Seguro de pessoas avança 257% na última década

O volume de prêmios do mercado de seguros de pessoas aumentou 257%, passando de R$ 4,4 bilhões, em 2001, para os R$ 15,7 bilhões, em 2010, com uma taxa média de 15,18% ao ano, refletindo, o acerto das políticas adotadas para o segmento, pelo governo e pelo mercado, informa a Fenaprevi, 79 empresas que comercializam produtos de vida e previdência.

De acordo com estudo da Fenaprevi, atualmente o seguro de vida tem presença maior nas classes A e B da população brasileira, presente em 18% dos lares da classe AB. Na classe C o índice de penetração do produto é de 6% e de 2% nas classes D e E.

“O seguro de vida é produto prioritário para as pessoas que buscam proteção financeira para o futuro e para a sua família. É a garantia de que na ausência ou incapacidade do responsável pela família os indivíduos do lar terão um suporte para reorganizar a vida”, diz Marco Antonio Rossi (foto), presidente da Fenaprevi, acrescentando que o desafio é “impulsionar adequadamente os canais para oferecer o seguro para todas as classes”.

A Bradesco ficou em primeiro lugar no acumulado de janeiro a dezembro, com 17,29% de participação, seguida pela Itaú (15,06%); Aliança do Brasil (10,35%); Santander (8,97%); Mapfre (7,32%); HSBC (4,45%); Metropolitan Life Seguros e Previdência (4,04%); Caixa (3,65%), Tokio Marine (2,90%) e SulAmérica (2,72%). Outras seguradoras representaram 23,25% dos prêmios de seguros.

Brasil sediará evento mundial de microsseguro

O microsseguro – apólices desenhadas para as camadas mais carentes da população de um país – virou ordem mundial com o avanço da mobilidade social. No Brasil, que ainda aguarda uma regulamentação, o nicho é alvo de estudos e estruturação da operação por praticamente todas as 20 maiiores seguradoras. Afinal, a expectativa é de que mais de 100 milhões de pessoas possam consumir os produtos classificados em microsseguros.

O estímulo das seguradoras para entrar nesse nicho de mercado é simples. Nos últimos cinco anos a classe C dobrou de tamanho e deverá dobrar novamente nos próximos cinco anos. Além disso, os programas de microfinanças começam a ganhar corpo nos bancos e nas ONGs.

Após anos investindo na gestão do conhecimento de como lidar com as classes de menor renda, os projetos de microcrédito se mostram consolidados e novos produtos começam a ser incluídos na base de distribuição desenvolvida. Bancos como Santander e Itaú são os mais avançados no assunto. Produtos como seguros de vida, acidentes pessoais, prestamistas e assistência funeral são os principais candidatos para esse segmento de mercado.

Entre os programas de maior destaque, ainda chamados de seguros populares por não haver ainda a regulamentação de microsseguro, temos o Bradesco, com a venda de seguros de acidentes pessoais; o projeto Morro Dona Marta, que conta com a adesão de várias seguradoras e é administrado pela CNSeg; o PASI (Plano de Amparo Social Imediado), da Mapfre; e agora a Zurich com a parceria com o banco Palmas no Nordeste. Temos também uma operação piloto da Allianz, a maior do mundo em microsseguros, no Sul do Brasil, mas poucos detalhes da operação foram revelados.

Um dos obstáculos é regulamentar a figura do agente de vendas. A Porto Seguro tenta há anos desenvolver uma parceria com corretores, para que eles treinem e liderem uma equipe de moradores das comunidades para vender apólices de vida. Mas o projeto encontra dificuldades. Ou a pessoa treinada arruma outro emprego e deixa o seguro de lado, ou a inadimplência desanima a todos. Quando o pagamento puder ser feito pelo celular, esses dois empecilhos poderão ser contornados. Esse foi um dos incentivos para a Porto entrar no ramo de telecomunicações.

Uma boa oportunidade de conhecer um pouco mais desse assunto é participar do evento que será promovido no Rio de Janeiro. Segundo nota no site da CNSeg, o executivo Dirk Reinhard, vice-presidente da Munich Re Foundation, chegará na cidade maravilhosa na semana que vem para tratar da organização da 7ª Conferência Internacional de Microsseguros evento programado de 8 a 10 de novembro, no Hotel Sheraton.

No Rio, ele será recepcionado pelo mercado em almoço no dia 16 de março, uma quarta-feira, a partir das 12h45, no Centro Empresarial (Rua Senador Dantas, 74). A 7ª Conferência Internacional de Microsseguros tem apoio da CNSeg, para quem o encontro será uma oportunidade única para os profissionais brasileiros compartilharem as experiências e informações de diversas partes do mundo sobre os desafios que pavimentam as ações para o desenvolvimento do microsseguro. O site de divulgação da conferência é www.microinsuranceconference.org/2011.

Hannover Re comemora lucro recorde

A Hannover Re, terceira maior resseguradora do mundo e presente no Brasil como resseguradora admitida, divulgou nesta quarta-feira um lucro líquido recorde na história do grupo. Segundo comunicado distribuído à imprensa, o CEO Ulrich Wallin (foto) comemorou o ganho de 748 milhões de euros em 2010, ano em que as indenizações em três terremotos – Chile, Haiti e Nova Zelândia – somaram mais de 600 milhões de euros.

O lucro inclui a venda da Claridon, subsidiária baseada nos Estados Unidos, com impacto positivo de 112 milhões de euros. O retorno sobre o patrimônio ultrapassou 18%.Os prêmios brutos avançaram 11,2%, para 11,4 bilhões de euros. Já os prêmios líquidos totalizaram 9,3 bilhões, avanço de 7,9%.

