Normas precisam melhorar, diz Swiss Re

swissre2*matéria extraída do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

Embora o setor de seguros tenha resistido relativamente bem à crise financeira, agindo como uma fonte de estabilidade do sistema financeiro global, o tumulto expôs falhas no modo como as seguradoras estão regulamentadas. O estudo sigma mais recente da Swiss Re “Questões regulamentares no seguro” aponta a necessidade de melhora no ambiente regulador das seguradoras, mas alerta para os possíveis danos de uma reação exagerada à crise. O estudo sugere que, ao considerar reformas, deve-se dispensar atenção especial à supervisão dos grupos securitários, à gestão do risco de liquidez e ao caráter pró-cíclico dos custos do risco de capital.

Durante a crise financeira, o setor de seguros continuou operando normalmente e as regulamentações do seguro se mostraram razoavelmente adequadas. Salvo poucas exceções, as seguradoras não necessitaram do apoio governamental. Contudo, mudanças substanciais no ambiente regulador vêm sendo cogitadas, que poderia criar distorções no mercado, prejudicando, consequentemente, os segurados e a economia de modo geral.
Os setores securitário e bancário requerem diferentes abordagens regulatórias. A reforma regulatória voltou-se sobretudo para o setor bancário, mas, no interesse de uma maior solidez, algumas regulamentações têm sido estendidas aos seguros.

Kurt Karl, economista chefe da Swiss Re nos EUA e um dos autores do novo estudo sigma, comenta: “Há uma diferença básica entre o modelo empresarial das seguradoras e dos bancos, pois as obrigações das primeiras não são pagáveis à vista, uma vez que elas geralmente pressupõem um evento segurado. Portanto, as seguradoras podem falhar sem ameaçar a estabilidade do sistema financeiro, por não estarem tão interconectadas como os bancos e pelo fato de suas obrigações poderem ser arrastadas por um período de tempo estendido.”

Uma das maiores preocupações geradas pelas possíveis mudanças na regulamentação refere-se ao fato de que as exigências de capital excessivamente rigorosas poderiam forçar as seguradoras a tomar decisões de investimento demasiado conservadoras, o que poderia diminuir os retornos para os segurados. “Do ponto de vista macroeconômico, tal alteração nos investimentos não seria bem vinda para a economia como um todo, pois reduziria o montante de capital disponível para o crescimento financeiro”, acrescenta Karl.

Embora as seguradoras tenham contornado bem a crise, os graves problemas enfrentados por alguns grupos de bancos/seguros revelaram a importância de uma supervisão efetiva dos grupos. Os problemas surgiram invariavelmente de suas operações bancárias, mas afetaram os grupos todos.
Quando as operações bancárias colocavam os grupos em dificuldades, eram canceladas ou recorria-se à assistência governamental. Para Astrid Frey, uma das autoras do estudo,”apesar dos veículos de seguros desses grupos terem sofrido com a crise, eles permaneceram suficientemente capitalizados. No entanto, esta crise despertou a consciência para o fato de que a supervisão dosgrupos de seguradoras, principalmente daqueles que operam internacionalmente, se faz necessária para a compreensão do perfil geral de risco da empresa.” Recentemente, a Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS) lançou uma iniciativa para intensificar e tornar mais eficaz a supervisão dos grupos de seguros que operam em nível internacional.”

Durante a crise, o risco de liquidez – que não constitui um grande problema para as seguradoras – tornou-se uma questão crucial para certas companhias que se viram forçadas a obter liquidez suficiente para cumprir obrigações de curto prazo. Algumas seguradoras do segmento vida aumentaram sua exposição à liquidez, emprestando uma quantidade excessiva de seus ativos através de programas de empréstimo de títulos sem a devida fiscalização e investindo parte da garantia em ativos que se tornaram ilíquidos durante a crise.

