Fairfax registra lucro de US$ 290,2 milhões

fairfaxA Fairfax Holding Limited, presente também no Brasil, anunciou hoje lucro de US$ 290,2 milhões no primeiro trimestre de 2010 ou US$ 14,02 por ação, comparado a uma perda de US$ 39,6 milhões no primeiro trimestre de 2009, com US$ 3,55 por ação.

Segundo nota da empresa, o resultado foi alcançado apesar do impacto negativo das indenizações geradas pelo terremoto no Chile que somaram US$ 136,8 milhões para o grupo. Prem Watsa, Chairman e CEO da FFH, afirmou que apesar das condições de “soft market”, suas operações de seguro e resseguro estão focadas na disciplina de subscrição e na prudência no cálculo de suas reservas e acredita que através desses princípios estão no caminho certo para um promissor ano de 2010.

Adicionalmente, a empresa anunciou a compra das ações restantes da Zenith National Insurance Corp. (“Zenith”), tornando a empresa focada no ramos de Workers Compensation, mais uma subsidiaria integral da FFH. O valor de aproximadamente US$ 1,3 bilhão do negócio serão pagos em dinheiro pela Holding que ainda ficará com aproximadamente US$ 1 bilhão em dinheiro em caixa.

AIG lucra US$ 1,45 bilhão no trimestre

aigA AIG divulgou na sexta-feira lucro de US$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre, No mesmo período do ano anterior, o grupo que recebeu US$ 180 bilhões em ajuda do governo americano reportou prejuízo de US$ 5,1 bilhões..A melhora do resultado é conseqüente de bons resultados com seguros de bens e de responsabilidades, com a Chartis, novo nome da unidade de bens patrimonbiais, e também com o resultado das aplicações financeiras.

Segundo comunicado do grupo, a Chartis,obteve lucro operacional de US$ 879 milhões, 24% acima do resultado obtido no primeiro trimestre de 2009. O resultado teria sido ainda melhor se não tivesse desembolsado quase US$ 485 milhões em indenizações com o terremoto no Chile, tempestades na Europa e cerca de US$ 20 milhões, a títulos de adiantamento, com o afundamento da plataforma no México, evento que deverá ainda gerar perdas para o balanço anual. Em vida, a AIG registrou ganho operacional de US$ 1,12 bilhão, resultado que mostra a retomada da operação, que amargou perdas de US$ 160 milhões no trimestre de 2009.

Rossi estima que setor crescerá 20% em 2010*

*matéria publicada no site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

marco-antonio-rossi3Após citar projeções pelas quais o Brasil poderá crescer até 7% do PIB este ano, o presidente da Bradesco Seguros e Previdência e da FenaPrevi, Marco Antonio Rossi, afirmou que o mercado segurador tende a apresentar um desempenho ainda maior que a economia brasileira como um todo e atingir expansão anual de 20%. E, mais: a perspectiva é de que tal crescimento desta vez não ficará restrito a um grupo de seguros, mas englobará diversos ramos, beneficiados pela conjuntura econômica positiva. Como exemplo, citou os resultados do grupo Bradesco no primeiro trimestre do ano – expansão de 30% no confronto com os três primeiros meses de 2009- e as taxas de crescimento apresentadas por algumas modalidades para destacar que “o mercado está vivendo um momento ótimo”.

Rossi, o convidado do mês do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro, reuniu-se com corretores de seguros nesta quarta-feira, no Restaurante Aspargus, no Centro do Rio, para apresentar palestra sobre as perspectivas do mercado. “Hoje somente 10 milhões de brasileiros possuem o plano e o potencial é de 40 milhões. É um produto barato, que eleva a autoestima do cidadão. O corretor pode nos ajudar a encontrar formas e produtos para atender a grande camada da população que migrou da classe D para classe C. Não se justifica o Brasil ser a 8ª economia do mundo e a 20ª em seguro de AUTO e 22ª em seguro de Vida. Precisamos buscar estas pessoas para ingressarem no mercado”, exortou ele.

