O grupo Liberty preparou uma ação especial para atender aos segurados atingidos pelos desastres naturais em Santa Catarina. Recentemente, o Estado foi atingido por novas tempestades e vendavais.
Segundo nota divulgada pela seguradora, foram contabilizados mais de 400 sinistros na região. Para que os segurados Liberty recebessem um atendimento rápido e eficiente, a empresa enviou peritos no dia seguinte ao temporal e mobilizou diversas áreas, incluindo corretores.
“Dessa forma conseguimos realizar rapidamente todos os atendimentos e solucionamos a maioria dos sinistros: quase 95% dos casos foram resolvidos imediatamente”, informa o diretor de sinistros da Liberty, Francisco Minarelli na nota. Os demais processos que estão em andamento aguardam apenas a documentação completa dos segurados para a liberação rápida da indenização.
A seguradora alemã Allianz, a maior da Europa, informou que deixará de ser listada nas bolsas de valores de Nova York, Londres, Milão, Paris e Suíça. Segundo nota da empresa, as ações do grupo continuarão apenas na bolsa de Frankfurt, mercado que apresenta maior liquidez por concentrar as negociações dos papeis até mesmo pelos investidores estrangeiros.
O volume de negócios nas bolsas onde o grupo fechará o capital é menor do que 5%, o que não justifica a presença da seguradora nesses mercados de capitais. Esta estratégia, ressalta, visa apenas organizar melhor a presença da seguradora no mercado de capitais, sem qualquer efeito na pulverização dos negócios de seguros nos 70 países onde atua. A última negociação das ações da Allianz na Bolsa de Valors de Nova York (NYSE) está prevista para 23 de outubro.
O Grupo Allianz SE, um dos líderes mundiais em seguros e o maior da Europa. O grupo possui 180 mil funcionários que atendem cerca de 80 milhões de clientes em mais de 70 países, com forte destaque na área de pesquisa de grandes riscos, estudos de sustentabilidade e nos investimentos em fontes renováveis de energia.
A Allianz está presente no Brasil há 105 anos, por meio de suas 60 filiais, 1,4 mil funcionários e com o apoio de 14 mil corretores, os responsáveis pela comercialização de seus produtos e serviços para pessoas e empresas. A Allianz Seguros atua no Brasil em ramos elementares e saúde empresarial.
As seguradoras cativas voltaram a fazer parte das rodas de conversas de grandes segurados. Seu número e importância crescem continuamente. São pequenas seguradoras dentro das grandes organizações, geralmente instaladas em paraísos fiscais. Bermudas é o principal porto seguro destas empresas.
Nesta semana, a notícia veio do grupo Marsh McLennan, dono de uma das maiores corretoras de seguros do mundo e que também é o maior administrador de seguradoras cativas. O MMC anunciou que concluiu a aquisição da International Advisory Services Ltd. (IAS), principal administradora de seguradoras cativas das Bermudas. Os termos da transação não foram divulgados.
A Marsh administra mais de mil cativas, sediadas em 31 países, com diferentes regulamentações. Segundo nota divulgada à imprensa, a aquisição reforça a posição da Marsh como um líder global em gestão de seguradoras cativas, criadas por empresas, associações ou grupos de empresas para fazer o auto-seguro de riscos que geralmente tem um custo elevado ou que não são aceitos pelas companhias de seguro tradicionais.
Este é um segmento que deverá crescer, caso a falta de capacidade ofertada pela indústria de seguros e de resseguros continue afetando grandes conglomerados que tenham um valor de riscos que justifique a criação de uma seguradora cativa.
Longe de ser uma cativa, mas que serve de exemplo para a falta de capacidade atual da indústria de seguros, é o exemplo do governo brasileiro. Segundo informou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o governo estuda abrir uma seguradora estatal para absorver riscos de crédito para viabilizar os projetos de infraestrutura. O governo americano também pensa em abrir uma seguradora estatal para atuar em saúde. Barack Obama quer, com isso, driblar o alto custo e a falta de coberturas disponibilizadas aos americanos pela indústria de seguro.
Companhias como General Motors, Ford, 3M, Johnson & Johnson, empresas aéreas são donas de cativas. Uma companhia que opere em vários países, que pague prêmios de seguros acima de US$ 1 milhão e que tenha dificuldade em colocar alguns riscos, pode ser uma candidata a ter uma cativa. Também são apropriadas para empresas ligadas a serviços médicos, exportação, como a Embraer, por exemplo.
Já as farmacêuticas, por exemplo, criam as cativas para determinados riscos, como o de responsabilidade civil de produtos. Como o risco de um remédio causar danos às pessoas é considerado grave pelas seguradoras, principalmente pelas indenizações milionárias determinadas pela Justiça americana, a oferta de apólices é limitada.
Outra tendência que estimula a criação de cativas por grandes grupos é o alto preço cobrado pelas seguradoras. Na época dos atentados de 11 de setembro em 2001 e também dos furacões em 2005, períodos de grandes perdas para as seguradoras, o preço do seguro aumentou significativamente e as coberturas ficaram mais restritas. A ameaça de que grandes grupos iriam abrir suas cativas ajudou a melhorar as condições de negociações.