Rebaixamentos na classificação de ativos ou das próprias (res)seguradoras também aumentaram as exigências de liquidez. Segundo Karl, “(Res)seguradoras devem monitorar regularmente essas possíveis exigências de liquidez com base em cenários de estresse intenso. Tais cenários devem incluir uma situação na qual os mercados de capital se tornem, em parte, temporariamente ilíquidos e talvez tenham que incluir um cenário onde o estresse de mercado esteja associado a um evento catastrófico segurado.”

A crise também colocou em evidência alguns fatores pró-cíclicos das exigências regulamentares fundamentados nos valores do mercado. Quando o preço dos ativos cai, pode surgir uma espiral descendente, pois algumas companhias tentam alienar seus ativos de maior risco no intuito de preservar uma capitalização adequada, o que por sua vez pode desencadear maiores reduções nos preços, forçando companhias a continuarem a eliminar o risco de suas carteiras. Como observa Frey, “este é um resultado indesejado de alguns conceitos baseados em risco e deve ser atenuado sempre que possível. As autoridades estão desenvolvendo mecanismos para reduzir as exigências de capital em períodos de estresse intenso no mercado.”

Para o estudo, conceitos regulatórios com enfoque econômico e baseados no risco dão suporte à eficiência e crescimento do seguro. A fiscalização do setor securitário é necessária para proteger os segurados. Os modernos regimes de supervisão e regulamentação, como o Solvency II ou o Swiss Solvency Test, assumem um enfoque econômico e são baseados no risco. “Se forem implementados adequadamente, tais regulamentações criarão um ambiente no qual o setor do seguro poderá operar de modo eficaz e promover estabilidade financeira e crescimento econômico”, afirma Karl.

FenSeg lança cartilha de boas práticas

*materia extraida do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

O presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Jayme Garfinkel, lançou oficialmente hoje, 10, o Guia de Boas Práticas para o seguro automotivo, no primeiro painel da 2ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, realizada no Hotel Novotel Jaraguá, em São Paulo. A publicação, que é uma carta de princípios com orientações às empresas do setor, confirma o esforço do mercador segurador em adotar boas práticas.

Segundo Garfinkel, o Guia é uma importante ferramenta para aprimorar o seguro de automóveis e para dar suporte à avaliação dos serviços disponíveis no mercado. “Um dos objetivos é ampliar a informação do consumidor que adquire seguros sobre seus direitos e sobre a responsabilidade das empresas”, explica Garfinkel.

Entre as orientações às empresas na relação com segurados, o Guia de Boas Práticas determina que as seguradoras:
– Mantenham serviço de atendimento ao cliente que forneça informações atualizadas sobre as etapas de aceitação, emissão, cobrança e regulação de sinistros;
– Forneçam com rapidez e clareza respostas aos questionamentos dos segurados, sempre que possível no prazo máximo de cinco dias úteis (exceto nas situações em que as informações não dependam apenas da seguradora);
– Forneçam informações claras, objetivas e precisas sobre o produto de seguro, coberturas, valor do prêmio a ser pago pelo segurado, limites de indenização, extensão e abrangência das coberturas contratadas, além dos mecanismos de resolução de problemas.

Além do consumidor, a publicação traz recomendações para aprimorar as relações das seguradoras com corretores, fornecedores, prestadores de serviço, setor público, órgãos de defesa do consumidor, órgãos de supervisão e controle e com outras empresas do setor. “O Guia de Boas Práticas traz recomendações que tem força de compromisso para as empresas signatárias do código de ética da entidade”, lembra o diretor da FenSeg, Neival Freitas.

Vendas de peças e sucata – O Guia traz orientações práticas de combate à fraude, por exemplo, no que diz respeito à venda de peças e sucata. Para os veículos que renderam indenização integral a seus proprietários e que são irrecuperáveis, a orientação é que, após dar baixa na documentação do veículo no órgão de trânsito, as seguradoras devam vendê-los como sucata, obedecendo a uma das seguintes alternativas: fazer a marcação das principais peças dos veículos vendidos nessas condições, discriminando-as em notas fiscais; ou vender a sucata como matéria-prima para reutilização por parte da indústria siderúrgica.

