Governo deve adiar mudanças no resseguro

42-22634068Adoro fazer aniversário. Tantas ligações e desejos de saúde, paz, amor e sucesso. Neste ano fiquei impressionada com a rede de amigos que tenho. Ainda não tinha dado conta, mas o Facebook, que manda alerta dos aniversariantes, me fez perceber o quanto sou querida. Por outro lado, as facilidades das redes sociais deixam aquela saudade do abraço carinhoso.

Essa também é uma data em que fico prá lá de bem informada. Como as fontes também estão na rede social, acabam sabendo do aniversário. Mas optam por ligar. O que é ótimo, ainda mais numa entressafra de notícias como o período de janeiro. Conversa vai e conversa vem e acabo me atualizando das notícias com a parada do fim de ano. Que aliás não aconteceu em seguros desta vez. Todos trabalharam duro. Seja para atender as vítimas das chuvas, seja para negociar com o governo mudanças nas regras do resseguro divulgadas em dezembro.

Só nesta semana, o Brasil recebe três pesos pesados da indústria mundial de seguros. Eles se deslocaram dos EUA e da Europa até aqui para conversar com o governo brasileiro. O objetivo é mostrar que as mudanças nas regras do resseguro, previstas para entrarem vigor em fevereiro, são totalmente fora de qualquer política de boa vizinhança.

Afinal, o mercado de resseguros demorou quase uma década para derrubar o monopólio, diante de tanto estudo e regras elaboradas. Tudo dentro da lei. Pouco mais depois de dois anos, tudo muda do dia para a noite e sem qualquer consulta pública. Pior. De forma inconstitucional, alegam executivos envolvidos nas negociações com o governo, que além de receber os principais executivos do setor do Brasil e do mundo, também tem sido procurado pelos diplomatas. Os consulados estão preocupados com a relação dos países diante da falta de segurança jurídica causada por esse fato e que pode prejudicar investimentos que estavam programados em outros setores.

Diante de tantas conversas, parece que o governo vai adiar o início das novas regras para março. Até lá, a expectativa é de que haja tempo suficiente para que todos possam conversar, discutir e achar uma saída menos traumática para problemas eventuais que surgiram nesses dois anos de mercado livre de resseguro.

De um lado, o governo se defende alegando que algumas companhias burlaram as regras. A lei determina a oferta preferencial dos contratos de resseguro para as resseguradoras locais, instaladas no Brasil. Algumas companhias, interessadas em passar todo o contrato para a matriz, ofertavam um contrato com clausulas adicionais para as locais com o firme propósito delas declinarem do negócio. Com o “não aceito” em mãos, passavam todo o risco para a matriz, sem as tais cláusulas que dificultaram a negociação local.

Os resseguradores estrangeiros se defendem alegando que as mudanças no resseguro visam beneficiar o IRB Brasil Re, que deteve o monopólio por quase 70 anos. Dizem que o ressegurador que tem Bradesco e Itaú como principais acionistas privadas, além do governo que negocia a venda das suas ações para o Banco do Brasil, perdeu muito market share em seguro garantia e riscos de engenharia. Para frear a queda vertiginosa nas vendas de resseguro de infraestrutura, a saída foi mudar as regras.

A primeira mudança foi trocar a oferta antes preferencial para obrigatória. Até aqui não há tantas queixas, pois tudo pode ser contornado com acordos entre as seguradoras e resseguradoras. Nesta também o prazo já está previsto para março. O custo para o cliente vai aumentar em razão de ter mais um procedimento a ser negociado, mas os executivos até são pacientes com isso.

Mas não poder retroceder o contrato de resseguro captado no Brasil para a matriz no exterior é algo fora de qualquer entendimento. Esta resolução está prevista para entrar em vigor dia 31 de janeiro e é o foco de negociações com o governo. Mais de cem empresas vieram para o Brasil com esse objetivo. E vieram porque as regras eram claras. E depois de aqui estar mudar tudo, ninguém aceita. Bem, parece que um primeiro round já foi vencido, adiando a validade para final de março. Falta agora a articulação política das estrangeiras nesses próximos meses para realmente mostrar ao governo como funciona o resseguro em todo o mundo.

