Colemont conclui fusão com AmWINS

colemontA Colemont Global Group anunciou a conclusão do processo de fusão com a AmWINS Group Inc, criando uma corretora responsável por movimentar mais de US$ 4,8 bilhões em prêmios anuais de seus clientes, contando com um time de 1.800 funcionários e atuando em 16 países. “Acreditamos que a combinação dessas duas operações desenvolverá ainda a capacidade técnica de nossa empresa, sendo mantido o foco em desenvolver soluções para nossos clientes”, diz o vice presidente executivo da Colemont Brasil Insurance & Reinsurance Brokers , Felipe Leão de Moura, em carta enviada aos clientes brasileiros.

Segundo ele, o braço internacional da nova empresa não será alterado e continuará a operar com a bandeira Colemont. Nos Estados Unidos, a nova empresa passará a operar sob a estrutura organizacional AmWINS Group, Inc, comandada por M. Steven DeCarlo, como CEO nos EUA. A Colemont Global Group permanecerá sendo gerida por Surinder Beerh, a partir de Londres. O Brasil, como toda a operação mundial, manterá seus sócios locais e a estrutura atual.

MetLife fecha parceria com BPN, do Nordeste

metlife1A MetLife, seguradora especializada em produtos de vida e previdência, anunciou hoje parceria com o BPN, empresa processadora de crédito, promotora de vendas e correspondente bancária, com forte atuação no Nordeste do país, para a venda de seguros de vida e desemprego.

“O ramo de afinidades é uma grande aposta da MetLife para este ano. No final de 2009, investimos mais de 30 milhões de reais neste canal”, informa Robert Craddock, diretor do Canal Bancos e Afinidades da MetLife, em comunicado. Entre os acordos de exclusividade de balcão, acrescenta, a parceria com o BPN trará mais volume de negócios para a companhia.

O acordo prevê a comercialização de dois produtos: cobertura em caso de morte e diagnóstico de doença grave, com opcional de diária por internação hospitalar ou auxílio medicamento, e o seguro para proteção de crédito, com cobertura para morte, invalidez por acidente, desemprego involuntário e incapacidade física total ou temporária, voltado para profissionais liberais.

Construção de Belo Monte novamente em risco

juizO imbróglio para a construção de Belo Monte, a terceira maior hidrelétrica do mundo, está grande e agora compromete até mesmo as seguradoras que criaram um pool para ofertar garantias para o empreendimento. O Ministério Público do Pará disse que irá notificar oito empresas, entre elas Fator Seguros, JMalucelli e UBF, para evitar que elas cooperem com os danos e ilegalidades que fazem parte do estudo que fará o órgão pedir a anulação da licença pública para a construção da hidrelétrica.

As outras empresas consideradas co-responsáveis, além das seguradoras, são BNDES, Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Vale. As seguradoras, segundo nota divulgada recentemente, formaram um pool para ofertar garantias de R$ 6,5 bilhões para viabilizar a estrutura de financiamento da construção da usina, com recursos estimados em R$ 20 bilhões.

Ontem a Odebrecht e Camargo Correia desistiram de participar do leilão previsto para o dia 20, justificando que o governo não respondeu aos questionamentos sobre o edital. Ficou apenas um consórcio agora, o da Andrade Gutierrez. A expectativa do governo é de que outro se inscreva para acirrar a concorrência pelo preço ofertado.

Segundo noticias dos jornais, os procuradores da República que analisaram o empreendimento apontam afronta à Constituição, às leis ambientais e às resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente entre os oito problemas identificados. Um dos mais sérios é uma análise que afirma que se a hidrelétrica for construída como mostra o projeto poderá secar 100 km de rio e comprometer a água e o alimento das populações.

Rio de Janeiro vive caos após chuvas

enchente3Grande parte das empresas parou no Rio ontem, inclusive a CNSeg. Os deslizamentos não ficaram apenas nas encostas com construções irregulares. Atingiram também imóveis caros e causaram a morte de mais de 100 pessoas, segundo noticias publicadas hoje pela imprensa. . Os danos causados vão desde as 100 vítimas fatais até o adiamento de eventos esportivos, como o jogo do Flamengo e da Maratona do Viradão Carioca. O assunto é manchete dos jornais locais e também internacionais.

