Mais de 60 mil pessoas no estadio do Morumbi ontem para assistir o show de Bon Jovi. Nada de acidentes. Lucro para todos, inclusive para a seguradora do evento. Adorei o show. Valeu Cassio, Lourdes e Eduardo por me ajudarem a dar um tempo do trabalho e relaxar neste maravilhoso show. Amanha tem Conec.
Show de Bon Jovi sem acidentes
Governo, Swiss Re e IFC inovam para fazer o Brasil crescer com sustentatilidade
Mais uma etapa vencida rumo ao crescimento da indústria de seguros brasileira, que a cada dia encontra formas de ajudar a baratear os financiamentos para as obras de infraestrutura que o Brasil precisa para dar sequência ao crescimento da economia. Ontem o ministro da Fazenda Guido Mantega informou que a criação da Agencia Brasileira de Garantias será instituída por medida provisória.
A decisão vem contra o que os executivos de seguros aguardavam. Era previsto que a agência seria criada por Projeto de Lei, que levaria algum tempo para entrar em vigor, e não como Medida Provisória, com chances de entrar em vigor em até 30 dias. Segundo o ministro, a MP será escrita e, após assinada pelo presidente da República, o Brasil terá uma agência de fomento que ajudará a baratear o custo financeiro dos empréstimos para as obras de infraestrutura do Brasil, estimada em algo próximo de R$ 1 trilhão, segundo levantamento do PAC-2.
O interesse em fazer o Brasil dar certo gerou outra grande notícia ontem. Interessada em dar garantias ao crescimento do país, a Swiss Re e o IFC, braço financeiro do Banco Mundial, aportaram R$ 40 milhões na UBF Seguros. Especializada em seguro garantia e agrícola, a seguradora estava fora do mercado a espera de capital. Capitalizada, o presidente Roberto Foz, auxiliado pelo jovem Felipe Bonetti, que o ajudará neste período de transição, colocará a equipe da UBF para arquitetar programas de seguros para projetos, tendo como garantia a credibilidade da Swiss Re, com 80% do capital, e o IFC, com 20%.
A parceria entre Swiss Re e IFC foi iniciada no alto escalão. “O assunto começou a ser discutido pelo president do IFC e pelo presidente da Swiss Re”, contou Rudi Flunger, diretor da divisão de seguros e linhas especiais da Swiss Re. O investimento do megainvestidor Warren Buffett, que tem boa parte da sua fortuna vinda do controle do grupo segurador Berkshire Hathway, em resseguradoras concorrentes em 2009 e 2010, especialmente na Swiss Re e na Munich Re, foi um estimulo e tanto para o IFC olhar com mais atenção a indústria de seguros, acredita Pedro Mader Meloni, advisor do IFC para a America Latina e Caribe.
Durante coquetel realizado ontem, a resseguradora Swiss Re informou que vai atuar como seguradora e também resseguradora nesses dois nichos. Mundialmente, apenas 10% do faturamento do grupo suíço vem de seguro, sendo resseguro a atividade principal. “Isso mostra o interesse do grupo no Brasil, que tem ainda duas resseguradoras admitidas”, diz Foz.
Para a Swiss Re, o mercado de seguros brasileiro é de extrema importância. Segundo Fluger além do aporte de capital, o grupo empenha-se em compartilhar conhecimentos e capacidades técnicas e assim auxiliar a expansão da UBF Seguros para outras linhas de negócios. “A transação reflete o compromisso da Swiss Re com o mercado brasileiro, que tem importância estratégica destacada e onde estamos fazendo negócios há mais de 80 anos. Além disso, estamos satisfeitos por este investimento criar a oportunidade de fortalecer nossa parceria com a IFC ao redor do mundo.”
O IFC ressaltou a força do mercado de seguros no Brasil. “Decidimos fazer este investimento porque acreditamos no crescimento da indústria de seguros como um fator chave para dar sustentabilidade ao desenvolvimento do Brasil”, disse Meloni. O foco do IFC é investir em setores que, embora tenham boas perspectivas de crescimento e rentabilidade precisam ganhar mais eficiência em termos de competição.