Se conseguirem, a indústria de seguros brasileira continuará no seu vertiginoso crescimento dentro de padrões mundiais. Se não, voltaremos a ter um mercado insignificante, com produtos padronizados, preço alto e comandado por poucos muito mais interessados em ter lucro do que criar produtos para dar proteção aos indivíduos, às famílias, às empresas e ao próprio governo. O que seria muito ruim, principalmente porque todos os países que se desenvolveram fortemente contam com uma indústria de seguros robusta para dar sustentabilidade ao crescimento.

Tragédia no Rio mobiliza setor de seguros

42-20321138A tragédia na região serrana do Rio de Janeiro, citada como uma das dez piores catástrofes por deslizamento de terra do mundo nos últimos anos, mobilizou as empresas da indústria de seguros no Brasil. Além de implementarem esquemas especiais de atendimento, as seguradoras e corretores mobilizaram funcionários, clientes e fornecedores em campanhas de doações às vítimas. Liberty, Bradesco, BB Mapfre Seguros, Tokio Marine, Itaú Unibanco, Santander, SulAmérica e Mongeral, alem do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (Sincor RJ), estão entre as companhias que anunciaram doações e campanhas para recolhimento e envio de itens básicos às vítimas. Até o dia 19, a defesa civil computava mais de 750 mortos na região.

Infelizmente, poucas pessoas atingidas tinham seguro de vida, da casa ou de carro, segundo uma análise preliminar das seguradoras. Ao contrário da Austrália, que sofre com as enchentes desde o fim de dezembro, com mais de 200 mil desabrigados e cerca de 20 mortes. Lá, as seguradoras e resseguradoras deverão amargar um grande prejuízo com o pagamento de indenizações de carros, casas, estabelecimentos comerciais e lucro cessante para exportadoras de carne e empresas ligadas a mineração, dois setores importantes na economia do pais.

As maiores seguradoras australianas já registram forte queda no valor de suas ações em razão do grande volume de indenizações já solicitadas pelos clientes. Lá, o seguro é ofertado porque o país tem um excelente sistema de alertas de eventos climáticos. Por ter tempo hábil de mitigar o risco e tirar as pessoas do local, as seguradoras sentem-se mais a vontade de ofertar produtos por preços mais acessíveis.

Já no Brasil, apesar de ser o maior mercado de seguros da América Latina, o país ainda engatinha na venda de apólices que dão proteção a eventos como deslizamento, enchente, inundação. Boa parte do faturamento do setor vem da venda de VGBL, um seguro de vida com acumulação de recursos. Desde a abertura do mercado de resseguros, em 2008, as seguradoras passaram a ofertar produtos mais inovadores com preços mais acessíveis.

No entanto, com mudanças nas regras do resseguro, o seguro das seguradoras, em dezembro passado pelo governo, a expectativa é de um crescimento menor na inovação dos seguros de ramos elementares (tudo o que não é vida) em razão da falta de confiança jurídica dos grupos estrangeiros em atuar em um mercado que muda as regras sem amparo legal.

Segundo divulgaram os jornais nesta semana, apenas 50% dos hotéis e pousadas da região serrana do Rio contam com apólices de seguro patrimonial, de acordo com declarações da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis. A cobertura de lucro cessante, na qual é possível ter o lucro perdido em razão de um acidente, é pouco contratada por pequenas e médias empresas.

Uma pena. Pois o seguro poderia ajudar a recuperar os 2,4 mil quartos de hotel destruídos nas três cidades mais atingidas na região serrana. Isso representa 60% da oferta do ramo hoteleiro, que já calcula prejuízos de US$ 30 milhões com hospedagem até o fim do Carnaval, informaram os jornais. Entre empregos diretos e indiretos, a atividade hoteleira local gera mais de 12.000 postos de trabalho. Destes, estima-se que 80% correm o risco de serem fechados nos próximos 30 dias por conta das inundações.

O grande conhecido da população brasileira é o seguro de carro, segmento que concentra o maior número de pedido de indenizações nas seguradoras. A Porto Seguro, maior seguradora de carro do Brasil, informou que a maioria dos clientes tem cobertura para danos causados pelas enchentes, uma vez que o principal produto vendido pelo grupo conta com cobertura completa, que abrange colisão, incêndio e roubo ou furto.

