SulAmérica vence prêmio Inovação promovido pela CNseg

O grande vencedor da primeira edição do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela Cnseg, foi o case Sistema SulAmérica de Validação prévia de procedimentos e materiais especiais, de Roberta Ruiz Navarro e Raphael Shoji Hinata Watanabe (foto, com Braguinha). A dupla recebeu R$ 15 mil das mãos do próprio Braga, mais conhecido como Braguinha. Cinco jurados escolheram os finalistas entre 19 trabalhos selecionados e 30 inscritos. “Pela primeira vez, desenvolveu-se um prêmio de inovação com o foco em seguros. A CNseg espera, com esta iniciativa, contribuir para a renovação do setor e ser uma incentivadora para que os securitários e os corretores desenvolvam projetos voltados para futuro do setor”, disse Jorge Hilário de Gouvêa Vieira, presidente da CNseg.

O case Tornando o Turismo do Brasil Mais Seguro, de Waldir de Menezes Junior e Mario Montenegro Gasparini, da corretora Interface Seguros, ficou em segundo lugar, recebendo R$ 10 mil. No terceiro lugar houve empate técnico e foram premidos dois trabalhos: Traduzindo o Segurês, de Paulo Eduardo Fernandes Rossi, do Grupo Segurador Branco do Brasil e Mapfre, e Serviço de Atendimento ao Cliente nas Mídias Sociais, de Alessandro Ramos Rebello, da Bradesco Seguros. Cada um recebeu R$ 5 mil.

Os cases Smartia – Líder em Seguros Online, de Rodrigo Caixeta e Guillermo Reid, da corretora Smartia; e Vacinas do Viajante – Bradesco Saúde Concierge, de autoria de Maria Beatriz Padilha Soares e Marina de Castro Frid, da Bradesco Saúde, ficaram em quarto e quinto lugares, respectivamente, e receberam menções honrosas pela excelência dos trabalhos apresentados.

O Prêmio foi criado pela CNseg com o objetivo de estimular o desenvolvimento do setor e o aprimoramento das relações com o consumidor a partir da adoção de ideias inovadoras referentes a serviços, produtos e processos, tendo como o foco atender ás necessidades do consumidor de seguros.
A diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, anunciou que haverá novidades na próxima edição do prêmio. “Já estamos nos preparando para a edição 2012 do Prêmio. E acreditamos que, para o próximo ano, seguradoras e corretoras deverão estar atentas não só à inovação na forma como se relacionam com os clientes, mas também em como envolvem a sustentabilidade em seus negócios”, disse.

Cerca de 300 convidados estiveram presentes à cerimônia de premiação, que aconteceu durante tradicional almoço de confraternização das lideranças do mercado segurador, no salão Cristal do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O evento contou com a participação dos presidentes da Confederação e das Federações Nacionais de seguros, além de líderes das seguradoras, do diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Mauricio Ceschin, do ex-senador Jorge Bornhausen e do deputado federal Armando Vergílio (PSD-GO), que preside a Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros).

Premiados

O case vencedor, Sistema SulAmérica de Validação prévia de procedimentos e materiais especiais, apresentou a implementação de uma ferramenta inovadora de validação prévia de saúde suplementar, chamada Novo Validador Web. O objetivo é proporcionar uma comunicação mais eficaz, ágil e transparente entre a SulAmérica e seus prestadores de serviço médico-hospitalar, reforçando a parceria entre a operadora e sua rede, e refletindo em melhoria no atendimento ao beneficiário.

Os autores do projeto que ficou em segundo lugar, Tornando o Turismo do Brasil Mais Seguro, explicaram que as operadoras de turismo do Brasil captaram a necessidade de desenvolver uma proteção adequada para o risco de responsabilidade. Em 2009, a Interface, empresa em que trabalham os autores do projeto, realizou amplo estudo em parceria com a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, que permitiu adequar visão do risco e segurança na precificação do prêmio, subscrição e ajuste dos serviços. Hoje, a Interface comercializa seguros e gerencia o risco em mais de 60% das operadoras de turismo do País.