Norman Sorensen é o novo chairman da Principal

matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Norman Sorensen, um dos protagonistas da parceria entre a americana Principal Financial Group com o Banco do Brasil, sócios na Brasilprev, deixa de ser CEO para ser o novo chairman da Principal International, braço internacional de um dos mais importantes grupos financeiros dos Estados Unidos. Segundo Larry D. Zimpleman, chairman, presidente e CEO do grupo mundial, trata-se de um processo natural de sucessão desenhada pelo grupo para o braço internacional com o firme propósito de dar continuidade ao crescimento das operações em todo o mundo. “A Principal International tem oportunidades de crescimento notável na Ásia e na América Latina, onde já temos um histórico de 10 anos”, afirma o executivo.

Segundo Sorensen, Luis Valdes, atual CEO da Principal para a América Latina, será o CEO responsável pelas operações da Principal International. Roberto Walker, 45, deixa de ser o COO para assumir as operações na América Latina, sucedendo Valdes. “Luis Valdes conduzirá nossos negócios internacionais, coordenando fortes parceiros locais com forte poder de distribuição, que nos permitem crescer de forma acelerada e sustentável nos principais mercados emergentes”.

Norman é um executivo admirado por todos que o conhecem. Tem um carisma ímpar. Fala praticamente todas as importantes línguas no mundo, bem como os principais dialetos dos países emergentes. Demonstra interesse em pormenores da cultura e valoriza pequenos detalhes que dizem muito a respeito de um povo. Desde 1998, quando assumiu a divisão internacional da Principal, sua casa passou a ser o mundo. Particularmente, os países emergentes. Seu olhar é sempre curioso. Tudo isso fez com que criasse uma experiência prioritária hoje no mundo dos negócios: conhecimento das mais diversas culturas do planeta.

Para melhorar ainda mais o seu circulo de atuação, em meados do ano passado foi eleito presidente e CEO da International Insurance Society (IIS), entidade que reúne os principais executivos da industria internacional de seguros e resseguros. Ele substitui o presidente e CEO da Marsh & McLennan Companies, Brian Duperreault.

Levar a divisão internacional da Principal a uma posição de destaque dentro do grupo, até então concentrado nos Estados Unidos, foi uma consequência de tanta dedicação. Os ativos sob administração registraram expansão anual média de 35% ao ano desde 2000, para US$ 52,7 bilhões. Em 2010, a divisão internacional contribuiu com US$ 137 milhões em ganhos, representando 16% do lucro total da Principal Financial Group, que conta com ativos administrados de US$ 319 bilhões e mais de 19 milhões de clientes espalhados pela Ásia, Austrália, Europa e América Latina, além dos EUA.

No Brasil, a Principal é sócia do Banco do Brasil, na BrasilPrev. Em maio de 2010, a Principal renovou sua parceria com o maior banco do País e adquiriu 4% da participação do Sebrae na sociedade, elevando para 51% sua participação na BrasilPrev, a terceira maior empresa de previdência privada aberta do Brasil.

A estimativa do Banco do Brasil é de que o mercado brasileiro de previdência privada aberta possa atingir ativos de R$ 1 trilhão em recursos administrados no ano de 2022. Atualmente o setor acumula ativos próximos de R$ 200 bilhões. O acordo entre o BB e Principal prevê cláusula de exclusividade na comercialização dos produtos da Brasilprev nos canais de distribuição do Banco do Brasil pelo prazo de 23 anos.

Em recente entrevista para o especial Fundos de Investimentos, do Valor Econômico, Norman comentou que o Brasil precisa continuar fazendo as coisas bem como tem feito até agora, incluindo regras claras, cuidar de seu gasto público e da sua estabilidade política. Também são necessários investimentos maiores na infraestrutura do País e na educação para apoiar corretamente o caminho do crescimento.

Ele também destacou o controle da inflação como peça chave na condução da economia. “Achamos que o Banco Central tem comprometimento com isso e a manterá em níveis reduzidos. Na medida em que as companhias tenham boas perspectivas de crescimento, o Brasil poderá ser mais atrativo para os investidores do mundo e particularmente para os investidores institucionais.”

Norman acredita que a indústria de fundos no Brasil tem experimentado um desenvolvimento muito forte nos últimos anos, estando hoje entre as dez maiores do mundo em patrimônio líquido. Para ele, ainda há muito a ser feito na indústria local, mas isso depende também da conjuntura social e econômica. A participação de ações em fundos brasileiros é bastante menor no Brasil, com aproximadamente 12% do total investido em ações, diante de uma média de 40% nos países com indústrias maduras de fundos.

O investimento fora do país também está aquém do padrão internacional. No Brasil esta prática é praticamente nula, enquanto em outros países cerca de 30% a 40% do patrimônio das indústrias de fundo são aplicados no exterior. “Sem dúvida, os juros altos são parte importante da explicação”, diz.

Polpudos lucros acirram concorrência em 2011

2010 foi um ano de lucros recordes para as seguradoras. Isso significa dizer que 2011 promete ser um ano de grande concorrência. Afinal, o reinvestimento do ganho na operação aprimora produtos, serviços, tecnologia e dão margem para manobras no preço do seguro em segmentos nos quais se quer conquistar market share.

Hoje os jornais estão recheados de balanços financeiros das seguradoras. Estudo da consultoria Siscorp revela que o lucro líquido consolidado dos segmentos foi de R$ 9,7 bilhões, representando um retorno de 16% sob o patrimônio líquido do final de 2010. O faturamento alcançou R$ 111 bilhões (sem saúde) com crescimento de 17% sobre 2009.

Praticamente todas as seguradoras apresentaram lucro em 2010. Uma ou outra teve redução na lucratividade por motivos diversos, como maior volume de pagamento de indenizações ou por ter registrado em 2009 um evento extraordinário, não recorrente, e que prejudicou a comparação com o resultado de 2010.