A Liberty, com 20 mil veículos segurados na região serrana e mais de 5 mil residencias, criou uma estratégia especial para agilizar o atendimento, desde um call Center especial até o pagamento do seguro do carro sem a burocracia de encontrar o veículo no mar de lama que virou boa parte da região serrana. A expectativa inicial da empresa é atender, em média, 300 pedidos de indenização.

A Marítima informou que está oferecendo lavagem e higienização de veículos afetados por enchentes e inundações para seus clientes. Já no Plano Executivo, além do serviço de lavagem e higienização, foi incluído o serviço de reboque com quilometragem ilimitada e fornecimento de carro reserva com ar condicionado durante o período de conserto. Também houve aumento na quilometragem de reboque no Plano de Assistência a Veículos de Carga, que passa a abranger um raio de até 800 km.

A SulAmérica deslocou guinchos e peritos de cidades próximas aos locais impactados pelas fortes chuvas para auxiliar nos atendimentos da região.
Além disso, a vistoria dos veículos sinistrados está sendo feita na base do reboque, direcionando rapidamente o veículo danificado a oficina mais próxima ou de preferência do cliente.
A regulação dos sinistros também ganhou agilidade com o deslocamento dos peritos.

Além destas ações a SulAmérica também fará uma doação em dinheiro para a Cruz Vermelha, comprar colchonetes e cobertores e doará também brinquedos para as crianças da região. A companhia também criou uma campanha interna para incentivar funcionários, corretores de seguros e parceiros a contribuir com a Cruz Vermelha de cada local afetado pelas chuvas.

O Santander, com aproximadamente mil clientes na região serrana, anunciou o adiantamento de 100% do seguro para clientes de todas as carteiras. Para aqueles que contam com cobertura para desmoronamento, a indenização sera paga após a vistoria, que conta com uma equipe reforçada de peritos no local.

A equipe de funcionários e corretores da Allianz está mobilizada para entrar em contato com os segurados, que tiveram a renovação automática das apólices que venciam no início de janeiro garantida até o final do mês nas mesmas condições da apólice anterior. 


O banco doará R$ 1 milhão e disponibilizou um número de telefone (0800-703-9360) exclusivo para acelerar as indenizações de clientes com seguro devida, automóvel, residencial e comercial, que tenham sido atingidos pelas chuvas.O banco vai oferecer condições melhores para tomada de empréstimo e cobrançaaos clientes das regiões atingidas.

A Brasilveículos, seguradora do Banco do Brasil e da Mapfre, montou postos de coletas nos Centros Automotivos BB Seguro Auto, localizados em Brasília e Fortaleza, e nos Centros de Diagnósticos BB Seguro Auto, que ficam em São Paulo, Curitiba e Florianópolis. Até o dia 31 de janeiro, todas as pessoas que fizerem doações ganharão um diagnóstico veicular para seus automóveis de passeio, exceto na cidade de Fortaleza. Além de mobilizar todos os seus colaboradores na arrecadação interna de donativos e na doação de sangue, a Brasilveículos companhia já doou cobertores, colchonetes e água para toda a região afetada pelas chuvas.

Liberty Seguros recolhe doações para vítimas

liberty-social A Liberty Seguros, empresa de um dos maiores grupos seguradores dos Estados Unidos, enviou hoje email aos corretores de seguros que trabalham com a companhia estimulando a doação de itens para serem entregues para as vítimas das chuvas em São Paulo e Rio de Janeiro. Os itens podem ser doados em qualquer uma das sucursais da seguradora em todo o Brasil. Os corretores repassaram email aos seus contatos, fazendo com que a ação de solidariedade se alastre, aquecendo corações por esse Brasil afora. Parabéns pela atitude!

Endereços para doações às vítimas do Rio

42-22681797A CNSeg divulgou em seu site (www.viverseguro.org.br os endereços onde pessoas interessadas em ajudar os desabrigados das chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio podem fazer doações. No momento, os desabrigados precisam de colchões, alimentos não-perecíveis, água, leite em pó e material de higiene pessoal. Uma conta foi aberta no Banco do Brasil para quem preferir fazer doações em dinheiro (S.O.S. Teresópolis – Agência 0741 conta/corrente 110000-9).