O dirigente também chamou a atenção para as boas perspectivas do microsseguro, em fase de regulamentação no Congresso Nacional, mas com alguns produtos já disponibilizados pelo mercado. “Este segmento é a porta de entrada para o mercado. Numa segunda etapa, o consumidor do microsseguro estará demandando outros produtos de seguro. É preciso desburocratizar o seguro, que gera impacto na comercialização. Vejo grandes oportunidades neste segmento e criamos na Bradesco uma empresa que trabalha só com microsseguro”, assinalou ele.

O evento promovido pelo Clube dos Corretores do Rio de Janeiro reuniu várias lideranças de mercado, como Robert Bittar, presidente da Funenseg e vice-presidente da Fenacor; Renato Rocha, presidente da Aconseg-RJ; Lúcio Marques, presidente do Clube Vida em Grupo.

Fenaprevi começa a preparar o evento do ano

ca3xng3hcaa6mg80cad8pai6cadn6tlxcaz3ottwcaaefyopcar0218rcai1n8cgcaiv3uh4cazkze40calm4084caq5afrfca3akjufcauq8v70caqf8l8ncafd5q9wcan7xydicafdtb0fcaw6ls14A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) já começou a organizar o grande evento do ano, informa Renato Russo (foto), vice-presidente da entidade e da SulAmérica. Será em setembro e em São Paulo. Segundo os organizadores, será um dos maiores eventos de vida e previdência da América Latina, com temas relevantes tanto no aspecto local como internacional. A justificativa para um evento de tal porte está fundamentada no cenário promissor do país e do setor.

Primeiro porque o mercado de previdência e vida do Brasil é o maior da América Latina. A carteira de investimentos – que corresponde aos ativos que garantem as provisões técnicas – se aproxima de R$ 200 bilhões. Também é brasileira a maior empresa de vida e previdência da região: Bradesco. O brasileiro já descobriu que precisa poupar para ter uma vida digna durante a aposentadoria.

O Brasil desperta o interesse de muitos poupadores estrangeiros em busca de uma rentabilidade melhor para fazer frente ao bônus da longevidade. Os asiáticos, por exemplo, são os maiores investidores de fundos voltados às empresas que serão beneficiadas pela Copa 2014 lançados por bancos no exterior. Segundo os executivos dos bancos, o interesse e apetite dos asiáticos é surpreendente. Os japonses, por exemplo, donos da maior poupança previdenciária do mundo, tem boa parte de seus recursos aplicada em títulos de renda fixa com juros próximo da linha zero.

Já o brasileiro começa agora a poupar e precisa aprender como aplicar seus recursos para não perder parte do que guardou em razão de uma crise financeira que afeta o mundo inteiro, um setor ou apenas uma companhia. Também terá a sua disposição uma oferta maior de produtos, como os seguros de vida capitalizados, mais complexos em termos de beneficios fiscais, e que precisam ser bem oferecidos para não gerar perdas em um assunto que é tão crucial para o indivíduo, para a família, para o governo. Afinal, ter idosos sem recursos é um problema que afeta toda a sociedade.

E para finalizar, o setor de vida e previdência continuou crescendo no Brasil mesmo durante a crise financeira. Segundo dados divulgados nesta semana, o mercado de previdência privada aberta teve seu melhor trimestre desde 2005 e bateu a marca de R$ 10 bilhões em captação, volume 28% superior ao registrado no primeiro trimestre do ano passado, quando R$ 7,879 bilhões ingressaram no sistema de previdência privada aberta.

Segundo dados estatísticos da Fenaprevi, o número de planos contratados chegou a 11,5 milhões, 4,13% maior em comparação aos 11,1 milhões de contratos existentes ao final do trimestre de 2009. A carteira de investimentos cresceu 25,76%, para R$ 191,6 bilhões em março deste ano.

O VGBL captou R$ 7,8 bilhões no primeiro trimestre do ano, com crescimento de 38,70%. O VGBL, que se popularizou por ser indicado ao investidor que não declara imposto pelo modelo completo, é um seguro de vida com caráter previdenciário por possuir cobertura por sobrevivência. O PGBL – produto de previdência adequado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda e que permite deduzir até 12% do montante a ser pago à Receita Federal – registrou captação de R$ 1,3 bilhão no trimestre, retração de 0,10%. A captação dos planos tradicionais apresentou queda de 0,42% no período com arrecadação de R$ 884,4 milhões. Os outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) captaram R$ 3,8 milhões no período (-8,83%).