BRADESCO
A Bradesco Seguros abriu a safra de balanços. A atividade de seguros e previdência permanece sendo uma importante fonte de receita para o conglomerado Bradesco. Dos R$ 10 bilhões de lucro líquido divulgado pelo banco Bradesco, 29% veio do braço segurador, com ganho de R$ 2,9 bilhões em 2010. O resultado foi 25% acima dos R$ 2,4 bilhões de 2009, beneficiado pelo aumento de 18% no faturamento, para R$ 31 bilhões, pelo menor desembolso de indenizações em relação ao volume de receita (a sinistralidade caiu de 74,7% para 72,1%, resultando num aumento de R$ 450 milhões) e pelas generosas taxas de juros que remuneram as aplicações de renda fixa no Brasil.

ITAU UNIBANCO E PORTO SEGURO
As operações de seguro, previdência e capitalização do Itaú Unibanco representaram 12% do lucro do banco, que chegou a R$ 13 bilhões em 2010, o maior do setor bancário. O faturamento do braço segurador avançou para R$ 7,6 bilhões. Aqui vale destacar que Itaú e Porto Seguros agora tem uma associação. Segundo balanço da Porto Seguro, o lucro líquido de 2010 chegou a R$ 623,4 milhões no acumulado de 2010, alta de 96% sobre os R$ 318,3 milhões do ano anterior. O resultado é apresentado no padrão IFRS com a combinação de negócios da Itaú Seguros Auto e Residência (ISa+r), incorporando os efeitos da amortização de intangíveis. Desconsiderando esses efeitos e no padrão BR Gaap, o lucro líquido seria de R$ 189,5 milhões no quarto trimestre, 59,5% acima de igual intervalo de 2009, e de R$ 659,8 milhões em 2010, 101% maior que no ano anterior, como explica a empresa em relatório de desempenho.

BB & MAPFRE
A BB & Mapfre, marca definida entre Banco do Brasil e Mapfre para as operações de ramos elementares e vida, vem com lucro reforçado, incluindo a Aliança do Brasil. A Mapfre Seguros encerrou 2010 com lucro bruto de R$ 522,1 milhões, o maior resultado de sua história no Brasil. O lucro liquido chegou a R$ 360,2 milhões, avanço de 89,9% sobre o resultado de 2009. O faturamento em prêmios obtidos com seguros totalizou a quantia de R$ 4,7 bilhões, resultando em um aumento de 7,1%, sem considerar a carteira da Mapfre Nossa Caixa, que já está consolidada na Aliança do Brasil.

“Foi um ano excepcional para a Mapfre. Até mesmo a carteira de seguro transporte, que vinha apresentando resultado negativo, se recuperou e apresentou um desempenho satisfatório”, informa Santos. Conquistar esse resultado em um ano de integração que envolve mais de dez companhias é para ser comemorado. A marca e os CEOs já estão definidos. BB & Mapfre, uma das maiores seguradoras do Brasil e da America Latina, tem Antonio Cássio dos Santos (foto) como CEO para as operações de automóvel, afinidades e ramos elementares (residencial, empresarial entre outros) e Roberto Barroso como CEO das operações de vida, habitacional e rural. O balanço de 2010, no entanto, ainda não pode ser consolidado. “O balanço semestral deste ano já deverá apresentar as operações consolidadas”, conta Santos.

A Companhia de Seguros Aliança do Brasil obteve lucro líquido de R$ 499,6 milhões em 2010, 58,1% superior ao registrado em 2009. A produção de prêmios emitidos líquidos foi de R$ 2,4 bilhões, incremento de 10,8% sobre o ano anterior.
No segmento de vida, principal foco de atuação da companhia, verifica-se incremento de 28% no ano de 2010, quase o dobro do mercado, que cresceu 15,3%, segundo dados da Susep.
”A empresa vem priorizando investimentos que tenham foco no cliente, com o desenvolvimento de produtos e ampliação dos serviços. O resultado foi a ampliação nas vendas de todos os seus segmentos”, afirma Roberto Barroso, CEO da BB & Mapfre para as operações de vida, habitacional e rural.

CAIXA SEGUROS
A Caixa Seguros apresentou lucro líquido de R$ 889 milhões em 2010, acima dos R$ 759 milhões de 2009. O faturamento chegou a R$ 6,59 bilhões. Segundo o balanço, o grupo tem 8 milhões de clientes e obteve rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 39,9%.

SULAMERICA
A SulAmérica obteve lucro líquido total de R$ 614 milhões em 2010, incremento de 48,5% em relação a 2009. Os prêmios de seguros da SulAmérica registraram alta de 15,2%, avançando para R$ 8,4 bilhões. “Esse é o maior resultado já alcançado pela companhia em toda sua história de mais de 115 anos”, comemorou Thomaz Cabral de Menezes, presidente da SulAmérica, em seu primeiro ano de mandato.

O executivo destacou que, em termos recorrentes, o lucro líquido foi de R$ 426,6 milhões, também acima dos resultados de exercícios anteriores apurados nessas mesmas bases. Ele citou a venda da participação da SulAmérica na Brasilveículos e do imóvel onde está localizada a sede da companhia em São Paulo entre os fatores que influenciaram positivamente o lucro do ano.

LIBERTY
Na Liberty, empresa do grupo Liberty Mutual, um dos maiores conglomerados globais da indústria de seguros, o lucro líquido da companhia também avançou, e bateu a marca de R$ 30 milhões, valor 76% maior que o verificado no ano anterior. O faturamneto avançou 26%, para R$ 1,9 bilhão em 2010. O patrimônio líquido da companhia fechou em R$ 617 milhões. Alem dos bons resultados do ano, a seguradora anunciou um aporte de capital de US$ 100 milhões. “Estamos preparando o terreno para um novo salto de crescimento em 2011”, diz Luis Maurette, presidente da companhia no país.