Confira onde fazer sua doação:

– Na Sede da ONG Viva Rio – Rua do Russel, 76, Glória, Tel:(21) 2555-3750, ou por meio de uma conta no Banco do Brasil, Agência 1769-8 conta/corrente 411396-9, CNPJ 00343941/001-28.
– Na Cruz Vermelha – Praça da Cruz Vermelha, 10 – Centro
– Nos Batalhões da Polícia Militar de todo o Estado
– Na rede de supermercados Pão de Açúcar (Sendas, ABC,Extra, Assaí e Comprebem)
– O HemoRio também precisa de doações de sangue para suprir a demanda dos hospitais da região. O endereço é Rua Frei Caneca, 8, junto à Praça da República, no Centro do Rio – todos os dias, das 7 horas às 18 horas. Tel: 0800 282 0708

Planeta requer novas atitudes para riscos globais

42-22693359A crise financeira reduziu a capacidade do mundo de lidar com choques. A severidade e a frequência dos riscos para a estabilidade econômica global cresceram enquanto a capacidade dos sistemas de governança global de enfrentar esses riscos estagnou. Essas são as conclusões da sexta edição do relatório Riscos Globais 2011 do World Economic Forum, lançado hoje.

“Os sistemas do século 20 não conseguem administrar os riscos do século 21; precisamos de novos sistemas em rede capazes de identificar e resolver riscos globais antes que se tornem crises globais,” afirma Robert Greenhill, Managing Director e Chief Business Office do World Economic Fórum, segundo nota distribuída a imprensa.

Publicado em cooperação com a Marsh & McLennan Companies, a Swiss Reinsurance Company, Wharton Center for Risk Management e Zurich Financial Services, o relatório Riscos Globais 2011 representa a experiência de 580 profissionais de vários grupos e regiões que responderam à Pesquisa de Riscos Globais 2010 do World Economic Forum, mensurando a percepção da probabilidade de risco, seu impacto e suas interconexões em relação a 37 riscos globais em um prazo de 10 anos. Os resultados da pesquisa são incluídos no relatório. Riscos Globais 2011 também analisa uma série de riscos emergentes e resultados atípicos do cenário de risco global desse ano que podem nos surpreender no futuro.

Veja a seguir um resumo do estudo divulgado pela Swiss Re:

Aspectos específicos, como a disparidade global e as falhas da governança global estão moldando a evolução de muitos outros riscos mundiais e reduzem a nossa capacidade de enfrentá-los. A interconexão e complexidade dessas questões levam à consequências imprevistas, e, com frequência, os mecanismos tradicionais de responder a esses riscos simplesmente transferem os riscos para outras partes interessadas ou áreas da sociedade.

Combinando metodologias de pesquisa quantitativa e qualitativa, Riscos Globais 2011 revela três principais grupos de riscos que estão criando grandes problemas para a próxima década:

· Riscos Macroeconômicos: a crise financeira global nasceu de fraquezas estruturais de longo prazo da economia global. Os desequilíbrios macroeconômicos, as crises fiscais em economias desenvolvidas, imensos prejuízos sociais e mercados financeiros enfraquecidos representam um eixo complexo de riscos econômicos. O endividamento causado pela crise reduziu a capacidade de enfrentar choques futuros a níveis extremamente baixos. “Na maioria dos países industrializados as atuais políticas fiscais não são sustentáveis. Na ausência de correções estruturais mais profundas, enfrentamos um risco muito alto de calotes em dívidas soberanas”, explica Daniel M. Hofmann, Economista Chefe da Zurich Financial Services. Christian Mumenthaler, Chief Marketing Officer, Resseguro e Membro do Conselho Executivo da Swiss Re, da Suíça, comentou que: “As despesas no longo prazo que carecem de recursos, criadas pelo envelhecimento da população, sinalizam o crescimento contínuo das pressões fiscais. É somente com a adoção de parcerias público-privadas que podemos garantir uma resolução para os desafios financeiros associados a esse fenômeno e assegurar que a questão de maior longevidade continue sendo uma tendência positiva para a sociedade.”