“São medidas que algumas seguradoras já adotam e são eficazes para combater fraudes na venda de peças”, sinaliza Garfinkel. O intuito é criar mecanismos que inibam a utilização de notas fiscais de peças ou veículos vendidos legalmente para justificar peças frias, adquiridas de forma irregular. “Quando a polícia chega a um desmanche e encontra uma série de peças desmontadas, é difícil atrelar a peça à nota. Com as peças marcadas e discriminadas em nota, ou vendidas à indústria siderúrgica, o problema deixa de existir”.

Meio ambiente – O compromisso com o meio ambiente também entrou definitivamente na agenda do setor segurador – e dos seus prestadores de serviços. O Guia determina que as seguradoras incluam nos contratos cláusulas que garantam o compromisso com a preservação ambiental. Na prática, isso significa mais rigor na avaliação do impacto gerado pelos fornecedores de peças e sobre as práticas adotadas pelas oficinas (por exemplo, descarte de óleo e de combustível), por exemplo.

“Para ter efetividade, a conscientização e aplicação das normas de responsabilidade socioambiental precisa ser estendida a toda a cadeia”, afirma o presidente da FenSeg. As seguradoras também seguirão critérios rigorosos para avaliar a possibilidade de recuperação de um veículo acidentado. “Veículos antigos ou acidentados são mais sujeitos a estarem com a regulagem comprometida, e precisam de atenção redobrada para não excederem os níveis de poluição aceitos”, conclui.

Mercado sintonizado em pró do consumidor

*materia extraida do site da CNSeg Www.viverseguro.org.br

A 2ª Conferência Interativa de Proteção do Consumidor de Seguros, que ocorre, em São Paulo, mostra um mercado ávido em identificar pontos críticos dos contratos e dos serviços, em exibir cases que podem ser utilizados pelos demais pares da indústria e com um olhar cada vez mais voltado para antever  e esquadrinhar os desafios que se aproximam nos próximos anos.

E cada par da cadeia já se movimenta nesse sentido.  O mercado de capitalização, por exemplo, que já lançou o Guia de Melhores Práticas em 2008, alinhava um plano de comunicação institucional, porque entende que sua imagem ainda é pouco compreendida pelo público e formadores de opinião, e ,ao mesmo tempo, planeja rever o clausulado de seus produtos, de olho na simplificação e melhora de compreensão pelo consumidor, informou o vice-presidente da Federação Nacional de Capitalização, Natanael Aparecido Castro, que participou do primeiro painel do evento.
 
Na área de previdência, apesar do grande avanço no entendimento ocorrido nas últimas décadas, motivo de sua forte expansão, ainda há o que fazer. A adoção de planos blindados, a questão da propriedade fiduciária e a melhora nos modelos de portabilidade são fundamentais para a continuidade do forte crescimento, enumerou Oswaldo do Nascimento, da FenaPrevi, durante sua apresentação no painel “O Foco no Consumidor – A Visão das Lideranças do Mercado Segurador”.

Ele lembou que as reservas técnicas saltaram  de R$ 3 bilhões em 1995 para, aproximadamente, R$ 200 bilhões em 2009, e poderão alcançar a extraordinária marca de R$ 1 trilhão no mais tardar nos próximo 10 anos. Na sua avaliação, a guinada do mercado deve-se ao novo modelo adotado ainda nos anos 90, em que se priorizou a transparência  e o foco no cidadão.

Além da previdência, também a área de saúde pode ser considerado um case de sucesso, mesmo considerando as queixas dos consumidores, que são diminutas em relação ao número de atendimentos prestados, mas ruidosas.
 
Para o presidente da FenaSaúde, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, a regulamentação do mercado de saúde suplementar, a começar da Lei 9.656, de 1998, já surgiu com a insígnia da proteção ao consumidor e, cada vez mais, preserva seus interesses. Entre alguns exemplos, ele citou a exigência de registro dos clausulados dos planos na ANS, o advento da portabilidade, a recente NIP (Notificação de Investigação Preliminar) criada pela ANS para avaliar a recusa de atendimentos na esfera administrativa.
 