Segundo traz o Valor, no Humaitá, zona sul da capital, desabou parte de uma encosta ocupada por mansões, no mesmo local onde ocorrera outro deslizamento em fevereiro de 1988. O deslizamento ameaçou a Casa de Espanha, tradicional clube da colônia espanhola no Rio. Na zona sul de Niterói, um motorista que passava com a família morreu quando seu carro foi atingido por outro deslizamento em área de mansões, no bairro de São Francisco (Zona Sul). No Joá, outro bairro de alta renda, um deslizamento provocou interdição parcial da via que liga a Zona Sul à Barra da Tijuca (Zona Oeste).

Muitos motoristas abandonaram os veículos em meio às enchentes. A Mapfre informou ontem ao site G1, da Globo, que fez mais de 400 atendimentos no Estado. O Valor informa a estratégia da Itaú, Porto e Bradesco, que transferiram reboques e outros recursos de outras regiões para o Rio, reforçando a estrutura de atendimento aos segurados.

A Bradesco mandou vir de São Paulo 15 reboques para reforçar a frota de 70 veículos que atendem normalmente aos segurados no Rio. A seguradora informou que acionou um plano de contingência para atender seus segurados, ampliando em 40% o número de atendentes do serviço de assistência 24 horas. A seguradora, entretanto, ainda não tem um levantamento de prejuízos, porque as chuvas continuam. A Porto Seguro, maior seguradoras do Brasil, mandou de São Paulo 40 guinchos para o Rio, cidade que abriga a matriz da Azul Seguros, a seguradora “light” do grupo por vender seguros mais baratos por ter menos serviços.

A Itaú informou por meio de sua assessoria de imprensa que os carros estavam sendo rebocados até um pátio e que um grupo de peritos já estava disponível para avaliar os danos e dar seqüência a indenização. Segundo informou a Porto Seguro ao site G1, o segurado poderá levar o veículo à oficina de sua preferência, mas não deve autorizar o conserto antes da liberação da seguradora. A liberação será feita por um técnico da empresa, que avaliará se o veículo pode ser recuperado ou se houve perda total que é decretada quando os danos superaram 70% o valor do carro.

Um procedimento padrão das seguradoras é tentar recuperar o veículo quando a água fica abaixo do painel, desde que o motor não tenha sido afetado. Neste caso, é quase certa a perda total.

Veja as dicas valiosas elaboradas pela CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) para evitar prejuízos em enchentes:

1. Caso o motor morra durante a travessia, jamais tente dar a partida, mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico.

2. Observe a altura do nível de água do trecho alagado, a maioria das montadoras estabelece uma altura máxima para essas travessias, não podendo exceder o centro da roda.

3. É prudente que o veículo, durante o alagamento, seja dirigido em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 RPM, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar junto ao motor, dificultando sua admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo.

4. No caso de veículos equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição “1”. Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade, sendo possível imprimir uma rotação maior ao motor. Outra possibilidade é manualmente alternar a troca de marchas entre “N” e “1”, de modo a manter a velocidade do veículo baixa durante o trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor, sempre em torno de 2.500 RPM.

5. Alguns veículos automáticos oferecem como opcional o ajuste da tração, conhecido como “WINTER” ou “SNOW”. Embora sua função seja a de conferir maior segurança durante trechos de baixa aderência, como neve ou lama, evitando que o veículo patine graças ao bloqueio do diferencial, também deve ser utilizado durante alagamentos, pois beneficia o controle da velocidade do veículo e da rotação do motor.

6. Mantenha a calma nos casos em que, durante a travessia, sejam constatados sintomas como o aumento de esforço ao esterçar (direção hidráulica), variação na luminosidade das luzes do painel de instrumentos, alertas sonoros, flutuação dos ponteiros, luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e ABS (se disponível) acesas, aumento do esforço ao acionar os freios e interrupção do funcionamento da tração 4 X 4 (veículos diesel), pois provavelmente todo esse quadro é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (veículo diesel), sendo, na maioria das vezes, um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. Apenas reforce a cautela e mantenha o menor número possível de equipamentos ligados.

7. É recomendado desligar o ar condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico. Essa prática impede que alguns componentes joguem água na tomada de ar do motor. Veículos rebaixados e turbinados, na maioria das vezes, apresentam maiores riscos de sofrer calço hidráulico; por isso, é aconselhável manter a originalidade da montadora. Se o veículo estiver nessas condições, redobre a atenção aos procedimentos sugeridos.