O case Traduzindo o Segurês, um dos que levou o terceiro prêmio, foi desenvolvido após a leitura de uma pesquisa da IBM, em 2009, que identificou a necessidade de popularizar a linguagem do seguro. Para traduzir o ‘segurês’ aos clientes, foi desenvolvido um site individualizado em que se traduz por infográficos as páginas de contrato. Com isso, a iniciativa conseguiu desmistificar o seguro e mostrar ao cliente tudo o que foi contratado por ele.

O projeto Serviço de Atendimento ao Cliente nas Mídias Sociais, que também conquistou o terceiro lugar, visou monitorar a presença da marca Bradesco Seguros nas mídias sociais, mapeando os diferentes tipos de usuários e os principais canais onde existem ocorrências quanto à marca e seus respectivos produtos. Segundo o autor do projeto, a iniciativa tem como premissa interagir com o cliente, fornecendo mais um canal de atendimento a suas necessidades.

2011: US$ 108 bilhões em indenizações pagas por perdas com catástrofes naturais

Segundo estimativas preliminares da equipe sigma da Swiss Re, o total de perdas do setor segurador global, advindas de catástrofes naturais e desastres provocados pelo homem atingiu US$ 108 bilhões em 2011. Essa cifra é mais do que o dobro dos US$ 48 bilhões observados em 2010. Apenas os sinistros causados por catástrofes naturais atingiram US$ 103 bilhões em 2011, em comparação com apenas US$ 43 bilhões no ano passado, segundo comunicado distribuído pelo grupo.

Em 2011, o total de perdas (seguradas e não seguradas) para a sociedade em função de catástrofes atingiu um volume estimado em US$ 350 bilhões, em comparação com US$ 226 bilhões em 2010. O terremoto no Japão foi responsável pela maior parte das perdas econômicas deste ano. Nos primeiros onze meses do ano, as catástrofes ceifaram a vida de mais de 30.000 pessoas, a maioria delas no Japão.

Kurt Karl, Economista Chefe da Swiss Re, declarou: “2011 foi outro ano de terremotos bastante trágicos e custosos. Infelizmente, a cobertura de seguros para terremotos ainda é bastante baixa, mesmo em alguns países industrializados com riscos sísmicos elevados, como o Japão. Assim, além da perda de seus entes queridos, as sociedades enfrentam prejuízos financeiros enormes que precisam ser suportados pelas empresas, organizações humanitárias ou governos e, em última análise, pelos contribuintes.”

Com aproximadamente US$ 108 bilhões em perdas seguradas com catástrofes, de acordo com os registros sigma, 2011 se coloca com um dos anos mais gravosos da história do setor segurador, superado apenas por 2005 (US$ 123 bilhões). Furacões moderados mantiveram os custos menores do que em 2005, ano em que apenas os furacões Katrina, Wilma e Rita ocasionaram sinistros superiores a US$ 100 bilhões.

Se o Japão estivesse tão segurado quanto outros países com risco sísmico elevado, como a Nova Zelândia, as perdas gerais do setor teriam sido muito maiores. Mesmo assim, em termos de sinistros ocasionados por catástrofes, 2011 já é o segundo ano mais custoso da história do setor segurador. Novos sinistros decorrentes das atuais enchentes na Tailândia ou das dispendiosas tempestades de inverno que ainda atingirão a Europa podem levar o total do ano a um nível ainda mais próximo das perdas recorde de US$ 123 bilhões sofridas em 2005.

Além dos terremotos no Japão e Nova Zelândia, fortes inundações na Tailândia e Austrália geraram sinistros superiores a US$ 10 bilhões. Dois grandes tornados nos Estados Unidos ocasionaram sinistros de cerca de US$ 14 bilhões e a morte de mais de 400 pessoas. O furacão Irene custou ao setor quase US$ 5 bilhões em danos materiais.