Os planos individuais arrecadaram R$ 8,3 bilhões, crescimento de 34,73% na comparação aos R$ 6,1 bilhões captados no mesmo período do ano passado. Os planos empresariais, por sua vez, cresceram 17,95% com captação de R$ 1,4 bilhão na comparação com R$ 1,2 bilhão apurado no trimestre do ano anterior. Os planos para menores captaram R$ 334 milhões no período.

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de captação no primeiro trimestre de 2010, com 32,66% do total arrecadado, seguido pela BrasilPrev (19,89%), Itaú Vida e Previdência (19,42%), Caixa Vida & Previdência (9,25%), Santander Seguros (7,35%), HSBC Vida e Prev (4,84%), Safra Vida e Prev. (1,11%), Icatu Hartford (0,86%), Sul América (0,69%), Porto Seguro (0,57%). As demais seguradoras somam, no total, 3,36% da captação.

BB detalha parceria com Mapfre e acena com compra de ações do Tesouro no IRB*

bb-mapfre*Matéria exclusiva do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Mapfre e Banco do Brasil (BB) anunciaram há pouco como será a formatação da nova seguradora de vida e ramos elementares dos grupos, com valor de mercado de R$ 10 bilhões e prêmios de R$ 7,7 bilhões, o que a torna a maior da América Latina e do Brasil em seguros de ramos elementares e vida, com 5 mil pontos de vendas do BB e 10,5 mil corretores da Mapfre.

Trata-se da maior parceria dentro do segmento de seguridade do banco. “O resultado que apresentamos hoje é fruto de uma reestruturação que o Banco do Brasil iniciou há três anos”, disse Ademir Bendine, presidente do BB (foto, a esquerda). O objetivo é levar a partipação de seguridade no lucro do banco dos atuais 12% para 24% nos próximos dois anos.

“Tenho certeza de que a parceria contribuirá para o desenvolvimento não só do resultado financeiro do banco como também trará perpetuidade ao BB”, acrescentou Jose Manuel Martinez, presidente mundial da Mapfre (foto, a direita). Segundo Martinez, o Brasil é um país com potencial gigantesco em vários setores da economia, principalmente em seguros e previdência. “Estou há 40 anos na Mapfre, já participei de várias negociações, mas esta me impressionou em razão da qualidade e integridade com que foi conduzida pelas duas equipes”.

Foram criadas duas holdings. A holding BB Mapfre – da qual a Mapfre terá 50,01% das ações ordinárias (ON) e 25,01% do capital da companhia e o BB 49,99% das ON e 74,99% da companhia, além de 100% das ações preferenciais – atuará com distribuição no canal bancário dos produtos no segmento de pessoas, com seguros de vida, prestamista, funeral, acidentes pessoais, agrícola, imobiliário e penhor rural.

A segunda holding, Mapfre BB, terá como canal de distribuição o canal corretor e concentrará os seguros de automóvel, residencial, empresarial, aeronáutico, proteção financeira, garantia e crédito, riscos industriais, garantia estendida, transporte e canal affinity. Nesta holding o BB terá 49% das ações ordinárias e 50% do capital total. Nas preferenciais, o BB terá 51% e a Mapfre os 49% restantes.

Nas duas holdings a participação da Mapfre é majoritária e assim evita que a companhia tenha a morosidade típica de uma estatal em termos de aspectos burocráticos. Para viabilizar a parceria, o BB comprou a participação de 30% da SulAmérica na Brasilveículos por R$ 340 milhões. Somando ativos entre BB e Mapfre, o BB terá de desembolsar R$ 295 milhões à seguradora espanhola, informou Paulo Rogério Cafarelli, vice-presidente do Banco do Brasil.