8. Para os casos mais sérios de alagamentos, é recomendado preventivamente fazer um check-up, corrigindo, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica, muitas vezes simples e imperceptíveis nessa fase, como maus contatos, mas que posteriormente podem gerar grandes transtornos.

9. Pode haver, entre outros, a contaminação do cânister, do óleo da transmissão, do(s) eixo(s) diferencial(is), no caso de veículos com tração traseira ou mesmo quatro por quatro, o que determina a redução da vida útil dos componentes integrantes desses conjuntos, além de riscos acentuados de falhas na embreagem, suspensão e freios. Para combater os efeitos dessa possibilidade, é recomendável encaminhar-se rapidamente até uma oficina e solicitar a avaliação desses itens.

10. Havendo travessias consecutivas de alagamentos, recomenda-se uma limpeza do sistema de ventilação, pois estará sujeito à contaminação por fungos, microorganismos e bactérias, demandando limpeza de todo o sistema para a utilização segura.

Thomaz Menezes assume comando da SulAmérica

310310-sulamerica-30A aprovação do nome de Thomaz Cabral de Menezes (foto/divulgação) para a presidência da SulAmérica em reunião do Conselho de Administração realizada hoje foi bem recebida pelo mercado. Vários executivos, surpreendidos pela confusão do nome de Zeca Rudge divulgado por um jornal nacional, noticia desmentida logo pela manhã pelo próprio Itaú Unibanco, comemoraram a ida de Thomaz para a SulAmérica, empresa que construiu uma longa história nesses 114 anos de vida.

“Thomaz é um grande administrador e com certeza fará um excelente trabalho nesta nova fase da SulAmérica”, comentou Ivan Passos, ex-vice presidente da SulAmérica e hoje responsável pelas operações da Hannover Re, quinta maior resseguradora, do mundo no Brasil. “Foi uma boa surpresa para todos”, acrescentou Acácio Queiroz, presidente da Chubb Seguros e também Jacques Bergman, presidente da Fairfax.

Thomaz Cabral de Menezes substituirá Patrick Larragoiti, que continuará na presidência do Conselho de Administração da SulAmérica. Há 23 anos, Thomaz trabalha no grupo Marsh McLennan, dono de uma das maiores corretoras de seguros do mundo, sendo o presidente da subsidiária brasileira desde 1999. Nos últimos seis anos, Menezes acumulou também a posição de presidente da Marsh para América Latina e Caribe, liderando diversos processos de fusões e aquisições. Ontem, a Marsh anunciou Ricardo Brockmann, CEO do México, como CEO da Marsh na região da América Latina e Caribe.

Segundo nota da SulAmérica enviada à CVM, Thomaz terá pela frente a missão de seguir na trajetória de crescimento da companhia, no controle de custos e foco na gestão da rentabilidade. “Para a SulAmérica, a chegada de Thomaz representa uma excelente oportunidade para a companhia alavancar seu crescimento, aproveitando o ótimo momento que atravessa o mercado de seguros e a vasta experiência do executivo no setor”, afirma o presidente do Conselho, Patrick de Larragoiti Lucas. “Tenho convicção de que sob a liderança de Thomaz Cabral de Menezes e de toda a equipe da SulAmérica a companhia irá vencer seus novos desafios.”

Já a SulAmérica tem em caixa um valor relevante, que a possibilita até mesmo comprar empresas, segundo declarações recentes de executivos do grupo na imprensa. Mesmo sem crescer com aquisições, o potencial de crescimento orgânico é relevante, segundo relatório do Goldman Sachs, divulgado recentemente e que recomendou a compra das ações da SulAmérica e manteve o estatus “neutro” para a Porto Seguro.

Thomaz está animado com a nova jornada. “É uma honra e um grande desafio fazer parte da equipe vencedora SulAmérica em um momento tão importante para a companhia. Estamos implantando um novo posicionamento estratégico, a lição de casa já foi feita e a companhia está pronta para impulsionar ainda mais seus resultados”, declara Thomaz. Neste domingo, a SulAmérica inicia uma nova campanha publicitária, orçada em R$ 70 milhões para os próximos três anos. Na campanha, a Sulamérica reforça a ideia de que usar seguro não pode ser um aborrecimento a mais. O objetivo é ser a preferida do país em 2012.