Este é o primeiro investimento da agência de fomento em seguros no Brasil. O IFC opera em mais de 100 países e no Brasil contava com investimentos apenas em bancos. O próximo passo no mercado de seguros poderá ser em microsseguro. “Estamos com projetos em microfinanças e quando este estiver viabilizado pode ser um passo natural apoiar o microsseguro, que complementa a microfinança”, disse.
Allianz patrocina debate sobre mudança climática
A Allianz é a patrocinadora do 2º seminário CC+I (Climate Change and Insurance), promovido pela Geneva Association, realizado nos dias 27 e 28, em São Paulo. O encontro é destinado ao debate das mudanças climáticas na América Latina e Caribe e suas relações com o mercado de seguros. Uma grande preocupação da indústria é com o aumento de ocorrências de catástrofes naturais no Brasil, que até poucos anos atrás eram praticamente inexistentes. Neste ano, por exemplo, já podemos citar o excesso de chuvas em São Paulo, no Rio de Janeiro e nos estados do Nordeste, com prejuízos econômicos significativos para os governos, famílias e seguradoras.
Esta é a primeira vez que o evento acontece no país e discute especificamente os impactos do aquecimento global na região. “É um grande orgulho para nós realizar este evento em São Paulo e assim promover o debate de novas alternativas e gestão de negócios que colaborem para todos terem um futuro melhor”, diz Max Thiermann, presidente da Allianz, na abertura do encontro patrocinado pela subsidiária brasileira do grupo alemão.
Entre os temas prioritários temos a saúde das populações locais, assim como os novos seguros que podem ser desenvolvidos para reduzir as perdas da sociedade e das empresas com as mudanças globais. A grande discussão entre os quase 50 participantes está em como a indústria de seguros pode ajudar o planeta a sofrer menos com o consumo desenfreado, que retira da natureza mais do que esta pode lhe dar. Além disso, como viabilizar produtos que ajudem as pessoas a refazer a vida após a ocorrência de uma catástrofe.
Os debates sobre mudanças climáticas dão uma noção clara do poder das seguradoras em estimular a mudança de relação da sociedade, dos indivíduos, das empresas e dos governos com a qualidade de vida de todos. Além do interesse em criar produtos para mitigar os riscos, o objetivo do encontro é também reunir ideias que possam colaborar para a mudança de atitude das pessoas num apelo que vai além dos benefícios econômicos.
Se nada for feito, a vida na terra ficará comprometida, afirma o professor Germán Poveda, da Universidad Nacional de Colombia, um dos palestrantes do evento. E isso não é apenas conversa de cientista ou ativista. Aliás, o que se constatou até agora é que os estragos na terra já superam as mais catastróficas previsões feitas anos atrás. “O número de furacões e o aumento da intensidade tem sido significativa nos últimos 30 anos”, informou.
Reduzir a emissão de CO2 é uma missão que pode ser perseguida por todos a partir de um consumo mais consciente. “A educação financeira pode ter uma forte contribuição para minimizar os efeitos climáticos e isso pode ajudar a causar menos mortes e direcionar recursos governamentais para investimentos e não para consertar o que está sendo aniquilado”, diz Adriana Boscov, superitendente de sustentabilidade da SulAmérica.
Ela citou como exemplo a iniciativa de ONGs para o recolhimento de óleo nas residências. Somente a ONG Ecoleo.org.br, conseguiu no bairro de Cerqueira Cesar, em São Paulo, fazer com que mais de 1 milhão de litros por mês deixem de ir para esgoto com uma simples atitude de estimular a população a reciclar. “Foi entregue um folheto junto com a conta de água e a adesão foi impressioante”, conta. Com isso, a economia gerada com a manutenção do custo de drenagem da rede de esgoto chegou a 25%, verba que pode ser usada para investimentos na ampliação do sistema de água.
