Carteira de investimento de previdência aberta chega a R$ 225 bi em janeiro, informa Fenaprevi

Enquanto muitos estão endividados, outros planejam o futuro. Pelo menos é o que podemos acreditar olhando os dados divulgados hoje pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que reúne 64 sociedades seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no país. A carteira de investimentos – diversas modalidades de ativos que garantem as obrigações corporificadas nas provisões – cresceu 21,47% em relação ao ano anterior, para R$ 225,2 bilhões, em comparação aos R$ 185,4 bilhões de janeiro de 2010.

Segundo nota divulgada à imprensa, a previdência privada aberta iniciou o ano em expansão, com captação de R$ 4 bilhões no mês de janeiro, consolidando aumento de 21,60%. O destaque ficou com os planos VBGL, com R$ 3,2 bilhões, alta de 22,73%, por ser um produto indicado ao investidor que não declara imposto de renda pessoa ou faz a declaração simplificada.

A arrecadação dos planos PGBL’s, indicado para quem faz a declaração completa de IR, cresceu 22,50% em janeiro e movimentou R$ 506,9 milhões. Os planos tradicionais totalizaram aportes no valor R$ 257,6 milhões no período. Outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) arrecadaram R$ 1,1 milhão. As seguradoras administram atualmente 11,9 milhões de contratos ativos. Segundo o balanço do setor, o número de titulares de planos que já usufruem de aposentadoria privada chegou a 76,5 mil.

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação em janeiro de 2011 com 29,33% do total dos aportes, seguida pela BrasilPrev (27,70%), Itaú Vida e Previdência (20,29%), Santander Seguros (7,14%), Caixa Vida & Previdência (6,32%), HSBC Vida e Prev. (3,73%), Icatu Seguros (0,93%), Sul America Seg. e Prev. (0,74%), Safra Vida e Prev. (0,71%), Porto Seguro (0,55%). As demais operadoras somam, no total, 2,57% da arrecadação de aportes.

Munich Re prevê pagar US$ 2,1 bi no Japão

Apenas três empresas citaram indenizações de mais de US$ 4 bilhões para indenizar as vítimas da tragédia ocorrida no último dia 11 no Japão. “O terremoto não foi apenas o mais forte já registrado no Japão: foi também o quarto mais intenso já medido em qualquer parte do mundo”, informou Torsten Jeworrek, executivo da Munich Re, maior resseguradora do mundo, em comunicado, prestando total solidariedade ao sofrimento dos clientes e dos japoneses com o evento. Segundo estudo do Banco Mundial, as perdas econômicas no Japão deverão chegar a 4% do PIB do país, ou US% 235 bilhões, com prazo de até cinco anos para se recuperar.

A Munich Re informou nesta terça-feira suas estimativas para pagamento de indenizações aos segurados que tiveram perdas com o terremoto seguido de tsunami: 1,5 bilhão de euros (US$ 2,1 bilhões). Swiss Re havia divulgado ontem US$ 1,2 bilhão e a AIG outros US$ 700 milhões. Considerando-se as outras catástrofes naturais – enchente e ciclone Yasi na Austrália e terremoto na Nova Zelândia –, registradas no ano, as perdas da Munich Re chegam a 2,5 bilhões de euros, exatamente o lucro previsto para 2011. Com isso, obviamente a meta de lucro não será mais atingida.

A estimativa reflete apenas o uso de um sistema de quantificação de apólices e valores cobertos nas regiões afetadas. Um valor mais preciso só poderá ser apurado após algumas semanas, quando os pedidos de indenizações chegarem à companhia por parte dos segurados, bem como os serviços de limpeza e de busca possibilitarem uma avaliação mais precisa dos danos, informa a resseguradora em comunicado. Outras incertezas em relação aos valores a serem pagos estão no cálculo que ainda precisa ser feito dos prejuízos das empresas seguradas em razão da interrupção dos fluxos internacionais de bens e cadeias de abastecimento sofrido por empresas e indústrias japoneses.

As perdas de Munique Re resultam de contratos de ramos elementares e vida. Danos decorrentes dos plantas nucleares não contam com cobertura de seguros da indústria internacional, por serem subsidiados pelo governo japonês. A Munich Re está presente no Japão desde 1912. “Continuamos a ofertar a nossa capacidade para os clientes no Japão e apoiá-los no que for necessário para lidarem com as perdas”, acrescentou.

