Câncer do ator Reynaldo Gianecchini traz à tona o risco de doenças graves

O diagnóstico de câncer linfático do ator Reynaldo Gianecchini, aos 38 anos, no auge da carreira, deve desencadear uma grande procura por um seguro até então pouco conhecido dos brasileiros. O seguro de vida, com cobertura para doenças graves. Em caso de diagnóstico de alguma doença listada no contrato, o titular recebe em vida um valor determinado para poder usar como quiser, seja na busca pela cura, seja na realização de sonhos ainda não conquistados.

Mas não é fácil conseguir essa cobertura, conta o life planner da Prudential, subsidiária de um dos maiores grupos dos Estados Unidos, especializada em vida. É preciso fazer uma série de exames medicos para detectar doenças pre-existentes. Só depois de ter certeza de que a pessoa não está doente, é que a seguradora aceita o cliente. “Temos de zelar pela rentabilidade da companhia para que ela possa honrar todos os seus compromissos no longo prazo”, defende o profissional de vendas da Prudential, uma das poucas seguradoras que oferecem a cobertura no Brasil.

O Itaú também oferece a cobertura aos clientes Personalitte. Para mulheres, o produto determina apenas cobertura de um valor em vida para diagnóstico de cancer na mama ou no útero. Outro dia minha gerente me mandou uma cotação. O seguro de Vida Mulher, com capital de R$ 142,5 mil, para morte natural e invalidez por acidente e de R$ 60 mil para diagóstico do cancer feminino, custa R$ 120 por mês, para um mulher de 46 anos.

O seguro de vida no Brasil apenas engatinha. No acumulado do ano, o segmento soma faturamento de R$ 7,7 bilhões, crescimento 24,69%. Mas quem tem puxado as vendas é o seguro para acidentes ou morte em viagens e também aquele conhecido como prestamista, que paga a dívida da pessoa em caso de falecimento. Pouco a pouco, tanto as pessoas passam a ter mais interesse por deixar uma renda para a família se reestruturar na perda do mantenedor financeiro como as seguradoras passam a ofertar produtos completos, como o da Prudential.

Liberty Seguros no jogo Brasil X Alemanha

A Liberty Seguros, seguradora oficial da Copa 2014, estará presente no jogo amistoso Brasil x Alemanha, que será transmitido nesta quarta-feira. A marca aparecerá dez vezes, por 30 segundos, nas placas publicitárias em volta do campo. Assim, teremos duas marcas brasileiras no jogo de comemoração da reforma do estádio Merceds-Benz, em Stuttgart. Ontem, a JMalucelli anunciou que estará divulgando a marca jmalucelli.com durante o jogo.

Índice de propensão à fraude contra seguros caiu de 41% para 24% nos últimos seis anos

*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

O índice geral de propensão à fraude contra seguros no Brasil caiu de 41% para 24% nos últimos seis anos. A queda de 17 pontos porcentuais foi constatada em uma pesquisa nacional encomendada pela CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) e divulgada nesta terça-feira (9 de agosto), no Rio de Janeiro, no Seminário de Prevenção e Combate à Fraude contra o Seguro no Brasil.

“Fizemos em dois momentos (2004 e 2010) um amplo levantamento que indica a propensão do consumidor brasileiro às fraudes em seguros. A proposta do seminário é produzir uma ampla discussão, com a participação de representantes dos mercados segurador e financeiro, sociedade civil e academia para analisar esses dados”, explica Julio Avellar, superintendente-geral da Central de Serviços e Proteção ao Seguro da CNseg.

De acordo com o levantamento encomendado ao Ibope, o índice “não fraudaria o seguro de forma alguma” subiu de 55% em 2004 para 73% em 2010. Já o porcentual de entrevistados que considerava fácil fraudar o seguro caiu 12% em relação à primeira pesquisa, de 37% em 2004 para 25% em 2010. Na qualitativa, os segurados entendem que deve ter ocorrido um aumento das fraudes em seguros nos últimos anos. Apesar disso, há a percepção de que atualmente as empresas do setor utilizam processos e instrumentos mais sofisticados para a detecção e combate à fraude nos seguros.