· O mercado paralelo: um número maior de Estados frágeis e fracassados, o crescimento do mercado negro, o crime organizado e a corrupção representam um eixo de risco criminal. Um mundo em rede, falhas de governança e desequilíbrios econômicos criam oportunidades para o crescimento da ilegalidade. Em 2009, o valor do comércio ilegal no mundo foi estimado em US$ 1,3 trilhão e está crescendo. Esses riscos criam custos muito altos para atividades econômicas legítimas, enfraquecem Estados, ameaçam oportunidades de desenvolvimento, desmoralizam a lei e mantêm países em um ciclo de pobreza e instabilidade. Precisamos de cooperação internacional efetiva com urgência.

· Crescimento limitado por recursos: o mundo enfrenta limites rígidos em relação à água, alimentos e a energia. O crescimento da população e o consumo, junto com as mudanças climáticas, criam esse desafio enquanto as ligações entre essas questões dificultam uma reação. Grande parte das intervenções simplesmente criam problemas novos e piores ou transferem o risco para uma outra área. A escassez de recursos básicos deve criar mais conflito entre os grupos sociais, as nações e as indústrias que precisam deles.

“A demanda por alimentos, água e energia está crescendo em dois dígitos. Mesmo assim, déficits fiscais crônicos estão ameaçando investimentos importantes em infra-estrutura para aumentar a disponibilidade e o acesso a esses recursos. A escassez resultante é uma ameaça para a prosperidade global”, afirma John Drzik, Presidente e CEO do Oliver Wyman Group (Marsh & McLennan Companies).

Além desses três grupos, o relatório Riscos Globais 2011 identifica cinco riscos emergentes:

Segurança de redes: a nova fronteira para o controle da informação, desde hackers até falhas de serviços em grande escala e a possibilidade de ciberataques entre países.

Alto crescimento populacional: em países frágeis e com poucos recursos, o crescimento da população deve levar a “bombas populacionais”, maior violência e ao colapso de estados

Escassez de recursos: as limitações nas áreas de commodities, água e energia criam limites para o o crescimento e criam pontos de conflito.

Redução da globalização: com a crescente desigualdade econômica, uma reação populista contra a globalização pode romper a integração econômica e política

As ameaças de armas nucleares e biológicas: representam uma preocupação renovada para um mundo frágil.Nesse contexto, o World Economic Forum planeja o lançamento de uma nova Rede de Resposta ao Risco durante a reunião Anual 2011 do World Economic Forum, em Davos-Klosters, na Suíça, que será realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro.

A nova rede deve criar uma nova abordagem para lidar com os riscos complexos enfrentados pelos líderes e permitir que capturem o lado positivo desses riscos. “Se os líderes empresariais e tomadores de decisões conseguem superar a tendência comportamental de adotar soluções imediatas e de curto prazo e começam a pensar no longo prazo, isso será um grande passo no sentido de adotar uma atitude condizente com a maior complexidade e interconexão dos riscos globais”, afirma Howard Kunreuther, Diretor Conjunto do Wharton Risk Management and Decision Processes Center.

A íntegra do relatório pode ser acessada no http://scpro.streamuk.com/uk/player/Default.aspx?g=21ddc642

Geneva Association lista prioridades de 2011

42-17773657*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Quatro assuntos preocupam os principais CEOs da indústria de seguros mundial: regulação, estabilidade dos mercados financeiros, mudanças climáticas e o desafio demográfico, informa recente boletim divulgado pela Geneva Association, entidade que reúne os principais executivos do setor no mundo, ao listar os temas da agenda das maiores seguradoras, resseguradoras e corretoras de seguros em 2011.

“O rumo da regulamentação da atividade de seguro internacional vai ser crítico para a indústria neste ano. Os grandes projetos regionais, como Solvência II, que ganharam status de referência mesmo fora da Europa, e projetos globais, tais como International Financial Reporting Standards (IFRS) e várias reformas da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS), vão pautar as principais iniciativas das empresas de seguros em 2011”, diz Patrick Liedtke, secretário geral da Geneva Association.

