Apenas três empresas citaram indenizações de mais de US$ 4 bilhões para indenizar as vítimas da tragédia ocorrida no último dia 11 no Japão. “O terremoto não foi apenas o mais forte já registrado no Japão: foi também o quarto mais intenso já medido em qualquer parte do mundo”, informou Torsten Jeworrek, executivo da Munich Re, maior resseguradora do mundo, em comunicado, prestando total solidariedade ao sofrimento dos clientes e dos japoneses com o evento. Segundo estudo do Banco Mundial, as perdas econômicas no Japão deverão chegar a 4% do PIB do país, ou US% 235 bilhões, com prazo de até cinco anos para se recuperar.
A Munich Re informou nesta terça-feira suas estimativas para pagamento de indenizações aos segurados que tiveram perdas com o terremoto seguido de tsunami: 1,5 bilhão de euros (US$ 2,1 bilhões). Swiss Re havia divulgado ontem US$ 1,2 bilhão e a AIG outros US$ 700 milhões. Considerando-se as outras catástrofes naturais – enchente e ciclone Yasi na Austrália e terremoto na Nova Zelândia –, registradas no ano, as perdas da Munich Re chegam a 2,5 bilhões de euros, exatamente o lucro previsto para 2011. Com isso, obviamente a meta de lucro não será mais atingida.
A estimativa reflete apenas o uso de um sistema de quantificação de apólices e valores cobertos nas regiões afetadas. Um valor mais preciso só poderá ser apurado após algumas semanas, quando os pedidos de indenizações chegarem à companhia por parte dos segurados, bem como os serviços de limpeza e de busca possibilitarem uma avaliação mais precisa dos danos, informa a resseguradora em comunicado. Outras incertezas em relação aos valores a serem pagos estão no cálculo que ainda precisa ser feito dos prejuízos das empresas seguradas em razão da interrupção dos fluxos internacionais de bens e cadeias de abastecimento sofrido por empresas e indústrias japoneses.
As perdas de Munique Re resultam de contratos de ramos elementares e vida. Danos decorrentes dos plantas nucleares não contam com cobertura de seguros da indústria internacional, por serem subsidiados pelo governo japonês. A Munich Re está presente no Japão desde 1912. “Continuamos a ofertar a nossa capacidade para os clientes no Japão e apoiá-los no que for necessário para lidarem com as perdas”, acrescentou.

















