As mudanças climáticas e as novas regras para a indústria de seguros que vem sendo alinhavada em conjunto pelos órgãos reguladores dos principais países são as principais preocupações dos gestores de riscos das maiores empresas do mundo, reunidos no Risk & Insurance Management Society (RIMS) 2010, que teve início no domingo e termina na próxima quinta-feira, em Boston, Estados Unidos.
O resultado faz parte da pesquisa realizada pelo Ceres, encomendada pela Zurich Financial Services e anunciada hoje em coletiva de imprensa. A pesquisa teve como foco saber o que os 200 gestores de riscos, sendo 40% responsáveis por empresas com faturamento anual acima de US$ 1 bilhão, pensam sobre as mudanças climáticas e o potencial impacto sobre os diversos setores da economia. As mudanças climáticas afetam diversos tipos de riscos, como o político, de danos físicos, de regulamentação, de imagem, o risco legal e também a própria forma de competição entre as empresas.
A oesquisa “Climate Change Risk Perception and Management: A Survey of Risk Manager (Mudança Climática Percepção do Risco e Gestão: Um Estudo de Gerentes de Risco) buscou levantar o que os gestores de riscos estão fazendo para mitigar os riscos das mudanças climáticas e também saber o que eles esperam da indústria de seguros, auxiliando a Zurich no desenvolvimento de produtos adequados as expectativas de seus clientes.
“Os gestores de riscos das empresas desempenham um papel crucial para ajudar as seguradoras compreenderem de que forma as mudanças climáticas afetam as companhias e o que elas têm mudado na rotina para mitigar riscos”, diz o presidente da Ceres, Mindy Lubber, durante a coletiva de imprensa. “Os gestores de riscos também podem ajudar as seguradoras a criar produtos e serviços que atendam essas necessidades.”
A pesquisa completa pode ser acessada no link http://www.zurichna.com/zna/media/zurichatrims2010/zurichatrims2010.htm
Estou em Boston, Estados Unidos, a convite da AON Brasil. O objetivo desta viagem é difundir a indústria de seguros mundial e assim contribuir para que indivíduos, empresas e governo tenham mais informações deste mercado que movimenta mais de US$ 4 trilhões em prêmios anualmente para garantir contratos comprados por indivíduos, famílias, empresas e governos, que buscam no setor formas de mitigar os riscos da sociedade moderna.
Neste ano, o governo do Chile já recebeu indenização de um fundo de catástrofe comprado junto às resseguradoras para ajudar a recuperar o país diante de perdas tão inesperadas e volumosas. No Chile, as perdas econômicas superam os US$ 30 bilhões. Além do governo, a população também já recebe das seguradoras a indenização para retomar a vida. A estimativa é de que as indenizações de seguros somem algo próximo de US$ 7 bilhões. Já no Haiti, infelizmente, o seguro é pouquíssimo contratado. No Brasil, o custo das seguradoras com as chuvas no Rio de Janeiro foi estimado em R$ 60 milhões pelo Sincor-RJ.
Como risco é uma palavra comum a todos no mundo hoje, nada melhor do que discutir quais são os riscos da sociedade moderna, como as mudanças climáticas influenciam a vida das pessoas e o que o setor de seguros tem feito e planeja fazer para minimizar os efeitos da natureza, quais as lições que podemos tirar da crise, quais as soluções que as corretoras, seguradoras e resseguradoras têm para proteger a sociedade.
Todos esses assuntos e como a sociedade pode comprar essas proteções de uma forma mais adequada ao perfil de risco e por um preço mais acessível é o objetivo da RIMS Annual Conference Boston 2010, que tem como principal público os gerentes de riscos das maiores empresas do mundo.
O evento começa no domingo, 25, com atividades sociais. De segunda, 26, a quinta, 29, são dezenas de palestras diariamente, com os mais renovados especialistas e executivos do mundo. Para assisti-los, mais de 10 mil participantes reunidos no Boston Convention & Exhibition Center.
O Brasil não pode ignorar esses debates, uma vez que após dois anos de abertura do resseguro é afetado pelas tendências do mercado internacional. Toda e qualquer movimentação global traz influências para os negócios a partir de agora. Ainda mais que já está provado que o país não é mais imune a catástrofes naturais e pode ter perdas significativas se os projetos de infraestrutura não decolarem ou se não tiverem um bom gerenciamento de risco e garantias. Veja só a Copa 2014. Já temos mudanças a vista em razão da falta de tempo de preparar o país para o sucesso.