Isso mostra que muito pode ser feito para educar a sociedade e fazer com que o país continue sendo o destino de milhões de turistas. O Brasil do futuro sequer lembrará este país maravilhoso, livre de catástrofes naturais de grandes efeitos e frequência, como outros continentes se a agressão ao planeta continuar. “O norte virará um deserto e o sul um alagado, com pessoas doentes e sem infraestrutura, devastado pelos efeitos das mudanças climáticas. São Paulo corre o risco de sofrer com grandes enchentes, trazendo perdas para todos”, ressalta Juan England, diretor da corretora Willis.
Globalmente, 2010 tem sido o ano mais quente desde que os registros começaram, há mais de 130 anos, sendo que os dez mais quentes caem todos no período dos últimos 12 anos, informa Peter Hoeppe, especialista do departamento de mudanças climáticas da Munich Re. Segundo ele, 725 desastres naturais ligados ao clima no mundo nos primeiros nove meses desde ano trouxeram impactos significativos para o mundo. Este é o segundo maior número em 30 anos. As perdas econômicas ligadas ao clima chegam a um total superior a US$ 65 bilhões nos primeiros nove meses. O valor está abaixo da média dos últimos dez anos, mas as indenizações cobradas das empresas de seguro chegaram a US$ 18 bilhões.
O seminário CC+I é parte integrante do Programa de Gerenciamento de Riscos, criado pela Geneva Association, com o objetivo de dialogar com diversos setores econômicos para enfatizar o papel do seguro na sociedade.
Swiss Re e IFC investem US$ 40 milhões na UBF
A UBF Seguros anunciou hoje que a Swiss Re e a International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, concordaram em investir US$ 40 milhões na companhia, passando a resseguradora a ser a acionista majoritária controladora da UBF Seguros e a IFC o único investidor minoritário. O anúncio ao mercado será feito nesta noite, em coquetel no restaurante Leopoldo, em São Paulo, com a presença de pesos pesados da indústria local e internacional de seguros e de resseguros.
Sediada em São Paulo, a UBF Seguros atua com seguro garantia e agrícola. O capital adicional fortalecerá a capacidade da empresa para concorrer no mercado de seguros de linhas especiais no Brasil, em rápido crescimento, onde a demanda está sendo impulsionada por investimentos significativos em infraestrutura, energia e agricultura, diz a seguradora em nota divulgada.
“Esta é uma transação bastante atraente dos pontos de vista estratégico e financeiro, que cria valor significativo para a UBF Seguros”, declarou Luiz Foz (foto), Diretor Presidente da UBF Seguros, na nota. “O endosso de um líder setorial global como a Swiss Re e de um investidor com a reputação da IFC proporciona uma combinação de negócios poderosa, que oferece uma oportunidade extraordinária para fortalecer nossos negócios e fornecer soluções para o mercado brasileiro.”
A liberalização do mercado brasileiro de (res)seguros aumentou a concorrência e a necessidade por inovação de produtos, experiência em subscrição e gestão de riscos. “A UBF Seguros foi pioneira no desenvolvimento dos mercados de garantias e seguros agrícolas no Brasil”, declarou Rudi Flunger, Diretor da Divisão de Seguros e Linhas Especiais da Swiss Re.
“A Swiss Re apoiou a companhia desde sua fundação e continuará a fazê-lo cada vez mais, fortalecendo sua base de capital, implementando ainda mais nossos conhecimentos e capacidades técnicas e auxiliando a expansão da UBF Seguros para outras linhas de negócios. A transação reflete o compromisso da Swiss Re com o mercado brasileiro, que tem importância estratégica destacada e onde estamos fazendo negócios há mais de 80 anos. Além disso, estamos satisfeitos por este investimento criar a oportunidade de fortalecer nossa parceria com a IFC.
O primeiro investimento da IFC no setor segurador brasileiro facilitará o desenvolvimento de projetos de infraestrutura por meio da expansão do mercado de garantias, além de ajudar também o desenvolvimento de novos produtos de seguros agrícolas, ampliando o acesso a esquemas de seguros públicos e privados de mais de 2 milhões de agricultores.