Superando US$ 47 bilhões em 2011, os sinistros relacionados a terremotos foram os maiores já registrados. O terremoto do Japão foi o de maior magnitude a atingir o país, custando ao setor segurador um valor estimado em US$ 35 bilhões. Entretanto, as perdas seguradas representaram apenas uma fração das perdas totais. Estimadas em pelo menos US$ 210 bilhões, as perdas econômicas totais são provavelmente muito maiores se levarmos em conta os danos às usinas nucleares e os transtornos na cadeia de suprimentos mundial. Em comparação, o terremoto que atingiu a Nova Zelândia em fevereiro causou perdas econômicas de US$ 15 bilhões. Entretanto, graças às taxas elevadas de penetração do seguro contra terremotos, particularmente em propriedades residenciais, o setor segurador arcou com a maior parte delas.

Projeto Estou Seguro realiza mutirão de coleta seletiva

Comunicado da CNseg

O projeto Estou Seguro, da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) e do IETS (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), vai realizar um mutirão de coleta seletiva de lixo no dia 17, das 9h às 13h, na comunidade Santa Marta, em Botafogo. A iniciativa mobilizará aproximadamente 100 moradores da comunidade, que serão divididos em cinco equipes de limpeza, com apoio técnico de oito garis da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana).

O objetivo da ação é desenvolver entre os moradores conceitos de gerenciamento de riscos e prevenção de doenças e de acidentes pessoais. Este será o primeiro mutirão de coleta seletiva da segunda fase do projeto, de um total de quatro programados até o fim de 2012. “O nosso desafio maior é ampliar o acesso ao seguro às famílias de um estrato social que ganhou renda e consequente poder de compra nos últimos 10 anos. A proposta é orientar esses novos consumidores a planejar suas finanças para garantir suas conquistas e ter melhor qualidade de vida. E o seguro é uma ferramenta estratégica de organização financeira, que cumpre esse papel de proteger o patrimônio das pessoas e instituições”, explica a diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes.

O ponto de encontro será o campo de futebol do pico do morro. Às 9h30, será realizada uma Oficina de Material Reciclável com cerca de 100 crianças. A oficina será conduzida por quatro instrutores do Núcleo de Justiça Comunitária da comunidade, que vão ensinar a fazer brinquedos com sucata e a separar o lixo em suas casas. Paralelamente, os voluntários, divididos em cinco equipes, iniciarão o trabalho de coleta seletiva na Santa Marta.

A equipe Vala, com apoio da Comlurb, será responsável pela limpeza das valas da comunidade. O grupo Sabão em Pó vai lavar o chão por onde o lixo for retirado. A equipe Becos ficará responsável pela coleta nos becos, o grupo Vassouras fará a varrição do caminho principal e a equipe Aromatizadores do Bonde vai amenizar o mau cheiro por onde o lixo é transportado. Também participam desta ação coletiva a Associação de Moradores da Santa Marta, Grupo ECO, Núcleo de Justiça Comunitária, Posto de Saúde da Família, Igreja Batista e Grupo Jiu-Jitsu.

Além do mutirão de coleta seletiva, estão previstas para a segunda fase do projeto Estou Seguro – lançada em 6 de novembro – outras atividades, entre elas: instalação de quiosques móveis para orientação sobre seguro; distribuição da cartilha Família Estou Seguro, preparada a partir da identificação das necessidades de proteção às conquistas das famílias da comunidade; ações na Casa do Seguro, espaço para interação com os moradores; e cursos de habilitação para corretores de Vida e Capitalização para moradores do Santa Marta.

Projeto Estou Seguro

O projeto Estou Seguro foi concebido a partir de um convite da OIT (Organização Internacional do Trabalho). O projeto foi selecionado em 2008 entre 18 propostas inscritas na categoria Educação para a seleção internacional organizada pela OIT, voltada para a promoção de iniciativas pioneiras na área de gestão de risco para populações de baixa renda.

Com foco em seguros, o Estou Seguro visa aumentar a percepção da população de baixa renda sobre a importância do seguro como instrumento de organização financeira, além de apontar os riscos a que estão expostos. Outro objetivo definido para a segunda fase do projeto é desenvolver novos produtos de seguro voltados especialmente para a população de baixa renda.