Na linha de seguros gerais, o lançamento do Guia de Boas Práticas no seguro de automóvel no evento foi outro momento importante, ainda mais porque as demais carteiras de produtos massificados deverão também ter guias específicos mais adiante, informou o presidente da FenSeg, Jayme Brasil Garfinkel. O guia do seguro de automóvel enumera recomendações para que as seguradoras aprimorem seu relacionamento com os consumidores, corretores, fornecedores, prestadores de serviços, entre outros.
 
O superintendente da Susep, Paulo dos Santos, elogiou as ações do mercado em prol dos consumidores. “Sem dúvida, o mercado está disposto a se aproximar de seu consumidor e a entendê-lo”, lembrou. 
 
Tal compromisso, aliás, está expresso na chamada Carta da 1ª Conferência Interativa de Proteção do Consumidor de Seguros, lida na parte da manhã do encontro, como já informado em nota publicada nesta manhã.

Susep dá novo passo no controle de solvência

42-20314881A Superintendência de Seguros Privados (Susep) está dando um novo passo no controle da solvência das seguradoras brasileiras, aproximando o arcabouço regulatório das práticas já em vigor no mercado internacional. Segundo nota divulgada ontem no site do órgão regulador, foi colocada em audiência pública minuta de Resolução que institui regras e procedimentos para o cálculo do patrimônio líquido ajustado (PLA) exigido das seguradoras, resseguradoras locais, entidades abertas de previdência complementar e sociedades de capitalização.

PLA é o patrimônio líquido contábil ajustado por adições e exclusões que melhor refletem os recursos disponíveis presentes no balanço patrimonial utilizado para fins de supervisão. Por meio dele, apura-se a possibilidade dos supervisionados continuarem atuando, mesmo diante de situações adversas que possam produzir perdas não esperadas.

Em 2008, entrou em vigor as normas de risco de subscrição, que exigiu um valor significativo de aporte de capital das seguradoras, levando até mesmo algumas ao processo de fusões e aquisições. Já nesta segunda etapa de controle de risco ao capital ajustado a previsão é de um aporte de capital menor. Segundo a nota, apenas 15 seguradoras estariam desenquadradas, sendo que apenas seis já estão com planos de ajustes e três não operam mais.

Os interessados poderão encaminhar suas sugestões e comentários até o dia 29 de setembro de 2010, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço ditec.rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado o quadro padronizado específico, disponível no site da autarquia (www.susep.gov.br).

No site, a Susep explica que a resolução visa a alinhar a metodologia de cálculo do PLA aos termos da Circular 379/08, bem como excluir do atual cálculo os ativos que não resguardem a solvência ou a liquidez necessária às entidades supervisionadas. A norma proposta utilizou como fonte as pesquisas realizadas por entidades nacionais e internacionais, tais como o Banco Central e a International Association of Insurance Supervisors – IAIS.

Outro ponto importante é a exclusão dos investimentos de caráter permanente em sociedades não financeiras. O objetivo é diminuir o risco de contágio de uma sociedade supervisionada por outra empresa do grupo que seja não financeira e não supervisionada, evitando-se, assim, o que ocorreu, por exemplo, com o Grupo AIG na crise financeira de 2009.

É também prevista a dedução dos fundos de investimentos imobiliários com lastro em imóveis rurais. Isso porque, apesar dos imóveis rurais serem excluídos do PLA, na norma em vigor, há a possibilidade de descumprimento do regramento, por meio da participação em fundos de investimentos imobiliários com lastro em imóveis rurais. Assim, com vistas a excluir ativos cuja liquidez seja extremamente restrita e cuja precificação tenha limitações de controle, procurou-se evitar que eventuais imóveis rurais sejam incluídos nos fundos de investimentos apenas com o intuito de fazer arbitragem.

É proposta ainda a exclusão dos imóveis de renda urbanos e fundo de investimentos imobiliários com lastro em imóveis urbanos, no que exceder a 8% do total do ativo. Neste caso, a intenção é evitar grandes imobilizações em
ativos com baixa liquidez e com carência de fidedignidade nos seus valores, ocasionada pela falta de homogeneidade nas avaliações realizadas pelo mercado imobiliário.