A expectativa de executivos do setor é de que um grande projeto está em andamento e que este consolidará a SulAmérica num patamar semelhante ao ocupado no passado. “Há muito estrangeiro interessado no promissor mercado brasileiro. Além do potencial de crescimento aqui, lá fora eles enfrentam recessão e um aperto na regulamentação financeira, tsunamis, terremotos e furacões. A SulAmérica é uma empresa atraente para quem quer começar grande”, disse um consultor que preferiu não se identificar.

A SulAmérica, que passa por um momento de transição com a saída do sócio ING e o fim da parceria de mais de 10 anos com o Banco do Brasil, registrou lucro líquido recorde de R$ 419,1 milhões em 2009. Com mais de 6,3 milhões de clientes, a SulAmérica é a maior seguradora independente do Brasil e está dividida em quatro unidades de negócios: Saúde, Ramos Elementares, seguros de Pessoas e Previdência Privada e Gestão de Ativos, comercializando seus produtos através de uma rede de 28 mil corretores e parcerias comerciais.

Seguradora estatal é aguardada com expectativa

discussao1A divulgação da criação de uma seguradora estatal pelo governo brasileiro prevista para acontecer junto com o Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), divulgado ontem, ainda aguça a curiosidade de todos do setor que buscam por informações sobre o assunto. Este é um tema que tem gerado grande discussão. Até mesmo entre jornalistas renomados como Miriam Leitão em um artigo em seu blog e Antonio Penteado Mendonça na coluna do jornal O Estado de São Paulo.

Afinal, só no PAC 2 estão previstos investimentos de quase R$ 1 trilhão entre 2010 e 2014, sendo a maior parte em projetos de energia e habitação para classes de menor renda. E o seguro garantia é uma parte importante do custo desses investimentos e também um instrumento mitigador de riscos de perdas. E evitar perdas é uma prioridade não só da indústria de seguros local como também ao mercado internacional, sejam clientes, investidores, corretores, seguradores ou resseguradores.

O tema é debatido há mais de um ano por membros do governo, BNDES, seguradoras e Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abidib). O objetivo é tornar o seguro garantia, com prêmios anuais de R$ 700 milhões em 2009 e que deve atingir R$ 1 bilhão neste ano, um instrumento mais eficaz na garantia de contratos de financiamento. Executivos explicam que se houver brechas para discussões intermináveis, a obra corre o risco de ficar parada. Um risco que não podemos correr com empreendimentos como Copa e Olimpíadas. Se isso acontecer, o Brasil pode ser desclassificado.

A discussão sobre os problemas para as obras de infraestrutura começa muito antes do seguro. Segundo diagnósticos levantados em estudo da Abidid, as principais causas de paralisação e de postergação de obras estão relacionadas a conflitos no licenciamento ambiental, a conflitos no processo de licitações e contratações e também a conflitos na avaliação de preços feita pela estrutura de fiscalização do Estado, diz Paulo Godoy, presidente da Abidid, em texto publicado no portal da entidade.

Quando o assunto chega em seguros, o que se percebe é que há falta de capacidade financeira para seguro garantia no mercado de seguros mundial. E a situação fica pior quando não há informação suficiente do projeto ou ele ainda corre os riscos citados anteriormente. “Conceder garantia é assumir o risco de terceiros. Por isso, sem uma avaliação profunda a seguradora poderá ter sérios problemas de liquidez”, explica Luiz Roberto Castiglione, consultor e membro do Insitituto Roncarati de Seguros.

A redução no capital disponível para seguro garantia foi causada pela crise financeira, com a saída de algumas empresas deste nicho do mercado. Principalmente da AIG, que era a maior mundialmente e que aos poucos volta a atender o mercado com o novo nome Chartis. Além disso, obras gigantescas na China e na Índia consomem boa parte dos recursos disponibilizados em garantia. Para complicar, algumas construtoras brasileiras estão no limite “do cheque especial”, explicam executivos.

O limite médio ofertado é de US$ 400 milhões por tomador e algumas empresas já esgotaram este valor e também o crédito extra. Os resseguradores, até mesmo por regras de governança corporativa, recusam aumentar este valor em razão de colocar em risco a solvência da própria companhia. Alguns arriscam, mas cobram um prêmio maior, o que encarece o produto final, seja o preço da energia de um projeto de hidrelétrica ou o custo do pedágio de uma rodovia.