Na primeira fase, que contou com a adesão de 17 seguradoras, foi realizado um levantamento socioeconômico em três comunidades cariocas (Santa Marta, Chapéu Mangueira e Babilônia) sobre os riscos de perdas financeiras e a percepção dos moradores sobre seguros e gestão de riscos.

O projeto concluiu que, entre as 20 opções apresentadas, os produtos de seguro de maior interesse foram seguro de vida, funeral, saúde, de automóvel e motocicleta, residencial, de acidentes pessoais e seguro desemprego privado.

Microsseguros e seguros populares

A segunda fase do projeto Estou Seguro na comunidade Santa Marta acontece em um momento de perspectiva de desenvolvimento do mercado de microsseguros no Brasil. No dia 29 de novembro, o CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados) aprovou a regulamentação do microsseguro. “O que viabilizará definitivamente os seguros populares e iniciará o processo dos chamados microsseguros no Brasil, um mercado com potencial de mais de 100 milhões de novos consumidores”, diz Solange Beatriz. “Independentemente disso, a indústria de seguros já tem desenvolvido algumas ações para a implementação de seguros voltados para a população de baixa renda, seja com seguros populares ou seguros com características de microsseguros”, completa.

Seguro de Jirau é motivo de disputa

Quanto mais os contratos forem claros, menos problemas deste tipo a indústria de seguros vai ter. A repórter Thais Folego, do Valor Econômico, escreveu exatamente tudo o que todos dizem em off. Os executivos dizem que a mídia SÓ gosta de assuntos picantes. Sim, da mesma forma que os executivos adoram falar coisas picantes. Dos concorrentes, é claro.

Parabéns Thais! Merece o prêmio Allianz 2012!!!!

Segue o link da matéria

http://www.valor.com.br/financas/1132922/seguro-de-jirau-e-motivo-de-disputa

Corretores Dabus fazem último show de jazz do ano

A Dabus Brothers no All Of Jazz se apresentará em São Paulo, nesta quarta feira, dia 14, no ALL OF JAZZ, a partir das 22:00hs e contará com a participação especial do Maestro, Arranjador e Saxofonista Hector Costita. Realmente imperdível.

Vejam uma amostra do ultimo Show da Banda no link abaixo

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Indústria de seguros encerra 2011 com R$ 444 bilhões em reservas

O desempenho da indústria de seguros em 2011 superou a expectativa inicial dos executivos do setor em cinco pontos percentuais, passando de um crescimento de 12% para 17,1%. Sem dados consolidados do fechamento de dezembro, a previsão é chegar encerrar 2011 com faturamento de R$ 218,6 bilhões, informa Jorge Hilário (foto), presidente da CNseg, em almoço realizado com jornalistas na sede da entidade no Rio de Janeiro. “Isso mostra a força do setor, que soube reagir para driblar os efeitos da crise mundial”. O total de indenizações pagas a segurados somou R$ 106,3 bilhões, alta de 17% ante os R$ 90,8 bilhões observados no ano passado.

Em 2012, período visto pelos economistas como um ano difícil, a previsão da CNseg é de crescimento de 12,8%. Um indicador otimista se considerarmos a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% para o próximo ano. “Apesar da perspectiva de desaceleração da economia por conta dos efeitos da crise internacional, apostamos no avanço do setor para um faturamento de R$ 246,8 bilhões em razão de ainda termos um espaço muito grande para ocupar no que diz respeito a vender proteção para a sociedade brasileira”, disse.

Um dos desafios da CNseg em 2012 é intensificar a comunicação do setor com a sociedade. “Temos um peso importante para o país quando consideramos as reservas de R$ 444 bilhões, o que apresenta 11% do PIB. Isso significa uma forte contribuição para o desenvolvimento social e econômico do País”, ressaltou. “Somos um dos maiores administradores de poupança doméstica”.

Um dos destaques de 2012, segundo o presidente da CNseg, é a chegada de novos grupos estrangeiros interessados em operar no Brasil. “A crise traz oportunidades, como estimular as seguradoras internacionais a buscar novos mercados para obter crescimento diante do quadro de recessão dos países europeus e Estados Unidos”.