O texto da minuta, na íntegra, é o seguinte:

CAPÍTULO I – DO OBJETO

Art.1º – Instituir regras e procedimentos para o cálculo do patrimônio líquido
ajustado das sociedades supervisionadas.

CAPITULO II – DAS DEFINIÇÕES

Art. 2º – Para fins do disposto nesta Resolução, consideram-se:
I – patrimônio líquido ajustado (PLA): patrimônio liquido contábil ajustado por
adições e exclusões, para apurar, mais qualitativa e estritamente, os recursos disponíveis que possibilitem às sociedades supervisionadas executarem suas atividades diante de oscilações e situações adversas, devendo ser líquido de elementos incorpóreos, de ativos de elevado nível de subjetividade de valoração ou que já garantam atividades financeiras similares, e de outros ativos cuja natureza seja considerada pelo órgão regulador como imprópria para resguardar sua solvência.
II – sociedades supervisionadas: entidades abertas de previdência complementar,
sociedades de capitalização, sociedades seguradoras e sociedades resseguradoras locais.

CAPITULO III – DA APURAÇÃO DO PLA

Art. 3º O PLA será calculado com base no patrimônio líquido contábil, processadas as seguintes deduções:
a) valor das participações societárias em sociedades financeiras e não
financeiras, classificadas como investimentos nacionais de caráter permanente,
considerando ágio e perdas esperadas;
b) valor das participações societárias em sociedades financeiras e não
financeiras, classificados como investimentos de caráter permanente no exterior,
considerando ágio e perdas esperadas;
c) despesas antecipadas não relacionadas a resseguro;
d) créditos tributários decorrentes de prejuízos fiscais de imposto de renda e bases negativas de contribuição social;
e) ativos intangíveis;
f) no que exceder a 8% do total do ativo, imóveis de renda urbanos e fundos de
investimentos imobiliários com lastro em imóveis urbanos, classificados como
investimentos de caráter permanente, considerando reavaliação, perdas esperadas e depreciação;
g) imóveis de renda rurais e fundos de investimentos imobiliários com lastro
em imóveis rurais, classificados como investimento de caráter permanente, considerando reavaliação, perdas esperadas e depreciação;
h) ativos diferidos;
i) direitos e obrigações relativos a operações de sucursais no exterior;
j) obras de arte; e
k) pedras preciosas.

CAPITULO IV – DA UTILIZAÇÃO DO PLA

Art. 4º O PLA será utilizado para verificação da suficiência de capital mínimo
requerido, para cobertura de margem de solvência e para apuração de limite de retenção, conforme normativos específicos vigentes.

CAPITULO V – DISPOSIÇÕES FINAIS

Art.5º Fica a SUSEP autorizada a baixar normas complementares para o adequado cumprimento ao disposto nesta Resolução.

Art. 6º Ficam revogados a Resolução CNSP nº 85, de 19 de agosto de 2002, e o art. 4º da Resolução CNSP n.º 195, de 16 de dezembro de 2008.

Art. 7º Esta Resolução entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2011.

Setor convence governo a desistir de estatal

42-17779572O jornal Valor Econômico traz na manchete do dia hoje uma grande vitória das seguradoras. Segundo o principal jornal de economia e finanças do Brasil, o Ministério da Fazenda desistiu de criar a Empresa Brasileira de Seguro diante da possibilidade de que a seguradora estatal viesse a enfrentar restrições na subscrição de risco nas operações com grandes empreendimentos públicos de infraestrutura. O governo planeja agora a criação da Agência Brasileira de Garantias, que ficará responsável pela administração dos sete fundos garantidores existentes, com patrimônio líquido total de R$ 3,064 bilhões no fim de agosto.