ALLIANZ
A Allianz Seguros divulgou lucro líquido de R$ 125,2 milhões em 2010, 56,5% superior ao lucro registrado em 2009. “A redução da sinistralidade deu uma boa base à companhia para atingirmos os planos de crescimento de 2011”, diz Max Thiermann, presidente da Allianz Seguros, em nota divulgada. Nos segmentos em que atua, os prêmios emitidos somaram R$ 2,1 bilhões, com alta de 12,9% em relação a 2009, quando obteve R$ 1,9 bilhão. O índice de sinistralidade atingiu 56% sobre os prêmios ganhos, apresentando uma melhora de quatro pontos percentuais em comparação ao ano anterior. A Allianz Saúde, braço de seguro saúde da Allianz Seguros, obteve prêmios retidos da ordem de R$ 437,8 milhões em 2010, com alta de 19,3% sobre o ano anterior. O lucro líquido foi de R$ 22,1 milhões, com incremento de 51,4% em relação ao período anterior e o retorno sobre o patrimônio líquido foi de 20%.

CHUBB
A Chubb Brasil faturou no ano passado R$ 885 milhões em prêmio bruto, 13,5% maior que em 2009. O lucro líquido chegou a R$ 30,5 milhões. Segundo a empresa, por conta de algumas indenizações elevadas com as enchentes, o ganho foi 18% menor que o registrado em 2009. Em 2010, a sinistralidade da companhia foi de 50,2%, ante 47,8% no ano anterior.

ACE

HSBC Seguros
A HSBC Seguros, subsidiária do HSBC Bank Brasil, obteve lucro de R$ 320 milhões em 2010, um crescimento 22,6% em relação à 2009. A receita de prêmios em 2010 foi de R$ 604 milhões, um aumento de R$54 milhões ou 9,8% em comparação com R$ 550 milhões em 2009. As despesas operacionais para o exercício de 2010 foram de R$167 milhões, R$ 12 milhões a mais que os R$ 155 milhões em 2009, crescimento de 7,7%. As reservas técnicas foram de R$ 387 milhões em 2010, R$ 74 milhões maior, 23,6%, em comparação com R$ 313 milhões em 2009. Em 2010, os ativos totais alcançaram R$ 2, 36 bilhões, até R$ 377 milhões, ou 18,9% em comparação com R$ 1, 99 bilhão em 2009. O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 19,6% em 2010, contra 18,8% em 2009.

Para Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros, a melhoria de eficiência na geração das vendas e a sinergia com a estrutura da rede de agências do banco e da Losango permitiu um forte desempenho em vendas a partir de 2010, com reflexos positivos em 2011. “Nossa penetração dentro da base nos permite explorar um grande potencial, além de nos valermos da nossa presença em vários segmentos. Investimentos na capacitação das equipes juntamente com políticas adequadas de subscrição, gestão de riscos e de processos são pilares importantes da sustentação do nosso plano de negócios. Além disso, a nossa estratégia comercial é um diferencial para os próximos anos, com reflexos já no curto prazo, onde esperamos crescer mais que o mercado”, disse ele em nota divulgada.

HDI
A HDI Seguros, que distribui seguros na rede do HSBC, encerrou 2010 com um lucro, antes dos impostos e participações de R$ 77,9 milhões — uma alta de 33%, se comprado a 2009. O faturamento chegou a R$ 1,4 bilhão, registrando crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior.

ICATU
O Icatu Seguros informou, por meio de com unicado à imprensa, lucro de R$ 79 milhões em 2010, declínio de 25% em relação ao exercício imediatamente anterior. O faturamento foi de R$ 1,8 bilhão em 2010, um crescimento de 7% comparado a 2009. De acordo com a presidente do Grupo Icatu Seguros, Maria Silvia Bastos Marques, esta redução é explicada pelo fato de que, em 2010, a Companhia teve despesas geradas por eventos extraordinários e decidiu rever seus procedimentos para provisionamento judicial. “Isso resultou em um aumento de reservas e adicionando mais segurança às suas operações”, relata.


BRASILPREV
A Brasilprev, empresa de planos de previdência complementar do Banco do Brasil, anunciou lucro líquido recorde de R$ 300,1 milhões em 2010, um crescimento de 16,4% ante 2009. A receita dos planos da seguradora atingiu a marca de R$ 10,2 bilhões, um crescimento de 57,6% em relação ao período anterior. Na avaliação do presidente da Brasilprev, Sérgio Rosa, o aumento das vendas é explicado pela melhora da economia, que fez a renda da população crescer e aumentar a disponibilidade de recursos para poupar, seja nas classes A e B, seja entre as pessoas de menor renda.

METLIFE
A MatLife fechou o ano de 2010 com um patrimônio líquido de R$ 379,4 milhões e lucro líquido de R$ 34,1 milhões, gerando um retorno sobre o PL de 9%. Os prêmios retidos chegaram a R$ 627,4 milhões em 2010, representando um aumento de 12% quando comparado ao período anterior. “Tivemos um crescimento muito expressivo de cinco anos para cá. Enquanto o mercado de seguros de vida cresceu 15%, as independentes, grupo no qual estamos, mantiveram o patamar de 9%. Isto demonstra nossa capacidade de crescer com constância e solidez”, completa.”, diz Hélio Kinoshita, presidente da MetLife Brasil.

SulAmérica, do Brasil para o mundo

* matéria produzida para o blog SEGURO SA, do portal da Revista VOCE SA

A SulAmérica ocupa hoje duas posições no ranking diário da revista Exame sobre “10 notícias para lidar com os mercados nesta sexta-feira”. Realmente merece destaque. Quem acompanha a seguradora percebe os resultados gerados pela dedicação de Patrick Larragoiti (foto), herdeiro e hoje presidente do Conselho de Administração, nos últimos anos.

No ano passado, por exemplo, ele deixou a presidência do grupo para cumprir mais um passo na governança, ao separar as funções de presidente executivo, contratando Thomaz Menezes (foto) e do conselho de administração. Assim, pouco a pouco, o bisneto do fundador da SulAmérica vem implementando governança, transparência e sustentabilidade na centenária seguradora, que apresentou ontem o maior lucro dos seus 115 anos e exibe estatuetas por ser premiada como uma das companhias que mais tem agregado valor aos acionistas.