A pesquisa qualitativa foi aplicada com 12 grupos de discussão, entre 22 e 29 de novembro de 2010, no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Goiânia e Porto Alegre. O levantamento quantitativo foi feito de 7 a 23 de dezembro de 2010 e aplicou 2004 entrevistas. A margem de erro da pesquisa é de 2% e o intervalo de confiança, 95%. “A pesquisa chegou a algumas conclusões: há desconhecimento em relação às punições, a facilidade e a impunidade são fatores de motivação, 4 em cada 10 segurados mostram-se propensos às fraudes e os mais propensos à fraude são os jovens”, resumiu Avellar.

Na pesquisa qualitativa, a percepção é de que as fraudes acontecem em todas as esferas sociais. Mas predomina a ideia de que há maior concentração de fraudes entre pessoas de classes mais altas – maior conhecimento e poder de articulação e menor temor quanto às possíveis punições. Para os entrevistados, pessoas com menor poder aquisitivo têm a dignidade como seu principal patrimônio, são mais temerosas quanto às punições e só se arriscariam em caso de extremo desespero. Esse perfil é confirmado na quantitativa.

De acordo com 61% dos entrevistados, todos os clientes são prejudicados pelas fraudes em seguros; 20% apontaram a seguradora como a maior prejudicada; e para 14%, ambos – a sociedade e a seguradora – são prejudicados. Apenas 1% apontou que nenhum é prejudicado. Para 43% dos entrevistados, os prejuízos são repassados integralmente aos clientes, por meio do aumento dos preços dos seguros; para 39%, os custos são absorvidos em parte pelas seguradoras, e repassados em parte aos clientes, via preços; e 6% disseram que os prejuízos são absorvidos totalmente pelas seguradoras.

Na pesquisa, 52% dos entrevistados afirmaram que denunciariam a fraude contra o seguro caso ficassem sabendo; 36% disseram que não denunciariam caso ficassem sabendo; e apenas 1% disse que já denunciou.

Existem várias medidas de proteção ao seguro, disciplinadas por lei, que visam ao controle e ao desestímulo às fraudes no Brasil. A CNseg mantém relação de cooperação com órgãos policiais e judiciários e parcerias com o poder público (Disque Fraude em Seguros em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, que recebem denúncias anônimas). No Rio de Janeiro, atende pelo número 2253-1177 e nos demais Estados pelo nº 181 (chamada nacional).

Além disso, as seguradoras mantêm canais de denúncia e os órgãos de polícia são os destinatários desse tipo de comunicação. A administração pública e a CNseg mantêm projetos que também se prestam a esse fim, a exemplo do Sistema Nacional de Identificação de Veículos em Movimento (SINIVEM), que auxilia o mercado segurador, a Receita Federal e a Polícia Rodoviária Federal, na identificação de veículos com possíveis irregularidades, através do monitoramento de algumas rodovias nacionais que permitem o acesso a outros países.

Havendo dolo, ou seja, se qualquer desses atos for intencionalmente praticado com vistas à obtenção do resultado ilícito, o responsável poderá responder criminalmente, estando sujeito a uma pena de um a cinco anos de reclusão e multa, além das sanções cíveis, exclusivamente em razão da fraude contra o seguro.

Os tipos mais comuns de fraudes:

1. Emprestar a carteirinha de convênio médico para outra pessoa utilizar

2. Obter mais de um recibo para um mesmo procedimento médico

3. Fazer uma cirurgia plástica, aproveitando-se de um outro procedimento cirúrgico

4. Combinar um superfaturamento de orçamento nas oficinas de conserto de veículos

5. Omitir fatos na vistoria do veículo

6. Falsificar os dados da ocorrência do sinistro seja em caso de roubo, incêndio ou colisão

7. Contratar o seguro de vida, omitindo o fato de que possui doença pré-existente

8. Contratar o seguro de vida, utilizando-se de informações falsas passadas por médicos em atestados de saúde

9. Simular acidente ou a própria morte

10. Atear fogo ao próprio negócio para receber o dinheiro do seguro

11. Utilizar de “notas frias” para reclamar prejuízos

12. Declarar perdas inexistentes

13. Utilizar falsa declaração de roubo Quantificação da Fraude em Seguros

A CNseg também anunciou os resultados do levantamento de Quantificação da Fraude em Seguros, que apontou o impacto da fraude para o mercado segurador e para a economia brasileira. O diagnóstico abrangeu todos os segmentos de seguro – com exceção de Saúde, Previdência Complementar Aberta e Capitalização – e 53 seguradoras, que representam 86% do total de prêmio ganho (líquido, livre de despesas) pelo mercado de seguros em 2010.