O tema também pautou o editorial do jornal Estado de São Paulo, que ressaltou a criação do Eximbank, agora que o problema da seguradora está em vias de ser solucionado. A expectativa do ministro Mantega é de ter a aprovação da criação da agência ainda neste ano. Na pior das hipóteses, diz o jornal, o governo deixará tudo pronto para ser aprovado no início do próximo governo.

Uma vitória e tanto da união da indústria de seguros local e internacional. Mais uma etapa superada para perseguir o crescimento sustentável do setor e do Brasil.

Delfim Neto fará abertura do evento da Fenaprevi

logo_fenaprevi*matéria extraída do site da CNSeg – www.viverseguro.org.br

O V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada que será promovido pela Fenaprevi dias 15 e 16 deste mês, em São Paulo, contará com a participação dos mais renomados especialistas em economia, consumo e educação financeira. No primeiro dia, após a abertura do Fórum, os participantes assistirão à palestra do economista e ex-ministro da Fazenda Delfim Neto e do vice-presidente de Riscos Operacionais e Eficiência do Itaú Unibanco, Marcos de Barros Lisboa, no painel Cenário Macroeconômico e Perspectivas. No painel haverá uma análise do cenário externo, reflexos na economia mundial e impactos prováveis nos mercados de Vida e Previdência.

A organização do V Fórum preparou também para o primeiro dia um painel com presidentes de seguradoras que farão uma análise do contexto da indústria de seguros e os progressos do setor nos últimos. Ainda no primeiro dia, haverá a exposição de uma pesquisa sobre tendências de consumo de Seguros de Pessoas e Previdência Privada nas classes emergentes. Para o encerramento deste dia de atividade, a Fenaprevi organizou um debate sobre os desafios para o setor diante da entrada de novos consumidores no segmento de previdência privada aberta e seguros de vida.

O V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada acontecerá no Espaço Vila Noah, em São Paulo. As inscrições poderão ser realizadas pelo site do evento www.forumvidaeprevidencia.com.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2523-0304 ou pelo e-mail forumvida@idealizar.com.br.

Hannover Re capta 500 milhões de euros

hannoverA Hannover Re, a quarta maior resseguradora do mundo e presente no Brasil como resseguradora admitida, divulgou hoje que concluiu uma emissão de 500 milhões de euros de títulos subordinados no mercado europeu de capitais através da filial Hannover Finance, em Luxemburgo. “Estamos aproveitando o momento atual de baixa taxa de juros para captar recursos adicionais e assim otimizar a nossa estrutura de capital e financiar o nosso crescimento”, informou em nota o CEO Ulrich Wallin (foto). Considerando-se que o volatilidade do mercado acionário ficou mais intensa nas últimas semanas, a Hannover comemorou a colocação dos papéis.

Os bancos envolvidos na colocação foram JPMorgan, BNP Paribas, Commerzbank e Credit Agricole CIB. Os papéis tem prazo de 30 anos com uma opção de primeira chamada após dez anos. O título paga cupom fixo de 5,75% ao ano nos primeiros dez anos. Após este prazo os juros terão correção com base na taxa Euribor.

Apólice comemora 15 anos em grande estilo

apolice-premio1A elegante festa da Revista Apólice, realizada na noite de ontem, foi concorrida, com mais de 300 pessoas presentes no Rosa Rosarum, um charmoso salão de eventos localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo. A atriz e comediante Marisa Orth fez o cerimonial de entrega dos prêmios aos vencedores nas três categorias de premiação. “Me sinto muito honrada de estar aqui, fazendo a primeira edição da premiação da Revista Apólice, a revista Exame do mercado de seguros”.

Entre uma entrega e outra, a humorista elogiou o setor. “Adoro a propaganda da Bradesco Seguros. Escolheu um excelente ator e tem um apelo muito divertido para falar dos riscos do dia-a-dia”, disse ao anunciar o prêmio de responsabilidade social ao grupo segurador. Também agradeceu a Porto Seguro, que levou três estatuetas – melhor seguradora de vida, de previdência e de automóvel –, por patrocinar o espetáculo “Marisa Orth Romance Volume II”, em cartaz em São Paulo.