Como diz a Exame, a venda da participação da SulAmérica na Brasilveículos e do imóvel sede da companhia, em São Paulo, contribuíram para que a seguradora registrasse lucro recorde em 2010. Segundo balanço divulgado pela empresa, o lucro líquido da companhia somou R$ 614 milhões no ano passado. A alta é de 48,5% na comparação com 2009, quando a companhia registrou ganhos de R$ 414 milhões.

Outra notícia de destaque do grupo vem da SulAmérica avaliar a possibilidade de listar seus papéis nos Estados Unidos, segundo descobriu Altamiro Silva, da Agência Estado. Ele conta que a SulAmérica estuda lançar American Depositary Receipts (ADRs) nos Estados Unidos, segundo o vice-presidente corporativo e de Relações com Investidores da seguradora, Arthur Farme D”Amoed Neto. De acordo com reportagem do Estado de S. Paulo, uma das possibilidades é lançar em um primeiro momento o ADR Nível 1, que só permite listagem no mercado de balcão. Em seguida, após o investidor americano conhecer melhor a empresa, a SulAmérica poderia fazer uma listagem no Nível 2 da Bolsa de Nova York, que permite captar recursos nos EUA.

Uma notícia e tanto para a indústria de seguros brasileira, que cada dia mais é considerada a mais dinâmica pelos principais players mundiais de um setor que fatura US$ 4,4 trilhões anualmente.

Marca e CEOs definidos na BB & Mapfre

A parceria da Mapfre com o Banco do Brasil, iniciada no ano passado, começa 2011 a todo vapor. A marca e os CEOs já estão definidos. BB & Mapfre, uma das maiores seguradoras do Brasil e da America Latina, tem Antonio Cássio dos Santos (foto) como CEO para as operações de automóvel, afinidades e ramos elementares (residencial, empresarial entre outros) e Roberto Barroso como CEO das operações de vida, habitacional e rural. O balanço de 2010, no entanto, ainda não pode ser consolidado. “O balanço semestral deste ano já deverá apresentar as operações consolidadas”, conta Santos.

Assim, a Mapfre Seguros, do grupo BB & Mapfre, encerrou 2010 com lucro bruto de R$ 522,1 milhões, o maior resultado de sua história no Brasil. O lucro liquido chegou a R$ 360,2 milhões, avanço de 89,9% sobre o resultado de 2009. O faturamento em prêmios obtidos com seguros totalizou a quantia de R$ 4,7 bilhões, resultando em um aumento de 7,1%, sem considerar a carteira da Mapfre Nossa Caixa, que já está consolidada na Aliança do Brasil.

“Foi um ano excepcional para a Mapfre. Até mesmo a carteira de seguro transporte, que vinha apresentando resultado negativo, se recuperou e apresentou um desempenho satisfatório”, informa Santos. O bom desempenho é fruto do aumento das vendas, da melhor subscrição de riscos, do controle de custos e do vigoroso resultado financeiro conquistado com a gestão dos ativos do grupo.

Conquistar esse resultado em um ano de integração que envolve mais de dez companhias é para ser comemorado. Segundo o executivo, a integração tem avançado de forma paulatina, sem pressa e com muita discussão. As áreas de informática e financeira já estão integradas. O executivo prevê a contratação de pessoas. “Prinpalmente para a área de atendimento ao consumidor, que na Brasilveículos era feita pela SulAmérica”.

A transferência de controle acionário da Brasilveiculos da SulAmérica para a Aliança do Brasil foi aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) nesta semana. No entanto, até junho deste ano, as vendas realizadas nas agências do Banco do Brasil ainda pertencem à SulAmérica, segundo informou relatório divulgado pela seguradora na época da divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2010. Apesar disso, Santos já tem um quartel general na Brasilveículos, onde tem passado pelo dois dias da semana para coordenar a junção com a Mapfre.

Para 2011, a integração ainda será a tônica do grupo Mapfre. Já para a indústria de seguros, Santos vê quatro grandes desafios: a inflação, a discussão sobre a resolução 224, que vetou a transferência de contratos de resseguros para empresas do mesmo grupo, impactos da mudança climática e a regulamentação de microsseguros.

Ele explica que no curto prazo a inflação tem um efeito neutro para seguros, uma vez que isso significa taxa de juros maior na remuneração dos ativos das companhias. “Já no longo prazo a inflação causa estragos significativos no setor por inibir investimentos e frear o crescimento da economia”.

O tema resseguro é mais sensível. “Trata-se de uma conversa importante com o governo, pois usar a capacidade de resseguro da matriz é uma condição vital para podermos ofertar garantias a altura dos contratos de financiamento em andamento no Brasil”.

Já o tema mudanças climáticas está totalmente ligado ao microsseguro, no qual Santos é especialista. “É preciso discutir o quanto estamos preparados para os eventos naturais, o que precisamos fazer para ter produtos adequados a população diante desses eventos. Na BB & Mapfre esse assunto é de grande relevância, uma vez que somos uma companhia que atua em vários canais de vendas, com diversos produtos e em todas as regiões do Brasil. Precisamos ter produtos adequados para todos os níveis e nichos de clientes”.

O patrimônio líquido da empresa ampliou 20,2%, atingindo a marca de R$ 1,85 bi. A expansão dos ativos totais consolidados da seguradora atingiu 17,1%, registrando a cifra de R$ 8,3 bilhões. As provisões técnicas acompanharam o ritmo de crescimento e se expandiram 17,8%, quando comparado ao mesmo período de 2009, alcançando R$ 5 bilhões.