A pesquisa apontou que os sinistros com suspeita de fraude somaram cerca de R$ R$ 1,9 bilhão, o que representa 9,1% do valor total dos sinistros do universo pesquisado (R$ 20,9 bilhões). Fraudes detectadas somaram cerca de R$ 370 milhões e as comprovadas, R$ 290 milhões, representando respectivamente 1,8% e 1,4% do valor total de sinistros (R$ 20,9 bilhões). “As fraudes impactam diretamente no bolso dos segurados. Ou seja, a fraude contamina o preço do seguro e a atuar na redução das fraudes é agir em favor do segurado”, afirma Avellar.

Marcas brasileiras ganham o mundo

Hoje uma notícia muito boa para a indústria de seguros brasileiras. Em plena Alemanha, sede da maior seguradora do mundo, a Allianz, e da maior resseguradora do mundo, quem brilha no jogo de comemoração da reforma do estádio Merceds-Benz, em Stuttgart, é a brasileira JMalucelli. Em uma ação inédita, o grupo vai divulgar o jmalucelli.com durante a transmissão da partida do jogo amistoso entre Brasil x Alemanha, realizado nesta quarta-feira a tarde. A propaganda será veiculada em placas de painéis de LED que circundam o campo.

A ação de marketing visa internacionalizar a marca após a parceria com a seguradora americana Travelers, O grupo paranaense atuava apenas em seguro garantia, liderando por anos as vendas deste seguro no Brasil e na América Latina. Com a parceria, tanto a resseguradora como a seguradora do grupo começam a operar em outros segmentos.

SulAmérica e ACE anunciam contratações

A busca por profissionais na indústria de seguros promove uma intensa dança das cadeiras. A notícia de hoje vem da SulAmérica Seguros e Previdência, que anunciou a contratação de Eduardo Stefanello Dal Ri para o cargo de diretor de Automóveis. O executivo, que cuidava da carteira de seguros de carro na HDI Seguros, tem 18 anos de experiência no mercado de seguros e será responsável pela gestão da atuação da companhia no segmento de automóveis, segunda maior carteira da seguradora.

Segundo nota da seguradora, Eduardo é formado em Ciências Atuariais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização em Finanças Empresariais pela Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ), além de MBA em Marketing de Serviços e em Economia de Empresas, realizados na Escola de Propaganda e Marketing (ESPM) e Universidades São Paulo (USP). O executivo responderá diretamente para o vice-presidente de Automóveis e Ramos Elementares, Carlos Alberto Trindade Filho.

A ACE Seguradora, que tem Farid Eid como presidente há menos de dois meses, também anunciou mudanças. Rodolfo La Vitola foi nomeado para a diretoria de Responsabilidade Civil Geral (RCG). Ele vai dirigir os negócios da companhia no setor e ainda no segmento de riscos ambientais. Rodolfo se encontra na ACE desde 2006 e possui 11 anos de experiência no mercado segurador e ressegurador. Ele vinha atuando como gerente de responsabilidade civil para a unidade chilena da seguradora e ainda como gerente regional de responsabilidade civil de resseguros da ACE América Latina.

Allianz e Munich Re divulgam perdas com Grécia

Os mercados acionários continuam em pânico nesta sexta-feira, depois de ter amargado ontem o pior dia desde setembro de 2008, com a falência do Lehman Brothers. Neste cenário de incertezas, onde todos buscam um lugar seguro para aplicar, as seguradoras e resseguradoras divulgam seus balanços do segundo trimestre, com o acumulado do primeiro semestre. A tendência é de uma piora no segundo semestre, em razão das perdas na carteira de investimentos, em razão da atual instabilidade. A indústria de seguros tem uma carteira de investimento superior a US$ 23 trilhões, com boa parte dos recursos aplicados em títulos soberanos.

Em geral, o desempenho revelado pelos balanços financeiros é favorável, principalmente se considerarmos que o setor pagou indenizações volumosas aos segurados que tiveram perdas com as catástrofes naturais ocorridas neste ano. Para se ter uma idéia, as enchentes na Austrália registraram perdas econômicas de US$ 7,3 bilhões, dos quais as seguradoras pagaram indenizações de US$ 2,5 bilhões.