A premiação veio como uma comemoração dos 15 anos da revista, que já editou 142 exemplares. “Informação é a nossa matéria-prima, mas nós queremos mais do que isso. Queremos dividir esta informação com todos para torná-la um instrumento de crescimento sustentável nos negócios e na carreira de cada um de vocês”, disse a editora da revista, Kelly Lubiato (foto).

Segundo diversos relatos dos convidados sobre o evento, parece que a indústria de seguros realmente começa a entender que a mídia especializada é um importante canal de comunicação, principalmente quando há um grande equilíbrio entre o lado editorial e o apoio comercial. Assim acontece em todos os países do mundo. Nos EUA, por exemplo, a Business Insurance se destaca, na Ásia temos a Asia Insurance Review, enquanto na Inglaterra o setor de seguros vê a Reactions como um canal de comunicação, com temas gerais de seguros, resseguros, benefícios e prestadores de serviços.

Com certeza, o apoio a essas mídias deve crescer, possibilitando que elas coloquem em prática projetos ousados, como foi o I Prémio da Revista Apólice. Para a grande mídia, como Valor, Estado de São Paulo, Exame, Globo entre outras, a prioridade são os grandes temas, como seguradora estatal, fusões e aquisições, tendências de mercado ou comunicados de empresas listadas em bolsa. Ou seja, cada um no seu quadrado.

Entre os principais assuntos do evento da Apólice podemos destacar a aposta de fusão de Bradesco e Banco do Brasil num futuro próximo, o pagamento da indenização do seguro da ferrovia Transnordestina, as garantias que a hidrelétrica de Belo Monte ainda precisa ter para ser uma obra sustentável, os seguros fechados a toque de caixa para os estádios brasileiros, a incógnita de quem serão os patrocinadores do estádio do Corinthians e como ficará o IRB, que já registrou queda de 70% no volume de prêmios. Ah, também quem está comprando quem.

Eleitos por inscrição de cases

SEGUROS MASSIFICADOS – Aon Affinity, pelo case Planejamento Estratégico para a America Latina
RESPONSABILIDADE SOCIAL – Bradesco, pelo case Ciclo Faixa de Lazer de São Paulo
GERENCIAMENTO DE RISCO – Buonny, pelo case Serviço de Proteção à carga
SEGURO DE VIDA COLETIVO – Capemisa, pelo case Companhia Proteção Corporativa
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – Carglass, pelo case Reparação de Vidros Automotivos
ASSESSORIA DE SEGUROS – Humana, pelo case Parceria com o Corretor
TECNOLOGIA – I4PRO, pelo case Sistemas para Seguradoras
SERVIÇOS – Marinho, pelo Case Liderança em análise documental de sinistro automóvel
ATENDIMENTO AO CLIENTE – Marítima, pelo case Indenização mais rápida do mercado
MKT DE RELACIONAMENTO – Metlife, com o case Integração
CORRETORA – Victory, pelo case Gestão de Saúde
SEGURO DE VIDA – Zurich, pelo case Proteção Melhor Idade

Eleitos por votação online no site da revista

CORRETORA – Marsh
RESSEGURADORA – IRB Brasil Re
OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE – Amil
OPERADORA DE PLANOS ODONTOLÓGICOS – Odontoprev
ENTIDADE DE CALSSE DE ANO – Sincor SP
QUALIDADE EM PLANO ODONTOLÓGICO – Inpao Dental

A terceira fase da premiação contou com uma pesquisa da CVA Solutions junto aos corretores para identificar a preferência dos profissionais de vendas pelas seguradoras. O resultado foi o seguinte:

SEGURO GARANTIA – JMalucelli
SEGURO SAÚDE – SulAmérica
SEGURO SAÚDE ALTO PADRÃO – Bradesco
PLANOS DE SAÚDE ALTO PADRÃO – Omint
AUTOMÓVEL LUXO – Chubb
SEGURO DE VIDA – Porto Seguro
PREVIDÊNCIA PRIVADA – Porto Seguro
AUTOMÓVEL – Porto Seguro

Faturamento da Liberty cresce 25% no semestre

mauretteA subsidiária brasileira do grupo Liberty Mutual registrou faturamento de R$ 918,4 milhões no primeiro semestre deste ano, crescimento de 25% comparado ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido chegou a R$ 19,9 milhões no semestre, considerando-se o resultado combinado com a seguradora Indiana, adquirida em 2008. “As boas condições da economia, a melhoria dos processos e a maior eficiência operacional garantiram o bom desempenho no país”, comentou Luis Maurette (foto), presidente do grupo Liberty no Brasil, em nota divulgada pela seguradora.