As perdas das seguradoras e resseguradoras com a crise financeira, tanto em ativos com a volatilidade do mercado acionário como pela elevação do pagamento de indenizações com a insolvência de empresas e responsabilidade de executivos por má gestão, trouxeram novamente falta de capacidade para os contratos de seguros. Conseqüentemente, uma nova onda de abertura de cativas começa a surgir para equilibrar a oferta e demanda do mercado de seguros.
“O uso das cativas continua em expansão em todas as áreas do mundo. Bermudas continua a ser um líder no fornecimento de soluções inovadoras de retenção de risco para os clientes com riscos complexos”, disse Michael Cormier, responsável pela área responsável pelas cativas. “A combinação de Marsh e IAS irá reunir uma equipe sem paralelo de profissionais que compartilham o compromisso de prestar um atendimento diferenciado aos clientes”.
O excesso de regulamentação na indústria de seguros foi o alvo do discurso do Lord Peter Levene, presidente do Lloyd’s, durante o jantar anual do principal mercado de seguros do mundo realizado ontem.
Autoridades reguladoras dos principais países do mundo preparam novas regras para as instituições financeiras, com o objetivo de evitar a ocorrência de uma nova crise financeira. O setor de seguros está incluído neste pacote. Levene buscou mostrar as diferenças entre as seguradoras, bem menos afetadas pela crise, dos bancos, defendendo que as companhias de seguros e de resseguros operam de forma diferente e por isso necessitam de regulamentações distintas.
Outro ponto criticado pelo executivo foi a redução de apetite das seguradoras por risco. “As seguradoras vendem segurança quando compram risco. E sem essa troca, não há crescimento, não há inovação”.
A redução do apetite das seguradoras e resseguradoras praticamente fez desaparecer a oferta de alguns tipos de seguros,como o de crédito e de garantia, além de encarecer outros nichos, como o de responsabilidade civil do executivo.
No Brasil, um caso típico é o da Centras Elétricas de Santa Catarina (Celesc). A estatal já realizou diversas licitações sem conseguir atrair sequer uma seguradora. Segundo informações da empresa, a justificativa das seguradoras locais é a falta de capacidade de resseguro para o risco.
A seguradora inglesa RSA confirmou para analistas e investidores que analisa uma aquisição de grande porte. As reservas para esta negociação somam 600 milhões de libras esterlinas (US$ 988 milhões), segundo matéria publicada no jornal britânico Financial Times.
A América Latina é um dos alvos da RSA, que atua no Brasil com pouca representatividade em termos de faturamento, porém vem crescendo de forma consistente em nichos diferenciados. Em 2008, movimentou prêmios de R$ 331 milhões, alta de 12%, com lucro líquido de R$ 6,6 milhões.
Carteiras comerciais no Reino Unido, país sede, e Canadá, onde a RSA teve crescimento significativo (10%) no primeiro semestre deste ano, também estão entre os alvos da seguradora. Segundo o artigo do FT, as oportunidades surgiram em função da reestruturação de companhias familiares e também ligadas a bancos.
As notícias oficiais aqui no Brasil mostram que o mercado de seguros passa por uma consolidação e apresenta os dois casos citados pela RSA. Tem seguradoras familiares em pleno movimento de mudança de estratégia e também bancos reorganizando a área de seguridade para crescer num mercado mais maduro e competitivo para os próximos anos, como o Banco do Brasil e Caixa, para citar os mais públicos. A última negociação anunciada foi a da Porto Seguro com o Itaú Unibanco.
Segundo dados divulgados recentemente pela RSA, o cenário econômico desfavorável não afetou a solidez financeira do grupo. Os prêmios no primeiro semestre somaram US$ 5,8 bilhões, 4% acima do resultado do mesmo período anterior. O lucro antes dos impostos somou US$ 592 milhões. O índice combinado, que mede a eficiência operacional das seguradoras, ficou em 93,5%. O Reino Unido responde por 38% do faturamento do grupo. Na América Latina o crescimento foi de 4%.
Nestes oito anos após o fatídico 11 de setembro, dada marcada pelos atentados terroristas contra os Estados Unidos, a indústria de seguros contabilizam pagamento de US$ 39,5 bilhões em indenizações que ajudara a reconstruir a destruição causada pelo atentado que causou a morte de quase 3 mil pessoas. Este é o segundo mais caro evento coberto pela indústria de seguros nesta década, superado apenas pelos furacões de 2005, com indenizações de US$ 40 bilhões.
Segundo estatísticas do Insurance Information Institute (III), as indenizações por interrupção de negócios consumiram a maior parte do total pago pelas perdas em 11 de setembro, com 33% do total. Danos a propriedades representaram 19% do valor, seguido por responsabilidade civil com 12%, as torres gêmeas com US$ 4,3 bilhões (ou 11% do total), compensações trabalhistas com 6%, seguro de vida com 3%, cancelamento de eventos com 3% e indenizações pelo casco dos aviões com 2%.
