento dos corretores é contínuo. Em 2025, a companhia lançou o Unique, consultoria especializada em previdência para seus corretores especialistas, com capacitação exclusiva em temas como fundos, cenário econômico, gestão de risco, planejamento de renda e estratégias de alocação de ativos, além de apoio nas etapas de distribuição e acompanhamento da carteira de clientes. 

A estratégia com foco nos profissionais também se reflete em novas campanhas e premiações, como a ampliação da campanha Antonio Carlos de Almeida Braga com a inclusão de uma viagem nacional, este ano para o Rio de Janeiro, e a criação da campanha de incentivo para escritórios de investimentos, cuja primeira edição será para Maiorca, na Espanha.