“Sofremos muito com a crise financeira. As garantias para a usina Santo Antonio estavam fechadas no final de 2008 e com a eclosão da crise perdemos quase 40% do que havíamos negociado”, conta Marcos Lima, responsável pela OCS, corretora cativa do grupo Odebrecht. No final, deu tudo certo e até hoje a garantia de R$ 3 bilhões dada ao Rio Madeira é considerada o maior contrato do mundo.

O projeto de criação desta seguradora estatal para atuar em nichos estratégicos visa driblar a falta de capacidade e preservar o mercado interno da volatilidade de preços internacional. Se nada disso acontecer, ela ficará lá para atuar em riscos nos quais as empresas privadas não têm apetite e para os quais o governo estrategicamente precise desenvolver, como é o caso de risco habitacional, rural.

“O governo injetou recursos na economia por meio dos bancos estatais para amenizar os efeitos da crise. O mesmo pode ser feito com o seguro garantia”, diz um executivo. No caso do seguro garantia, caso o governo tenha de assumir riscos para viabilizar os projetos inadiáveis, eles serão descarregados no mercado internacional em até três anos, quando vence o prazo de conclusão dos empreendimentos, liberando os recursos para novos projetos, explica um dos executivos que participa das discussões junto ao governo.

A expectativa é de o governo ajudar, seja na redução da exigência de garantias dos projetos num patamar razoável, que não coloque em risco a conclusão do empreendimento, como atuando com a seguradora estatal, ofertando garantias para riscos na mesma proporção do setor privado. “O executivo que romper o conhecido, ousar e viabilizar a concepção de inteligência de risco vai deixar a sua marca, a da empresa e a do Brasil na construção desta história de sucesso que este país está construindo”, diz o executivo da OCS. Enquanto não cria a estatal, o governo ajuda de outras formas. Uma ação recente foi reduzir de 7,5% para 5% do valor total do investimento a exigência de garantias no edital da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).

Petrobras renova seguro por US$ 49,6 milhões

plataformaA Petrobras informou na sexta-feira que a Itaú Seguros venceu a licitação para três licitações para renovação de apólices de seguros envolvendo prêmios no total de US$ 49,6 milhões para valores em risco de US$ 95 bilhões. A Petrobras solicitou cotação para uma série de franquias alternativas e optou por manter o nível atual de suas franquias que podem, conforme o caso, chegar a US$ 20 milhões. Segundo a nota divulgada, as apólices contratadas são de riscos operacionais, riscos de petróleo e responsabilidade civil geral.

A Itaú Seguros é a líder do contrato com 50%, a Allianz 30% e a Mapfre com
20%, com prêmio de US$ 47 milhões. As apólices de riscos operacionais e de riscos de petróleo cobrem todos os riscos de danos materiais nos principais ativos da Petrobras e suas subsidiárias, como refinarias, terminais, plataformas e outras instalações. A apólice de Responsabilidade Civil Geral cobre os danos materiais e pessoais causados a terceiros, inclusive poluição.

A segunda licitação se refere aos seguros de Transporte Nacional e Internacional, com prêmio de US$ 1,45 milhão, para cobrir danos causados durante as atividades de movimentação de carga da Petrobras e suas subsidiárias.Foi também aprovada a apólice de Responsabilidade Civil Aeronáutica, que cobre as atividades de abastecimento de aeronaves da Petrobras Distribuidora contra danos materiais e pessoais causados a terceiros, com prêmio de US$ 1,13 milhão.

Seguradoras participam da Hora do Planeta

hora-do-planetaVárias seguradoras participam da Hora do Planeta, um ato simbólico organizado pela WWF (Worldwide Fund for Nature), uma das mais importantes ONGs ambientalistas existentes, e é realizado conjuntamente em várias regiões do planeta. Amanhã, dia 27, a partir das 20h30, centenas de cidades ficarão ‘no escuro’ pelo período de uma hora. O objetivo da ação é chamar a atenção das pessoas para uma reflexão sobre as ameaças causadas pelo aquecimento global.