Segundo o executivo, a associação tem atuado junto com reguladores internacionais e organismos de normalização, como a IAIS, o International Accounting Standards Board (IASB) e outros para ajudar a resolver questões complexas sobre como melhorar a regulamentação e a fiscalização da indústria de seguros. “Uma das formas é fornecer aos reguladores informações sobre o funcionamento do setor, de forma a deixar claro como opera e quais são os riscos sistêmicos da indústria de seguros”, explica Liedtke no comunicado.

Em relação à estabilidade financeira, a Geneva Association tem buscado esclarecer aos reguladores o quanto os riscos sistêmicos de seguradoras diferem dos riscos dos bancos.”Estamos envolvidos diretamente com os reguladores, alertando sobre os distintos papéis que as seguradoras e os bancos desempenham no sistema econômico de hoje. A chave é assegurar o bom funcionamento da indústria e preservar os interesses sociais que ela garante”.

Já o tema “mudanças climáticas” tem desafios enormes, o que significa dizer que há muitas oportunidades de trabalhos neste tema. As empresas do setor, por sua natureza de gerenciar riscos e estudar probabilidades, têm um banco de dados rico para poder ajudar o governo sobre as ações que podem ser tomadas para minimizar os impactos financeiros e sociais causados pelos efeitos climáticos nas economias dos países.

“Enquanto as negociações entre os governos dos países desenvolvidos estão praticamente paralisadas, com resultados desapontadores na reunião de Copenhagen e mais recentemente na reunião de Cancun, o desafio de buscar mecanismos para reduzir os efeitos causados continuam. O setor de seguros está disposto a desempenhar um papel mais significativo na direção de gestão de riscos e medidas de prevenção”, afirma Patrick Liedtke.

Por fim, o desafio demográfico. O aumento da longevidade e a queda da natalidade exigem não só a atenção das seguradoras, principalmente as de saúde e de previdência, como também dos governos e das empresas. Segundo a Geneva Association, a longevidade vai alterar a forma de organização da sociedade e, por isso, é preciso mensurar quais os novos riscos de ter mais idosos do que jovens no mundo, como organizar o mercado de trabalho, como estimular o acúmulo de recursos pelos jovens para que eles cheguem à velhice com recursos para viver com qualidade e até mesmo a infraestrutura do pais para atender a uma maior população de idosos.

“As soluções atuais de segurança para a velhice muitas vezes não são sustentáveis e precisam de reformas. A indústria de seguros pode trazer importantes contribuições para essas questões, que foram deixadas um pouco de lado pelos governos e empresas, em razão de outras questões mais urgentes como as já citadas. Mas este é um desafio de todos, que requer atenção desde já para não se tornar um tema ainda mais prioritário no futuro”, finaliza o diretor da Geneva Association.

Itaú renova garantia estendida com Casas Bahia

42-26239934*nota extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Por meio de fato relevante publicado na Bolsa de Valores de São Paulo, o Itaú Unibanco anunciou a conclusão de acordo, nesta terça-feira, para a ofertar do seguro de garantia estendida para a Globex, que passou a concentrar os ativos de eletroeletrônicos do Grupo Pão de Açúcar após a formação da Nova Casas Bahia. O acordo prevê que a Nova Casas Bahia receba, por meio da Itauseg, R$ 260 milhões até 15 de janeiro pela cessão de suas unidades. O acordo para prestação de serviços na contratação de seguro de garantia estendida diferenciada é válido até 31 de dezembro de 2015, sendo prorrogável por três anos. Com a compra pelo Grupo Pão de Açúcar, a Nova Casas Bahia incorporou a bandeira Ponto Frio, ocorrendo as sinergias da integração das operações de Ponto Frio e Casas Bahia, agora formam a Nova Globex.

Relatório Global Risks será divulgado dia 12

42-17773546Nesta quarta-feira acontece o Fórum Econômico Mundial e haverá uma apresentação virtual da sexta edição do relatório Global Risks 2011. Este relatório é elaborado por especialista do Fórum Econômico Mundial junto com a corretora de seguros Marsh & McLennan Companies, a resseguradora Swiss Reinsurance Company, e a seguradora Zurich Financial Services Group.