Pelas chuvas e tornados nos EUA em maio, com danos econômicos de US$ 7 bilhões, o mercado de seguros já acumula pedidos de indenizações de US$ 4,9 bilhões. Em abril, pelo mesmo motivo nos EUA, os danos causados geraram perdas econômicas de US$ 7,5 bilhões, sendo que US$ 5 bilhões tinham cobertura de seguro. Na Nova Zelândia, as enchentes deixaram perdas econômicas de US$ 20 bilhões, sendo que US$ 10 bilhões contavam com apólices de seguros. E a mais catastrófica de todas, o terremoto seguido de tsunami no Japão, em maio. As perdas econômicas chegaram a US$ 200 bilhões, sendo que a indústria de seguros arcou com cerca de US$ 30 bilhões, segundo dados da Munich Re.

O resultado líquido da Allianz, maior seguradora do mundo, recuou 7,4%, para 1 bilhão de euros no segundo trimestre deste ano, abaixo dos 1,28 bilhão do segundo trimestre do ano anterior, principalmente pela perda de marcação a mercado dos títulos gregos, com impacto de 326 milhões de euros. Apesar do recuo, o CEO do grupo alemão, Michael Diekmann, informou em nota que os resultados são sólidos, tendo em vista o elevado volume de indenizações pagas no período decorrentes de catástrofes naturais.

O faturamento do grupo alemão também recuou 3,2%, para 24,6 bilhões de euros no segundo trimestre deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo comenta Diekmann na nota, a diversificação geográfica e também de negócios do grupo ajudou a manter os resultados fortes, mesmo diante da instabilidade em diversos mercados. Ele reafirmou a expectativa de lucro operacional para 2011 entre 7,5 bilhões de euros e 8,5 bilhões de euros.

A Munich Re divulgou resultados penalizados pela marcação a mercado, com impacto no segundo trimestre de 125 milhões de euros. O lucro líquido avançou para 738 milhões de euros, pouco acima dos 709 milhões de euros. No semestre, no entanto, a Munich Re apresentou perdas de 210 milhões de euros, comparado a lucro de 1,2 bilhão de euros no primeiro semestre de 2010. Os prêmios avançaram para 25 bilhões de euros no semestre, alta de 10% comparado ao mesmo período do ano anterior.

O índice combinado chegou a 133%, muito acima dos 106% do primeiro semestre de 2010, impactado, principalmente, pelo terremoto no Japão e enchentes na Nova Zelândia. Nikolaus von Bomhard, presidente do Consellho da Munich Re, comentou que apesar do semestre ter registrado um número excepcional de catástrofes, tendo as seguradoras e resseguradoras como meio de reconstruir muito do que foi destruído, os resultados da indústria continuam fortes. A boa notícia é de que a previsão é de uma temporada de baixa ocorrência de furações nos EUA. O executivo também afirmou que a previsão de prêmios de resseguros para o ano de 2011 é de 26 bilhões de euros (U$ 36,7 bilhões). Em seguros, a previsão tem um intervalo maior, de 17 bilhões de euros a 18 bilhões de euros.

Ontem, a Swiss Re divulgou seus resultados, onde praticamente não relatou impactos da renogociação da dívida da Grécia. O lucro líquido chegou a US$ 960 milhões no segundo trimestre de 2011, alta de 18%, com retorno sobre o patrimônio de 15,6%. Segundo informa a nota divulgada à imprensa, a volatilidade dos mercados financeiros em virtude dos recentes problemas que envolvem a dívida soberana na Europa continua a preocupar. Após começar a dar passos decisivos no final de 2009, visando reduzir a exposição, a dívida soberana de títulos públicos europeus não classificados como AAA, a Swiss Re detém agora apenas US$ 78 milhões em dívidas soberanas emitidas por países periféricos da zona do euro. A exposição da empresa a dívidas soberanas da Grécia é nula.

Provisão reduz ganho da SulAmérica

A SulAmérica divulgou lucro líquido do segundo trimestre de R$ 30 milhões, em termos recorrentes, apresentando redução de 40,3% em relação mesmo período de 2010. Esta queda no resultado é conseqüência de um incremento de R$ 76,5 milhões que uma subsidiária da companhia fez na provisão ligada à carteira de vida devido a decisão em processo judicial no qual a subsidiária é parte e está relacionado à adaptação de apólices de seguro de vida em grupo promovidas em 2006. Com isso, o lucro do semestre, que foi de R$ 131,9 milhões, com queda de 2,7% comparado ao primeiro semestre de 2010, teria sido de R$ 185 milhões, com alta de 36,% sobre o mesmo período do ano anterior. A rentabilidade do patrimônio anualizada foi de 9,4%.