Diante desde panorama, a AON quer levar a seus clientes, fornecedores e parceiros no Brasil as principais tendências desta indústria. Ter uma população mais consciente dos riscos e de como pode comprar esses riscos ajudará a fazer com que o Brasil cresça de forma sustentável. Para isso, o grupo me contratou para levar informação a todos que não puderam vir. Espero poder ajudar a divulgar o setor com esta cobertura, que começa amanhã. Agora vou comprar a listinha de pedidos da filhota e de alguns amigos. See you.
Para comemorar os seus 15 anos de publicação, a Revista Apólice acaba de abrir as inscrições para a primeira edição do Prêmio Melhores do Seguro. O seu objetivo é estimular, promover e reconhecer o trabalho de personalidades, empresas e seus produtos, que mais contribuíram para desenvolvimento técnico e mercadológico do setor de seguros brasileiro.
Algumas empresas serão premiadas por meio da votação dos corretores de seguros, que responderão a uma pesquisa formulada pela empresa CVA Solutions, parceira da revista na realização do Prêmio. Outra etapa da premiação será por meio da inscrição de cases, que deve ser efetuada no site da Apólice.
Poderão se inscrever nesta 1ª edição do Prêmio Melhores do Seguro profissionais e empresas ligados direta ou indiretamente aos setores de seguros, resseguros, previdência privada, capitalização, saúde e prestação de serviços a estas áreas, de acordo com as categorias de premiação descritas no regulamento, que também está disponível do site www.revistaapolice.com.br. A entrega do prêmio será realizada no mês de agosto, em local e data a serem confirmados.
A Munich Re, maior resseguradora do mundo, fechou por meio da resseguradora local instalada no Brasil o contrato de resseguro para as seguradoras ACE, RSA e Allianz, que juntas dão coberturas para proteger a Impsa — empresa global dedicada a produzir soluções integrais para a geração de energia elétrica a partir de recursos renováveis — dos riscos de construção de 10 instalações eólicas em Santa Catarina.
“As negociações de resseguro foram intermediadas pela Bowring Marsh, que há tempos tem a conta Impsa em sua carteira de negócios”, informa Christian Garbrecht, executivo responsável por desenvolvimento de negócios da Munich Re. Este é o segundo grande contrato fechado nas últimas semanas. A Munich Re também foi a resseguradora do programa de seguros da apólice dos riscos de construção da Transnordestina, empreendimento de R$ 5,4 bilhões. O programa da principal malha rodoviária do Nordeste, que envolve quase 1.800 km, foi desenhado em conjunto com a corretora JLT Re e com as seguradoras Mapfre e Liberty International Underwriters (LIU).
As 10 instalações da Impsa serão agrupadas nos parques eólicos Bom Jardim e Água Doce, com ativos segurados que superam R$ 1 bilhão. Os dois parques terão potência instalada de 91,9 megawatts (MW) e 125,8MW, respectivamente. A cobertura compreende o reparo de danos físicos causados a esses ativos por acidentes durante a construção dos parques, incluindo eventuais perdas financeiras pelo atraso em conseqüência de tais acidentes. “A Munich Re do Brasil ressegura mais de 70% do risco”, informa o executivo da Munich Re.
Através de sua operação local, um dos objetivos estratégicos da Munich é ter uma posição de liderança no segmento de riscos de engenharia, em particular no novo cenário do mercado aberto de resseguro. Com as mesmas práticas das suas operações internacionais, a empresa traz ao Brasil sua força financeira, expertise, e acesso à sua rede global. “Temos grande interesse em apoiar o mercado segurador e corretores nas demandas resultantes dos investimentos futuros em infraestrutura”, diz o diretor da Munich Re.
A expertise em projetos de geração de energia, açúcar e álcool, energias renováveis, logística, transportes e urbanização estão à disposição de todos os brasileiros por meio da operação local. “Nossa abordagem é apoiar o mercado de forma eficaz e equilibrada para que todas as partes envolvidas possam crescer e se desenvolver de forma sustentável.”