Loy Pires, Gerente da IFC para o Brasil, declarou na nota: “Este investimento acionário na UBF fortalece o relacionamento estratégico global entre a IFC e a Swiss Re. Facilitando a expansão do mercado de garantias, esperamos ajudar a aliviar os gargalos de infraestrutura no Brasil e a apoiar os produtos agrícolas, colaborando assim para aumentar a renda nas regiões rurais de todo o país.”
Em conexão com a capitalização, a UBF Seguros anunciou hoje também que Filipe Bonetti e José Cullen passarão a participar de sua alta administração. Bonetti é Vice-presidente Sênior da Swiss Re e conta com mais de 15 anos de experiência internacional em crédito, garantias e infraestrutura. Cullen é Vice-presidente da Swiss Re e conta com mais de 15 anos de experiência internacional em seguros agrícolas e ambientais e no mercado de commodities. Ambos irão se unir a Luís Pestana, executivo com grande experiência nos mercados locais de garantias e riscos de engenharia, contratado recentemente pela UBF.
Apenas um seguro de vida
Samy Hazan, especialista em seguro de vida e um inveterado divulgador do produto, postou recentemente em seu blog um artigo que recebeu sobre seguro de vida. O autor é desconhecido, mas pelo estilo, parece ter sido escrito há algum tempo, informou. Gostei tanto do artigo, assim como sempre gosto das interessantes iniciativas de Samy para difundir a cultura do seguro, que vou repetir o texto aqui e assim ajudá-lo nesta empreitada de levar proteção às famílias.
Segundo diz Samy, o seguro de vida com certeza não está dentre as prioridades da maioria das pessoas neste país. “Muita gente, incluindo corretores e seguradores, não entende o que o seguro de vida de fato oferece a nossas famílias e à nação. Algum cliente já telefonou para você para dizer que estava com dinheiro sobrando após um caso de invalidez permanente, ou algum beneficiário já lhe disse que não precisava ou não queria receber uma indenização por morte? Provavelmente não”, diz.
Veja a íntegra do artigo
Apenas um seguro de vida – Autor desconhecido
Sou um pedaço de papel, uma gota de tinta e alguns centavos de prêmio.
Sou uma promessa de pagamento.
Ajudo as pessoas a terem visões, sonharem seus sonhos, e atingirem a imortalidade econômica.
Sou uma poupança.
Sou um bem que aumenta de valor ano após ano.
Forneço dinheiro quando você mais precisa.
Faço quitação de hipotecas, para que a família possa permanecer unida em sua própria casa.
Asseguro às pessoas a coragem de viver e o direito moral de morrer.
Crio recursos onde nada existia.
Sou aquele que liberta as pessoas da privação.
Garanto a continuidade do negócio.
Preservo o investimento do empresário.
Sou uma prova tangível de que um homem é um bom marido e um bom pai, e a mulher, uma boa mulher e boa mãe.
Sou uma declaração de independência financeira e liberdade econômica.
Sou a diferença entre um velhinho ou velhinha e um senhor ou uma senhora de idade.
Forneço dinheiro quando uma doença, acidente, a velhice ou morte acaba com a renda do provedor da família.
Sou a única coisa que você pode comprar a prestação e que sua família não vai ter que acabar de pagar no seu lugar.
Sou protegido por leis que impedem os credores de ter acesso ao dinheiro que deixo para seus entes queridos.
Trago dignidade, tranqüilidade e segurança para sua família.
Forneço capital para investimento que faz as engrenagens trabalharem e os motores funcionarem.
Garanto a condição financeira para se ter boas festas de final de ano e crianças contentes – mesmo na falta do pai ou da mãe.
Sou o anjo da guarda da casa.
Sou seu Seguro de Vida, hoje e sempre.
Bradesco lança seguro residencial no Dona Marta
O Bradesco Seguros lançou hoje o Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro, produto precursor e desenvolvido exclusivamente para atender os moradores do Dona Marta, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo nota divulgada pelo grupo, o seguro, que tem contratação simplificada e desburocratizada – custo anual a partir de R$ 9,90 -, integra projeto de educação financeira Estou Seguro, criado a partir de convênio assinado, em dezembro de 2009, entre a Confederação Nacional de Seguros (CNSeg) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
“Nosso principal objetivo é proporcionar aos moradores do Dona Marta a oportunidade de contar com a cobertura de um seguro para suas residências. Esse novo produto atende especificamente uma classe social que está começando a conhecer os benefícios do seguro”, explica Marco Antonio Gonçalves, diretor gerente do Bradesco, na nota divulgada.