As conclusões do relatório serão apresentadas por John Drzik, presidente e Chief Executive Officer, Grupo Oliver Wyman (Marsh & McLennan Companies), Robert Greenhill, Diretor Executivo e Diretor de Negócios Chefe do Fórum Econômico Mundial, Daniel M. Hofmann, Economista Chefe do Grupo, Zurich Financial Services, e Christian Mumenthaler, Diretor de Marketing, Resseguro e membro do Comitê Executivo, Swiss Reinsurance Company.

A apresentação poderá ser acompanhada amanhã a partir das 9h30 neste link: http://scpro.streamuk.com/uk/player/Default.aspx?g=21ddc642

ABGR quer revogação das normas de resseguro

atendimentoA Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), que reúne os maiores compradores de seguros do Brasil, espera a imediata revogação das duas Resoluções, 224 e 225, editadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), em dezembro de 2010, que mudaram as regras de negociação de resseguro, o seguro das seguradoras.

De acordo com comunicado divulgado hoje, a diretoria executiva da ABGR afirma que as mudanças são altamente nocivas aos interesses do Brasil. Nelas, o governo proibe que o resseguro seja feito entre empresas do mesmo grupo e determina que a oferta de 40% dos contratos, antes tida como preferencial, passe a ser agora obrigatória para as resseguradoras locais.

Segundo a nota, as duas Resoluções, além de contraditórias em relação aos textos que visam alterar, são utópicas e não levam em conta a realidade da atividade resseguradora internacional. Como se não bastasse, ainda alteram texto de lei complementar o que é absolutamente vedado pelo arcabouço jurídico pátrio.

Em 2007 o Brasil deu um importante passo no sentido de modernizar, ampliar as garantias e reduzir o preço das apólices de seguros. Através da Lei-Complementar 126/07 o país colocou fim a quase 70 anos de monopólio da atividade resseguradora. Com a abertura do mercado nacional para outras resseguradoras, brasileiras e estrangeiras, atuarem no segmento, as seguradoras em menos de três anos passaram a contar com produtos mais afinados com as necessidades da sociedade e das empresas de todos os tamanhos.

O resultado desta abertura oportuna e necessária foi o redesenho do setor segurador, com companhias voltadas para os mais diversos campos da atividade oferecendo produtos de alta qualidade, solidez e confiança para todos os públicos.

Para a ABGR, a entrada em vigor das Resoluções ameaça estas conquistas. Na melhor das hipóteses o seguro brasileiro custará mais caro. Na pior as grande obras a serem realizadas nos próximos anos não terão suporte de seguro, o que pode inviabilizar inclusive a prospecção do Pré-sal, a realização da Copa do Mundo de Futebol e dos Jogos Olímpicos de 2016.

A diretoria da ABGR se diz confiante na sensibilidade do Governo Federal quanto a importância da nação ter um sistema de seguros moderno, baseado nas melhores práticas da atividade, inserido no contexto internacional e capaz de dar as garantias necessárias ao desenvolvimento sustentável nacional.

Catástrofes naturais custam US$ 37 bi em 2010

42-26202217Os desastres naturais fizeram as seguradoras desembolsar mais de US$ 37 bilhões em indenizações no ano passado, segundo estudo da Munich Re divulgado nesta terça-feira. O valor significa dizer que as companhias pagaram US$ 22 bilhões a mais de indenizações no ano passado do que em 2009. Esse número representa menos de 30% das perdas econômicas totais geradas pelas 950 catástrofes naturais, sendo boa parte delas causadas por água, com tempestades e inundações. Apesar disso, o evento mais caro de 2010 foi o terremoto no Chile, com indenizações de US$ 8 bilhões para perdas econômicas de US$ 30 bilhões.

O custo das perdas econômicas para os países chegou a US$ 130 bilhões, muito acima dos US$ 60 bilhões do ano anterior. 2010 foi o segundo maior registro de catástrofes naturais desde 1980, periodo em que a indústria de seguros contabilizou uma média de 785 eventos por ano. Em pagamento de indenizações, 2010 foi o sexto ano mais caro para a indústria de seguros nos últimos 30 anos.