Entre as conquistas de 2011, Jorge Hilário citou a regulamentação do microsseguros, divulgada nesta semana pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a criatividade da indústria em lançar produtos inovadores, o que manteve o crescimento do setor mesmo com a desaceleração da economia a partir do segundo semestre do ano.

Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi e da Bradesco Seguros e Previdência, ressaltou o avanço da previdência privada e seguros de pessoas. “Temos muito para conquistar nesses dois segmentos, especialmente no devenvolvimento de produtos e na comunicação com o público de menor renda”, diz.

Segundo Solange Beatriz, diretora da CNseg, o projeto Estou Seguro, para desenvolver o microsseguros no morro Santa Marta, já conta com quase 200 apólices vendidas. “O principal objetivo é difundir a cultura de seguro na comunidade e não a venda”, explica. O aprendizado obtido com o projeto, que entrou na segunda fase em novembro, será levado para outras comunidades em 2012.
Em saúde, o crescimento das vendas estimulado pelo baixo índice de desemprego e aumento da renda da população, foi o grande destaque do ano, segundo Márcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde e da Fenaprevi. Outro ponto importante foi o foco dado pela Fenaprevi ao debate de melhorias na regulamentação. “Tem alguns aspectos que podem ser revistos para que o custo do plano de saúde se torne mais acessível para a população, principalmente a de menor renda”, acrescentou.

A saúde suplementar respondeu com R$ 89 bilhões do faturamento total de indústria, avanço de 12,5% “O segmento de pequenas e médias empresas foi o que mais cresceu”, frisa o executivo. Entre os tipos de planos, o maior avanço foi registrado nos planos com direito a internação em enfermaria, considerado o produto mais básico disponível na prateleiras das empresas de saúde.

Seguros gerais, o grande destaque ficou por conta do crescimento de seguros diferenciados, como responsabilidade civil, riscos financeiros, rural e habitacional. A carteira mais madura do setor, a de automóvel, acabou por registrar um crescimento modesto, pouco acima de 6%, segundo Neival Rodrigues, diretor da Fenseg, que esteve no almoço substituindo Jayme Garfinkel, presidente da Fenseg e da Porto Seguro.

Segundo ele, o grande desafio para 2012 será tornar os seguros de garantia, de crédito e de responsabilidade mais conhecidos da sociedade, bem como promover debates para tornar as cláusulas dos contratos de seguros mais simples e transparentes. “Temos de deixar claro para o consumidor o que está coberto e o que está excluído do contrato”, disse.
Em seguro de carro, novamente o apelo de tornar o preço acessível pauta o segmento. Uma das formas de reduzir custos da carteira está na aprovação de normas que viabilizem o seguro popular de carro. Segundo dados da Fenseg, 1,9 milhão de veículos foram roubados no Brasil neste ano, até outubro.

Desses, 890 mil foram recuperados. Os 1,01 milhão que não foram encontrados podem estar em desmanches ilegais. “Uma forma de baratear o seguro seria aprovar a lei de regulamentação dos desmanches”, diz. Há dois projetos em pauta no Congresso, sem previsão para serem votados.

A receita de arrecadação gerada por todos os títulos de capitalização deverá encerrar 2011 com um faturamento de R$ 13,55 bilhões, crescimento de 15,06%, em relação a 2010. As provisões técnicas deverão atingir o montante de R$ 18,6 bilhões, com um crescimento de 10,91%, segundo Joílson Ferreira, vice -presidente da Fenacap, que substituiu Paulo Rogério Cafarelli, presidente da Fenacap e vice-presidente do Banco do Brasil, no almoço com jornalistas.

Em 2011, estima-se que o segmento de capitalização irá retornar à sociedade R$ 11,1 bilhões, sendo R$ 729 milhões sob a forma de sorteios, para aproximadamente 300 mil ganhadores, e R$ 10,4 bilhões em resgates nesse período. Para 2012, a previsão inicial é de um crescimento da ordem de 15%, cuja expectativa é de repetir os bons resultados que deverão ser alcançados em 2011.