Utilizando como piloto o Dona Marta, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o projeto Estou Seguro foi iniciado com uma pesquisa socioeconômica para levantar os riscos que esses moradores estão sujeitos e a percepção que eles têm do seguro. Atualmente, desenvolve a educação financeira do seguro para os moradores e testa a sua eficiência com a oferta de produtos de seguros para aquela comunidade, como o Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro.
A Casa do Seguro, instalada na Rua do Sol Nascente, nº 7, foi criada para ser um posto de informações e vendas de seguros. A comercialização dos produtos é feita pelos voluntários da comunidade, que receberam treinamento do Grupo Bradesco Seguros para conhecer o seguro, sua definição, finalidade e importância na sociedade.
Para divulgar o seguro entre os moradores, a Bradesco elaborou uma cartilha com linguagem objetiva, distribuída gratuitamente, que ajuda a entender melhor os conceitos e especificamente do Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro.
Veja abaixo as principais explicações dadas aos consumidores
Quanto custa o Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro?
A partir de R$ 9,90 (custo único e anual), pagos em uma única vez, é possível contratar o seguro pelo prazo de um ano.
Quem pode contratar o seguro residencial?
O seguro residencial pode ser contratado pelo proprietário, esteja ele morando ou não no imóvel, ou pelo locatário (inquilino) do imóvel.
Que tipo de imóvel pode ser segurado pelo Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro?
Este seguro destina-se a segurar imóveis ocupados exclusivamente por moradia, ou seja, em que não seja desenvolvida no imóvel nenhum tipo de atividade comercial (compra, venda ou estocagem de material), industrial (fabricação) ou prestação de serviços.
O que o Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro oferece de proteção?
Além da cobertura de incêndio, queda de raio e explosão de qualquer natureza, este seguro oferece também as seguintes coberturas: perda ou pagamento de aluguel, vendaval, furacão, ciclone, tornado, granizo, queda de aeronaves, impactos de veículos terrestres e fumaça e responsabilidade civil familiar.
Dr. Rony Lyrio… já estou com saudades
Se teve uma fonte maravilhosa neste mercado de seguros para jornalista foi Rony Lyrio. Nunca vi estrategista igual. Informante requintado. Construiu boa parte da história da SulAmérica e da indústria de seguros nos 35 anos que se dedicou ao grupo. Até na minha vida este fumante inveterado fez história.
Dizia tudo com aquela voz forte de locutor de rádio. Quando não dizia, lançava aquele olhar perspicaz. Dependia muito de como era abordado. Quando relutava em contar uma notícia ou ajudar a descobrir detalhes com sua infinita rede de relacionamento no Brasil e no exterior, pedia um cafezinho. Acendia outro cigarro e ganhava mais alguns minutos para convencê-lo de que aquela notícia era importante para todo o mercado.
Entre uma baforada e outra, sempre uma boa idéia sobre como eu poderia conseguir as informações que tanto desejava levar aos meus leitores. Ou não. Se a notícia não lhe interessava, me contava outras prá lá de quentes para me fazer desistir daquela que, em sua visão, poderia beneficiar concorrentes. Se a notícia não era boa para a Sulamérica, ele dizia que só eu achava aquilo interessante e por isso não valeria a pena ir em frente. Com a minha insistência no discurso “justo é justo”, ele sempre dava um jeito de alguém me contar o que eu precisava saber para manter minha carreira numa curva ascendente.