“Levando-se em conta todos os segmentos, exceto saúde, previdência e capitalização, a nova seguradora é a maior do País com base nos dados de 2009, com R$ 7,7 bilhões, seguida pela Bradesco com R$ 5,7 bilhões”, informa Antonio Cássio dos Santos, presidente da Mapfre. A operação ainda aguarda a aprovação dos órgãos reguladores.

A integração tecnológica das 11 empresas envolvidas na parceria deverá estar finalizada em seis meses, segundo Cafarelli. “A integração total das marcas e produtos deverá ser concluída em até um ano”, estima o vice-presidente do BB, que acaba de ser nomeado também o presidente do Conselho de Admininstração do IRB Brasil Re.

Praticamente a única parte da área de seguridade que ainda falta definição é em resseguro, onde já publicou fato relevante para a compra da participação do Tesouro Nacional no capital do IRB Brasil Re, e também em seguro odontológico, onde busca um parceiro estratégico. Em previdência a parceira é a americana Principal e em capitalização a Icatu.

Segundo Cafarelli, o assunto está na esfera do governo. “O governo está fazendo um levantamento sobre o valor do IRB para que possamos comprar a parte do Tesouro Nacional no ressegurador”, informou. A criação da seguradora estatal já anunciada pelo governo, para atuar em segmentos onde a iniciativa privada não tenha interesse ou haja excesso de riscos, depende do desfecho da estratégia que será implementada no IRB.

Braço de seguros representa 10% do lucro do Itaú

images4Operações de seguros, previdência e capitalização do Itaú apresentaram lucro líquido consolidado de R$ 333 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa cerca de 10% do ganho do banco Itaú Unibanco anunciado hoje, de R$ 3,234 bilhões. A transferência das carteiras de automóvel e residência para a Porto Seguro já foram contabilizadas pela Porto Seguro, que divulgou também hoje o seu balanço trimestral. Considerando a Isa+r, fruto da parceria, o lucro líquido da Porto Seguro chegou a R$ 130,9 milhões, alta de 88%. Sem a Isa+r, o ganho da Porto Seguro foi de R$ 80 milhões, alta de 15%.

Sem comparação com o resultado do mesmo período do ano anterior, a nota do balanço trimestral divulgada pelo banco informa que o lucro líquido recorrente do subsegmento de seguros atingiu R$ 90 milhões, aumento de 186,4% comparativamente ao último trimestre de 2009. De acordo com o comunicado, contribuiu para esta variação a elevação de 4,5% nos prêmios ganhos, impactado por ações comerciais na carteira de vida individual e a boa performance na carteira de seguros empresariais, sobretudo no mercado de pequenas e médias empresas.

O índice combinado, que indica a eficiência das despesas decorrentes da operação em relação à receita de prêmios ganhos, apresentou uma redução de 1,9 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. A melhoria do índice ocorreu pela queda das despesas de comercialização e consequentemente aumento de 1,7 ponto percentual na margem de underwriting, informa a nota divulgada.

Em previdência e vida, o lucro líquido apresentou acréscimo de 20% em relação ao resultado obtido no último trimestre de 2009. Segundo o Itaú, este aumento deve-se principalmente, à elevação de 46,6% do total de prêmios ganhos e ao crescimento de 19% da margem financeira gerencial compensado, parcialmente, pelo aumento de 59,9% dos sinistros retidos. As contribuições dos planos de previdência alcançaram R$ 1,9 bilhão, mantendo o desempenho do trimestre anterior. Os principais componentes foram as captações decorrentes do pagamento de bônus empresariais e recursos expressivos obtidos por meio de negociação na carteira Premium.

Em capitalização, o lucro líquido recorrente apresentou redução de 64,8% em relação ao trimestre anterior, consequência da realização de menor número de campanhas comerciais no 1º trimestre de 2010, devido ao menor nível de atividade econômica em relação ao trimestre anterior. “Projetamos a reversão desta tendência no 2º trimestre de 2010”, diz o banco. Foi distribuído no período, a 428 clientes, um total de R$ 11,9 milhões de prêmios de sorteios, aumento de 15,3% comparativamente ao trimestre anterior.