Japão já é considerado a maior perda do setor, informa a Agência Brasil

Veja abaixo a íntegra da matéria divulgada na Agência Brasil

As catástrofes registradas no Japão a partir da última sexta-feira (11) representam o maior evento de consequências indenizatórias do mercado segurador e ressegurador mundial, superando, inclusive, os atentados de 11 de setembro de 2011, nos Estados Unidos, cujas perdas somaram em torno de US$ 120 bilhões.

A afirmação foi feita hoje (16) à Agência Brasil pelo presidente do Comitê Ibero-Latino-Americano da Associação Internacional de Direito de Seguro (Cila-Aida), Sérgio Barroso de Mello. “Não há dúvida de que estamos superando esses números em muito, porque trata-se de um país que era, até bem pouco tempo, a segunda maior economia do mundo. Um país desenvolvido, com uma cultura do seguro muito forte, em que não só os bens eram segurados, mas as pessoas também tinham seus seguros individuais em capitais elevados”. A consequência natural é a busca desses segurados pelas indenizações, disse.

Depois dos Estados Unidos, o Japão é o maior produtor e consumidor de seguros do mundo. Sergio Mello avaliou que, diante dos três sinistros sofridos pelo Japão (terremoto, tsunami e vazamento de radiação nuclear), o impacto patrimonial no setor segurador e ressegurador mundial “vai ser, com certeza, o maior de todos”.

Descartou, contudo, o risco de insolvência para as empresas do setor, tal como sucedeu nos atentados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001. “O seguro não é uma operação financeira. Ele é uma verdadeira ciência”. Algumas variantes utilizadas pelo setor para a avaliação do risco e sua precificação são a ciência atuarial e a pulverização de riscos. Mello explicou que essas variantes funcionam como amortizador, “um verdadeiro colchão dos prejuízos”. Isso se aplica sobretudo às operações do resseguro (seguro do segurador) e da retrocessão, que é o seguro do ressegurador.

Ele afirmou que a pulverização dos riscos em nível mundial vai facilitar o pagamento das indenizações, sem consequências danosas sobre um grupo pequeno de seguradores. Ao mesmo tempo, vai evitar uma insolvência individual e coletiva. Mello assegurou, contudo, que o impacto vai ser grande. “Muitas reservas precisarão ser utilizadas para fazer face a essas despesas”. Em relação a preços, informou que eles se baseiam na probabilidade de ocorrência de certos sinistros e no seu grau de severidade. No caso dos seguros japoneses, eles já trabalham com essas possibilidades de maneira preventiva em diversas linhas.

A exceção verificada no Japão, em que o terremoto provocou um tsunami e um acidente nuclear, será suficiente para influir no aumento do preço tanto do seguro como do resseguro. “Pode ser que algumas linhas de negócios, como riscos nucleares, sequer encontrem condições de serem segurados, porque podem se tornar, como se nota, um risco extremamente elevado. Um risco catastrófico, de proporções que o mercado segurador pode não querer mais aceitar”, observou.

Ele acredita que alguns mercados e, em especial, o nuclear, podem sofrer uma consequência ainda maior em relação ao prêmio do seguro que vai aumentar para todas as unidades industriais em âmbito mundial. Citou o caso dos Estados Unidos, da França e da Alemanha. “São países que vão sentir um aumento de prêmio substancial na área nuclear nos próximos dois a três anos”.

O presidente do comitê da Aida revelou que as exceções são mais comuns de acontecer do que se pensa. Um estudo usado durante décadas pela empresa resseguradora Swiss-Re para precificar coberturas para furacões previa que a probabilidade era de dois furacões em escala máxima (grau 5 Beaufort) aparecerem com intervalo de dez a 12 anos entre um e outro. Esse estudo perdeu a credibilidade em 2005, quando o furacão Katrina devastou o Sul dos Estados Unidos, em agosto, seguido pelo furacão Wilma, que assolou o Caribe mexicano e os Estados Unidos em outubro do mesmo ano.

“Você nota que um estudo feito dezenas de anos antes sofreu uma exceção, capaz de gerar um consequente aumento de preços naquela região, para poder recompor as reservas dos seguradores que foram comprometidas por aqueles dois eventos em série”.