Alinhavou a parceria com Bradesco na década de 80, traçou a estratégia de sobrevivência da SulAmérica quando a parceria com o banco de Amador Aguiar acabou, foi o braço direito de Beatriz Larragoiti, levou a SulAmérica para a liderança do ranking por anos, treinou Patrick, conquistou a parceria com o Banco do Brasil e com a Aetna, se entristeceu com a dívida criada com a construção da nova sede em São Paulo financiada em dólar num momento de disparada da moeda americana, comemorou o centernário da empresa em grande estilo. Enfim, foram muitas histórias nesses 20 anos de amizade.
Formamos uma boa dupla de fumantes na década de 90. Talvez isso tenha estimulado as longas entrevistas sempre cheias de conteúdo. Exatamente quando ele deixou a presidência da SulAmérica para presidir o conselho de administração, em 1999, eu parei de fumar para começar uma nova etapa da vida, a de ser também mãe. A partir dai ficamos amigos virtuais. “Quando vai ter outro filho! Um só é pouco para você. Precisa aumentar a família”, escrevia sempre nos emails.
Vou sentir muito a falta deste grande homem, ex-presidente executivo da SulAmérica e que nos últimos anos era membro do Conselho de Administração e meu grande amigo. Ele faleceu no dia 17 de setembro. Com certeza vítima das sequelas do cigarro. Sem ele, com certeza minha vida teria seguido outro rumo. Afinal, sem informações um jornalista não sobrevive.
Dr. Rony, como sempre o chamei apesar da insistência dele para chamá-lo de você ou simplesmente senhor, soube me alimentar de notícias sempre interessantes e que nos últimos anos eram sobre temas gerais, pois não queria mais falar de seguros. “Você deveria cobrir outro setor. Este é muito pequeno para a sua grande curiosidade”. Então parti para cobrir a indústria mundial e também me dedicar a especiais sobre bancos, fundos e educação financeira. “Impossível abandonar seguro, uma indústria que cresce como sempre imaginávamos que um dia iria acontecer”, dizia a ele.
A missa de sétimo dia será realizada dia 24 de setembro, às 17h, na Igreja São José, situada à av. Borges de Medeiros, 2735 – Lagoa, Rio de Janeiro.
Adeus minha fonte favorita!
Com amor, admiração e saudades
Denise
Munich Re realiza seminário para contribuir com a qualificação profissional do setor
“Queremos apoiar os grandes investimentos em infraestrutura, exploração de petróleo e em produção de energia que estão em curso no Brasil”. Assim Kurt Muller, presidente da Munich Re do Brasil, abriu o evento Munich Ressegurando o Futuro, realizado no dia 17 de setembro, em São Paulo.
São mais de 1,2 mil projetos dentro de várias estimativas oficiais, com investimentos próximos de R$ 1 trilhão considerando-se os números divulgados pelo governo na edição do Progama de Aceleração do Crescimento (PAC-2). Em infraestrutura, os projetos apontam para investimentos de R$ 310 bilhões, segundo estudo do BNDES. “Todos esses contratos oferecem um grande potencial de novos negócios de seguros e resseguros. Queremos apresentar toda a gama de serviços, trocar ideias com o mercado de seguros e mostrar as áreas de atuação de nossa empresa”, disse o executivo a cerca de 400 convidados que lotaram as duas salas reservadas para as doze palestras apresentadas ao longo do dia.
A Munich Re vem atuando no mercado de resseguro no Brasil desde 1996 com um escritório de representação e em 2008, quando o resseguro foi aberto, o grupo alemão abrir uma resseguradora local. “Fomos a primeira resseguradora internacional a obter esta licença”, orgulha-se Kurt, informa o blog Sonho Seguro.
Hoje a Munich Re Brasil conta com cerca de 50 funcionários no Brasil com o apoio permanente, assessoria e com a capacidade da matriz, líder mundial em resseguros. Segundo o executivo, a participação no mercado de resseguro, entre as resseguradoras locais, supera os 10% em termos de prêmio de resseguro. “Conseguimos obter um resultado favorável nesses dois anos de abertura como consequência de nossas políticas técnicas de subscrição e de análise de risco”, comenta em seu discurso. No mundo, o grupo alemão anunciou lucro liquido de 1,2 bilhão de euros no primeiro semestre do ano e meta de encerrar 2010 com 2 bilhões de euros.