Há um grande interesse dos grupos seguradores de todo o mundo em projetos de energia no Brasil. Segundo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), segunda edição, divulgada no final de março deste ano pelo governo brasileiro, os investimentos previstos ultrapassam R$ 1 trilhão até 2016, sendo R$ 465 bilhões até 2014. Só na geração de energia estão previstos R$ 136 bilhões dentro do PAC-2. A maior parte dos recursos, R$ 880 bilhões, vão para a área de petróleo e gás natural.
A capacidade de geração de energia eólica no mundo em 2009 era de 157,9 gigawatt (GW). Os Estados Unidos são os maiores no uso desta fonte de energia, com capacidade de 35 GW, seguido pela China, com 25 GW, Índia, com 11 GW, Europa, com 76 GW, segundo divulgou o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).
A América Latina ainda engatinha, com apenas 1,2 GW, porém tem um grande potencial de crescimento, o que faz a Munich Re apostar fortemente neste segmento ao trazer aos países da região os melhores profissionais neste segmento. A capacidade instalada da América Latina apresentou alta de 95%, influenciada pelo bom desempenho do México, com aumento de 137% na capacidade instalada, Chile (740%) e Costa Rica (67%).
O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa 0,38% do total mundial. A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77 7% em 2009, em relação ao ano anterior, com capacidade instalada de 606 megawatts (MW) no encerramento do ano.
Este número deu ao país um grande estatus no ranking mundial, ao ter evoluído bem acima da média de 31% apurada no estudo. Foi superado apenas pela China, com evolução de 107%, segundo o estudo do GWEC. Os Estados Unidos registrou alta de 39% na capacidade instalada de energia eólica; a Índia de 13% e a Europa de 16%.
As estimativas para os prejuízos com o caos aéreos ainda são desencontradas, segundo o professor da Funenseg Gustavo Cunha Mello e também corretor da Correcta. Segundo informa em seu blog, Mello cita a previsão de perdas da International Air Transport Association (IATA), de US$ 200 milhões por dia de paralização.
Munich Re e a Allianz afirmaram que a indústria não terá muitos prejuízos, pois as companhias aéreas não contratam seguros de lucros cessantes ou, no termo em inglês, business interruption. Já o Sindicato de corretores de Londre, que congrega 1,7 mil profissionais, informou que as seguradoras, em especial a Tokio Marine Re, têm muitos seguros viagem celebrados com pessoas físicas que garantem esse tipo de evento e, portanto, os prejuízos serão incalculáveis.
Mello lembra da recente greve de pilotos da British Airways. “Para cada dia de greve teve perdas de 13 milhões de libras esterlinas”, diz. Segundo ele, um especialista em seguro aeronáutico, enquanto o Vulcão não parar, e dependendo do que ocorrer com as cinzas — se vão se dissipar na atmosfera ou se depositar sobre plantações e ativos em solo — ainda teremos muita especulação sobre o tamanho dos prejuízos a serem absorvidos.
O risco de voar com este tipo de nuvem foi revelado com um caso concreto. No dia 15 de abril, um caça da Força Aérea da Finlândia sobrevoou a nuvem de cinzas, a uma altitude acima de 50 mil pés, teve suas turbinas danificadas e apagadas em vôo. O piloto, que contou sua experiência no jornal da Globo, conseguiu ligar os motores graças a perícia, altitude levada e ter saído muito rapidamente da nuvem. Em solo analisaram e perceberam os danos pela selagem das partes internas do motor.
Além das perdas da indústria aérea, há riscos com o aumento de doenças respiratórias e perdas na agricultura, uma vez que a fumaça que está no céu uma hora irá descer para a terra e ficará acumulada em algum lugar. De lá, precisará ser retirada e os danos indenizados para quem tiver seguro.
Os cancelamentos de mais 17 mil vôos internacionais em 20 países ocorridos desde quinta-feira em razão da erupção do vulcão na Islândia terão um impacto limitado na indústria de resseguros, segundo informou a Munich Re em nota neste sábado. Segundo as agências internacionais, a nuvem andou mais de 3 mil quilômetros em dois dias.
De acordo com a maior resseguradora do mundo, a cobertura de lucro cessante para a indústria aérea é pouco comercializada para causas da natureza. Geralmente a cobertura de lucro cessante das empresas aéreas está incluída em apólices que tem acidentes como principal risco. Como os vôos foram cancelados para evitar acidentes, o risco de perdas elevadas está descartado.