“O objetivo da ação é chamar a atenção das pessoas para uma reflexão sobre as ameaças causadas pelo aquecimento global”, diz a Mapfre, uma das seguradoras que aderiu ao movimento. Também participam do movimento a Prudential, com sede no Rio de Janeiro, e a Porto Seguro, com sede em São Paulo, além do estádio Arena Allianz, na Alemanha, a Torre Eiffel, o Coliseu, a Times Square, o Cristo Redentor, o Congresso Nacional Brasileiro, a Ponte Estaiada, o Monumento às Bandeiras, o Viaduto do Chá, além de instituições como o Edifício Copan, o Instituto Butantan e o MAM (Museu de Arte Moderna), bem como várias empresas do mundo vão apagar as luzes por uma hora.

A ação é apoiada pela Porto Seguro junto aos seus 8 mil funcionários. Além disso, desde 2008 a Corporação realiza no complexo matriz a “Hora da Terra”, quando todos os dias, entre 11h30 e 13h30, as luzes são apagadas como alerta para a questão ambiental.

A iniciativa de ‘apagar as luzes’ do Complexo Matriz da Porto Seguro foi realizada pela primeira vez em 2007, em sintonia com a Hora do Planeta. Após a repercussão positiva entre os funcionários, a ação acabou se tornando um programa constante, em 2008. Desde a implantação do programa, mais de 265 mil kwh já foram economizados. Isso equivale ao consumo mensal de 1.474 famílias. Desde o começo do ano, a ação tem sido implantada nas sucursais de todo o Brasil, e 17% delas já aderiram.

A Prudential, que pelo segundo ano participa do movimento, promoveu uma campanha para incentivar seus funcionários e corretores franqueados a participar do movimento, lembrando-os que o gesto visa à reflexão sobre as ameaças oriundas das mudanças climáticas. Por sua vez, a companhia apagará os letreiros e totens de sinalização, que permanecem acesos à noite.

A Hora do Planeta teve seu início em 2007 na cidade de Sidney, na Austrália, e no ano de 2008, mais de 370 cidades participaram da ação. No ano passado, quando o Brasil aderiu ao movimento pela primeira vez, a mobilização atingiu mais de quatro mil cidades de 88 países.

De acordo com a diretora de Responsabilidade Social da Mapfre no Brasil, Fátima Mendes Lima, “essa é uma atitude positiva e temos ciência de que gestos tão particulares assim têm imensa importância para a saúde do planeta e contribuem de forma consciente, permitindo uma ampla reflexão sobre a relação da sociedade com o meio ambiente, e possibilitando, inclusive, que os seres humanos pensem mais sobre as reais condições da natureza”, finaliza.

Apague você também as luzes e dê a sua contribuição ao planeta.

Seguradoras criam pool para atender Belo Monte

trioAs seguradoras JMalucelli, Fator e UBF Seguros anunciaram ao mercado a criação de um pool entre as empresas com o objetivo exclusivo de atender as garantias demandadas pelo Projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), com investimentos estimados em R$ 20 bilhões. Estima-se que o valor total das garantias para o Projeto da UHE Belo Monte, incluindo garantias a investidores e fornecedores deva girar em torno de R$ 6 bilhões.

Segundo comunicado do grupo, está é o maior volume de garantias já originado por um único projeto no Brasil. Porém, segundo notícias divulgadas quando o seguro do Rio Madeira foi fechado pela corretora de seguros OCS, do grupo Odebrecht, o valor supera a de Belo Monte, com R$ 9,5 bilhões.

A nota diz que a intenção deste pool constituído por três tradicionais seguradoras de garantia que juntas representam mais de 50% do mercado brasileiro, com prêmios aproximados de R$ 700 milhões em 2009, é unir a expertise de subscrição das empresas, bem como suas capacidades próprias e de resseguro.

Na opinião de Alexandre Malucelli, vice-presidente da JMalucelli, seguradora líder do pool, este movimento deve gerar um impacto positivo no mercado, uma vez que sinaliza que o mesmo está apto a atender a demanda de seguro garantia para mega-projetos. “Esta parceria demonstra a maturidade dos players envolvidos, bem como potencializa a capacidade das seguradoras do pool em prover soluções adequadas aos clientes e aos beneficiários das garantias”.

O anúncio vem em um momento em que o governo prepara a criação de uma seguradora estatal para dar apoio a iniciativa privada em prover seguro garantia aos projetos milionários de investimentos em infraestrutura.