Sergio Mello aposta, entretanto, que as autoridades japonesas conseguirão controlar o risco de catástrofe nuclear, possibilitando ao país se recuperar com rapidez. Avaliou que a cultura do seguro no Japão contribuirá para que isso ocorra em breve tempo, mais do que em qualquer outro país, porque o fluxo financeiro é mais rápido. A expectativa é que, após a reconstrução do Japão, o mercado local se tornará ainda mais consumidor de seguros. O mesmo se verificou na região de Manhattan, em Nova York, que viu crescer a busca por seguros nas linhas industriais, empresariais e individuais após os atentados de 11 de setembro de 2011.

Fitch alivia tensão financeira em seguros pelos danos causados pelas catástrofes no Japão

*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

As perdas com o terremoto no Japão podem ser absorvidos pela indústria de seguros sem que haja tensão financeira generalizada, diz relatório pela Fitch Ratings. De acordo com a agência, ainda levará algum tempo para que as seguradoras e resseguradoras tenham uma verdadeira dimensão dos custos do desastre. Isso porque há uma complexidade muito grande de perdas, de uma simples apólice de automóvel até a contaminação nuclear e lucros cessantes da maior montadora de veículos do mundo.

A Fitch ressaltou em seu relatório que as estimativas de US$ 100 bilhões em perdas econômicas e de US$ 35 bilhões em indenizações, anunciadas pela AIR, levam em conta apenas o terremoto e não consideram o tsunami e nem o seguro de vida.

Entre os segmentos mais afetados, segundo a agência, estão o seguro residenciais e comercial, com danos aos imóveis, energia, marítimo, veículos e seguro de vida. Outra razão ponderada no estudo da Fitch foi o epicentro do terremoto ter sido localizado longe de cidades Tóquio ou Osaka. As áreas afetadas têm menor penetração de seguro.

Grande parte do prejuízo com os danos causados aos imóveis residenciais deverão ser pagos pelas seguradoras locais, uma vez que o governo japonês subsidiar o seguro para danos com terremoto. A Fitch cita o valor de US$ 52 bilhões de capacidade do governo para danos causados por terremotos a residências. Esse apoio do governo se dá por ser esse seguro muito caro no país e mesmo assim ter restrições. Isso faz o com que apenas algo entre 14% e 17% das moradias japonesas tenham seguro privado para danos causados por terremoto às residências.

Somente os riscos comerciais e industriais são cedidos diretamente ao mercado de resseguros global. Diferente do que ocorreu no Chile ou Nova Zelândia, onde não a subsidio para a compra de seguro contra terremoto.

Indenizações no Japão podem custar US$ 35 bi

matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br

US$ 35 bilhões. Esse é o custo estimado com indenizações que deverão ser pagas pela indústria de seguros aos segurados que tiveram perdas com a destruição causada pelo terremoto, seguido de tsnunami no Japão, segundo a AIR Worldwide, com sede em Boston. As perdas econômicas do país foram estimadas em US$ 100 bilhões. O seguro de vida é o maior na região, que movimenta prêmios de quase US$ 1 trilhão. Segundo a AIR, o país tem cerca de US$ 300 bilhões em propriedades seguradas, de acordo com a empresa de avaliação de desastres AIR Worldwide.

Os tremores ainda acontecem na região, onde o risco de acidente nuclear na região atingida é alto, segundo informaram as agências nesta manhã de segunda-feira, com contaminação de pessoas e do meio ambiente. As bolsas asiáticas fecharam em grande queda, com Tokio recuando mais de 6%, e as europeias operam em terreno negativo. Para acalmar o mercado financeiro, o governo japonês colocou mais de US$ 85 bilhões para capitalizar as instituições financeiras, que deverão sofrer bastante, tendo em vista a previsão de liquidação de algumas instituições.

As ações de resseguradoras continuam em queda, apesar dos esforços do setor em informar os investidores e analsitas de que ainda é muito cedo para prever as perdas. Munich Re, Swiss Re, Hannover Re e o grupo francês Scor perderam entre 3,5% e 5,3% na sexta-feira passada. Esse evento envolve apólices de seguros em todas as partes do mundo, de empresas que fornecem bens para o Japão. O impacto pode ser negativo, com a suspensão de investimentos ou de compras.

