Indenizações no Japão podem custar US$ 35 bi

matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br

US$ 35 bilhões. Esse é o custo estimado com indenizações que deverão ser pagas pela indústria de seguros aos segurados que tiveram perdas com a destruição causada pelo terremoto, seguido de tsnunami no Japão, segundo a AIR Worldwide, com sede em Boston. As perdas econômicas do país foram estimadas em US$ 100 bilhões. O seguro de vida é o maior na região, que movimenta prêmios de quase US$ 1 trilhão. Segundo a AIR, o país tem cerca de US$ 300 bilhões em propriedades seguradas, de acordo com a empresa de avaliação de desastres AIR Worldwide.

Os tremores ainda acontecem na região, onde o risco de acidente nuclear na região atingida é alto, segundo informaram as agências nesta manhã de segunda-feira, com contaminação de pessoas e do meio ambiente. As bolsas asiáticas fecharam em grande queda, com Tokio recuando mais de 6%, e as europeias operam em terreno negativo. Para acalmar o mercado financeiro, o governo japonês colocou mais de US$ 85 bilhões para capitalizar as instituições financeiras, que deverão sofrer bastante, tendo em vista a previsão de liquidação de algumas instituições.

As ações de resseguradoras continuam em queda, apesar dos esforços do setor em informar os investidores e analsitas de que ainda é muito cedo para prever as perdas. Munich Re, Swiss Re, Hannover Re e o grupo francês Scor perderam entre 3,5% e 5,3% na sexta-feira passada. Esse evento envolve apólices de seguros em todas as partes do mundo, de empresas que fornecem bens para o Japão. O impacto pode ser negativo, com a suspensão de investimentos ou de compras.

A Toyota, por exemplo, havia previsto investimentos superiores a US$ 600 milhões na abertura de mais uma fábrica no Brasil. Já a Usiminas poderá aumentar o fornecimento de aço para o Japão, onde cinco usinas sofreram perdas com os tremores. Ou seja, o seguro está em toda parte, seja para reconstruir os danos causados pela tragédia, seja para ofertar cobertura para tranquilizar quem ainda não havia se dado conta dos riscos da sociedade moderna.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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