Custos do vazamento de petróleo preocupam setor

vazamentoOs custos do vazamento de petróleo no México, que já causam danos significativos na costa dos Estados Unidos, preocupam as seguradoras de todo o mundo. Um relatório da Guy Carpenter, do grupo Marsh, diz que a limpeza deverá custar US$ 1,5 bilhão, sem considerar as indenizações por danos ambientais. Só a indenização da plataforma de petróleo está estimada em US$ 1 bilhão, o dobro do que o setor pagou para a Petrobras em 2001, quando a P-36 afundou.

Várias companhias já divulgaram perdas estimadas com este acidente. A Partner Re estima perdas de US$ 1 bilhão; a Montpelier Re, US$ 20 milhões; a Hannover Re, US$ 53 milhões; a Munich Re, US$ 100 milhões; e a Transatlantic US$ 15 milhões.

A AMBest diz em nota que está monitorando a situação das empresas envolvidas, mas até agora não rebaixou o rating nem da BP, operador do poço, que tem dez blocos de explorações no Brasil, o que torna a solvência dela uma informação vital para o país. Segundo a agência, a cativa da BP, chamada Júpiter, tem um limite máximo por evento de US$ 700 milhões e capital suficiente para honrar este prejuízo.

Levando-se em conta que até mesmo a Petrobras já está anunciando possíveis perdas se tiver de suspender o início da exploração de seu maior projeto em solo americano, Cascade-Chinook entre junho e julho, em razão do acidente, os custos de indenizações deverão ser grandes. O prejuízo previsto pela indústria pesqueira na Lousiana foi estimado em US$ 2,6 bilhões e o do turismo na Flórida em US$ 3 bilhões.

Zurich promove seminário internacional no Guarujá

zurichA Zurich promove no dia 6 de maio uma conferência internacional no Brasil, o Zurich Corporate Conference. O evento, para 150 convidados, entre eles jornalistas, será realizado no Sofitel Jequitimar Guarujá e vai abordar as tendências e oportunidades do mercado segurador brasileiro, principalmente na área de seguros de grandes riscos.

Segundo o CEO da Zurich Brasil, Pedro Purm, afirmou em nota, o mercado segurador brasileiro vive um momento único. “A economia está em expansão e a cultura do seguro também. Eventos extraordinários como o Pré-sal, a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016, por si só, geram grandes oportunidades”, afirma. No Zurich Corporate Conference, queremos discutir com clientes e corretores as principais demandas, ao mesmo tempo em que vamos apresentar a experiência internacional do Grupo Zurich.

A primeira palestra do dia será “Brasil nos próximos anos – uma visão sócio, política e econômica”, tendo como palestrante Fábio Silveira, economista da RC Consultores. Luiz Barreto, da OCS, corretora cativa do grupo Odebrecht, fará a palestra “Demandas de uma multinacional brasileira”. O tema “Soluções diferenciadas oferecidas pelo mercado segurador” será abordado por executivos estrangeiros da Zurich: Emanuel Balts, Chief Underwriting Officer Engineering Lines Global Corporate, e Nathan Espen, Global Construction Business Development.

“O seguro garantia, crédito doméstico e riscos político – viabilizando o crescimento do Brasil” é tema da palestra de Sean McGroarty, Vice President Emerging Markets nos EUA, e de Eduardo Pitombeira, diretor de linhas financeiras no Brasil. Marcelo Mansur, do escritório de advocacia Mattos Filho, falará no evento sobre “Regulação de sinistros e litígios no mercado aberto”, juntamente com David Colmenares, executivo da Zurich Argentina. O “Gerenciamento de riscos – perspectivas nacional e internacional” ficará a cargo de Alvaro Trilho, gerente de risco da Votorantim, e Hanspeter Frei, Head Global de Risk Engeneering, que atua na matriz da Zurich.

Lucro da Mapfre recua 4,8% no trimestre

mapfreA Mapfre obteve no primeiro trimestre deste ano um lucro líquido de 273,1 milhões de euros, 4,8% menor em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Segundo comunicado do grupo, a queda se deve a não existência de resultados extraordinários obtidos em 2009 pela holding. O lucro líquido proveniente das operações de seguros cresceu 11,1%, apesar do efeito do terremoto do Chile, cujo impacto nas contas do grupo alcança 80,8 milhões de euros, e à elevada sinistralidade causada pelas tempestades na Espanha e nos Estados Unidos, eventos atribuidos as mudanças climáticas.