A Toyota, por exemplo, havia previsto investimentos superiores a US$ 600 milhões na abertura de mais uma fábrica no Brasil. Já a Usiminas poderá aumentar o fornecimento de aço para o Japão, onde cinco usinas sofreram perdas com os tremores. Ou seja, o seguro está em toda parte, seja para reconstruir os danos causados pela tragédia, seja para ofertar cobertura para tranquilizar quem ainda não havia se dado conta dos riscos da sociedade moderna.

Terremoto no Japão derruba mercado acionário mundial

matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br

O dia começa com imagens de destruição e notícias alarmantes sobre catástrofes naturais. O Japão sofre hoje com os estragos do terremoto na escala 8,9, o pior dos últimos 140 anos, seguido de tsunami. Os Estados Unidos emitiram alertas sobre tsunami que podem atingir desde o Alasca até o fim da América do Sul. As ondas são estimadas em dois metros, que podem ultrapassar a altitude de muitas ilhas do pacífico. Uma usina atômica esta pegando fogo e a previsão é de muitos mortos.

O evento fez com que todas as bolsas mundiais abrissem em queda. As ações de resseguradoras como Swiss Re, Munich Re e Hannover Re apresentam queda superior a 4% nesta manhã. Isso porque resseguradoras e seguradoras terão, provavelmente, um grande desembolso em indenizações para ajudar seus clientes na reconstrução das cidades atingidas.

A Ásia é a terceira maior região do mundo na compra de seguros, com quase US$ 1 trilhão, superada pela Europa, com US# 1,6 trilhão, e pelos Estados Unidos, com US$ 1,3 trilhão, segundo estudo da Swiss Re sobre a indústria mundial de seguros. O Japão o maior mercado dentro da Ásia e por isso deverá gerar um grande volume de indenizações da indústria mundial de seguros.

Segundo Robert P. Hartwig, presidente do Insurance Information Institute, 2011 deverá ser recorde em pagamento de indenizações por terremoto. Além das contas que ainda serão feitas no Japão, a indústria já contabiliza algo próximo a US$ 10 bilhões com a Nova Zelândia, diz Hartwig.

Seguro de pessoas avança 257% na última década

O volume de prêmios do mercado de seguros de pessoas aumentou 257%, passando de R$ 4,4 bilhões, em 2001, para os R$ 15,7 bilhões, em 2010, com uma taxa média de 15,18% ao ano, refletindo, o acerto das políticas adotadas para o segmento, pelo governo e pelo mercado, informa a Fenaprevi, 79 empresas que comercializam produtos de vida e previdência.

De acordo com estudo da Fenaprevi, atualmente o seguro de vida tem presença maior nas classes A e B da população brasileira, presente em 18% dos lares da classe AB. Na classe C o índice de penetração do produto é de 6% e de 2% nas classes D e E.

“O seguro de vida é produto prioritário para as pessoas que buscam proteção financeira para o futuro e para a sua família. É a garantia de que na ausência ou incapacidade do responsável pela família os indivíduos do lar terão um suporte para reorganizar a vida”, diz Marco Antonio Rossi (foto), presidente da Fenaprevi, acrescentando que o desafio é “impulsionar adequadamente os canais para oferecer o seguro para todas as classes”.

A Bradesco ficou em primeiro lugar no acumulado de janeiro a dezembro, com 17,29% de participação, seguida pela Itaú (15,06%); Aliança do Brasil (10,35%); Santander (8,97%); Mapfre (7,32%); HSBC (4,45%); Metropolitan Life Seguros e Previdência (4,04%); Caixa (3,65%), Tokio Marine (2,90%) e SulAmérica (2,72%). Outras seguradoras representaram 23,25% dos prêmios de seguros.

Brasil sediará evento mundial de microsseguro

O microsseguro – apólices desenhadas para as camadas mais carentes da população de um país – virou ordem mundial com o avanço da mobilidade social. No Brasil, que ainda aguarda uma regulamentação, o nicho é alvo de estudos e estruturação da operação por praticamente todas as 20 maiiores seguradoras. Afinal, a expectativa é de que mais de 100 milhões de pessoas possam consumir os produtos classificados em microsseguros.