As despesas administrativas subiram para 10,8% dos prêmios retidos e contribuições retidas, com uma ligeira alta de 0,4%. O índice de sinistralidade geral recuou 2,2%, para 51,6%. “Graças ao aprimoramento da política de subscrição dos riscos e da gestão mais eficiente do custo dos sinistros”, acrescenta Santos. O índice combinado recuou 3,3%, quando relacionado ao mesmo período de 2009.

“A gestão administrativa baseada em estratégias operacionais, financeiras e de inovações tecnológicas colaboraram significativamente para o resultado extremamente positivo e refletem o forte investimento que a seguradora tem feito no País ao longo dos últimos anos”, explica.

Líder na Espanha, o Grupo Mapfre possui a maior presença na América Latina e é uma das maiores empresas da Europa e do mundo. Presente em 43 países, a Mapfre emprega mais de 36 mil pessoas e possui mais de 250 empresas com foco em seguros, resseguros, serviços de assistência e proteção financeira. No Brasil, a Mapfre Seguros atua com 12.345 corretores e 2875 colaboradores para atender seus mais de 15 milhões de clientes.

Zurich Santander, uma parceria sustentável

“Uma bela tacada. A Zurich tinha pouca expressão na América Latina, apesar de ser um grande player mundial. Agora pode jogar na primeira divisão não só no Brasil, mas em todos os importantes países da região, exceto na Colômbia”, comenta o CEO de um dos principais concorrentes do novo gigante que surge na indústria de seguros brasileira e da América Latina. “O Santander demorou a decidir o que queria com seguros. Vinha crescendo com boa rentabilidade, mas com pouca expressão. Agora ganhou mais de US$ 1,6 bilhão com a venda e um sócio que é líder mundial. Uma parceria interessante e que vai estimular a concorrência”, afirma outro CEO do setor.

Diferente dos outros negócios realizados no Brasil, este envolve previdência e vida. Geralmente esses nichos ficam sob a administração dos bancos, que repassam os outros para seguradoras especializadas. “Seremos parceiros em tudo, exceto automóvel e capitalização. Seguro e previdência são negócios importantes para o banco, que será remunerado pelas vendas realizadas na base de clientes do grupo”, diz GIlberto Abreu, responsável por seguros no Santander Brasil. Assim decidiu também o Banco do Brasil, que prioriza a sociedade em seguros, previdência, capitalização, resseguro e planos odontológicos.

Isso deixou alguns concorrentes e parceiros aliviados. Pelo menos por enquanto, a parceria não envolve o seguro automóvel, que continuará sendo ofertado nas agências do banco no Brasil pela Marítima, Tokio Marine e SulAmérica. Mas a tendência, segundo fontes, é de que a medida que os contratos forem vencendo, a preferência será da Zurich neste segmento, assim como nos outros pelos próximos 25 anos.

Até mesmo os corretores, profissionais avessos ao bancassurance (venda de seguro nos bancos) comemoraram a notícia sobre a fusão. “Há muitos riscos sem cobertura no mercado e tenho certeza de que a parceria vai agregar muito para o mercado de riscos comerciais, uma vez que a Zurich passa a ter uma operação mais diversificada e por isso mais equilibrada”, diz o presidente de uma corretora estrangeira.

A holding Zurich Santander ficará sediada em Madri, Espanha. De lá, o grupo suíco vai controlar 51% da operação junto com o Santander, dono dos outros 49%. A operação engloba cinco países latinos, com 5,6 mil pontos de vendas, sendo só o Brasil responsável por 3,8 mil. A união cria a quarta maior seguradora da América Latina, com prêmios de US$ 4,2 bilhões, superada por Bradesco, Mapfre e Itaú, as líderes do ranking de seguros da região. No segmento vida a Zurich Santander passa a ser a terceira maior e no segmento não vida a sexta maior.

“A operação sinaliza um alto potencial de crescimento com um vigoroso retorno de capital”, comentou o CEO mundial da Zurich, Martin Senn, em nota. Ele frisa o objetivo do grupo em atender a jovem e crescente população de 590 milhões de habitantes da América Latina, onde a penetração de serviços financeiros ainda é baixa. Ao mesmo tempo, as seguradoras européias deverão enfrentar dificuldades em 2011 em razão da estagnação da economia, baixa taxa de juros para remunerar os investimentos e novas exigências regulatórias, segundo estudo global da Ernst Young divulgado nesta semana.

O banco espanhol começou a buscar um parceiro para atuar na América Latina em 2008, mas a crise postergou a negociação. Vários grupos foram consultados, uma vez que o Brasil é o país que mais atrai o interesse dos estrangeiros em ampliar a atuação na região. A proposta da Zurich acabou seduzindo os espanhois. “As conversas começaram na Espanha há algum tempo. No Brasil, estamos estruturando a negociação desde o final de outubro”, conta Gilberto Abreu.

Há muitos anos a Zurich está no Brasil e seu principal problema era enfrentar os gigantes brasileiros com um farto canal de distribuição via bancos. Se reinventou por diversas vezes. Em 2008, com a abertura do mercado de resseguros, o grupo se animou e comprou a Minas Brasil, seguradora do Banco Mercantil, por R$ 286 milhões. Na época, a Zurich já tinha passado por uma ampla reformulação da estratégia mundial, priorizando os mercados emergentes.

Passou a atuar com vontade em grandes riscos, ganhando diversas concorrências, principalmente em seguros financeiros, onde inovou com a oferta de produtos com coberturas flexiveis e preços competitivos. Isso ajudou a matriz a olhar o Brasil com bons olhos e a atrair os investimentos disponíveis para diversificação geográfica decidida pelos acionistas.