Em vendas, no entanto, o grupo registrou avanço, com R$ 4,5 bilhões no primeiro semestre do ano, crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Saúde e odontologia, que responde por 66% dos prêmios da companhia, acumulou receita de R$ 2,9 bilhões, com crescimento de 18,9% em relação ao primeiro semestre de 2010. Os prêmios de seguros de automóveis, que representam 24% da receita, somaram R$ 1,1 bilhão, crescimento de 16% entre os semestres comparados.

Thomaz Cabral de Menezes, presidente da SulAmérica, comenta em nota divulgada à imprensa que o significativo crescimento de receita é resultado direto da reestruturação ocorrida na companhia que a tornou ainda mais próxima de corretores e clientes. Ele informa que boa parte do bom desempenho é fruto do investimento na ampliação da presença nas principais regiões do país, com estrutura de atendimento composta por 54 sucursais e filiais. “Também aumentamos a rede de Centros Automotivos de Super Atendimento (C.A.S.A.), que segurados do SulAmérica Auto. Toda a companhia está focada em oferecer ainda mais serviços e em melhorar a agilidade no atendimento. Esta atuação engajada já está sendo percebida pelos nossos clientes”.

A sinistralidade total da SulAmérica no segundo trimestre foi de 78,2% e o índice combinado ficou em 103,9%. O resultado dos investimentos não vinculados às carteiras de VGBL e previdência totalizou R$ 131,9 milhões no segundo trimestre com rentabilidade equivalente a 102,9% do CDI. Nos seis primeiros meses do ano, esta carteira produziu resultado de R$ 270,9 milhões com rentabilidade de 106,9% do CDI. A companhia encerrou o período com ativos totais de R$ 12,7 bilhões.

Queda das bolsas pode reduzir capital das seguradoras

As bolsas de todo o mundo estão despencando hoje e os investidores não afastam a hipótese da BM&F acionar o Circuit Breaker, um sistema de segurança para dar um tempo aos negociadores de ações respirarem e entenderem como agir diante do pânico dos investidores. Até as 14h30, a bolsa brasileira registrava forte queda. Apenas duas seguradoras negociam papéis na bolsa, Porto Seguros e SulAmérica, e duas corretoras de seguros, Brasil Insurance e Qualicorp.

Segundo estudo realizado pela Economática a pedido do blog Sonho Seguro, boa parte das empresas ligadas a indústria de seguros dos Estados Unidos e América Latina registrou queda neste ano, até o dia 2 de agosto. Hoje, com certeza, esse quadro deve sofrer uma sensível piora.

As maiores quedas nos EUA foram registradas por seguradoras ligadas aos mercados de crédito, imobiliário, vida e previdência, como o PMI Group, com forte atuação em hipotecas, cuja desvalorização da ação chegou a 74%. A AIG acumulava no ano, até o dia 2, perda de 42%. Entre as brasileiras, o estudo da Economatica apontou desvalorização de 27,9% nos papéis da Porto Seguro e de 9,7% nas Units da SulAmérica.

Já entre as seguradoras ligadas a saúde estão entre as principais altas nas bolsas americanas e latinas que constam no estudo da Economática, como a Health Care e Humanas, ambas negociadas na NYSE, com valorização de 32% até o último dia 2. No entanto, como os mercados acionários desabaram hoje, as seguradoras devem sofrer ainda mais. Não só com a desvalorização de seus papéis, mas também com os investimentos. Elas são consideradas um dos principais investidores institucionais no mundo, com uma carteira de investimento que supera US$ 23 trilhões, segundo estudo da Geneva Association.

Boa parte dos investimentos das empresas de seguros está em títulos dos governos, que até então era uma das aplicações mais seguras e conservadoras do mundo. No entanto, hoje tudo está diferente, principalmente depois que os Estados Unidos chegou a beira do abismo para declarar moratória.

Hoje quem derruba as bolsas é o pânico sobre o efeito de Espanha e Itália sucumbirem a crise financeira sem poderem contar com recursos do FMI. Boa parte foi para socorrer a Grécia, que usou nesta última rodada de negociações mais de 160 bilhões de euros.