Reservas de previdência privada devem atingir R$ 273 bi este ano

matéria extraída do portal da CNseg (www.viverseguro.org.br)

O mercado de previdência privada aberta deve encerrar o ano com reservas na faixa de R$ 273 bilhões, o que corresponde a 7% de participação no Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Até setembro deste ano, o volume totalizou R$ 255 bilhões, crescimento de 21,9% sobre o mesmo período do ano anterior.

O salto esperado é justificado pelo maior foco dos bancos nas vendas de produtos de previdência, alertando os consumidores sobre os benefícios fiscais que podem ser usufruídos com o PGBL, como o abatimento de 12% na renda líquida declarada no Imposto de Renda.
Para 2012, confirmando-se os indicadores de baixo desemprego e alta do PIB no mesmo patamar deste ano, a aposta é de que o setor registre o mesmo índice de crescimento.

Neste cenário positivo do setor, a Brasilprev divulgou ontem suas expectativas com 2012 e o resultado obtido em 2011. “Estamos muito otimistas a longo prazo. 2012 podemos sentir um pouco a desaceleração observada até setembro, divulgada na terça-feira, mas o ritmo de expansão deve permanecer acelerado nos próximos anos, ao atingir 14% do PIB em 2019, com o setor responsável por um total de R$ 1 trilhão em ativos sob gestão”, disse o presidente da empresa, Sérgio Rosa.

Segundo ele, a Brasilprev deve encerrar o ano com R$ 50 bilhões em ativos sob gestão, avanço de 35%. As contribuições cresceram no mesmo ritmo, atingindo R$ 8,19 bilhões até setembro, bem acima dos 22% registrados pelo setor no mesmo período. Ele destacou também o índice de resgate, que ficou abaixo, de 8,9%, enquanto o mercado está em 11,5%. “É importante analisar esse item, pois ele mostra a liderança da Brasilprev em captação líquida, com 33,8% de participação de mercado”, orgulha-se Rosa.

Durante o almoço com jornalistas, a Brasilprev divulgou dados interessantes de uma pesquisa realizada com a base de dados dos 1,6 milhão de planos administrados pela companhia. Segundo o estudo, 24% dos clientes têm renda de até R$ 4 mil e com saldo no plano de até R$ 10 mil. O BrasilPrev Junior, plano voltado às pessoas com até 21 anos pagos pelos responsáveis, representa 54%, seguido pelos individuais, com 35%, e os planos empresarias, com 10%.

Segundo Rosa, o segmento empresarial tem grande potencial de expansão. “As taxas de desemprego estão inferiores a 7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, frisou. O apagão de talentos no mercado brasileiro, segundo Rosa, também ajudou as seguradoras a venderem planos de previdência para empresas que ainda não tinham incluído o benefício no pacote ofertado aos funcionários. Os planos instituídos, nos quais a empresa também faz aportes, estão mais presentes em empresas com faturamento anual acima de R$ 600 milhões, que representam 53% do total.

Susep divulga resolução que regulamenta o microsseguros

Resolução No- 244, De 6 De Dezembro De 2011

Dispõe sobre as operações de microsseguro, os corretores e os correspondentes de microsseguro e dá outras providências.

A SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS -SUSEP, no uso da atribuição que lhe confere o art. 34, inciso XI, do Decreto no 60.459, de 13 de março de l967, torna público que o CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS – CNSP, em Sessão realizada em 29 de novembro de 2011, considerando o que consta do Processo CNSP No 6/2011, na origem, e Processo SUSEP no 15414.005235/2011-64, e com base nos incisos II, VI, XI, XII do artigo 32 do Decreto-Lei no 73, de 21 de novembro de 1966, no §1º do art. 3o do Decreto-Lei no 261, de 28 de fevereiro de 1967, nos arts. 73 e 74 da Lei Complementar no 109, de 29 de maio de 2001 e Lei no 4.594 de 29 de dezembro de 1964, resolveu,

Art. 1o Esta Resolução dispõe sobre as operações de microsseguro, os corretores e os correspondentes de microsseguro e dá outras providências.