Do outro lado, o Santander. Um banco forte, que caminha com passos firmes para construir uma operação financeira diferenciada, tendo como principal bandeira a sustentabilidade. Uma sustentabilidade verdadeira, marcada pelo slogan “juntos”. Pequenas atitudes provam isso e tudo começa pelo exemplo do presidente do banco, Fabio Barbosa. Em qualquer conversa, seja com banqueiros ou com amigos na praia da Baleia, litoral norte de São Paulo, o discurso dele é o mesmo. Coerente. De bom senso. Diz frases que são irrefutáveis. Como, por exemplo: “Temos não só de deixar um mundo melhor para nossos filhos como filhos melhores para o nosso mundo”, enfatizando a importância da educação tão relegada hoje em dia pelos pais e pelos governos.

Dentro desta lógica de sustentabilidade, a indústria de seguros surge como um dos pilares da estratégia do banco e de muitos outros. É um mercado que vem crescendo a passos largos nos últimos anos e assim continuará por mais um bom período. Afinal, os riscos da sociedade moderna, das mudanças climáticas e dos conflitos humanos favorecem o setor, que vende contratos com uma promessa de segurança.

Na América Latina, a situação é animadora. A economia cresce, a renda da população aumenta e os investimentos se alastram. Além disso, a penetração de seguros na região está abaixo da média mundial. Enquanto em nações maduras a penetração de seguros equivale ao tamanho da economia, no Brasil há um descompasso. O país está entre as maiores economias do mundo e entre os vinte maiores mercados de seguros. Em relação ao PIB, mercados maduros apresentam indicador de 8% e o Brasil de apenas 3%.

Fora isso, temos uma inclusão social pouco vista em outros países. Nos últimos cinco anos, o Brasil ganhou 30 milhões de novos consumidores e a previsão é ganhar outros 30 milhões nos próximos cinco. O ganho de renda da população estimula o consumo, que por sua vez aumenta a demanda por seguros. Há negócios para as seguradoras em todas as frentes. Seja para garantir a exploração do Pré-Sal, a expansão da fábrica, seja para garantir a reposição do primeiro carro em caso de roubo ou acidente ou mesmo para satisfazer o desejo das classes de menor poder aquisitivo de proporcionar um funeral digno ao ente querido.

Isso mesmo. O seguro funeral é um dos mais vendidos na categoria microsseguros, nicho que aguarda regulamentação do governo para ser assim chamado. Enquanto as normas não saem, o jeito é chamar de seguro popular. Tudo isso torna a indústria de seguros um dos grandes alvos para investimentos. Até mesmo quem sempre relutou em investir em seguros cedeu a modernização do arcabouço regulatório e da governaça. Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, apostou em uma parceria com a Porto Seguro no ano passado. Pouco a pouco, o resultado começa a aparecer e a participação de seguros a evoluir até mesmo para seguros populares ligados a microfinanças.

Eis aqui um nicho onde a parceria Zurich Santander deverá proliferar. A Zurich, uma das principais seguradoras de microsseguros no mundo, iniciou um projeto com o Banco Palmas, no Nordeste. O projeto ficou famoso no mundo todo por ser agora um exemplo a ser repicado em vários países pelo grupo suíço. Também contou pontos na avaliação da escolha pelo Santander, que tem um dos programas de microfinanças mais bem desenvolvido do Brasil.

Bem, como dizem os concorrentes, trata-se de uma bela parceria, que deverá render bons frutos para todos. Traz ao Santander a oportunidade de explorar a venda de seguros de grandes riscos aos clientes, assim como uma enorme variedade de produtos antes não comercializados. Para a Zurich, a associação traz a oportunidade de aumentar a escala e consequentemente o lucro, atraindo cada vez mais o capital do acionista para a operação. E para os clientes, produtos inovadores, como o recém lançado Melhor Idade, para atender idosos, um nicho relegado por quase todos.

Em breve novas parcerias deverão ser anunciadas no mercado brasileiro, que é considerado o mais dinâmico pela indústria mundial de seguros. Digo é, pois ainda há uma chance de o governo rever as mudanças efetuadas em dezembro de 2010 na legislação do resseguro.

Caso o governo aceite renegociar a regra que proibe a retrocessão de resseguro entre empresas do mesmo grupo, a entrada de capital estrangeiro no setor deverá manter o ritmo acelerado. Caso contrário, além de suspender investimentos na ampliação das operações, os estrangeiros darão menos recursos para garantir os milionários contratos de infraestrutura. Recentemente, uma das sócias de Belo Monte ficou sem garantias e teve de sair da sociedade de uma as maiores usinas do mundo.

Santander e Zurich: acordo de US$ 3,2 bi na AL

Depois de meses em negociação, o banco espanhol Santander e o grupo segurador suíço Zurich anunciaram hoje a criação de uma holding para a venda de seguros por 25 anos em cinco países da América Latina, sendo o Brasil o maior mercado da região. Esta parceria, avaliada em US$ 3,2 bilhões, reforça a atuação dos dois grupos na região e deverá incomodar a concorrência.

A Zurich, com o controle de 51% da nova empresa, ganha 5,6 mil agências do Santander para vender seguros. Já o Santander, com 49% do capital da holding, ganha produtos sofisticados do grupo suíço e 51% do valor da negociação no ato da assinatura. Os recursos serão usados para reforçar o caixa do banco espanhol. Os segmentos de automóvel e de capitalização ficaram fora do acordo.

Veja abaixo o comunicado:

O Grupo Santander e a seguradora Zurich Financial Services Group chegaram a um acordo para formar uma parceria estratégica que potencializará o negócio de seguros nos cinco mercados chave para o Grupo na América Latina: Brasil, Chile, México, Argentina e Uruguai.

A parceria combina a experiência e a liderança da Zurich no desenvolvimento e gestão de produtos de seguros com a forte capacidade de distribuição do Banco Santander, a franquia líder na região. Após esse acordo, o Santander reforçará sua oferta comercial de seguros de vida, previdências, crédito e gerais, através de sua rede de mais de 5.600 agências nesses cinco mercados. Com isso, prevê incrementar de forma significativa sua receita relativa à distribuição de produtos de seguro, que, em 2010, atingiu US$ 972 milhões.