As receitas atingiram 5,8 billhões de euros, 8,9% acima do resultado do trimestre do ano anterior. Os prêmios de seguro e resseguro alcançaram 4,93 bilhões de euros, crescimento de 9,6%. A Mapfre América contalizou prêmios de 1,1 bilhão, evolução de 14%. O bom desempenho obtido na Mapfre America foi puxado pelo Brasil, que já representa 10% do grupo, e pela Colombia. Segundo informou o presidente mundial da Mapfre, Jose Martinez, aos acionistas, a expectativa do grupo é chegar a 20 bilhões em prêmios em 2010, o que representa crescimento de 6,4% sobre 2009.

Na Espanha, os prêmios totais de seguro e resseguro alcançaram 2,64 bilhões de euros, que representa um aumento de 9,8%, diante de uma redução de 3,75% do mercado.O negócio internacional, que representa 49,4% dos prêmios totais do Grupo, cresceu 10,7%, até alcançar os 2,57 bilhões de euros. Os prêmios da Mapfre Internacional (Estados Unidos, Portugal, Turquia e Filipinas) alcançaram 457,2 milhões de euros, com queda de 4,1% devido a uma taxa de cambio euro/dólar menos favorável que no mesmo trimestre do ano anterior. A resseguradora do grupo totalizou prèmios de 615,2 milhões de euros, evolução de 18,4%. As receitas do negócio de Assistência (prêmios e receitas por serviços) registraram um aumento de 8,4%, alcançando 142,3 milhões de euros.

RIMS 2010 revela a feroz concorrência do setor

rims-20101Os executivos responsáveis pela contratação dos maiores programas de seguros do mundo estão completamente blindados por seus corretores e seguradores em Boston, Estados Unidos, onde aconteceu a 60ª edição do Risk & Insurance Management Society (RIMS). “Veja só. O cliente dá um passo e o corretor acompanha”, aponta Christopher Wellington, executivo da Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, que juntamente com suas concorrentes Marsh, Willis e Arthur Gallagher dominam o setor e figuram entre as principais patrocinadoras do evento que reúne cerca de 9 mil gerentes de riscos, palestrantes e expositores.

A prevenção é compreensível. O risco de perder clientes hoje em dia está entre os mais temidos pelos profissionais do setor. A principal estratégia das companhias de seguros é aumentar a base de clientes para compensar a redução nos valores segurados gerada pela recessão e também da queda do preço do seguro, uma conseqüencia da concorrência e da revisão dos programas de seguros motivada pela prioridade das empresas seguradas em minimizar custos e mitigar riscos.

O preço do seguro está em queda no mundo todo, segundo afirmaram os principais CEOs do mundo reunidos no evento que começou no dia 25 e terminou no dia 29 de abril. “Nem se acontecer uma catástrofe, com US$ 50 bilhões em perdas seguradoras, a tendência de queda de preço deverá se reverter”, exagera Even Greenberg, CEO mundial da ACE, para expressar a abundância de capital que a indústria de seguros construiu nos últimos anos de taxas elevadas e coberturas restritas.

Ambas estratégias foram justificadas pelo argumento de recuperação das perdas de 2005, ano recorde em pagamento de indenizações com catástrofes naturais. Só o furacão Katrina acumula perdas seguradas superiores a US$ 50 bilhões, segundo levantamento da A.M.Best. Nem mesmo a crise foi capaz de tirar a reserva de capital acumulada pela indústria entre 2006 e meados de 2008. Pelo contrário.

O risco eminente da falência da AIG em setembro de 2008 reforçou as estratégias de elevação de preço e restrição de coberturas. Se a maior seguradora do mundo na época tivesse quebrado, as seguradoras e resseguradoras precisariam de um reforço no caixa para pagar milhões de indenizações e garantias de contratos. E mesmo assim muitas ficariam em uma situação tão crítica quanto a AIG.