Pelos indicadores promissores do Brasil nos últimos anos, e pelos prognósticos favoráveis da economia brasileira, Kurt vê um grande potencial de crescimento no mercado de seguro e de resseguro no Brasil. “O nosso propósito é contribuir para esse desenvolvimento com nossa capacidade, transferência de conhecimento e oferecendo soluções para os desafios que o futuro próximo exigirá de nós”.
“As seguradoras aguardam iniciativas como esta da Munich Re, que traz conhecimento e experiências mundiais para enriquecer o profissionalismo da indústria brasileira”, disse Maria Elena Bidino, diretora da CNSeg. “São parcerias como esta da Munich Re, principalmente no que diz respeito ao gerenciamento de risco, que ajudarão as seguradoras a conquistarem cada dia mais clientes e levar um retorno adequado ao acionista para ele manter sua aposta nesta indústria, que crescerá muito daqui para frente”.
Competição reduz pela metade preço de seguro para estádios, diz Munich Re
O preço do programa de seguro de riscos de engenharia para os estádios que serão construídos ou reformados para a realização dos jogos da Copa de 2014 no Brasil representa 50% do valor cobrado pela indústria de seguros internacional das arenas construidas na África do Sul para o mundial de 2010.
“Os riscos técnicos entre os dois países são semelhantes. A diferença de preço é explicada pela recente abertura do mercado de resseguros no Brasil, que tem gerado acirrada concorrência, e pelo excesso de capital disponibilizado pelos acionistas ao país que é a bola da vez no mundo atualmente”, explica Rodrigo Belloube, executivo da Munich Re especializado em riscos de infraestrutura, ao blog Sonho Seguro. “A Munich Re não é partidária desta prática e não tem apoiado essas operações”, afirma.
O executivo explica que a diferença de custos, termos e condições entre o que se observou nos seguros da África e a prática corrente no Brasil traz preocupações. “Existe aparentemente falta de compatibilidade entre os sinistros futuros, pois as obras citadas têm execuções de alguns anos, e as condições dos contratos sendo agora celebrados”.
Segundo ele, a Munich Re tem tido grande apetite pelos riscos, mas há limites. “Outro dia recebemos uma proposta que equivalia a 30% do preço praticado na África e declinamos. Nossa proposta é, junto com a seguradora, fazer um preço técnico do risco e assim ter sustentabilidade no programa de investimento, que é de longo prazo”.
Belloube explica que a construção de um estádio é muito simples e não requer coberturas complicadas. Praticamente não há demanda pela cobertura Advance Loss of Profit (ALOP), que indeniza os investidores em caso de perda financeira pelo atraso do empreendimento. Como não pode haver atraso neste caso do mundial, esta cobertura tem ficado de fora dos programas”, explica. Os construtores compram apenas cobertura para riscos que envolvem perdas materiais.
O executivo proferiu palestra no evento Munich Ressegurando o Futuro, realizado no dia 17 de setembro, em São Paulo. Cerca de 400 executivos estiveram presentes para assistir as doze palestras apresentadas durante todo o dia. Temas como Crédito de Carbono, Mudanças Climáticas e Infraestrutura para Copa e Olimpíadas foram os mais concorridos.
Seguradoras apostam no consumo consciente para ajudar a criar poupança de longo prazo
*matéria extraída do site da CNSeg – www.viverseguro.org.br
A educação financeira é um tema que tem de fazer parte deste Brasil de oportunidades. Exatamente por isso o tema foi incluído no V Fórum Nacional de Seguro e de Previdência Privada, realizado nos dias 15 e 16 em São Paulo. “O consumo consciente e ético são os fundamentos básicos para a formação de poupança”, disse Renato Russo, vice-presidente da Fenaprevi e da SulAmérica Seguros ao abrir o painel “A Educação Financeira a serviço de uma sociedade sustentável”, do qual foi mediador.