“Com essa parceria, os clientes do Santander serão beneficiados por um catálogo de produtos de seguros bancários mais amplo e inovador, gerenciado por um líder global. O acordo permitirá a aceleração de nosso crescimento no segmento de seguros, combinando os pontos fortes de cada sócio”, diz Javier Marín, diretor geral responsável pela divisão de Banco Privado Global, Gestão de Ativos e Seguros do Banco Santander Espanha.

O Santander criará uma holding para integrar a produção de seguros na América Latina. A Zurich adquirirá 51% do capital e ficará responsável pela gestão das empresas. O Santander manterá 49% do capital dessa holding e assinará um acordo de distribuição para a venda de produtos de seguro em cada país durante 25 anos.

As unidades de seguros do Banco Santander nesses cinco mercados geraram prêmios de US$ 4,2 bilhões em apólices de vida e 574 milhões de dólares em apólices de não vida em 2010, ao passo que as da Zurich aumentaram para US$ 670 milhões em vida e para US$ 1,3 bilhões em não vida.

A operação, que inclui as empresas de seguros da América Latina e os acordos de distribuição, foi avaliada em US$ 3,2 bilhões. A Zurich pagará ao Santander, na data de fechamento da operação, 51% do referido valor, US$ 1,6 bilhões. Além disso, o acordo inclui pagamentos diferidos em função do cumprimento do plano de negócio nos próximos 25 anos e de um esquema de proteção caso sejam produzidos cumprimentos inferiores ao mesmo.

Esta operação, que está sujeita às autorizações pertinentes dos diferentes reguladores, gera ao Grupo Santander, pelo conjunto das receitas a que se refere o parágrafo anterior, acréscimos por quantia de 1,210 bilhões de dólares, que serão destinados ao reforço do saldo do Banco na Espanha.

No Brasil – De acordo com José Paiva Ferreira, vice-presidente executivo sênior de Varejo do Santander Brasil, os benefícios originados nessa parceria fortalecerão o negócio do banco no País especialmente por conta do elevado grau de complementaridade existente entre as duas empresas. “A maior parte dos produtos oferecidos pela Zurich não está no portfólio da Santander Seguros, que tem uma atuação bastante focada em produtos simples de vida e previdência. Com a união, esperamos poder enriquecer nossa oferta de produtos financeiros mais sofisticados, dado que a Zurich tem uma oferta completa de seguros para todos os ramos de atuação.”

Para o diretor executivo de Seguros do Santander Brasil, Gilberto Abreu, a novidade trará vantagens diretamente ao cliente final. “O Santander possui grande capilaridade e capacidade de distribuição, enquanto a Zurich tem expertise diferenciada no desenvolvimento de produtos. O encontro desses atributos significa que o consumidor terá acesso mais fácil e a um portfólio de seguros mais variado”, finaliza.

Swiss Re comemora melhora no balanço de 2010


matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.com.br)

Uma forte expansão de 74% no lucro líquido anual reflete o bom desempenho alçancado pela Swiss Re em 2010. A empresa gerou lucro líquido anual de US$ 863 milhões e lucro por ação de US$ 2,52. Encluindo o impacto do término do instrumento conversível de capital perpétuo (CPCI), emitido para a Berkshire Hathaway, a Swiss Re teve lucro líquido de US$ 2,3 bilhões e o retorno sobre o patrimônio de 9,2%. Incluindo o CPCI, o retorno sobre o patrimônio foi de 3,6% no ano passado, superando a taxa de 2009, de 2,3%. O CPCI foi encerrado em novembro de 2010 e liquidado em janeiro de 2011

Segundo nota da resseguradora, os ramos elementares ofereceram resultados muito vigorosos devido à subscrição disciplinada, apesar do alto nível de danos causados por catástrofes naturais. O lucro operacional foi de US$ 2,5 bilhões, caindo 30% devido a maior incidência de sinistros de grandes proporções e ao menor lucro líquido dos investimentos. O índice combinado foi de 93,9% frente aos 88,3% em 2009. O impacto das catástrofes naturais foi de 3,0 pontos percentuais acima do nível esperado, tendo sido parcialmente compensado por 0,8 ponto percentual gerado pelo run-off positivo.

Para o quarto trimestre de 2010, a Swiss Re estima reclamações, líquidas dos benefícios de retrocessão e antes de impostos, relacionadas a inundação em Queensland, na Austrália, de aproximadamente US$ 100 milhões. A estimativa preliminar de reclamações provenientes de inundações para o primeiro trimestre de 2011 é de US$ 225 milhões. A Swiss Re também estima que as reclamações decorrentes do ciclone australiano Yasi serão de US$ 100 milhões. Grandes incertezas estão envolvidas na estimativa de perdas de tal evento e esta estimativa preliminar poderá ser necessário se ajustar à medida que novas informações estiverem disponíveis.

Os ramos de vida e saúde apresentaram bons resultados com melhora significativa no desempenho operacional. O lucro operacional foi de US$ 810 milhões, representando um aumento de 18%. O índice de benefício aumentou 4,9 pontos percentuais, para 88,7%. Excluindo o benefício em 2009, advindo da rescisão de um contrato de invalidez,
juntamente com o impacto de certas comutações, o índice de benefício aumentou 3 pontos percentuais. A experiência de mortalidade foi melhor do que o esperado, embora menos favorável do que os resultados registrados no ano precedente. A morbidade ficou dentro das expectativas em ambos os períodos.

A Gestão de Ativos obteve bons resultados com lucro operacional de US$ 4,5 bilhões, devido aos menores prejuízos e menores custos de hedging na comparação com 2009, o que compensou o impacto do menor lucro líquido de investimentos de mais baixas rentabilidades. O retorno sobre os investimentos foi de 3,5%. O retorno total, incluindo lucros e perdas não realizados, atingiu 6,5%.