O estímulo das seguradoras para entrar nesse nicho de mercado é simples. Nos últimos cinco anos a classe C dobrou de tamanho e deverá dobrar novamente nos próximos cinco anos. Além disso, os programas de microfinanças começam a ganhar corpo nos bancos e nas ONGs.

Após anos investindo na gestão do conhecimento de como lidar com as classes de menor renda, os projetos de microcrédito se mostram consolidados e novos produtos começam a ser incluídos na base de distribuição desenvolvida. Bancos como Santander e Itaú são os mais avançados no assunto. Produtos como seguros de vida, acidentes pessoais, prestamistas e assistência funeral são os principais candidatos para esse segmento de mercado.

Entre os programas de maior destaque, ainda chamados de seguros populares por não haver ainda a regulamentação de microsseguro, temos o Bradesco, com a venda de seguros de acidentes pessoais; o projeto Morro Dona Marta, que conta com a adesão de várias seguradoras e é administrado pela CNSeg; o PASI (Plano de Amparo Social Imediado), da Mapfre; e agora a Zurich com a parceria com o banco Palmas no Nordeste. Temos também uma operação piloto da Allianz, a maior do mundo em microsseguros, no Sul do Brasil, mas poucos detalhes da operação foram revelados.

Um dos obstáculos é regulamentar a figura do agente de vendas. A Porto Seguro tenta há anos desenvolver uma parceria com corretores, para que eles treinem e liderem uma equipe de moradores das comunidades para vender apólices de vida. Mas o projeto encontra dificuldades. Ou a pessoa treinada arruma outro emprego e deixa o seguro de lado, ou a inadimplência desanima a todos. Quando o pagamento puder ser feito pelo celular, esses dois empecilhos poderão ser contornados. Esse foi um dos incentivos para a Porto entrar no ramo de telecomunicações.

Uma boa oportunidade de conhecer um pouco mais desse assunto é participar do evento que será promovido no Rio de Janeiro. Segundo nota no site da CNSeg, o executivo Dirk Reinhard, vice-presidente da Munich Re Foundation, chegará na cidade maravilhosa na semana que vem para tratar da organização da 7ª Conferência Internacional de Microsseguros evento programado de 8 a 10 de novembro, no Hotel Sheraton.

No Rio, ele será recepcionado pelo mercado em almoço no dia 16 de março, uma quarta-feira, a partir das 12h45, no Centro Empresarial (Rua Senador Dantas, 74). A 7ª Conferência Internacional de Microsseguros tem apoio da CNSeg, para quem o encontro será uma oportunidade única para os profissionais brasileiros compartilharem as experiências e informações de diversas partes do mundo sobre os desafios que pavimentam as ações para o desenvolvimento do microsseguro. O site de divulgação da conferência é www.microinsuranceconference.org/2011.

Hannover Re comemora lucro recorde

A Hannover Re, terceira maior resseguradora do mundo e presente no Brasil como resseguradora admitida, divulgou nesta quarta-feira um lucro líquido recorde na história do grupo. Segundo comunicado distribuído à imprensa, o CEO Ulrich Wallin (foto) comemorou o ganho de 748 milhões de euros em 2010, ano em que as indenizações em três terremotos – Chile, Haiti e Nova Zelândia – somaram mais de 600 milhões de euros.

O lucro inclui a venda da Claridon, subsidiária baseada nos Estados Unidos, com impacto positivo de 112 milhões de euros. O retorno sobre o patrimônio ultrapassou 18%.Os prêmios brutos avançaram 11,2%, para 11,4 bilhões de euros. Já os prêmios líquidos totalizaram 9,3 bilhões, avanço de 7,9%.

Norman Sorensen é o novo chairman da Principal

matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Norman Sorensen, um dos protagonistas da parceria entre a americana Principal Financial Group com o Banco do Brasil, sócios na Brasilprev, deixa de ser CEO para ser o novo chairman da Principal International, braço internacional de um dos mais importantes grupos financeiros dos Estados Unidos. Segundo Larry D. Zimpleman, chairman, presidente e CEO do grupo mundial, trata-se de um processo natural de sucessão desenhada pelo grupo para o braço internacional com o firme propósito de dar continuidade ao crescimento das operações em todo o mundo. “A Principal International tem oportunidades de crescimento notável na Ásia e na América Latina, onde já temos um histórico de 10 anos”, afirma o executivo.