Este caos aéreo, considerado o maior dos últimos tempos, é diferente da perda registrada pelo mercado de seguros no último pior caos aéreo na história da aviação, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Neste, os danos por interrupção de negócios e lucros cessantes foram indenizados por se tratar de acidente aéreo, gerando uma das indenizações mais elevadas já registradas pela indústria de seguros neste segmento de negócios.
A notícia da saída de Eduardo Nakao da presidência do IRB Brasil Re, maior ressegurador do Brasil com quase 80% dos negócios, surpreendeu os executivos do mercado de seguros nesta sexta-feira.As apostas eram de que Leonardo Paixão, presidente do conselho de administração do IRB, irá acumular a presidência executiva até que seja definida a participação do Banco do Brasil no IRB, o que está previsto para acontecer ainda neste mês.
Durante a posse do novo presidente da CNSeg, Jorge Hilário, realizada no Rio no dia anterior, as conversas entre executivos do setor e membros do governo davam conta de que haveria mudanças. “Mas ninguém esperava que fosse acontecer algo antes de a compra da participação do Tesouro pelo Banco do Brasil ser definida”, informou um executivo que pediu anonimato.
A idéia do governo ao mexer no comando do ressegurador controlado pelo Tesouro e que tem Bradesco e Itaú como principais acionistas privados é tornar o IRB mais competitivo. Após 69 anos de monopólio, o IRB há dois anos enfrenta a concorrência de mais de 75 resseguradoras instaladas no Brasil, que abriram escritórios no eixo Rio São Paulo bem antes da abertura do mercado de resseguros ocorrida em 2008.
A concorrência tem ficado cada dia mais acirrada.A medida que o temor com o risco de crédito agravado com a crise financeira recua diante da melhora das economias mundiais, mais seguras as companhias brasileiras ficam de negociar com estrangeiros. Com isso, seguradoras que tinham no IRB um porto seguro, mesmo com as limitações de produtos, custo administrativo mais elevado e morosidade nos processos de avaliação de risco, começaram a fechar negócios com as resseguradoras estrangeiras.
Praticamente todas as seguradoras já negociaram contratos exclusivos com as resseguradoras estrangeiras que apresentam propostas irrecusáveis para as seguradoras brasileiras. O apetite estrangeiro é grande. As companhias priorizam contratos em locais menos expostos a catástrofes naturais, uma vez que as perdfas do primeiro trimestre do ano já se mostram significativas com o terremoto do Chile e as tempestades na Europa. Aliado a isso, há previsão de um número maior de furacões nos EUA neste ano, acima do registrado nos dois últimos.
Os resseguradores correm para conquistar clientes com grande potencial de crescer juntamente com a economia brasileira. Além do natural avanço orgânico, as companhias contam com contratos de resseguro provenientes das obras de infraestrutura para preparar o Brasil para a Copa e Olimpiadas.
A mais recente a anunciar parceria foi a Bradesco com a Munich Re. O Itaú Unibanco também já negociou vários contratos após ter encerrado a parceria que tinha com o grupo XL Re. As seguradoras estrangeiras, como Mapfre, Allianz, Liberty, ACE, Tokio Marine entre outras trouxeram para o Brasil a resseguradora do grupo.
Com isso, espera-se que a participação do IRB diminua paulatinamente. Para evitar perder mercado, o ressegurador brasileiro busca agilizar o atendimento, reduzir seus custos e até mesmo se prepara para a internacionalização, como comentou em recente entrevista Eduardo Nakao, funcionário de carreira do Banco Central, que ocupa a presidência do IRB desde abril de 2006.
Na última semana, Nakao participou de audiência da comissão especial que discute o projeto 3554, do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que cria uma lei específica para os contratos de seguros privados. O executivo fez críticas ao projeto, alegando que ele é prejudicial as resseguradoras e que se for aprovado pode engessar o mercado de grandes riscos por inviabilizar os contratos juridicamente e comercialmente.