Apoiado por 80 empresas, o Instituto Akatu tem buscado formas inovadoras de conscientizar a população sobre a necessidade do consumo consciente. “Nossas palestras visam alertar as pessoas sobre os impactos das atitudes individuais, que mesmo minúsculas podem ser grandiosas quando analisadas dentro de um contexto global”, afirma Helio Mattar, diretor do Instituto Akatu.
Entre 1960 e 2000, o número de habitantes do planeta dobrou, passando para 6 bilhões. Neste mesmo período, o consumo quadriplicou, totalizando US$ 20 trilhões. Isso quer dizer que o aumento da demanda dos recursos naturais explodiu. O mundo já consome 30% a mais do que a terra é capaz de renovar. Um fato curioso é que apenas 25% da população consome o necessário. “Se todos viessem a consumidor na média, quatro planetas não seriam suficientes para gerar os recursos necessário para atender a demanda”, diz Helio Mattar, do Akatu. Este consumo desenfreado leva a diversos impactos, sendo o principal o aquecimento global, segundo materia do Blog Sonho Seguro.
A solução da sustentabilidade vai vir, principalmente, pelo desenvolvimento de tecnologia mais limpa. Porém, o mais importante é que ela venha do consumidor mais consciente. Então é aqui que entra a educação financeira como uma das principais armas para salvar o planeta. Renato Campos, diretor da Funenseg, questionou os especialistas em como realmente mudar a atitude de consumidores habituados a consumir e também como conter uma demanda reprimida desta nova leva que começa agora a ter renda para comprar o que sonhou a vida toda. “A resposta a esta pergunta vale bilhões de dólares. É o que todos querem saber. Acredito que será um processo lento, mas imprescindível para as gerações futuras”, afirmou Mattar.
Entre os argumentos de peso usado pelos profissionais do Instituto Akatu estão a geração de lixo gerada pelo consumo. Só em São Paulo, o orçamento do lixo representa dois terços do orçamento da educação. “Ou seja, dinheiro para recolher lixo que deixa de ir para outras áreas importantes. Se as pessoas consumirem menos, gerarão menos lixo e sobrará recursos para outras áreas, inclusive para a educação”. O Brasil inteiro produz no ano lixo para encher 125 mil prédios. Para se ter uma noção da quantidade, São Paulo, cidade considerada uma selva de pedra, tem uma pequena parcela disso, 25 mil prédios.
O impacto do consumo consciente não apenas ajuda o planeta como também as finanças pessoais. A cada R$ 1 por dia economizado com uma compra desnecessária totalizaria R$ 284 mil no final de 66 anos, considerando-se taxa de juros de 6% ao ano. Por isso, uma dica do instituto Akatu é a regra dos quatro “R” – replanejar a vida priorizando o consumo do que realmente faz diferença, reduzir o excesso de consumo, rever os hábitos de consumo na vida e renegociar as dívidas.
Segundo Cassia D’Aquino, criadora de educação financeira em várias escolas no Brasil, gastar demais para comprar coisas que não quer para impressionar quem não gosta é o mote que precisa ser desmontado e que pode orientar a educação financeira. “A partir desta consciência é possível ajudar as pessoas a organizarem melhor suas finanças pessoais”.
“Temos de educar nos mesmos e nossos funcionários a pensarem economicamente, um dado irrevogável de sobrevivência do planeta”, comenta Fernando Alex, cientista social, diretor da Rede Cidadã, focada no voluntariado empresarial.
Pedro Bulcão, presidente da Sinaf, questionou os profissionais de educação financeira sobre como eles vêem os serviços prestados pelas instituições financeiras em prol da educação financeira. A resposta foi motivadora. “As empresas segundo setor tem um importante papel educativo, principalmente da classe C que está entrando no mercado de seguros. Acredito que poderemos ver as seguradoras tendo um papel efetivo em educação financeira”, disse Mattar, do Akatu.
Para o diretor da Rede de Cidadã, as empresas estão acordando para o assunto que é prioritário para a sustentabilidade econômica e social. “Vocês fazem muito, mas podem fazer mais. Muitas alegam não ter tempo para o assunto, mas é preciso colocar este tema na agenda”.