Art. 2o Todas as operações de microsseguro e a intermediação dessas operações ficam subordinadas às disposições da presente Resolução.

§1o Para fins desta Resolução, define-se como microsseguro a proteção securitária destinada à população de baixa renda ou aos microempreendedores individuais na forma estabelecida pela Lei Complementar nº 123/2006, com alterações produzidas pela Lei Complementar nº 128/2008, fornecida por sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência complementar autorizadas a operar no país, mediante pagamentos proporcionais aos riscos envolvidos.

§2o A Superintendência de Seguros Privados – SUSEP definirá os ramos que poderão ser comercializados em planos de microsseguro, bem como os critérios mínimos a serem observados pelos planos de negócios específicos, com definição objetiva do público alvo a que se destinam.

Art. 3o Consideram-se planos de microsseguro aqueles que contenham a definição objetiva do público-alvo do segmento de baixa renda ou do grupo de microeempreendedores individuais a que estão destinados e que observem o plano de negócios da sociedade ou entidade e, entre outros, os seguintes parâmetros:

I – tipos de produtos e coberturas oferecidos, isoladamente ou em conjunto;

II – limite máximo de garantia e/ou de capital segurado;

III – prazo máximo para pagamento da indenização ou do capital segurado;

IV – prazo de vigência;

V – formas de comercialização, inclusive com a utilização de meios remotos;

VI – formas de contratação por apólices, bilhetes ou certificados individuais, simplificados.

§1o A SUSEP fixará as condições para as contratações por apólices, bilhetes ou certificados individuais, simplificados, bem como para a comercialização por meios remotos, estabelecendo as informações obrigatórias a cada modalidade específica.

§2o Os planos de microsseguro, na forma determinada pela SUSEP, poderão contemplar a prestação de serviços de assistência e a cessão de direitos de títulos de capitalização.

§3o A SUSEP estabelecerá os critérios que poderão ser utilizados nos planos de microsseguro para a definição objetiva do público-alvo a que se destinam.

Art. 4o Consideram-se também como planos de microsseguro os de previdência complementar aberta que atendam ao disposto na presente Resolução e cujos benefícios sejam iguais ou inferiores ao capital segurado máximo estabelecido pela SUSEP para planos de microsseguro de pessoas.

Art. 5o A SUSEP estabelecerá as condições específicas para funcionamento das sociedades e entidades que operem em microsseguro.

Parágrafo único: O capital base para as sociedades que operem exclusivamente em microsseguro será de 20% (vinte por cento) do valor definido na legislação vigente.

Art. 6o A SUSEP poderá estabelecer regras de capital e de provisões técnicas diferenciadas para operações de microsseguros, observado o disposto nas resoluções do CNSP que normatizam a matéria. Art. 7o A SUSEP disciplinará a habilitação e o registro das pessoas naturais que realizem intermediação exclusivamente em microsseguro, os quais serão denominados corretores de microsseguro.

Parágrafo único. O corretor de seguro habilitado a intermediar seguro, previdência complementar aberta e/ou capitalização fica automaticamente autorizado a angariar e promover contratos de microsseguro.

Art. 8o As sociedades e entidades que comercializem microsseguro nos termos desta Resolução poderão contratar e/ou firmar convênio com qualquer pessoa jurídica, na condição de correspondente de microsseguro, que poderá recolher e repassar prêmios e promover quaisquer atos necessários à operacionalização de microsseguro.

§1o O pagamento do prêmio ao correspondente de microsseguro considera-se feito à sociedade seguradora.

§2o A remuneração ajustada entre a sociedade seguradora e o correspondente de microsseguro deverá estar expressa no contrato entre as partes.

§3o Não se aplica ao correspondente de microsseguro de que trata esta Resolução a legislação especial aplicável aos representantes comerciais.

§4o A SUSEP disciplinará a atividade do correspondente de microsseguro.

§5º O correspondente de microsseguro não pode ter como atividade principal a comercialização de seguros.

Art. 9o As sociedades e entidades poderão ofertar planos de microsseguro por intermédio de correspondentes de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, na forma disciplinada pela SUSEP.