“Seguro é uma atividade que busca dar segurança e bem estar social. O desafio é mostrar isso a sociedade e com certeza esta missão tomará a nossa agenda em 2010”, diz Jorge Hilário, que assume a presidência da CNSeg nesta noite. Dentro desta agenda de “vendedor de idéias” e perpetuar a CNSeg como “o arauto das seguradoras”, Vieira está disposto a concretizar a importância do seguro para toda a sociedade. Seja de uma simples apólice para garantir o funeral de um pai de família com valores enquadrados dentro do nicho de microsseguros até um contrato com garantias elevadas para mitigar os riscos inerentes a mega projetos de infraestrutura que o Brasil tem para realizar. Segundo ele, este papel terá sido cumprido quando o seguro passar a ser comprado e não vendido.
A nova diretoria da CNSeg terá como primeiro vice-presidente Patrick Antonio Claude de Larrogoiti Lucas (SulAmérica), e como vice-presidentes Antonio Cássio dos Santos (Mafpre) e Nilton Molina (Mongeral AEGON). Como diretores Antonio Trindade (Itaú Unibanco), Alexandre Malucelli (Malucelli Seguradora), Luis Maurette (Liberty Seguros), Mario Petreli (Icatu Hartford), Pedro de Freitas (American Life), Paulo Marraccini (Allianz Seguros), Pedro Bulcão (Sinaf) e Pedro Purm Junior(Zurich Brasil Seguros).
Veja a seguir a íntegra do discurso de Jorge Hilário:
Senhoras e Senhores:
Recebo o cargo de presidente da CNSeg consciente de que a sua principal atividade é ser o arauto do mercado das empresas seguradoras, previdenciárias e de capitalização. Para isso é que fui eleito pelas Federações e Sindicatos que compõem a nossa Confederação.
Na condição de arauto, assumo como primeira tarefa a de manifestar o reconhecimento de todos pela grande contribuição dada por João Elísio Ferraz de Campos para o fortalecimento de nossas instituições, incluindo a criação da própria Confederação, e para o desenvolvimento do setor, propiciada pela abertura do mercado de Resseguros no Brasil. E anunciar que, como forma concreta de materializar esse reconhecimento, a Diretoria decidiu hoje conferir a João Elísio o título de Presidente Honorário da CNSeg, traduzido na placa comemorativa que tenho o prazer de passar a suas mãos.
Depois dessa homenagem, reservo-me o direito de fazer o meu próprio reconhecimento às pessoas cujo estímulo e apoio me fizeram entrar no fascinante mundo do mercado segurador. Volto no tempo para lembrar de Jean Beguin, que acreditou naquele jovem de 27 anos, imaginando que ele tivesse capacidade para presidir a Companhia União Continental de Seguros S.A. Minhas homenagens vão também para os amigos que me permitiram contribuir para o desenvolvimento do setor. Cito, com particular carinho, os nomes de Antonio Larragoiti Júnior, Leonídio Ribeiro Filho, Antônio Carlos de Almeida Braga, Ministro Francisco Dornelles, João Regis Ricardo dos Santos, Hélio Rocha Araújo, José Américo Peon de Sá, Eduardo Vianna e Rony Lyrio. A eles, meu comovido agradecimento.
Volto à condição de arauto. Temos que consolidar as organizações da CNSeg/FENASEG em busca da homogeneização das ações de competência da Confederação e de suas Federações associadas, reincorporando os sindicatos na função de representantes regionais dos interesses do mercado.
É imperioso transformar a Central de Serviços da CNSeg em efetiva prestadora de apoio às suas filiadas, mediante a criação e uso de bases de dados a lhes serem oferecidas para fortalecimento de suas análises, referências e decisões, proporcionando-lhes o uso de processos e sistemas de natureza técnico-atuarial, administrativo-contábil e tecnológico, no sentido comunitário da redução de ônus diretos e indiretos sobre suas ações, visando o aumento da eficiência e, consequentemente, a melhoria da produtividade.
Devemos discutir e rever o Decreto-Lei 73, visando uma nova lei do mercado segurador que modernize o marco regulatório do setor. Devemos continuar a estabelecer convênios com a Escola Nacional de Seguros, universidades e demais centros de ensino e pesquisas para ações de desenvolvimento do conhecimento e uso político, social e econômico do Seguro e da Previdência.
Devemos aumentar a parceria com os órgãos reguladores do mercado, revendo normas e procedimentos técnicos e administrativos, na busca da redução do custo dos encargos e serviços que alcançam, sobretudo, operadoras pequenas e médias, agravando mais que o racional econômico e comercial de suas operações, provocando, assim, indesejável concentração do mercado. Em última análise, transferindo o ônus da ineficiência para o bolso do consumidor.