André Marino Gregori, Diretor da Fator Seguradora, ressalta que com a sofisticação do mercado de seguros, especialmente no de seguro garantia, parcerias inovadoras como esta são muito bem vindas pois agregam valor ao cliente, especificamente no que diz respeito à know-how e capacidade financeira. “No caso da Fator Seguradora, isto tem sido uma realidade do nosso dia a dia. Desta forma o cliente sempre será melhor atendido. “

Trata-se de uma parceria inovadora que com certeza será seguida por outros setores da economia. “Neste modelo todos ganham, pois a experiência das maiores seguradoras do Brasil unidas em projetos desta magnitude contribuem para resultados de sucesso de seus clientes e, consequentemente, para o crescimento do país”, afirma Luiz Roberto Paes Foz, presidente da UBF Seguros.

Localizada no Rio Xingu, próximo à cidade de Altamira, Belo Monte deve gerar 11.233 MW o que equivale a 10% da demanda brasileira, tornando-se a 3ª maior Usina Hidroelétrica do mundo. O Leilão da ANEEL que possivelmente contará com a participação de dois ou três consórcios está agendado para o próximo dia 20 de abril, devendo cada participante apresentar suas garantias de propostas no valor de aproximadamente R$ 220 milhões, iniciando desta maneira a expressiva demanda de garantias estimada pelo pool de seguradoras.

Executivos criticam projeto de Lei 3555/04

1200663411oodtak1Na última terça-feira, presidentes de seguradoras participaram da audiência da comissão especial que analisa o projeto de lei (PL 3555/04) que muda as regras do setor de seguros, arquitetado pelo advogado Ernesto Trizulik, e apresentado pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP).

Segundo noticiaram sites e também a Agência Câmara, o substitutivo apresentado ao texto prevê a participação do segurado nas fases de apuração do sinistro e de definição do valor, a anulação do contrato quando qualquer uma das partes souber que o risco é impossível de se cumprir e a interpretação favorável ao segurado quando o texto do contrato gerar dúvidas.

Entre os depoimentos relatados pelos sites temos Jayme Garfinkel, da Porto Seguro, Antônio de Cássio dos Santos, da Mapfre, presidente da SulAmérica Seguros, Patrick Larragoiti. Na próxima semana, serão ouvidos representantes dos órgãos de defesa do consumidor.

Segundo os sites, o presidente da Mapfre, Antônio de Cássio dos Santos, apresentou uma série de críticas ao projeto. Para ele, a proposta levará à inviabilização das modalidades de seguro para classes emergentes. Ele critica dispositivo do projeto que determina, por exemplo, a comunicação por atraso de pagamento. “Só o valor da carta registrada faria com que o preço do seguro fosse multiplicado. O valor médio de um seguro popular para classes emergentes varia de R$ 0,70 a R$ 1,00.”

Na sua avaliação, diz o site, a negligência de um segurado será paga pelos demais segurados, já que o segurador é um simples administrador de fundos mútuos que visam cobrir riscos de pessoas. “O conceito de negligência desaparece no projeto. O segurador terá que provar que o segurado incidiu em culpa ou dolo na sonegação de informação. Então, o mero esquecimento por acaso vai fazer com que milhares paguem pela conta. A fraude vai subir brutalmente no País e fraude alta significa aumento no preço do seguro.”

O presidente da SulAmérica Seguros enfatizou que abrangência jurídica e legal do mercado de seguros hoje está perfeitamente alicerçada e vem funcionando bem. “O exemplo importante em relação a isso é ver as vitórias que o mercado de seguros e, principalmente, os consumidores vêm alcançando nesses últimos tempos, com a ampliação do mercado de seguros e previdência aqui no Brasil.”

Larragoiti afirmou ainda que a indexação dos contratos de seguros durante o governo Collor “quase fez o mercado de seguros quebrar de uma vez só”. E acrescenta: “Em três meses, 60% das companhias que dependiam de alguns negócios que passaram a ser indexados quase desapareceram”.

O presidente da Porto Seguro, Jayme Garfinkel, ressaltou em seu depoimento na comissão que atualmente o segurado já conta com vários instrumentos para fazer valer o seu direito diante das seguradoras, informa a Agência Câmara. Como exemplo, ele citou o Serviço de Atendimento ao Cliente e as ouvidorias das próprias seguradoras, os órgãos de fiscalização da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o Procon, as ONGs (como o Idec, por exemplo), a imprensa e as redes sociais (Reclame Aqui e CQCS). Ele também destacou que, nos últimos anos, houve redução significativa do número de reclamações contra as seguradoras nos órgãos de defesa do consumidor.