Um estudo da Moody’s, divulgado no início da semana, dizia que as seguradoras pouco seriam afetadas com a renegociação da dívida da Grécia, uma vez que as companhias concentravam suas aplicações em países como Inglaterra, Alemanha, Espanha e Itália. Com a situação dos mercados hoje, o estudo da Moody’s perdeu a validade.

Diante deste cenário de pânico e falta de confiança em economias que eram consideradas risco zero, os investidores correm para oportunidades de negócios na China, onde já há muito dinheiro, e para o Brasil, onde o governo luta para calibrar gargalos macroeconomicos para receber os investidores não apenas como capital especulativo, mas para que eles ajudem a financiar os projetos de infraestrutura necessários para o país crescer com sustentabilidade.

O Circuit Breaker é acinoado quando o Ibovespa atingir limite de baixa de 10% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, os negócios na BM&FBovespa, em todos os mercados, serão interrompidos por 30 minutos. Reabertos os negócios, caso a variação do Ibovespa atinja uma oscilação negativa de 15% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, os negócios na BM&FBovespa, em todos os mercados serão interrompidos por uma hora.

Raios elevam pedidos de indenizações, afirma corretora

Raios em São Paulo elevaram em 82% o volume de pedidos de indenização na corretora Vila Velha Seguros, responsável por administrar o seguro de cerca de 12 mil edifícios em São Paulo. Em 2010 foram 107 casos, em 2011 o número de pedidos de indenização para seguradoras passou para 195, somente no 1º trimestre. Os danos causados por vendavais também tiveram um aumento considerável: 41 sinistros, no 1º trimestre de 2010, contra 59, no mesmo período de 2011.

Para o diretor da área de Condomínios da Vila Velha Seguros, Ivanor Montanhana, esses resultados refletem nas taxas de seguros. “Acompanhamos a todo o momento as condições climáticas, pois isso influencia diretamente no valor do prêmio dos edifícios. Além disso, não há nenhum outro fator – como falta de manutenção periódica – que indique este tipo de aumento nos sinistros”, informa o executivo em nota divulgada.

Segundo o estudo da corretora, reclamações originadas por vendavais (ventos com velocidade acima de 60 km p/h) tiveram um aumento de 44% se comparado ao primeiro semestre de 2010. Mas nem todos os sinistros podem ser creditados a variações bruscas do clima. Um exemplo são os danos elétricos causados pelas chuvas. No primeiro trimestre deste ano foram 172 ocorrências, contra 160 sinistros no mesmo período de 2010.

Os principais equipamentos danificados nos edifícios no primeiro trimestre do ano foram: elevadores, bombas de água/recalque, portões de garagem e circuitos internos de filmagem. O Seguro de Condomínio garante o conserto ou ressarcimento desses tipos de sinistros, mas é preciso lembrar que em edificações com mais de 12 metros de altura o uso de para-raio é obrigatório.

Segundo informações do Inpe, a urbanização tende a concentrar os raios em razão do alto índice de poluição atmosférica. A incidência de raios em São Paulo chega a 17 por quilômetro quadrado ao ano, enquanto atinge 15 na Flórida e no norte da Itália, respectivamente as áreas de maior ocorrência na América do Norte e na Europa. Os raios provocaram 230 mortes entre 2000 e 2009 no Estado de São Paulo. Uma forma de minimizar os prejuízos econômicos decorrentes de raios e tempestades, como os provocados pela queda de árvores em São Paulo, é o plantio de árvores mais resistentes.

Lucro da Swiss Re avança 18%, para US$ 960 milhões

O grupo Swiss Re registrou lucro líquido de US$ 960 milhões no segundo trimestre de 2011, montante acima dos US$ 812 milhões do mesmo período do ano passado. O CEO da Swiss Re, Stefan Lippe (foto), avaliou positivamente os resultados.”O desempenho do grupo no segundo trimestre foi vigoroso. Todos os segmentos – Ramos Elementares, Vida e Saúde e Gestão de Ativos – contribuíram para tal performance. Além disso, a perspectiva de crescimento da Swiss Re foi acentuada pela nossa forte renovação em 2011, durante a qual nos beneficiamos da solidez gradual da determinação dos preços nos Ramos Elementares”, declarou ele. O retorno sobre o patrimônio subiu para 15,6%, comparado aos 13,4% no período correspondente ao ano passado.