Principal negócio do grupo no mercado brasileiro, a carteira de automóveis registrou avanço de 22% no primeiro semestre contra 17% de crescimento do mercado, com R$ 771,6 milhões em prêmios. A frota segurada bateu a marca de 1.032 milhão de veículos. A carteira de seguro de transportes também teve forte crescimento, com 47% de expansão e R$ 47,7 milhões em volume de prêmios no semestre. Focada em seguros de operações logísticas de minérios e produtos industrializados acabados, entre outros produtos, o grupo ganhou participação de mercado nesta modalidade de seguros, saltando da 12º para a 9ª posição no ranking de produção das seguradoras no país. O crescimento do grupo entre períodos foi de 19% enquanto o mercado apresentou uma redução de 2%.

A carteira de riscos patrimoniais apresentou expansão de 54% entre os semestres comparados. O valor é muito acima do mercado, que cresceu 10%, segundo dados da Susep, informa a nota. Boa parte da expansão neste segmento veio do lançamento de produtos segmentados para bares, restaurantes, pousadas, hotéis, entre outros, com coberturas desenhadas dentro das necessidades específicas de cada nicho de mercado. Os seguros de vida e acidentes pessoais, segmento que começa a ganhar força entre os corretores de seguros, também registraram expansão de 17%, enquanto o mercado cresceu apenas 13%.

A Liberty também vem apresentando bons resultados na operação de grandes riscos administrada pela LIU (Liberty International Underwriter), divisão de riscos especiais da Liberty Mutual. Entre os principais nichos da LIU estão os seguros de energia, plataformas de petróleo, construção de navios, garantia e riscos financeiros, como o Directors & Officers (D&O).

Lucro líquido da Mapfre cresce 44%

mapfreA Mapfre Seguros, sócia do Banco do Brasil e uma das maiores seguradoras do Brasil, obteve lucro de R$ 236,3 milhões (antes dos impostos e participações) no primeiro semestre deste ano, crescimento de 41,9% em relação ao mesmo período do exercício anterior. O lucro líquido atingiu R$ 140,5 milhões, incremento de 44%. Segundo nota da seguradora, o resultado indica crescimento de praticamente todos os segmentos em que a empresa atua, com aumento de market share em todas as carteiras.

Os ativos totais da empresa totalizaram R$ 7,339 bilhões, resultando em um aumento de 13,2%, e o faturamento em prêmios obtidos com seguro atingiu a cifra de R$ 2,062 bilhões. As provisões técnicas acompanharam o ritmo de crescimento da companhia e se expandiram em 14,7%, para R$ 4,538 bilhões e as receitas totais atingiram a marca de R$ 2,214 bilhões, valor 4,8% maior quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

As despesas administrativas da companhia mantiveram-se no mesmo patamar de 2009, representando 11% sobre a somatória dos prêmios retidos, rendas de contribuições retidas e capitalização. O patrimônio líquido da empresa aumentou 8,5%, atingindo a significativa marca de R$ 1,612 bilhão. O índice combinado ficou em 94,1%.

Para o presidente da companhia, Antonio Cássio dos Santos, “a atuação segmentada e baseada em multiprodutos, os investimentos feitos para o fortalecimento do relacionamento com o cliente e a incorporação de novos serviços e produtos, além do crescimento da rede de atendimento e a ampliação do número de corretores parceiros são algumas das estratégias adotadas pela companhia que proporcionaram o resultado significativamente positivo”, comenta.