Art. 10 Fica a SUSEP autorizada a adotar as medidas necessárias à execução do disposto nesta Resolução.

Art. 11 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Luciano Portal Santanna

Superintendente

19 trabalhos concorrem ao Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguro

Mais uma premiação para estimular estudos e projetos na área de seguros. Segundo comunicado da CNseg, os resultados da primeira edição do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela federação, serão anunciados no almoço de confraternização das lideranças do mercado segurador, no salão Cristal do Copacabana Palace, no dia 14 de dezembro. Serão premiados os três melhores cases de inovação implementados por seguradoras ou corretoras de seguro com o objetivo de melhorar a qualidade dos produtos ou serviços junto ao consumidor.

Os vencedores receberão troféus e prêmios em dinheiro nos valores de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, para 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente. A comissão julgadora foi formada por cinco profissionais, com experiência e atuação nas áreas acadêmica, tecnológica, jornalística e de seguros, que se destacam por apresentarem uma visão diferenciada sobre inovação, sobre o mercado de segurados e o consumidor.

Concorrem ao Prêmio 19 trabalhos de todas as regiões do País que tiveram a eficácia da implementação comprovada. O evento contará com palestra sobre inovação de Silvio Meira, especialista em Tecnologia da Informação e um dos membros da Comissão Julgadora. O Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação foi criado pela CNseg para estimular os atores do mercado segurador a buscar novidades e aperfeiçoar produtos e processos visando à satisfação do consumidor.

Chubb investe no projeto 4.0

Tão interessante a matéria da minha editora Kelly Lubiato, na revista Apólice. Como não pude ir ao encontro com jornalistas, realizado por Acácio Queiroz, presidente da Chubb, vou reproduzir o texto da Kelly para deixar de consulta aqui no blog. Boa leitura!

Kelly Lubiato
Revista Apólice

A Chubb Seguros se prepara para enfrentar um mercado ainda mais competitivo investindo no Projeto 4.0, idealizado pelo seu presidente Acácio Queiroz (foto). Ele acredita que o que fará a diferença no futuro será o engajamento dos funcionários no âmago da empresa. “Já treinamos 60 colaboradores que irão disseminar seus conhecimentos para os cerca 500 funcionários da companhia”, adiantou Queiroz, lembrando que este não é um treinamento convencional, mas uma forma de mostrar ao funcionário que ele é, efetivamente, parte do conglomerado.

Durante encontro com mídia, Queiroz também disse que a Chubb já está preparada para iniciar o ano com os “pés calçados”. A companhia já realizou o alinhamento de preços necessário para se adequar à queda dos juros e dos ganhos financeiros, melhorando o seu resultado operacional.
“Esta será uma característica do mercado no próximo ano. As empresas deverão equalizar suas despesas e a produção, o retorno financeiro e o operacional”, previu.

Com a ascensão dos mercados emergentes, o investimento das matrizes multinacionais no Brasil deve continuar. A Chubb Seguros do Brasil responde por 4,5% das operações internacionais da companhia, sendo a terceira maior empresa do grupo fora dos Estados Unidos, atrás apenas de Inglaterra.

A empresa que é conhecida como a “seguradora Platinum do mercado” por investir no nicho de alta renda. Ela comercializa produtos para veículos (acima de 60 mil reais), iates, helicópteros, obras de arte, residência etc. “Em alguns casos de sinistros, por exemplo, a primeira preocupação do cliente não é com seu bem, mas com a sua segurança. Por isso, investimos também num serviço de assistência que acompanhe o padrão dos segurados”, declarou Sidney Munhoz, vice-presidente da companhia.

Tanto em 2011 quanto em 2012, a Chubb Seguros deverá crescer 10% ao ano, em faturamento. Segundo Queiroz, o segmento de vida deve ter elevação de 30% na Chubb em 2011, totalizando R$ 250 milhões em prêmios e o de garantia “deve mais que dobrar”, para R$ 16 milhões em prêmios. “Tínhamos uma carteira muito pequena”, justificou.