Precisamos aprofundar o redescobrimento do consumidor de seguros. O mercado deseja caminhar ao seu encontro. Buscar seus interesses e necessidades. Oferecer o melhor produto e o melhor atendimento. Desenvolver seguros de pequeno e médio porte que interessem ao consumidor de baixa renda, o micro-seguro.
Precisamos mostrar ao Governo e ao consumidor o que somos: promotores do desenvolvimento, agentes do progresso, partícipes do futuro. Isto, não só na condição compulsória de investidores institucionais ou patrocinadores da manutenção do equilíbrio patrimonial e pessoal dos indivíduos e organizações, mas também, e principalmente, como agentes disponíveis do Governo para gerenciamento dos grandes riscos catastróficos nacionais.
Devemos oferecer apoio concreto à gestão dos riscos do agronegócio, dos riscos financeiros, dos riscos ambientais, através do desenvolvimento do Seguro Rural, dos Seguros de Crédito e de Garantia, dos Seguros Ambientais, substituindo a Administração Pública na análise, na subscrição e na fiscalização desses riscos, medindo previamente seus prováveis alcances e ressarcindo seus reais efeitos.
Quero encerrar minha fala desta noite com uma menção especial a todos aqueles que trabalham no mercado. Há longo tempo convivo com eles e sei do orgulho que sentem por fazer parte de uma atividade que tem como matéria-prima o futuro; o apego que têm à sua missão de agentes transformadores. É gente que está à frente de seu tempo e consciente da sua modernidade e dinamismo, características básicas dos jovens de ontem, de hoje e de amanhã. É com essa gente que contamos para o bem estar do País.
O presidente da CNSeg, João Elisio Ferraz de Campos, transmite nesta quinta-feira, 15, o cargo ao advogado Jorge Hilário Gouvêa Vieira (ex-presidente do IRB Brasil Re e atual membro do Conselho de Administração da SulAmérica), em solenidade realizada no Hotel Sofitel no Rio de Janeiro, a partir das 18h30.
Gouvêa Vieira comandará a entidade máxima do mercado segurador no triênio 2010/2013, tendo como um dos desafios promover ações estratégicas para mostrar a sociedade que o seguro é uma atividade que busca dar segurança e bem estar social, e que essa proteção vai desde a atividade econômica até a própria vida, no caso de um infortúnio.
Além da presença de autoridades, executivos do mercado segurador e de outros segmentos da economia, foram convidados para a cerimônia o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entre outros.
O presidente da Mapfre, Antonio Cássio dos Santos, foi eleito pelo quarto ano o melhor executivo do Brasil na categoria Seguros pela revista “Executivo de Valor”, do jornal Valor Econômico, distribuída hoje aos assinantes.
Cássio foi considerado um dos 20 principais CEOs do Brasil devido às estratégias adotadas para condução da seguradora diante de um cenário internacional amplamente desfavorável. No ano passado, o executivo tinha recebido a homenagem por ser um administrador global, capaz de atender as exigências cada vez mais fortes em um mundo onde as barreiras internacionais são cada vez mais tênues.
Neste ano, o prêmio Executivo de Valor abordou como os líderes empresariais conduziram suas empresas em 2009, ano que marcou a queda do PIB brasileiro em 0,2%, fato que não ocorria desde 1992. Dentre os pontos analisados está o impacto da queda dos investimentos nos negócios, seus reflexos ao longo de 2010 e perspectivas para os próximos anos.
”O ano que passou trouxe novos horizontes para a economia nacional, que mostrou ao mundo seu poder de reação e organização, deixando os efeitos da crise para trás muito antes de países mais desenvolvidos economicamente, como Inglaterra, França, Alemanha ou Estados Unidos”, informa Santos em comunicado distribuído à imprensa.
O executivo ofereceu o prêmio à Comissão Executiva da Mapfre Brasil e à Comissão Delegada do Grupo no mundo, pelo apoio incondicional à operação brasileira. “O fato de ser o único profissional do segmento de seguros a conquistar o título, no entanto, mais aumenta a minha responsabilidade, do que enobrece”, comentou.
O grupo Mapfre tem 55 anos de atuação no Brasil e com a sociedade com o Banco do Brasil, perto de ser finalizada, se torna uma das mais importantes seguradoras do País.
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