Segundo Sorensen, Luis Valdes, atual CEO da Principal para a América Latina, será o CEO responsável pelas operações da Principal International. Roberto Walker, 45, deixa de ser o COO para assumir as operações na América Latina, sucedendo Valdes. “Luis Valdes conduzirá nossos negócios internacionais, coordenando fortes parceiros locais com forte poder de distribuição, que nos permitem crescer de forma acelerada e sustentável nos principais mercados emergentes”.

Norman é um executivo admirado por todos que o conhecem. Tem um carisma ímpar. Fala praticamente todas as importantes línguas no mundo, bem como os principais dialetos dos países emergentes. Demonstra interesse em pormenores da cultura e valoriza pequenos detalhes que dizem muito a respeito de um povo. Desde 1998, quando assumiu a divisão internacional da Principal, sua casa passou a ser o mundo. Particularmente, os países emergentes. Seu olhar é sempre curioso. Tudo isso fez com que criasse uma experiência prioritária hoje no mundo dos negócios: conhecimento das mais diversas culturas do planeta.

Para melhorar ainda mais o seu circulo de atuação, em meados do ano passado foi eleito presidente e CEO da International Insurance Society (IIS), entidade que reúne os principais executivos da industria internacional de seguros e resseguros. Ele substitui o presidente e CEO da Marsh & McLennan Companies, Brian Duperreault.

Levar a divisão internacional da Principal a uma posição de destaque dentro do grupo, até então concentrado nos Estados Unidos, foi uma consequência de tanta dedicação. Os ativos sob administração registraram expansão anual média de 35% ao ano desde 2000, para US$ 52,7 bilhões. Em 2010, a divisão internacional contribuiu com US$ 137 milhões em ganhos, representando 16% do lucro total da Principal Financial Group, que conta com ativos administrados de US$ 319 bilhões e mais de 19 milhões de clientes espalhados pela Ásia, Austrália, Europa e América Latina, além dos EUA.

No Brasil, a Principal é sócia do Banco do Brasil, na BrasilPrev. Em maio de 2010, a Principal renovou sua parceria com o maior banco do País e adquiriu 4% da participação do Sebrae na sociedade, elevando para 51% sua participação na BrasilPrev, a terceira maior empresa de previdência privada aberta do Brasil.

A estimativa do Banco do Brasil é de que o mercado brasileiro de previdência privada aberta possa atingir ativos de R$ 1 trilhão em recursos administrados no ano de 2022. Atualmente o setor acumula ativos próximos de R$ 200 bilhões. O acordo entre o BB e Principal prevê cláusula de exclusividade na comercialização dos produtos da Brasilprev nos canais de distribuição do Banco do Brasil pelo prazo de 23 anos.

Em recente entrevista para o especial Fundos de Investimentos, do Valor Econômico, Norman comentou que o Brasil precisa continuar fazendo as coisas bem como tem feito até agora, incluindo regras claras, cuidar de seu gasto público e da sua estabilidade política. Também são necessários investimentos maiores na infraestrutura do País e na educação para apoiar corretamente o caminho do crescimento.

Ele também destacou o controle da inflação como peça chave na condução da economia. “Achamos que o Banco Central tem comprometimento com isso e a manterá em níveis reduzidos. Na medida em que as companhias tenham boas perspectivas de crescimento, o Brasil poderá ser mais atrativo para os investidores do mundo e particularmente para os investidores institucionais.”

Norman acredita que a indústria de fundos no Brasil tem experimentado um desenvolvimento muito forte nos últimos anos, estando hoje entre as dez maiores do mundo em patrimônio líquido. Para ele, ainda há muito a ser feito na indústria local, mas isso depende também da conjuntura social e econômica. A participação de ações em fundos brasileiros é bastante menor no Brasil, com aproximadamente 12% do total investido em ações, diante de uma média de 40% nos países com indústrias maduras de fundos.

O investimento fora do país também está aquém do padrão internacional. No Brasil esta prática é praticamente nula, enquanto em outros países cerca de 30% a 40% do patrimônio das indústrias de fundo são aplicados no exterior. “Sem dúvida, os juros altos são parte importante da explicação”, diz.