O preço do seguro de responsabilidade civil de executivos, conhecido como Directors & Officer, continuou apresentando queda de 5% para as empresas comerciais no segundo trimestre do ano, revela pesquisa divulgada na última sexta-feira pela corretora de seguros Willis, a terceira maior do mundo. E a tendência é de que o preço continue caindo no terceiro trimestre deste ano, em boa parte pelo resultado do julgamento das ações. Muitas das ações tem julgado que houve fraude do administrador, o que está excluído do pagamento de seguro.
O preço do seguro para as instituições financeiras continua elevado, pois elas ainda são vistas como um segmento muito arriscado pelas seguradoras em razão do volumoso número de processos de acionistas contra executivos financeiros por perdas com a crise financeira global.
As empresas comerciais estão sendo beneficiadas em parte pela disputa na renovação dos contratos de resseguro, onde a média de preços ficou 6% menor, e também pela entrada de novos competidores no segmento. Porém a severidade na subscrição de riscos permanece para todos os setores.
Para o Brasil, esta é uma boa notícia. Além da redução de preço mundial, a disputa no mercado brasileiro está cada dia mais acirrada com a entrada de novos participantes dispostos a conquistar um mercado ainda pouco explorado e com regulamentações e punições que se tornam realidade. Segundo matéria publicada pelo Jornal Valor Econômico na última semana, a justiça já penhorou mais de R$ 42 bilhões desde a criação da penhora online.
As punições da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também estão mais severas. Entre os vários casos solucionados pelo órgão fiscalizador na semana passada, está o do presidente da CSN, Beijamin Steinbruch, que concordou em pagar R$ 350 mil para encerrar um caso onde foi acusado de não divulgar fato relevante sobre a negociação com a Corus.
O estudo da Willis pode ser acessado no www.willis.com/Documents
A ACE Seguradora fechou um contrato que permite a colocação de proteções específicas para passageiros em viagens nacionais e internacionais. Os produtos de seguro serão comercializados em cerca de 10 mil agências de turismo distribuídas em mais de 50 países, por meio dos serviços da Travel Ace Assistance.
Segundo nota divulgada pelo grupo, o contrato, fechado em parceria com a corretora Interface, inclui cobertura de responsabilidade civil profissional, que concede proteção contra eventuais falhas profissionais dos agentes e operadores de turismo que trabalham em parceria com a Travel Ace, atraso ou extravio de bagagem, cancelamento de viagem, morte acidental ou invalidez permanente total por acidente, dentre diversas outras proteções assessórias e adicionais.
A seguradora holandesa Fortis anunciou hoje que fechou um acordo milionário para vender seguro de carro e residência com o braço financeiro do grupo Tesco, maior rede de supermercados do Reino Unido. Segundo as agências internacionais, as vendas anuais de seguros aos clientes do Tesco chegam a US$ 800 milhões.
Com a criação de uma nova empresa, com investimentos de US$ 330 milhões, da qual a Fortis é majoritária com 51% do controle, a perspectiva é de que as vendas com a nova parceria deverão crescer ainda mais. A boa notícia para o Reino Unido, que exibe um elevado índice de desemprego, é a criação de 1,5 mil postos de trabalho.
A comercialização de seguro por meio de canais alternativos de venda tem sido um alvo das seguaradoras em todo o mundo como uma forma de aumentar as vendas e reduzir custos. Após a crise, esta alternativa se tornou ainda mais procurada, uma vez que as empresas parceiras, principalmente as varejistas, obtém um forte incremento nas receitas financeiras com a comissão que recebem por ceder o balcão às seguradoras.
No Brasil esta estratégia já está consolidada. O que se vê atualmente é mais a troca de parceiros do que a conquista de novos clientes. O Magazine Luiza, por exemplo, abriu uma seguradora em parceria com a Cardif. Já redes como Casas Bahia optaram por fechar acordos com várias seguradoras. A Renner partiu para uma parceria mais exclusiva com a Porto Seguro para ter um controle maior da operação.
Há uma forte tendência das discussões para renovações dos contratos de resseguros no início de 2010 se concentrarem mais em capacidade e riscos do que na busca frenética por preço, segundo declarações à imprensa dadas por Jean-Philippe Thierry, presidente do comitê organizador do encontro de resseguradores em Monte Carlo Rendez-Vous 2009 e presidente da Assurance Générale de France. O tradicional evento anual teve início no dia 7 e termina hoje em Mônaco.
Para ele, as discussões entre resseguradoras e seguradoras que começaram em Monte Carlo estão focadas mais na segurança e no gerenciamento de risco do que em uma concorrência de preço. A crise financeira, segundo ele, também pode ser uma boa forma de aumentar preços, mas no final o bom risco determinará o pacote de seguro que comprará e a ocorrência de catástrofes limitará a oferta de capacidade, uma vez que as resseguradoras ainda se recuperam das perdas geradas pela crise financeira e pela safra de furacões do ano passado.
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