Para evitar um rombo maior no mercado financeiro, o governo dos EUA optou por socorrer a AIG com US$ 180 bilhões e pouco mais de um ano já anuncia que a empresa está próxima do equilíbrio financeiro após vender boa parte de seus ativos e mudar o nome para Chartis da parte da operação pouco afetada pelas hipotecas de alto risco, ou subprime.

O socorro do governo americano foi um alívio e tanto para toda a indústria, que acumulou ainda mais reservas ao ficar livre de um tremendo e catastrófico risco financeiro. Esta sequência de fatos capitalizou a indústria de seguros. Mesmo com as perdas já registradas neste ano — terremoto no Haiti, no Chile, com perdas na casa dos US$ 10 bilhões, tempestades na Europa, explosão da plataforma de petróleo no México na semana passada e possíveis perdas com o caos aéreo conseqüente da fumaça do vulcão na Islândia –, a tendência é de estabilização dos preços em baixa.

“Este cenário de soft market (taxas reduzidas) mudará se a inflação mostrar as suas garras”, diz Edmund Kelly, CEO da Liberty Mutual, uma das maiores seguradoras dos Estados Unidos. “Se a inflação evoluir vai ser ruim para todos. Nada é mais dramático para a indústria de seguros do que a inflação”.

Diante deste cenário, aumentar o porfolio de clientes e criar soluções e serviços diferenciados para manter o faturamento passa a ser uma prioridade de todos. E é neste contexto que todos pensam no Brasil, um país com potencial destacado entre os estrangeiros por ter ainda uma baixa penetração de seguros no PIB, inferior a 4% quando a média mundial é o dobro. Em 2009, o setor faturou R$ 107 bilhões no Brasil.

No mundo, os dados estão previstos para maio, mas a expectativa é de algo próximo a US$ 4 trilhões, o que mostra reforça o potencial de crescimento do Brasil. “Estar entre as dez maiores economias do mundo e ser o 17º em seguros sinaliza um enorme potencial para o Brasil”, comenta Fernando Pereira, vice-presidente da Aon Brasil.

Além disso, o país é alvo para investimentos de várias empresas, seja para empreendimentos de infraestrutura para suportar o crescimento da economia, seja para preparar o circo dos mundiais esportivos, como a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 no Rio de Janeiro.

“O Brasil é o número um na lista de prioridades dos investidores e nós estamos atentos a todos os movimentos para ofertar garantias de que esses investimentos terão o retorno esperado”, diz Jorge González Cale, CEO da Aon para a América Latina. Atenta ao assédio da concorrência, a Aon organizou jantares para reunir seus clientes e prospects durante a semana. “Já somos os maiores na região. Agora precisamos cuidar de nossos clientes com produtos e serviços diferenciados”, diz.

Os gestores de riscos das maiores empresas do mundo estão exatamente atrás de produtos inovadores e preços acessíveis, principalmente diante de um cenário de incertezas como o de hoje. Segundo pesquisa divulgada pela Zurich durante o evento, os principais riscos temidos pelos gestores de riscos são a incerteza política, a regulamentação excessiva do setor e as mudanças climáticas.

“A indústria de seguros evoluiu muito, mas no Brasil ainda há um longo caminho a percorrer”, diz Andres Holownia, gerente de risco da Scania. Querem também preços mais acessíveis. “Ainda está muito caro fazer seguro”, queixa-se Matias Tavella, gestor de risco da Inbev, resultado da fusão da empresa brasileira Ambev e da belga Interbrew. Jorge Luzzi, responsável pelos seguros da Pirelli, tem uma corretora cativa e só contrata uma corretora de seguros para riscos especiais. “Temos uma equipe bem treinada e experiente. O corretor externo é contratado em seguros específicos, como agora para o plano de previdência complementar”, diz.

Com tanta demanda e clientes cada dia mais sofisticados e exigentes, a blindagem dos clientes parece não ser uma prioridade só dos corretores e uma característica do evento RIMS. Sinaliza ser uma tendência para os próximos anos de todos os segmentos da economia globalizada. E promete virar moda também no Brasil.

*a jornalista viajou a convite da Aon Brasil